OPINIÃO | São Paulo 3×0 Mogi

Nação tricolor;
Vitória incontestável embora pouco emocionante na tarde deste domingo no Morumbi. Com os 3×0, o tricolor mantém boas chances no Paulistinha e continua na procura do encaixe perfeito entre suas peças no campo.
Sem Richarlyson (contundido), Jean e Dagol (poupados), Ricardo Gomes colocou o tricolor em campo com Ceni, Cicinho, Alex Silva, Miranda e Júnior Cesar. Souto, Cléber Santana, Hernanes e Léo lima. Fernandinho e Washington.
Em tese seria o meu time ideal, com a entrada de Dagoberto no lugar de Fernandinho. Eventualmente a entrada de Jorge Wagner nesse meio campo (como ocorreu hoje) também seria interessante. Mas falamos o porquê dessa preferência mais para frente.
O primeiro tempo do jogo foi fraco, com o tricolor procurando tocar a bola sem muita penetração e o Mogi postado atrás, para pegar algum contra-ataque. Em um lance fortuito, Washington foi derrubado dentro da área e, aos 13 minutos, nosso capitão marca de pênalti o primeiro tento do jogo. Notem que neste ano a arbitragem está olhando mais para nossos atacantes que no ano passado.
Apesar de estar na frente, o time tocava muito a bola de lado e parecia não muito interessado em acabar logo com a partida. Na ala direita Cicinho afunilava a jogada e não dava opção nos avanços. Junior Cesar era mais acionado e estava bem no jogo. Só precisa caprichar mais nos cruzamentos. Embora compacto, a lentidão das jogadas do time facilitava a marcação adversária. Em uma das poucas jogadas verticais da equipe, Cléber Santana toca para Fernandinho que se enrola com a bola na grande área, junto com a defesa do Mogi. O próprio Cléber aproveita o rebote e faz seu primeiro gol com a camisa tricolor. O meio campista tricolor ainda acertou a trave do Sapo, em um petardo fora da área.
Veio a segunda etapa e o Maior do Mundo melhorou sua postura ofensiva, com mais posse de bola e sangue novo em campo. Léo Lima deu vez a Jorge Wagner, que deu mais mobilidade ao meio campo; Fernandinho saiu para a entrada de Marcelinho e Washington (desta vez sem gol nem dor de barriga) deu vez a Marlos.
Embora a excelente defesa tricolor (motivo de orgulho) tenha levado alguns sustos do Mogi, era o tricolor a equipe que procurava mais as redes. Aos 47 minutos, no apagar das luzes, Hernanes ampliou com um belo chute de dentro da grande área.
O resultado positivo marcou a atual característica da equipe, que vem sendo moldada para este semestre: Eficiente e compacta, porém ainda previsível e com algumas peças ainda abaixo do seu rendimento. É o caso de Cicinho e Hernanes, que mesmo com o gol marcado, teve atuação discreta para o nível do futebol que joga.
Não vou criticar. O time do São Paulo, bem como o estilo de jogo, é esse. Uma equipe muito técnica no meio (as vezes até demais) com muita posse de bola mas sem muita agressividade, compacta na defesa (dois monstros na zaga), dois alas que, com sequência e ritmo podem render mais e um ataque que depende muito da mobilidade de Dagoberto e de Washington em seu “dia”. Está funcionando? Está! Pode evoluir mais? Pode! Mas não sabemos se para uma Libertadores é o suficiente. Espero que seja e que tudo comece a dar certo. Torcida não faltará!
Avante, São Paulo!
Saudações tricolores!
Nota dos principais personagens da partida:
Rogério Ceni Atuação segura e mais um gol para a coleção. Faltam onze para chegar a cem! Nota: 7,5
Cicinho Nitidamente fora de forma, ainda não é o Cicinho que a gente conhece. No primeiro tempo não ofecreceu opções e afunilou as descidas pelo meio. Na segunda tapa foi um pouco melhor, mas ainda errando muitos cruzamentos. Acelera, Cicinho! Nota: 4,5
Alex Silva Junto com Miranda, o melhor em campo. Que partida! Nota: 9,5
Miranda Outro que, ao lado do Pirulito, recuperou sua eficiência. Estamos bem servidos na zaga! Nota: 9,5
Junior Cesar Um ótimo primeiro tempo, dando muita opção pela esquerda. De lá sairam boas jogadas de linha de fundo. Faltou mais capricho nos cruzamentos. Um pouco mais discreto na segunda etapa, porém eficiente. Eu sou a favor de uma sequência para ele. Nota: 7,5
Rodrigo Souto Perfil totalmente diferente de Richarlyson. Embora mais lento que o titular, erra bem menos passes e cadencia mais o jogo. Terá uma sequência para mostrar seu futebol. Aí a opção pelos dois estilos de jogo será do treinador. Nota: 6,5
Cléber Santana Muito bem na primeira etapa, responsável pelas jogadas mais verticais do time. Um gol e um belo tiro na trave, sua especialidade em tempos de Santos. No segundo tempo foi menos acionado mas manteve a regularidade. Nota: 8,5
Hernanes Ainda pode jogar bem mais do que está jogando. Todos nós conhecemos seu potencial. Perdeu um gol incrível cara a cara com o goleiro após lancamento primoroso de JW, mas se redimiu com o belo terceiro tento tricolor. Nota: 6,5
Léo Lima Hoje não foi bem como foi nos dois últimos jogos, errando passes em demasia. Foi bem substituído no início do segundo tempo. Hoje faltou encostar mais no ataque. Nota: 5,0
Fernandinho Muito discreto e sem a mobilidade necessária para criar jogadas. Não ofereceu opções no ataque e não arrematou muito a gol. Nota: 4,0
Washington Apesar do pênalti sofrido, o que eu posso dizer do artilheiro tricolor é que hoje não foi o dia dele. Torço muito para que seja decisivo quando realmente precisa ser e que não saia em hipótese alguma da grande área. Nota: 4,0
Jorge Wagner Entrou com disposição, fazendo bons lançamentos e distribuindo bem a bola. Boa partida. Assim mostra que vai brigar por uma posição no meio. O tricolor só ganha com isso. Nota: 8,0
Marcelinho Entrou no lugar de Fernandinho. Ainda claramente fora de ritmo de jogo, não acrescentou muito em campo. Nota: 5,5
Marlos Outro que entrou com energia em campo. Deu mais vigor ao ataque. Nota: 6,5
Ricardo Gomes Com os desfalques, conseguiu montar bem a equipe. Mexeu bem quando viu que o rendimento no começo da segunda etapa estava caindo e fez por merecer a vitória. O São Paulo de Ricardo Gomes não é cascudo como o de 2005 nem pragmático e eficiente como o de Muricy. É um time com um meio técnico, uma boa defesa, uma ala que ainda vai se encontrar (espero) e um ataque que depende dos dias de Dagoberto e Washington. Se falta pegada, sobra posse de bola. Essa é a minha visão. Se vai ou não, só o tempo dirá. E vamos com o que temos! Nota: 8,0 (pela partida de hoje)
Torcida Quase dez mil pagantes para um domingo ensolarado é um público que eu considero bem pequeno. O torcedor do Maior do Mundo mostra em números que não está dando bola para este campeonato. A média no estadual despencou nos últimos anos, ainda mais com a presença constante na Libertadores.
Imagens: Vipcomm
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Vergonha!
Também não merece ver uma equipe que, acomodada e relaxada pelos enormes privilégios individuais que seus jogadores tem, prefere se nivelar por baixo e “equilibrar” as partidas com times ruins que ousar jogar bem. Uma equipe que não sua a camisa e sempre está arrumando uma desculpa para as más atuações. “Vai melhorar”, pregam todos em uníssono. Quando? No Campeonato Brasileiro? Avisem para a torcida também se poupar e salvar seu precioso e emotivo dinheiro.
Está nítida a falta de organização, motivação e um planejamento mais real. Até quando falaremos que o que valeu foram os três pontos? Até sermos eliminados das competições?
Nação do Maior do Mundo;
Nação do Maior do Mundo;
O tricolor veio a campo com Ceni, Cicinho, Alex Silva, Xandão e Junio Cesar. Jean, Richarlyson, Hernanes e Marcelinho. Dagol e Washington. Foi a volta de Gomes ao banco de reservas.
Veio a segunda etapa e Gomes fez uma mexida tática, colocando Richarlyson como terceiro zagueiro, ao lado dos então amarelados A. Silva e Xandão. O time ficou mais seguro e perdeu grandes chances no contra-ataque. A Ponte veio para o abafa e também perdeu chances. Houve mais um penal para o SPFC (mão dentro da área) não assinalado. Gomes promoveu entradas certeiras de Marlos, Léo Lima e Rodrigo Souto. O time não esmoreceu e levou a partida até o final.

Nação tricolor;
Começou o jogo e o Maior do Mundo fez seu gol relâmpago. Léo Lima de fora da área acertou um belo chute, contando com a incrível colaboração do goleiro Luiz Carlos, do Monte Azul. Mesmo com a facilidade o tricolor se complicou no primeiro tempo e, pelos lados do campo, cedeu algumas oportunidades para o adversário de empatar a partida. O meio campo falhava muito e não tinha um pingo de criatividade. Na minha opinião, essa carência é fruto de vários jogadores fazerem a mesma função. Mesmo com a viória parcial, o time foi para o intervalo devendo muito.
Claro, estávamos jogando “contra o vento” e por isso não devemos nos animar com o placar. Mas, melhor que a goleada, a entrada de Fernandinho no jogo mostrou ao técnico e escancarou para a torcida que o time pode sim jogar com dois atacantes rápidos na frente, sendo municiados por um meio-campo brigador. Aí sim, jogadores como Hernanes, Léo Lima e até Cléber Santana funcionam. A idéia de formatar uma defesa sólida e um meio consistente, roubando bolas para as descidas dos atacantes me agrada. Boa dor de cabeça para a comissão técnica e, principalmente, para Washington e Marcelinho.
Haja paciência, mas vamos lá…
Veio a segunda etapa e Xandão, que já estava amarelado desde o início do primeiro tempo, recebeu o segundo amarelo logo nos primeiros minutos. A casa tricolor, que já era de barro, caiu de vez. O fraquíssimo adversário, motivado pela entrada de um novo técnico, aproveitou-se da fragilidade tática e do aparente pouco interesse em campo do tricolor e não se fez de rogado. Dois gols de cabeça de um atleta que estava quase saindo pela porta dos fundos. Não existia castigo pior antes de uma viagem tortuosa a Colômbia, não é?
Nação do Maior do Mundo;
O primeiro tempo foi bem fraco por parte do tricolor. Apesar da novidade tática, era visível a falta de entrosamento entre os jogadores e suas devidas funções, além do fato de muitos deles não serem (nem terem condições) titulares. Havia falta de cobertura e ouco toque de bola. Mas o principal fator da estiagem criativa era no meio campo. Dificílimo ver Richarlyson e Carlinhos Paraíba com a função de criar por lá, assim como foi tenebroso ver Washington perder um gol que, numa Libertadores pode até significar uma eliminação.
Veio a segunda etapa e a coisa continuou feia, com Marcelinho errando quase tudo que participava e Richarlyson rifando a bola, como se fosse um mérito. A defesa era a única coisa que ia bem. ricardo Gomes colocou Cléber Santana e Hernanes para dar uma agitada. O último criou boas jogadas. O Barueri tentava empatar mas não tinha cacife para tal, tamanha segura era a nossa defesa. Em compensação o ataque tropeçava na bola, com Marcelinho e o sumido Washington.
Nação tricolor;
No meio campo, temos dois volantes mais presos e um criador (como em 2005) com Cléber Santana fazendo a função de Danilo. Espero que ele se dê bem na posição, para municiar o ataque. Richarlyson e Jean disputam posição ao lado de Hernanes e até mesmo Rodrigo Souto, quando estiver preparado, poderá entrar nessa briga.