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Opinião: São Paulo 2 x 0 Nacional: Libertadores é para homens!

Qui, 08/05/08
por daniel perrone |

 
Libertadores é assim: Camisa, força e
tradição. Quem não tem, dança, né Adriano?

Crédito: Globoesporte.com

Foi mais uma vez um baita sofrimento mas, mesmo sem apresentar um futebol vistoso, o São Paulo fez valer a imensa tradição e a camisa mais poderosa do Brasil e passou por cima do também tradicional Nacional, do Uruguai. Agora o Maior do Mundo pega um outro tricolor: O vistoso e técnico Fluminense, do Rio de Janeiro.

 O primeiro tempo começou absolutamente equilibrado, com o tricolor comandando as ações ofensivas e um Nacional surpreendentemente marcando no campo do Maior do Mundo, e conseguindo algum perigo em algumas jogadas. Os dois times abusavam do futebol competitivo, tornando a partida muito disputada.

Aos poucos, o Maior do Mundo conseguiu se impor e começou a criar boas jogadas pelos lados do campo. E foi numa dessas jogadas que Adriano aproveitou a bobeada da zaga num cruzamento rasteiro da esquerda e marcou o seu. É o que eu digo: “Complicou? Joga no Imperador!” Dito e feito: São Paulo 1×0 e uma boa impressão no primeiro tempo.

Veio a segunda etapa e, com ela, uma nítida queda de produção geral do time. Tivemos a sorte de começar o jogo com uma expulsão do outro lado mas não soubemos aproveitar a superioridade numérica. Parecia que o tricolor é que tinha 10 em campo, e não o Nacional.

O adversário, cheio de tradição e brio, não deixou de pressionar mas, efetivamente, não criou perigo real de gol na meta do maior goleiro-artilheiro do planeta. Porém, o tricolor não encaixava os contra-ataques.

Com o tempo, o Nacional começou a entender que tinha que partir para o tudo ou nada, e assim partiu sem cuidados defensivos. Era a chance do tricolor matar a partida. Hugo e Adriano perderam boas oportunidades justamente por não terem o pé direito e Borges, preso na marcação, deu lugar a Dagoberto. O jovem atacante não desperdiçou a oportunidade de ouro e, após 45 minutos de tensão, não desperdiçou um contra-ataque fulminante e, com o pé direito, mandou a equipe uruguaia para casa.

Lindo! Tricolor classificado! Mas foi novamente aquele sufoco que o torcedor do Maior do Mundo dificilmente se acostumará. Mesmo assim, cheio de defeitos e limitações, uma coisa os 42 mil torcedores sabem que nunca vai faltar no Morumbi: Garra, vontade e espírito de Libertadores. Claro que se vier uma ou duas peças haverá muito mais confiança da torcida. É obrigação a diretoria pensar nisso. Mas não podemos nos queixar da vontade desse grupo.

Ainda tá difícil mas, bem ou mal, essa camisa joga muito!

Que venham os cariocas!

SSP!

Notas dos personagens da partida:

Rogério Ceni Pouco exigido, mas muito seguro nas intervenções. Nota: 7,0

Éder Não fez uma boa partida ofensivamente, mas ajudou a segurar o lado esquerdo do ataque uruguaio. Nota: 6,0

Alex Silva Um dos melhores do time novamente, venceu o duelo particular com Richard Morales, mas desta vez não se aventurou no ataque. Nota: 8,5

Miranda Partidaça! Defesa volta a ser “paredão”. Nota: 8,5

Richarlyson Começou errando passes mas melhorou muito com o tempo de jogo e fez uma das suas melhores partidas do ano. A expulsão do jogador uruguaio foi depois de uma jogada sua. Deu chutão quando foi preciso e precisa apenas não enfeitar tanto algumas jogadas. Nota: 8,0

Zé Luis Vem justificando a contratação e a confiança da torcida. Muito bem na frente dos zagueiros e não tem medo de cara feia uruguaia. É isso aí Zé! Nota: 7,0

Hernanes Boa partida no primeiro tempo, mas no segundo caiu muito de produção e não conseguiu alimentar o setor ofensivo. Teve momentos irreconhecíveis na etapa complementar. Nota: 5,5

Hugo Apesar de literalmente ”tropeçar” na bola em alguns momentos, vem apresentando um futebol de razoável para bom e uma vontade maior que no ano passado. Apesar disso ainda não há confiança da torcida nele. E com razão. Nota: 7,0

Éder Luís Taticamente bem, voltando para marcar a saída de bola mas muito mal ofensivamente. Parece que está sem confiança para fazer suas jogadas agudas. Porém o cruzamento do primeiro gol foi dele. Precisa melhorar muito de produção, para o bem do time na Libertadores. Nota: 5,5

Borges Não foi desta vez que desencantou na Libertadores. Ficou muito preso na marcação dos zagueiros. Nota: 5,0

Adriano Grande partida! Esse é o espírito da Libertadores e o Imperador já assimilou o que é “São Paulo”. Boas jogadas, muita vontade e um gol providencialíssimo. Só faltou calibrar mais o pé nos arremates. Nota: 9,0

Dagoberto Entrou no lugar de Éder Luis e correspondeu, atuando ora como um meio-campista, ora como um ponta direita. Belo gol, coroando a boa entrada em campo. Se voltasse mais para marcar poderia ser titular fácil desse time. Nota: 8,0

Fábio Santos e Júnior Entraram no final para reforçar a defesa. Sem nota.

Muricy Ramalho Com o que tem fez o certo. E hoje substituiu muito bem. Tem que trabalhar mais o equilíbrio da equipe, além das jogadas de ataque. Mas, desta vez o time marcou dois gols com a bola rolando e mostrou força na competição, além da tradicional camisa, que pesa. Se tiver um ou dois reforços de qualidade ficaria mais fácil a trajetória tricolor. Nota: 8,0

Juíz Nem parecia argentino. Não deixou a bola rolar e foi tendencioso para o adversário. Não gostei da atuação. Nota: 4,0

Torcida tricolor 42 mil é um número que superou as expectativas, mas poderia ser muito mais. Tá certo que esse time ainda não inspira confiança para ser vencedor, mas a torcida deveria, ao menos, comparecer numa competição tão importante para nós. Tenho certeza que, nas quartas, a coisa vai melhorar neste sentido. De qualquer forma foram 42 mil fanáticos que apoiaram o tempo inteiro no templo sagrado. Nota: 10,0

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Errata: Desculpem; errei na nota do Adriano e no cruzamento do primeiro gol. Já está consertado. Ainda estou me acostumando com a nova ferramenta do blog.

Opinião Nacional 0 x 0 São Paulo: Resultado bom, futebol feio!

Qui, 01/05/08
por daniel perrone |


Tricolor não fez uma grande partida, mas jogou com raça e teve chance de ganhar!

Crédito: Globoesporte.com

O jogo foi o que o nosso técnico previu: Muito feio. Mas, jogando com raça e determinação, o Maior do Mundo segurou o Nacional, a catimba, o microestádio e conseguiu um “bom” 0 a 0 em Montevidéu, no jogo de ida das oitavas-de-final da Libertadores.

Tirando o primeiro ataque da partida, de Jorge Wagner, o primeiro tempo foi quase todo do anfitrião. O São Paulo não pressionava o Nacional, mas anulou as chances do time da casa, anda com algumas atuações apagadas e certo nervosismo de alguns jogadores. O ataque (principalmente Adriano) estava bem marcado e o meio-campo (novamente ele, o meio…) não ligava com competência.

Veio o segundo tempo e, com ele, o adiantamento do time do Nacional em campo, pois o time uruguaio sabia que o empate não era bom resultado. Isso fez melhorar o São Paulo em campo, que partia com mais perigo no contra-ataque. Éder Luis e Borges perderam gols que não se pode perder numa Libertadores, mas a postura geral melhorou muito. A garra e a determinação nao faltaram, mas ficou evidente a falha do setor ofensivo neste jogo.

Enfim, o resultado foi bom. O Maior do Mundo joga por uma vitória no Morumbi, na próxima quarta-feira, para passar às quartas-de-final da competição. Novo empate sem gols leva a decisão para a disputa de pênaltis. Em caso de empate com gols, a vaga fica com os uruguaios. Mas não devemos desviar o foco e a determinação em nenhum momento.

Nossa defesa está voltando a ficar forte; mas a criação e o ataque deixaram a desejar. o time do Nacional é limitado mas tem camisa na Libertadore. Não é bobo e não está morto.

Passar para as quartas é obrigação. Mas o time está certo de pedir casa cheia no jogo de volta. a torcida tem que comparecer no Cícero Pompeu de Toledo para empurrar o time.

Apesar disso, para ganharmos essa competição, teremos que jogar o que ainda não jogamos no ano.

SSP!

Notas dos personagens da partida:

Rogério “800″Ceni Quando foi exigido garantiu o empate, mas quase toma um frango histórico em um jogo histórico para ele. Mas mostrou quem manda na América do Sul ao peitar Richard Morales, a torcida local e mostrar quem é que é Tricampeão Mundial. Quem é líder não se intimida! Nota: 6,0

Zé Luís Jogou bem enquanto esteve em campo. Bom jogador. Nota: 6,0

(Fábio Santos) Não apareceu muito, tem raça de sobra que chega a ser violento, porém mostrou seu cartão de visitas (sola da chuteira) para mostrar aos uruguaios que sabemos jogar Libertadores. Nota: 5,0

Alex Silva Melhor do time, ganhou praticamente todas lá atrás, e quase fez um lá na frente (sem ser de cabeça). Nota: 8,0

Miranda Sempre jogando bem, garantiu lá atrás. Nota: 7,0

Éder Jogou bem atrás e apoiou bem. Um lateral que tende a crescer no tricolor, mesmo com o Jancarlos no elenco. Nota: 6,0

Richarlyson Ele é volante. Fez muitas faltas mas sofreu muitas também, não fugiu das divididas em várias que muita gente tiraria o pé, e acertou um cruzamento que o Éder Luís errou o gol sozinho. Nota: 6,0

Hernanes Protegeu muito bem o meio, iniciou alguns contra-ataques, porém não atacou muito. Nota: 7,0

Jorge Wagner Não acertou cruzamentos mas ajudou a proteger o time lá atrás. Nota: 5,0

(Hugo) Um caso a ser estudado, não decidiu nenhum jogo pro tricolor mas teve quatro chances, na primeira chutou bisonhamente, na segunda desviou no zagueiro e nas outras duas concluiu bem mas o goleiro salvou. Pelo menos se empenhou em campo, coisa rara nessa passagem pelo tricolor. Nota: 6,0

Éder Luís Ainda meio perdido. No Atlético-MG jogava no ataque, no tricolor tentam fazer dele um clone do Leandro. Tem habilidade, é rápido mas parece não ter encontrado seu setor no time. Ajudou lá atrás, porém perdeu um gol incrível que tomara que não faça falta ao final dos 180 minutos. Nota: 5,0

Borges Não brilhou ainda na Libertadores, e se embananou em outro lance que podia ter matado o jogo. Nota: 5,0

Adriano Lutou muito, mas foi muito marcado. Ajudou bastante lá atrás. Nota: 5,0

Muricy Armou o time do jeito que dava para um empate e o jogo feio que ele previa, porém o time conseguiu criar boas jogadas que não ficaram só nas bolas aéreas. Precisa fazer uma ótima preleção na quarta que vem, com isso, e o time insipirado, com espírito de Libertadores e o Morumbi cheio ninguém segura. Nota: 6,0

Juíz Apitou bem, não deixou o Nacional apitar o jogo, deu alguns cartões amarelos, mas poderia ter expulsado uns dois do time da casa. Nota: 6,0

Torcida tricolor Parabéns aos amigos que foram até o Uruguai, enfrentaram um frio e um estádio acanhado e enfrentaram até pedradas ao fim do jogo, mas cantaram várias músicas (não ouvidas pela TV) e deram aquela provocada gritando: “Peñarol!!!!”. Nota: 10,0

Sport Recife Justa vitória, provando mais uma vez que time pequeno é sempre time pequeno, não importam as circunstâncias. Nota: 7,0 (podia ter feito mais)

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