Opinião: São Paulo 2 x 0 Nacional: Libertadores é para homens!
Libertadores é assim: Camisa, força e
tradição. Quem não tem, dança, né Adriano?
Crédito: Globoesporte.com
Foi mais uma vez um baita sofrimento mas, mesmo sem apresentar um futebol vistoso, o São Paulo fez valer a imensa tradição e a camisa mais poderosa do Brasil e passou por cima do também tradicional Nacional, do Uruguai. Agora o Maior do Mundo pega um outro tricolor: O vistoso e técnico Fluminense, do Rio de Janeiro.
O primeiro tempo começou absolutamente equilibrado, com o tricolor comandando as ações ofensivas e um Nacional surpreendentemente marcando no campo do Maior do Mundo, e conseguindo algum perigo em algumas jogadas. Os dois times abusavam do futebol competitivo, tornando a partida muito disputada.
Aos poucos, o Maior do Mundo conseguiu se impor e começou a criar boas jogadas pelos lados do campo. E foi numa dessas jogadas que Adriano aproveitou a bobeada da zaga num cruzamento rasteiro da esquerda e marcou o seu. É o que eu digo: “Complicou? Joga no Imperador!” Dito e feito: São Paulo 1×0 e uma boa impressão no primeiro tempo.
Veio a segunda etapa e, com ela, uma nítida queda de produção geral do time. Tivemos a sorte de começar o jogo com uma expulsão do outro lado mas não soubemos aproveitar a superioridade numérica. Parecia que o tricolor é que tinha 10 em campo, e não o Nacional.
O adversário, cheio de tradição e brio, não deixou de pressionar mas, efetivamente, não criou perigo real de gol na meta do maior goleiro-artilheiro do planeta. Porém, o tricolor não encaixava os contra-ataques.
Com o tempo, o Nacional começou a entender que tinha que partir para o tudo ou nada, e assim partiu sem cuidados defensivos. Era a chance do tricolor matar a partida. Hugo e Adriano perderam boas oportunidades justamente por não terem o pé direito e Borges, preso na marcação, deu lugar a Dagoberto. O jovem atacante não desperdiçou a oportunidade de ouro e, após 45 minutos de tensão, não desperdiçou um contra-ataque fulminante e, com o pé direito, mandou a equipe uruguaia para casa.
Lindo! Tricolor classificado! Mas foi novamente aquele sufoco que o torcedor do Maior do Mundo dificilmente se acostumará. Mesmo assim, cheio de defeitos e limitações, uma coisa os 42 mil torcedores sabem que nunca vai faltar no Morumbi: Garra, vontade e espírito de Libertadores. Claro que se vier uma ou duas peças haverá muito mais confiança da torcida. É obrigação a diretoria pensar nisso. Mas não podemos nos queixar da vontade desse grupo.
Ainda tá difícil mas, bem ou mal, essa camisa joga muito!
Que venham os cariocas!
SSP!
Notas dos personagens da partida:
Rogério Ceni Pouco exigido, mas muito seguro nas intervenções. Nota: 7,0
Éder Não fez uma boa partida ofensivamente, mas ajudou a segurar o lado esquerdo do ataque uruguaio. Nota: 6,0
Alex Silva Um dos melhores do time novamente, venceu o duelo particular com Richard Morales, mas desta vez não se aventurou no ataque. Nota: 8,5
Miranda Partidaça! Defesa volta a ser “paredão”. Nota: 8,5
Richarlyson Começou errando passes mas melhorou muito com o tempo de jogo e fez uma das suas melhores partidas do ano. A expulsão do jogador uruguaio foi depois de uma jogada sua. Deu chutão quando foi preciso e precisa apenas não enfeitar tanto algumas jogadas. Nota: 8,0
Zé Luis Vem justificando a contratação e a confiança da torcida. Muito bem na frente dos zagueiros e não tem medo de cara feia uruguaia. É isso aí Zé! Nota: 7,0
Hernanes Boa partida no primeiro tempo, mas no segundo caiu muito de produção e não conseguiu alimentar o setor ofensivo. Teve momentos irreconhecíveis na etapa complementar. Nota: 5,5
Hugo Apesar de literalmente ”tropeçar” na bola em alguns momentos, vem apresentando um futebol de razoável para bom e uma vontade maior que no ano passado. Apesar disso ainda não há confiança da torcida nele. E com razão. Nota: 7,0
Éder Luís Taticamente bem, voltando para marcar a saída de bola mas muito mal ofensivamente. Parece que está sem confiança para fazer suas jogadas agudas. Porém o cruzamento do primeiro gol foi dele. Precisa melhorar muito de produção, para o bem do time na Libertadores. Nota: 5,5
Borges Não foi desta vez que desencantou na Libertadores. Ficou muito preso na marcação dos zagueiros. Nota: 5,0
Adriano Grande partida! Esse é o espírito da Libertadores e o Imperador já assimilou o que é “São Paulo”. Boas jogadas, muita vontade e um gol providencialíssimo. Só faltou calibrar mais o pé nos arremates. Nota: 9,0
Dagoberto Entrou no lugar de Éder Luis e correspondeu, atuando ora como um meio-campista, ora como um ponta direita. Belo gol, coroando a boa entrada em campo. Se voltasse mais para marcar poderia ser titular fácil desse time. Nota: 8,0
Fábio Santos e Júnior Entraram no final para reforçar a defesa. Sem nota.
Muricy Ramalho Com o que tem fez o certo. E hoje substituiu muito bem. Tem que trabalhar mais o equilíbrio da equipe, além das jogadas de ataque. Mas, desta vez o time marcou dois gols com a bola rolando e mostrou força na competição, além da tradicional camisa, que pesa. Se tiver um ou dois reforços de qualidade ficaria mais fácil a trajetória tricolor. Nota: 8,0
Juíz Nem parecia argentino. Não deixou a bola rolar e foi tendencioso para o adversário. Não gostei da atuação. Nota: 4,0
Torcida tricolor 42 mil é um número que superou as expectativas, mas poderia ser muito mais. Tá certo que esse time ainda não inspira confiança para ser vencedor, mas a torcida deveria, ao menos, comparecer numa competição tão importante para nós. Tenho certeza que, nas quartas, a coisa vai melhorar neste sentido. De qualquer forma foram 42 mil fanáticos que apoiaram o tempo inteiro no templo sagrado. Nota: 10,0
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Errata: Desculpem; errei na nota do Adriano e no cruzamento do primeiro gol. Já está consertado. Ainda estou me acostumando com a nova ferramenta do blog.
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