OPINIÃO | Palmeiras 2 x 2 São Paulo
Que jogo, que jogo… QUE BAITA JOGO!!!
Com todos os ingredientes de um grande clássico do futebol brasileiro, o Maior do Mundo foi a casa do adversário e, apesar de estar vencendo por 2×0 e ter saído frustrado com o empate, joga bem, evita o rival de se distanciar jogando em seu estádio e mantém boas chances no campeonato.
O empate no Palestra Itália (agora carinhosamente apelidado de FLORICULTURA pela nação tricolor) pode ser analisado de três maneiras: Sob o ponto de vista da competição, do ponto de vista de nós tricolores, e sob o ponto de vista do adversário.
No ponto de vista do tricolor é claro e evidente que, mesmo jogando bem, perdemos uma grande chance de arrancar de vez para a ponta da tabela. Isso nem se discute. Vencendo por 2×0 até os 33 minutos do segundo tempo e permitir o empate, nas circunstâncias da partida (estavamos jogando direitinho) é perder dois pontos importantes na tabela. O tricolor mostrou que a tal Arena não tem dono quando joga por lá. Nas “CNTP” (condições normais de temperatura e pressão) sem gás, sem apagarem as luzes, não tem medo de ninguém! Raça, amor e dedicação!
Do ponto de vista do adversário, os róseos tem que agradecer de joelhos aos deuses da bola e festejar o empate (na sua própria casa) como uma vitória que não permitiu que o São Paulo não o passasse nesta rodada. O gol decisivo fez com que os suínos saíssem com as calças nas mãos, porém com dois empates seguidos e alguns confrontos diretos pela frente. Levantem as mãos aos céus, róseos, pela cabeçada infeliz de Dagoberto na falta que originou o gol de empate.
Do ponto de vista do campeonato em geral, apesar do empate não ter sido bom para ninguém, agora o São Paulo não tem mais confrontos diretos pela frente, conseguiu um empate fora de casa contra um adversário direto não permitindo que ele se distanciasse na tabela e agora tem que se dedicar nos jogos que resta e esperar que a turma se mate mais para frente. Eu, pelo menos, previ o empate na tabela interativa do Globoesporte.com. O Jason está vivo!
Repetindo; o espetáculo teve tudo que tem que ter num Choque-Rei: Expulsões, polêmicas, gol do Rogério, choradeira do Luxemburgo… enfim, tudo que a gente espera de um bom jogo. Aliás, de um ótimo jogo. Muricy escalou direitinho o time, com Dagol e Borges no ataque e duas linhas de 4 jogadores (Zé Luiz jogava atrás com os zagueiros) Jean e Hernanes avançavam um pouco mais e Hugo deveria encostar nos atacantes.
Logo aos 5 minutos o lance que mudou a partida. Jean aparece livre na área e é calçado por Léo Lima. Pênalti para o tricolor e Rogério Ceni, o maior goleiro do mundo, amplia sua freguesia: Agora os róseos aumentam a vantagem de serem os maiores fregueses do goleiro artilheiro em relação ao clube segundo colocado.
Com o gol, o time não permitiu saída rápida do adversário e, numa confusão daquelas normais se não fosse um clássico, Borges e Diego Souza são premiados com o vermelho. Se eu fosse o Salvio não daria vermelho. Aliás se eu fosse Sálvio nem apitaria o jogo. Mas a opção do árbitro foi para acalmar os ânimos e o chuveiro forçado de ambos deu outro tom no jogo. Segue…
Os róseos tinham a obrigação de pressionar em casa (com Luxa jogando de décimo segundo jogador, na ala esquerda) e o Maior do Mundo armando o ferrolho, com Hugo, JW e Hernanes se aproximando de Dagoberto. O esquema era ter paciência para o encaixe perfeito nos fundilhos róseos. Foi o que aconteceu: Após uma pressão grande do adversário durante quase todo o primeiro tempo, Dagoberto acerta uma bola indefensável para Marcos e o tricolor encerra o primeiro tempo com uma boa vantagem. Mas é clássico…
O segundo tempo começou até melhor para o tricolor, que tinha o contra-ataque na sua mão. Luxemburgo rebolou o que tinha que rebolar e mandou o time para frente, e Muricy respondeu com Éder Luis no lugar de Hugo, que jogava bem na marcação e saída para o ataque.
Os róseos continuvam pressionando e o tricolor perdendo jogadas agudas. Aos 33 minutos, num belo lance, Kléber (o melhor róseo) marca após bela jogada de Denílson. Mesmo com o tento porco, o São Paulo sairia vencedor se não fosse o detalhe… ah, o detalhe que Muricy tanto falou durante a semana. Numa falta infeliz na intermediária, Dagoberto (o melhor tricolor, junto com Ceni) desvia e mata o capitão. 2×2 em um clássico que nunca tem favoritos, principalmente sem luz apagada e outras falcatruas mais que não são típicas de clubes grandes.
De qualquer forma o que tem que se ressaltar é que foi um BELO JOGO. Tanto eu como o Galuzzi do Blog do Palmeiras temos que enfatizar isso. Apesar do empate, quem ganhou foi o futebol paulista. Os dois times estão com muita moral para a reta final.
O São Paulo segue na luta! Pelo que se viu, apesar do empate no final do jogo, o torcedor não pode deixar de acreditar neste time. Raça, vontade, dedicação e amor a camisa não faltarão. Vamos com tudo para cima do Vitória no Morumbi e esperar os confrontos diretos entre os adversários. Tem Flamengo x Palmeiras; Palmeiras x Grêmio, Cruzeiro x Flamengo, Cruzeiro x Grêmio… a esperança não vai morrer!
Sem pressa, rumo ao hexa!!!! Vamo com tudo, tricolor!
Com as calças nas mãos, heim róseos?
Saudações tricolores. Mais uma vez está carimbado o Parque Antarctica! Favoritos? Só no gás…
Nota dos personagens da partida:
Rogério Ceni Soberano no gol tricolor. Mais um gol nos róseos para a coleção, defesas incríveis e muita experiência em campo. E tem torcedor (inclusive são-paulino, que acha que ele deve se aposentar). Nota: DEZ!
Zé Luis Desta vez jogou recuado, ajudando a defesa, e não subiu para o ataque. Nota: 7,5
Rodrigo Um pouco abaixo do que joga no primeiro tempo, no segundo manteve o bom nível da zaga. Nota: 7,5
Miranda O melhor da defesa hoje. Soberano no sistema defensivo sem ser violento. Nota: 9,0
André Dias Boa partida, o único pecado foi ter permitido a ótima jogada de Denílson para o gol róseo. Nota: 7,0
Jorge Wagner Jogou com vontade e marcou bem o adversário, saindo diversas vezes (sobretudo no primeiro tempo) para a área palmeirense. Nota: 7,5
Jean Jogou MUITA BOLA hoje. Com uma boa marcação lhe auxiliando, conseguiu sair para o jogo e marcar o meio palmeirense. Sofreu o pênalti no início da partida. Nota: 9,0
Hernanes Também foi bem, mas deveria ter chutado mais de fora da área. Perdeu um gol incrível no fim que fez abaixar um pouco sua nota. Não se pode perder um gol daqueles. Nota: 6,5
Hugo Também fez uma boa partida. Foi importante no meio-campo, só precisava ter encostado mais no Dagoberto. Saiu no segundo tempo por não conseguir cumprir essa função. Nota: 7,5
Dagoberto Um dos melhores em campo, ao lado de Ceni. Importantíssimo pois é um dos únicos que partem para cima do adversário, não importa quem seja. Golaço de categoria ímpar, ainda mais em cima de Marcos, um dos dois maiores goleiros em atividade no Brasil, ao lado do capitão. Nota: DEZ
Borges Expulso aos 5 minutos. Sem nota.
Éder Luis Entrou no lugar de Hugo para puxar os contra-ataques mas não conseguiu o imaginado. Nota: 6,0
Muricy Ramalho Pelas notas deu para perceber que o time foi bem. Diferente do técnico adversário, o nosso não ficou enchendo o saco da arbitragem. Armou o time direitinho, fez as alterações corretas, jogou no erro do adversário e o único pecado do seu time foram os jogadores não conseguirem encaixar um contra-ataque fatal no segundo tempo. Infelicidade no segundo gol róseo e um empate amargo no campo, mas não tão ruim na tabela, já que foi fora de casa, não deixando o adversário direto avançar e sem confrontos diretos. Agora é com o seu time, Muricy. Nota: 9,0
Trio de arbitragem Eu acho ele péssimo, mas desta vez Salvio Spinola não interferiu na arbitragem da partida. Aliás, até que foi bem. O pênalti em cima de Jean existiu, o suposto gol de Alex Mineiro ficou na linha de cal (portanto não foi), deu cartões amarelos, não sofreu influência de Luxemburgo em sua casa. De polêmico foi só as expulsões no início da partida. Eu não daria mas se foi para coibir a tensão em campo, tudo bem. Parabéns pela arbitragem.
Destaques positivos Ceni (insuperável), Dagoberto (partida irrepreensível) e Kléber (podem falar mal dele, mas joga demais e eu queria no meu time).
Destaque ultra positivo Um clássico eletrizante, bem jogado e, principalmente com PAZ (pelo menos até o seu apito final). É assim que queremos os clássicos no Brasil: Cheios, com provocações bem humoradas, brincadeiras de ambas as partes… com muita rivalidade mas sem violência e, principalmente, sem falcatruas extra-campo como aquela palhaçada de time pequeno no Paulistão. Convenhamos, é muito mais digno o Parque Antarctica ser chamado de “Floricultura” que de “Arena Ultragaz” não é???
Valeu róseos: 2×1 no Morumbi e 2×2 no Parque: Na bola… como deve ser!
Imagens: Torcida RBK. Montagem: Blog do torcedor do SPFC
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