OPINIÃO | INTER 2X0 SÃO PAULO Absolutamente incontestável!
Derrota incontestável em mais uma mini decisão de favoritos ao título.
Jogando sem 4 importantes titulares, e com alguns jogando abaixo da média, o São Paulo foi vencido pelo Internacional, no Beira Rio, e interrompe uma boa sequência de vitórias no Campeonato Brasileiro.
Em primeiro lugar a vitória do Internacional diante do Maior do Mundo foi merecida. O time do Rio Grande do Sul é, desde os primórdios do Brasileirão 2008 é considerado por mim um dos grandes favoritos do campeonato e, assim como o tricolor, começou mal o torneio, mas se recuperou na tabela. Ambos darão trabalho, como eu previa.
Vejamos primeiro as circunstâncias do torneio. O resultado em si é natural, por se tratar de um bom adversário jogando em sua casa. A vitória colorada embolou o campeonato, mas praticamente não tirou o tricolor mais invejado do mundo do pelotão de frente. Na teoria e nas circunstâncias, ainda estamos colados no líder, com 4 pontos de distância. Não podemos nos distanciar deste pelotão. Isso é pontos corridos.
O campeonato é difícil, galera… Essa janela e essa Olimpíada tem que acabar logo!
Vamos agora ao jogo. Muricy veio para a partida com um time mais ofensivo, com praticamente um volante de contenção em campo (Zé “da raça” Luis). Juninho e André Dias formaram a zaga, Richarlyson e Jancarlos foram os alas, Joílson ora combatia ora avançava, Jorge Wagner ficou na função de Hernanes, Hugo ficou na criação e a dupla Dagol e Éder Luis era encarregada do ataque.
O jogo começou como de praxe. O time da casa apertando com o apoio da torcida. O São Paulo não conseguia, através de sua criação, ligar o contra-ataque e o time ficou preso até os 20 minutos. Tanto é que Ceni fez uma defesa “monstro” cara a cara com Nilmar. O centroavante do Inter deve ter gritado “Rogééééério!!!” como nos velhos tempos… A partir daí o time se soltou mais e começou a levar perigo ao mandante. Aí um grande erro do trio de arbitragem impediu o primeio gol da partida, de Dagoberto, aproveitando cruizamento na área. O bandeira, erroneamente, assinalou impedimento de dois jogadores que não participavam da jogada. Dagoberto, vindo de trás e único participante, marcou um gol legítimo. Fazer o que? Se futebol fosse um esporte “justo” como o basquete, o placar dessa partida poderia ser, pelo menos, mais apertado. Tudo bem, essa é a graça do esporte bretão. Geladeira neles!!!
Falando em justiça, justo quando o São Paulo havia equilibrado as ações em campo, o Inter sai na frente, com uma bobeada coletiva da defesa. Uma bola ridiculamente perdida, um cruzamento “pinball” batendo em Richarlyson, enganando bizonhamente Juninho e a bola redondinha na frente de Nilmar que, assim como o Borges, não perdoa. É o artilheiro vencendo seu maior ídolo, Rogério Ceni, e correndo para o abraço.
O Inter gastou a bola até o final do primeiro tempo para o alívio do São Paulo, que esperava o intervalo para ver se Muricy mexia em alguma coisa.
O segundo tempo foi diferente. O São Paulo voltou mais aceso e o Inter encolhido nos contra-ataques, contando com a eficiência de seu rápido ataque. Aos 12, Muricy mexeu, “atendendo” a torcida virtual da Globo, tirando Éder Luis (muito longe de Dagol) e colocando Aloísio em campo. Porém, a eficiência colorada na “estilingada”, aliada a inoperância criativa tricolor, deu resultado: Aos 17 minutos, em mais uma besteira do ataque tricolor Nilmar, mais uma vez ele (carrasco tricolor, mas com um cabelinho bem suspeito) completa um contra-ataque mortal e define a partida.
Faltava tempo e bem que Muricy mexeu, colocando Jean no lugar de Jancarlos e Sérgio Mota, no lugar de Hugo. Mas a partida estava controlada e definida.
Enfim, o resultado não me surpreendeu. Era muito difícil, sem Miranda, Borges, Alex Silva e Hernanes, a gente ter tido melhor sorte. Mais justo era um 2×1, mas agora é pensar no jogo (é jogo ou clássico?) contra a Lusa, no Morumbi e, principalmente, torcer para as voltas dos contundidos e, pelo menos uma peça boa de criação para entrar urgente neste time.
Difícil postular liderança nessa hora mas, se embolarmos nos líderes até agosto será lucro e crescem nossas chances!
Vamos lá, tricolor! Vamos lá, diretoria… vamos lá torcida (os ingressos do jogo de domingo estão à venda, compre antecipadamente o seu) vamos lá, São Paulo!!!
Eu não jogo a toalha: Sem pressa, rumo ao Hexa!
SSP!
Nota dos personagens da partida:
Rogério Ceni Operou um verdadeiro milagre no início do jogo. Sem o capitão a coisa poderia ter sido pior. Nota: 8,0
Jancarlos Apagado como nunca eu imaginei que iria estar, após boa passagem pelo Atlético Paranaense. E pensar que o Éder é ainda pior que ele no setor… Nota: 4,0
André Dias Apesar de ser um pouco lento para o 4-4-2, o único lúcido da defesa. Nota: 7,0
Juninho Causa tremores e calafrios em todos os momentos dos jogos, inclusive nas cobranças de faltas, a sua especialidade. Infeliz no lance do primeiro gol, porém enganado pelo toque de Richarlyson. Nota: 4,0
Richarlyson Prefiro ver o Cazumba na fogueira da ala que ele. Apesar de mais voluntarioso que na “era reserva”, na minha opinião ou ele é volante ou opção para o banco de reservas. Lá ele vira um volante na ala esquerda. Nota: 4,5
Zé Luis Regular, não comprometendo e fazendo a sua função em campo. Nota: 6,0
Joílson Iniciou o jogo com um amarelo e foi mais contido em algumas jogadas. Não comprometeu, mas também não apareceu.Nota: 5,5
Jorge Wagner Para mim a posição de segundo volante é a que mais se encaixa com o futebol dele. Participou bem da partida, virando bolas, dando assistências e tentando alguns poucos chutes a gol. Seu defeito é que não marca tão bem como Hernanes. Se tivesse um meia criativo ao seu lado (como nos tempos da galinhada) seria a opção perfeita neste setor. Nota: 7,5
Hugo Definitivamente não é criador. Nunca foi, nem no Grêmio (na sua melhor fase) quando jogava na meia. Quem criava lá era o Tcheco, e por isso o Hugo funcionava. Esta é a carência do São Paulo e a diretoria precisa se virar para arrumar alguém, senão o Muricy terá que colocar um moleque. Esforçado, não cria porque criar, especificamente, não é o seu talento. Nota: 3,5
Dagoberto Tentou jogadas, sempre na base da disposição, mas não encontrou alguém próximo para criar jogadas em direção ao gol. Nota: 5,0
Éder Luis Hoje foi apático, quase não pegando na bola. Muito distante de Dagoberto. Nota: 4,0
Aloísio Entrou para tentar resolver o problema da referência no ataque. Fez pouca coisa. Nota: 5,0
Jean Com a sua entrada, Joílson virou ala direito. Não alterou nada na prática. Nota: 5,0
Sérgio Mota Entrou muito tarde, aos 35 minutos da etapa complementar, mas não é o cara que confio para mudar alguma coisa no jogo. Seria o ainda verde Oscar o cara para mudar esse panorama? Sem nota.
Muricy Ramalho Realmente sem 4 titulares absolutos no Sul contra um postulante ao título fica bem difícil. Meu time entraria com Cazumba na ala e Joílson fixo com Zé Luis. O São Paulo jogou como podia e com as peças que tem. De positivo foi a posição de Jorge Wagner em campo. Mesmo assim temos todas as condições de continuarmos embolados até agosto, quando aparecem os novos contratados, os olímpicos e, quem sabe um meia. Embolando até lá para mim é lucro para o Maior do Mundo. Nota: 6,0
Trio de arbitragem O careca apitando? Sem chance… derrota, ainda que justa!
Torcida A torcida tricolor se fez presente no sul e lotou a sua área. Falta mais torcida no Morumbi e, contra a Lusa, não haverá desculpa. Compre seu ingresso COM ANTECEDÊNCIA para evitar badernas nas filas que, mais uma vez prometem ser um desastre. Está avisado. Nota: DEZ!
Opine, palpite, participe do Blog do Maior do Mundo!
rss do blog








