Com uma atuação eficiente, incisiva e envolvente (principalmente no primeiro tempo) o São Paulo goleou o Atlético Mineiro, em um dos clássicos mais importantes do futebol brasileiro (final de 1977) e finalmente estreou no Campeonato Brasileiro.
“Nóis vortemos: Ó nóis aqui traveis!” Dá farol alto que a gente vai passar!
O jogo foi contra a galinhada? Não, foi contra o grande galo forte brigador de Minas Gerais; mas o Maior do Mundo lembrou aquele mesmo resultado memorável de 5×1 no Pacaembu em 2005 frente a um mesmo adversário de ordem galliforme.
Vou ser sincero com vocês, caros amigos. Cheguei no Morumbi com 18 minutos do primeiro tempo, perdi o massacre e, principalmente, os três primeiros gols, marcados por Hernanes, Joílson e André Dias. Todos de chutes longos e bonitos. Uma coisa que, havia muito tempo o tricolor não praticava: Coragem, iniciativa e arremate.
O tricolor jogou com fome de ganhar!
Meus amigos já queriam que eu fosse embora do estádio e um movimento “Fora Perrone” (afinal, a culpa de todo início ruim de brasileiro era do meu atraso…) e eu quase fui mesmo, mas fui “salvo” pelo golaço de Hugo, aos 38 minutos do primeiro tempo, em uma bela jogada de Joílson e Jancarlos. Vibrei muito: a culpa definitivamente não era minha!
Pelo que vi, dos 18 ao final do primeiro tempo, Joílson, Hernanes (livre de marcação e mais avançado) e Borges estavam acima de suas apresentações cotidianas. Aliás, todos estavam bem; a ponto do estreante técnico Gallo ter que promover substituições logo no começo da primeira etapa. A defesa estava bem postada e sempre havia um defensor partindo rápido para o ataque, os alas estavam se apresentando, o toque fluia e, principalmente, os arremates apareciam. 4×0 e uma ótima apresentação.
O galo literalmente teve que pagar o pato neste sábado!
Veio o segundo tempo e aquela cadenciada natural de uma fatura já ganha. O tricolor trocou passes e gastou a bola, mas não deixou de atacar o já combalido adversário. Lógico; os arremates foram mais escassos, mas a formação em campo estava ótima e só Aloísio se destacava menos por sua natural lentidão em comparação a correria que o tricolor empregava no campo. Aliás, o time jogava com a bola no chão, o que era um baita alívio para a torcida. O galo veio um pouco melhor no segundo tempo e fez seu gol de honra, num chute de fora da área de Coelho, desviado em Aloísio.
A defesa falhou muito pouco, e até teve alguns momentos de desatenção no segundo tempo. Mas o time estava tão consistente e forte neste sábado que fez mais um gol (Hugo, mais uma vez, em ótima jogada individual) aos 39 da etapa complementar. Showpaulo!
Enfim uma apresentação digna do Maior do Mundo. Uma partida que mostra, além da primeira vitória do time no campeonato, o resgate da confiança do grupo nele mesmo. E, se o grupo está confiante, a torcida vai atrás!
Claro, tá muito cedo para apontarmos uma plena evolução do time, até porque esse campeonato só se desenvolverá mesmo após junho, com os clubes sem alguns de seus importantes jogadores. Até julho ou agosto pode ter um monte de cavalo paraguaio galopando por aí… é importante analisar o campeonato como um todo. Mas, pela apresentação de hoje, e somente por ela, dá para pensar em voar longe no Brasileirão com o time que temos. Vai ser difícil, mas dá! Só precisamos de uma ou outra peça com bastante qualidade. Essa é a meta da diretoria até o mês de junho, quando fechará a janela européia e aparecem jogadores para jogar no Brasil.
É dificil, mas eu acredito plenamente no hexa. Só espero não ter que ser obrigado a chegar 20 minutos atrasado em todos os jogos do tricolor no Morumbi para confirmar as vitórias…
SSP!
Nota dos principais personagens da partida:
Rogério Ceni Seguro e com bons lançamentos. Não teve culpa no gol. Nota: 7,0
Jancarlos Fez uma boa dupla com Joílson na direita. Belo primeiro tempo; no segundo puxou o freio de mão, como quase todo o time do Maior do Mundo. Nota: 6,5
André Dias Bela atuação de toda a zaga, e ainda fez um belo gol. Nota: 8,0
Alex Silva A zaga acertou de vez no 3-5-2 com ele. Segurança. Nota: 7,5
Miranda Xerifão do paredão. Muita categoria e equilíbrio. Nota: 7,5
Jorge Wagner Fez o que lhe pediram na esquerda. Boa atuação, sem muito destaque individual, mas com trabalho para o grupo. Nota: 6,5
Joílson O nome do jogo hoje. Ajudou muito o apoio da direita, marcou bem o seu setor de campo, correu muito e marcou um belíssimo gol. Nota: 8,5
Hernanes Depois que se recuperou de uma contusão no tornozelo após o jogo contra o Nacional, voltou melhor fisicamente. Hoje jogou livre e mais para a frente do campo. Pecado mortal do adversário. Nota: 8,0
Hugo Bela partida, marcando e atacando com desenvoltura e confiança. Dois belos gols, um em jogada coletiva e outro em jogada individual. Ainda está devendo, mas se continuar assim vai ser muito útil ao time. Nota: 8,5
Aloísio Destoa do “São Paulo veloz” com sua lentidão, mas mesmo assim criou algumas jogadas de ataque. Não funciona com jogo rápido de toques de bola no chão. Nota: 5,5
Borges Não guardou o seu mas fez duas assistências mortais em dois gols do Maior do Mundo. Tem lugar no ataque deste time. Precisa de sequência. Nota: 7,0
Éder Luis Entrou pouco e não teve tempo de mostrar nada. Sem nota
Júnior Pelo pouco que jogou, deu para perceber que pode ajudar em alguns jogos atuando pelo meio, em uma faixa menor de campo que a lateral. Sem nota
Muricy Ramalho Acertou em cheio na escalação (3-5-2 com Joílson e Hernanes) e foi o responsável pelo adiantamento do meio campo, que definiu a partida em 15 minutos. O São Paulo no Morumbi é esse que vimos neste sábado. Fora tem que ser mais pragmático para ganhar, mesmo que de pouco. Mas o que a torcida quer ver é isso aí. Nota: 8,0
Arbitragem Boa, num jogo que ficou fácil de apitar.
Torcida Pentacampeã Quem foi ao Morumbi gostou muito do que viu. O horário e o tempo ajudaram muito. Nota mil.
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PS: Pessoal, leio todos os comentários e todos estão de parabéns por expressar a opinião tricolor no blog. Escolho alguns para responder mas, juro, leio todos. Muito bom. Abs!