OPINIÃO | CRUZEIRO 1X1 SÃO PAULO Equilíbrio de dois times cinco estrelas!
Foi um jogo digno de duas equipes que, com certeza, farão parte do pelotão que disputará o título do Campeonato Brasileiro: O Cruzeiro com sua ofensiva equipe e seu distintivo com cinco estrelas e o São Paulo com sua competitiva equipe e cinco estrelas no distintivo.
Na minha modesta opinião foi um interessante confronto de estilos.
Local: O belo e arrumadíssimo estádio do Mineirão. De um lado O Maior do Mundo; time experiente, tinhoso e ainda carente de um meio campo (ou alas) criativo para segur algumas jogadas com mais eficiência. Do outro o Cruzeiro, belo time comandado por Adílson Batista, com um bom meio-campo mas ainda precisando se consolidar como um time experiente e equilibrado. Um prato cheio (de preferência de tropeiro) para os apreciadores de um bom futebol. Todas as antenas de futebol estavam ligadas para esta eletrizante partida!
O jogo começou com a coisa mais natural do mundo: O mandante atacando e o visitante se defendendo. Alguém me diz um dia se isso vai mudar? O Cruzeiro dominava todas as ações ofensivas e o São Paulo, acuado, não tinha saída de bola para dar vazão ao seu jogo de estilingadas eficientes (a já famosa arapuca tricolor do ano passado).
Aos poucos a pressão celeste foi diminuindo e o jogo ficou mais equilibrado e amarrado. O tricolor saia mais, mas faltava movimentação no ataque. O time sofria com a “falta de alas”, já que Joílson e Jorge Wagner, nem de longe, chegavam a realizar algum trabalho mais agudo das extremidades do campo.
O primeiro tempo teve somente duas chances de gol. Uma do Maior do Mundo (em impedimento inexistente de Hernanes) e outra convertida em gol, em uma bela jogada do Cruzeiro (ampliada com uma bela bobagem de JW) e uma boa dose de sorte no chute para o gol, desviado por Zé Luis. Tem alguém aí que vai dizer que o Capitão falhou? Depois do gol só deu Cruzeiro e o São Paulo limitou-se a gastar a bola até o intervalo.
Chega o intervalo e, com ele, muita coisa para se arrumar no São Paulo: O ataque não se mexia, o time não saía muito para o jogo e as laterais estavam esburacadas. Trabalho árduo para Muricy Ramalho.
O Maior do Mundo entra para o segundo tempo com duas modificações “cirúrgicas”: Richarlyson no lugar de Zé Luís (injustamente pendurado com um amarelo) e Éder Luis no lugar do inoperante Aloísio. Belas modificações, mas que nem o mais entusiasta tricolor imaginava que dessem certo tão rapidamente, ou melhor, em pouco mais de um minuto.
Logo no apito inicial, o São Paulo chega ao ataque, Richarlyson dá um passe magistral para Borges limpar bonito a zaga (Léo Fortunato está girando dentro da área até agora) e empatar o jogo da maneira mais matadora possível, saindo com as mãos nas orelhas e perguntando “Cadê o timinho que vocês, cruzeirenses, estavam nos chamando?”
O jogo virou completamente e, embora com poucas chances de gol, o São Paulo era quem dominava. O time saía, o ataque mexia e somente as alas não se manifestavam. Embora eficientes na marcação do segundo tempo, JW e Joílson deixavam a desejar no apoio.
No segundo tempo, duas chances agudas poderiam ter decretado a vitória de qualquer um dos times hoje, no Mineirão: Borges só não correu para o abraço de novo por causa de espetacular defesa de Fábio. E o nosso capitão-seleção-artilheiro-goleirão não deixou por menos. Ceni espalmou chute “indefensável” de Wagner, provando o quanto vale a placa no Mineirão em sua homenagem. Né não uai?
Isso sem falar no PÊNALTI que não marcaram em cima do Éder Luis. Vermelho para você, sr. árbitro carioca!
Moral da história: Os dois times, sem dúvida correrão atrás do caneco, junto com uns quatro ou cinco do pelotão de frente: Grêmio, Palmeiras, Flamengo e até Vasco (desta vez sem o Eurico). Fora o Inter e o Flu, que ainda não acordaram para o torneio e podem ser “fiel da balança” deste ano.
Há muita coisa para acontecer no campeonato, inclusive a temida (ou bendita) janela européia. O Maior do Mundo só deslanchou nos dois últimos campeonatos após ela. Antes da janela ele ocupava sempre a meia tabela. Este ano não será diferente, apesar de ninguém aguentar querer ver o trico-hexa: O campeonato brasileiro vai parecer o francês rs! Terão que inventar outra fórmula, pois no mata-mata o São Paulo ganhou 3 e nos pontos corridos já ganhou 2…
Foi bom o empate, principalmente pela garra e conjunto do segundo tempo. O Cruzeiro é adversário duro e vai dar muito trabalho para todos os concorrentes. Mas agora o jogo de volta é no Morumbi.
Tremam, adversários! O trico-hexa vem aí… devagarinho! Contra tudo e todos!
SSP!
Notas dos personagens da partida:
Rogério Ceni Tranquilidade e uma defesa magistral. Nota: 8,0
Alex Silva Bem, como toda a zaga. Nota: 8,0
André Dias Hoje, o melhor da zaga, antecipando-se muito bem na sobra. Nota: 8,5
Miranda O cimento de qualidade do paredão tricolor. Nota: 8,0
Joílson Primeiro tempo fraco. No segundo ficou mais na defesa e não teve muitas chances na frente. Nota: 6,0
Jorge Wagner Partida decepcionante. Será que não merecia um banquinho para a entrada de um ala mais incisivo? Nota: 4,0
Zé Luís Regular (como sempre) na cobertura, mas não conseguiu auxiliar o time na saída de bola no primeiro tempo e, como estava amarelado, foi substituído para não correr o risco de ser expulso, pois era encarregado da marcação individual em Wagner. Nota: 5,5
Hernanes Não foi bem no primeiro tempo, pois era o cara da saída de bola. No segundo cresceu de produção atuando um pouco mais adiantado e criou boas jogadas. Bem na proteção. Nota: 6,5
Hugo Primeiro tempo discreto. No segundo melhorou com a correria no ataque tricolor. Apesar da boa movimentação, falta chutar mais bolas ao gol. Nota: 6,5
Aloísio Muito estático, não ofereceu nenhum perigo a defesa cruzeirense. O único lance que passou percebido foi o choque com o goleiro adversário, que deverá render uns pontos na cara do Fábio. Nota: 3,0
Borges Primeiro tempo emperrado com Aloísio. Segundo tempo bem mais solto no comando do ataque. Gol de quem sabe tudo dentro da área. Nota: 8,5
Richarlyson Tá fazendo bem o banco… Entrou muito bem, oferecendo saída de bola e jogando com JW na ala. Bela jogada para o gol tricolor. Mas ainda insiste em fazer uma presepada por jogo, tentando ser o “Gérson” da meia-cancha. Nota: 7,5
Éder Luis Entrou na hora certa, dando mobilidade ao ataque. Sofreu um pênalti, covardemente não apontado pelo trio de arbitragem. Nota: 8,0
Juninho Quem não teve um frio na barriga com a entrada dele no final do jogo, no lugar de André Dias? Mas não comprometeu. Lutará para tirar a imagem de “queijo suiço” no início de trabalho no Maior do Mundo. Sem nota.
Muricy Ramalho O tabu diante do Cruzeiro e a invencibilidade de 7 jogos no Campeonato Brasileiro hoje se mantém devido, principalmente, a ele. Viu um São Paulo preso no primeiro tempo, mexeu perfeitamente e voltou para casa com um ponto e o dever cumprido. Muricy: É só isso que a torcida quer que você veja. As alterações mais dinâmicas quando o time não anda. Hoje foi perfeito nas alterações. Nota 10,0
Trio de arbitragem Não ter marcado um pênalti claro em cima de Éder Luis só dá para falar uma coisa: ZEEEEEEEEEEEEEERO! Duvido que, se fosse com o dono da casa não teriam marcado… Vai roubar pênalti lá na segunda divisão!
Torcida Foi ao Mineirão, sofreu no primeiro tempo, viu o time dar a volta por cima no segundo e voltou com o tabú (desde 2004 sem perder para o Cruzeiro: 8 controntos, 4 vitórias e 4 empates), a invencibilidade e a certeza da subida de produção do time. Nota DEZ para quem esteve no Mineirão.
Opine, palpite, participe do Blog do Maior do Mundo!
rss do blog









