BORGES TOMA IMPÉRIO EMPRESTADO E REINA NO MORUMBI!

Borges mais uma vez é o matador do tricolor mais querido do mundo! É G4!
Crédito: Vipcomm
Em mais uma partida para cardíacos, o Maior do Mundo fez a lição de casa e venceu o bom Grêmio Barueri. Com o resultado, o tricolor mais querido do Brasil volta para o G4 e se prepara para o clássico do final de semana.
O tricolor foi bem escalado, usando o que tinha à disposição, mas, melhor que isso, a torcida pôde ver algo bem próximo da mesma formação tática do ano passado: Três zagueiros (Zé Luis, Juninho e Miranda), os dois melhores volantes de 2007 (Hernanes e Richarlyson, finalmente juntos!), um meia de criação típico (Carlos Alberto), dois alas (JW e Joílson) e dois atacantes (Adriano e Borges).
Uma escalação ótima, tendo em vista o que tínhamos à disposição e, mais que isso, uma formação tática definida e bem semelhante ao que vimos no ano passado, com uma melhoria: Um meia “meia mesmo” no time.
Para mim, essa é a formação para a Libertadores, com Jancarlos de ala no lugar do fraco Joílson, e André dias e Alex Silva na defesa. Nosso banco teria muitas opções, como Éder Luis e Dagoberto (para o segundo tempo), Fábio Santos, Zé Luis e Juninho (para fechar o time) e Aloísio para brigar. Nosso elenco não é ruim! Muricy apenas tem que trabalhar os jogadores respeitando a formação do ano passado, oras!
O primeiro tempo começou com amplo domínio tricolor. Dono de todas as ações ofensivas e defensivas (o Barueri só arriscou bolas de longa distância), o tricolor só pecava no arremate final. Mas jogou com uma solidez que há muito não se via, diante de um adversário bem organizado em campo, mas que não tinha chances reais. O gol de Borges fez justiça ao placar, apontando a grande superioridade em campo do Maior do Mundo. Quem destoava era, mais uma vez, Joílson, que não atacava bem nem defendia bem. Deu branco no cara? Richarlyson também pecava no preciosismo, querendo fazer o mais difícil em algumas jogadas. Mas o sistema encobria esses erros individuais e o Maior do Mundo correspondia em campo. Vimos um esquema em campo.
Veio o segundo tempo e, num erro coletivo, o Barueri fez um belo gol num contra-ataque mortal. Ficamos pedindo uma falta em Joílson no início do contra-ataque, mas não sei se foi falta ou não. Pedrão ganhou de Hernanes e bateu sem chances para Ceni. o São Paulo ainda era superior e com padrão de jogo, mas o time deu uma “semi-desesperada” em campo, desperdiçando várias oportunidades. O time deu uma caída de produção e era preciso mexer nas peças e na formação, pois os jogadores não se compactavam em campo.
Muricy sacou o fraquíssimo Joílson, deslocou Zé Luis na ala e colocou Dagoberto para dar mais movimentação no ataque. A troca funcionou, o time ficou num 4-4-2 e, embora a zaga tenha ficado mais vulnerável com o sistema (Juninho tomou dois bailes que chegou a dar dó) a mexida fora feita para ganhar o jogo. E ganhamos em mais um gol chorado de Borges, que fuzilou a rede após um passe bonito de Adriano.
Ganhamos o jogo que precisávamos ganhar para continuar nosso caminho para a classificação. Tivemos bons momentos e momentos difíceis na partida, sim. Mas, o mais importante é que vimos um time com um padrão definido, principalmente no primeiro tempo, quando jogamos e não deixamos o adversário jogar, que é o que fazíamos no Brasileirão do ano passado.
Para mim ficou provado que Hernanes e Richarlyson tem que ser volantes mesmo. Hernanes como um elemento surpresa no ataque e Richarlyson disputando vaga com Fábio Santos. Os três não dá, a não ser que FS dispute a vaga de terceiro zagueiro.
Outra coisa que vi. Como faz falta um meia criativo. Embora não tenha feito uma partida exemplar, Carlos Alberto jogou muito bem e deu esperança aos torcedores. é um cara que vai para cima, tem raça e muita habilidade. Tem seu espaço, se bem condicionado.
E outra: Borges é o cara dos gols! O império foi dele hoje.
Vi uma luz no fim do túnel na parte tática do time, espero que o Muricy tenha visto também. E vamos com mais força (embora desfalcados, mais uma vez) para o clássico, onde impera um tabú. Parabéns a todos os jogadores e ao técnico Muricy pela dedicação e escalação de hoje.
Saudações tricolores!
Nota dos personagens da partida:
Rogério Ceni Boas defesas em tiros de longe e uma defesa muito boa, numa hora perigosa do jogo. Nota: 7,5
Joílson Fraquíssimo no apoio e na defesa. Um erro que a diretoria percebeu que cometeu e já repôs com Jancarlos. Fadado a ser reserva. Nota: 3,0
Zé Luis Atuou como zagueiro e não comprometeu, respeitando a formação tática. Quando foi para a ala direita, foi mais perigoso que Joílson. Boa partida! Nota: 7,5
Juninho Com três zagueiros não comprometeu e fez uma atuação regular. Quando atuamos no 4-4-2 demonstrou que é fraco no mano a mano, correndo bizarramente atrás dos atacantes como o Coyote corre atrás do Papa Léguas. Nem na várzea acontece isso… Não senti firmeza ainda! Nota: 5,0
Miranda Boa atuação, principalmente no primeiro tempo, comandando a defesa. Tomou um cartão bobo no meio-campo que pode prejudicar muito o São Paulo na próxima partida. Nota: 6,5
Jorge Wagner Gosto dele na ala esquerda, revezando com Richarlyson, como foi no primeiro tempo. As bolas paradas melhoraram e a atuação foi boa no geral. Nota: 7,0
Richarlyson Deve estar deslumbrado com a segunda convocação. Não comprometeu mas insistiu em fazer o mais difícil, tentando passes de três dedos e outras firulas. Jogue o arroz feijão, Richarlyson! Quase comprometeu em alguns lances. Mesmo assim, com a formação em campo, ajudou no sistema defensivo. Nota: 5,5
Hernanes Foi bem melhor nesta posição (segundo volante) que nas outras partidas, que tentava ser o meia organizador. Boa partida. Nota: 6,5
Carlos Alberto O melhor do São Paulo no primeiro tempo, disparado. Fez ótimas jogadas e arrancava verticalmente para o ataque. No segundo tempo caiu um pouco fisicamente, mas mesmo assim não desistiu de brigar. Nota: 8,0
Adriano Apenas regular, com pouca mobilidade em campo. No primeiro tempo foi um pouco melhor, no segundo saiu da área e caiu de produção. Mas foi dele o passe de muita visão para o segundo gol de Borges. Não se omitia ao chutar a gol, mas errando a pontaria. Nota: 6,0
Borges O nome do gol no São Paulo, neste domingo. Pediu uma sequência e está aproveitando com o que foi contratado para fazer. Nota: 8,5
Dagoberto Entrou e deu mais velocidade ao São Paulo. Sua movimentação foi determinante em campo. Nota: 7,5
Júnior Entrou para garantir tempo no final do jogo. Sem nota.
Muricy Ramalho Parabéns! Desta vez escalou o time bem com o que tinha, na formação tática ideal e respeitando o que os jogadores tem de melhor nas posições. Não tem culpa do Joílson estar numa má fase (desde que chegou ao clube) e mexeu bem no segundo tempo, alterando a tática para vencer a partida. Foi isso. Simples, bem feito e correto. Um belo primeiro tempo e uma etapa complementar onde mexeu na formação para ganhar. Méritos totais. Nota: 9,0
Juiz Achei fraco demais! Como estava na arquibancada não vi se o gol do Barueri saiu de uma falta em Joílson. Vocês analisem para mim…
Torcida Quase seis mil guerreiros vespertinos. Apoiou o time o tempo todo. Aguentou chuva e foi premiada com uma importante vitória.
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