O PLANO DIRETOR DE FUTEBOL DO SÃO PAULO
Muitos tem questionado uma suposta indiferença e morosidade no andamento das negociações de reforços do São Paulo Futebol Clube. Vou manifestar a minha opinião e espero que todos compreendam e discutam a linha de pensamento, mesmo não concordando com ela, ok?
Em primeiro lugar quero dizer que, como torcedor que sou, entendo perfeitamente a ansiedade da torcida são-paulina por reforços e definições, em especial para a Libertadores 2008, que promete ser dura e bastante disputada pela qualidade dos times que estão no certame. Apesar de entender essa natural impaciência, eu não consigo separar o racional do emocional, principalmente se tratando de complicadas transações que naturalmente levam tempo, energia e tino para serem concretizadas.
Como plano diretor do futebol, o São Paulo tem uma linha de trabalho que privilegia as oportunidades de mercado. Nisso estão incluídos jovens atletas com potencial de serem revelados, jogadores com experiência e bom histórico a custo praticamente zero e consagrados com alguma necessidade clínica, como foram Luisão e, principalmente Ricardo Oliveira, além daqueles que querem voltar ao país por algum motivo. Outro diferencial do plano diretor do futebol tricolor é a reposição de peças sem a perda do esquema tático já definido e entendido pelo elenco. O plano está tão bem executado nos últimos anos que, nem mesmo quando foi campeão mundial, o São Paulo se desmanchou de uma só vez. Peças foram saindo e peças foram chegando.
Sendo assim, é importante dizer é que, como o perfil de trabalho é de reposição de peças, dificilmente o São Paulo contratará “de baciada” jogadores. A idéia é que a máquina sempre funcione, seja com a peça “A” ou a peça “B”. Juninho e Joílson chgegaram para substituir, respectivamente, Breno e o improvisado Souza. É por isso que virão mais dois ou três, e não os quinhentos mil que são especulados todos os dias.
Outra questão é o famoso “NDA”, isso é, o compromisso de confidencialidade durante a negociação. Claro que existem jogadores negociando com o São Paulo. Isso já foi colocado pelos diretores que, segundo informações que eu tenho, realmente estão atrás de jogadores experientes, de fora do país (ou de times de fora do país) e “com espírito guerreiro”, como foi o perfil dos jogadores dos três últimos anos. Acontece que, como todo negócio, existe o tempo certo e o sigilo para cada coisa evoluir bem. Quem conhece e está acostumado com negociações (em qualquer ramo) sabe que o tempo é um dos fatores obrigatórios, além de outras variáveis, como a janela de mercado européia, que só fecha em janeiro. Quem reclama da diretoria esquece que Jorge Wagner fora contratado quando estava a caminho de Porto Alegre e Leandro quando estava desembarcando nas Laranjeiras. Sigilo e procedimento não fazem mal algum.
Eu confio nessa diretoria e no plano diretor de trabalho que ela aplica para o futebol. Por isso não questiono nem os métodos nem e o tempo de negociação, pois acredito que no final teremos um time competitivo e com condições de enfrentar o ano com sucesso.
O próprio São Paulo provou para todo o mundo que ninguém ganha título só com contratações. É preciso planejamento, boa execução e uma bela dose de paciência nas negociações.
No popular: Na minha opinião, ainda é cedo para avaliar, elogiar ou reclamar!
Saudações tricolores!
Palpite, prestigie, participe da discussão deste tópico!
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Anônimo | Sex, 21/12/07 | 13:30
A aparente lentidão é o que me assusta.
Por muitas vezes, vejo a nóssa, é diretoria um tanto “pão-dura”, com cofre cheio, tem sim, que gastar com contratações.
Tudo bem, Adriano ta na área, mas e o meia de criação ?
Contar com dias de inspiração do Souza, ou mesmo contar com um icógnita, que atende por Hugo, não tem condições.
Sérgio Mota, AINDA é um promessa, e para um campeonato do peso da Libertádores, não se póde contar com a sorte.
Sorte, é fátor surpresa.
Sim, estou com medo de perder J.W. para os gambás…não gosto nem de pensar sobre isso. Sei que é pouco provável, mas neste mundo capitalista em que vivemos…tudo é possível, deposítou a grana meu irmão, negócio fechado.
De résto, só rásgo elogíos a nóssa querida cúpula.