Mancini não é personagem do Tarantino
O futebol, assim como a vida, às vezes imita a arte. Entre uma partida e a próxima se passa quase sempre uma semana onde é preciso fatos para se criar pautas e com isso manter a galera entretida, focada e com a assinatura do jornal no débito em conta. Como se ainda precisasse de uma, a trama escolhida para as vésperas de Vitória x Grêmio foi a do técnico traído e sua chance de vingança contra o clube que o tirou de uma vida tranqüila no oriente, prometendo casa comida e roupa lavada para depois o trocar por um velho amor do passado. Assim como no primeiro turno, ouvimos esta sinopse a semana inteira.
Como profetizou Budd, Mancini mereceria sua vingança e nós mereceríamos morrer. Isto se ele se chamasse Beatrix Kiddo (a.k.a Mamba Negra, a.k.a A Noiva). Só que nosso ex-técnico invicto tem mais com o que se preocupar no momento do que brincar de personagem do Tarantino. Seu time não faz jus ao nome a sete jogos e como se não bastasse, a boleirada ora fica se queixando nos microfones, ora fica trocando cotovelada nos treinos. Além do mais, Mancini sabe o seu verdadeiro algoz não está mais nestas fileiras. Ele também deve seu maior título da carreira ao Grêmio. Então, menos trama, menos pilha. Já será uma partida dramática o suficiente.
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A presença tricolor no Barradão será maciça. Segundo nosso Correspondente, “nenhuma surpresa se for maioria no estádio”. Basicamente Gremistas baianos e gaúchos desgarrados do pago. Também são esperados ônibus de Porto Alegre, interior da Bahia e Recife, além do pessoal que sai daqui de avião. O Barradão será copado, mas vale lembrar que há promoção para a torcida do Vitória.
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O pleno do STJD (com outros auditores) acabou fazendo o mínimo que se esperava, justiça no caso Rever. O zagueiro, por este julgamento, era a única dúvida para a definição do time para domingo. Se por trás dos portões do Olímpico não tenha sido preparada nenhuma surpresa. A equipe deve ser a mesma que venceu o Coritiba na última rodada.
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Se mala preta ou mala branca funcionasse tanto assim, o Brasiliense do Luiz Estevão tinha levado a Copa do Brasil em 2002.
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Amanhã, edição especial pré-jogo do Correspondente do Gremismo.
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A grata surpresa: Amaral. Teve poucas oportunidades no time do próprio Roth que bancou sua contratação. Foi criticado antes mesmo de chegar, baseado em opiniões da torcida do Vasco. Porém, como volante entre os reservas, já havia sido mais uma dor de barriga na vida do D’Alessandro. Como zagueiro, foi destaque entrando na fogueira contra o Palmeiras e ontem novamente um dos melhores em campo, junto com Tcheco e Willian Magrão. No mínimo, é de se prestar mais atenção a medida que grupo se torna cada vez mais importante.
Ancheta, Oberti, Arce, Rivarola, Astengo, Chamaco Rodriguez, Trasante, Cardaccio e Hugo de Leon promoveram o momento nostalgia do domingo. Os ex-jogadores estrangeiros levantaram sus hinchas no intervalo da partida e ouviram pedidos para entrar em campo no segundo tempo. Na foto, Chique Arce e Catalino “passa tu ou a bola, os dois juntos jamais” Rivarola. As entrevistas estão na
Treino é jogo, jogo é guerra - Aqui é assim. Onde se apóia alentando, se apóia cobrando. Depois do necessário choque de realidade promovido na semana passada, veio o resultado. Nada mais coerente do que retornar e reconhecer o empenho, mesmo que se mantenha a corda espichada. O treino de ontem antecipou o clima do jogo de domingo e a presença da torcida serviu como deixar claro que o Grêmio do último jogo é o mínimo que se espera no restante do campeonato. Contra o Coxa, um adversário que ao contrário do que muita gente pensa, ainda tem o que fazer no campeonato, será o maior público do ano.
Grêmio líder em um utópico país (sério) do futebol – Desta vez não é conclusão de nenhum Gremista e nem mesmo dos estudos do Mauro Betting. Segundo o
Eles não aprendem. E enquanto não aprenderem estará tudo bem. Quem vê de fora ainda tenta explicar o Grêmio a partir das mesmas premissas e conceitos aplicáveis aos outros. Não importa o técnico, não importam os desfalques, não importam rachas políticos. A essência da imortalidade está na raça incorporada nesta camisa e quando ela entra em campo, acabou a lógica. Esta essência estava ali o tempo todo, como sempre esteve. Era só uma questão de encontrá-la, ou QUERER encontrá-la, esquecida em algum canto do vestiário. Nada de extraordinário, nada de épico nem de espartano nisso.


