Salve o 20 de setembro!

A condição de líder cria obstáculos exclusivos ao seu detentor, além de ser protagonista de finais de copa do mundo em todos os estádios do campeonato brasileiro. Outra dessas tarefas peculiares é desviar de retardatários no caminho. Costuma ser fácil, essa é a lógica, pois geralmente estes estão mais preocupados com quem está logo à sua frente. Mas desta vez não será assim tão fácil como poderia parecer, pois o retardatário em questão está acostumado a comer mortadela e arrotar caviar, mas ainda não se deu conta de sua real situação no campeonato.
Seguem naquele que perece ter se tornado, desde Erechim/2004, o único propósito de sua existência: buscar sua eterna vingança em sua rivalidade de um lado só. É com essa motivação extra do adversário que o Grêmio deve se preocupar. Esperamos que desta vez, sem tocaias a nenhum jogador sozinho nos corredores, principalmente depois do tratamento vip que receberam no Olímpico no primeiro turno.
Para mais esta decisão, o Grêmio muda voltando a configuração ao que vinha dando certo até a entrada de Souza. Quem diria que poderia ser a entrada de um jogador dessa qualidade a resposta para a queda de rendimento do time? Se isso se confirmar no domingo, que cada um de nós que pedimos a entrada imediata de Souza no time assuma a sua parcela de culpa. Tcheco volta a fazer o que sabe de melhor. Marcel, que costuma se dar bem em Curitiba forma o ataque com Soares.
Orteman, também dos mais pedidos é quem ocupa a sentida falta do Magrão. Nem tanto como a de Pereira, mais uma chance para Jean mostrar a que veio. Vamos então, com o que temos de ideal para o momento e com ótimas opções no banco. Além de Souza, ficam na casa-mata Morales e Perea, ambos sem ritmo de jogo por motivos diferentes.
Cada um com seus objetivos particulares no domingo, como líder ou retardatário. O Grêmio come e dorme pensando nos três pontos. Não estará jogando tão fora de casa assim, todos os ingressos destinados à torcida do Grêmio se esgotaram já na quinta-feira.
Teu comentário não foi publicado? Saiba porquê.O STJD resolveu adotar o conceito “trabalhe no conforto do próprio lar” e quer que acreditemos na seguinte situação: Um procurador ou um vizinho ou um estagiário ou um grupo de aspones reunidos (não se sabe, pois não foi explicado), tem tempo suficiente para assistir a todos os jogos do Campeonato Brasileiro séries A, B e C, analisar criteriosamente todas as rusgas dentro de campo para apresentar, sem nenhuma imparcialidade, uma única denúncia para julgamento.
Pois o André Luis foi o único jogador punido desta forma em todo o campeonato (partindo do princípio óbvio de que este critério tenha sido adotado desde seu início e não depois que o Grêmio assumiu a liderança). O jogador pegou dois jogos de gancho em um lance que ninguém pode formar opinião, pois ninguém sabe, ninguém viu e também não foi divulgado ao público.
Mas tudo bem, vamos guardar nossas pedras por enquanto, pois o STJD tem agora uma chance de ouro para tentar salvar um pouco de sua credibilidade. Já que tem em mãos o vídeo do lance protagonizado por Diego Souza no jogo contra o Cruzeiro.
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Video mais recente e detalhado, produzido pela OAS, com mais imagens e informações sobre a principal arena da América do Sul, com previsão de inicio das obras no ano que vem. Angustiante. Esta é a definição para estas imagens. Tanto para os Gremistas mais apressados como para os adversários que já projetam o que vai ser jogar numa panela de pressão dessas.
Mais detalhes no hotsite da Arena. Outra fonte interessante de informações e discussões é a Comunidade Grêmio Arena.
Atualizando: Novo link ao vídeo.
Teu comentário não foi publicado? Saiba porquê.Havia algo de muito estranho nesta campanha do Grêmio no Campeonato Brasileiro. Nunca foi a marca do Grêmio liderar um campeonato longo de pontos corridos por tantas rodadas. Ter cinco ou seis pontos de vantagem para os segundos colocados era ainda mais surreal. Faça-se um pequeno exercício de regressão, ao dia 4 de maio, local: Ivoti e tente imaginar que estamos falando do mesmo time. O que mudou então?
Jogadores e comissão técnica baixaram a cabeça foram fazer a parte deles. O comportamento e o discurso são os mesmos de maio. Sem olhar a tabela, sem prospecções e sem olhar além do próximo adversário. Os fatores e méritos que levaram o Grêmio a liderança estão todos dentro do vestiário. Já os perigos e armadilhas que começaram a surgir, todos fora dele:
Dentro de campo, o Grêmio virou alvo e não está acostumado a isso, um X marcado nas costas nunca combinou com a camisa tricolor. Em pontos corridos ainda está em processo de aprendizagem enquanto é o objeto de estudo de 19 adversários que assistem, assistem de novo e dão mais uma olhada nos tapes dos jogos do Grêmio. Eureca! A fórmula foi descoberta, as características de cada jogador mapeadas e os dados repassados pelas agências de inteligência.
Fora de campo, os mesmos que profetizaram o rebaixamento viram o Grêmio golear fora de casa e já começaram a reservar lugares nos bares da Goethe. O “Fora Roth” foi substituído nas paradas de sucesso do Olímpico por “O Grêmio vai sair campeão”, quando o momento não era nenhum e nem outro, e sim, dos bons e velhos “Vamos Vamos”. Jogo perdido em casa é jogo perdido também pela torcida. A queda de rendimento também acontece à medida que a arquibancada se divide entre o apoio de alguns ao grupo e a histeria de outros contra individualidades.
As forças ocultas começaram a agir. Enquanto o Grêmio era visto como cavalo paraguaio, nenhum problema. Até que as manguinhas do sobrenatural precisaram ser colocadas de fora. As manchetes sobre o Grêmio parecem seguir um manual guardado para sempre que o Grêmio representar algum perigo. A escala de arbitragem também começa a ficar estranha. O que um árbitro com tanta inexperiência fazia apitando uma decisão como a de domingo, sob a alegação de “renovação do quadro”? Que renovem o Quadro em Ipatinga x Atlético Paranaense. “Desse jeito vão renovar é a liderança” bem comentou um repórter da Gaúcha.
Junte-se um pouco de cada um desses ingredientes e acrescente uma boa dose de azar e uma atuação eficiente de um adversário sempre complicado para o Grêmio e teremos a derrota de sábado. Em casa, de virada, consagrando Harlei, levando um gol olímpico e outro com uma cotovelada na origem do lance mais pênalti não marcado em Soares, além da afobação. Ao contrário da retórica, esse é um jogo para não ser esquecido. Tudo que podia ter dado errado, deu errado. Que sirva então para alguma coisa. Retomar o foco e a consciência da situação dentro de campo e nas arquibancadas, sem esquecer que há muito com o que se preocupar também fora deles.
Precisando de uma boa notícia? Pois bem, tudo isso leva a constatação de que só agora o campeonato fica com a cara do Grêmio. Ou alguém achou que seríamos campeões de algo com oito pontos de diferença, arbitragem apenas arbitrando e a torcida usando o gogó só para cantar pingos de amor? Nunca foi assim e nem nunca será.
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Se somos assim não é por acaso. Busque na história, justifique-se em retóricas, mas está nos astros a resposta para as características do Grêmio. Foi no mesmo setembro em que 68 anos depois o Grêmio seria fundado, que os rebeldes chegaram a Porto Alegre para correr o presidente da província. A tropa revolucionária chegou por onde? Nenhuma surpresa na coincidência: Ponte da Azenha.
Também não é por acaso as palavras batalha e superação teimarem em aparecer tanto no dicionário gremista. Foi com elas marcadas em negrito que foram escritas as principais páginas de nossa história. Seja lutando literalmente para sair vivo de La Plata para conquistar a primeira Libertadores ou para transformar uma data que deveria ser esquecida em um motivo de orgulho, num feito histórico que o mundo só acreditou quando soube que era o Grêmio o protagonista.
Por essas identificações, não só de datas, mas também de ideais, que o 15 e o 20 de setembro se confundem nas comemorações tricolores. Involuntária e inevitavelmente o aniversário do Grêmio faz parte da Semana Farroupilha e sua torcida comemora pilchada, uma coisa só. Nada mais conseqüente e tardio o fato do Grêmio ser o primeiro clube a inaugurar um Galpão no Parque da Harmonia.
Também é tradição este sentimento sair do acampamento, pegar a Aureliano, sair na Érico e tomar conta das arquibancadas do Olímpico, geralmente com chuva. O histórico dos jogos do Grêmio neste período mostra a conseqüência disto. O adversário pode ser o Inter (1×0) como no ano passado ou Botafogo e Ponte Preta (4×0) no retrasado.
Neste clima que o Grêmio busca contra o Goiás uma vitória que, dependendo do resultado de Cruzeiro x Palmeiras, pode no mínimo eliminar um dos adversários diretos ou quem sabe manter os dois na briga, mas com 8 pontos de distância. O fim de semana do Gremista, seja ele peão de estância ou de apartamento (como este que vos escreve) começa no CTG Tricolor dos Pampas, segue para o Olímpico e volta ao Harmonia para os 105 anos do Imortal. Sempre pisando no barro, claro.
“Acompanho sempre os comentários do blog e para ajudar um pouco estou lhe enviando duas fotos de um Jipe de um casal de tricolores da cidade de Toledo - PR.
Gostaria que você publicasse as fotos no blog, afinal é uma demonstração de amor ao clube. Um grande abraço e se Deus quiser seremos campeões Brasileiros.”
Jonas Pereira
Depois do Kombão da borrachada de Farroupilha é a vez do Jeep do casal de Toledo (se identifiquem por favor para receber os créditos). Nada melhor para simbolizar o momento do Grêmio nestas últimas 14 rodadas. Até a pé nós iremos, mas lomba acima, tração nas quatro ajuda.
Atualizando: Darci Kist, na verdade filho do Dono desta preciosidade, explica por e-mail que o Jeep é um sonho que levou um ano para ser concretizado. O próximo é dar uma banda com o Jipão dentro do Olímpico. Vou mais além: proponho um racha na pista atlética entre O Jeep, a Kombi e o Paulo Sérgio.
Cumprimentos ao casal tricolor V8, Darci e Neli.

Não foi dessa vez que o Grêmio quebrou a série de jogos sem vitória em terras cariocas. Mas, pelo menos, não perdemos. Como sempre, há alarmistas tentando jogar água fria na fervura do nosso mate, dizendo que o Grêmio não tem mais o mesmo rendimento do primeiro turno do Campeonato. Mas ao contrário do que alguns podem pensar, a sorte favorece sim a quem trabalha e os concorrentes diretos também têm passado por maus bocados. O próprio São Paulo, que leva alguns campeonatos de pontos corridos no bolso, já tropeçou e contou com a sorte diversas vezes; o que não entendo é porque isso é tão comentado quando a bola da vez é o Grêmio.
Menos filosofia e mais Rio de Janeiro. Este foi um jogo especial para mim e para muitos gremistas que vivem aqui. Fui do aeroporto, chegando de férias, direto para o campo. Chegamos ao Maracanã cantando, fardados, abraçando os torcedores adversários e expressando livremente o amor pelo nosso time e a admiração pelo deles. Que maravilhosa sensação de liberdade de expressão! E, pelo visto, mais gremistas sentiram o mesmo; a parte do Estádio destinada à nossa torcida estava tão cheia, que tivemos que pedir à Polícia autorização para ocuparmos mais espaço. É o IMORTAL copando o Rio de Janeiro!

Em campo vimos um jogo feio, principalmente no primeiro tempo. Ao que parece, a sombra de 1,96m Morales não fez bem a Marcel, já que ele não jogou tudo o que sabe. Enquanto isso, Souza parece não ser mais o jogador versátil de outrora. No entanto, uma grata surpresa chamada Orteman entrou em campo e mostrou a que veio. Surpresa para mim que nunca acompanhei de perto seu trabalho. Já havia lido sobre o jogador, mas vê-lo em campo tão de perto é totalmente diferente. É realmente confortante saber que o Grêmio tem um elenco competitivo, já que não se ganha um Campeonato só com 11 jogadores.
Na arquibancada, festa Tricolor. Muitas famílias, crianças, mulheres grávidas e a banda mostrando porque a torcida do Grêmio é a melhor do País. Apenas sentimos falta de sermos devidamente cumprimentados pelos jogadores ao final da partida, como é de praxe em jogos longe do Monumental.
E a tal troca justa? Faço minhas as palavras de um grande amigo que conheci no Rio e hoje vive em Porto Alegre: “se for para ganhar o campeonato, o Grêmio pode perder todas as partidas que jogar no Rio.” Triste para mim que vou a campo com este tipo de sensação, mas troco, troco dez vezes se preciso for, para fazer a festa do Campeonato tomando um banho de mar na terra dos cariocas.
Annie Fim é Gremista e administradora de empresas. Mora e trabalha no Rio de Janeiro.
Foram as três coisas boas que o torcedor do Grêmio pode comemorar da última (ainda bem) passagem do Grêmio pelo Rio. Muito pouco para o torcedor que criou, mais uma vez, a expectativa de abrir oito pontos de tranqüilidade. Não é motivo para nenhuma histeria já que esta vantagem pode ser atingida em casa no próximo sábado contra o Goiás.
20 minutos de agora vai – Aconteceram a partir da entrada de Soares, Orteman e André no lugar de Marcel, Souza e Magrão. Da mesma forma que “o Grêmio não era aquilo” como bem definiu Roth, Souza também não é. Foi a segunda improvisação dele que não deu certo. Não se discute sua qualidade, mas é de se pensar o quanto é realmente necessário transformá-lo em um Bombril. Soares e André conseguiram promover alguma correria no ataque nestes 20 minutos finais que o Grêmio pressionou, mas travaram na finalização.
Thunderstruck Orteman – Nestes primeiros 20 minutos que teve entre os titulares, o fã de AC/DC mostrou que desarma bem e arma melhor ainda, sempre com agilidade. Não sabe ser burocrático, deu para perceber que uma vez na fogueira, prefere partir para cima dos marcadores do que recuar a jogada. Vale a espera de vê-lo iniciando uma partida, o que pode acontecer na próxima rodada, já que Souza e Magrão serão avaliados no DM.
Um ponto – Ganho, não dois perdidos. Empatar ou perder fora de casa em pontos corridos não faz muita diferença estratégica no planejamento, mas exclusivamente nesta rodada fez. Se o Grêmio caiu de produção em relação ao primeiro turno, nenhum outro adversário direto está fazendo diferente. Um mínimo de aumento de gordura nessas circunstâncias faz muita diferença. A chance de aumentar esta gordura é na próxima rodada. O jogo mais importante do ano para o Grêmio, contra o Goiás.