Lá vem Renato lá, o Portaluppi

Idolatria imortal, recíproca e fiel. Renato pode causar algum desconforto quando não pára de falar do Grêmio seja o clube em que estiver. A torcida corresponde em trapos, cânticos, tatuagens, batizando os filhos com seu nome e nunca considerando repetitivo mencioná-lo em qualquer assunto relacionado a futebol. Renato se declara Gremista e ponto final. Declaramos Renato melhor que Pelé e Maradona juntos e ponto final. Somos chatos mesmo.
Como se não bastasse essa ligação que vai além da identificação, Renato chega a Porto Alegre em alta na sua carreira como treinador, em uma semana onde recebeu o apoio da torcida gremista e acabou nos proporcionando parte da vingança da final do ano passado (parte, pois repito: o que é do Boca está guardado). Além disso, em um dia perfeito da semana e do mês e em horário tradicional de futebol. Casa cheia novamente.
Porém, Portaluppi que nos perdoe, mas não estamos em condições de retribuir a promessa de não comemorar gols. No Brasileirão, o Fluminense é adversário a ser batido, em uma peleia dificílima para um Grêmio que no meio do ano ainda é considerado em formação. Todas as homenagens antes do jogo, depois dele e até no intervalo. Nos 90 minutos, todo canto será ao Grêmio.
Equilíbrio total entre Grêmio e Fluminense no retrospecto, 20 vitórias para cada e 12 empates. O Grêmio vai reforçado em relação à derrota para o Vasco, com a volta de Perea dos amistosos da Colômbia e do lateral Helder de suspensão. Roth treinou num 4-4-2 a semana toda e agora anuncia a manutenção do 3-5-2. Um miguelão ou uma incoerência perigosa. Chance também para mais observações em Mattione, uma demanda freqüente dos comentários aqui do Blog. O guri entra no lugar do suspenso Paulo Sérgio em boa fase.
Domingo. Mais um dia para sair do churrasco direto para o Olímpico. Homenagear Renato precisando vencer seu time. Não é incoerência, é mais um sintoma desta doença chamada Gremismo Crônico, que nem nós nem o Portaluppi queremos a cura.
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