Formulário de Busca

“Sudamericana”

Qua, 11/06/08
por cristian bonatto |
categoria Sem Categoria

A “Sudamericana” começou com o pé esquerdo. Por mais que os capas do futebol sul-americano tenham se esforçado para dar um ar cerimonial padrão FIFA (não que este seja um supra-sumo de organização a ser seguido), com transmissão ao vivo para toda a América Latina via Fox Sports, Brasil pela Sportv e RS pela TVCOM no horário do almoço. O que prevaleceu na verdade, foi um show de confusão e descritério, onde qualquer organização de torneio entre pavilhões passa mais credibilidade.

Há alguns meses comentava-se nos bastidores que os brasileiros se cruzariam na primeira fase com os confrontos já decididos pela colocação no último Brasileirão. Já na última semana a imprensa noticiou que na verdade haveria uma unificação com a fórmula da Libertadores, com grupos. Enfim, uma Sudamericana mais interessante. No entanto, por desorganização, forças ocultas ou simples furo furado da imprensa, eram os bastidores que tinham a razão. O Odone ficou se perguntando o que estava fazendo lá, os apresentadores  ficaram com cara de bunda na TV e meu almoço esfriou.

“E não é só isso!” exclamaria o carinha do Shoptime. Ainda presenciamos a adulação de Boca e River, além de serem “convidados” pularem duas etapas (pré - onde deveriam estar - e primeira fase) indo direto para as oitavas. Poderiam dar ponto extra em todas as fases para eles também, ninguém se surpreenderia. Longe de ser uma Supercopa dos Campeões da América (Essa sim, uma Copa de cachorro grande), a motivação ficou para o GRE-nal de cancha reta logo de cara, nesta Sudamericana projetada para argentino vencer.

RSS

Sáb, 07/06/08
por cristian bonatto |
categoria Sem Categoria

Finalmente, nos próximos dias esteria organizando por “Categorias” todos os posts realizados. A notícia ruim é que este trabalhinho me obriga a atualizar cada um dos posts, mesmo apenas para esta alteração, o que fará que a ferramenta do blog reenvie os posts alterados aos leitores de RSS. Sugiro que desativem o feed do blog em seus leitores provisoriamente para que não atrolhe a caixa de entrada. A menos que queiram acompanhar um flash-back de tudo que foi escrito até agora.

A malhação de Judas

Seg, 26/05/08
por cristian bonatto |
categoria Sem Categoria

Criticar o trabalho de um técnico é fácil. Analisar friamente, quando se trata do nosso time é possível, mas improvável. O difícil mesmo é dar o braço a torcer quando começam a cair por terra todas as previsões derrotistas movidas pela emoção e não pela razão. Celso Roth continua não sendo o técnico dos sonhos da torcida gremista, continuará tendo seu nome vaiado na apresentação do time pelo sistema de som do Olímpico. O discurso bitolado do “já sabia” está guardado na pasta “meus documentos” para ser copiado e colado rapidamente na primeira derrota, seja ela na próxima ou daqui a vinte rodadas. A malhação do Judas foi tão extrapolada que o ego impede a visão de qualquer avanço, resultados e trabalho realizados. É do ser humano, o animal racional.

A alcunha de Joãozinho do passo-certo não me serve, tive meu momento movido apenas pela emoção e atirei minhas pedras. Estou evoluindo, disse o analista que tenta tratar minha loucura sem cura de gremista, já faz um tempo que voltei ao nível da possível análise fria. O reconhecimento ainda é um estágio difícil. Melhor assim, as coisas ficam equilibradas na minha cabeça e o Roth segue reconhecendo publicamente seu débito com a torcida.

O 3-5-2 do Roth, esquema ideal quando não se tem o melhor grupo do campeonato vem funcionando como um relógio suíço. Quando isso acontece o rendimento oscila de acordo com o rendimento individual. O Grêmio merecia ter goleado o Flamengo, mas o resultado contra o Náutico ficou de ótimo tamanho pelos tantos passes errados e outras falhas individuais. Nem quem teve mais uma vez boa atuação escapou disto. Pereirão quase entregou o empate num momento de desatenção e Léo, o melhor em campo, repetiu errando feio em bola na seqüência. O que não compromete um dos dois únicos sistemas defensivos invictos do Brasileiro.

Como destacar Rafael Carioca, jogando como veterano no meio-de-campo, sem mencionar de quem foi a aposta no futebol do guri? Mais um exercício difícil de reconhecimento. Vitor foi seguro mais uma vez em defesas difíceis nas duas chances de gol do Náutico. Quem também teve duas grandes chances foi Perea, fez tudo certo na primeira cabeçada forte para o chão e grande defesa do goleiro. A falta de sorte parecia se repetir até que o zagueiro do Náutico fez falta em si mesmo na frente do colombiano que ainda se livrou de mais um para chutar e matar a fome de seis jogos antes de se apresentar a seleção.

Agora, o Vasco no São Januário. Mais uma chance para o Roth em busca da afirmação. Ajuda se trabalhar mais passes rápidos com qualidade, finalizações e descobrir o que está acontecendo com Eduardo Costa.

Começa o bochincho

Sex, 18/01/08
por cristian bonatto |
categoria Sem Categoria

“É china que se escabela,
Redemoinhando na porta
E chiru da guampa torta
Que vem direito à janela,
Gritando - de toda guela,
Num berreiro alucinante,
Índio que não se garante,
Vendo sangue - se apavora
E se manda - campo fora,
Levando tudo por diante!”

Bochincho - Jayme Caetano Braun

Começa neste fim de semana o Gauchão. O mais Sul-americano dos estaduais, um campeonato que deveria figurar não no calendário da CBF e sim, no da Conmebol. Não necessariamente por questões separatistas e sim pelas suas peculiaridades históricas, sociológicas e até mesmo antropológicas. Campeonato pra peão que se garante. Terror dos Guasca de Fora, que já chegam sabendo se tratar de “um campeonato de muita pegada” e se surpreendem depois, vendo que esta expressão não retrata nem de perto o que é de fato o Gauchão.

Gauchão é jogo no barro ou na neve, no sol ou na chuva. Em campos pequenos com a torcida puxando a camisa de quem vai cobrar lateral, ameaçando de facão o jogador adversário que vai cobrar escanteio. Gauchão é campeonato onde muitas partidas ainda são decididas pelos árbitros de acordo com a pressão da torcida no alambrado e das condições de sair do estádio.

Definitivamente não é um campeonato para os valdívias, kerlons e nilmares da vida por questões de integridade física, mas é uma boa oportunidade para testar a vontade de recuperação e entrega em campo de um cara como o Roger. Uma competição onde a condição de campeão do mundo, por exemplo, não diz nada. Põe se á prova os colhões de um time em Veranópolis e não em Yokohama.

Pelo terceiro ano seguido o Grêmio entra em campo sem a condição de favoritismo e as últimas edições provaram que quanto menos este favoritismo é destinado ao Grêmio no início da competição, mais irretocável e soberana é a conquista tricolor ao seu final. A caminhada começa contra o imprevisível 15 de novembro, que desmonta o time ao final de cada edição do Gauchão para remontar na edição seguinte, quando se abre as cortinas nunca se sabe o que vai sair dali, um time para chegar as finais ou ser rebaixado. Sem meio termo.

O Grêmio entra em campo no Olímpico com um time longe de ser aquele que vai buscar o Penta da Copa do Brasil. Tem muita gente para entrar neste time e o entrosamento do pessoal é quase nulo. Essa necessidade de apoio do torcedor mais a larica de futebol que assola a maioria de nós deve garantir um publico pelo menos razoável para uma época de veraneio.

Que se iniciem as peleias.
————————————–

Gurizada Imortal

A imortalidade fez a diferença também para a gurizada na Taça São Paulo. Ponte Preta saindo na frente, virada tricolor, expulsão do goleiro e pênalti contra o Grêmio nos minutos finais. Decisão nos tiros livres com nosso goleiro reserva garantindo a classificação. Agora é esperar São Paulo ou Fluminense nas quartas-de-final. Valeu Matheus, Thiago, Marcus Vinicius, Inácio, Marçal, Rafael Carioca, Dhiego (Fernando), Maylson, Roberson (Michel), Jhonatan e Paulinho (Juninho).

Roger na teoria X Roger na prática

Qua, 16/01/08
por cristian bonatto |
categoria Sem Categoria

De tanto a torcida pedir um jogador de nome, Roger desembarcou em Porto Alegre nesta tarde. Não tem como encarar de forma diferente a contratação de um jogador, na teoria, tão incompatível com as características valorizadas pelo torcedor gremista. Na teoria também está o seu futebol altamente técnico e de grande capacidade ofensiva. O problema é a prática que vimos no ano passado.

O Roger como celebridade é um notável pegador. Como jogador, a pegada que a torcida vai cobrar é outra. O meia vai sentir um choque térmico de uma torcida escaldada pelos episódios Léo Lima e Amoroso, que por bem menos peripécias que as conhecidas de Roger foram apresentados á porta de saída. Se por aqui as coisas são duras para a turma do chinelinho, por outro lado o Grêmio costuma ser a redenção de quem chega disposto a mudar esta imagem. Se o Roger colocar isto na cabeça, a direção deixar bem claro como são as coisas por essas bandas e a torcida tiver paciência, aí sim, teremos muitas alegrias e teremos recuperado mais um jogador como aconteceu com Diego Souza (só que este acabou voltando ás drogas esta semana, infelizmente).

Na apresentação, Roger declarou que chega ao Grêmio num momento diferente da sua carreira, um momento de retomada do seu futebol e não com festa no aeroporto. Sabe que chega com desconfiança da torcida. Mais uma vez, na teoria, isso é muito bom.

Então ta Roger, combinamos assim. O que saiu de ti na imprensa esportiva ou na Tititi não nos interessa mais. Terá todo apoio dentro de campo e tranqüilidade para trabalhar, uma benção que só jogadores do Grêmio sabem o que é. Em troca tu nos garante que o chinelo fica no Rio de Janeiro. A Débora Secco não. Essa pode vir junto.

Quem é vivo…

Sex, 11/01/08
por cristian bonatto |
categoria Sem Categoria

Peço desculpas aos leitores pela falta de uma plaquinha de férias. Para uns ela fez falta, outros não precisam de nada desenhado. Quando o cara se propõe a manter um blog em serviço voluntário uma das vantagens é que se pode entrar em férias no momento que se bem entende por ideal. Hoje fui dar uma olhada nos comentários postados tem mais gente exigindo atualização do que comentando sobre futebol. Elementar, a última contratação importante foi justamente a comentada aqui na última vez que apareci.

Não fui só eu que entrei de férias, foram também os fatos do Grêmio. O assunto mais importante, a novela do Diego Souza continua, admito que já troquei de canal de tão chata que ficou. Era só o Grêmio ter pago o que está querendo pagar hoje, até o último dia 31 que estava tudo resolvido e a cabeça da direção estaria liberada para pensar em outros reforços.

No mais, se eu não estivesse de férias, teria entrado na onda das especulações. Teria comentado aqui sobre D’alessandro, Recoba, De Souza, Souza, Hugo, Renato, Alex Silva, Sóbis, Gallardo, Cavenaghi e até no Rivaldo e teria queimado a língua umas 10 vezes.

Poderia ter também ter utilizado o tempo que passei tomando cerveja e curtindo as férias escolares da minha filha para me juntar ao pessoal mais panfletário que está ameaçando se desligar do quadro social, atear fogo ao corpo em frente à ouvidoria e chamar o pai para pegar o Pelaipe. A causa para isso é justa, pena que esse pessoal gastou toda a sua credibilidade lá no começo do ano quando chamou o Diego de gordo e o Lucio de refugo do Palmeiras. De lambuja acabaram dando argumento para se justificar a falta de contratações de qualidade.

Talvez tivesse feito algum comentário sobre o time do Porto Alegre (era assim que estava escrito na tela da transmissão árabe), que venceu um torneio do tipo que o Grêmio tem algumas dezenas no armário. Não comentaria a importância histórica nula da pelada de fim de ano, mas sim a engraçada ejaculação precoce coletiva que ela acabou causando em 40% dos gaúchos.

Outra opção seria enaltecer a campanha da gurizada tricolor na Copinha, aqueles lá estão fazendo por merecer. Digo ainda que não seria nada bom para o Mancini arrumar um jogo-treino do nosso time titular atual, que está na Serra, contra os nossos aspiras.

Depois desta reflexão sobre os assuntos que deixei de comentar durante as minhas férias, tomei uma decisão. Buscar mais cerveja e continuar a maratona Discovery Kids com a bambina.

Boas férias e bom retorno.

—————————————
Sigo em ritmo de férias pelo menos até o Gauchão ou no surgimento de algo relevante, mas prometo ser mais freqüente na aprovação dos comentários até lá. Um abraço e meu agradecimento aos que resolverem me compreender. Aos demais, que quiserem continuar cobrando atualização, posso passar o número da minha conta e a gente se acerta.

Apagando os refletores de 2007

Sex, 28/12/07
por cristian bonatto |
categoria Sem Categoria

Se lançassem um serviço de atualização minuto-a-minuto do andamento das negociações no Olímpico, este seria o site mais visitado da web durante esses meses sem futebol, tamanho a aflição do torcedor gremista na busca por informações. Na verdade não há nada de novo nesta cautela toda da direção, foi assim também nos últimos dois anos. No final das contas, o custo/benefício tem sido favorável. O estorvo da situação são os especuladores e empresários que plantam informações na imprensa para garantir umas manchetes para seus produtos jogadores. Isso tem um lado ruim e outro pior. Se o especulado é um desconhecido, já surgem os primeiros protestos se o cara tem nome o pessoal já vai se empolgando com a utópica contratação de alguém que é titular na Europa. Não é fácil para a torcida, não é fácil para os dirigentes, mas é ótimo para a imprensa e para os empresários.

Perea é o primeiro nome confirmado nesta fase de busca por titulares (em tese) absolutos. Parece que de fato a direção de fato buscou informações sobre Cavenaghi, titular absoluto no Bordeaux, levou um susto mas acabou descobrindo um colombiano com as características que o Mancini pediu: alto e veloz. Perea é convocado para a seleção colombiana desde 2005. Até podemos tê-lo visto jogando, mas não se conhece ninguém que tenha prestado atenção a ponto de se lembrar. De qualquer forma: pra dentro deles Perea!

As novelas, porém continuam. O esforço para contratar Diego Souza é evidente. A proposta de € 3 milhões foi recusada. Uma última proposta será feita, caso não haja um acordo os portugueses poderão receber uma sugestão para ir pastar. Outro vem-não-vem que já está enchendo o saco é com relação à Souza. O jogador quer vir e salário já está acertado, mas parece que o Murici ficou com um pé atrás em liberá-lo depois que o Adriano já começou a mostrar suas prioridades. O maior mistério é com Soares, dada como certa todos os dias á quase um mês, a contratação ainda não foi concretizada. Ninguém consegue entender qual a dúvida do Fluminense em liberar o jogador com tantos atacantes chegando às Laranjeiras. Cada louco com suas manias.

Um Feliz Ano Novo. Um 2008 melhor que 2007. Com visitas mais freqüentes à Goethe, a República, a praça, avenida ou bar tradicional na tua cidade. Aqueles lugares que sempre freqüentados por gremistas e muito de vez em quando por outros.

Cobertor curto

Qui, 20/12/07
por cristian bonatto |
categoria Sem Categoria

Como montar equipes competitivas sem gastar muito. Parece nome de palestra, mas é o norte da direção do Grêmio. Por aqui, nunca fomos de entrar em leilão por jogadores nem cometer loucuras e este cuidado tem sido mais freqüente em uma época que a ordem é arrumar a casa para e o terreno para um objetivo grande e duradouro. Se essa mão fechada de agora significar chegar por 2011 sem dívidas (o que significa crédito e risco zero de penhoras) e com um novo estádio rentável (o que significa receita), se justificará plenamente e seremos recompensados por muitos anos. Não que se tenha ouvido essa teoria da boca da direção, mas é o que gostaríamos de crer.

Só uma coisa não está fechando nesta lógica. Quando se quer montar um time competitivo e barato, dispensam-se os que têm propostas indisputáveis, os que pedem alto para renovar, os que já deram o que tinham que dar e precisam de novos ares e os que não interessam mais dentro da filosofia de um novo técnico. No mais, busca se manter o que deu certo para se ter uma base sólida e entrosada na próxima temporada.

Não se tem muita notícia de bastidores, não sabemos muito do que se passa na sala da presidência quando boleiros, empresários e direção se reúnem. Por isso a dispensa de alguns e a pouca vontade na renovação com outros deixam a torcida com um enorme ponto de interrogação na cabeça. Ainda mais quando estes jogadores revelam publicamente a vontade de permanecer no clube (partindo-se do princípio de que o que dizem nos microfones é o mesmo que dizem para seus procuradores). Vamos a alguns casos mais intrigantes:

Gavilán – Jogar no Grêmio foi um upgrade na carreira do paraguaio. Primeiro sofreu com os corneteiros, deixou a mão falando com eles e foi fazer o seu serviço. Impecável na Libertadores. No brasileirão teve vários problemas que conspiraram contra uma seqüência de jogos. Lesão, convocações, expulsões, punições e a cota de estrangeiros. Quando driblava isto tudo, parava em algum misterioso critério do Mano, que foi embora sem explicar qual era. Com o apoio total da torcida (agora), uma nova filosofia dentro do vestiário, saída de outros gringos e recuperado fisicamente, seriam quatro problemas a menos. Convocações em plena eliminatória para a Copa ainda seria um problema, mas que todo time grande da América do Sul terá em 2008. O Grêmio bota fora um baita lateral e um baita volante na mesma tacada, que encontrou no tricolor um time onde suas melhores características puderam ser mostradas.

Saja – Teve duas falhas e operou uma dezena de milagres. Identificado com a torcida, fez tanta questão de permanecer no Grêmio que acertou os salários sem complicação nenhuma e ainda tratou de negociar sua permanência no tricolor diretamente com o San Lorenzo. A direção foi irredutível em querer apenas renovar seu passe e descartou adquirir o goleiro por U$ 1,5 milhão que não é nenhuma fortuna que fosse comprometer os cofres em relação ao benefício. Parece estar sendo punido por uma lesão que teve defendendo o Grêmio. Lesão de meses antes do jogo contra o Figueirense, mas que estava sendo agüentada no osso. Sempre imaginei que seria o Grêmio o primeiro time brasileiro com um goleiro batedor de pênaltis. Claro que esta característica não deve ser colocada acima da real função, mas um goleiro com essas características e a identificação com o torcedor que ele tinha, poderia render bem mais, não só em campo, mas também em termos de marketing, como é feito em clubes com mais visão nesse sentido.

Bustos - Caso idêntico com Diego Souza quando se pensa no jogador também como investimento. Com passe estipulado em valores parecidos com o do Saja, o colombiano está em fase de valorização, não pelo que tem rendido no Grêmio e sim pelos gols de falta na seleção colombiana. Não teve uma chance muito aproveitável em termos de seqüência de jogos no Grêmio, na dúvida a lateral sempre ficava com o Patrício. Bustos acabava no banco ou na lateral-esquerda, mesmo assim sem muita liberdade para apoiar no ataque.

Willian – Este é o legítimo caso de um gato morto na cabeça, tiro no pé, trocar o certo pelo duvidoso ou a expressão que o leitor quiser. Negociar o Willian pela quitação total da dívida seria discutível e quem sabe aceitável, mas “Entregar” (o próprio Odone usou esta expressão) uma defesa sólida que conquistamos por uma parte da dívida. Aí não. É retrocesso, é colocar toda a responsabilidade em cima do Teco que está voltando de lesão. O Willian poderia ter dito que não vai e pronto, mas com toda a pressão em cima do negócio e por se sentir desvalorizado ao ser trocado por uma dívida. O cara iria dizer o que?

Como foi dito no início, esta política de pés no chão é louvável se for traduzida em finanças sanadas e um grande futuro em médio prazo. Mas cai em contradição e começa a ficar perigosa quando a espinha dorsal da equipe é desmontada sem justificativas plausíveis. Mais do que nunca o apoio aos jogadores que chegam é necessário, já desembarcam sendo comparados com jogadores que estavam afirmados e no gosto da torcida. Com cobertor curto, cobre-se a cabeça e descobrem-se os pés. Já está na hora de fechar a torneira, não só do dinheiro, mas também do patrimônio humano.

—————————————
Muita gente não entendeu, outros não quiseram entender a forma que o apoio incondicional foi tratado no post anterior. Essa discussão sobre a importância desse tipo de atuação de uma torcida em relação ao time vai longe e não será encerrada por aqui. Uns ainda confundem com omissão na atuação da diretoria, outros têm certeza absoluta que dizer que um jogador X não presta entes dele jogar, ajuda muito.
—————————————
Legal a adesão do pessoal à comunidade do Blog. O pessoal não quis saber de esperar um número maior de participantes e começaram os trabalhos sem mim mesmo. É bem por aí.

Diga um número…

Ter, 18/12/07
por cristian bonatto |
categoria Sem Categoria

Começaram os faniquitos do pessoal da terra-arrasada. Um Grêmio todo novo se desenha para 2008 e já está com marcação cerrada. Nunca foi o estilo do Grêmio contratar jogador por nome, e sim, os jogadores fazerem o nome por aqui. Quando tentou fazer o contrário, de tanto que se encheu a paciência, vieram os Amorosos da vida. Mas tem gente que não aprende e isso vai se tornando chato e repetitivo. Não tenho mais paciência para esse tipo de corneta nos comentários, quando percebo, logo no início aquele mesmo bla-bla-bla que só pode vir de um gerador de comentário corneteiro tabajara, passo sem ler o resto, quando aprovo.

Nada justifica a corneta em cima de um cara que está chegando ao Grêmio, cheio de vontade de mostrar serviço e sonhando em entrar para a história do primeiro do ranking. É um balde de água fria no cara e um tiro no pé da torcida. O pior é que quando esses desconhecidos dão uma boa resposta (e geralmente dão), ninguém assume as críticas feitas na sua contratação ou nos seus maus momentos. Mais que isso, comemoram os gols, vibram com as vitórias que eles conquistam e ainda nos cumprimentam na rua: “Bah! Viu só que beleza o ‘nosso’ time?”. Por essas que o golaço do Ailton a final de 96 está manchado por um “vaia agora porra!”, bem direcionado.

Existe o argumento de que o apoio incondicional deixa a torcida conformista. Quem for cabeça fraca pode até ficar, mas essa rebeldia vazia contra os alvos errados e nas horas erradas banaliza a crítica pontual e coerente. Quando for realmente necessária, não será interpretada como tal, pois uma meia dúzia inconseqüente conseguiu tirar a credibilidade de todos para tal.

Também por isso, esse blog cada vez mais prefere o apoio incondicional à crítica, mesmo quando ela até poderia ser necessária. Não será este, mais um espaço na mídia pautado pela cornetagem que rende aplausos e audiência. Tem muito blog e coluna por aí que segue essa linha editorial fácil e simpática. O Blog do Torcedor do Grêmio pelo contrário, prefere perder metade da audiência, mas continuar sendo um talho azul na imprensa vermelha. Crítico com responsabilidade, quando for necessário e se ainda for possível.

Sejam bem-vindos Mancini, Victor, Junior, Peter, Tadeu, Soares e quem vier. Não se assustem com a frase “não serve para meu time”, vinda de torcedores que não servem para o Grêmio. Joguem com raça, vontade e respeito por esta camisa, que a torcida vai apoiar, o resto vem por conseqüência. Foi assim que a maioria dos jogadores sem grife saíram do Olímpico com a cabeça erguida e aplaudidos até pelos seus corneteiros.

Dedicado a quem servir o chapéu.

Os que chegam

O goleiro é Victor, valor baixo numa função tradicionalmente não muito valorizada no Olímpico. São os goleiros que costumam se valorizar no Grêmio sozinhos. Quando o trabalho é reconhecido pela torcida e esta se identifica com eles, acabam sendo mandados embora. Interpreto como “mandar embora” não pagar U$ 1.500 pelo Saja.
Sou dos que acham que goleiro se faz no Olímpico. Mas se veio o argentino, correspondeu e a torcida se identificou, era para ter ficado. Se não ficou, era para ter segurado o Galatto ou aproveitado o Túlio do sub-20. Se não foi e preferiu-se outro goleiro, bem-vindo o Victor. A culpa do final atrapalhado dessa lógica não é dele.
Também foi anunciado o atacante Tadeu ex-Juventude e São Paulo, do qual a lembrança que me vem a mente é daquele Juventude 2×0 Reservas do São Paulo. Se for quem eu imagino. Os dois se juntam a Peter e Junior já contratados, mais Soares na configuração de um time barato que se justifica na contratação do Diego Souza (assim se espera).
Cogitou se Blaz Péres agora pela tarde, já desmentido pelo Pelaipe por ser informação plantada. Serviu para quê? Para quem vai atrás das cogitações se sentir chantageado emocionalmente, fazer beiço e descontar no Tadeu.

Um-dois

Sex, 14/12/07
por cristian bonatto |
categoria Sem Categoria

Aquela dívida
Especulações devem ser criativas. As melhores são criadas em reuniões de brainstorming e conseguem fazer a torcida sofrer ou se iludir antes do tempo sem que tenha havido até então nenhuma palavra oficial que a confirme. Quantos técnicos foram listados como nomes fortes nos corredores do Olímpico para o lugar do Mano e quantos destinos foram especulados para ele? Ninguém acertou em nenhum dos dois casos até que as informações verdadeiras apareceram. A história do Willian ser trocado por aquela divida de uns anos atrás que está bem viva e vocês nem lembram mais, está seguindo o mesmo script. Espero.

Um na mão do que dois voando
Seguindo o padrão acima, três reforços foram anunciados pela imprensa numa só tacada. Destes, o goleiro Ricardo já assinou com o Vasco. Sem problemas, se uma contratação podia melar, era justamente essa. Não se falou mais no Peter, o que preocupa quando se sabe que o maior pegador-de-viamão-lotado do Brasil, também tem interesse. O único bem encaminhado é Soares, que já foi liberado do Flu pelo Renato, por se tratar do Grêmio (viu só Mano?). Posso quebrar a cara, mas vou dar meu pitaco antes de ser apresentado. Com Soares, tudo indica que teremos finalmente uma correria de qualidade no ataque em 2008. Mas ainda falta um atacante de área compatível com essa nova proposta característica do Mancini.

Meio-de-campo dos sonhos
As especulações não param por aí, um prato cheio para quem gosta de acompanhá-las, colocar alguma esperança e sonhar é Danilo ex-São Paulo. Difícil resistir a tentação de imaginar um meio de campo com Eduardo Costa na contenção, Danilo na armação e Diego Souza chegando junto aos atacantes. Mas sonhe com moderação, As únicas notícias animadoras, por enquanto, são em relação ao Eduardo. O Espanyol já percebeu que ele não tem a mínima vontade de voltar e quer liberar o meia em definitivo.

Negócio de Portugal
A negociação mais fácil de ser concretizada e transformada na contratação do ano é a do Diego Souza, mas ironicamente é a que mais está angustiando a torcida. A diretoria tem a prioridade, a faca e o queijo na mão para comprar um jogador que está em ascensão e é nome certo para a seleção pré-olímpica, mas não demonstra vontade de investir um valor que é alto, porém será o dobro em retorno daqui a alguns meses. A direção insiste na prorrogação do empréstimo e assim o Grêmio está sendo mais português que o Benfica.

No Brasil, acima de tudo, o Grêmio.
O que não é especulação, pelo contrário, é oficial e bem justificado é o fato do Grêmio continuar não vendo ninguém à sua frente no ranking da CBF, atualizado ontem. Isso não foi muito divulgado na imprensa nacional, mas quem esperava por isso? A novidade é que a CBF está sendo pressionada e deve revisar a contagem. Até concordo com as reivindicações de valorizar mais a Libertadores. Com quatro Copas do Brasil e duas Libertadores no armário o Grêmio tem que estar ainda mais acima dos mono-copa.
————————————————————–

Comunidade do Blog
Tem muito assunto importante que acaba morrendo quando o blog é atualizado, outros assuntos surgem sem que tenha sido comentado por aqui. Para que ninguém fique mais refém das atualizações que dependem do meu tempo livre, vamos fazer uma experiência pelo orkut. Também quero utilizar as enquetes em assuntos polêmicos, o que fica complicado de fazer via comentários. Sendo gremista, esteja convidado para a comunidade do Blog, vamos ver no que dá.


Formulário de Busca


2000-2009 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade