Não poderia ser em outro lugar
Alguns sacaram outros não, mas o texto da quinta-feira foi irônico na sua maior parte. Pelo menos deveria ter sido. Mesmo que as evidências do desconhecido saltem aos olhos, é melhor deixar o enfoque forças ocultas de lado, sob pena de pararmos todos no São Pedro. Façamos de conta que aquele toró inesperado em uma região seca, os três jogadores sacados por lesão e o time com dez jogadores em campo por não ter mais como substituir tenha sido tudo culpa do acaso, assim como o histórico de vexames no Serra Dourada.
Vamos nos ater ao que é físico, terreno e deste plano. A derrota de ontem começou muito antes de o time viajar a Goiânia, com os experimentos que foram prematuramente julgados como positivos. Se a lógica do jogo de ontem era manter a posse de bola o máximo possível, Rudnei e Nunes eram a incoerência em campo. Rudnei fez uma boa partida contra o Juventude, mas Julio dos Santos em seus piores dias segura a bola e arma com muito mais eficiência. Nunes é guerreiro e sabe marcar, mas na maioria dos desarmes, a bola acaba voltando para o adversário nos segundos seguintes.
Mas as coisas até que vinham dando certo com Nunes e Rudnei. A casa caiu mesmo foi quando as lesões de Nunes e Pico tiraram o direito de Roth mexer no time. Teve que reconfigurar a equipe a partir dos problemas e não pela solução. Passou ao 3-5-2 com Hidalgo no lugar do Anderson, mas o Hidalgo não apoiou como o Pico e acabou atraindo o adversário. Outro fator decisivo foi a combinação de um campo absurdamente grande, um gramado alto e molhado e uma bola pesada que anulou a jogada aérea. Todas as bolas lançadas na área vinham por baixo, inclusive nos escanteios e mesmo pelos pés de quem sabe chutar, como o Roger.
Cabe ao Grêmio agora esquecer o que aconteceu ontem por que de nada serve como parâmetro para um jogo completamente diferente que será o do Olímpico. As coisas começaram a mudar ainda no Serra Dourada com o gol peleado na adversidade, bem característico do Grêmio, pelos pés do Roger. Gol que nos livrou de ter que exercer a imortalidade contra um Atlético Goianiense no jogo de volta. Um a zero nos basta, nada que um pouco de alento e as forças do Olímpico, não sejam capaz de dar conta. Claro, menos invenções também ajudam.
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Tem que se destacar Roger e Paulo Sérgio, pela defesa da causa em campo. Alheios às condições do campo e as dificuldades criadas. O primeiro mais que marcar o gol, chamou a responsabilidade de ir para as divididas e desarmar, além do seu papel de criação. O segundo, se errou alguma vez, foi por ter que fazer de tudo, estava em todas as posições do campo o tempo todo.
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