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Eu Acredito na Solidariedade

Qua, 26/11/08
por cristian bonatto |

Santa Catarina sofre neste momento com uma de suas piores catástrofes naturais de todos os tempos. As chuvas intensas que castigaram o Estado nos últimos dias provocaram tragédias em diversos municípios provocando até o momento 79 mortes e aproximadamente 54 mil desabrigados de acordo com as últimas estatísticas.calamidade.jpgO momento é de união, independente de religião, classe social, raça ou mesmo paixão futebolística. As pessoas atingidas pelos estragos causados em decorrência das fortes chuvas assolam o Estado carecem de nossa ajuda, e é neste momento que devemos acreditar na solidariedade entre os brasileiros. Somos todos os irmãos, e como uma grande família, devemos nos ajudar.

A Defesa Civil de Santa Catarina abriu duas contas bancárias para receber doações em dinheiro para ajudar as vítimas. É o único modo de quem está distante de ajudar. Quem for ajudar pode dor dinheiro, fazer doação de roupa, comida, colchão, cobertores e etc. Acesse aqui e veja os locais e formas de colaborar com esta causa.

*Autor do texto: Diego do Blog do Figueirense

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A Defesa Civil de Santa Catarina abriu duas contas bancárias para receber doações em dinheiro para ajudar as vítimas. É o único modo de quem está distante de ajudar. Os interessados podem depositar qualquer quantia nas contas:

Banco do Brasil
Agência 3582-3
Conta corrente 80.000-7

Besc
Agência 068-0
Conta Corrente 80.000-0.

Segue a lista dos locais de arrecadações:

Em Florianópolis:

Assembléia Legislativa de Santa Catarina
Centro Cívico - Centro

Procon Municipal de Florianópolis
Rua Deodoro, 209 - Centro

Portal Turístico de Florianópolis
Cabeceira continental das ponte Pedro Ivo Campos

Hall da Reitoria da UFSC
Campus Universitário da UFSC - Trindade

Centro de Cultura e Eventos da UFSC
Campus Universitário da UFSC - Trindade

Escola Básica Municipal Osmar Cunha
Travessa Virgílio Várzea - Canasvieiras

Centro Comunitário do Rio Tavares
SC-406, próximo ao Trevo do Campeche - Rio Tavares

Paraná:

As doações pessoais podem ser feitas nos quartéis do Corpo de Bombeiros e para as doações de grande porte deve-se entrar em contato com a Defesa Civil pelo telefone 199.

Grêmio. Na essência.

Seg, 10/11/08
por cristian bonatto |

palxgre.jpgEles não aprendem. E enquanto não aprenderem estará tudo bem. Quem vê de fora ainda tenta explicar o Grêmio a partir das mesmas premissas e conceitos aplicáveis aos outros. Não importa o técnico, não importam os desfalques, não importam rachas políticos. A essência da imortalidade está na raça incorporada nesta camisa e quando ela entra em campo, acabou a lógica. Esta essência estava ali o tempo todo, como sempre esteve. Era só uma questão de encontrá-la, ou QUERER encontrá-la, esquecida em algum canto do vestiário. Nada de extraordinário, nada de épico nem de espartano nisso.

Pode se dizer que foi simplesmente fruto de estratégias bem pensadas por Roth, num momento dos “altos” que vivem se alternando com os “baixos” na cabeça do Roth, sob as quais o grupo baixou a cabeça e tratou de trabalhar em cima. Um time com tantos desfalques e com pouco entrosamento não jogaria de forma tão mecânica e efetiva de outra forma. Assim como o gol do Tcheco. Essas bolas meio alçadas/meio chutadas deixaram de ser obra do acaso a partir do momento que técnicos e batedores perceberam o pânico que elas se tornam para os goleiros.

Outra teoria para o reencontro da essência está justamente nos desfalques, que deveriam ser um problema e se tornaram uma solução quando seus substitutos trouxeram junto a vontade e indignação que vinha faltando. A vontade do gurizão Heverton, que estreou no time principal com pinta, tamanho e frieza de Rivarola. Pareceu ter achado mais difícil o Cerâmica na quarta pelo Grêmio B. Temos zagueiro para o ano que vem. Jean expostamente contrariado com o eterno limbo de ser a última opção, não fez beiço e tratou de descontar na bola. Foi um monstro como nunca foi, fez o que deveria ser feito até no lance em que foi expulso.

O terceiro fator é, inegavelmente, a putiada dos torcedores na quarta-feira. A não ser que seja coincidência que tenha dado resultado, de novo. Pode ter sido desconfortável, mas nada parecido com o constrangimento que a torcida vinha passando. Tomara que não aconteça de novo, que não seja NECESSÁRIO acontecer de novo.

Seja qual for sua teoria, O Grêmio está vivo e fortalecido. Encomendaram o funeral, beberam o morto, mas esqueceram quem ele era. Pior que não aprendem.

Uma ótima semana novamente.

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Acreditar que eles acreditam

Sáb, 01/11/08
por cristian bonatto |


“E aí? Tua acha que dá?”
. Essa é a pergunta que substituiu nas últimas semanas os tradicionais “Como é que tu tá?” ou “Tem visto o pessoal?” quando dois ou mais Gremistas se encontram no buteco ou no supermercado. Deveria ser um pergunta simples e fácil de responder, bastando apenas analisar a tabela, o rendimento do time no 2º turno, o histórico de chegada do Roth ou ter lido a coluna do Santana. Usar a racionalidade. Seria simples, se não fosse o fato de o Grêmio ter, ao longo de sua história remota ou recente, transformado essa pergunta numa armadilha que deixa até o mais pessimista como refém.

O Grêmio nos subtraiu o direito ao realismo por mais evidente que seja a forma que ele se apresente. Insistir no realismo é viver no constante risco de ter a língua queimada em praça pública. Afinal, quantos já pagaram caro pelo menos uma vez pela heresia de ser realista quando questionados se dava para reverter o 3×0 contra o Caxias, se dava para passar da primeira fase da Libertadores 2007, se após o desastre do primeiro semestre escaparíamos do rebaixamento este ano? Só para ficar em exemplos mais recentes e não transformar isso em livro. Também não é necessário citar Aflitos 2005, covardia.

Os jogadores também acreditam, mas por uma questão quase contratual. A grande questão é o QUANTO eles acreditam e o QUANTO eles tem noção do QUANTO que esta crença é importante para os Gremistas fora das paredes do cárcere. Será que em meio à sinuca, videogames, ipods, livros de auto-ajuda ou marias-chuteira online, há tempo para perder o sono ou se preocupar 24 horas por dia com o problema de quem CERTAMENTE estará no Olímpico ano que vem, seja qual for a competição a ser disputada, acreditando sempre, mesmo que da boca para dentro?

Aos jogadores: Esperamos que sim. Ou queremos ACREDITAR que sim. Mais que isso, nesta reta final queremos VER essa crença materializada em atitude, correria, indignação consigo próprio, pressão nos 90 minutos, costas esfoladas de buscar bolas impossíveis, câimbras, nada de fôlego para entrevistas no final e amor à causa (nem estamos pedindo que seja à camisa). Pois nos mostrem, não apenas digam. Afinal foram vocês mesmos que nos fizeram ACREDITAR no impossível que era este título. Agora os outros dizem que o líder não vai chegar, a própria vaga na Libertadores é questionada. Contam com isso torcendo para que vocês NÃO SE LEMBREM que são o Grêmio. Pois isto bastaria para desafiar o difícil, o improvável e até o impossível.

Mas TEM que ser o Grêmio. Lembram dele?

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Preteou o olho da gateada

Qui, 30/10/08
por cristian bonatto |

O líder está definitivamente nas cordas, tomando mata-cobra de todos os lados e terá que sair dessa pelas próprias forças que lhe restam (restam?), pois ninguém vai jogar a toalha no ringue. Tudo isso por um cruzado que pegou em cheio a defesa aberta logo após o som do gongo.

O 3×0 é emblemático e definitivo, não há o que contestar. Para o time da casa, buscar o gol cedo está no manual básico para jogos decisivos. Tão básico como os 15 minutos de retranca providencial e atenção redobrada do visitante deve segurar e o Grêmio não teve nem por 15 segundos. Esse resultado barulhento passou todo por aí. Mais uma vez a desatenção colocou uma semana de trabalho duro e laboratorial aos portões fechados por água abaixo. Se o esquema era o certo e as peças eram as mais propícias para aquele jogo, nunca mais saberemos.

O que começa atravessado termina do mesmo jeito. Até a mudança de esquema no meio do jogo foi ditada pelo Cruzeiro. O 3-6-1 treinado pelo Roth já havia sido transformado em uma espécie de 5-4-1 bem antes da alteração Pereira/Perea por lesão, já que o Cruzeiro proibiu nossos alas de subirem mantendo os trabalhos da noite nas laterais. No 2º tempo quando Roth mais ou menos conseguiu arrumar a bagunça com o disponível 4-4-2 já era tarde, o time já tinha perdido o tempo e o poder de reação. Foi preciso tomar mais dois gols para o time demonstrar alguma gana e uma indignação parecida com a do torcedor.

O tricolor está nas cordas e o fôlego é todo dos adversários, que sabem que tem que aproveitar o momento para nocautear. Só que mesmo zonzo, de cara amassada, olhos roxos e inchados e sangue escorrendo ele é teimoso e não cai. Continua líder apesar de tudo. O tempo é o suficiente para tomar mais um definitivo golpe ou para conseguir respirar e recuperar a visão turva. É domingo às 19 horas no Olímpico Monumental.

Hoje é o tradicional dia dos críticos-apaixonados-pelo-Grêmio-porém-realistas-que estavam-avisando-há-muito-tempo-sobre-o-técnico-ou-este-e-aquele-jogador, dos cabeça-quente histéricos e da torcida mirim visitante carente de atenção. Nem vou dar o trabalho de postar as regras. Só peço pro pessoal que realmente lê o texto antes de comentar e os já conhecidos que estão sempre por aqui, dar um tempo por hoje. Mais tarde volto aqui para aprovar ou apagar (não decidi ainda) tudo sem ler num só clique.

Tricolor, já duvidaram de ti.

O desafio e a nossa parte

Qua, 04/06/08
por cristian bonatto |

Saída de Grêmio x Flamengo, rumo ao portão 10 ouço o comentário de alguém: “Se o Jardel tivesse aí era goleada”. Não se tratava de uma ironia. Sete anos sem um título de expressão e mais uns tantos sem ver um atacante terminando a temporada como goleador pelo menos da equipe, explicam esse ingênuo delírio por grande parte da massa tricolor. No imaginário popular, Jardel já apareceu á beira do gramado com a 16 entrando no lugar de Soares para cabecear ás redes a primeira bola em sua direção.

Dizer que o Super Mario nas atuais condições - gordo, sem jogar desde o início do ano e a apenas três meses do último teco - é melhor que todos os nossos atacantes juntos, pode ser uma tirada legal em uma mesa de buteco, porém, transformar isto em um fato é uma irresponsabilidade cruel com o ser-humano Jardel. O respeito por quem nos deu de tudo, começa por encarar os fatos como eles são.

Ontem o atacante desembarcou em Porto Alegre para um período de recuperação em um projeto desenvolvido exclusivamente para seu caso, na UFRGS. Recebido no Salgado Filho como nas tantas vezes que aquele aeroporto lotou. Desta vez, não havia troféu na bagagem, mas a torcida estava lá. Não abandonamos nossos ídolos. Impressionante a expressão de flash-back do jogador nas fotos dos jornais.

É possível a recuperação do Jardel, mas isso não será em meses muito próximos e dependerá principalmente dele mesmo. O Grêmio também pode e deve ter sua parcela nesta recuperação acenando com alguma esperança de aproveitamento futuro do jogador. Quem sabe em um contrato de risco, a princípio entrando no decorrer de algumas partidas, como um amuleto. Nossa parte também será feita se soubermos separar o homem que está nesta batalha do herói que estampa trapos no Olímpico. Esta memória que nunca se apagará, não pode acabar se transformando em mais um obstáculo.

Força Jardel, estamos contigo.

Farrapos

Qui, 08/05/08
por cristian bonatto |

FarraposOs Farrapos ganharam este apelido por não disporem de uniformes e equipamentos militares. Maltrapilhos, faltavam armas e botas. Mesmo assim resistiram por 10 anos ao Império, usando da criatividade para pelear, tomando os canhões do inimigo e priorizando a luta nas armas onde eram imbatíveis: as lanças nos combates a cavalo.

É bem farrapo que o Grêmio chega para a longa guerra do Campeonato Brasileiro. Nos falta um comandante à altura com uma estratégia definida e combatentes mais experientes. Os Farrapos peleavam com suas garruchas e adagas enferrujadas e na falta delas, iam na mão mesmo. Se é raça, entrega, determinação e alento as armas que temos por hora, é com isso que lutaremos.

Quem quiser se entregar ou passar para o outro lado, torcendo por uma derrota nas primeiras batalhas com o argumento kamikaze de derrubar o comandante, está fazendo o próprio Grêmio de refém para isso. Não há gremismo numa atitude destas. Portanto, não precisa voltar para nosso lado depois. Os inimigos já são muitos e difíceis para termos ainda, que se preocupar com fogo amigo.

Também como aconteceu na Revolução Farroupilha, os reforços só chegarão no andar da carruagem. Naquela ocasião, pelo fim de rebeliões em outras províncias. Nesta, com a abertura da janela européia em agosto. Até lá, o Grêmio vai precisar da torcida para transformar o Olímpico em território inóspito para os invasores do império e contar com os gremistas espalhados por outras províncias nas batalhas fora do Rio Grande. Os que formam a maior torcida do Brasil fora do eixo.

Jamais nos matarão.

Ouro de Tolo

Seg, 05/05/08
por cristian bonatto |

O amistoso contra o Avaí deveria ser a apresentação do resultado final destes 30 dias de colher-de-chá que Celso Roth ganhou de presente da direção. Um mês para apresentar um projeto básico de time suficiente para ganhar do Avaí. A conclusão foi unânime: mais 30 dias colocados fora com Celso Roth.

De positivo, algumas individualidades que se destacaram como Rafael Carioca, Rever e Soares, além da conclusão de que temos goleiro (bem testado pelo Avaí. Credo.). Outros conseguiram ir bem em apenas um dos testes e mais alguns conseguiram ser queimados. Tudo individualidades, foi o que deu para analisar.

No final da manhã de hoje a torcida teve duas horas de esperança. A direção se reunia com Celso Roth para o óbvio depois do que foi visto em Florianópolis. O comunicado para que Celso Roth passasse no departamento pessoal. Mas não foi isso que aconteceu. Ao final das duas horas, a única decisão foi de que a direção resolveu assumir o ônus de se afastar ainda mais do seu torcedor. Em detrimento da incapacidade de assumir o erro, ou pela grande capacidade de persuasão de Roth frente a todo comando do futebol.

A opção foi de perder mais uma semana, mostrar atitude somente depois de dois jogos complicadíssimos no Campeonato Brasileiro. Sentados no trono em um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar.

A corda arrebentou para o outro lado

Seg, 14/04/08
por cristian bonatto |

Notícias não são para ser lidas, notícias são para ser interpretadas. Quem simplesmente lê a notícia da troca substituição de Pelaipe por André Krieger na função de mandar prender e mandar soltar no futebol do Grêmio e a manutenção de Celso Roth no comando técnico do tricolor pode chegar a uma conclusão simplista de que nada mudou. Já quem interpreta a notícia, presta atenção nos desdobramentos e entrelinhas vai ver que não é bem assim. Mudou a lógica, o que é mais difícil.

A cultura do futebol era intransigente na regra de que, em momentos de crise, substitui-se o treinador e se mantêm os jogadores. Foi contra essa regra, ainda mais forte pelo senso unânime da torcida, que André Krieger chegou invertendo a lógica. Justamente a lógica que ninguém queria ver mudada, não agora. Foi um peitaço, Krieger tirou a batata quente das mãos do Roth e pegou para si. Não acredito que tenha sido totalmente por convicção no trabalho do Roth como está escrito. Nenhum gremista pode ter essa convicção depois do que vimos na semana passada. Já a interpretação leva a crer na falta de opções e a necessidade de pagar três técnicos ao mesmo tempo como respostas mais ingeríveis.

O que pode ser interpretado ipsis literis, por ter se ouvido da boca do presidente Paulo Odone e também do novo diretor de futebol é que haverá reformulação em pelo menos metade do grupo de jogadores. Isto é o óbvio e foi isso que foi dito (ponto). Divulgar listas de possíveis reforços, baseados no futuro do pretérito é interessante para se vender jornal e para empresários veicularem seus produtos, mas nem um pouco interessante para as negociações do Grêmio. Alerta os gansos e cria expectativas na parcela da torcida que lê sem interpretar.

Desta vez a corda arrebentou em outro lado, mas continua bamba para o lado do Roth. Tomara que a decisão seja a acertada, que todos nós queimemos a língua e tenhamos descoberto, através da inversão da lógica, uma nova solução em gestão de crises no futebol. Olha só Odone, um bom nome para palestras.

Tomara.

Diversas reações adversas

Qui, 10/04/08
por cristian bonatto |

No início desta madrugada a torcida do Grêmio usou o que sobrou de voz após quase duas horas e meia de alento para gritar cinco palavras que resumem um recado bem direto e que estava sendo mal compreendido. O apoio que vem das arquibancadas é para a camisa do Grêmio em campo, no momento do jogo, em quaisquer adversidades, seja tempo ruim, estádio adversário, juiz, lesões, expulsões ou mesmo desatinos de técnicos e dirigentes. Só que esse apoio incondicional à camisa do Grêmio em campo estava sendo interpretado como conivência para desmandos. Foi preciso aquelas cinco palavras, em uma reação adversa, como se fosse um desenho, para que isso fosse bem entendido.

Também no início da madrugada quem estava em casa ou voltando do estádio queria ouvir a reação do presidente Paulo Odone, mas ela também foi adversa ao mínimo que todos esperavam: o mesmo pulso firme e agilidade demonstrado na demissão do Mancini, e que agora sim era importante. Só que para o presidente, naquele momento, era mais importante falar da Arena, do centro de treinamentos e até mesmo de palestras que promoveu, do que demonstrar alguma atitude como presidente do Grêmio.

No início da madrugada ninguém mais queria saber o que o Roth ia dizer, mesmo assim, conseguiu causar espanto ás paredes que ainda o ouviam com um festival de prepotência, demonstrando certeza de que não tinha culpa nenhuma do que aconteceu, interpretando as duas eliminações como simples derrotas em sua estatística no Grêmio além de uma confiança delirante de que continuará como técnico do Grêmio, inclusive traçando planos táticos a trabalhar nos 30 dias que acha que tem até a estréia no Brasileiro.

Já aquela altura da madrugada, por incrível que pareça, as melhores palavras foram do Pelaipe, quando acenou com a possibilidade de pedir o chapéu. Finalmente ouvindo e assimilando um pedido dos torcedores, depois de tantos outros diferentes anseios ignorados. Pelaipe foi importante em um momento específico da história do Grêmio, mas tem se demonstrado incapaz de pensar o Grêmio no tamanho que ele realmente é.

Também no início da madrugada, cheguei em casa e postei aqui o que ouvi desde o final do jogo até em casa. Foi a minha reação adversa. Se decepcionei alguém que esperava de mim palavras de conforto, sinto muito, mas não é de mim que devem cobrar isso. Se esperavam de mim serenidade numa hora dessas, me desculpem, mas não sou um monge. Se esperavam um enfoque editorial frio e profissional, desculpe é só ler o perfil aqui do lado para ver que não sou jornalista.

Portanto…

Hei Pelaipe!

Deu.

Tópicos desorganizados que colocados no lugar certo formariam um texto

Seg, 07/04/08
por cristian bonatto |

A Falta de Planejamento – O pior de tudo que se pode sentir depois do fiasco de ontem é a sensação de tempo perdido. A saída de Roth não resolve esse problema, foram sucessivas decisões mal sucedidas encobertas por um aproveitamento bom apenas nos algarismos. Um sujeito desempregado no buteco bebendo o bolsa-família enquanto espera a mulher sair do hospital com o décimo terceiro filho nos braços tem mais planejamento que a direção do Grêmio em 2008.

A audácia da filial – Uma das formas de explicar o inexplicável é passar o mérito para o adversário. Não vou apelar para essa forma confortável de encarar as coisas, até porque não acho que o pessoal que acessa esse blog tenha cara de palhaço. O Juventude continua sendo a filial, um time de um só jogador em um clube pequeno de torcida ainda mais. Apenas encontrou tudo preparado para a maior conquista de sua história.

Quem não teve culpa – Entre os adversários que o time do Grêmio teve em campo ontem, estava o alterego de professor Pardal do Roth. Apavora perceber que sua criatividade não tem fim. A culpa da morte do paciente não é do marceneiro a quem deram o bisturi. Assim como não é culpa dos jogadores serem colocados no lugar errado na hora errada pela pessoa errada. Estão livres de culpa tanto os que deveriam estar em campo e estavam no banco, como vice-versa. Assim como os laterais invertidos e meio-campo que virou atacante.

Quem não está livre de culpa – Mesmo com os desatinos do nosso técnico, mesmo com o pulso-firme sem critério da direção, com os minutos que faltaram no relógio providencial do Coruja e os três jogadores que faltavam, não há dúvidas de que o empate e a classificação viriam se toda a torcida soubesse os alvos e momentos certos para protestar. Enquanto metade tratava de empurrar o time para frente outros tratavam de criar a sua parte de dificuldade. Estão de parabéns 90% de quem estava na Geral e 5% de quem estava na Social. Os outros causam vergonha alheia.


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