Perspectivas no carnaval
Levando-se em consideração que meio time ainda não estreou e estipulando-se com muito otimismo uns dois jogos para que cada uma destas novas peças demonstre algum ritmo de jogo e entrosamento, o prazo ainda é de mais ou menos um mês para que qualquer torcedor racional possa analisar o Grêmio como um time definitivo. Mas o jogo contra o Caxias deu mais nitidez para as características deste projeto de Grêmio. Mostrou o lado bom e o lado ruim de uma forma bem didática, um capítulo para cada um, no primeiro e segundo tempo.
Nos primeiros 45 minutos, time para cima do adversário com três atacantes fora de casa. Ofensivo não só na teoria, mas com os três realmente atacando. Dois a um, fora o show e as duas bolas na trave. O segundo tempo mostrou uma característica nova em relação ao Grêmio do Mano Menezes, uma evolução considerável, o Grêmio não recuou com o placar favorável. Claro, esta tendência ainda verde em um time experimental, somada a àquela mão do juiz para o time da casa, acabou resultando no empate do Caxias. Não levamos os três pontos, mas ganhamos algo muito mais importante nesse período do Grêmio. Boas perspectivas.
Vitor, Willian Magrão e André Luis já estão deixando ser destaques para se tornarem afirmações. Paulo Sérgio, uma das contratações mais reprovadas ainda não mostrou nada de espetacular no Grêmio e ninguém na verdade esperava isso. Mas uma coisa deve ser dita: em quatro jogos com a camisa do Grêmio, produziu em campo, no mínimo a mesma coisa que o dispensado Bustos produziu em seis meses, com a vantagem de ter um cruzamento melhor e apoiar bem mais. Ainda falta trabalho sanar o velho problema da lateral-direita mas parece estar no caminho certo. Wagner cederá o lugar naturalmente para o Jean, mas com contrato até 2010, tem que trabalhar esse nervosismo urgentemente.
Contra o Nóia, o time começa a receber em doses homeopáticas a outra metade do time de 2008, previsão de casa cheia para a estréia de Perea e Roger, além da possível volta de Hidalgo. Na seqüência o zagueiro Jean e o recém contratado ao Bayern, Julio dos Santos. Mais adiante, a última e misteriosa peça do tão especulado meio de campo tricolor. Sem falar dos liberados Rodrigo Mendes e Bruno Teles.
Muito trabalho, muita gente para estrear, muita água para rolar. Porém, invictos.
Alalaôs.
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