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Grêmio x Juventude

Seg, 31/03/08
por cristian bonatto |
categoria Gauchão
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Vencemos.

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Texto sobre Grêmio x Juventude se junta à matéria sobre o primeiro nascimento do ano, resenha sobre o especial do Roberto Carlos, chamada para Alan Quatermain e As Minas do Rei Salomão na sessão da tarde e cartão de natal nas coisas nas coisas que não consigo escrever sem ser superficial e/ou chato e/ou banal e/ou repetitivo e/ou hipócrita. Qualquer outra coisa é interpretada por soberba, como na tentativa de ontem.

Boa semana.

22 minutos de oportunidades

Qui, 27/03/08
por cristian bonatto |
categoria Gauchão

Uma primeira fase que serviu mais como laboratório chega ao fim. Agora é só mata-mata no Gauchão e na Copa do Grêmio até o Brasileirão. Na última chance de testes, Roth serviu um mexidão com tudo que não havia sido experimentado ou precisava de mais tempero. Em 22 minutos os aspirantes do Grêmio fizeram o seu trabalho em Campo Bom. Não só mantiveram a invencibilidade do Grêmio, como deram uma força para aumentar o saldo de gols do tricolor no pré-gauchão.

Jonas foi quem mais aproveitou a chance. Primeiro pegando no ar o cruzamento de Pico e mandando a bola no ângulo e depois, superando Tadeu em gol esquisito, lançou para o mundo uma nova modalidade: o carrinho de cabeça. Vale e foi prá conta. Jonas precisava desses gols, o bonito e o nem tanto. Mais necessitado ainda estava Reinaldo e na quarta chance seguida que recebeu do Roth marcou o seu gol. De pênalti, mas também vale e foi prá conta.

Era mesmo a noite dos necessitados. Sem Paulo Sérgio, Roger e Hidalgo por perto, Anderson só queria uma falta para bater e ela apareceu bem no lugar onde ele escolheria se pudesse. Mandou um tele-guiado que desviou da barreira, depois do goleiro e foi parar no ângulo. Uma noite de chances de ouro para quem soube aproveitar. O único que não precisava tanto é o Nunes, pois técnico após técnico, continua bruxo e segue como eterna primeira opção do banco.

Com os 4×1 que podem ter fechado as portas do time de Campo Bom garantidos no primeiro tempo, até os reservas se deram o luxo de tirar o pé do acelerador na etapa final. O 15 tentava alguma coisa na canelada e o esporte passou de futebol para balonismo. Descansados e treinados, voltam os titulares para o verdadeiro começo do Gauchão. O mata-mata nosso de cada dia, sábado na Serra contra o Juventude.

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O Futuro ao Vivo – A GrêmioTV transmite ao vivo, às 20h, a reunião do Conselho Deliberativo que decidirá o projeto e o local para a nova Arena. Acesse www.gremiotv.net, ouça os argumentos, torça para seu projeto preferido, xingue ou mude de idéia. O importante é que teremos a chance de fazer isso.

Peleia!

Seg, 17/03/08
por cristian bonatto |
categoria Gauchão

Um jogo de Gauchão como o próprio Gauchão não havia nos oferecido ainda. Todas as peculiaridades de uma partida no interior foram finalmente apresentadas. Rusgas, cotoveladas, solaço, campo pequeno, gramado ruim e esburacado. Vitória garantida no final com gol esquisito de Gauchão pela cabeça do Tadeu. Foi assim que o Grêmio garantiu a quinta vitória de Celso Roth e a invencibilidade na temporada.

Resultado é o que importa, mas não esconde as falhas. Um jogo onde o gramado obrigou os boleiros a manterem a bola o mínimo possível no solo, acabou evidenciando o problema grave da bola aérea, que vinha sendo escondido pelas vitórias mais tranqüilas. O problema não é individual nem do Pereira nem do Léo, os principais envolvidos. É puro posicionamento, por falta de atenção ou um trabalho específico. Não requer alterações, apenas treinamento.

A peleia de Santa Cruz também serviu para acirrar a disputa pela vaga do Soares no ataque. Tadeu merece a mesma chance de iniciar dois jogos seguidos ao lado de Perea, como o Reinaldo teve e não aproveitou. Também já está na hora de um experimento com Junior no meio de campo e tirar o grande ponto de interrogação da cabeça de todos em relação a esse jogador.

A fase experimental continua, mas o tempo está acabando. O desafio fica maior quando se enfrenta equipes em situações decisivas no campeonato. Foi assim contra o Santa Cruz e será contra o Sapucaiense. Aliás, o time da terrinha não se adaptou em mandar os jogos em São Leopoldo e se tornou o kamikaze do campeonato, buscando os resultados fora de casa. Por ser imprevisível, todo cuidado é pouco no jogo da quinta-feira, às 17 horas, com entrada grátis para as patroas.

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Mais uma grande partida do Paulo Sérgio. É triste, mas tem torcedor incomodado com isso. Gente que coloca a defesa de um pré-conceito acima dos interesses do time e do apoio para que um jogador evolua. “Gremistas” que querem a vitória, mas não com uma boa atuação daqueles que não gosta.

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Se adaptando a um novo país, quase um ano sem jogar e para completar, como ficamos sabendo agora, com o irmão de 11 anos em estado terminal de câncer. Tentando administrar tudo isso na cabeça, teria de tudo para não render em campo. Mas que bola vinha jogando Julio dos Santos e a gente não sabia. Apoio do clube e da torcida é o mínimo que se pode fazer.

Bom para o caderninho do Roth

Sex, 14/03/08
por cristian bonatto |
categoria Gauchão

Uma hora iria acontecer. Estávamos mal-acostumados com o Grêmio passeando em campo no Gauchão, quando a lógica seria de dificuldades para uma equipe em fase de testes. Pois aconteceu. O time do Celso Roth perdeu seus dois primeiros pontos no Gauchão, na primeira partida sem vitória do Grêmio no Olímpico este ano.

Poucas vezes vi uma retranca tão forte e descarada como a do Caxias na noite de ontem. Essa retranca não era só de ordem tática, era uma retranca completa, daquelas de enfrentamento capital x interior nos anos 80. Com direito a espetáculo de cai-cai dos jogadores do Caxias a cada cinco minutos. Só não mandou apagar as luzes e sumir com as bolas por que o jogo era fora, mesmo assim devem ter tentado. Nem o time do ano passado, que veio defender uma vantagem de 3×0 nas semifinais jogou assim.

O Caxias conseguiu o empate e ainda ganhou cinco linhas neste texto, vamos falar do Grêmio, pois o 0X0 não foi fruto só da retranca adversária, mas também de experiências mal sucedidas. Roth chegou em casa e deve ter anotado em seu caderninho: 1) O lugar do Anderson Pico definitivamente não é o meio de campo, que brigue com o Hidalgo pela vaga na lateral. 2) Roger não é meia-atacante, sua produção cai visivelmente à medida que é jogado mais pra frente. 3) Procurar uma benzedeira para o joelho do Soares. Esta última anotação, sublinhada.

Faz tudo parte do laboratório, experimentos aproveitáveis e outros não. Roth ainda não encontrou o esquema ideal para o Grêmio, por isso, um jogo onde as coisas não deram certo também se torna importante. A hora disto acontecer é justamente agora. Perdemos muito tempo com vitórias fáceis que escondiam as deficiências da equipe e do esquema.

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Quem não canta é amargo - Definitivamente, existem as torcidas de escanteio e existe a torcida do Grêmio. Quase meia-noite, 0×0, jogo feio e abaixo de chuva (meus pinos não falham) e o estádio inteiro cantando até o apito final e depois dele.

Leandro Amaral – Está sendo noticiada a possibilidade do “Príncipe” voltar ao Grêmio. Reforço incontestável, mas vale salientar: A direção nega e mesmo se houvesse algum trabalho de bastidores a transferência é complicada por questões trabalhistas. O Vasco que detém o passe no momento e tem boa relação com o Grêmio, mas esse vínculo pode voltar para o Fluminense a qualquer momento neste imbróglio trabalhista.

Ducker no Ibest – O trabalho pioneiro e incessante do Ducker, que registra de forma independente o espetáculo de cada jogo nas arquibancadas do Olímpico em fotos e vídeos, está concorrendo ao Prêmio Ibest da internet brasileira. Pra cima deles também, queremos ser campeões de tudo, sempre.

Solidariedade Tricolor – Por si só a causa é justa, mas também vale ingresso. A torcedora Siane Tshiedel sofre de aplasia medular e precisa de sangue de 12 em 12 horas até o transplante. Quem doar sangue ou medula para a tricolor até dia 20, não paga ingresso contra o Sapucaiense. Elogiável iniciativa do marketing do Grêmio que sabe que solidariedade também é marca dessa torcida.

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Previsão fácil porque eles são previsíveis. Basta este empate depois de seis vitórias seguidas para começar os faniquitos da cornetagem. Mesmo se o Grêmio já tivesse perdido um jogo, não seria para tanto. Mas quem disse que eles agüentam esperar? Credibilidade é para os fracos.

A parte boa…

Seg, 10/03/08
por cristian bonatto |
categoria Gauchão

…É que o Grêmio voltou de Novo Hamburgo classificado com quatro rodadas de antecipação e com nove pontos de vantagem sobre o segundo colocado. Corrigindo seus defeitos, percebendo outras falhas ao invés de maquiá-las. Talvez a seriedade da equipe seja o mais importante a ser comemorado neste momento. Sem essa de apelido de brinquedinho de parque de diversões.

Mas parou por aí a parte boa. No balanço, quase não foi negócio a passagem pelo Vale dos Sinos, numa lua de quase 40 graus em um gramado largado às cobras. Vitória com o prejuízo incalculável dos dois atacantes, em seus melhores momentos, lesionados em seus respectivos joelhos esquerdos. Só a ressonância vai calcular exatamente o prejuízo, que deve ser maior com Soares, o pára-raios da vez.

Não há muito que analisar tecnicamente do jogo de ontem, nem para o Roth testar o que foi trabalhado em sua primeira semana inteira dedicada a treinamentos o embate serviu. Jogou melhor quem estava em melhores condições físicas ou quem não precisou correr: Paulo Sérgio e Pereira no primeiro quesito e Marcelo Grohe no segundo.

A semana segue, com a expectativa dos exames de Perea e Soares e o jogo contra o Caxias na quinta-feira, desta vez (pelo que indicam meus pinos dos joelhos) abaixo de chuva. Quem mora nas cercanias, não é de açúcar e conseguir convencer a patroa que está indo para um jogo de futebol naquele horário. Que esteja lá.

Baile nas águas de março

Dom, 02/03/08
por cristian bonatto |
categoria Gauchão


Podem preparar a toga. Perea entregou seu trabalho de conclusão em Letras para a Ulbra no sábado. Já são seis gols de tudo que é jeito em dois jogos. Perea cada vez orgulha mais a Dona Ângela em Cáli e a torcida nos tricolor no mundo todo. O golaço foi um prêmio para o torcedor que nem pestanejou com o toró anunciando as águas de março fechando o verão, bem na hora de sair de casa.

Chuva boa para o seu Boris e sua respeitável cabeça branca, que via os 10 pila entrando um atrás do outro no seu pátio/park antes da partida. Agradecia a preferência oferecendo uma carona de guarda-chuva até a calçada. Não menos atentos ao marketing de oportunidade, os cambistas criaram um novo setor no estádio: “Olha a arquibancada coberta!”, anunciavam como se alguém não soubesse que no Olímpico, toda a arquibancada é coberta.

O pé dágua parou, mas a chuva de gols começada na quarta-feira continuou contra times diferentes. Roger foi o primeiro, pois não tinha marcado contra o Jaciara, golaço de bola no travessão-chão-rede. Perea não quis ficar para trás e tratou de dar a letra. Roger então tratou de acabar com a briga, dividiu com o zagueiro, ganhou e entregou pré-cozido para o colombiano-gol, que tocou na saída do goleiro e já nem sabia mais como comemorar, deu um tapa na bandeirinha e era isso.

Antes, Soares ainda tinha deixado o seu de cabeça, com todo aquele tamanho, no meio da zaga. O dia não terminaria tão feliz para o Soares, chegando em casa com a esposa foi rendido e teve o carro roubado. Ver um cara sair do Rio e ter o carro roubado em Porto Alegre é algo que preocupa a nós todos.

A goleada em si nem foi o fato mais promissor do sábado e sim a descoberta que a mistura de Roger com Dos Santos na química certa não faz mal, pelo contrário. O Roger das primeiras partidas, só criando jogadas com passes sempre certos e lançamentos inteligentes já era útil, mas agora está visivelmente procurando mais o jogo, arriscando divididas e jogadas individuais. Dos Santos provou que tem sim propriedades de marcação para atuar ao lado de Roger.

Passado o mau tempo, com chuvas, ventos e trovoadas, o Grêmio mostrou que não tem telhado de vidro. Por mais estranho que possa parecer para quem vê de fora a campanha do tricolor, este time está sim, ainda em formação. Só agora, Roth terá uma semana inteira para trabalhar antes de um próximo jogo, contra o Novo Hamburgo na terra dos Landaus.

Virtude obrigatória, vitalícia e estatutária.

Seg, 25/02/08
por cristian bonatto |
categoria Gauchão

Quem diria. Este Grêmio, tachado já na pré-temporada de horrível pelos apressados e pela imprensa pilheira, é o líder invicto com folga no Gauchão, fazendo resultados ainda no forno. No entanto, por ser ainda um time em formação (ainda o será sim, por mais uns meses) todos os fatores que estamos vendo, jogo a jogo, desta evolução, devem ser tomados ainda como tendências e não como características definidas. Da mesma forma, outras conclusões vão caindo. Ontem o time mostrou que não é tão refém assim de Roger e Eduardo Costa e a ausência de um atacante de área não compromete tanto a jogada aérea. Como exemplos.

O fundamento que se torna visível, pois foi colocado duas vezes a prova, é a garra que tornou possível duas vitórias em 125 minutos jogando com 10 jogadores fora de casa. Uma característica que a um bom tempo andava sumida, mas que sua volta não deve ser tão comemorada assim, pois raça e pegada são obrigações vitalícias do Grêmio. Tudo se constrói a partir dela, já deveria estar no estatuto.

Pereira e Nunes são jogadores remanescentes de uma outra época, que já cumpriram suas missões na história. Mas tem seus limites por isso se tornam alvos. No estágio atual, são free-lancers, entram para tarefas específicas sabendo que mesmo se destacando, não garantem a possibilidade de efetivação. Nunes entrou no Lugar do Eduardo para marcar, e foi isso que fez. Pereira fez mais, já estava se despedindo quando disseram para ele tomar mais um mate. Acabou sendo chamado e surpreendeu. De dispensado será agora opção para Léo e Jean. Sem mais causar tantos calafrios.

Problema dos bons mesmo se tornou o Wiliam Magrão. De repente um volante de contenção vira artilheiro da equipe. Cite-se a fonte e faça se justiça: Herança do Mancini essa anomalia. Julio dos Santos entrou numa fogueira, sem ritmo, sem condições físicas ideais, sem entrosamento. Foi melhor do que poderia se esperar, assim, sem nada.

Paulo Sérgio vai se afirmando: velocidade, bons passes e o cruzamento a lá Roger na cabeça do Pereira. No segundo tempo ainda perseguiu um atacante do Esportivo desde a placa das Brasileirinhas até a entrada da área, difícil não fazer a falta, cheguei a ver a gambiarra de pernas e a expulsão. Mas na bola, ele bateu a carteira do cara. Victor protagonizou a cena que infelizmente estamos acostumados, o goleiro titular saindo de maca e o Marcelo indo lá segurar as pontas. Resta esperar os resultados dos exames do Victor e torcer para que só tenha sido um susto.

De volta a Copa do Grêmio

Quarta-feira é a vez da filial mato-grossense, que se orgulha de ter sido o estopim da troca de técnico na matriz, ao perder só de um a zero em casa e forçar o segundo jogo. Uma folga no calendário essa semana seria o ouro para o Roth fazer o que ainda não conseguiu desde que chegou ao Grêmio: Uma seqüência mínima de treinos para formatar o time a sua maneira.

O Roger, o Perea e a torcida

Sex, 22/02/08
por cristian bonatto |
categoria Gauchão, Portão 10

Roger trocou o chinelo por uma alpargata. A desconfiança ainda vai permanecer por algum tempo e é até bom que seja assim. O que se ouvia no começo era “Só para dar uns passes de qualidade não me serve”, depois o comentário passou a “Só faz gol de pênalti”. A maior marcação sempre vai ser da secação. A verdade é que o Roger “até” faz gol, mas não é essa exatamente sua labuta, a quem vem operando muito bem. Ontem, cumpriu suas funções, que agora incluem todas as bolas paradas, Consequentemente veio o gol de pênalti. Afinado com Perea, recebeu deste um passe de calcanhar para chutar no travessão e uma bola redondinha para marcar um golaço. A meta agora tem que ser a regularidade.

Chega a ser engraçada a reação do colombiano quando perde os gols, se tivesse um chapéu igual ao do seu madruga, jogaria no chão e pularia em cima. No entanto, tem compensado a falta de gols com atuações cada vez melhores e uma boa parceria com Roger. Os dois têm se procurado em campo desde o jogo contra o Novo Hamburgo. Ontem apenas se se inverteu os papéis, Perea de garçom e Roger de matador. Calma Perea, o gol vai sair e depois será rotina. Só não pode se atucanar.

O gol do Perea até saiu, mas foi mal anulado pelo juizão. Aliás, o Vuaden não deve ter tido uma boa noite de sono na véspera, estava dormindo em campo, não viu o bandeirinha assinalando impedimento e só foi acordado pela torcida, não viu o jogador do Esportivo impedir uma cobrança de falta do Eduardo (falha que quase resultou em gol do time da serra). Claro que naquela velocidade do Perea, não ia ver também que ele saiu de trás da zaga.

15 mil pagantes, com ingresso mais caro numa quinta-feira e em horário mais propício pra uma Tia Carmem do que para futebol. Mas por mais que queiram transformar o futebol em um show de TV, não adianta, essa torcida é guerreira. Estava lá e como de praxe, não parou de cantar nem no gol do adversário.

Com a tabela espelhada, uma espécie de jogo de volta contra o nada bobo Esportivo em Bento no domingo, sem o cão de guarda Eduardo Costa, suspenso pelo terceiro cartão, ossos do seu ofício. Roth sabe que ainda há muito que ajustar, principalmente as finalizações e involuntário recuo pós vantagem no placar. Problemas comuns em um re-re-começo de trabalho. Sendo ajustados, farão a frase “Este ano nos reserva alegrias” deixar, aos poucos, de ser um delírio.

No hiato, três pontos.

Seg, 18/02/08
por cristian bonatto |
categoria Gauchão

Um híbrido da extinta fase Mancini com um pouco de estilo Roth, sem ser nenhuma das duas coisas. Tão confuso e estranho como esta definição foi o Grêmio contra a Ulbra. Nem poderia ser diferente neste hiato de treinadores assumido pelo técnico de juniores Julinho Camargo. Armou um time com um meio de campo povoado (a lá Roth) na teoria e chegava a ter três atacantes na prática. Vamos combinar, dadas às circunstâncias fez muito com a batata quente nas mãos. O remendo deu certo e os três pontos já estão no seu Curriculum Vitae e na conta do Grêmio.

Sentado nas tribunas da facul, Roth viu os jogadores do Grêmio atuando com uma Raça e dedicação que não se via há meses (contando-se boa parte do ano passado junto). Analisou individualidades. Viu Roger fazer sua melhor partida desde a sua estréia, se tornar um dilema: vai ter que aproveitar um jogador que não marca e se tornou indispensável mesmo assim. Viu Paulo Sérgio em um dos seus dias bons, quase marcando um golaço. Seu problema tem sido a irregularidade de jogo para jogo. Teve a impressão que o Léo só tem cara de guri. É um zagueiro pronto e completo. Sofreu um pênalti tentando costurar a zaga adversária. Viu também mais uma grande atuação do Vitor no gol.

Mas o que Roth também viu, não gostou e deve ter se coçado na cadeira, foi a entrada imprudente do Anderson no adversário, que deixou o time com um jogador a menos aos 12 minutos de jogo. Uma adversidade que acabou sendo um teste para o restante da equipe, que mostrou raça sem esquentar a cabeça e se impôs de uma forma que parecia ser a Ulbra que tinha um a menos.
Que o Roth consiga tirar proveito do que viu. Além da cobrança normal que um técnico que chega ao Grêmio tem, haverá a comparação, daqui a 40 dias, dos seus resultados com os do Mancini. Chato e inevitável, mas não foi ele, nem a torcida, nem os jogadores, nem o antecessor que criou essa situação. Com certeza não é para a torcida que interessa criar e alimentar crises no Olímpico.

Quinta defendendo a liderança contra o Esportivo estaremos lá. É a camisa do Grêmio que estará em campo, independente de quem a estará vestindo ou comandando. Ela vale a pena e justifica tudo.

A paciência recompensa

Seg, 11/02/08
por cristian bonatto |
categoria Gauchão

Paciência é uma virtude que costuma ser bem recompensada. Quem teve a chance de estar no Olímpico já pode ver uma cara de time que agrada. Um grupo de jogadores com características diferentes, se entrosando e encontrando aos poucos a melhor configuração entre si. Tudo alicerçado em uma estrutura de time muito bem pensada pelo técnico Wagner Mancini, que mostra ainda sabedoria para sempre apresentar algo novo. Tenho a impressão que ouviremos muito a expressão “nó tático” nos grandes confrontos tricolores.

Claro que a verdadeira atração não era exatamente, para a maioria, conferir o andamento dessa alquimia como um todo, e sim, a estréia dos dois ingredientes mais esperados até o momento. Roger e Perea mostraram não só que combinam com o time, mas também combinam entre si. Talvez por solidariedade entre estreantes, se procuraram em campo e parecia que já jogavam juntos há mais tempo. Essa é a diferença dos que tem a manha.

Não era para o Roger ter jogado os noventa minutos, poderia ter saído uns cinco minutos antes para ser saudado pela torcida, mas não precisou. Foi um bom teste de Gauchão promovido pelos zagueiros do Novo Hamburgo. Para o bem do Grêmio, Roger tinha mesmo que passar por uma caça daquelas no primeiro jogo. Saiu-se bem, levou umas pancadas, uns cotovelaços e encaradas logo no início. Nem se abalou e acabaram o largando de mão. A atuação só não foi perfeita para uma estréia porque o juiz, não marcou aquele pênalti claro, que até ele viu e não quis marcar por beicinho. Seria o gol na estréia, que o Roger acabou tentando de falta e passou perto. No mais passes e lançamentos inteligentes que chegaram a surpreender até quem ia recebê-los, por não estarem acostumados. Uma questão de tempo e entrosamento para sair muito coelho desse mato.

Aos quinze minutos do segundo tempo, a galera começou a se agitar quando percebeu o auxiliar técnico correndo da casa-mata em direção aos reservas que se aqueciam atrás do gol. Perea entretido com um alongamento na placa de publicidade ainda mostrou modéstia respondendo o chamado com um “Yo??”. Nos 30 minutos que jogou (quase sem ter participado de coletivos entre os titulares), mostrou vontade, velocidade e bom posicionamento. Tudo que o Wagner precisa.

No gol, já está ficando repetitivo elogiar o Vitor. Como um goleiro desses ainda estava no Paulista é a grande dúvida. Sorte nossa. Anderson, por sua vez será problema com a volta do Hidalgo. Tem que haver lugar no meio para ele no time e não é só pelos lançamentos com a mão. Willian Magrão é outro que não quer largar o osso no time, um golaço do artilheiro da equipe e um desafio para a cabeça do Mancini. A estréia de Perea e o anúncio do Soares mexeram com Jonas e Tadeu. O segundo teve mais sorte e guardou o seu para manter a esperança.

A eleita camisa mais bonita do mundo completou a Débora Secco. Apesar do boné. Foi sacanagem aquilo, o pessoal das cadeiras não viu o jogo.


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