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Gerais do Grêmio

Dom, 03/08/08
por cristian bonatto |

especial.jpg especialbh.jpgGremistas do Blog do Torcedor, minha estréia como Correspondente do Gremismo em Minas teve que ser antecipada. E por algo que o Tricolor não se cansa de ganhar: taça. O Grêmio venceu o Cruzeiro por 2 a 1 de virada no Estádio Independência e faturou a Taça BH de futebol júnior. Essa foi a 24ª edição da competição, que teve participação de 40 equipes. Foram disputados 111 jogos em 13 cidades mineiras dentro de 18 dias.

A competição ainda não desperta tanta atenção - nem da mídia nem de empresários - quanto a Copa São Paulo, mas é uma boa ocasião para os jovens jogadores mostrarem serviço e adquirirem experiência. Os clubes que participam da Taça BH a valorizam e jogam com o que têm de melhor na categoria. Pena que a Federação Mineira de Futebol e a imprensa de Minas Gerais não tratem a Taça BH com a organização e o destaque que a competição merece.

Desde o princípio foi possível constatar que em nossa base sobram jogadores. Prova disso é que o Tricolor trouxe dois elencos para Minas Gerais, um deles para vestir a camisa do Vespasiano E. C., clube da região metropolitana de BH. E, após sua eliminação, os jogadores permaneceram em Minas para apoiar os companheiros do Grêmio até a conquista. E foi com campanha invicta que o Tricolor ganhou a Taça BH pela primeira vez: em 9 jogos, venceu 6 e empatou 3. As sete primeiras partidas ocorreram no interior das Gerais. Na primeira fase o Grêmio fez o suficiente para se classificar em segundo em um grupo do qual se classificavam dois times. Aí, veio o mata-mata: Goiás nas oitavas e Corinthians nas quartas. Para disputar a semi-final, o Tricolor veio, enfim, para a capital mineira, onde enfrentou o América em seu estádio. Em jogo tenso, a gurizada tricolor saiu perdendo, mas teve maturidade e futebol para virar o jogo, com grande atuação de Douglas.

Na final se encontraram dois dos clubes que melhor trabalham suas categorias de base no Brasil e que têm revelado jogadores de potencial nos últimos anos. O adversário, vencedor da Copa São Paulo 2007, atual campeão brasileiro da categoria e pentacampeão da Taça BH, merece respeito e tem o apoio da torcida, que aproveitou o tempo bom e o ingresso barato (um quilo de alimento) para comparecer em bom número ao Estádio Independência. Quanto a nós, Gremistas, éramos poucos, mas o suficiente para alentar o Tricolor e mostrar que sempre haverá um defensor do Gremismo onde o Grêmio estiver. Ficamos em um canto, próximo ao escanteio e aos vestiários do estádio. O primeiro tempo foi um jogo de meio-campo, com poucas finalizações. Já o segundo foi para abalar corações fracos. O Tricolor volta melhor, mas é o Cruzeiro que marca, com Eliandro aos 5 minutos.

A empolgação da torcida estrelada dura pouco. Aos 9, Rafael Paraíba empata. A partir daí, o Cruzeiro sai com tudo em busca da vitória. Ao Grêmio resta se defender e contra-atacar, principalmente com o camisa 10, Douglas, muito marcado. O empate persiste e aumenta a expectativa de que o título será decidido nos pênaltis. Então, vem o lance que garante o caneco: Douglas sofre falta perto da área e cobra com perfeição, aos 38 da etapa final. É o golaço do título. Delírio tricolor, silêncio azul. O goleiro Fernando, com grande atuação, resiste à pressão final do Cruzeiro. Fim de jogo. O Grêmio sai campeão. Mais uma faixa no peito, mais uma taça no armário. Com a voz rouca, aclamamos nossos jovens e vitoriosos jogadores, que nos agradecem o apoio, enquanto os cruzeirenses deixam o Independência.
Há que se destacar o trabalho do competente técnico Julinho Camargo e o excelente preparo físico da equipe, que jogou uma partida a cada dois dias nessa Taça BH. Tão bom quanto ver o Grêmio sair campeão foi perceber que, da base tricolor, de onde saíram recentemente Anderson, Lucas, Cássio e Léo, continuam a surgir grandes talentos, entre os quais se destaca o camisa 10, autor do gol do título e artilheiro da Taça BH com 7 gols. Guardem esse nome: Douglas.

16/07 • Lavras - Fabril 1 x Grêmio 1
18/07 • Cláudio - Grêmio 0 x Atlético Paranaense 0
20/07 • Santo Antônio do Amparo - Amparense 0 x Grêmio 3
22/07 • Cláudio - Grêmio 1 x Santos 1
24/07 • Cláudio - Bela Vista 0 x Grêmio 4
Oitavas-de-final • 27/07 Santo Antônio do Amparo - Goiás 0 x Grêmio 2
Quartas-de-final • 29/07 Cláudio - Grêmio 2 x Corinthians 1
Semi-final • 31/07 Belo Horizonte - América 2 x Grêmio 3
Final • 02/08 Belo Horizonte - Cruzeiro 1 x Grêmio 2

Diogo Silveira, Mineiro e Gremista, é um inconfidente tricolor. Tem 25 anos e é professor de francês.

“Correspondentes do Gremismo” é uma seção exclusiva do Blog do Torcedor do Grêmio, destinada a relatar, pelas palavras de Gremistas residentes em diferentes estados, a atuação do Grêmio e sua torcida nas peleias do Campeonato Brasileiro como visitante. As palavras expostas neste espaço podem ou não, expressar a opinião do blogueiro.

Agente Infiltrado

Sex, 01/08/08
por cristian bonatto |
categoria Correspondentes

correspondentes690.jpg
nilton-pr.jpgSaudações tricolores nação gremista! Em mais uma batalha longe de nossa casa, num jogo tenso e batalhado, com chances pros dois lados, conseguimos manter a liderança! Quando eu digo tenso, não é só pelo jogo difícil, mas também pela situação em que acabei me metendo! Quando descobri que ia ter jogo do Grêmio em Curitiba, fui assim que pude comprar o ingresso, mas a torcida gremista sempre me surpreende. Na segunda de noite, já tinham esgotado os ingressos para a torcida visitante e tive que comprar para a do Coxa.

Depois de horas de congestionamento e um tempinho na fila, entro no estádio e a primeira coisa que coloco o olho, é a torcida gremista, como sempre linda! Com seus trapos característicos e já cantando desde cedo. Não podia ficar de fora dessa! Era lindo demais! Eu e meus amigos resolvemos ir do lado da geral, para quem sabe, na “muvuca” do intervalo, ou durante algum desentendimento, a gente conseguisse passar para o lado gremista. Graças a Deus, estávamos num lugar retirado, com mais 30 gremistas em situação igual, mas mesmo assim, o jeito era ficar quietinho, em silêncio, torcendo para não ser notado. No fim, acabamos não conseguindo.

Não dava para segurar as reações, cada chute perto do Grêmio, era um “uuhhh” solitário no meio de um mar verde. Tudo se mantinha tranqüilo até o segundo tempo, quando a maldita chuva, resolveu começar a cair, fazendo com que os torcedores do Coxa que estavam na chuva, resolvessem descer, justamente para onde nós estávamos. Aí a coisa piorou, eram uns 200 torcedores da organizada contra 15 gremistas, o resto já tinha sumido dali. Começou o segundo tempo, e justamente no inicio, Marcel quase assina minha sentença de morte. GOL DO GRÊMIO! Não teve como segurar, nós todos gritamos a todo pulmão, e imediatamente, nos viram. Graças a Deus, um segurança percebeu, e falou “vou levar vocês para ala do Grêmio, subam para o segundo andar”. Subimos, correndo, fugindo da galera do primeiro andar, chegamos ao segundo, esperamos o segurança chegar. Foram 5 minutos de agonia! Se tivessem sido 6, com certeza não estaria falando aqui.

Seja pelo sotaque, ou por estarmos num canto quietos, os Coxas perceberam que éramos gremistas, e avançaram com tudo, mal deu tempo de abrir o portão, passamos, e uma chuva de latinhas, e caras tentando derrubar o portão e sair no soco com os seguranças aconteceu. Mas o que interessa, é que depois de muita luta, conseguimos estar na torcida! Valeu cada centavo, cada minuto, cada perigo! Estar lá cantando, sentindo o chão vibrar a cada hino da torcida, é uma sensação inexplicável. Eu, com meus amigos, e mais três mil desconhecidos, gritando em uníssono: Silêncio! Depois de um tempo inteiro tendo que ficar em silêncio, agora eram os Coxas que teriam que calar a boca. Aposto que todo gremista lá, adorou ver o estádio quietinho, mas pra mim, teve um gostinho especial!

Nilton Hansen Jr, faz Publicidade e Propaganda na Unicuritiba, morava em Videira-SC, está torcendo em Curitiba a 24 horas e se arriscando pelo Grêmio a 19 anos.

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Direto do epicentro (ou quase)

Sáb, 26/07/08
por cristian bonatto |
categoria Correspondentes

correspondentes2.jpgrodrigo-sc.jpgBuenas tricolores. E que buenas. Sete cocos em cima de mais um esquadrão que se denominava touca do nosso tricolor. A minha história como correspondente tricolor é um tanto quanto diferente das demais por um pequeno detalhe: Mesmo fazendo os 195 km que separam Criciúma da capital do estado eu acabei não entrando na cancha, esgotaram-se os ingressos para visitante.

Então, fomos ao Orlando Scarpeli, chegamos em cima da hora no estádio (belo estádio por sinal, guardando as proporções do atual campeão catarinense), mas como dezenas de tricolores, ficamos sem o tão desejado ingresso ao baile tricolor. E não foram poucos, mais de 40 torcedores aguardavam, alentando no mesmo ritmo dos que estavam na arquibancada, qualquer tipo de milagre para acompanhar essa batalha épica rumo ao tri brasileiro.

Após cerca de dez minutos do início do jogo, desistimos de entrar no campo e fomos saindo em direção de um buteco que possuísse um pay-per-view e algumas cervas. Ao nos afastarmos, passando por alguns torcedores do figuerense que acompanhavam a partida de cima de árvores, muros… Escutamos aquele rugido típico de gol em estádio (todos conhecem), erguemos nossas cabeças e notamos que não ocorreu comemoração destes torcedores do estreito da ilha, nos viramos ao estádio e vimos a alegria dos tantos que estavam onde nós tanto almejávamos: descontrole total na arquibancada tricolor e marcha rápida e silenciosa nossa em direção ao carro.

Seguimos de carro acompanhando o jogo pela rádio local até um boteco conhecido pelo meu colega nas proximidades da lagoa, e o radialista local insistia na afirmação: “É só colocar a bola no chão que a zaga deles é fraca, eles estão nervosos e vão entregar o jogo” hehe soa até como gozação após o final do jogo, onde quatro dos sete tentos foram com bola trabalhada no chão.

Ao chegarmos a um barzinho lotado por gremistas e palmeirenses (irônico?) com diversos televisores e cervas geladas, o primeiro tempo do jogo já havia se terminado, 2a1 resultado muito perigoso, e nenhum dos diversos tricolores, que disputavam com certa vantagem sobre os porcos a hegemonia dos cânticos no bar, se mostrava confiante de um resultado tão expressivo sobre um rival que sempre nos causou tantas dificuldades como o figuerense (que tem um ponto positivo, uma torcida chamada bobgueira…uma torcida que não utiliza sinalizadores).

A cada gol do tricolor era uma festa na rua a frente do bar, uma viatura da PM já estava observando-nos mais ou menos entre o quarto e o quinto gol, sempre reprimindo o uso dos sinalizadores que compramos aqui em Criciúma e teriam com destino embelezar a festa tricolor no nosso novo salão de festa. Após o termino do jogo seguimos a outro boteco na lagoa e continuamos a comemoração com a nação tricolor de floripa, todos amigos depois de uma ou outra antártica… A comemoração se estendeu pela madrugada e quase foi estragada por esses mesmos PM e sua lei seca absurda. Quando seu time massacra o adversário por um resultado desses deveria haver uma carta branca aos que portassem uma camisa tricolor.

Fica então a mensagem de um torcedor que mesmo não estando presenciando de dentro do campo esse combate, viveu o jogo como poucos dos que estavam lá dentro viveram. Jogo este que ficará para sempre marcado na memória de todos torcedores, pois rasgamos mais uma touca e estamos em busca do troféu que ficará na azenha com certeza.

Rodrigo Aguiar Grandi, nascido em Rio Grande RS e residente em Criciúma (SC), Acadêmico de medicina na Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Sócio Patrimonial desde agosto de 2005.

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Tudo copado em Recife! Só faltou nossa vitória na Ilha…

Qui, 17/07/08
por cristian bonatto |
categoria Correspondentes

Uma das principais premissas do Gremismo é o alento total e completo ao nosso time onde quer que ele esteja. Seguindo à risca tal referência, COPAMOS todos os lugares por onde ele passou aqui em Recife para o jogo contra o Sport: aeroporto, hotel, treino e o jogo. Foi bastante prazeroso acompanhar o Grêmio durante esses três dias, já que o temos aqui por apenas duas vezes ao ano. (Poderiam ser três, não é, Santa Cruz? Pelo andar da carruagem, ainda vai demorar…).

Para nós, aqui na capital do Frevo, o jogo começou muito antes com os preparativos para a festa que seria apresentada na Ilha do Retiro. Duas semanas picando papel, vaquinha para comprar sinalizadores, fumaça colorida, papel higiênico e demais materiais. Acredito que a recepção no estádio tenha sido à altura da tradição do nosso IMORTAL.

Previamente combinados, nós torcedores e o Batalhão de Choque da PM de Recife nos encontramos em seu Q.G., próximo ao estádio, para assim rumarmos com a devida escolta ao nosso reservado. Chegamos com festa e fazendo festa, pois já se encontravam vári@s gremistas de todas as idades, regiões, cores, timbres e vozes! Gremistas de Maceió, Natal, João Pessoa e até Porto Alegre(!!!). Enfim, Gremistada do Nordeste em peso no jogo, cantando bastante, gritando, dançando e sendo faceiro para além da monotonia criativa e cópia deslavada da torcida local. E aqui vai um real desabafo: DÁ MUITO ORGULHO TORCER PARA O GRÊMIO! Tenho certeza que todas as outras torcidas nos invejam, e aqui, principalmente a do Sport.

Ao final da partida, rumamos novamente escoltados para o Q.G. do Batalhão, seguros também de que poderíamos ter saído da “Ilha de Lost” - nome dado pelo locutor do estádio - com os três pontos. Realmente, eles ganharam um e nós perdemos dois, mesmo que a soma de tudo o que ocorreu no jogo nos obrigue a admitir o empate como o mais justo para ambas as partes.

Mas o resultado, definitivamente, foi que mais uma vez ensinamos, demos aula e fizemos escola com o nosso Gremismo. Pena que não saímos com o canudo da vitória, tão sofrível se formos pelo retrospecto. (Desde 1996, só ganhamos uma partida na Ilha do Retiro, que foi em 2005, na série B, por 1 a 0). Com o time melhorando, com os reforços que vieram e vierem, podemos sim buscar esse tricampeonato.

Informação

Ocorreu um DESCASO e uma ILEGALIDADE com relação aos ingressos. Todos os funcionários do Sport, da bilheteria e a divulgação informaram que ingresso de ESTUDANTE não seria ACEITO para os VISITANTES, os quais deveriam comprar ingressos específicos com valor de inteira (R$30,00). Ficou claro que isso serviu para que o clube lucrasse na surdina, pois na hora era possível entrar com ingresso de Estudante sem problemas. Muitos torcedores estudantes foram prejudicados, além dos demais que possuem direito à meia-entrada! FIQUEM LIGADOS NOS SEUS ESTADOS! MEIA-ENTRADA É LEI!

Ricardo Motta Pansera, 25 anos de Gremismo, Cientista Social, filho de pais gaúchos de Erechim, natural de Brasília e copando Recife desde 1996.

Ricardo Motta Pansera, 25 anos de Gremismo, Cientista Social, filho de pais gaúchos de Erechim, natural de Brasília e copando Recife desde 1996.
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“Correspondentes do Gremismo” é uma seção exclusiva do Blog do Torcedor do Grêmio, destinada a relatar, pelas palavras de Gremistas residentes em diferentes estados, a atuação do Grêmio e sua torcida nas peleias do Campeonato Brasileiro como visitante. As palavras expostas neste espaço podem ou não, expressar a opinião do blogueiro.

Noite de lucro ou prejuízo?

Sex, 11/07/08
por cristian bonatto |
categoria Correspondentes


É difícil listar a quantidade de obstáculos que enfrentamos na vila Belmiro. O primeiro foi a cara feia da polícia, que em vez nos proteger estava mais preocupada em impedir a colocada das faixas da torcida do Grêmio nas grades. Mas isso terá volta no segundo turno, tenho certeza. Segundo, e muito mais engraçado ainda, foi ver e principalmente ouvir a torcida santista cantar a mesma música durante os 90 minutos. Perdão pelo erro grosseiro: só a torcida do Grêmio canta os 90 minutos (em caso de Gre-nal muito mais). Tive a oportunidade de comparar por muito tempo e cada vez mais compreendo uma velha frase tricolor: “Se somos assim, não é por acaso”. Para aqueles que nunca assistiram a um jogo do Grêmio fora do RS lá vai uma frase no imperativo: Não existe torcida igual à do Grêmio! Aqui em cima não se tem amor pelo time, se tem amor pela vitória.

O terceiro obstáculo foi ver a cara de desespero do Roth pedindo pro time se fechar. Ta certo que é da ideologia do nosso treinador, mas vê-lo 70% da partida pedindo pro Grêmio recuar contra um time que está praticamente na segunda divisão é um pouco demais. Quarto adversário (talvez o mais difícil): o juiz. Pela primeira vez em 2008 consigo concordar com o Roth em algum aspecto. Aquelas “faltinhas” tão chatas que o árbitro marcava no meio de campo (lógico que todas a favor do Santos) atraiam o Santos pro campo do Grêmio. Pra quem assiste ao jogo pela televisão parece uma simples falta, mas pra quem está dentro daquele “chiqueirinho” é uma grande oportunidade de gol.

Não é à toa que o Victor quase toma aquele gol espírita do Apodi. Falando nisso, finalmente um assunto positivo na noite de ontem: Victor. É impressionante a versatilidade do goleiro do Grêmio, que desde o aquecimento já transmitia uma tranqüilidade à torcida. Enquanto as cornetas vinham de todos os cantos do estádio durante o seu bate bola, ele olhava tudo com aquela cara de indiferença igual ao Riquelme em jogos da libertadores. Esse é o goleiro que o Grêmio estava precisando, um goleiro que sabe usar os pés, as mãos e a cabeça. Victor olhava para aquele estádio com uma serenidade tão grande que ele parecia ser um veterano aquecendo pra um jogo amistoso. Elogiar nosso goleiro tem sido tão rotineiro quanto se surpreender com as invenções do nosso professor Pardal, que acabou dando uma forcinha pro nosso tabu permanecer.

Há um mito dentro da Vila Belmiro que é puramente psicológico para o Grêmio, mas que com o tempo passou a ser estatístico também. Nossos jogadores entram em campo dispostos a marcar e esquecem que só marcar não balança as redes do adversário. Se estivéssemos enfrentando aquele Santos de 2007, dentro de Vilinha, com Zé Roberto e cia., seria até compreensível, mas pegar um time semi-rebaixado, sair na frente e errar os dois gols que o Marcel errou já é um pouco demais.

Saudações também à torcida tricolor, que compareceu e não se acanhou nesta noite de futebol brigado, enfrentou juiz caseiro, estádio lotado e mesmo assim cantou junto com o time. Muitos vieram de São Paulo só pra assistir à partida e não se arrependeram, afinal se Victor foi o melhor em campo é sinal de que as coisas não andaram tão bem assim e que um empate não é tão mal. A tal postura, que foi muito comemorada por alguns, não esteve tão forte como muitos imaginam. Quando li as entrevistas de hoje, refleti muito, mas não me lembro em qual momento nossos jogadores demonstraram toda essa atitude.

Pra finalizar, não poderia deixar de lançar uma polêmica: Porque a cerveja foi vetada nos estádios do Brasil? Não sei. Mas uma coisa eu sei: a torcida do Grêmio comprou cerveja dentro do estádio tranqüilamente e aquecemos as turbinas nessa noite de futebol frio aqui em Santos.

Coisas do sudeste…

Obs.: pela lógica, o próximo correspondente nos trará a vitória, pois começamos com uma derrota no RJ e agora conseguimos um empate. Que os deuses do futebol estejam conosco!

Marcos Felipe Menezes, 25 anos, professor. Desde 2001 honrando e representando o Gremismo em Santos/SP


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A Maldição do Rio de Janeiro?

Ter, 08/07/08
por cristian bonatto |
categoria Correspondentes

correspondentes2.jpg
annie1201.jpgÉ uma lástima inaugurar a seção dos Correspondentes dessa forma. Mas o que fazer se os fatos não ajudam? Moro no Rio de Janeiro há dois anos, vou a todos os jogos do Grêmio aqui e nunca – eu disse nunca – vi meu time ganhar nesse Estado. Que inferno!

Maracanã, São Januário e, agora, Engenhão. O Grêmio simplesmente parece não entrar em campo por aqui. Ainda mais se pensarmos no ‘excelente’ e ‘corajoso’ esquema 3-6-1, adotado pelo nosso treinador no último domingo. Some-se a isso a saída repentina do Roger, depois de uma semana inteira de treinamento; a falta de familiaridade do Rodrigo Mendes àquela função; e a absoluta falta de habilidade demonstrada pelo Paulo Sérgio durante a partida.

Entre mortos e feridos, salvaram-se o Victor e a paz que reinou entre as torcidas antes, durante e depois da partida no Engenhão. Gremistas e Botafoguenses entrando pelo mesmo portão, torcendo juntos, praticamente sem a necessidade de policiamento.

Está mais que na hora de o Imortal cortar mais essa; depois do Serra Dourada e do Morumbi, já passou do prazo para o Grêmio acabar com a suposta Maldição Carioca.

Annie Fim é Gremista e administradora de empresas. Mora e trabalha no Rio de Janeiro.

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