Gerais do Grêmio
Gremistas do Blog do Torcedor, minha estréia como Correspondente do Gremismo em Minas teve que ser antecipada. E por algo que o Tricolor não se cansa de ganhar: taça. O Grêmio venceu o Cruzeiro por 2 a 1 de virada no Estádio Independência e faturou a Taça BH de futebol júnior. Essa foi a 24ª edição da competição, que teve participação de 40 equipes. Foram disputados 111 jogos em 13 cidades mineiras dentro de 18 dias.
A competição ainda não desperta tanta atenção - nem da mídia nem de empresários - quanto a Copa São Paulo, mas é uma boa ocasião para os jovens jogadores mostrarem serviço e adquirirem experiência. Os clubes que participam da Taça BH a valorizam e jogam com o que têm de melhor na categoria. Pena que a Federação Mineira de Futebol e a imprensa de Minas Gerais não tratem a Taça BH com a organização e o destaque que a competição merece.
Desde o princípio foi possível constatar que em nossa base sobram jogadores. Prova disso é que o Tricolor trouxe dois elencos para Minas Gerais, um deles para vestir a camisa do Vespasiano E. C., clube da região metropolitana de BH. E, após sua eliminação, os jogadores permaneceram em Minas para apoiar os companheiros do Grêmio até a conquista. E foi com campanha invicta que o Tricolor ganhou a Taça BH pela primeira vez: em 9 jogos, venceu 6 e empatou 3. As sete primeiras partidas ocorreram no interior das Gerais. Na primeira fase o Grêmio fez o suficiente para se classificar em segundo em um grupo do qual se classificavam dois times. Aí, veio o mata-mata: Goiás nas oitavas e Corinthians nas quartas. Para disputar a semi-final, o Tricolor veio, enfim, para a capital mineira, onde enfrentou o América em seu estádio. Em jogo tenso, a gurizada tricolor saiu perdendo, mas teve maturidade e futebol para virar o jogo, com grande atuação de Douglas.
Na final se encontraram dois dos clubes que melhor trabalham suas categorias de base no Brasil e que têm revelado jogadores de potencial nos últimos anos. O adversário, vencedor da Copa São Paulo 2007, atual campeão brasileiro da categoria e pentacampeão da Taça BH, merece respeito e tem o apoio da torcida, que aproveitou o tempo bom e o ingresso barato (um quilo de alimento) para comparecer em bom número ao Estádio Independência. Quanto a nós, Gremistas, éramos poucos, mas o suficiente para alentar o Tricolor e mostrar que sempre haverá um defensor do Gremismo onde o Grêmio estiver. Ficamos em um canto, próximo ao escanteio e aos vestiários do estádio. O primeiro tempo foi um jogo de meio-campo, com poucas finalizações. Já o segundo foi para abalar corações fracos. O Tricolor volta melhor, mas é o Cruzeiro que marca, com Eliandro aos 5 minutos.
A empolgação da torcida estrelada dura pouco. Aos 9, Rafael Paraíba empata. A partir daí, o Cruzeiro sai com tudo em busca da vitória. Ao Grêmio resta se defender e contra-atacar, principalmente com o camisa 10, Douglas, muito marcado. O empate persiste e aumenta a expectativa de que o título será decidido nos pênaltis. Então, vem o lance que garante o caneco: Douglas sofre falta perto da área e cobra com perfeição, aos 38 da etapa final. É o golaço do título. Delírio tricolor, silêncio azul. O goleiro Fernando, com grande atuação, resiste à pressão final do Cruzeiro. Fim de jogo. O Grêmio sai campeão. Mais uma faixa no peito, mais uma taça no armário. Com a voz rouca, aclamamos nossos jovens e vitoriosos jogadores, que nos agradecem o apoio, enquanto os cruzeirenses deixam o Independência.
Há que se destacar o trabalho do competente técnico Julinho Camargo e o excelente preparo físico da equipe, que jogou uma partida a cada dois dias nessa Taça BH. Tão bom quanto ver o Grêmio sair campeão foi perceber que, da base tricolor, de onde saíram recentemente Anderson, Lucas, Cássio e Léo, continuam a surgir grandes talentos, entre os quais se destaca o camisa 10, autor do gol do título e artilheiro da Taça BH com 7 gols. Guardem esse nome: Douglas.
16/07 • Lavras - Fabril 1 x Grêmio 1
18/07 • Cláudio - Grêmio 0 x Atlético Paranaense 0
20/07 • Santo Antônio do Amparo - Amparense 0 x Grêmio 3
22/07 • Cláudio - Grêmio 1 x Santos 1
24/07 • Cláudio - Bela Vista 0 x Grêmio 4
Oitavas-de-final • 27/07 Santo Antônio do Amparo - Goiás 0 x Grêmio 2
Quartas-de-final • 29/07 Cláudio - Grêmio 2 x Corinthians 1
Semi-final • 31/07 Belo Horizonte - América 2 x Grêmio 3
Final • 02/08 Belo Horizonte - Cruzeiro 1 x Grêmio 2
Diogo Silveira, Mineiro e Gremista, é um inconfidente tricolor. Tem 25 anos e é professor de francês.
“Correspondentes do Gremismo” é uma seção exclusiva do Blog do Torcedor do Grêmio, destinada a relatar, pelas palavras de Gremistas residentes em diferentes estados, a atuação do Grêmio e sua torcida nas peleias do Campeonato Brasileiro como visitante. As palavras expostas neste espaço podem ou não, expressar a opinião do blogueiro.
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Saudações tricolores nação gremista! Em mais uma batalha longe de nossa casa, num jogo tenso e batalhado, com chances pros dois lados, conseguimos manter a liderança! Quando eu digo tenso, não é só pelo jogo difícil, mas também pela situação em que acabei me metendo! Quando descobri que ia ter jogo do Grêmio em Curitiba, fui assim que pude comprar o ingresso, mas a torcida gremista sempre me surpreende. Na segunda de noite, já tinham esgotado os ingressos para a torcida visitante e tive que comprar para a do Coxa.
Buenas tricolores. E que buenas. Sete cocos em cima de mais um esquadrão que se denominava touca do nosso tricolor. A minha história como correspondente tricolor é um tanto quanto diferente das demais por um pequeno detalhe: Mesmo fazendo os
Uma das principais premissas do Gremismo é o alento total e completo ao nosso time onde quer que ele esteja. Seguindo à risca tal referência, COPAMOS todos os lugares por onde ele passou aqui em Recife para o jogo contra o Sport: aeroporto, hotel, treino e o jogo. Foi bastante prazeroso acompanhar o Grêmio durante esses três dias, já que o temos aqui por apenas duas vezes ao ano. (Poderiam ser três, não é, Santa Cruz? Pelo andar da carruagem, ainda vai demorar…).
É difícil listar a quantidade de obstáculos que enfrentamos na vila Belmiro. O primeiro foi a cara feia da polícia, que em vez nos proteger estava mais preocupada em impedir a colocada das faixas da torcida do Grêmio nas grades. Mas isso terá volta no segundo turno, tenho certeza. Segundo, e muito mais engraçado ainda, foi ver e principalmente ouvir a torcida santista cantar a mesma música durante os 90 minutos. Perdão pelo erro grosseiro: só a torcida do Grêmio canta os 90 minutos (em caso de Gre-nal muito mais). Tive a oportunidade de comparar por muito tempo e cada vez mais compreendo uma velha frase tricolor: “Se somos assim, não é por acaso”. Para aqueles que nunca assistiram a um jogo do Grêmio fora do RS lá vai uma frase no imperativo: Não existe torcida igual à do Grêmio! Aqui em cima não se tem amor pelo time, se tem amor pela vitória.
É uma lástima inaugurar a seção dos Correspondentes dessa forma. Mas o que fazer se os fatos não ajudam? Moro no Rio de Janeiro há dois anos, vou a todos os jogos do Grêmio aqui e nunca – eu disse nunca – vi meu time ganhar nesse Estado. Que inferno!


