Formulário de Busca

Só peru morre de véspera

Sáb, 29/11/08
por cristian bonatto |
categoria Correspondentes

especial1.jpgdiogo.jpgNão quero, com o título, referir-me ao demasiado interesse de nossos rivais com os recentes acontecimentos político-futebolísticos em um certo país vizinho. Lembrei-me do ditado popular para dizer que nenhum dos dois times que se enfrentarão domingo no Vale do Aço está morto.

Que o Grêmio não considere o Ipatinga já rebaixado. E que o Tigre não trate o Tricolor como um time contente com o vice-campeonato. A partida que poderá dar seqüência à intenção do Ipatinga de ficar na Série A e manter o sonho do tricampeonato do Grêmio deverá ser dramática, inclusive por causa dos resultados dos adversários que jogarão no mesmo horário.

Pelo que leio e ouço na imprensa aqui, a diretoria do Ipatinga já pensa na disputa da segundona mineira em 2009, mas jogadores e comissão técnica querem terminar esse Brasileirão “de forma digna”, ou seja, vencendo. Só vão desistir de vez quando a matemática apontar 0% de chance de permanência.

Quanto a nós, se continuaremos na briga pelo título ou passaremos a pensar só na Libertadores 2009, isso a gente vê depois. Cabe à Gremistada mineira ir a Ipatinga de qualquer jeito. De ônibus, carro ou trem. Até a pé. E alentar, pois como o Cristian já disse, somos reféns da Imortalidade. O pulso ainda pulsa e esse clube não carrega por acaso a alcunha de Imortal. Não morrerá. Muito menos de véspera. Jamais nos matarão.

Diogo Silveira nasceu no glorioso ano de 1983. É mineiro e professor de francês

Teu comentário não foi publicado? Saiba porquê.

Sim. Nós vivemos de loucura…

Seg, 24/11/08
por cristian bonatto |
categoria Correspondentes

correspondentes2.jpgbahia1.jpg
Sigo a caminho do Barradão. Eu, minha mãe, minha namorada e um grande amigo torcedor do Vitória. Público mediano e sem muita expressão. Como previsto, desanimado. Olho ao horizonte e vejo no canto esquerdo do estádio aquela massa azul. A ansiedade tomava conta do local, vi muitos olhos cheios de lágrimas e sentia o palpitar de todos ao ver o IMORTAL entrando em campo. Aqueles guerreiros. Os 11 homens que representavam todo o nosso sonho delirante. O jogo começa no Barradão e cantamos, gritamos e berramos que nem loucos. Estávamos ali desafiando a lógica e, talvez, o bom senso.

O Grêmio estava uníssono. O time pegava forte e não dava espaços… O gol era questão de tempo! E, de repente, o gol sai. Em São Januário. Não nos abatemos e continuamos a apoiar e acreditar! Todos juntos, em busca de um propósito! E não demora até sermos compensados: em uma jogada estranha, o Grêmio sai na frente. Que êxtase! Anos sem saber o que era comemorar um gol do Grêmio! E a pegada continuava forte. Era questão de tempo para aumentarmos o placar e definirmos o jogo, sentíamos que nada e nem ninguém seria capaz de nos tirar o título, até porque, o Vasco acabara de empatar o jogo! E o primeiro tempo se arrasta como se fosse uma temporada inteira!

barradao.jpg
gremistasbahia.jpgNo estádio, só se ouvia a torcida gremista. Os rubro-negros permaneceram calados e sem reação alguma. O que poderiam fazer? Nada, apenas observar como um time grande joga. E começa o segundo tempo… Só faltavam 45 minutos. Apenas 45 minutos! O jogo recomeça estranho e os nossos guerreiros não demonstram mais aquela disposição e força do primeiro tempo. O Vitória começa a gostar do jogo e o que era um jogo fácil, mostra sinais de que seria dramático. E aí a previsão louca do tio que vendia sorvete vira realidade… Sim. Estávamos vivendo uma loucura. Empate, virada, expulsão e um Grêmio perdido e entregue em campo. A cara de desgosto do Roth contrastava com a felicidade exacerbada do Mancini. É, ele tinha motivos para sorrir - dizem que quem ri por último, ri melhor - veio o terceiro e o quarto, e o que no início do jogo eram preces pelo título, tornaram-se preces para evitar uma vergonha ainda maior.

Aos poucos aquele mar azul ia se dissipando. Loucos do Sul, do sudeste, nordeste, de Punta Del Leste… Loucos do mundo. E me vi ali… Em pé e com um gosto amargo na garganta. Não poderia sair dali antes do final. Claro, eu era louco suficiente pra estar ali até o final… E assim o fiz. Pouco antes do fim, Souza tem um lampejo de precisão e faz mais um pro Grêmio. Já era tarde pra buscar uma reação e noite dominava o céu. Céu esse que não estava mais azul.

Na música “Simples de Coração” da banda Engenheiros do Hawaii, Humberto Gessinger, gremista, canta assim:

(…) ”Volta voando… fim da viagem: bem vindo à vida real
Já perdemos muito tempo brincando de perfeição
Agora é bola pra frente, agora é bola no chão” (…)

Fim de jogo. Finalmente recebemos o golpe final. Digo “finalmente” porque passamos um ano inteiro no limiar do gozo completo ao desespero total. Sim, sempre acreditamos. Mas lá no fundo, sempre desconfiamos. Os especialistas dirão que fomos além do esperado, mas nós, torcedores, sabemos que poderíamos ter chegado bem mais longe. Será que era loucura nossa acreditar no Grêmio? Nesse grupo de, ditos, refugos? No Roth? Será que é loucura acreditar em nós mesmos?

Enfim… Vivemos de loucura e desse “mal” nunca seremos curados. – Que bom!

Todo e qualquer torcedor do Grêmio que não tenha nascido no Sul é chamado de louco. Seja pelos pais, amigos e até estranhos… Sim. Somos loucos e vivemos dessa loucura. Loucura essa que nos faz viajar quilômetros, alentar pela TV ou Internet e lutar contra tudo e contra todos. Loucura essa que nos faz acreditar até o último instante. Loucura que faz de nós, todos os torcedores do Grêmio, especiais, fantásticos e únicos. Loucura essa que nos faz acreditar até o último instante que ainda é possível ver “O Grêmio sair campeão…”

Gilberto (Coelho) é baiano natural de Salvador e nos seus 21 anos de Gremismo nunca deixou de torcer, acreditar e chorar pelo Grêmio onde quer que ele estivesse…”

Teu comentário não foi publicado? Saiba porquê.

A hora de rugir mais alto

Sáb, 22/11/08
por cristian bonatto |
categoria Correspondentes

especial1.jpgbahia1.jpgA torcida baiana não está muito animada e, provavelmente, não deve comparecer em grande número no estádio. Conversei com muitos torcedores e posso afirmar que é assustador constatar o desânimo deles para com esse jogo. Muitos não acreditam que o Vitória possa ganhar o Grêmio no domingo e dão como certa a vitória do Grêmio. Ao que tudo indica, será um time morto jogando contra o Imortal, correto? Errado.

A principal motivação do Vitória nesse jogo não será a “vingança” do Wagner Mancini ou a “mala branca” paulista. O time não vem jogando bem e está muito perto de ficar fora do grupo da Sulamericana e uma derrota no domingo será um golpe fortíssimo. Essa será a principal motivação do Vitória: a vaga na Sulamericana. E devemos tomar cuidado, porque jogar bola eles sabem… E já mostraram isso!

Pelo que foi mostrado ao longo do campeonato, o Grêmio tem uma equipe superior tanto em técnica como em raça, disposição e dentre outros aspectos que qualquer um quiser enumerar.  Nosso grande adversário nesse jogo seremos nós mesmos. Jogar sem tranqüilidade e com afobação aqui no Barradão contra o Vitória é pedir para perder.

Temos a faca e o queijo nas mãos. Só depende de nós para sairmos vitoriosos do, dito, Caldeirão Baiano e continuar rumo ao título. Vencer a qualquer custo! Essa é a nossa obrigação no domingo. Cantem e torçam muito porque faremos MUITO barulho por aqui. E se todos nós alentarmos juntos, mostraremos que é possível rugir mais alto do que todo e qualquer Leão…

Gilberto (Coelho) é baiano natural de Salvador e nos seus 21 anos de Gremismo nunca deixou de torcer, acreditar e chorar pelo Grêmio onde quer que ele estivesse…”

Teu comentário não foi publicado? Saiba porquê.

Grêmio e Gremistas à paisana

Sex, 31/10/08
por cristian bonatto |
categoria Correspondentes

correspondentes2.jpg

diogo.jpgEnquanto as obras do estádio do Cruzeiro não são concluídas, o clube continua mandando seus jogos no estádio do governo, para onde vim a pé, vivenciando a composição de Lupicínio e valendo-me da proximidade entre a UFMG e o Mineirão. Antes de entrar, porém, vou em busca de uma cerva e um tropeiro no meio da multidão azul que circunda o estádio. Como já esperava, não reconheço nenhum defensor do Gremismo, pois todos os tricolores estão à paisana.

Dentro do estádio, aí sim, nossos mantos e cânticos tricolores podem ser postos pra fora. É hora de vermos o Grêmio de perto pela segunda vez no ano. Conforme combinado, encontro Pedro, amigo gaúcho e gremista, que traz consigo – acreditem – um amigo cruzeirense que optou por ver o jogo na nossa torcida e, assim, ser iniciado na filosofia de alento. Como tentativa de provocação, os telões exibem os gols da final da Copa do Brasil de 1993 e os alto-falantes anunciam que o Grêmio conquistou apenas três vitórias sobre o Cruzeiro em Minas, sendo que a última ocorreu há dez anos. Um funcionário do Cruzeiro fantasiado de raposa desfila pelo gramado tremulando uma bandeirinha azul. Os gremistas – e alguns atleticanos – vêm chegando e ocupando quase totalmente o espaço a nós reservado, as cadeiras inferiores. O anel superior, uma parte do inferior e a geral são dos cruzeirenses: 35 mil em um estádio onde cabem 75 mil espectadores. E olha que o jogo foi vendido como a “decisão” do Cruzeiro no campeonato…

diogosilveira_cruxgre_mineirao.jpg

Ao contrário do que acontece contra o Atlético, quando ficamos próximos ao gol da cidade, agora estamos perto do gol da lagoa, o que nos permite ver Celso Roth irritado com um time que parece ter desaprendido a jogar como visitante. O gol aos 14 segundos impede a tradicional vaia cruzeirense ao Capitão América e não nos abala, pois o alento ao Imortal segue constante durante todo o primeiro tempo. No segundo, porém, a falta de reação do Tricolor e os gols do adversário determinam nosso desânimo. Todos à paisana: nós fora do estádio e o Grêmio no gramado. Ficou a impressão de que o time não se mostrou, não revelou ser o líder que é, permaneceu acuado, apático.

Pela segunda vez em 2008 o Grêmio vem a Minas e participa de uma goleada, mas dessa vez não como vitorioso. É hora de deixar o Gigante da Pampulha e constatar que o duelo não foi equilibrado como se esperava. Para piorar, chegam as notícias das vitórias de Palmeiras e São Paulo. Enfim, a noite não é nossa. A festa é dos simpatizantes do Cruzeiro. Uma festa justificada, afinal, seu time venceu o líder.

Diogo Silveira nasceu no glorioso ano de 1983. É mineiro e professor de francês.

“Correspondentes do Gremismo” é uma seção exclusiva do Blog do Torcedor do Grêmio, destinada a relatar, pelas palavras de Gremistas residentes em diferentes estados, a atuação do Grêmio e sua torcida nas peleias do Campeonato Brasileiro como visitante. As palavras expostas neste espaço podem ou não, expressar a opinião do blogueiro.

 

Teu comentário não foi publicado? Saiba porquê.

Imortal Tricolor joga pouco, mas segue firme na ponta da tabela

Ter, 21/10/08
por cristian bonatto |
categoria Correspondentes

correspondentes1.jpg
rafael-sp.jpgComo admirador e leitor assíduo deste democrático Blog, sempre bem escrito pelo Tricolor Bonatto, lembro-me de duas frases perdidas em um dos textos dos correspondentes do GREMISMO (Annie Fim, após o jogo contra os urubus no RJ): “Fazem falta o calor da torcida, a chuva de fogos…” e “É muito difícil torcer pro Grêmio à distância… ser sempre minoria no estádio é duro”.

Gremistas de todos os rincões: moro fora do Rio Grande há quase 3 anos, e também penso assim. Divido hoje com vocês um pouco do que se viu (e do que não se viu) ao vivo no jogo disputado domingo em solo bandeirante.

Pois bem. Quem mais tinha a perder superou-nos não só no placar, mas no ímpeto e no alento de sua torcida. A área que nos foi destinada estava lotada de uma massa de gente de todas as idades. Fomos maioria no Canindé entre os 7.320 espectadores presentes. Porém, me arrisco a dizer que as quase 4.000 pessoas que usavam azul, preto e branco formavam uma torcida tão morna quanto o espetáculo ao qual assistíamos.

Isso pode ser explicado pela presença de “simpatizantes de última hora”, devido ao crescimento das duas agremiações paulistas no certame (na parte de cima da tabela) ou até mesmo pelos coloridos enrustidos moradores em SP. Não tenho certeza. Só sei que não fomos o que temos sido: o 12º segundo e mais importante jogador deste time. Ou talvez o 11º. Já faz algum tempo que não temos um ala-esquerdo ou até mesmo um lateral-esquerdo confiável.

caninde04.jpg

Com a autoridade de quem esteve presente em várias partidas fora do RS acompanhando o Imortal Tricolor este ano rumo à conquista do caneco do Tri, posso dizer que o pessoal da Geral-SP se esforçou muito durante os 90 minutos de jogo.

Comparando com a apresentação no Mineirão (nos 4 x 0 sobre o Galo em nossa última grande jornada no brasileiro) éramos pouco mais de 300 vibrantes guerreiros tricolores. A torcida era coesa e cheia de pensamento positivo. O clima de vitória tomou conta de todos os presentes muito antes de a bola rolar. Só podia dar Imortal na cabeça!

No RJ, o Flu 0 x 0 Grêmio foi outro jogo sem graça. Até havia um calor intenso vindo das arquibancadas. Os Tricolores do Sul deram show no Maracanã aos tricolores do Rio, evocando outra vitória. Mas o próprio time e a maneira como ele foi postado dentro de campo não ajudaram.

Em Curitiba, na meia Arena da Baixada (ou dos rebaixados… hehehe), a nossa torcida mostrou-se guerreira dentro e fora do estádio desde o início. Deste jogo todos também lembramos. Não ganhamos, mas não foi por falta de luta e entrega do time e da torcida. Foi pela falta de coragem e pela atuação caseira e covarde dos homens de preto.

Voltando a SP, o Imortal ainda lidera o certame. Mas faltou muito futebol aos nossos atletas ontem. Ninguém se destacou. Era de se imaginar que um time colocado nas últimas posições na tabela entre 20 clubes, se empenhasse na luta pela fuga do rebaixamento. Por outro lado, deveria também sobrar gana, concentração e consciência tática ao líder incontestável da competição.

Este era um jogo para 3 pontos. Assim obteríamos vantagem até o final do brasileiro, livrando pelo menos um dos confrontos diretos fora de casa (contra Cruzeiro e Palmeiras). Isto poderá ser alcançado na próxima rodada com o Monumental fervendo mais uma vez, nesta quinta-feira, e nossos adversários diretos encarando concorrentes à degola. Mas, sobretudo e com todo o respeito à Lusa e seus cordiais torcedores, o time da Portuguesa não está onde está por acaso. É um time muito limitado e por isto cabia muito bem a vitória fora de casa.

Não é hora de apontarmos os culpados ou de fazermos coro contra o nosso atual comandante. Prefiro o “Seremos campeões apesar de”, do que o “perdemos por causa de”.

Tricolores: O Grêmio somos todos nós! A grande chance de sairmos campeões passa pela IMENSA NAÇÃO TRICOLOR UNIDA E ATUANTE – a melhor e mais aguerrida torcida do país!

Aproveito para mandar um abraço ao pessoal da Brasas Grill, em especial ao Volmar e Eliseu. Não fosse por eles, não poderíamos assistir borrachos à morna peleia no Canindé! A polícia de SP correu com todos os ambulantes do local, tornando difícil desfrutarmos de um bom trago!

Buenas. Desta vez não deu, irmãos tricolores, mas na próxima haveremos de ganhar em terras paulistanas (quem sabe contra o Palmeiras, como em 2006…).

Um abraço e Saudações Imortais para os gremistas e as gremistas de todas as querências!


Rafael Mello é natural de Porto Alegre e gremista de quatro costados a mais de 36 anos. Reside e trabalha em São Paulo, sempre copando com o Tricolor
.

Teu comentário não foi publicado? Saiba porquê.

Um ponto a mais e uma troca justa

Ter, 09/09/08
por cristian bonatto |
categoria Correspondentes

correspondentes1.jpgannie1201.jpgNão foi dessa vez que o Grêmio quebrou a série de jogos sem vitória em terras cariocas. Mas, pelo menos, não perdemos. Como sempre, há alarmistas tentando jogar água fria na fervura do nosso mate, dizendo que o Grêmio não tem mais o mesmo rendimento do primeiro turno do Campeonato. Mas ao contrário do que alguns podem pensar, a sorte favorece sim a quem trabalha e os concorrentes diretos também têm passado por maus bocados. O próprio São Paulo, que leva alguns campeonatos de pontos corridos no bolso, já tropeçou e contou com a sorte diversas vezes; o que não entendo é porque isso é tão comentado quando a bola da vez é o Grêmio.

Menos filosofia e mais Rio de Janeiro. Este foi um jogo especial para mim e para muitos gremistas que vivem aqui. Fui do aeroporto, chegando de férias, direto para o campo. Chegamos ao Maracanã cantando, fardados, abraçando os torcedores adversários e expressando livremente o amor pelo nosso time e a admiração pelo deles. Que maravilhosa sensação de liberdade de expressão! E, pelo visto, mais gremistas sentiram o mesmo; a parte do Estádio destinada à nossa torcida estava tão cheia, que tivemos que pedir à Polícia autorização para ocuparmos mais espaço. É o IMORTAL copando o Rio de Janeiro!

p1010855.jpg

Em campo vimos um jogo feio, principalmente no primeiro tempo. Ao que parece, a sombra de 1,96m Morales não fez bem a Marcel, já que ele não jogou tudo o que sabe. Enquanto isso, Souza parece não ser mais o jogador versátil de outrora. No entanto, uma grata surpresa chamada Orteman entrou em campo e mostrou a que veio. Surpresa para mim que nunca acompanhei de perto seu trabalho. Já havia lido sobre o jogador, mas vê-lo em campo tão de perto é totalmente diferente. É realmente confortante saber que o Grêmio tem um elenco competitivo, já que não se ganha um Campeonato só com 11 jogadores.

Na arquibancada, festa Tricolor. Muitas famílias, crianças, mulheres grávidas e a banda mostrando porque a torcida do Grêmio é a melhor do País. Apenas sentimos falta de sermos devidamente cumprimentados pelos jogadores ao final da partida, como é de praxe em jogos longe do Monumental.

E a tal troca justa? Faço minhas as palavras de um grande amigo que conheci no Rio e hoje vive em Porto Alegre: “se for para ganhar o campeonato, o Grêmio pode perder todas as partidas que jogar no Rio.” Triste para mim que vou a campo com este tipo de sensação, mas troco, troco dez vezes se preciso for, para fazer a festa do Campeonato tomando um banho de mar na terra dos cariocas.

Annie Fim é Gremista e administradora de empresas. Mora e trabalha no Rio de Janeiro.

Foto: Carolina Santos
“Correspondentes do Gremismo” é uma seção exclusiva do Blog do Torcedor do Grêmio, destinada a relatar, pelas palavras de Gremistas residentes em diferentes estados, a atuação do Grêmio e sua torcida nas peleias do Campeonato Brasileiro como visitante. As palavras expostas neste espaço podem ou não, expressar a opinião do blogueiro.

Teu comentário não foi publicado?
Saiba porquê.

Aflitos? O Grêmio não! Valeu pela festa, amiguinhos!

Ter, 26/08/08
por cristian bonatto |
categoria Correspondentes

correspondentes.jpgricardo-pe.jpgComo é bom fazer festa nos Aflitos! Desde 2005 que tal estádio nos remete apenas à glórias e conquistas. Como é bom comemorarmos no final, nos divertindo naquilo que se tornou o nosso “playground” de “Luxo”. Ah, isso sim é Luxo, mesmo que tenhamos que ficar de castigo até os 48 do segundo tempo. Sabe o que é? Vou falar baixinho: é que na verdade nós não nos comportamos bem ano passado! Fizemos muita algazarra! Ué, mas nos deixaram brincar, fazer o quê? Só nos restou, então, aproveitar!

O “castiguinho” que nossos fregueses tentaram nos impor nesse ano letivo não funciona pra quem não obedece. Grêmio, aluno-problema, mal visto pela turma, realmente não aprende a se comportar, principalmente em visitas e na casa dos coleguinhas. Se não faz confusão na entrada, faz na saída. É uma balbúrdia, é reclamação, é chamada a atenção e mesmo assim não “toma jeito”.

Pois é, ainda com todo esse contexto, ele só tem tirado 10 nas provas é o melhor aluno da sala, disparado. Vai entender! Que coisa intrigante, questiona toda a diretoria, principalmente o chefe da disciplina. Estão de olho nele procurando alguma explicação e não encontram. Aceitá-lo do jeito que ele é e aprender a lidar com suas manias: essas iniciativas talvez sejam parte da solução, concluem.

Mais uma vez foi bem produzido o alento ao nosso querido Imortal Tricolor, numa belo de um folguedo gremista, defumado de azul, com bandeiras e bandeirolas, trapos, sinalizadores! (Além do pó de arroz (farinha) que untava as arquibancadas, remanescente do jogo anterior contra o Fluminense). Presença massiva novamente de guerreiros(as) torcedores(as) de todo o Nordeste, bem como os borrachos do Sul, sempre copando. Grande alegria encontrar pessoas desconhecidas que se tornam irmãos perante o Grêmio!

Salve “Grêmio” Ferris!

P.S.: Não podemos deixar o Tcheco fora das brincadeiras, galera! Precisamos reenturmá-lo para que ele não se sinta meio pra baixo como na semana passada, sendo importante que volte a participar ativamente das atividades. Ele é um cara muito legal que sempre nos ajuda e nos faz falta, né? Então! Vamos lá falar com ele!

Ricardo Motta Pansera, 25 anos de Gremismo, Cientista Social, filho de pais gaúchos de Erechim, natural de Brasília e copando Recife desde 1996.

“Correspondentes do Gremismo” é uma seção exclusiva do Blog do Torcedor do Grêmio, destinada a relatar, pelas palavras de Gremistas residentes em diferentes estados, a atuação do Grêmio e sua torcida nas peleias do Campeonato Brasileiro como visitante. As palavras expostas neste espaço podem ou não, expressar a opinião do blogueiro.

Medidas Extremas

Sex, 22/08/08
por cristian bonatto |
categoria Correspondentes

correspondentes1.jpgannie1201.jpgÉ muito difícil torcer para o Grêmio à distância. Não que ser gremista seja ruim – graças a Deus eu nasci tricolor!!! – mas ser sempre minoria no estádio é duro. Os gremistas que moram longe do Monumental não me deixam mentir. Fazem falta o calor da torcida, a chuva de fogos e a boa-educação da nossa polícia que, apesar dos problemas é das melhores em comparação a outros estados. É muito ruim olhar para o lado e ver torcedores de outra cor em todos os jogos e ter que esconder a camiseta ao sair, não importando o resultado.

Aqui no Rio, um determinado time domina as atenções. Quando jogamos contra esse time, jogamos também contra os policiais, a imprensa, os meios de transporte, os atendentes do boteco. O jogo de ontem foi assim. E eu já saberia que seria.

O primeiro jogo do Grêmio a que eu fui no Rio foi contra o Flamengo, em 2006. Tivemos problemas, precisamos sair escoltados. No jogo de 2007, igualmente; perdemos os dois e achei que, tendo em vista os problemas intra e extra-campo, medidas extremas (hein?) precisavam ser tomadas. Mudar a cor da camisa, o local para assistir o jogo, as pessoas com quem assistir, qualquer mandinga para que o nosso Imortal quebrasse essa série de resultados ruins em solo carioca.

Troquei a camiseta preta pela branca; a bandeira do Grêmio pela do Rio Grande; o metrô pelo táxi; e ainda por cima, assisti ao jogo de ontem literalmente de camarote. Uma grande cervejaria patrocinou a empreitada. Eu e mais um gremista em uma sala muito confortável, com uma vista incrível do campo – e 15 torcedores rubro-negros. O estádio não estava cheio, mas o espaço destinado aos Imortais lotou. Nossa torcida, como sempre, apoiando em peso.

Infelizmente, mesmo com tantas ‘mudanças’, o Grêmio não jogou seu melhor futebol. Victor, sempre uma muralha de gelo, esteve quase irreconhecível; bateu roupa no primeiro gol dos urubus, ao colocar nos pés de Maxi o rebote do chute de Jean. Tcheco insistia em afunilar o jogo pelo meio-campo, povoado de jogadores rubro-negros. Souza, apesar do golaço, não repetiu as atuações como ala no São Paulo; falhou tanto no apoio como na cobertura. Perea parecia pesado na partida, não correu como em outras oportunidades. A zaga não mostrou a segurança de jogos anteriores. E Celso Roth, em minha opinião, errou ao colocar em campo o André Luís antes do Reinaldo.

Felizmente, a sorte favorece quem trabalha. Cruzeiro e Palmeiras perderam seus jogos, apesar do avanço perigoso do Botafogo na tabela de classificação. Agora é tomar um banho gelado de mar em Copacabana e outro de sal grosso no quarto do hotel para tirar a ‘coisa ruim’ que o Rio parece causar no nosso time. Vamos para os Aflitos ainda líderes isolados; e esperando que o correspondente pernambucano tenha mais sorte do que eu.

Annie Fim é Gremista e administradora de empresas. Mora e trabalha no Rio de Janeiro.

“Correspondentes do Gremismo” é uma seção exclusiva do Blog do Torcedor do Grêmio, destinada a relatar, pelas palavras de Gremistas residentes em diferentes estados, a atuação do Grêmio e sua torcida nas peleias do Campeonato Brasileiro como visitante. As palavras expostas neste espaço podem ou não, expressar a opinião do blogueiro.
Teu comentário não foi publicado? Saiba porquê.

Tropeiros

Seg, 11/08/08
por cristian bonatto |
categoria Correspondentes

correspondentes.jpgdiogo.jpgTropeiro é a denominação dos valentes condutores de tropas durante o Brasil colônia. Tal qual faz o Grêmio, que leva uma tropa de seguidores aos estádios onde joga. O que vi neste sábado foi um Grêmio tropeiro, um clube capaz de conduzir ao Mineirão tropas de Gremistas do Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Distrito Federal e, claro, de Belo Horizonte e interior de Minas. Tropeiro é também o nome de um prato típico da culinária mineira e característica marcante do Mineirão, servido em pratos de isopor ou alumínio nas várias barracas fora do estádio e nos bares dentro dele.

Apreciei mais uma vez essa combinação de feijão tropeiro, arroz, couve, ovo, torresmo e carne antes de entrar no estádio, pois lá dentro a fila seria grande. A dona da barraca e seu filho, ambos cruzeirenses, dizem que vão torcer pelo Atlético e lamentam a proibição da venda de cerveja em dia de jogo. Eu também lamento. Em torno do estádio, Gremistas e atleticanos circulam tranqüilamente em clima de respeito e amizade. Lá dentro, a expectativa de que a nação tricolor viria para copar é confirmada. Estão aqui Gremistas mineiros e Gremistas gaúchos espraiados nas Gerais. Gremistas que têm poucas ocasiões de ver seu time de perto.mineirao.jpg

É uma pena que sinalizadores, papéis e bandeiras com mastro sejam proibidos por aqui. Já que ainda não nos proibiram de cantar, cantamos. O alento ao som da banda começa antes da bola rolar e segue constante até o fim da partida, com breve pausa no intervalo, quando se formam filas em busca de tropeiro nos dois bares à nossa disposição. O anel superior, tomado pela torcida do Atlético – que retornou depois de três jogos de quase total ausência – vai se esvaziando no segundo tempo a cada gol tricolor. No nosso setor, localizado no anel inferior e próximo às cabines de transmissão e ao gol da cidade, a festa é contagiante. A vontade é que o jogo não termine, que o Grêmio siga marcando gols, que continuemos alentando, cantando o hino e aclamando Victor.

Mas a festa chega ao seu final, o Grêmio conquista sua terceira vitória contra o Atlético no Mineirão e termina o primeiro turno na liderança. É hora das tropas tricolores deixarem o Gigante da Pampulha. E o deixam satisfeitas com os tropeiros. O rango e o Grêmio. Esse Grêmio copeiro e tropeiro.

Diogo Silveira, Mineiro e Gremista, tem 25 anos e é professor de francês.

“Correspondentes do Gremismo” é uma seção exclusiva do Blog do Torcedor do Grêmio, destinada a relatar, pelas palavras de Gremistas residentes em diferentes estados, a atuação do Grêmio e sua torcida nas peleias do Campeonato Brasileiro como visitante. As palavras expostas neste espaço podem ou não, expressar a opinião do blogueiro.

Gerais do Grêmio

Dom, 03/08/08
por cristian bonatto |

especial.jpg especialbh.jpgGremistas do Blog do Torcedor, minha estréia como Correspondente do Gremismo em Minas teve que ser antecipada. E por algo que o Tricolor não se cansa de ganhar: taça. O Grêmio venceu o Cruzeiro por 2 a 1 de virada no Estádio Independência e faturou a Taça BH de futebol júnior. Essa foi a 24ª edição da competição, que teve participação de 40 equipes. Foram disputados 111 jogos em 13 cidades mineiras dentro de 18 dias.

A competição ainda não desperta tanta atenção - nem da mídia nem de empresários - quanto a Copa São Paulo, mas é uma boa ocasião para os jovens jogadores mostrarem serviço e adquirirem experiência. Os clubes que participam da Taça BH a valorizam e jogam com o que têm de melhor na categoria. Pena que a Federação Mineira de Futebol e a imprensa de Minas Gerais não tratem a Taça BH com a organização e o destaque que a competição merece.

Desde o princípio foi possível constatar que em nossa base sobram jogadores. Prova disso é que o Tricolor trouxe dois elencos para Minas Gerais, um deles para vestir a camisa do Vespasiano E. C., clube da região metropolitana de BH. E, após sua eliminação, os jogadores permaneceram em Minas para apoiar os companheiros do Grêmio até a conquista. E foi com campanha invicta que o Tricolor ganhou a Taça BH pela primeira vez: em 9 jogos, venceu 6 e empatou 3. As sete primeiras partidas ocorreram no interior das Gerais. Na primeira fase o Grêmio fez o suficiente para se classificar em segundo em um grupo do qual se classificavam dois times. Aí, veio o mata-mata: Goiás nas oitavas e Corinthians nas quartas. Para disputar a semi-final, o Tricolor veio, enfim, para a capital mineira, onde enfrentou o América em seu estádio. Em jogo tenso, a gurizada tricolor saiu perdendo, mas teve maturidade e futebol para virar o jogo, com grande atuação de Douglas.

Na final se encontraram dois dos clubes que melhor trabalham suas categorias de base no Brasil e que têm revelado jogadores de potencial nos últimos anos. O adversário, vencedor da Copa São Paulo 2007, atual campeão brasileiro da categoria e pentacampeão da Taça BH, merece respeito e tem o apoio da torcida, que aproveitou o tempo bom e o ingresso barato (um quilo de alimento) para comparecer em bom número ao Estádio Independência. Quanto a nós, Gremistas, éramos poucos, mas o suficiente para alentar o Tricolor e mostrar que sempre haverá um defensor do Gremismo onde o Grêmio estiver. Ficamos em um canto, próximo ao escanteio e aos vestiários do estádio. O primeiro tempo foi um jogo de meio-campo, com poucas finalizações. Já o segundo foi para abalar corações fracos. O Tricolor volta melhor, mas é o Cruzeiro que marca, com Eliandro aos 5 minutos.

A empolgação da torcida estrelada dura pouco. Aos 9, Rafael Paraíba empata. A partir daí, o Cruzeiro sai com tudo em busca da vitória. Ao Grêmio resta se defender e contra-atacar, principalmente com o camisa 10, Douglas, muito marcado. O empate persiste e aumenta a expectativa de que o título será decidido nos pênaltis. Então, vem o lance que garante o caneco: Douglas sofre falta perto da área e cobra com perfeição, aos 38 da etapa final. É o golaço do título. Delírio tricolor, silêncio azul. O goleiro Fernando, com grande atuação, resiste à pressão final do Cruzeiro. Fim de jogo. O Grêmio sai campeão. Mais uma faixa no peito, mais uma taça no armário. Com a voz rouca, aclamamos nossos jovens e vitoriosos jogadores, que nos agradecem o apoio, enquanto os cruzeirenses deixam o Independência.
Há que se destacar o trabalho do competente técnico Julinho Camargo e o excelente preparo físico da equipe, que jogou uma partida a cada dois dias nessa Taça BH. Tão bom quanto ver o Grêmio sair campeão foi perceber que, da base tricolor, de onde saíram recentemente Anderson, Lucas, Cássio e Léo, continuam a surgir grandes talentos, entre os quais se destaca o camisa 10, autor do gol do título e artilheiro da Taça BH com 7 gols. Guardem esse nome: Douglas.

16/07 • Lavras - Fabril 1 x Grêmio 1
18/07 • Cláudio - Grêmio 0 x Atlético Paranaense 0
20/07 • Santo Antônio do Amparo - Amparense 0 x Grêmio 3
22/07 • Cláudio - Grêmio 1 x Santos 1
24/07 • Cláudio - Bela Vista 0 x Grêmio 4
Oitavas-de-final • 27/07 Santo Antônio do Amparo - Goiás 0 x Grêmio 2
Quartas-de-final • 29/07 Cláudio - Grêmio 2 x Corinthians 1
Semi-final • 31/07 Belo Horizonte - América 2 x Grêmio 3
Final • 02/08 Belo Horizonte - Cruzeiro 1 x Grêmio 2

Diogo Silveira, Mineiro e Gremista, é um inconfidente tricolor. Tem 25 anos e é professor de francês.

“Correspondentes do Gremismo” é uma seção exclusiva do Blog do Torcedor do Grêmio, destinada a relatar, pelas palavras de Gremistas residentes em diferentes estados, a atuação do Grêmio e sua torcida nas peleias do Campeonato Brasileiro como visitante. As palavras expostas neste espaço podem ou não, expressar a opinião do blogueiro.

Formulário de Busca


2000-2008 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade