
Como admirador e leitor assíduo deste democrático Blog, sempre bem escrito pelo Tricolor Bonatto, lembro-me de duas frases perdidas em um dos textos dos correspondentes do GREMISMO (Annie Fim, após o jogo contra os urubus no RJ): “Fazem falta o calor da torcida, a chuva de fogos…” e “É muito difícil torcer pro Grêmio à distância… ser sempre minoria no estádio é duro”.
Gremistas de todos os rincões: moro fora do Rio Grande há quase 3 anos, e também penso assim. Divido hoje com vocês um pouco do que se viu (e do que não se viu) ao vivo no jogo disputado domingo em solo bandeirante.
Pois bem. Quem mais tinha a perder superou-nos não só no placar, mas no ímpeto e no alento de sua torcida. A área que nos foi destinada estava lotada de uma massa de gente de todas as idades. Fomos maioria no Canindé entre os 7.320 espectadores presentes. Porém, me arrisco a dizer que as quase 4.000 pessoas que usavam azul, preto e branco formavam uma torcida tão morna quanto o espetáculo ao qual assistíamos.
Isso pode ser explicado pela presença de “simpatizantes de última hora”, devido ao crescimento das duas agremiações paulistas no certame (na parte de cima da tabela) ou até mesmo pelos coloridos enrustidos moradores em SP. Não tenho certeza. Só sei que não fomos o que temos sido: o 12º segundo e mais importante jogador deste time. Ou talvez o 11º. Já faz algum tempo que não temos um ala-esquerdo ou até mesmo um lateral-esquerdo confiável.

Com a autoridade de quem esteve presente em várias partidas fora do RS acompanhando o Imortal Tricolor este ano rumo à conquista do caneco do Tri, posso dizer que o pessoal da Geral-SP se esforçou muito durante os 90 minutos de jogo.
Comparando com a apresentação no Mineirão (nos 4 x 0 sobre o Galo em nossa última grande jornada no brasileiro) éramos pouco mais de 300 vibrantes guerreiros tricolores. A torcida era coesa e cheia de pensamento positivo. O clima de vitória tomou conta de todos os presentes muito antes de a bola rolar. Só podia dar Imortal na cabeça!
No RJ, o Flu 0 x 0 Grêmio foi outro jogo sem graça. Até havia um calor intenso vindo das arquibancadas. Os Tricolores do Sul deram show no Maracanã aos tricolores do Rio, evocando outra vitória. Mas o próprio time e a maneira como ele foi postado dentro de campo não ajudaram.
Em Curitiba, na meia Arena da Baixada (ou dos rebaixados… hehehe), a nossa torcida mostrou-se guerreira dentro e fora do estádio desde o início. Deste jogo todos também lembramos. Não ganhamos, mas não foi por falta de luta e entrega do time e da torcida. Foi pela falta de coragem e pela atuação caseira e covarde dos homens de preto.
Voltando a SP, o Imortal ainda lidera o certame. Mas faltou muito futebol aos nossos atletas ontem. Ninguém se destacou. Era de se imaginar que um time colocado nas últimas posições na tabela entre 20 clubes, se empenhasse na luta pela fuga do rebaixamento. Por outro lado, deveria também sobrar gana, concentração e consciência tática ao líder incontestável da competição.
Este era um jogo para 3 pontos. Assim obteríamos vantagem até o final do brasileiro, livrando pelo menos um dos confrontos diretos fora de casa (contra Cruzeiro e Palmeiras). Isto poderá ser alcançado na próxima rodada com o Monumental fervendo mais uma vez, nesta quinta-feira, e nossos adversários diretos encarando concorrentes à degola. Mas, sobretudo e com todo o respeito à Lusa e seus cordiais torcedores, o time da Portuguesa não está onde está por acaso. É um time muito limitado e por isto cabia muito bem a vitória fora de casa.
Não é hora de apontarmos os culpados ou de fazermos coro contra o nosso atual comandante. Prefiro o “Seremos campeões apesar de”, do que o “perdemos por causa de”.
Tricolores: O Grêmio somos todos nós! A grande chance de sairmos campeões passa pela IMENSA NAÇÃO TRICOLOR UNIDA E ATUANTE – a melhor e mais aguerrida torcida do país!
Aproveito para mandar um abraço ao pessoal da Brasas Grill, em especial ao Volmar e Eliseu. Não fosse por eles, não poderíamos assistir borrachos à morna peleia no Canindé! A polícia de SP correu com todos os ambulantes do local, tornando difícil desfrutarmos de um bom trago!
Buenas. Desta vez não deu, irmãos tricolores, mas na próxima haveremos de ganhar em terras paulistanas (quem sabe contra o Palmeiras, como em 2006…).
Um abraço e Saudações Imortais para os gremistas e as gremistas de todas as querências!
Rafael Mello é natural de Porto Alegre e gremista de quatro costados a mais de 36 anos. Reside e trabalha em São Paulo, sempre copando com o Tricolor.
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