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Acreditar que eles acreditam

Sáb, 01/11/08
por cristian bonatto |


“E aí? Tua acha que dá?”
. Essa é a pergunta que substituiu nas últimas semanas os tradicionais “Como é que tu tá?” ou “Tem visto o pessoal?” quando dois ou mais Gremistas se encontram no buteco ou no supermercado. Deveria ser um pergunta simples e fácil de responder, bastando apenas analisar a tabela, o rendimento do time no 2º turno, o histórico de chegada do Roth ou ter lido a coluna do Santana. Usar a racionalidade. Seria simples, se não fosse o fato de o Grêmio ter, ao longo de sua história remota ou recente, transformado essa pergunta numa armadilha que deixa até o mais pessimista como refém.

O Grêmio nos subtraiu o direito ao realismo por mais evidente que seja a forma que ele se apresente. Insistir no realismo é viver no constante risco de ter a língua queimada em praça pública. Afinal, quantos já pagaram caro pelo menos uma vez pela heresia de ser realista quando questionados se dava para reverter o 3×0 contra o Caxias, se dava para passar da primeira fase da Libertadores 2007, se após o desastre do primeiro semestre escaparíamos do rebaixamento este ano? Só para ficar em exemplos mais recentes e não transformar isso em livro. Também não é necessário citar Aflitos 2005, covardia.

Os jogadores também acreditam, mas por uma questão quase contratual. A grande questão é o QUANTO eles acreditam e o QUANTO eles tem noção do QUANTO que esta crença é importante para os Gremistas fora das paredes do cárcere. Será que em meio à sinuca, videogames, ipods, livros de auto-ajuda ou marias-chuteira online, há tempo para perder o sono ou se preocupar 24 horas por dia com o problema de quem CERTAMENTE estará no Olímpico ano que vem, seja qual for a competição a ser disputada, acreditando sempre, mesmo que da boca para dentro?

Aos jogadores: Esperamos que sim. Ou queremos ACREDITAR que sim. Mais que isso, nesta reta final queremos VER essa crença materializada em atitude, correria, indignação consigo próprio, pressão nos 90 minutos, costas esfoladas de buscar bolas impossíveis, câimbras, nada de fôlego para entrevistas no final e amor à causa (nem estamos pedindo que seja à camisa). Pois nos mostrem, não apenas digam. Afinal foram vocês mesmos que nos fizeram ACREDITAR no impossível que era este título. Agora os outros dizem que o líder não vai chegar, a própria vaga na Libertadores é questionada. Contam com isso torcendo para que vocês NÃO SE LEMBREM que são o Grêmio. Pois isto bastaria para desafiar o difícil, o improvável e até o impossível.

Mas TEM que ser o Grêmio. Lembram dele?

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Preteou o olho da gateada

Qui, 30/10/08
por cristian bonatto |

O líder está definitivamente nas cordas, tomando mata-cobra de todos os lados e terá que sair dessa pelas próprias forças que lhe restam (restam?), pois ninguém vai jogar a toalha no ringue. Tudo isso por um cruzado que pegou em cheio a defesa aberta logo após o som do gongo.

O 3×0 é emblemático e definitivo, não há o que contestar. Para o time da casa, buscar o gol cedo está no manual básico para jogos decisivos. Tão básico como os 15 minutos de retranca providencial e atenção redobrada do visitante deve segurar e o Grêmio não teve nem por 15 segundos. Esse resultado barulhento passou todo por aí. Mais uma vez a desatenção colocou uma semana de trabalho duro e laboratorial aos portões fechados por água abaixo. Se o esquema era o certo e as peças eram as mais propícias para aquele jogo, nunca mais saberemos.

O que começa atravessado termina do mesmo jeito. Até a mudança de esquema no meio do jogo foi ditada pelo Cruzeiro. O 3-6-1 treinado pelo Roth já havia sido transformado em uma espécie de 5-4-1 bem antes da alteração Pereira/Perea por lesão, já que o Cruzeiro proibiu nossos alas de subirem mantendo os trabalhos da noite nas laterais. No 2º tempo quando Roth mais ou menos conseguiu arrumar a bagunça com o disponível 4-4-2 já era tarde, o time já tinha perdido o tempo e o poder de reação. Foi preciso tomar mais dois gols para o time demonstrar alguma gana e uma indignação parecida com a do torcedor.

O tricolor está nas cordas e o fôlego é todo dos adversários, que sabem que tem que aproveitar o momento para nocautear. Só que mesmo zonzo, de cara amassada, olhos roxos e inchados e sangue escorrendo ele é teimoso e não cai. Continua líder apesar de tudo. O tempo é o suficiente para tomar mais um definitivo golpe ou para conseguir respirar e recuperar a visão turva. É domingo às 19 horas no Olímpico Monumental.

Hoje é o tradicional dia dos críticos-apaixonados-pelo-Grêmio-porém-realistas-que estavam-avisando-há-muito-tempo-sobre-o-técnico-ou-este-e-aquele-jogador, dos cabeça-quente histéricos e da torcida mirim visitante carente de atenção. Nem vou dar o trabalho de postar as regras. Só peço pro pessoal que realmente lê o texto antes de comentar e os já conhecidos que estão sempre por aqui, dar um tempo por hoje. Mais tarde volto aqui para aprovar ou apagar (não decidi ainda) tudo sem ler num só clique.

Tricolor, já duvidaram de ti.

A tabela e o tijolo

Seg, 27/10/08
por cristian bonatto |

Preenchi minha tabela dinâmica dias após a reflexiva 27ª rodada e repassei aos outros blogueiros, numa brincadeira iniciada pelo meu xará do Galo. Note que o momento era o mais pessimista para fazer previsões. O Grêmio havia perdido a liderança para o Palmeiras e dividia a segunda colocação com o Cruzeiro, o São Paulo se mantinha no seu eterno 5º lugar. Preenchi os resultados rodada a rodada até o final sem olhar as modificações na tabela.

11b.jpgNão lembro os resultados e a tabela tem a falha de não salvá-los, mas minhas previsões - contra tudo e contra todos - apontava para um final de campeonato improvável até então, mas parecido com o que pode ser previsto hoje (só não sei se com a mesma dramaticidade): Grêmio e São Paulo empatados no primeiro lugar, com vantagem Gremista na mesma vitória a mais que temos hoje. O Cruzeiro também aparecia em terceiro.

Bem verdade que não havia como prever as derrotas de Cruzeiro e Palmeiras nesta rodada, nem a derrota do Grêmio para a Portuguesa. Prova de que continua “tudo japonês” neste campeonato. Mas muitos fatos tradicionais em termos de reta final podem ser levados em consideração sem riscos, como o crescimento do Flamengo e a camisa do São Paulo chegando sozinha (quem assistiu aos últimos jogos do tricolor paulista sabe do que estou falando).

Claro que o papel, ou no caso, a tabela dinâmica aceita tudo. Não apresenta resistências como cartões, lesões, arbitragem, STJD, chuva, etc. Mais ou menos como decretou Chong Li em O Grande Dragão Branco: “Muito bom. Mas tijolo não revida”. Mesmo assim vale o brinquedo. Pode te fazer bem, ou mal, dependendo do pé com que levantou da cama hoje.

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A vida como ela será

Sex, 24/10/08
por cristian bonatto |

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Se por um lado o torcedor está preocupado com o futebol apresentado pelo Grêmio neste segundo turno, por outro se percebe que técnica é o que menos fará diferença entre os postulantes daqui pra frente. Prepare o coração e o estômago. Daqui pra frente vai ser sofrido como joelho de freira, nervoso como potro com mosca na orelha, disputado como argentina nova na zona ou o adágio que quiser escolher.Jogo feio, gol espírita, sustos da defesa, chuva que não chovia e, apesar do Tardeli, a vitória. O jogo de ontem à noite foi uma caricatura do que será o campeonato até o final. Ninguém faz mesmo questão de futebol convincente. Não neste momento. O que precisamos é de objetividade, com cada peça no lugar onde rende e não onde tem potencial para render mais.

Já são arriscadas mudanças audaciosas a esta altura do bochincho. A falha de Roth nem foi tanto pelas opções estranhas que usou para alterar o esquema, mas sim por ter cedido à pressão de tê-lo feito, tenha vindo ela da torcida, de dirigentes ou de seu inconsciente. Não melhorou muito a noite de ninguém que viu o jogo, mas a volta do 3-5-2 no segundo tempo deixou o time um pouco menos perdido que no primeiro.

Douglas Costa é craque, e tem mostrado que a multa rescisória ficou barata demais. Só que o guri não é laranja de amostra, ontem pareceu jogar mais para o espanhol e o italiano das cabines do que para o time. É o meu candidato a deixar o time numa volta ao 3-5-2, ou no mínimo, experimentá-lo como atacante. Não me odeie ainda, pois tem mais. Mattioni é POTENCIALMENTE melhor que Paulo Sérgio, mas tem perdido na comparação EFETIVA entre os dois no momento.

Roth tem agora quase uma semana para se trancar dentro dos portões do Olímpico, rever os conceitos que forem necessários e quem sabe treinar um pouco mais as finalizações até a batalha do Mineirão. Lembrando são os outros que precisam correr atrás.

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Fuzarca toda deles. Responsabilidade toda nossa.

Qua, 22/10/08
por cristian bonatto |

Por hora, esqueça o Palmeiras, o Cruzeiro e os auditores do STJD. Mesmo sabendo que estes são adversários diretos e complicados que enfrentaremos em seus domínios. O adversário desta quinta-feira merece preocupação igual, quem sabe até maior, nesta reta final pelas suas peculiaridades.

Não é exclusividade nossa o time se tornar um espelho das características do seu povo. Se os jogadores do Grêmio tendem a incorporar rapidamente valores e ideais que nem percebem, vindos de onde vierem, percebe-se que algo parecido acontece por aquelas bandas. Já é de tradição esse futebol taquicardíaco do rubro-negro da Veneza brasileira. Uma correria quase inconseqüente influenciada pelo ritmo do frevo e de uma torcida que de tão apressada nem fala o nome completo do “Spó! Spó! Spó!”. O resultado é um time inteiro de Carlinhos Balas.

Agora, acrescente-se a esse fato a total falta de responsabilidade e faceirice de quem já está classificado para sua segunda Libertadores, ainda mais a partir do momento em que não era mais possível o título e nem o rebaixamento. O Sport enfrenta o Grêmio sem nada com que se preocupar, se alguém tomar cartão não tem porque tirar o pé no lance seguinte, se tomar um gol vai atrás do empate, se fizer um gol vai atrás de outro. Tudo às brinca contra um Grêmio com 12 pendurados que SÓ pode ganhar.

Menos mal que o jogo é aqui e não naquela espécie de Bento Freitas do nordeste. Não teremos aquele locutor de rodeio e as nem as buzinas para abrilhantar o espetáculo. Mas isso só vai se tornar uma REAL vantagem se a torcida se der conta da complexidade deste enfrentamento para o líder do campeonato. O Grêmio já é o mais visado, prejudicado, secado e corneteado por estar nesta posição. A última coisa que precisamos numa situação destas é de torcedor que espera que o Grêmio faça por ele o que ele não faz pelo Grêmio.

Que as dúvidas fiquem só para dentro de campo, onde já há o quebra-cabeça de como re-encaixar o Tcheco no time. Entrada simples no lugar de Douglas? O perigo da mudança no esquema à essa altura do campeonato?  Manter o esquema e usar Tcheco recuado no lugar de Magrão ou Rafael? Barbada não ter responsabilidade hein? Essa é a do Roth. Os jogadores tem a deles e tu também tem a tua.

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Contra a Portuguesa, piada de judeu.

Seg, 20/10/08
por cristian bonatto |

O jogo foi contra a Portuguesa, mas a anedota sem graça nenhuma é essa:

No seu leito de morte, Jacó pergunta:
- Sara, onde está minha filha Sara?
- Estou aqui, papai!
- Salim, onde está meu filho Salim?
- Estou aqui, papai!
- Issac, onde está Issac?
- Estou aqui, papai.
- Ó meu Deus, enton quem está cuidando do lojinha?

Alguém da delegação, no momento da decolagem do avião deve ter ficado com aquela impressão de ter esquecido alguma coisa em cima da mesa. De fato deixaram. Comemoraram-se tanto os efeitos suspensivos de Léo, Rever e Morales que esqueceram o futebol e a as cabeças com o foco, que eram os principais itens e também, para alguma emergência, a capacidade de indignação com poder de reação. Alguém podia ter ligado para o presidente e pedido para ele trazer, já que iria só depois. Só que o presidente também esqueceu. Chegou lá apenas com toda aquela empolgação de quem perdeu duas eleições em quinze dias. E Isso não precisava.

Sem o que tinha na bagagem que ficou, o Grêmio é nada. E foi justamente isso que vimos no Canindé. Apenas as carcaças correndo de um lado para o outro sob o comando do abrigo vazio do Roth á beira do gramado. Mesmo assim, sua presença foi notada apenas aos 10 minutos do segundo tempo. Apareceu na tela fazendo uma alteração, mas só porque Rafael Carioca saiu lesionado e precisava ser substituído. Entrou Orteman, o corpo de Orteman. Nada mudou e nem poderia. Depois dele ainda entraram os corpos de Souza e Perea. Poderia entrar o banco todo, ia dar na mesma.

A Lusa fez um gol, numa cobrança de escanteio que encontraria um zagueiro se ele estivesse lá. Claro que não estava, e neste caso nem em espírito e nem em corpo. Assim fica fácil até para o Ediglê. Aí entraria a indignação com poder de reação que vimos em outros jogos, simbolizada talvez por Victor indo para a área adversária e participando do gol de empate nos últimos minutos. Mas este poder não estava lá. Estava só o Patrício cabeceando para o gol da Lusa, mas esta visão foi um flash-back coletivo. Deu tempo para um segundo gol em frente à nossa torcida, que também não estava lá, apenas uma multidão com a camisa do Grêmio. Assistindo, e assim, não era nossa torcida.

Ninguém foi cuidar “do lojinha” e o resultado só podia ser este. Se o foco ficou em Porto Alegre, reencontraremos na quinta-feira. Tempo para quem está desanimado, seja com o que aconteceu sábado ou com o que aconteceu ontem, se reanimar. Será de novo o time em campo e a torcida na arquibancada, pois o Grêmio é o líder do campeonato faltando oito rodadas. Ontem, quem conseguiu alcançar a quinta posição fez até carnaval.

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Jornada excêntrica

Qui, 09/10/08
por cristian bonatto |

Os Gremistas mais otimistas esperavam voltar à liderança na próxima rodada, já os mais realistas já se contentavam em alcançar este objetivo na seguinte. Enquanto isso os pessimistas contrariam até a matemática e ainda pensam em rebaixamento. O que ninguém esperava era que o poder seria recuperado tão rapidamente, no melhor estilo golpe e contragolpe de estado em algum país da América latina dos anos oitenta.

Aliás, tudo aconteceu em um jogo que pode ser definido como qualquer coisa, menos previsível. O único vislumbre possível, o primeiro gol de Morales com a camisa tricolor, aconteceu logo há três minutos. Depois, tudo se tornou um festival do insólito até o último minuto. Tanto o Grêmio poderia ter goleado, como o Santos poderia ter cometido o crime.

O mais provável era Douglas Costa ter uma certa retração natural após a estréia contra o Botafogo, até se percebeu isso no primeiro tempo, mas o provável não estava lá. Douglas voltou do intervalo justificando o ingresso ou a mensalidade do mês de quem estava lá. Um gênio (fico por aqui nos adjetivos para não contribuir no estrago do guri), de 18 anos que comandou o meio de campo 100% prata da casa onde Rafael e Magrão já parecem veteranos.

O que contribuiu muito para esta jornada Stephen King da noite de ontem foi a dissonância da zaga em relação ao restante do time. Era visível desentrosamento entre Thiego e Jean. Cada subida de Rever para o ataque era acompanhada do temor do contra-ataque santista com os dois cuidando da casa.

A arbitragem como não podia deixar de ser, também deu sua parcela de emoção ao jogo. Tenta-se, mas é um esforço cada vez maior não falar dela em qualquer resenha deste campeonato. A que ponto chegamos: desta vez podemos comemorar o fato dela ter errado democraticamente. Cada um com seus problemas e reivindicando seu próprio pênalti não marcado. Bonito isso. Excêntrico também.

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Candidato de chegada

Seg, 06/10/08
por cristian bonatto |

grexbota_dcosta1.jpgMais de uma centena de comentários por aprovar e uma ressaca. Rescaldos de um fim de semana de festa no Olímpico, festa de aniversário e festa do meu candidato em Sapucaia. Uma justificativa pelo sumiço, acompanhada de uma deixa para uma analogia cretina: Se Celso Roth fosse candidato, poderíamos chamar sua atuação de sábado de eleitoreira. Promoveu todas as mudanças imediatistas que o povo pediu e propôs outras, além daquelas que a necessidade impunha.

Se era pão, circo, Morales e Mattione que o povo pedia, Roth lhes deu. Mesmo que não tenham rendido efetivamente muito mais que Paulo Sérgio e Marcel, o Grêmio só ganhou com a mudança. Primeiro pela necessária “alguma mexida” nestes setores. Segundo por que os substitutos tinham mais crédito e paciência da torcida para produzir praticamente a mesma coisa, já que são xodós reivindicados pela torcida. E se fosse PS e Marcel que tivessem perdido aqueles gols? Aí que me refiro.

A gente não quer só comida, a gente quer comida diversão e arte. Para isso, agora temos Douglas Costa, que tanto já ouvimos falar e que tanto iremos falar de agora em diante (pelo menos até as próximas janelas). Com a idade de ter votado pela primeira vez no fim de semana, entrou pela cota de necessidade imposta antes mesmo das primeiras manifestações “Douglas Já”. Se a situação era uma fogueira, o guri foi a gasolina. Teve personalidade, coragem e estrela na estréia. Até o gol na estréia foi um detalhe perto da qualidade de passe e inteligência. Quase ofuscou outro monstro em campo: Rever, mas a atuação deste, já deixou de ser novidade.

Mas nem Roth, nem Douglas, nem Rever. A melhor atuação no sábado voltou a ser da torcida. Esta que não tem adversária no país e mostra para quem quer e para quem não quer saber, que quantidade não é qualidade. Por isso que as outras são todas torcidas de escanteio. Já a pior atuação, não podia deixar de ser a da arbitragem e temos que ser coerentes na vitória e na derrota. Desta vez passamos por cima de um gol em impedimento do Botafogo e de mais um pênalti não marcado, o que valorizou ainda mais a vitória.

Para quarta, Douglas adia a dor de cabeça do Roth e segue no time pela ausência do Tcheco. O Olímpico voltará a pulsar, é só o tempo de recuperar a voz. Tu é sócio ou dúvida?

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Desafio do casco duro

Qua, 01/10/08
por cristian bonatto |

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Dois lances idênticos de dois times com a mesma pontuação no topo da tabela. A mesma forma inédita de denúncia pela TV. O mesmo tribunal. O mesmo peso mas duas medidas diferentes. Este fato não mostra que seja necessariamente o Palmeiras o beneficiado do campeonato. Nem é tão claro por enquanto que exista este beneficiado, mas fica evidente que há sim, um prejudicado, no mínimo pela incoerência do STJD e das arbitragens.

Talvez pelo casco grosso de tanta pancada como esta ao longo da história já há um certo conformismo por parte da própria torcida do Grêmio. Estes pregam que é preciso fechar os olhos para estas coisas e passar por cima delas. Concordo inteiramente com a segunda parte. Mas fechar os olhos não faz nosso tipo. 2005 pode até se repetir, mas não será aceito e legitimado com a mesma passividade dos prejudicados daquele ano.

Sonhos já conquistamos todos, precisamos de desafios. Este campeonato começa a se tornar mais do que uma classificatória a Libertadores. É uma questão de honra.
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“Andam falando por aí, de boca em boca

Que a nossa fibra e nossa raça esmoreceu
Que andam pisando em nosso pala
Quem consente é certamente porque a fibra já perdeu.

Luiz Marenco (Comp. José Atanásio Borges Pinto, Cenair Maicá, Chaloy Jara)
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Com quatro gols contra

Seg, 29/09/08
por cristian bonatto |

O Gol contra do Roth – Proibiu o Grêmio de reagir no segundo tempo, numa total falta de sangue nos olhos com o que estava acontecendo, retirou um atacante para colocar mais um volante como se estivesse ganhando e trocou seis por meia dúzia com Souza no lugar do PS. Sua teimosia tem saldo pelas 12 vitórias do primeiro turno, no segundo, o que mais venceu foi o prazo de validade da mesmice. Desde que o Grêmio assumiu a liderança que o próprio Roth alertava que o Grêmio seria estudado, mesmo assim nada mudou, nenhuma jogada nova surge nos treinamentos e não há mais nenhum elemento surpresa.

O Gol contra do DM - Basta ser cliente do SUS para saber que se um paciente ganha alta e tem um ataque cardíaco na calçada do hospital, a culpa é do médico. Por pressão interna ou erro de diagnóstico, Pereira foi pro jogo e não suportou 10 minutos. Além de desestabilizar a equipe queimou-se uma substituição do Roth. Se o técnico saberia o que fazer com ela mais tarde ou não, é outra história.

O Gol contra do Presidente – Não saiu do MSN de um gurizão empolgado com seu primeiro GRE-nal. Saiu da boca do calejado e experiente presidente do Grêmio. Talvez atucanado com tanta eleição a sua volta, Odone decidiu que velhos chavões servem para qualquer momento e contexto. Com uma frase curta, pretensamente irreverente mas que ninguém achou graça, Odone conseguiu não só vender jornal e motivar o adversário, mas também tornar nossa segunda-feira ainda pior que o domingo.

O Gol contra do Roman – Os próprios erros do Grêmio e a atuação perfeita do adversário legitimam o resultado mas não livram a cara do árbitro. Passou quase desapercebida sua péssima e previsível atuação. Por, no mínimo, falta de culhão, expulsou agressor e agredido no lance envolvendo Tcheco e Edinho deixando o adversário com dois a mais em campo. Também demonstrou entrosamento incrível com o ataque do inter no lance decisivo da partida, o segundo gol. Fechou sonegando do Grêmio o segundo pênalti passível de expulsão em dois jogos seguidos.

O Gol Pró-Grêmio– Veio justamente de onde não se poderia esperar o contrário. A torcida fez sua parte incentivando o lado certo desde a véspera, com quase 10 mil pessoas no treino. Os 2800 que conseguiram ingresso demonstraram a indignação que não se viu em campo com alento na boa e na ruim, em gols contra ou a favor.

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Hoje mais totalitário que nunca.


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