2005, o ano que não acabou.

STJD + Forças ocultas Vs. Grêmio
Alguém AINDA duvida?
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Revolta. Só o que tenho para dizer por hoje.
Amanhã, se o chá de boldo fizer efeito, eu volto.

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Revolta. Só o que tenho para dizer por hoje.
Amanhã, se o chá de boldo fizer efeito, eu volto.
Escolha uma pessoa qualquer, não precisa entender de futebol e nem de legislação esportiva, basta noções bem básicas de lógica e física. Pode ser a tia do cafezinho se estiver no trabalho, seu irmão mais novo se estiver em casa ou interrompa a menina montando um BuddyPoke na cabine ao lado, no caso de uma Lan House. Mostre a foto acima e explique seu contexto: Trata-se da imagem de um lance de disputa de bola já punido com expulsão a dos envolvidos, mas mesmo assim foi a julgamento por uma espécie de tribunal amador que julga futebol profissional.
Pergunte a esta pessoa, quem ela puniria neste lance :
Se a resposta for:
a) Jogador de vermelho:
Parabenize a pessoa e escute com paciência o xingamento por tê-la interrompido para uma pergunta tão idiota.
b) Ambos (Pois o jogador de azul está atingindo o joelho do jogador de vermelho):
Dê nota 10 em parcialidade e zero em física.
c) ou d) Jogador de azul ou a bola:
Reprove-a, mas sem esquecer de confortá-la dizendo que está apta a atuar no STJD.
Não Acredita nisso? Acha paranóia? É ingênuo? Pois aconteceu. E o pior: já era esperado.
Este campeonato está ficando cada vez mais interessante de ganharmos.
Teu comentário não foi publicado? Saiba porquê.Agora está explícito, nem há mais o charme de chamarmos de forças ocultas. Bons tempos aqueles em que tudo era feito por baixo do pano, tramado em uma mesa de pôquer com pouca luz e muita fumaça. Até isso o futebol perdeu. Entrou, literalmente em campo, a figura do Procurador-de-piolho-em-cabeça-de-cobra do STJD, que não tem a mínima manha de deixar as coisas sob suspeita, pelo contrário, faz questão de deixar bem evidente quem é seu inimigo. Machiavel saiu de moda e tiraram nosso direito de sermos paranóicos.
Discrição é para os fracos, o assumido maior adversário do Grêmio neste campeonato, além dele próprio, é Paulo Schmitt, que bate no peito e chama na chincha: “Gremistas, eu serei seu pior pesadelo! Há há há há háaa!”. Como seria bom para nós, poder se preocupar apenas com a S.E. Traffic, com o Cruzeiro ou São Paulo, como se estes já não fossem adversários suficientemente difíceis e o nosso time regular o bastante.
Não que haja necessariamente algum beneficiário direto com isso. Quem mencionou a expressão “esquema traffic” não foi este blogueiro e nem outro Gremista, foi um palmeirense aqui nos comentários, explicando a parceria e os interesses de vários investidores no sucesso daquele time. O papel dos outros clubes, na verdade, é fazer a parte deles e ficar de olho no sucesso da operação gremiofobia para disputar a tapa o benefício indireto.
Poderiam ser instaladas arquibancadas e cobrado ingresso no STJD com tantos interessados nas próximas atrações do “Schmitt Show” que incluem agora: Léo, pelo mesmo ato inocentado de Diego Souza e Morales por ter cometido uma falta que parece um cafuné se comparada a sarrafada dupla que o Soares recebeu do Eller contra o Santos. Só que o mais tragicômico foi reservado ao melhor jogador do Grêmio no campeonato. Rever foi indiciado por empurra-empurra dentro da área com Carlos Alberto.
Também não deixe os butiás caírem do bolso se o Grêmio perder mando de campo pelo despreparo do Beira-Rio para receber clássicos e da BM para lidar com pessoas. Ou quem sabe por ter cumprido a lei de identificar e encaminhar para indiciamento o ananá que jogou uma bombinha no campo e ainda tomou uns merecidos croques da torcida.
Depois neguinho vem me perguntar se eu vi o que o Milton Quem falou do Grêmio no dia tal e no programa tal. Tem que ter muito tempo sobrando ou uma TV de um só canal para assistir um programa apontado como líder de baixaria pela Comissão de Direitos Humanos. Eu estou mais preocupado é com o direito de ser paranóico que me tiraram.
Teu comentário não foi publicado? Saiba porquê.Os Gremistas mais otimistas esperavam voltar à liderança na próxima rodada, já os mais realistas já se contentavam em alcançar este objetivo na seguinte. Enquanto isso os pessimistas contrariam até a matemática e ainda pensam em rebaixamento. O que ninguém esperava era que o poder seria recuperado tão rapidamente, no melhor estilo golpe e contragolpe de estado em algum país da América latina dos anos oitenta.
Aliás, tudo aconteceu em um jogo que pode ser definido como qualquer coisa, menos previsível. O único vislumbre possível, o primeiro gol de Morales com a camisa tricolor, aconteceu logo há três minutos. Depois, tudo se tornou um festival do insólito até o último minuto. Tanto o Grêmio poderia ter goleado, como o Santos poderia ter cometido o crime.
O mais provável era Douglas Costa ter uma certa retração natural após a estréia contra o Botafogo, até se percebeu isso no primeiro tempo, mas o provável não estava lá. Douglas voltou do intervalo justificando o ingresso ou a mensalidade do mês de quem estava lá. Um gênio (fico por aqui nos adjetivos para não contribuir no estrago do guri), de 18 anos que comandou o meio de campo 100% prata da casa onde Rafael e Magrão já parecem veteranos.
O que contribuiu muito para esta jornada Stephen King da noite de ontem foi a dissonância da zaga em relação ao restante do time. Era visível desentrosamento entre Thiego e Jean. Cada subida de Rever para o ataque era acompanhada do temor do contra-ataque santista com os dois cuidando da casa.
A arbitragem como não podia deixar de ser, também deu sua parcela de emoção ao jogo. Tenta-se, mas é um esforço cada vez maior não falar dela em qualquer resenha deste campeonato. A que ponto chegamos: desta vez podemos comemorar o fato dela ter errado democraticamente. Cada um com seus problemas e reivindicando seu próprio pênalti não marcado. Bonito isso. Excêntrico também.
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Mais de uma centena de comentários por aprovar e uma ressaca. Rescaldos de um fim de semana de festa no Olímpico, festa de aniversário e festa do meu candidato em Sapucaia. Uma justificativa pelo sumiço, acompanhada de uma deixa para uma analogia cretina: Se Celso Roth fosse candidato, poderíamos chamar sua atuação de sábado de eleitoreira. Promoveu todas as mudanças imediatistas que o povo pediu e propôs outras, além daquelas que a necessidade impunha.
Se era pão, circo, Morales e Mattione que o povo pedia, Roth lhes deu. Mesmo que não tenham rendido efetivamente muito mais que Paulo Sérgio e Marcel, o Grêmio só ganhou com a mudança. Primeiro pela necessária “alguma mexida” nestes setores. Segundo por que os substitutos tinham mais crédito e paciência da torcida para produzir praticamente a mesma coisa, já que são xodós reivindicados pela torcida. E se fosse PS e Marcel que tivessem perdido aqueles gols? Aí que me refiro.
A gente não quer só comida, a gente quer comida diversão e arte. Para isso, agora temos Douglas Costa, que tanto já ouvimos falar e que tanto iremos falar de agora em diante (pelo menos até as próximas janelas). Com a idade de ter votado pela primeira vez no fim de semana, entrou pela cota de necessidade imposta antes mesmo das primeiras manifestações “Douglas Já”. Se a situação era uma fogueira, o guri foi a gasolina. Teve personalidade, coragem e estrela na estréia. Até o gol na estréia foi um detalhe perto da qualidade de passe e inteligência. Quase ofuscou outro monstro em campo: Rever, mas a atuação deste, já deixou de ser novidade.
Mas nem Roth, nem Douglas, nem Rever. A melhor atuação no sábado voltou a ser da torcida. Esta que não tem adversária no país e mostra para quem quer e para quem não quer saber, que quantidade não é qualidade. Por isso que as outras são todas torcidas de escanteio. Já a pior atuação, não podia deixar de ser a da arbitragem e temos que ser coerentes na vitória e na derrota. Desta vez passamos por cima de um gol em impedimento do Botafogo e de mais um pênalti não marcado, o que valorizou ainda mais a vitória.
Para quarta, Douglas adia a dor de cabeça do Roth e segue no time pela ausência do Tcheco. O Olímpico voltará a pulsar, é só o tempo de recuperar a voz. Tu é sócio ou dúvida?
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2. O Grêmio precisa de ti.
3. O Grêmio precisa de ti.
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4. O Grêmio precisa de ti.
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5. O Grêmio precisa de ti.
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6. O Grêmio precisa de ti.
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7. O Grêmio precisa de ti.
8. O Grêmio precisa de ti.
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9. As estréias de Morales e Douglas.
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10. O Grêmio precisa de ti.
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Mas se não for para ficar sem voz, nem vá.
Dois lances idênticos de dois times com a mesma pontuação no topo da tabela. A mesma forma inédita de denúncia pela TV. O mesmo tribunal. O mesmo peso mas duas medidas diferentes. Este fato não mostra que seja necessariamente o Palmeiras o beneficiado do campeonato. Nem é tão claro por enquanto que exista este beneficiado, mas fica evidente que há sim, um prejudicado, no mínimo pela incoerência do STJD e das arbitragens.
Talvez pelo casco grosso de tanta pancada como esta ao longo da história já há um certo conformismo por parte da própria torcida do Grêmio. Estes pregam que é preciso fechar os olhos para estas coisas e passar por cima delas. Concordo inteiramente com a segunda parte. Mas fechar os olhos não faz nosso tipo. 2005 pode até se repetir, mas não será aceito e legitimado com a mesma passividade dos prejudicados daquele ano.
Sonhos já conquistamos todos, precisamos de desafios. Este campeonato começa a se tornar mais do que uma classificatória a Libertadores. É uma questão de honra.
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“Andam falando por aí, de boca em boca
Que a nossa fibra e nossa raça esmoreceu
Que andam pisando em nosso pala
Quem consente é certamente porque a fibra já perdeu.“