Formulário de Busca

Nunca foi assim e nunca será

Dom, 14/09/08
por cristian bonatto |

Havia algo de muito estranho nesta campanha do Grêmio no Campeonato Brasileiro. Nunca foi a marca do Grêmio liderar um campeonato longo de pontos corridos por tantas rodadas. Ter cinco ou seis pontos de vantagem para os segundos colocados era ainda mais surreal. Faça-se um pequeno exercício de regressão, ao dia 4 de maio, local: Ivoti e tente imaginar que estamos falando do mesmo time. O que mudou então?

Jogadores e comissão técnica baixaram a cabeça foram fazer a parte deles. O comportamento e o discurso são os mesmos de maio. Sem olhar a tabela, sem prospecções e sem olhar além do próximo adversário. Os fatores e méritos que levaram o Grêmio a liderança estão todos dentro do vestiário. Já os perigos e armadilhas que começaram a surgir, todos fora dele:

Dentro de campo, o Grêmio virou alvo e não está acostumado a isso, um X marcado nas costas nunca combinou com a camisa tricolor. Em pontos corridos ainda está em processo de aprendizagem enquanto é o objeto de estudo de 19 adversários que assistem, assistem de novo e dão mais uma olhada nos tapes dos jogos do Grêmio. Eureca! A fórmula foi descoberta, as características de cada jogador mapeadas e os dados repassados pelas agências de inteligência.

Fora de campo, os mesmos que profetizaram o rebaixamento viram o Grêmio golear fora de casa e já começaram a reservar lugares nos bares da Goethe. O “Fora Roth” foi substituído nas paradas de sucesso do Olímpico por “O Grêmio vai sair campeão”, quando o momento não era nenhum e nem outro, e sim, dos bons e velhos “Vamos Vamos”. Jogo perdido em casa é jogo perdido também pela torcida. A queda de rendimento também acontece à medida que a arquibancada se divide entre o apoio de alguns ao grupo e a histeria de outros contra individualidades.

As forças ocultas começaram a agir. Enquanto o Grêmio era visto como cavalo paraguaio, nenhum problema. Até que as manguinhas do sobrenatural precisaram ser colocadas de fora. As manchetes sobre o Grêmio parecem seguir um manual guardado para sempre que o Grêmio representar algum perigo. A escala de arbitragem também começa a ficar estranha. O que um árbitro com tanta inexperiência fazia apitando uma decisão como a de domingo, sob a alegação de “renovação do quadro”? Que renovem o Quadro em Ipatinga x Atlético Paranaense. “Desse jeito vão renovar é a liderança” bem comentou um repórter da Gaúcha.

Junte-se um pouco de cada um desses ingredientes e acrescente uma boa dose de azar e uma atuação eficiente de um adversário sempre complicado para o Grêmio e teremos a derrota de sábado. Em casa, de virada, consagrando Harlei, levando um gol olímpico e outro com uma cotovelada na origem do lance mais pênalti não marcado em Soares, além da afobação. Ao contrário da retórica, esse é um jogo para não ser esquecido. Tudo que podia ter dado errado, deu errado. Que sirva então para alguma coisa. Retomar o foco e a consciência da situação dentro de campo e nas arquibancadas, sem esquecer que há muito com o que se preocupar também fora deles.

Precisando de uma boa notícia? Pois bem, tudo isso leva a constatação de que só agora o campeonato fica com a cara do Grêmio. Ou alguém achou que seríamos campeões de algo com oito pontos de diferença, arbitragem apenas arbitrando e a torcida usando o gogó só para cantar pingos de amor? Nunca foi assim e nem nunca será.

Teu comentário não foi publicado? Saiba porquê.

O Grêmio Farroupilha

Sex, 12/09/08
por cristian bonatto |

2099621422_3e8db4da6e_o.jpgSe somos assim não é por acaso. Busque na história, justifique-se em retóricas, mas está nos astros a resposta para as características do Grêmio. Foi no mesmo setembro em que 68 anos depois o Grêmio seria fundado, que os rebeldes chegaram a Porto Alegre para correr o presidente da província. A tropa revolucionária chegou por onde? Nenhuma surpresa na coincidência: Ponte da Azenha.

Também não é por acaso as palavras batalha e superação teimarem em aparecer tanto no dicionário gremista. Foi com elas marcadas em negrito que foram escritas as principais páginas de nossa história. Seja lutando literalmente para sair vivo de La Plata para conquistar a primeira Libertadores ou para transformar uma data que deveria ser esquecida em um motivo de orgulho, num feito histórico que o mundo só acreditou quando soube que era o Grêmio o protagonista.

Por essas identificações, não só de datas, mas também de ideais, que o 15 e o 20 de setembro se confundem nas comemorações tricolores. Involuntária e inevitavelmente o aniversário do Grêmio faz parte da Semana Farroupilha e sua torcida comemora pilchada, uma coisa só. Nada mais conseqüente e tardio o fato do Grêmio ser o primeiro clube a inaugurar um Galpão no Parque da Harmonia.

Também é tradição este sentimento sair do acampamento, pegar a Aureliano, sair na Érico e tomar conta das arquibancadas do Olímpico, geralmente com chuva. O histórico dos jogos do Grêmio neste período mostra a conseqüência disto. O adversário pode ser o Inter (1×0) como no ano passado ou Botafogo e Ponte Preta (4×0) no retrasado.

Neste clima que o Grêmio busca contra o Goiás uma vitória que, dependendo do resultado de Cruzeiro x Palmeiras, pode no mínimo eliminar um dos adversários diretos ou quem sabe manter os dois na briga, mas com 8 pontos de distância. O fim de semana do Gremista, seja ele peão de estância ou de apartamento (como este que vos escreve) começa no CTG Tricolor dos Pampas, segue para o Olímpico e volta ao Harmonia para os 105 anos do Imortal. Sempre pisando no barro, claro.

Tricolor lomba acima

Ter, 09/09/08
por cristian bonatto |
categoria Gremismo

jipetricolor.jpg“Acompanho sempre os comentários do blog e para ajudar um pouco estou lhe enviando duas fotos de um Jipe de um casal de tricolores da cidade de Toledo - PR.
Gostaria que você publicasse as fotos no blog, afinal é uma demonstração de amor ao clube. Um grande abraço e se Deus quiser seremos campeões Brasileiros.”
Jonas Pereira

Depois do Kombão da borrachada de Farroupilha é a vez do Jeep do casal de Toledo (se identifiquem por favor para receber os créditos). Nada melhor para simbolizar o momento do Grêmio nestas últimas 14 rodadas. Até a pé nós iremos, mas lomba acima, tração nas quatro ajuda.

Atualizando: Darci Kist, na verdade filho do Dono desta preciosidade, explica por e-mail que o Jeep é um sonho que levou um ano para ser concretizado. O próximo é dar uma banda com o Jipão dentro do Olímpico. Vou mais além: proponho um racha na pista atlética entre O Jeep, a Kombi e o Paulo Sérgio.

Cumprimentos ao casal tricolor V8, Darci e Neli.

Um ponto a mais e uma troca justa

Ter, 09/09/08
por cristian bonatto |
categoria Correspondentes

correspondentes1.jpgannie1201.jpgNão foi dessa vez que o Grêmio quebrou a série de jogos sem vitória em terras cariocas. Mas, pelo menos, não perdemos. Como sempre, há alarmistas tentando jogar água fria na fervura do nosso mate, dizendo que o Grêmio não tem mais o mesmo rendimento do primeiro turno do Campeonato. Mas ao contrário do que alguns podem pensar, a sorte favorece sim a quem trabalha e os concorrentes diretos também têm passado por maus bocados. O próprio São Paulo, que leva alguns campeonatos de pontos corridos no bolso, já tropeçou e contou com a sorte diversas vezes; o que não entendo é porque isso é tão comentado quando a bola da vez é o Grêmio.

Menos filosofia e mais Rio de Janeiro. Este foi um jogo especial para mim e para muitos gremistas que vivem aqui. Fui do aeroporto, chegando de férias, direto para o campo. Chegamos ao Maracanã cantando, fardados, abraçando os torcedores adversários e expressando livremente o amor pelo nosso time e a admiração pelo deles. Que maravilhosa sensação de liberdade de expressão! E, pelo visto, mais gremistas sentiram o mesmo; a parte do Estádio destinada à nossa torcida estava tão cheia, que tivemos que pedir à Polícia autorização para ocuparmos mais espaço. É o IMORTAL copando o Rio de Janeiro!

p1010855.jpg

Em campo vimos um jogo feio, principalmente no primeiro tempo. Ao que parece, a sombra de 1,96m Morales não fez bem a Marcel, já que ele não jogou tudo o que sabe. Enquanto isso, Souza parece não ser mais o jogador versátil de outrora. No entanto, uma grata surpresa chamada Orteman entrou em campo e mostrou a que veio. Surpresa para mim que nunca acompanhei de perto seu trabalho. Já havia lido sobre o jogador, mas vê-lo em campo tão de perto é totalmente diferente. É realmente confortante saber que o Grêmio tem um elenco competitivo, já que não se ganha um Campeonato só com 11 jogadores.

Na arquibancada, festa Tricolor. Muitas famílias, crianças, mulheres grávidas e a banda mostrando porque a torcida do Grêmio é a melhor do País. Apenas sentimos falta de sermos devidamente cumprimentados pelos jogadores ao final da partida, como é de praxe em jogos longe do Monumental.

E a tal troca justa? Faço minhas as palavras de um grande amigo que conheci no Rio e hoje vive em Porto Alegre: “se for para ganhar o campeonato, o Grêmio pode perder todas as partidas que jogar no Rio.” Triste para mim que vou a campo com este tipo de sensação, mas troco, troco dez vezes se preciso for, para fazer a festa do Campeonato tomando um banho de mar na terra dos cariocas.

Annie Fim é Gremista e administradora de empresas. Mora e trabalha no Rio de Janeiro.

Foto: Carolina Santos
“Correspondentes do Gremismo” é uma seção exclusiva do Blog do Torcedor do Grêmio, destinada a relatar, pelas palavras de Gremistas residentes em diferentes estados, a atuação do Grêmio e sua torcida nas peleias do Campeonato Brasileiro como visitante. As palavras expostas neste espaço podem ou não, expressar a opinião do blogueiro.

Teu comentário não foi publicado?
Saiba porquê.

20 minutos, Orteman e um ponto.

Dom, 07/09/08
por cristian bonatto |
categoria Sem Categoria

Foram as três coisas boas que o torcedor do Grêmio pode comemorar da última (ainda bem) passagem do Grêmio pelo Rio. Muito pouco para o torcedor que criou, mais uma vez, a expectativa de abrir oito pontos de tranqüilidade. Não é motivo para nenhuma histeria já que esta vantagem pode ser atingida em casa no próximo sábado contra o Goiás.

20 minutos de agora vai – Aconteceram a partir da entrada de Soares, Orteman e André no lugar de Marcel, Souza e Magrão. Da mesma forma que “o Grêmio não era aquilo” como bem definiu Roth, Souza também não é. Foi a segunda improvisação dele que não deu certo. Não se discute sua qualidade, mas é de se pensar o quanto é realmente necessário transformá-lo em um Bombril. Soares e André conseguiram promover alguma correria no ataque nestes 20 minutos finais que o Grêmio pressionou, mas travaram na finalização.

Thunderstruck Orteman – Nestes primeiros 20 minutos que teve entre os titulares, o fã de AC/DC mostrou que desarma bem e arma melhor ainda, sempre com agilidade. Não sabe ser burocrático, deu para perceber que uma vez na fogueira, prefere partir para cima dos marcadores do que recuar a jogada. Vale a espera de vê-lo iniciando uma partida, o que pode acontecer na próxima rodada, já que Souza e Magrão serão avaliados no DM.

Um ponto – Ganho, não dois perdidos. Empatar ou perder fora de casa em pontos corridos não faz muita diferença estratégica no planejamento, mas exclusivamente nesta rodada fez. Se o Grêmio caiu de produção em relação ao primeiro turno, nenhum outro adversário direto está fazendo diferente. Um mínimo de aumento de gordura nessas circunstâncias faz muita diferença. A chance de aumentar esta gordura é na próxima rodada. O jogo mais importante do ano para o Grêmio, contra o Goiás.

O porquê dessas milongas

Sáb, 06/09/08
por cristian bonatto |

“Então vai morar na Argentina”. Foi a resposta do goleiro da sele-nike-traffic à crítica feita pelo presidente Lula, de que os jogadores desta seleção não fazem como os argentinos, que ao perderem a bola partem imediatamente para a recuperação dela. Com essa frase, Julio César não apenas reconheceu firma da crítica feita, como entregou nas entrelinhas o que o pessoal do eixo quer realmente quer dizer quando chamam os Gremistas de argentinos. A lógica é simples: quem gosta de ver seu time jogando com empenho, raça e força e negando a faceirice e o descomprometimento do futebol arte, logo, é argentino.

Parabéns Flipper! Chegamos a um certo consenso. Claro que esta proximidade não é exclusividade do futebol. Tem origens não só geográficas como também históricas e culturais. Só que esta parte a literatura escolar nunca fez muita questão de ensinar. Assim como os nordestinos em São Paulo, todo gaúcho riograndense conhece um “gáucho” uruguaio ou argentino estudando, importando cerveja ou fazendo os melhores pastéis da Rua da República. Que razão teríamos para comprar essa briga em nome do ranço brasileiro? Culpem o Tratado de Tordesilhas.

Nosso gosto pelo futebol peleado, o pioneirismo na cultura de contratação de castelhanos (zagueiro bom é zagueiro uruguaio), as avalanches, o alento nos 90 minutos e os cânticos intermináveis são apenas conseqüências. Assim como o Porquê Dessas Milongas, cantadas por Leonel Gómez: “Se as fronteiras nos separam, com bandeiras e aduanas; hay un toque de guitarra que há muito nos hermana; porque não é a guitarra portuguesa ou castelhana (…) Pois apesar dos idiomas; há uma só voz que ressona; e a pampa que nos hermana é o porquê dessas milongas.”

Enfim, mesmo sem saber, Lula é um Gremista na teoria mas corintiano na prática (da mesma forma que é socialista na teoria e social-democrata na prática). Os gremistas são brasileiros na teoria e castelhanos na prática e o Julio César, um ananá na teoria e na prática. Se novamente fui além do tema futebol, de novo não fui eu que comecei. Além do mais, já é clima de Semana Farroupilha. Me dêem esse desconto.

Teu comentário não foi publicado? Saiba porquê.

Deixe que falem, que pensem, que digam.

Sex, 05/09/08
por cristian bonatto |

É vendo o comportamento dos outros que a gente percebe porque o Grêmio é o líder do campeonato com cinco jardas de vantagem. Boca fechada, trabalho e foco total sempre e apenas no próximo jogo é a receita que vem dando certo. Por mais que a imprensa cutuque, afinal vive disso, projeções, números e resultados paralelos são assuntos proibidos no Olímpico. Pode até não agradar o repórter que chega na redação sem uma frase boa para entregar ao editor, mas antes um problema para ele do que para o Roth.

Um tiro no pé de boleiros e técnicos que são chegados num microfone, o Luxemburgo é desses e o Diego Souza também. Passaram a semana falando do Grêmio, gerando manchetes e iludindo sua própria imprensa de que só havia esses dois times disputando o campeonato. O Sport era apenas mais um adversário antes da “final” do Palmeiras contra o Grêmio em seu estádio. Deu no que deu, 3 pontos perdidos em casa para a própria soberba ingênua e para um Sport de sangue doce no campeonato, treinando para a Libertadores.

Antes dos palmeirenses, Murici Ramalho, quando estava ainda em 4º já dizia que sua meta era o Grêmio, o tempo passou e agora está em 6º. Bastou o Botafogo crescer na tabela e já tinha jogador pensando no confronto contra o Grêmio, lembrando que tinham vencido o confronto do primeiro turno. Aqui na aldeia, lembro também do Kenny Braga projetando, na semana da chegada do D’Alessandro, um eminente atropelamento coletivo do inter sobre quem estivesse pela frente. Só faltou combinar com todo mundo.

Para o Grêmio a final é neste sábado contra o Fluminense. Da mesma forma como foi uma final o jogo contra o São Paulo na estréia. Seguimos em frente, dando passos do tamanho da perna e sempre aprendendo com os erros alheios.

Teu comentário não foi publicado? Saiba porquê.

A importância das sombras

Seg, 01/09/08
por cristian bonatto |

sombra.jpgPois o centroavante chegou. Apressado atravessando a porta janela quase fechando. Richard Morales que não quis saber do Flamengo se apresenta hoje ao Grêmio, mas já foi à cancha ontem mesmo para pegar o clima, que definiu como “impressionante”. Autor de 14 gols na temporada pelo Nacional, impressionante mesmo é o tamanho do negão. No mínimo, mete medo, falo isso com a experiência de quem tem cunhados nesse estilo “vai vendo”. Mas que se aquietem os mais imediatistas. O Morales vai ter que suar muito a camisa XXG para entrar no time. Será a primeira coisa que vai ouvir do Roth, mas já teve uma noção disto ontem. Sob a sombra que vinha das tribunas, o ataque funcionou.

Marcel para Soares: 1×0. Soares para Marcel: 2×1. Fazia tempo que não víamos uma vitória configurada com dois gols dos atacantes recebendo dos atacantes. Chorados, é verdade, não necessariamente tocados, mas empurrados para dentro: Golaço no dicionário tricolor. Foi o segundo gol de Soares desse jeito esta semana. Impressionante a fome com que ele abraçou as oportunidades que teve neste período. Tem mostrado entrega, indignação e um pouco de sorte. Com Perea na sua seleção, ganharia uma nova chance de ouro, mas pertence ao Fluminense, próximo adversário. Influenciado ou não pela sombra, foi o jogo do Marcel. Fez um partidaço e um gol que não fazia a seis jogos.

Se tem dor de à vista no ataque para o Roth, o meio de campo não deixa por menos. A mistura Tcheco com Souza pegou e não deu ressaca. Tcheco pareceu mais ágil e dinâmico jogando recuado e viu Souza fazer sua antiga função sem decréscimo de qualidade e com mais movimentação. E agora? Willian Magrão não saiu por opção técnica e nem haveria motivos para isso. Orteman ganhou a torcida entre os reservas no GRE-nal e também quer uma vaga. Vai ser uma semana interessante para quem tem costume de acompanhar os treinos.

A cada olhada no retrovisor vemos um e outro se distanciando, chegamos a abrir oito pontos no domingo, mas sempre tem alguém se revezando a cinco jardas. O tropeço mais importante foi do Botafogo, que vinha numa aceleração crescente. O Palmeiras é o adversário do momento e possivelmente será até o final. Um olho no porco outro na feijoada.

Teu comentário não foi publicado? Saiba porquê.

Formulário de Busca


2000-2009 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade