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O jogo de volta

Sex, 15/08/08
por cristian bonatto |

Grêmio e São Paulo é o duelo do ano para as duas equipes e o principal confronto do Brasileirão. Uma partida que está sendo encarada como uma final antecipada por muita gente, principalmente do lado paulista. E não é à toa:
a

silenciozero180px.gifTodos ao que interessa: Tanto o Grêmio como o São Paulo pouparam seus titulares na Sulamericana (e arrancaram empates fora de casa) visando este confronto pelo Brasileirão. Em meio á um período de jogos a cada três dias, esta folga proporcionou uma rara semana de descanso e foco para os titulares em campo. Haverá apenas um desfalque na partida, pelo lado são-paulino, por suspensão. Algo pouco provável no Brasileirão de dois ou três desfalques por time a cada rodada.

O Monstro vs. O Atirador: Promete ser briga de cachorro grande o duelo à parte entre Rogério Ceni e Victor. O melhor goleiro dos últimos dois Brasileiros contra o melhor desta edição. Um caracterizado pelo tino artilheiro e o outro pela frieza cirúrgica e competência em fazer aquilo que realmente se espera em um goleiro.

Mata-Mata: É um mata-mata implícito nos pontos corridos. No jogo de ida o Grêmio venceu fora de casa e conquistou a vantagem do empate para defender uma confortável vantagem de oito pontos para um adversário direto. Mas esse não será o pensamento de nenhum dos times. Uma derrota permitiria a perigosa aproximação do principal adversário a ser batido, assim como a vitória gremista praticamente o manda para fora da pista.

Armas apresentadas: Cada lado conta com um poder bélico inexistente no adversário. O São Paulo com seu poderio financeiro muito bem utilizado para se montar times eficientes, contra um Grêmio que vem sendo ainda mais eficiente gastando muito pouco. O verdadeiro poder bélico Gremista, no entanto virá do comportamento das arquibancadas, reconhecido pelos jogadores do São Paulo como adversário extra para o jogo de domingo, um poder de marcação que não sente desgaste nos 90 minutos.

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Com reservas, mas não menos copeiro.

Qui, 14/08/08
por cristian bonatto |
categoria Sem Categoria

postgrenal-leo.jpgEra na casa do adversário onde o clima era de festa, não havia entrosamento e o placar acabou se tornando adverso no início do segundo tempo. Dificuldades acima de dificuldades para o time reserva do Grêmio. Um desavisado poderia arriscar todas as fichas em uma eminente goleada do time local. Mas só se não fosse a camisa do Grêmio que estivesse do outro lado. Copeira por si só, indiferente da condição de quem a está vestindo. Com ela, adversidades como as de ontem se tornam gasolina no fogo.

Não foi só o empate e a conseqüente vantagem para o jogo no Olímpico que foi conquistada por Marcelo, Léo, Jean, Thiego, Makelele, Amaral, Rudinei, Souza, Hélder; André Luís, Reinaldo, Adílson e Soares no Beira-Rio. Conquistaram uma dor de cabeça ainda maior para Roth e se credenciam como sombras para o time titular. Afinal, depois de ontem, até que se prove o contrário, a conclusão mais lógica é de que os reservas do Grêmio não perdem em qualidade para os titulares de uma das maiores folhas de pagamento do Brasil.

Marcelo se mostrou um híbrido, não só fisionômico de Victor e Danrlei, era a frieza de um e a catimba do outro. O pré-corneteado Amaral fez dar a impressão que D’Alessandro não conseguiu ser inscrito na competição. Com a saída de Thiego, Amaral deixou, sem prejuízo algum, este trabalhinho para Adílson, que muitos nem lembravam que ainda estava no grupo. Souza se saiu bem na função de distribuidor em um time onde as características de posicionamento de cada companheiro era um mistério.

Pecado não ter entrado aquele voleio do Reinaldo de fora da área e a anulação do gol em um impedimento no mínimo estranho, que estaria sendo chorado até agora se fosse para o outro lado. Foi também uma oportunidade de ouro para Léo reencontrar sua bola de zagueiro experiente de 20 anos que estávamos acostumados. Era um GRE-nal que ele precisava. Único titular do time, reserva na capitania, fez sua parte e marcou seu segundo gol em três clássicos.

Na lista de prioridades, o bom resultado não estava no topo. Veio como uma conseqüência e um prêmio pelos reais objetivos cumpridos com excelência. Além de descansados, os titulares ficaram tranqüilos, no mesmo papel de torcedor, ao ver que estiveram bem representados. Com uma pulga atrás da orelha, é verdade.



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GRE-nal “Cada um no seu quadrado”

Ter, 12/08/08
por cristian bonatto |
categoria Sem Categoria

Clássico expõe enfoques e prioridades diferentes quanto a times em campo e o próprio valor da Copa Sul-americana.

Que saudades de quando as forças ocultas do futebol agiam com mais descrição. Como hoje, já sabíamos que o futebol não é decidido somente dentro de campo, com suor, sangue na testa, dribles, esquemas táticos e catimba. Mas também fora dele com poder político, tráfico de influência, patrocínios, direitos de imagem, e por aí vai. Só que pelo menos nos era respeitado o direito da auto-ilusão ou da ingenuidade induzida. Nesta quarta se inicia, com um GRE-nal, uma copa que por si só já desilude qualquer um quando este se lembra que ela ocupa no calendário, o lugar da antiga Supercopa dos Campeões da América.

A atual Copa Sul-americana não passa de uma degradação do calendário e da cultura do futebol do nosso continente. Como se isso já não desacoroçoasse o suficiente, ainda fizeram questão de não esconder seu verdadeiro propósito nesta edição. Poderiam ter pelo menos inventado um critério, por mais absurdo que fosse, para enfiar Boca e River na competição, todos gostam de enfrentá-los, mas o convite simplesmente por imposição da emissora latina que detém os direitos, tira o resto de credibilidade e valor que a competição teria, além de abrir um justo precedente para toda a espécie de teoria da conspiração, em todos os jogos, até o final.

O Grêmio construiu sua história enfrentando também essas forças ocultas. Venceu e perdeu batalhas em campo ou que já estavam escritas fora dele, mas nunca deixou de lutar e não será desta vez. Porém, há outras prioridades a prestigiar e iremos com um time reserva. O esmero no clássico que abre a competição, até valeria a pena em outro momento, se estivéssemos em décimo lugar no Brasileirão ou com uma necessidade de auto-afirmação no futebol internacional, mas não é o caso. Arriscar jogadores e deixar de poupar o time para um enfrentamento de seis pontos em um campeonato que leva à nossa obsessiva Libertadores, não vale a pena. Portanto, está acertada a decisão de poupar os titulares neste Gre-nal rebaixado à coadjuvante.

Além do justo descanso dos bravos para o importante jogo contra o São Paulo, o GRE-nal proporciona ao Grêmio a chance de algumas observações importantes em um teste de luxo. O adversário, sem as mesmas condições de priorizar qualquer coisa e necessitado como nunca de justificar seus milionários investimentos, vem com força máxima e toda a obrigação de vencer. Esses fatores acabam emprestando um pouco mais de interesse ao clássico. Além, é claro, do fato incondicional de ser um Gre-nal. Seja qual for a prioridade e o espírito de cada parte e a condição em que foi colocado.

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Tropeiros

Seg, 11/08/08
por cristian bonatto |
categoria Correspondentes

correspondentes.jpgdiogo.jpgTropeiro é a denominação dos valentes condutores de tropas durante o Brasil colônia. Tal qual faz o Grêmio, que leva uma tropa de seguidores aos estádios onde joga. O que vi neste sábado foi um Grêmio tropeiro, um clube capaz de conduzir ao Mineirão tropas de Gremistas do Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Distrito Federal e, claro, de Belo Horizonte e interior de Minas. Tropeiro é também o nome de um prato típico da culinária mineira e característica marcante do Mineirão, servido em pratos de isopor ou alumínio nas várias barracas fora do estádio e nos bares dentro dele.

Apreciei mais uma vez essa combinação de feijão tropeiro, arroz, couve, ovo, torresmo e carne antes de entrar no estádio, pois lá dentro a fila seria grande. A dona da barraca e seu filho, ambos cruzeirenses, dizem que vão torcer pelo Atlético e lamentam a proibição da venda de cerveja em dia de jogo. Eu também lamento. Em torno do estádio, Gremistas e atleticanos circulam tranqüilamente em clima de respeito e amizade. Lá dentro, a expectativa de que a nação tricolor viria para copar é confirmada. Estão aqui Gremistas mineiros e Gremistas gaúchos espraiados nas Gerais. Gremistas que têm poucas ocasiões de ver seu time de perto.mineirao.jpg

É uma pena que sinalizadores, papéis e bandeiras com mastro sejam proibidos por aqui. Já que ainda não nos proibiram de cantar, cantamos. O alento ao som da banda começa antes da bola rolar e segue constante até o fim da partida, com breve pausa no intervalo, quando se formam filas em busca de tropeiro nos dois bares à nossa disposição. O anel superior, tomado pela torcida do Atlético – que retornou depois de três jogos de quase total ausência – vai se esvaziando no segundo tempo a cada gol tricolor. No nosso setor, localizado no anel inferior e próximo às cabines de transmissão e ao gol da cidade, a festa é contagiante. A vontade é que o jogo não termine, que o Grêmio siga marcando gols, que continuemos alentando, cantando o hino e aclamando Victor.

Mas a festa chega ao seu final, o Grêmio conquista sua terceira vitória contra o Atlético no Mineirão e termina o primeiro turno na liderança. É hora das tropas tricolores deixarem o Gigante da Pampulha. E o deixam satisfeitas com os tropeiros. O rango e o Grêmio. Esse Grêmio copeiro e tropeiro.

Diogo Silveira, Mineiro e Gremista, tem 25 anos e é professor de francês.

“Correspondentes do Gremismo” é uma seção exclusiva do Blog do Torcedor do Grêmio, destinada a relatar, pelas palavras de Gremistas residentes em diferentes estados, a atuação do Grêmio e sua torcida nas peleias do Campeonato Brasileiro como visitante. As palavras expostas neste espaço podem ou não, expressar a opinião do blogueiro.

Sobrenatural

Dom, 10/08/08
por cristian bonatto |


Quando a gente pensa que o Grêmio do Roth já nos surpreendeu o bastante, vem a imortalidade novamente mostrar que “Grêmio” e “surpreender” são palavras que não se casam. Mas 4×0 nunca será um placar natural num confronto entre Grêmio x Atlético em qualquer lugar ou circunstância.  O que vimos ontem foi a consolidação do sobrenatural, a palavra que explica, não os fins, mas os meios desta liderança inédita do Grêmio ao fim do primeiro turno de um Brasileiro sem mata-mata.

Sobrenatural como Marcel sendo eleito o melhor em campo, não pelo papel de centroavante (até perdeu gol na cara), mas pela armação de jogadas. Sobrenatural como um goleiro do tamanho do Victor ter tanto reflexo como demonstrou mais uma vez. Sobrenatural como o trabalho do melhor setor defensivo ser responsável também pelo melhor ataque da competição. Induzindo á insistência em transpor o quase intransponível até provocar a impaciência e o inevitável erro, invertendo também a lógica de que a melhor defesa é o ataque.

Sobrenatural como a preparação física demonstrada pelo time em um campo enorme como o do Mineirão, três dias depois de parecer cansado em um jogo em casa. Sobrenatural como Reinaldo entrando no final da partida e marcando dois gols em sete minutos. Sobrenatural como ter Souza no banco de reservas, entrando no final das ultimas três partidas sempre com participação direta em gols.

Sobrenatural como os 72%, que é o recorde de aproveitamento de um clube ao final do primeiro turno na era dos pontos corridos do Brasileirão. “Sobrenatural nada” diria a camisa tricolor se tivesse boca. “Sou assim mesmo, ainda não aprendeu?”.

Meio caminho andado, ainda são 19 jogos para o time manter esta obediência tática e a determinação de um grupo operário. Um turno inteiro para a torcida continuar fazendo a sua parte, dentro e fora de casa, para aí sim gritar “É campeão”, com a mesma naturalidade de sempre.

Sustos e final feliz

Qui, 07/08/08
por cristian bonatto |


grexipa01.jpgHavia algo de maligno no ar quanto a este jogo com o Ipatinga. Um lanterna que tirara pontos importantes de candidatos ao título até mesmo fora de seus domínios, enfrentando um Grêmio em meio à euforia de seus torcedores em seu estádio. Até mesmo o gol do Perea aos quatro minutos contribuía para os argumentos de uma história policial de crime perfeito, onde obviamente todos culpariam o mordomo.

Ficção á parte, nunca a velha máxima do que importa são os três pontos foi tão conveniente para o Grêmio neste campeonato. Superamos este chato retardatário que ainda vai atrapalhar muito time da ponta da tabela este ano antes de voltar para a série B. Agradecemos á este importante gol do Perea, pois não será desta vez que nos alcançarão. Nem mesmo neste turno.

Ficou evidente na noite de ontem o cansaço de alguns jogadores. Aquele erro em bola com ela dominada do Pico ainda no primeiro tempo foi o retrato deste desgaste. Outros ainda viriam durante o jogo, complementados pelos passes errados e uma certa dificuldade da zaga em acompanhar algumas rápidas investidas de Adeilson e Kempes. Encarar um campeonato de pontos corridos como dezenove mata-matas realmente é a receita deste Grêmio, mas quem disse que seria fácil?

Bom que o gol tenha vindo cedo, depois dele foram 65 minutos onde o sistema defensivo do Grêmio parecia funcionar no piloto automático, com alguma eficiência mas sem impedir os sustos promovidos pelo Ipatinga em todo o primeiro tempo. Até os mineiros tiveram a chance de conhecer Victor e xingá-lo. Sobrava ao Grêmio os contra-ataques, mesmo com pouca perna para isso. A torcida pediu e Roth concordou. Só o gás de Souza e Makelele deu mais ânimo ao Grêmio, dando um toque extra de dignidade à vitória.

Rachão

Qua, 06/08/08
por cristian bonatto |
categoria Rachão


Semana traiçoeira (Jogo 1 de 2) - A tabela acabou reservando um verdadeiro teste pega-ratão para o líder do Campeonato Brasileiro neste final de turno. Dois jogos contra Mineiros, sendo um deles o lanterna da competição e o outro um gigante ferido. O jogo de hoje contra o Ipatinga é o mais perigoso e o de sábado, o mais difícil. Não é exatamente o Ipatinga o mais difícil adversário desta noite, mas sim a lógica. Por mais que os jogadores do Grêmio realmente estejam cientes do perigo do salto alto, ainda existe o subconsciente e sua vida própria. O horário do jogo (19h30min) combinado com a diminuição da taxa de desemprego no país tende a diminuir o público, ou no mínimo fazer com que o pessoal chegue em cima da hora, ainda com o crachá pendurado.

Time da Sudamericana – Vale o risco, mesmo que mínimo, de perder algum jogador neste Brasileiro para valorizar uma competição que não nos valoriza? A única dúvida quanto a isso é que há um GRE-nal na estréia, mas não foi o Grêmio que rebaixou o clásmio que rebaixou o cla competiçeste Brasileiro para valorizar uma Competiç altosico a uma preliminar. É uma competição organizada pela Conmebol, mas onde quem apita é a TV argentina que convida Boca e River e lhes dá privilégios maiores de quem conquistou a vaga na bola. Talvez não valha o risco nem de arriscar reservas. O time júnior está aí.

Controle remoto - A frase “Pra mim o Grêmio não se classifica nem para a Libertadores” dita ontem por um comentarista que teoricamente deveria estar comentando a série B, é justamente a melhor que pode ser ouvida por nós. Enquanto esta idéia estiver incrustada na cabeça da imprensa “quase estrangeira” as coisas estarão bem. Aliás, um tipo de programa destes onde a busca pela polêmica/ibope está acima da análise justa (nem se fala da utópica imparcialidade) ainda tem audiência no RS?

Grande Jardel - O imã continua implantado no Super Mário. Estreou com um gol e meio no que se pode chamar de laboratório de sua recuperação. Resta acompanhar e torcer pela plena recuperação e assim descobrir se depois de recuperado, ainda manterá seus planos de atuar pelo Grêmio.

Alento x Protesto - Cada vez que se vêem notícias como esta, mais dá orgulho da nossa torcida. Ainda há quem defenda por essas bandas esse tipo de protesto (sem a parte das bombas, é verdade). É só ver os milagres conseguidos com nossa cultura de torcida e comparar com os resultados obtidos pelas mais badaladas torcidas do asfalto com seus inteligentes protestos. Uma torcida pode levar um time sem estrelas à final de uma Libertadores ou uma das maiores folhas de pagamento ao fracasso. Cada um com sua cultura.

Cara! Cadê meu comentário?

Ter, 05/08/08
por cristian bonatto |


Taí uma pergunta que é feita com certa freqüência aqui no Blog do Torcedor do Grêmio. Sempre existiram critérios, mesmo que subjetivos para manter a ordem e tornar este espaço o mais conveniente possível para o debate sobre os assuntos do Grêmio e sua torcida, sempre priorizando o apoio incondicional ao tricolor na arquibancada e a crítica fundamentada e pontual fora dela. Se isto nem sempre aconteceu, foi por culpa exclusiva deste blogueiro que nunca esclareceu objetivamente certas regras para que o blog não se tornasse uma casa da mãe Joana. Isso abriu margem para que cada um criasse seus próprios conceitos - nem sempre amistosos - de convivência para o Blog. E isto agora vai mudar.

Embora os números sejam cada vez mais animadores, a audiência e o número de comentários nunca foi o objetivo principal deste blog. Se por um lado as regras podem vir a comprometer os números, por outro ganha-se em qualidade e condições de debate (quem sabe até não consigo mais tempo para responder os comentários). Aqueles que são facilmente reconhecidos nos posts por seus comentários freqüentes, dificilmente serão atingidos e nem precisariam estar lendo isto. Quanto aos eventuais descontentes, tenho certeza que encontrarão na vasta internet um lugar mais propício aos seus tipos de comentários.


Segue no link abaixo uma lista de critérios para aprovação ou exclusão de comentários em versão beta-test que poderá crescer de acordo com a necessidade. Ela ficará bem visível no rodapé de cada post para que os desavisados não acabem perdendo seu tempo em um comentário que não será publicado.

Estes critérios podem ser discutidos e outras sugestões poderão ser avaliadas.

Por que meu comentário não foi publicado?

Até o sol apareceu

Seg, 04/08/08
por cristian bonatto |


00grexvit.jpgSó havia previsão de chuvas ou tempo encoberto para o estado neste fim de semana, mas até o sol resolveu aparecer no Olímpico logo após o gol de Willian Magrão. Não há tempo feio, desconfiança ou arbitragem que resista para sempre contra quem justifica dentro de campo e fora dele, com números, a liderança isolada do campeonato às portas do segundo turno. Há quem ainda diga se tratar de cavalo paraguaio, melhor assim, que esta alcunha perdure por mais tantas rodadas for possível.

A briga pela liderança não era a única disputa em jogo no Olímpico. Havia também uma briga particular entre o time do Vitória e a arbitragem pelo troféu de adversário mais chato em campo. O bom time baiano aproveitou o sol do primeiro tempo para tentar transpor na correria, a muralha formada por Thiego, Pereira e Rever. Teve sucesso em algumas investidas, mas descobriram que depois desta havia outra, ainda maior e mais sólida. Victor, discreto como sempre e eficiente em mais um milagre, importantíssimo pelo momento da partida que foi operado.

Só que a correria do time do aplaudido Mancini não foi suficiente nem mesmo nesta disputa. O trio de arbitragem conseguiu ser mais murrinha, freando a maioria das investidas do ataque tricolor na base do impedimento. Por pouco, muito pouco não chegamos a presenciar um impedimento de Victor ao repor a bola em jogo. Justamente por ser uma arbitragem fraca, temos que ficar satisfeitos por não ter sido marcado a falta - vista por muitos comentaristas - de Willian Magrão no primeiro gol. Se no entrevero não foi usado pés nem mãos, não há falta. Certo?

Veio o segundo tempo, foi se o sol e o calor do Vitória. Uma goleada gremista não seria nenhuma injustiça. Deu até tempo do Souza ser recebido com euforia pela torcida e agradecer com um belo passe para o golaço do Reinaldo. É reserva na atual situação, mas se cuidem todos: só não é sombra para o Victor.  Num esquema de jogo bem montado como este do Roth, é normal que destaques individuais se alternem jogo a jogo, e esta foi a vez de Thiego, Rever e principalmente Rafael Carioca, justamente contra o Mancini, que nos poucos erros que cometeu no Grêmio, acabou o mandando de volta aos juniores.

Quarta-feira é vez de enfrentar o último colocado, mas apesar do horário sugestivo, sem essa de encarar o jogo contra o Ipatinga como um happy-hour. Nada de frouxar o garrão. Quem fez isso acabou se dando mal. Que os pés no chão continue sendo a filosofia deste time e desta torcida.

Gerais do Grêmio

Dom, 03/08/08
por cristian bonatto |

especial.jpg especialbh.jpgGremistas do Blog do Torcedor, minha estréia como Correspondente do Gremismo em Minas teve que ser antecipada. E por algo que o Tricolor não se cansa de ganhar: taça. O Grêmio venceu o Cruzeiro por 2 a 1 de virada no Estádio Independência e faturou a Taça BH de futebol júnior. Essa foi a 24ª edição da competição, que teve participação de 40 equipes. Foram disputados 111 jogos em 13 cidades mineiras dentro de 18 dias.

A competição ainda não desperta tanta atenção - nem da mídia nem de empresários - quanto a Copa São Paulo, mas é uma boa ocasião para os jovens jogadores mostrarem serviço e adquirirem experiência. Os clubes que participam da Taça BH a valorizam e jogam com o que têm de melhor na categoria. Pena que a Federação Mineira de Futebol e a imprensa de Minas Gerais não tratem a Taça BH com a organização e o destaque que a competição merece.

Desde o princípio foi possível constatar que em nossa base sobram jogadores. Prova disso é que o Tricolor trouxe dois elencos para Minas Gerais, um deles para vestir a camisa do Vespasiano E. C., clube da região metropolitana de BH. E, após sua eliminação, os jogadores permaneceram em Minas para apoiar os companheiros do Grêmio até a conquista. E foi com campanha invicta que o Tricolor ganhou a Taça BH pela primeira vez: em 9 jogos, venceu 6 e empatou 3. As sete primeiras partidas ocorreram no interior das Gerais. Na primeira fase o Grêmio fez o suficiente para se classificar em segundo em um grupo do qual se classificavam dois times. Aí, veio o mata-mata: Goiás nas oitavas e Corinthians nas quartas. Para disputar a semi-final, o Tricolor veio, enfim, para a capital mineira, onde enfrentou o América em seu estádio. Em jogo tenso, a gurizada tricolor saiu perdendo, mas teve maturidade e futebol para virar o jogo, com grande atuação de Douglas.

Na final se encontraram dois dos clubes que melhor trabalham suas categorias de base no Brasil e que têm revelado jogadores de potencial nos últimos anos. O adversário, vencedor da Copa São Paulo 2007, atual campeão brasileiro da categoria e pentacampeão da Taça BH, merece respeito e tem o apoio da torcida, que aproveitou o tempo bom e o ingresso barato (um quilo de alimento) para comparecer em bom número ao Estádio Independência. Quanto a nós, Gremistas, éramos poucos, mas o suficiente para alentar o Tricolor e mostrar que sempre haverá um defensor do Gremismo onde o Grêmio estiver. Ficamos em um canto, próximo ao escanteio e aos vestiários do estádio. O primeiro tempo foi um jogo de meio-campo, com poucas finalizações. Já o segundo foi para abalar corações fracos. O Tricolor volta melhor, mas é o Cruzeiro que marca, com Eliandro aos 5 minutos.

A empolgação da torcida estrelada dura pouco. Aos 9, Rafael Paraíba empata. A partir daí, o Cruzeiro sai com tudo em busca da vitória. Ao Grêmio resta se defender e contra-atacar, principalmente com o camisa 10, Douglas, muito marcado. O empate persiste e aumenta a expectativa de que o título será decidido nos pênaltis. Então, vem o lance que garante o caneco: Douglas sofre falta perto da área e cobra com perfeição, aos 38 da etapa final. É o golaço do título. Delírio tricolor, silêncio azul. O goleiro Fernando, com grande atuação, resiste à pressão final do Cruzeiro. Fim de jogo. O Grêmio sai campeão. Mais uma faixa no peito, mais uma taça no armário. Com a voz rouca, aclamamos nossos jovens e vitoriosos jogadores, que nos agradecem o apoio, enquanto os cruzeirenses deixam o Independência.
Há que se destacar o trabalho do competente técnico Julinho Camargo e o excelente preparo físico da equipe, que jogou uma partida a cada dois dias nessa Taça BH. Tão bom quanto ver o Grêmio sair campeão foi perceber que, da base tricolor, de onde saíram recentemente Anderson, Lucas, Cássio e Léo, continuam a surgir grandes talentos, entre os quais se destaca o camisa 10, autor do gol do título e artilheiro da Taça BH com 7 gols. Guardem esse nome: Douglas.

16/07 • Lavras - Fabril 1 x Grêmio 1
18/07 • Cláudio - Grêmio 0 x Atlético Paranaense 0
20/07 • Santo Antônio do Amparo - Amparense 0 x Grêmio 3
22/07 • Cláudio - Grêmio 1 x Santos 1
24/07 • Cláudio - Bela Vista 0 x Grêmio 4
Oitavas-de-final • 27/07 Santo Antônio do Amparo - Goiás 0 x Grêmio 2
Quartas-de-final • 29/07 Cláudio - Grêmio 2 x Corinthians 1
Semi-final • 31/07 Belo Horizonte - América 2 x Grêmio 3
Final • 02/08 Belo Horizonte - Cruzeiro 1 x Grêmio 2

Diogo Silveira, Mineiro e Gremista, é um inconfidente tricolor. Tem 25 anos e é professor de francês.

“Correspondentes do Gremismo” é uma seção exclusiva do Blog do Torcedor do Grêmio, destinada a relatar, pelas palavras de Gremistas residentes em diferentes estados, a atuação do Grêmio e sua torcida nas peleias do Campeonato Brasileiro como visitante. As palavras expostas neste espaço podem ou não, expressar a opinião do blogueiro.

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