Rachão
A Liderança com ajuda da sorte na última rodada, foi só uma colher de chá. A tabela não iria nos ajudar sempre, em geral as coisas não são fáceis para o Grêmio e a liderança terá que ser recuperada dentro de campo, pelas próprias forças, fora de casa. São Paulo, Goiás, Figueirense e até mesmo o Sport que em sua temível Bombonilha teve que correr atrás do empate duas vezes, descobriram o quanto este Grêmio do Celso Roth pode ser uma visita inconveniente. Depois do episódio dilúvio contra o Palmeiras, volta Paulo Sérgio, a única velha novidade. O novo Anderson Pico segue na outra Ala. A defesa menos vazada do Brasileiro segue sem Léo, o meio de campo quer mostrar ainda mais trabalho com as sombras de Souza e Orteman procurando vagas no time e o ataque é o ideal com Perea e Marcel mais o bônus de Reinaldo também assombrando no banco. O principal reforço está mais uma vez confirmado: esgotaram-se os 3.400 ingressos para os gremistas no Couto Pereira.
O sangue foi na testa do De Leon há 25 anos, mas a dor da ferida quem sente até hoje não é ele e nem mesmo os gremistas. A imagem é tão emblemática e mitológica quanto a famosa foto do Che Guevara. Orgulha os que enxergam nela a essência do gremismo e fere como um prego no olho àqueles que a história é tão curta. Logo, teria que ser desmistificada e surgiu a versão de que o capitão teria se machucado em um parafuso dentro da taça. A quem interessa tirar a dúvida pode assistir a este vídeo do Sportv sobre as comemorações dos 25 anos da primeira Libertadores, aos 3 minutos o repórter Jader Rocha esclarece o que sempre foi claro. A quem não interessa, tudo bem. Minha vó também não acredita até hoje que o homem pisou na lua.
A gurizada do Grêmio segue nos orgulhando e preocupando. À medida que o time avança na Taça BH cresce ainda mais o olho europeu para cima dos nossos proto-jogadores. Depois do Real Madri e do Barcelona é a vez do Fenerbahce demonstrar interesse no garoto que ainda tem estréia nos profissionais prevista só para setembro, junto com Rafael Martins. O Grêmio quer vendê-lo. Única conclusão que se tira ao expor desnecessariamente o garoto na feira internacional de BH. O time avançou as semifinais ao vencer o Corinthians na terça-feira e hoje às 19h decide contra o América Mineiro a vaga à final contra Cruzeiro ou Madureira.
O vocalista da banda americana de metal Cellador, nasceu pouco mais de um mês depois da Libertadores de 1983, foi batizado como Michael Smith e é conhecido como Michael Gremio. Simples coincidência ou uma versão moderna da Gremina? A fonte da descoberta é da comunidade Grêmio Vip.
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Ganhar Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil é bom, sabemos disso meia dúzia de vezes. Mundial é ótimo. Estivemos por lá duas vezes ganhando ou perdendo. Mas tanto o irreversível Mundial tradicional (R.I.P.) quanto as copas e campeonatos nacionais são coadjuvantes. Se tornam causa e conseqüência da Libertadores. Uma obsessão que adquirimos há exatos 25 anos, quando A Copa era um território inóspito para o futebol arte. La Copa, se mira y no se toca, diziam uns e ouviam outros.Pois passaram os anos e a Libertadores não é mais A Copa. Não como era. A tocou quem podia. O futebol moderno lhe tirou grande parte da essência, ganhou um naming right e perdeu a alma. Hoje temos um torneio muito mais democrático e menos brioso, que permite a aventureiros como Paulistas de Jundiaí e Arsenais de Sarandí se aventurarem a disputar e até mesmo Once Caldas e Internacionais da vida a conquistá-la em discrepâncias históricas sazonais.
Estava perfeito para vendedor de capa de chuva forrar a guaiaca e para fotógrafo de campo fazer portfólio. Comemoram também os farmacêuticos com a grande procura de paracetamol com cloridrato de fenilefrina desde o final da tarde de domingo. Mais felizes do que estes, só mesmo o Palmeiras com o providencial dilúvio que foi parceiro nos planos de arrancar um empate no caldeirão da Azenha. Frustrados saímos nós, que vimos a gurizada jogar como veteranos, pressionar o jogo todo e colocar duas bolas na trave. Sentimento de derrota, mas com ótimas perspectivas.
Buenas tricolores. E que buenas. Sete cocos em cima de mais um esquadrão que se denominava touca do nosso tricolor. A minha história como correspondente tricolor é um tanto quanto diferente das demais por um pequeno detalhe: Mesmo fazendo os
Era pra ser contra uma touca, o empate era para ser goleada, era pra ser na casa do adversário, era para estarmos disputando a permanência na primeira divisão, era para o técnico ter caído na primeira rodada. Na verdade é o Grêmio velho de guerra na sua forma mais crua. O Grêmio “levanta sacode a poeira e dá a volta por cima” de sempre. Nunca favorito, sempre correndo por fora.
É verdade que a passagem que simbolizou o retorno do bom filho à casa não foi tão marcante quanto a da sua promoção aos profissionais, com título da Copa do Brasil e conseqüente venda à Europa aos 19 anos. Só que Eduardo Costa é daqueles que o respeito e identificação da torcida não estão mais tão condicionados à produção dentro de campo. Disputado com o São Paulo, preferiu aqui. Entrou por uma janela de agosto e sai pela outra.
Se todos os jogos fossem como o de sábado, ficaria mais fácil de aceitar a proibição de bebidas alcoólicas nos estádios. Só o alcoolismo em estado irreversível para fazer alguém sair do lugar para ir até a copa numa partida como aquela. Finalmente vimos uma atuação digna da colocação alcançada pelo Grêmio no campeonato. O Grêmio só não é líder por que consagrou o goleiro do Flamengo na segunda rodada. Desde aquele jogo faltava uma partida que justificasse esta campanha.
Paulo Sérgio – Mesmo com a atuação coletiva destacada, o mal-amado patinho feio do Olímpico foi o melhor em campo no jogo de sábado e merece um tópico exclusivo. Assumo este risco, Paulo Sérgio é capaz de queimar a língua, na partida (ou jogada) seguinte, tanto de quem o critica como de quem resolve enxergar seus méritos. Claro que de qualquer jogador que nunca teve trabalho de base, saindo direto da plantação de cana para o futebol profissional não se pode esperar a técnica como ponto forte. Mas também é inegável e comprovada por números a utilidade deste que é um anti-chinelinho, que acorda cedo e deve ir correndo até para o Olímpico todos os dias. Praticou jogadas de craque, fez gol e quase guardou outro que seria de vinheta da Globo. Foi um dia bom, acima da sua média bem média. Mas mesmo nos dias ruins não chega a comprometer. Tanto é necessário cautela na empolgação como é desnecessário o exagero das críticas. Pode estar sendo beneficiado pelo 3-5-2 que não exige tanto de seu poder de marcação, mas temos problemas maiores no momento para se preocupar do que com Paulo Sérgio. Futebol ele tem e tirou da cartola, não é só raça que sai daquele motorzinho. Merece uma trégua e uma observação menos bitolada nos próximos jogos.
Uma das principais premissas do Gremismo é o alento total e completo ao nosso time onde quer que ele esteja. Seguindo à risca tal referência, COPAMOS todos os lugares por onde ele passou aqui em Recife para o jogo contra o Sport: aeroporto, hotel, treino e o jogo. Foi bastante prazeroso acompanhar o Grêmio durante esses três dias, já que o temos aqui por apenas duas vezes ao ano. (Poderiam ser três, não é, Santa Cruz? Pelo andar da carruagem, ainda vai demorar…).
O Grêmio 2008 continua uma instabilidade total. Quando a defesa vai bem, o ataque não comparece. Quando o ataque funciona, a defesa falha. Apesar disso e do futebol feio, muitas vezes bizonho, que estamos assistindo, este Grêmio segue pedindo mais um baldinho e não quer sair da zona da tia Libertadores. Será assim esta instabilidade até meados de agosto, quando Tcheco terá mais ritmo de jogo, Orteman e Souza puderem estrear e mais um atacante desembarcar. 90% transpiração e 10% inspiração, futebol feio e eficiente (ou suficiente), poucos gols e muitas defesas de Victor Gordon Banks.