Forças Ocultas
Futebol é um esporte onde equipes de onze jogadores se enfrentam e a melhor e mais preparada vence. Certo? Errado. Talvez xadrez seja assim, futebol não. Por isso preferimos futebol, esse esporte onde a lógica é desafiada e debochada pelas forças ocultas que o regem. Deixa até de ser um esporte, é uma prática, onde somos todos seguidores de seitas que já nos foram escolhidas antes da concepção. Quem quiser acreditar que foi influência do pai ou da mãe, sinta-se á vontade.
Seja a batalha dos aflitos, a maldição dos goleiros do Grêmio, o piriri do Ronaldo na Copa de 98, a caganeira do Marcinho, a virose no aterro, os gols do Túlio, o karma dos vermelhos contra os verdes, “quase” nada acontece sem a anuência das forças. Quase, Grêmio x Juventude sempre será o último foco de resistência da lógica.
As forças no Olímpico
Pereira não dormiu renegado e amanheceu indispensável simplesmente porque vestiu uma calça de moletom, colocou a trilha sonora de Rocky Balboa em seu ipod e saiu correndo com crianças em volta pelo pátio do Olímpico. De jeito nenhum. Foram as forças que quiseram. Paulo Sérgio não passou a jogar bola quando acessou o Orkut com seu perfil fake do Cafu e viu os comentários irônicos da torcida, baseados em suas atuações no Palmeiras. Não, novamente as forças.
Rudnei, voltando sem clube da dispensa do ano passado, não foi retirado da geladeira e colocado no lugar de um Julio dos Santos em ótima fase, porque o Roth ficou louco. Não, foi obra das forças. Da mesma forma que não foi por teimosia do treinador que Reinaldo permaneceu no ataque por cinco jogos até desencantar. Não, Roth até queria dar mais chances a Tadeu e Jonas, mas as forças não deixaram. Tinham ainda muitas línguas para mandar à fogueira, inclusive a deste blogueiro. Já o Nunes, bom. Deixa assim.
Contra as forças do Serra Dourada
É contra o incógnito e por isso perigoso Atlético goianiense e também contra as forças ocultas do Serra Dourada, a maldita masmorra tricolor (e gaúcha) que o Grêmio entra em campo nesta quarta. Sem dúvida, a primeira pedreira no caminho do Grêmio nesta temporada invicta. Um adversário com pouca tradição fora de Goiás, que justamente no prenúncio deste enfrentamento, chega com uma invencibilidade de sete jogos. Seis de goleada. Até que ponto goleadas no Campeonato Goiano ou invencibilidade no Gauchão são parâmetros contra as forças?
Achou tudo isso uma viagem? Que eu bebi numa manhã de terça-feira? Que podem preparar minha camisa de força? Ache então as suas próprias explicações e tente ser lógico por sua conta e risco.
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