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Pá e Pum: Semana GRE-nal

Ter, 11/09/07
por cristian bonatto |
categoria Sem Categoria

A MÁ NOTÍCIA
A notícia chata de hoje me fez lembrar de um Criciúma x Grêmio no Heriberto Hulse em idos dos anos 90. Clima tenso e foguetes disparados horizontalmente de lado a outro da arquibancada. No meio dessa guerra os jogadores do Grêmio aqueciam no único espaço a salvo na beira do campo, em frente à torcida do Grêmio. Um destes jogadores aquecia cantando junto com a torcida e empolgado, chegou a parar um exercício para cantar o “atirei o pau no inter”, com direito ás palmas e braço para cima. Esse cara era o Rodrigo Mendes e a notícia triste que me fez lembrar disto é a de que ele não estará em campo no GREnal, nem em nenhum jogo na temporada. Neste caso, muito diferente do episódio Kelly, que assinou contrato na maca, o destino foi cruel com todas as partes. Rodrigo Mendes tinha sido operado, mas fez os testes físicos, treinou normalmente por duas semanas e se machucou. Rompimento de ligamentos cruzados não é exatamente um reumatismo para colocar na idade a culpa pelo sucedido. Força e até o ano que vem Rodrigo Mendes!

A BOA NOTÍCIA
A grande notícia do dia: Carlos Simon não será o árbitro do GREnal. A arbitragem deve ser de fora, seguindo o critério do primeiro turno. Agora vai. O pessoal do aterro já tinha começado com aquela história de jogar favoritismo para o lado da Azenha (coisa que não entendo o real fundamento até hoje). Mas agora tenho que concordar com eles. Sem a presença do garoto-propaganda gel Bozzano em campo, o Grêmio é favorito sempre. Para completar, vamos torcer para que o Clemer não seja indiciado nesta terça pelo STJD. Podendo assim, estar em campo no clássico.

CARTAS NA MANGA
Teremos cinco dias de mistério quanto à escalação do Grêmio. Se a cada jogo é suicídio tentar prever o time do Grêmio pelas mais diversas circunstâncias, imagine para um GREnal. É clássico um ou os dois treinadores tentarem alguma surpresa de última hora, uma carta na manga que provoque um comentário do tipo “seu grande filho da mãe sabichão, você venceu desta vez.” do técnico adversário. Sem Rodrigo Mendes e também sem muita opção, sobra Danilo Rios. O garoto chega muito bem falado e sem contratempos para entrar em campo. Será que o Mano colocaria o guri promover um correrio na defesa colorada? Não se sabe, mas para tentar garantir algum mistério, o jurídico já trabalha num efeito suspensivo para que o próprio Mano seja o elemento surpresa no clássico.

Não esqueçam que tem GRE-nal também nas Musas do Brasileirão. Vote na Márcia e faça prevalecer a maior torcida do estado.

Distúrbio Bipolar

Dom, 09/09/07
por cristian bonatto |
categoria Sem Categoria

Segundo a Wikipedia, distúrbio bipolar é uma forma de distúrbio de comportamento caracterizado pela variação entre uma fase de hiperatividade e grande imaginação, e uma fase de depressão de inibição, lentidão para conceber idéias e realizar. Este é o mal que perece estar atormentando o tricolor no campeonato Brasileiro, como deu para perceber claramente contra o Cruzeiro.

Por 45 minutos o Grêmio enfrentou o vice-líder do campeonato no calvário do Mineirão como se estivesse em casa, foi pra cima do adversário e alugou meio campo, jogou como deve jogar quem tem vontade de buscar a vaga na Libertadores. Foi o Grêmio com a mesma pegada dos dois últimos jogos em casa, sem se importar com Mineirão lotado e não dando a mínima para a camisa cruzeirense.

Problema foram os anteriores 45 minutos da bipolaridade, quando o Grêmio foi o previsível time acuado e sem ambição de vitória que conhecemos quando joga fora de casa. Numa depressão coletiva e tática, parecendo que joga esperando o tempo passar para quem sabe conseguir um empate ou uma vitória por obra do destino.

O que nos angustia mais nesta bipolaridade é perceber que a vontade e capacidade de jogar para frente estavam o tempo todo ali, escondidos no subconsciente coletivo da esquadra tricolor, mas só despertada após um estalar de dedos logo após tomar um gol. Essa preocupação excessiva em se minimizar priorizando sempre a preocupação com a defesa, em priorizar a contenção no meio de campo e deixar os atacantes reféns da atuação de Tcheco e Diego Souza é que explica termos a terceira melhor defesa e o segundo pior ataque do campeonato.

Nada adianta o Mano dar declarações nas vésperas de jogo dizendo que o seu time precisa melhorar o desempenho fora do Olímpico, se na prática coloca o time a jogar esperando o adversário para tentar decidir em improváveis contra-ataques com atacantes que não tem a velocidade como virtude.

Nossa sorte é que o tratamento começa já na próxima rodada: um Grenada que chega em boa hora para a reabilitação. Na sequência mais três jogos no estado. Santos e Atlético (MG) no Olímpico e entre eles os três pontos em Caxias. Reforços certos e prováveis também chegam para dar um alento na auto-estima tricolor. Certos são os retornos dos gringos que estiveram servindo suas seleções e de Labarthe, que estava saindo um bom estagiário para ajudar o Tcheco. Prováveis são as esperanças para o ataque: Rodrigo Mendes e Danilo Rios só dependendo da liberação da CBF.

Um setembro, com semana farroupilha e aniversário do tricolor, que vai decidir o que o time, a comissão técnica e a torcida ambicionam no Brasileiro. A parte da torcida está preparada para ser feita já no sábado pela manhã, numa mobilização inédita no Brasil onde milhares coparão o último treino antes do Grenal, para injetar uma cavalar dose extra de alento para o Grenada.

Personagens de um espetáculo

Qui, 06/09/07
por cristian bonatto |
categoria Sem Categoria


Bustos
Na fase da bruxa, não aparecia uma oportunidade sequer de falta perto da área para o colombiano mostrar sua especialidade. Domingo passado, quando o gringo estava suspenso apareceram inúmeras. Mas ontem finalmente, Eduardo Costa é derrubado na entrada da área, mais exatamente no lugar onde Bustos colocaria a bola se pudesse escolher o lugar. O sentimento da torcida foi aquele de gol antecipado, parecido com o de escanteio na época do Jardel. Dito e feito. Bola no ângulo com o goleiro pulando só para dizer que tentou.

Saja
Quando um jogador demonstra que está feliz no clube, já tem que ser valorizado. Quando além disto, ele faz por onde este sentimento seja recíproco, tem que se valorizar mais ainda. Ontem, Sebastian Saja praticou mais uma defesa daquelas de encher os olhos, só para ilustrar sua declaração de que não vê a hora de renovar o contrato. Quando um goleiro opera um milagre como o de ontem, pode até ser sorte, mas quando isso se repete jogo após jogo como tem acontecido, “Sebastian Saja é uma muralha” acaba sendo mais que um cântico da torcida.

Tcheco
A recuperação da criatividade do meio para frente não é um acaso. Estou achando que cada vez que o Tcheco fica um tempo fora por gancho ou lesão, ele sobe para Três Coroas e fica lá recuperando os fluídos no templo budista. Sempre volta melhor. Em consequência o meio de campo produz mais. Diego Souza não fica sobrecarregado, os meias de contenção fazem seu papel mas também criam e até o Labarthe começou não comprometendo e vem melhorando. Assim, o Grêmio está voltando a ser o mesmo da Libertadores. Marcando do meio para frente e sufocando o adversário no ataque.

Tuta
Nosso cada vez mais camisa nove teve sua noite de churrasqueiro. Reservou o primeiro pedaço para Ramón, a quem levou pessoalmente, já que no domingo passado havia se esbaldado sem deixar uma lasca de cupim sequer para seu companheiro de críticas. Serviu Ramón com uma picanha flor de especial, pingando graxa. Este, se atracou na carne com a fome de quem neste campeonato havia comido só um pão com alho contra o Palmeiras. O segundo espeto, com uma alcatra no ponto entregou com categoria, para um garçom novato que vinha passando, um peruano que veio de uma churrascaria de beira de estrada mas está se adaptando muito bem à nova casa. “Leva esse espeto para aquele goiano careca com cara de peão de estância, com meus cumprimentos pela calçada da fama”. Sandro, também com uma fome de milico voltando da saída de campo mandou descer todo o espeto e foi para casa satisfeito.

Com a atuação de Oscar destes personagens e também dos coadjuvantes em duas partidas com vitórias convincentes dentro de casa contra adversários diretos, o Grêmio entra na briga para deixar a Libertadores do ano que vem, de novo, com mais sentido.

Os melhores momentos do baile

Copando no Kombão

Ter, 04/09/07
por cristian bonatto |
categoria Sem Categoria


Essa história é a versão gremista da música “Pintando no Kombão” dos Raimundos. Mas ao invés de “Eu, Vitão e meu Irmão” são outros irmãos: Marcelo, Alex Sandro e Carlos Eduardo Finimundi mais os primos Inácio e Rafael Bondan, todos de Farroupilha.

Os cinco sócios do Grêmio juntaram uma grana e adquiriram uma Kombi para transportá-los junto com seus camaradas aos jogos do Grêmio na capital. Pelo valor de R$ 3.000,00 que pagaram a Kombi devia ter algum defeito. De fato tinha: era vermelha. Não tiveram dúvidas, procuraram um chapeador e mandaram pintar de azul, preto e branco e não pararam por aí. Colocaram teto solar elétrico, tiraram as fechaduras para abrir com controle remoto, forraram os bancos com as cores do imortal e substituíram o emblema da WV pelo do Grêmio.

Até o momento investiram R$ 9.500,00 no tricomóvel e já receberam uma oferta de R$ 20.000,00 de um gremista de Porto Alegre para vender o veículo. Proposta recusada veementemente. “Não vendemos por nada nesse mundo, pois ela tem um valor muito maior do que o material, ela é algo que nos faz estar sempre perto do nosso Imortal Tricolor”. O próximo passo é conversar com a direção para dar uma volta olímpica no Monumental com a Kombi. Não sem antes dar uma “abastecida” no Preliminar.

O gremismo do pessoal de Farroupilha não pára por aí. Ainda foi alugado um cinema da cidade para a gremistada assistir aos jogos, onde foram retiradas as últimas poltronas para facilitar o alento (em pé, claro). Ainda foi instalado um bar dentro do cinema e não faltam nem os trapos e os bumbos na Geral indoor de Farroupilha.

Parabéns ao pessoal de Farroupilha que se puxa no gremismo.

Mais fotos: 01, 02, 03, 04, 05, 06.site stats

Tuta 3×0 Botafogo

Seg, 03/09/07
por cristian bonatto |
categoria Sem Categoria


Quando o sistema de som do Olímpico anunciou Tuta e Marcel juntos no ataque foi uma surpresa geral nas arquibancadas. Muitos colocavam as mãos na cabeça, um olhava para o outro, outro olhava para um, uns se engasgaram com a cerveja. Parecia que de repente ofereceram uma vitamina de leite com manga para a galera. Assistiríamos mais uma invenção do Professor Pardal Mano Menezes para tentar solucionar um problema que vinha desde o início do ano. A solução mais improvável, porém a única ainda não testada.

Em prática, resultou em uma tarde de terror para o bom goleiro Max do botafogo, graças à grande atuação de Tcheco e Diego Souza que serviram muito bem o ataque, solucionando a principal falha do Grêmio até este momento no campeonato. No primeiro tempo Tuta produzia a mesma coisa que em outros jogos, porém com mais vontade, falhava por afobação, mas não por omissão. Seu improvável companheiro foi quem teve mais chances para desencantar em dois lances que explicitaram sua falta de sorte. Primeiro consagrando Max, num tijolaço de cabeça, depois entrando em velocidade numa bola alta pelo meio da zaga que passou muito perto. O Grêmio era bola na área e azar do goleiro. Mesmo com o zero a zero, no intervalo até os mais críticos viam que daquele mato ia sair coelho.

No segundo tempo o festival de bola aérea continuou, cruzamentos certos, escanteios e o botafogo cometendo muitas faltas perto da área (bustos dava pulos de dois metros em casa por estar suspenso). Mas a bruxa continuava por lá, até que, já na metade do segundo tempo, Tcheco foi para mais um escanteio, olhou para área e respirou como jogador de basquete em arremesso do garrafão. Tuta se livrou da marcação, cabeceou forte no chão e foi de encontro à avalanche, com direito à dança do siri. Aberta a porteira do Max, notou-se outra diferença do time em relação aos jogos anteriores: o time não recuou e o prêmio veio logo depois: Cruzamento da esquerda, Tuta chega atrasado de carrinho, mas a bola sobra novamente para Tcheco em tarde de cirurgião. Outro cruzamento, outra tutada.

Tuta ainda perdeu um gol na cara do cambaleante porém ainda ligado Max, mas naquela altura até aplaudido foi. Já que a bruxa já tinha deixado o estádio, assustada, a bola se ofereceu novamente em uma situação parecida para uma segunda chance, o zagueiro deu uma mão, Tuta entrou sozinho, tocou por cima do goleiro e foi parar na votação dos gols da rodada. Alegria geral em todos os setores do Olímpico, menos naquele cantinho da superior atrás da goleira do Saja. Até mesmo aqueles que foram ao estádio prontos para vaiar, nunca vão admitir, mas estavam truta do Truta. Uns ainda ficavam de cara fechada e anunciavam fortes chuvas de canivete pela tarde do Tuta. Mas a chuva veio antes do jogo, parou quando começou e a segunda feira é de sol. Como há muito tempo não se via.

Em tempo: Ao contrário da crendice popular, manga com leite dá uma excelente vitamina.

As tutadas e os melhores momentos de Grêmio x Botafogo.

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Boa estréia do Labarthe. Logo no inicio foi dar uma de Ronaldinho olhando para um lado e lançando para o outro e errou o passe. Percebeu logo que não é disso que a torcida gosta e tratou de jogar. Aí teve bons passes e movimentação. Parte da torcida pegou no pé dele mesmo assim. Por ser ex-colorado e por falta de opção da torcida com a atuação do Tuta. Mas teve a sorte de estrear num dia onde as coisas deram certo e foi bem.
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Mano e a torcida pediram e tudo indica que vem mais um atacante do exterior. O Grêmio já o inscreveu na CBF antes da janela fechar, faltando aqueles angustiantes tais acertos finais. O tempo urge.
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Não posso deixar de comentar a matéria do Esporte Espetacular no domingo. Onde simularam uma tabela de classificação sem os erros mais graves de arbitragem do campeonato. Ótima idéia, mas dentro do critério de contabilizar apenas gols erroneamente anulados ou gols ilegais que foram validados, esqueceram do escandaloso gol que nos foi anulado contra o Goiás no Serra Dourada, quando no cruzamento, a bola nem encostou na linha de fundo e foi marcado o tiro de meta ao invés do gol do Douglas.


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