Candidato de chegada
Mais de uma centena de comentários por aprovar e uma ressaca. Rescaldos de um fim de semana de festa no Olímpico, festa de aniversário e festa do meu candidato em Sapucaia. Uma justificativa pelo sumiço, acompanhada de uma deixa para uma analogia cretina: Se Celso Roth fosse candidato, poderíamos chamar sua atuação de sábado de eleitoreira. Promoveu todas as mudanças imediatistas que o povo pediu e propôs outras, além daquelas que a necessidade impunha.
Se era pão, circo, Morales e Mattione que o povo pedia, Roth lhes deu. Mesmo que não tenham rendido efetivamente muito mais que Paulo Sérgio e Marcel, o Grêmio só ganhou com a mudança. Primeiro pela necessária “alguma mexida” nestes setores. Segundo por que os substitutos tinham mais crédito e paciência da torcida para produzir praticamente a mesma coisa, já que são xodós reivindicados pela torcida. E se fosse PS e Marcel que tivessem perdido aqueles gols? Aí que me refiro.
A gente não quer só comida, a gente quer comida diversão e arte. Para isso, agora temos Douglas Costa, que tanto já ouvimos falar e que tanto iremos falar de agora em diante (pelo menos até as próximas janelas). Com a idade de ter votado pela primeira vez no fim de semana, entrou pela cota de necessidade imposta antes mesmo das primeiras manifestações “Douglas Já”. Se a situação era uma fogueira, o guri foi a gasolina. Teve personalidade, coragem e estrela na estréia. Até o gol na estréia foi um detalhe perto da qualidade de passe e inteligência. Quase ofuscou outro monstro em campo: Rever, mas a atuação deste, já deixou de ser novidade.
Mas nem Roth, nem Douglas, nem Rever. A melhor atuação no sábado voltou a ser da torcida. Esta que não tem adversária no país e mostra para quem quer e para quem não quer saber, que quantidade não é qualidade. Por isso que as outras são todas torcidas de escanteio. Já a pior atuação, não podia deixar de ser a da arbitragem e temos que ser coerentes na vitória e na derrota. Desta vez passamos por cima de um gol em impedimento do Botafogo e de mais um pênalti não marcado, o que valorizou ainda mais a vitória.
Para quarta, Douglas adia a dor de cabeça do Roth e segue no time pela ausência do Tcheco. O Olímpico voltará a pulsar, é só o tempo de recuperar a voz. Tu é sócio ou dúvida?
Teu comentário não foi publicado? Saiba porquê.
rss do blog


Liberada a porrada no Brasileirão – Desde que não deixe vestígios. Não, esta não é nenhuma orientação da Comissão de Arbitragem, é um precedente perigoso aberto a partir do critério adotado pelo árbitro Alicio Pena Junior para não marcar o Pênalti em cima do Soares. O Critério foi revelado pelo próprio jogador: “Quando acabou o jogo eu fui perguntar para ele por que não marcou o pênalti. Ele me respondeu que meu meião não estava sujo, por isso não marcou. Está de brincadeira”. Sendo assim, tá explicado e morre o assunto: carrinho por trás liberado se não sujar a meia, cotovelaço permitido se não tirar sangue, agarrão aprovado se não rasgar a camiseta.
Roleta Russa – Assim pode ser definida a preferência da direção do Grêmio por arbitragem gaúcha no clássico GRE-nal. Todos sabem que os melhores árbitros do campeonato são gaúchos. Deixam jogo correr e não sentem necessidade de serem os homens-show dos eventos. Nada de bairrismo nesse caso, são os levantamentos do próprio eixo que apontam, portanto, é justificada esta preferência Gremista. Mas é um risco como em toda a roleta russa.
Prejudicados:

