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Chegou a quinta-feira

qui, 02/07/09
por cristian bonatto |

Parabéns a quem conseguiu descansar esta noite. Já seria uma tarefa difícil para a véspera de uma batalha como a de hoje à noite. Um calmante ou um trago até resolveria a situação. Mas durma-se com um barulho desses! Houve foguetório na concentração do Cruzeiro, mas por conseqüência, nada direcionado. O foguetório foi por todas as partes do estado, acompanhado de buzinaços e gritos de “Ronaldo!”. Não poderia ter sido diferente. Só tem UM Copeiro no estado para, quase sozinho, colocar o RS na ponta dessa disputa por Copas com outros estados. A bandeira verde, amarela e vermelha só conta com o Grêmio para isso, e mais ninguém. Não só por isso, amanhecemos com o desafio dobrado. Se até ontem estávamos reservando 100% da goela para a noite desta tão inquietamente esperada quinta-feira, teremos que tirar de algum lugar, uma porcentagem a mais de alento para compensar a secação mais desesperada e experiente que se terá notícias, que já começou.

Chegou a quinta-feira. E com ela a TUA responsabilidade, junto com a de Autuori, Victor, Léo, Réver, Fábio Santos, Thiego, Adílson, Túlio, Tcheco, Souza, Herrera e Maxi Lopez. O Rio Grande só conhece UM clube e UMA torcida Copera e conta com a gente.

 Luiz Marenco - Hino Rio-Grandense

Te fia!

qua, 01/07/09
por cristian bonatto |

Uma por todos, todos pelo Grêmio

qua, 01/07/09
por cristian bonatto |
categoria 3 Mosqueteiras

A PALAVRA QUE NÃO EXISTE
Está chegando a hora do Grêmio mostrar mais uma vez sua força, sua garra, sua alma. Já vimos o tricolor reverter tantas vezes situações adversas, que a palavra impossível não existe no vocabulário dos gremistas. Será um jogo complicado, difícil, com certeza, mas quantos assim já não tivemos? ou quem já se esqueceu de comemorarmos título com o Maracanã lotado? de metermos cinco no poderoso time do Palmeiras da década de 90? de precisar fazer dois num dos jogos mais emocionantes que vi na minha vida e levar o BI do Brasileirão? de estar perdendo por 2 a 0 em casa, empatar, e levantar e taça na casa do adversário? de vencer um jogo com 6 na linha e um no gol? de precisar fazer 4 e realmente fazer? Eu poderia ir muito longe aqui, mas a única coisa que importa nisso tudo, é que com a ajuda e confiança da torcida, o GRÊMIO pode e vai reverter, afinal, NADA PODE SER MAIOR.
Luana Barbosa,
gremista e gaúcha, necessariamente nessa ordem.

ACREDITO
Vou te dizer porque tu tens que copar e acreditar muito nessa quinta: porque estamos a três passos do tri; porque esse é O jogo; porque a nossa torcida ganha jogo; porque estamos desacreditados como sempre, mas sempre estamos nas grandes decisões; porque esse é o único time do mundo que leva sete mil pessoas a correr pelas ruas de uma cidade simplesmente para recepcioná-los para uma pré-temporada; porque esse é o único time do mundo que ganha uma Libertadores com sangue no rosto; porque esse é o único time do mundo que consegue ganhar um jogo com sete jogadores em campo e ainda fazer outro time passar vergonha por comemorar o título antecipadamente; porque essa é a nossa sétima semifinal de Libertadores; porque o Grêmio é copeiro; porque armaram uma guerra e nós jamais fugiremos de uma; porque nossa alma é castelhana e, porque, acima de tudo, ESTAREMOS COM O GRÊMIO ONDE O GRÊMIO ESTIVER!!! CHEGA QUINTA-FEIRA!!!!
Juliana Piva,
gaúcha da Serra, gremista e copeira desde 1984.

SIRVAM NOSSAS FAÇANHAS
Não conheço um gremista que ainda duvide das surpresas que o Grêmio é capaz de tramar. Nem os ditos céticos e pessimistas arriscam. Nesta última semana, vieram pra cima de nós com menosprezo, hipocrisia e descrença. Naturalmente, transformamos tudo em fatores favoráveis. Os pormenores, que inicialmente surgem para nos indignar, agora afloram como alento. Aqueles que pensam ou afirmam que é impossível reverter o placar, coitados, estão nos motivando a fazer o contrário. Sempre foi assim. Em dia de jogo decisivo, opiniões divergentes ficam na gaveta. Só pedimos raça e determinação. Queremos marcação adiantada. Precisamos ver gols tricolores. Para isso, o ritual é o mesmo: utilizar da nossa comunhão de objetivos para empurrar o Grêmio no abafa; colocar o concreto do Olímpico em estado de convulsão; e garantir incentivo incessante, gritos invocados, aplausos sinceros, amor incondicional. Lembrada a receita, aconselho que os de lá se calem. Ou alguém ainda ousa cogitar que assim, sendo Grêmio, é impossível?
Juliana de Brito,
estudante universitária, gaúcha de Parobé. E acima de tudo, gremista.

Quando o 2×0 (ou mais) desafia o Olímpico.

ter, 30/06/09
por cristian bonatto |

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Grêmio 2 x 0 Portuguesa – Campeonato Brasileiro 1996
O melhor time da Portuguesa de todos os tempos não estava sozinho na final do Brasileiro de 1996, contava com o apoio de todos os paulistas, unidos em torno de uma causa, derrotar o Grêmio feio, chato, bobo e cabeça de melão. Foi o que vimos e ouvimos desde a escolta até o Morumbi colorido por camisas de todos os times paulistas, pra ti ver. Quem esteve lá, trouxe essa imagem além da derrota por dois gols. No domingo seguinte, O Grêmio e o Olímpico versus o Estado de São Paulo com a camisa verde-rubra Armarinhos Fernando. Paulo Nunes no primeiro tempo, a bomba de Ailton aos 40’’ do segundo, 2×0 e o Bi-campeonato.

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Grêmio 2 x 0 São Paulo – Libertadores 2007

Na primeira partida no Morumbi o Grêmio até conseguiu manter o equilíbrio no primeiro tempo. No segundo com grande atuação de Souza o São Paulo chegou a vitória por um gol e deixou o Grêmio na obrigação de vencer por 2×0 no Olímpico. Tarefa impossível, pelo menos para o jornal Lance!, que na edição do dia do jogo em Porto Alegre chegava as bancas com a manchete de capa: “Grêmio na brasa”. Na verdade o prato foi São Paulo na cozido na pressão. Com buchas de Tcheco e Diego Souza somadas a uma atuação da torcida que deve servir de auto-exemplo.

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Grêmio 2 x 0 Defensor – Libertadores 2007
No primeiro jogo, milhares de gremistas estavam presentes em Montevidéu. Só o time pareceu que não foi e levou lucrativos 2×0. O até então desconhecido Defensor queria ser o assassino em série de brasileiros na LA 07: Estavam repetindo o que fizeram com o Flamengo e já pensavam no São Paulo. Só que para chegar lá tinham que passar por Porto Alegre. Viram um Grêmio empurrado pelos que foram ao Uruguai mais a cavalaria devolver os 2×0 ainda no primeiro tempo e terminar com sua audácia nos pênaltis.

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Grêmio 4 x 0 Caxias – Gauchão 2007

Era o Caxias, era Gauchão, era no Olímpico, mas também era de quatro gols a necessidade, desacreditada pela péssima atuação no primeiro jogo da semifinal na Serra. Por isso, pouca gente levou fé, mas quem esteve lá fez sua parte para construir a virada e dorme tranqüilo quando lembra. Outros foram prontos para as vaias mas hoje não se encontra um que admita, todos dizem que estavam lá porque acreditavam. Enfim, empurrados pelos que acreditam sempre e pelos que se obrigaram a acreditar, Patrício, Tcheco, Diego Souza e Tuta fizeram o Caxias subir a Serra contando que “Era um gateado e três baios. Foi o que deu pra enxergar.”

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Luiz Marenco - Os Silêncios das Janelas do Povoado

Outro time, mesmos erros

seg, 29/06/09
por cristian bonatto |

O time era bem diferente, uma mescla de reservas com a garotada. Talvez por esta mesma razão, apesar da derrota, a vontade em campo também era diferente da que estávamos impacientemente acostumados a ver. O mechidão com um ovo em cima servido por Autuori para preservar os ingredientes da janta de quinta não encheu a barriga de ninguém, mas também não é motivo de nenhuma dor de barriga. Era bastante vontade em campo, tanto que o estreante zagueiro Mario Fernandes e também Douglas Costa saíram no intervalo com câimbra e lesão respectivamente (não sem antes o segundo deixar sua marca com mais um cartão estúpido). Só que essa vontade era tão afoita, desqualificada e desentrosada que a busca do empate foi seu limite de alcance possível antes da derrota por 3×1.

O futebol não perdoa gols perdidos, mesmo quando parece que vai dar uma chance. De novo, a goleira e Jonas depois de jogada de Herrera, de novo, o gol que poderia mudar a história do jogo perdido antes dos 5 minutos. Jonas parecia estar em campo por terapia de descarrego, uma chance a mais para recuperar a confiança. Até falta pediu para bater. Ora, se na marca do pênalti e sem goleiro não deu, quem sabe com uma barreira? Enfim, o Sport dá uma mão e numa linha burra deixa nosso incansável na cara do gol novamente e nos surpreende calando a Ilha do Retiro, com goleiro e tudo. Jonas marcou e choveu em Porto Alegre, mais um prenúncio para a quinta-feira.

Não só nos gols perdidos o time herdou os principais pontos negativos do principal. As expulsões completamente inúteis também estão virando tradição em qualquer categoria. Pelo menos, a fina ironia de Autuori indica a mesma indignação do técnico com a nossa: “Precisamos cometer erros novos”.

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Torcida 100% fechada com o time.

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O blog fará sua parte, inclusive barrando totalmente comentários adversários e cornetas. Antes, durante e quem sabe, depois da partida de quinta. Os parcos cruzeirenses que souberam demonstrar respeito, infelizmente pagam pelos outros. Já gremistada da corneta incondicional por sua vez, já deveria ter se tocado que o momento não é este.

Pior que o racismo…

sex, 26/06/09
por cristian bonatto |

Umas duas semanas atrás, mais ou menos, vinha eu dirigindo pela Ipiranga, com a janela aberta, fumando e incoerente, pensando no meu pai que tinha enfartado na véspera, justamente por dois maços diários de Hollywood. Totalmente disperso, essa era a pauta na cabeça e mais nada. Parando num dos sinais, vem da calçada um negrinho sorridente desviando dos carros até mim: “Irmão, eu não sei fazer pirueta de nada e nem tenho nada pra te vender, mas preciso de uns trocos pra chegar até um abrigo”. Não dei os trocos que eu realmente não tinha e ofereci um cigarro (dã). Ele agradeceu, dizendo que não fumava e depois me saiu com essa: “Tudo bem irmão, bom descanso, só de tu não ter levantado o vidro já me valeu a noite”.

Talvez devesse mesmo ter levantado o vidro na cara do negrinho, estaria sendo apenas mais um naquele sinal, daquela avenida, desta cidade, deste país e deste mundo a ter essa reação de apertar o botãozinho do preconceito na porta do carro. Ninguém coloraria atenção nisso, nem mesmo o negrinho. Dias depois eu, com uma coluna num portal esportivo de grande audiência, aproveitaria o fato de um jogador ter dito que foi chamado de macaco para escrever pérolas de bom-mocismo contra o racismo, deixando clara minha condenação à atitude de Maxi Lopez mesmo saber se ela de fato aconteceu. Afinal, se eu não fizer isso, vão me condenar racista também, por conivência. Antes no do argentino do que no meu.

A Lei diz que todos são inocentes até que se prove o contrário, mas a mídia não tem tempo para isso e já condenou Maxi frente à opinião pública. Como será a recepção ao jogador nos estádios do Brasileirão, no supermercado, no aeroporto? O que aconteceu no Mineirão tem que ser apurado e tem que ter condenação. Tanto para Maxi, se for PROVADA a acusação, como para Eli Carlos no caso contrário. Enquanto isso não acontece, continuam leitores e colunistas de esporte ou horóscopo, jogadores de futebol ou de críquete de todas as raças, etnias e credos a fechar o vidro ou atravessar a rua na simples presença do negrinho aquele. Que inclusive pode estar neste momento em frente a uma banca de jornal lendo as manchetes sobre um jogador de futebol acusando outro de racismo e reagindo a isso com um quase inaudível “pfff…”.

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O jogo de quarta fica muito bem contemplado pelos esmerados textos da Mosqueteira Juliana e do Correspondente Diogo, logo abaixo.

Chega quinta-feira!

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Vestígios de esperança, resquícios de bom futebol

sex, 26/06/09
por mosqueteiras |
categoria 3 Mosqueteiras

Este Grêmio multifacetado que vemos em campo – e fora dele – é desconcertante. Um primeiro tempo intocável e uma etapa complementar atrapalhada nos mostram um time sem identidade. Ou, quero acreditar, sem sorte. O Tricolor, que tem cicatrizes de sua força aparentes desde a face até as vísceras, não pode submergir nos momentos em que deveria apresentar esses estigmas ao adversário. Não se deve dispensar a garra e a raça – tão intrínsecas em nós, Grêmio – em ocasiões de extrema importância como era a última quarta-feira, em Belo Horizonte.

A primeira etapa pode me contrariar, mas, infelizmente, tem sido assim desde o início do ano, quando surge Alex Mineiro para fazer parte do clube mais bélico deste país. Critico o Goleador Cobrador de Penalidades porque é visível que temos alguém para seu lugar, se não mais qualificado, mais participativo e mais Grêmio: Herrera. Sempre esquentando banco nos 45 minutos iniciais, Herrera grita mais da casamata do que Paulo Autuori. Herrera, em poucos instantes, vai mais vezes à linha de fundo do que qualquer ala que acreditamos ter. Eu confio em Herrera.

E diante desses desacordos entre torcida-técnico e torcida-direção, vamos nós novamente, encontrar nossas soluções na esperança. Depositamos todo o otimismo naquilo que temos. Ir ao Olímpico no próximo dia 2 de julho significa deixar em casa os ódios, abdicar das preferências e esquecer as teses. Sim, porque sempre tem quem prefira comprovar suas teses, apontar para os erros e cerrar os dentes com um “Eu disse! Eu sabia! Eu avisei!”. Os gremistas que querem estar na final da 50ª Copa Libertadores da América devem se mostrar dignos e propensos a ser Grêmio.

Maxi López, assunto delicado por perder gols e por falar ou não falar em campo, deve jogar com a boca fechada e com a pontaria afiada. Juntar os resquícios do bom futebol é tarefa para Autuori. Será necessário contar com uma muralha sob as traves (Victor), a segurança da zaga (Léo e Réver), a malandragem dos volantes (Túlio e Adílson), a fibra e dualidade de dois laterais (Thiego e Jadílson – por que Fábio?), os lapsos de criatividade do meio-campo (Tcheco e Souza – Douglas está pronto), e a inspiração e pontaria dos avantes (Herrera e Maxi López).

Sem dúvidas é difícil unir todos essas condições. Mas o Olímpico estará lotado de crédulos, de torcedores lapidados pela paixão, de conhecedores íntimos da garra.  Nada será surpreendente para quem constantemente têm a experiência preciosa – e destinada a poucos – de experimentar o gosto da imortalidade.

Juliana de Brito, estudante universitária, gaúcha de Parobé. E acima de tudo, gremista.

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Carta

sex, 26/06/09
por cristian bonatto |

Caros Gremistas,

Sou um estádio antigo, quase cinquentão. Já sediei centenas de jogos, já recebi muitas torcidas. Vocês mesmos já vieram aqui várias vezes. Então, acho que chegou o momento de expressar minha alegria com sua presença, especialmente quarta passada, já que o jogo era de Libertadores, a obsessão de vocês, que chegaram aos poucos pelo portão 13, em direção às minhas cadeiras inferiores. Logo notei que eram muitos e que havia uns atleticanos entre vocês; demostração da hospitalidade mineira.

O jogo nem tinha começado e vocês já estavam cantando que vieram apoiar o Grêmio para vê-lo campeão, para vê-lo ganhar. Com a bola rolando, Maxi Lopez e Alex Mineiro pararam na trave e no goleiro. Mas vocês não paravam de cantar “Tricolor! Tricolor! Tricolor!”. No primeiro gol sofrido, pensei: agora eles vão parar com essa barulheira. Nada. Vocês seguiam cantando que querem a Copa. Outro gol no início do segundo tempo. Agora eles se calam, imaginei. Tudo na mesma. Vocês continuavam cantando que queriam ver o Grêmio ganhar custasse o que custasse. Mais um gol, o terceiro. Pronto, agora esses loucos vão ficar quietos. Me enganei de novo. Vocês cantavam sem parar que bebem todas que vier e que o Grêmio é seu único amor.

O time podia estar empatando, perdendo ou sendo goleado. E vocês continuavam a festa com bumbos, faixas, cânticos, pulos e palmas. Não estou acostumado a receber visita tão barulhenta, mas é claro que nem pensei em pedir pra vocês pararem. Aliás, não adiantaria pedir… Bom, desculpem qualquer coisa. A desordem dos meus bares, por exemplo. E a sujeira dos meus banheiros. Dizem que vou rejuvenescer a partir do ano que vem. Tomara. Desculpem também pela cor que escolheram para minhas cadeiras. Aliás, desculpem pela existência das cadeiras, que impediram a avalanche no golaço de Souza. O gol da esperança. O gol que deixa o seu Grêmio vivo.

Vou encerrando aqui essa carta. Queria terminar dizendo que vocês fizeram uma bela festa. Sem vocês, gremistas, o jogo seria sem graça. Só haveria silêncio, assobios e euforia pós-gol… É pena que eu raramente seja palco de jogos do Grêmio. Então, quando o Tricolor jogar de novo no meu gramado, podem vir. Estarei de portões abertos para recebê-los. Que inveja do Olímpico!

Ass.: Mineirão.

Diogo Silveira, mineiro de Carmópolis, nasceu no ano azul. É professor de Francês e estudante de Direito na UFMG.

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Chega quinta-feira!

qui, 25/06/09
por cristian bonatto |

Foto: Thiago Ene

Cruzeiro x Grêmio – Pré-jogo

ter, 23/06/09
por cristian bonatto |

Um duelo de gigantes. Difícil fugir do clichê quando se trata de Cruzeiro x Grêmio. O coperismo, o respeito no exterior, o incômodo aos times do eixo e a galeria de taças assemelham os dois clubes e ajudam a fazer do jogo desta quarta um autêntico duelo de gigantes. Duelo que revela, ao longo da história, retrospecto favorável ao Cruzeiro, que ganhou a Taça Brasil 66, a Copa do Brasil 93 e a Libertadores 97 derrotando o Grêmio. Chegou a hora, então, do Tricolor arrancar essa touca e partir rumo ao Tri.

Para nós, gremistas de Minas, o 50º jogo entre Grêmio x Cruzeiro ganha ainda mais importância, pois se a presença do Tricolor aqui normalmente já é escassa, em Libertadores é evento raríssimo. Pela maior competição da América, o Grêmio já jogou seis vezes no estado de São Paulo e outras seis no Rio. Já em Minas foram só duas partidas, ambas em 1997, contra o Cruzeiro. Naquela ocasião, o confronto das quartas-de-final foi, sem dúvida, uma final antecipada. Talvez não se possa dizer o mesmo agora, já que dessa vez há uruguaios e argentinos do outro lado. Se bem que para muitos cruzeirenses a final antecipada da LA #50 já aconteceu: São Paulo x Cruzeiro. A recepção aos jogadores no aeroporto de Confins aos gritos de “Tricampeão!” e “Avisa o Barcelona que o Cruzeiro vem aí!” demonstra a euforia cruzeirense, uma espécie de êxtase pós-Morumbi, que não diminuiu depois da derrota para o Barueri.

Creio que nem todos os cruzeirenses consideram o embate dessa semi-final como já decidido e, portanto, tratam o Grêmio com o devido respeito. Mas na fila para a compra de ingressos foi fácil perceber que muitos já dão como certa a passagem para a final, ou melhor, para as finais: da Libertadores e do Mundial. Da nossa parte, é com cautela e motivação na medida certa que entraremos pelo portão 13 para alentar o Imortal em mais uma batalha pela conquista da nossa obsessão. Rumo ao Mineirão: gremistas mineiros, gremistas gaúchos espraiados nas Gerais, gremistas vindos em caravanas do Rio Grande do Sul e outras partes. E com o anunciado e bem-vindo apoio dos atleticanos. Chegou a hora: Libertadores quæ sera tamen.

Diogo Silveira, mineiro de Carmópolis, nasceu no ano azul. É professor de Francês e estudante de Direito na UFMG.

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