Otimismo (ou realismo) juvenil

Estevão Damázio é Atleticano e exilado. Em Brasília, dedica-se à CBN e escreve para o “Terreiro do Galo” às quintas-feiras.
Caros, já critiquei neste espaço o treinador Marcelo Oliveira (entre outras razões, pelo estilo “amigão”, por ter escalado errado o time contra as raposinhas ou pelas inúmeras reações conformistas diante dos fracassos). Mas não posso deixar de reconhecer nele um cara que privilegia a base, o que há muito não acontecia no Galo. E ao ter ressaltado nesta semana o que chamou de “força jovem do Atlético”, Marcelo apontou o caminho para que afastemos de vez o fantasma do rebaixamento e possamos conquistar, como consolação neste Centenário, uma vaga na Sul Americana do ano que vem. É estratégico contar nesta reta final de Brasileirão com o espírito juvenil de Leandro Almeida, Raphael Aguiar, Renan Oliveira, Pedro Paulo, Welton Felipe; é importante dar à esta garotada a responsabilidade de colocar o time nos trilhos e mantê-lo na elite em 2009; é vital que eles amadureçam o suficiente para conviver com as pressões de um grande clube.
Na minha concepção, uma das chaves para a recuperação alvinegra em 2009 passa também pela manutenção destes garotos no elenco. O presidente Alexandre Kalil tem como grande desafio quebrar o ciclo de descontinuidade que reina no clube nos últimos anos, onde em dezembro a maioria dos jogadores que partem em férias nunca volta e depois do Carnaval, nós, torcedores, somos brindados com um bando de caras novas e manés. Manter a “jovem espinha dorsal” do time, com contratos de gente grande e com a valorização, acompanhada da respectiva cobrança, pode facilitar demais a vida do próximo treinador. Claro, não podemos dispensar craques e mais experientes - o que vai demandar muita organização, criatividade e empenho da nova diretoria.
Mas voltando ao presente, gostaria de analisar os nossos cinco últimos compromissos deste ano, onde a identidade dos atletas formados na base do clube pode ser um diferencial e tanto. Vamos lá: teremos duas partidas que considero dificílimas em casa. Vasco e Santos, ambos lutando também contra o rebaixamento. O que me preocupa nestas partidas é o histórico do Galo no Mineirão neste campeonato. Claro que a maioria das vitórias foi conquistada no Gigante da Pampulha, mas às duras penas, com falhas clamorosas e futebol limitado, o que, na maior parte das vezes, exigiu o empenho e a raça da molecada. Estes mesmos atributos têm que entrar em campo contra um Vasco desesperado, mas com o retorno do perigoso Leandro Amaral, e de um Santos que adora jogar nos contra-ataques, explorando a velocidades dos seus meias e o oportunismo infernal do seu centroavante Kleber Pereira. Está certo que será esta a penúltima partida, as coisas já podem estar resolvidas, mas nunca é bom deixar a decisão para uma partida na qual do outro lado, estará um adversário direto (seja contra o rebaixamento, seja pela Sul-Americana).
Com relação aos jogos fora do Mineirão, serão três pedreiras, na minha opinião: Vitória, do ressentido Ramon, Sport, bem montado pelo competente Nelsinho Batista e sem mais nada a perder por já estar no lucro da Libertadores, e o ainda postulante ao título Grêmio, cujas raça e conjunto superaram até aqui as visíveis limitações do elenco. Faço, inclusive, um apelo ao Marcelo, para que ele não desenhe o time com uma postura covarde. Que tente resgatar a fórmula que ficou perdida lá no Maracanã, diante da Urubuzada: promover uma verdadeira blitz no campo adversário; marcar em cima, explorar a velocidade e o rodízio de jovens atacantes; acionar os laterais; enfim, surpreender. Jogar lá fora como deveríamos ter jogado em todas as partidas no Mineirão, como se a casa fosse nossa!
rss do blog
São Salvador, Bahia de São Salvador

Foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press
Vanessa Lima é Relações Públicas, colunista do “Terreiro do Galo” e escreve aos sábados
Enfim um presidente! Carregado nos braços da Massa, Kalil assume a responsabilidade de administrar nosso glorioso e ressuscitar a nossa esperança. Em seu primeiro discurso, anunciou sua primeira contratação: a torcida. Sim, Kalil, assinamos o contrato com esperança renovada por dias melhores.



Foto da nossa Musa,
