O “clássico treino”, Kalil e o sangue novo que corre nas veias do Luxa

Carlos Brito é Atleticano apaixonado, inflamado e aguerrido. É também um Pai amoroso. Sua filha nasceu em 25 de março.
Não há males que durem para sempre. Perder um “clássico treino” é péssimo e fica engasgado até o próximo jogo valendo de verdade, quando faremos nosso adversário engolir o amargo sabor da derrota. O atleticano é forte por natureza e não deve sair detonando nossos jogadores, citando individualmente seus defeitos como se fossem os responsáveis pela derrota. Somos apaixonados, e não levianos.
Muitos citam o Carini, jogam a culpa do revés neste grande goleiro, que nos dará muitas alegrias ainda. Carini está exposto aos naturais erros e falhas dele e de uma zaga que ainda está se acertando. E verdade seja dita: nem teve como ficar aquecido no jogo (de tão dominador foi o Atlético sobre seu dominado), enquanto o time de Luxa treinava suas peças e seu esquema tático para os acertos no futuro, neste atípico “clássico treino.”
O primeiro gol foi um acidente de trabalho. A bola resvalou em Leandro indo para o gol. Neste lance, nada tem o atleticano a reclamar e nem motivo de comemoração para o outro lado. O segundo gol, no lance em que Werley, jovem promessa, não pulou com o adversário, mostrou que tem muito a aprender com o Cáceres e Jairo Campos, dois espetaculares jogadores. Jairo, para abusar com sua categoria, fez duas faltas no jogo todo, enquanto o palhaço cai-cai adversário seguia expondo toda sua retaguarda para os homens de defesa do Galo. O terceiro gol foi um chute “Secco” do Roger, facilitado pelo posicionamento da zaga.
Os afoitos citam outros tantos jogadores e erram na acusação. Todos os jogadores estão em evolução física e tática – ao contrário do adversário, que há mais de três anos estão juntos. Mas, no quesito “técnica”, estamos bem servidos este ano. Hoje, diferente de outros anos, temos jogadores, um grande técnico e um presidente atleticano como nós. Como há cem anos, temos a “tsunâmica” que é a diferença em Minas.
Quanto aos famosos “HERROS UMANOS” que ainda faz vítimas em todos setores da sociedade, no futebol é um abuso de repetição. Na verdade os “herrantes” não decidiram o jogo, mas interferiram no seu resultado, sim!
Luxa, perturbado com a investida da torcida adversária, depois do revés no jogo-treino, agiu como todo guerreiro, bateu nas veias do braço, mostrando para os serelepes que ali corria sangue preto e branco do Clube Atlético Mineiro. Ofendidos por não ser uma banana, descascaram assim mesmo, engoliram e agora estão entalados.
Kalil é um sangue quente, consequentemente, fica mais exposto e passa a ser alvo dos vampiros que vivem a espreita. É um torcedor, e vê seu Galo sofrer a vingança dos ofendidos e dos mal amados. Raul Seixas tem uma frase que gosto muito: “Eu ando de passo leve para não acordar o dia”. O Kalil deveria pegar rumo nessa frase. Pisar leve na água sem acordar os peixes, pisar no rabo da cobra sem despertá-la, passar pela fumaça sem dissipá-la. No grito, não, Kalil!
Alvinegros em Salvador: A torcida Galo Salvador, tão bem organizada e reunida pelo Geraldo, não importa se é contra nosso rival ou se é contra o simpático Corinthians alagoano, fez uma festa com aproximadamente 100 atleticanos no Restaurante, na Av. Heitor Dias S/N, 2 Leões (ao lado do posto). Foi uma festa antes e depois, pois o amor de atleticano e o crescimento de sua torcida não estão atrelados a uma vitória ou título. Crescemos por AMOR, é a natureza do atleticano.
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