Aqui jaz um blogueiro!
Salve, salve Massa!
Neste teste para cardíaco tirei nota vermelha; perdi média. Fui reprovado! A angina tá comendo solta e acho que dessa eu não escapo. Não há izordil que dê conta! Não li, em cartaz algum, a recomendação de que esse brinquedo “Atlético X Inter” era proibido para os desprovidos de saúde coronária. Não encontrei nenhum “ministério da saúde adverte” e achei que não faria mal algum. Fez! Muito! Nossa Senhora Aparecida da Letra Benta, padroeira dos blogueiros, que me valha!
Enfrentar o melhor elenco do Brasileirão utilizando a mesma estratégia do jogo passado, quando perdemos para o 3º colocado do campeonato, é cruz pesada demais. O coração, esse sujeito independente que não escuta a voz da razão, bateu forte e desesperado. Eu imaginei que alguma mudança aconteceria, tanto na postura quanto na escalação, como acontecera no Maraca há algumas semanas atrás. Quando vi aparecer Juninho; Sheslon, Vinícius, Leandro Almeida e César Prates; Serginho, Márcio Araújo e Elton; Renan Oliveira e Marques; Castillo, quase infartei.
Surpreendentemente, de cara e mostrando autoridade, o Galo partiu pra cima e apresentou o cartão de visitas logo aos 30 segundos de jogo, com Renan Oliveira. Pouco depois o Marques – ê Marques, que capacidade você tem de me calar a boca – fez sua jogada típica pela lateral, aquela mesma arrancada em cima do marcador e que era surpresa na época em que o Mumm-Ra jogava na ala-direita, encontrando o pé esquerdo do detalhista Castillo, esse boliviano que só sabe fazer gol bonito. “Gol feio? Prefiro não fazer”. Golaço, de voleio! Meu coração, agradecido, dançava e cantava solto. Dia de festa, noite de comemoração…
Contudo, o que se viu depois foi um ataque do exército vermelho. Ao invés do Galo adiantar a sua marcação e jogar no contragolpe, ele se recuou todo, rifando a bola quando essa, casualmente, chegava aos seus jogadores. Era como se o time adulto (Inter) estivesse jogando um recreativo contra o juvenil (Galo). Ainda assim, o Galo teve algumas oportunidades de ampliar o marcador, mais uma vez com Renan. No entanto, o requinte do toque colorado contrastava com o chutão Atleticano, sendo essa a tônica dos 30 (trinta) minutos finais do primeiro tempo. Terminar a primeira etapa na frente nos deu alento e expectativa.
Com a troca do lesionado Vinícius pelo Welton Felipe no final do primeiro tempo, sobrou ao Marcelo duas substituições. Discutia quais seriam as melhores alternativas para ampliar a nossa vantagem quando o Marcão cavou um pênalti tão bem encenado que até o próprio César Prates acreditou que era verdade. Tive esperança de que o Juninho se transformaria no herói da noite e rezei para a padroeira ajudá-lo. Que nada! 1X1, gol de Alex, o mesmo que teve outra oportunidade dois minutos depois e a desperdiçou, achando exagerado marcar dois gols na mesma noite. A segunda substituição, previsível, foi a entrada do Pedro Paulo no lugar do Marques. Era necessária! Naquele momento, rendi homenagem à coragem e à alma do Marcelo Oliveira. Corajoso!
Vamos combinar uma coisa: quando não é pra ser, não adianta: não será! E não foi… Não foi noite do Juninho. Ele, que tivera a chance de se consagrar na cobrança de pênalti adversário, falhou bisonhamente, borboletamente, no segundo gol do Inter. Teria tido ele morte cerebral? O que ele tentou fazer? Ele, eu não sei. Mas o Inter, esse tratou de virar o jogo. Temi pelo pior, imaginei o chocolate vindo tal qual um tsunami. Meu coração ficou pequenino, do tamanho do futebol que o Galo apresentava.
Com leitura adequada do jogo, o Marcelo tratou de consertar a falta de ligação que havia no meio campo. Estávamos com uma linha de quatro defensores, 3 meias de contenção e três atacantes. Tirou um volante, Elton, e colocou o Pet no meio, para orquestrar as jogadas afoitas do nosso Time. E foi de Pet o passe para Pedro Paulo que, numa jogada de personalidade e certa displicência, fez o gol que nos daria o empate. Embalado pelo gol, o Galo ainda teve chance com o Renan e Castillo, que desperdiçaram feio a chance do vira-vira. Assim também como teve a chance o Inter, nos segundos finais de partida, fazendo subir um gosto ruim de sangue na garganta.
Final de jogo, 2X2 e a queda para a 13ª posição, com 38 pontos. Foi, na minha opinião, um bom jogo e um bom teste para saber se poderei enfrentar o ano recessivo de 2009. Agora, se alguém esperava mais do que um empate perante o Inter de D’Alessandro e Nilmar, esse alguém deve estar na UTI da Santa Casa. Não com problemas cardíacos, mas psicológicos. Esse era o empate esperado nos jogos em casa. Não está bom, mas é o possível! E é importante saber que buscaremos ainda 2 vitórias e encontraremos, infelizmente, 1 derrota no Mineirão. Nossa meta é chegar aos 46 pontos e, para tanto, ainda buscaremos 2 empates fora de casa. No todo, a rodada até que não foi tão ruim assim, tendo até uns motivos para rir, não acham?
Raça e espora afiada. Sempre!
Foto da nossa Musa, Danielle… Precisa mais motivo para estar vivo?
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Depois disso, o que se viu foi uma verdadeira eclampsia vivida pelo sistema defensivo (se é que existe) Atleticano. Vitor descolou um passe açucarado para o veterano Baier que concluiu, sem que qualquer defensor Atleticano esboçasse o desarme da jogada. Ridículo! E pior, na saída de bola, que deveria ser ao nosso favor, tornou-se a jogada que resultou no pênalti a favor dos fumos. Ainda bem que eram goianos! (Nota: “fumo goiano” é uma expressão que significa “coisa de baixa qualidade” e, portanto, não estou me referindo ao povo goiano, que é da melhor qualidade). Iarley cobrou o pênalti e deixou a noite do Édson mais leve, ao defendê-lo!




