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Aqui jaz um blogueiro!

Sáb, 25/10/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

Neste teste para cardíaco tirei nota vermelha; perdi média. Fui reprovado! A angina tá comendo solta e acho que dessa eu não escapo. Não há izordil que dê conta! Não li, em cartaz algum, a recomendação de que esse brinquedo “Atlético X Inter” era proibido para os desprovidos de saúde coronária. Não encontrei nenhum “ministério da saúde adverte” e achei que não faria mal algum. Fez! Muito! Nossa Senhora Aparecida da Letra Benta, padroeira dos blogueiros, que me valha!

Enfrentar o melhor elenco do Brasileirão utilizando a mesma estratégia do jogo passado, quando perdemos para o 3º colocado do campeonato, é cruz pesada demais. O coração, esse sujeito independente que não escuta a voz da razão, bateu forte e desesperado. Eu imaginei que alguma mudança aconteceria, tanto na postura quanto na escalação, como acontecera no Maraca há algumas semanas atrás. Quando vi aparecer Juninho; Sheslon, Vinícius, Leandro Almeida e César Prates; Serginho, Márcio Araújo e Elton; Renan Oliveira e Marques; Castillo, quase infartei.

Surpreendentemente, de cara e mostrando autoridade, o Galo partiu pra cima e apresentou o cartão de visitas logo aos 30 segundos de jogo, com Renan Oliveira. Pouco depois o Marques – ê Marques, que capacidade você tem de me calar a boca – fez sua jogada típica pela lateral, aquela mesma arrancada em cima do marcador e que era surpresa na época em que o Mumm-Ra jogava na ala-direita, encontrando o pé esquerdo do detalhista Castillo, esse boliviano que só sabe fazer gol bonito. “Gol feio? Prefiro não fazer”. Golaço, de voleio! Meu coração, agradecido, dançava e cantava solto. Dia de festa, noite de comemoração…

Contudo, o que se viu depois foi um ataque do exército vermelho. Ao invés do Galo adiantar a sua marcação e jogar no contragolpe, ele se recuou todo, rifando a bola quando essa, casualmente, chegava aos seus jogadores. Era como se o time adulto (Inter) estivesse jogando um recreativo contra o juvenil (Galo). Ainda assim, o Galo teve algumas oportunidades de ampliar o marcador, mais uma vez com Renan. No entanto, o requinte do toque colorado contrastava com o chutão Atleticano, sendo essa a tônica dos 30 (trinta) minutos finais do primeiro tempo. Terminar a primeira etapa na frente nos deu alento e expectativa.

Com a troca do lesionado Vinícius pelo Welton Felipe no final do primeiro tempo, sobrou ao Marcelo duas substituições. Discutia quais seriam as melhores alternativas para ampliar a nossa vantagem quando o Marcão cavou um pênalti tão bem encenado que até o próprio César Prates acreditou que era verdade. Tive esperança de que o Juninho se transformaria no herói da noite e rezei para a padroeira ajudá-lo. Que nada! 1X1, gol de Alex, o mesmo que teve outra oportunidade dois minutos depois e a desperdiçou, achando exagerado marcar dois gols na mesma noite. A segunda substituição, previsível, foi a entrada do Pedro Paulo no lugar do Marques. Era necessária! Naquele momento, rendi homenagem à coragem e à alma do Marcelo Oliveira. Corajoso!

Vamos combinar uma coisa: quando não é pra ser, não adianta: não será! E não foi… Não foi noite do Juninho. Ele, que tivera a chance de se consagrar na cobrança de pênalti adversário, falhou bisonhamente, borboletamente, no segundo gol do Inter. Teria tido ele morte cerebral? O que ele tentou fazer? Ele, eu não sei. Mas o Inter, esse tratou de virar o jogo. Temi pelo pior, imaginei o chocolate vindo tal qual um tsunami. Meu coração ficou pequenino, do tamanho do futebol que o Galo apresentava.

Com leitura adequada do jogo, o Marcelo tratou de consertar a falta de ligação que havia no meio campo. Estávamos com uma linha de quatro defensores, 3 meias de contenção e três atacantes. Tirou um volante, Elton, e colocou o Pet no meio, para orquestrar as jogadas afoitas do nosso Time. E foi de Pet o passe para Pedro Paulo que, numa jogada de personalidade e certa displicência, fez o gol que nos daria o empate. Embalado pelo gol, o Galo ainda teve chance com o Renan e Castillo, que desperdiçaram feio a chance do vira-vira. Assim também como teve a chance o Inter, nos segundos finais de partida, fazendo subir um gosto ruim de sangue na garganta.

Final de jogo, 2X2 e a queda para a 13ª posição, com 38 pontos. Foi, na minha opinião, um bom jogo e um bom teste para saber se poderei enfrentar o ano recessivo de 2009. Agora, se alguém esperava mais do que um empate perante o Inter de D’Alessandro e Nilmar, esse alguém deve estar na UTI da Santa Casa. Não com problemas cardíacos, mas psicológicos. Esse era o empate esperado nos jogos em casa. Não está bom, mas é o possível! E é importante saber que buscaremos ainda 2 vitórias e encontraremos, infelizmente, 1 derrota no Mineirão. Nossa meta é chegar aos 46 pontos e, para tanto, ainda buscaremos 2 empates fora de casa. No todo, a rodada até que não foi tão ruim assim, tendo até uns motivos para rir, não acham?

Raça e espora afiada. Sempre!

Foto da nossa Musa, Danielle… Precisa mais motivo para estar vivo?

Eu quero raça… Do Time todo!

Dom, 28/09/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

Em 1998 ministrei uma série de palestras para o Batalhão de Missões Especiais da PM/MG, falando sobre a importância da atividade física no combate ao estresse. Era comandante do BME o coronel Severo Augusto. Como faz parte do dia-dia desses oficiais o estresse, o objetivo deste trabalho era mostrar a diferença entre o “estresse produtivo” e o “estresse improdutivo”. Como o próprio cel. Severo disse na época, “para retomar um presídio ou desbaratar um seqüestro, o policial precisa ter uma dose certa de estresse, para que fique completamente ligado o tempo todo, e pronto para reagir.” Esse é o estresse produtivo! O estresse improdutivo, aquele que se dá pelo excesso de tensão e que impede reações adequadas, esse deveria ser tratado com atividade física regular.

No jogo de hoje entre o Atlético e o Figueirense pela 27ª rodada do Brasileirão 2008, o Galo entrou brochado geral! Entrou meia bomba, um completo coadjuvante do espetáculo. Com 33 pontos na tabela e distante dos adversários que brigam contra o rebaixamento, os jogadores do Atlético entraram como se o campeonato já tivesse terminando e não houvesse necessidade de colocar os três pontos na sacola para sair definitivamente do grupo candidato à degola. Com tudo em dia e sem sofrer diretamente as conseqüências do agitado bastidor político do Galo, vimos nosso Time empatar com o Figueirense, dono da pior defesa do campeonato e que leva dois gols, em média, por partida.

Nem estresse produtivo, nem improdutivo. Aliás, os números mostram o quanto o Galo “agrediu” o oponente. Seis finalizações contra o gol catarina. E só! Alguns desses lances, no início do jogo, davam a impressão de que a vitória seria nossa e o gol inaugural aconteceria a qualquer momento. Lenílson, Marques e Renan Oliveira, o trio de ataque, alternava as investidas contra o gol adversário e por pouco, de cabeça, o Lenílson e o Renan não marcaram. O entrosamento do Marques com o César Prates era o melhor possível, com boas passagens do nosso veterano pela ala esquerda. Foi do xodó uma das melhores oportunidades de gol, mas desperdiçada displicentemente. A zaga, sempre afoita, municiava o contra-ataque adversário ao tentar ligar a defesa ao ataque. O Mariano não esteve inspirado durante o jogo, e nas suas tentativas de avanço pela ala terminavam em desarme. Como tínhamos três volantes no meio-campo, Rafael Miranda, Serginho e Márcio Araújo, o único setor que realmente avançava com qualidade era o esquerdo. Do lado de lá, pouca produção e muita marcação. Foram poucas as vezes que nosso Juninho precisou ser acionado.

No segundo tempo, Marcelo Oliveira trocou o 4-3-1-2 pelo 4-4-2, tirando um dos volantes (Márcio Araújo) para a entrada de um armador (Petkovic) e recuando o Renan Oliveira para ajudar na marcação. Também deu fôlego novo, ao trocar o pesado Lenílson pelo Castillo, dono de ótimo passe e leitura de jogo, mas avesso a marcar gols. Contudo, nem a presença do santo sérvio serviu para mudar a sorte do jogo. Em noite nada inspirada, Pet era presa fácil da marcação “istepô”. Elton entrou no final do jogo, no lugar do contundido Serginho, e mostrou combatividade e bons passes. Mas nada que mudasse o zero a zero dos resignados. 34 pontos e a manutenção da 12ª colocação na tabela. É muito pouco!


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Alguém precisa dar um chacoalho nesta equipe, colocar algum estresse sobre esses jogadores. A ameaça existe e será que eles não percebem? Não estamos tão distantes das últimas colocações… E todo Atleticano almeja uma posição mais digna no campeonato. Teremos a seqüência de morte mais uma vez pela frente, tendo Palmeiras e Flamengo nas casas dos adversários, e deveríamos desperdiçar dois pontos assim?

Ponto positivo para a Massa Atleticana, que volta a cuidar da sua casa e colocar ordem no Terreirão da Pampulha. Mais de 20.000 presentes no Gigante, em pleno sábado. E deverá ser assim até o final do campeonato. A cada jogo, mais Atleticanos empurrando o Time e cobrando raça. O estresse produtivo precisa ser liberado, o sangue nos olhos deve estar presente. E isso, a Massa Atleticana sabe incentivar como nenhuma outra.

Raça e espora afiada. Sempre!

Bebedor de pau-do-índio rouba o Galo no Mineirão!

Qui, 04/09/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

Baitola! Safado! Esse juiz, bebedor de pau-do-índio, foi o responsável direto pelo empate amargo do Galo contra o São Paulo. Desde épocas arnaldianas e whrightinianas, eu não sentia tanto ódio. Teve o episódio do Simon, mas esse ultrapassou. Foram dois pênaltis roubados, surripiados, pelo senhor N N Filho. Tabacudo!

O empate em 1 X 1 com o São Paulo nesta quarta-feira foi construído (ou destruído) com mais um gol contra da nossa defesa. Li certa vez que “ataque leva o torcedor ao campo, mas é a defesa que vence o certame”. Entendo que, se o Galo tivesse uma boa defesa, teríamos ainda mais torcedores dentro de casa. É insuportável ver o Marcos jogar! Tenho a mesma repulsa dele que tenho pelo Francisco Cuoco. Pra mim, o Marcos é o Francisco Cuoco do futebol brasileiro. Péssimo dos péssimos, mas curiosamente sempre escalado. Antes do início do jogo, respondeu à Itatiaia se havia vencido no cara-coroa: “saí perdindo”…

Mesmo com mais volume de jogo, o Galo não parecia ir pra cima do tricolor com o ímpeto de vitória. Apesar de ter as melhores oportunidades, o Galo chegava com desinteresse ao gol do Proposta (apelido dado pelo Sacripantas ao Rogério Ceni, depois da controversa proposta do Arsenal ao goleiro). Jael, Lenílson e Márcio Araújo não chutavam a gol, soltavam um pum. Eu nunca vi tantos gols feitos perdidos por jogadores profissionais. Será que temos um “quinta-coluna” infiltrado nas nossas fileiras? Toques de calcanhar, gracinhas e palhaçadinhas destoavam do placar, que desde os 18 minutos do primeiro tempo já estava negativo.

Com Édson; Mariano, Marcos Cuoco, Leandro Almeida e Calisto; Rafael Miranda, Serginho, Márcio Araújo e Lenílson; Jael e Renan Oliveira. Serginho foi o destaque do jogo! Mesmo perdendo várias bolas ao tentar dribles desconcertados, foi ousado e chamou a responsabilidade. Foi dele o passe justo e certo para o Mariano, que cruzou para o Márcio Araújo, autor do gol de empate aos 36 da etapa complementar, por entre as pernas do Proposta. Além de Serginho, que nos últimos jogos tem aparecido positivamente, outro que me agradou foi o Calisto. Raçudo, defendeu com afinco e apoiou dentro da sua limitação técnica.

Renan Oliveira não disse a que veio e Jael anda complicando demais as jogadas, enfeitando-as e desperdiçando bons momentos. Lenílson correu mais do que no jogo contra a Lusa, mas perdeu gols que até o Rafinha faria. Pedro Paulo e Castillo entraram nos lugares de Jael e Renan Oliveira. Ouvi um comentário, na hora da substituição, de que o Castillo era um bom finalizador. Como é que sabem, alguém já viu um gol dele?

E foi o Jael que recebeu as duas faltas dentro da área, não assinaladas pelo tabacudo bebedor de pau-do-índio. Esse árbitro estava estreando na série A e, por isso, não teve coragem de marcar as penalidades? Covarde! Não gosta do Galo porque torce para algum time derrotado pelo Atlético recentemente? Ladrão! Torço para que o salafrário leia esse blog. Venha ler o que penso de você, vem? Ou então, aproveitando que você é da terra do Jeremias, pedirei pra ele te dar o recado… E você, Atleticano(a), o que você diria para esse safado N N Filho?

Dois pênaltis claros não assinalados, e deixamos de somar mais 2 pontos. Assim, com 30 tentos adquiridos, permanecemos em 12º lugar. Independentemente do restante da rodada, continuaremos nesta posição ridícula. Teremos a janela para os jogos da seleção canarinho, a nossa freguesa. Espero que o Marcelo Oliveira faça bom proveito dessa janela (pule dela?), e treine essa equipe para que possamos ter resultados verdadeiramente positivos. Não queremos dominar o jogo. Queremos vencer!


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Auditoria 

Saindo da esfera técnica e indo para a esfera administrativa, informo à Massa que procurei informações sobre a Acol, empresa que fará a auditoria para o Atlético. A Acol é uma “empresa que se dedica a realizar Auditoria Integral, uma modalidade de exame mais acurado que transcende as auditorias contábeis e operacionais. Para tanto contamos com uma equipe multidisciplinar, formando parcerias com especialistas, indispensáveis para cada fase do trabalho que estamos executando. Exemplificando, para a área tributária contamos com apoio de escritório de renome em Belo Horizonte, para área trabalhista e pessoal outro escritório cujo sócio já foi Auditor do INSS, e, assim por diante. A Coordenação é nossa que estamos no ramo há mais de 36 anos, com atuação nos mais variados seguimentos, não só como Auditor, mas também como Controller, o que nos permitiu o conhecimento teórico, prático e de execução.”

As informações me foram passadas pelo sócio Ademir Chaves, a quem agradeço os esclarecimentos. Ao menos o Atlético escolheu uma empresa que entende e pratica o conceito da transparência e boa relação com o mercado. Obrigado pelas respostas.

Raça e espora afiada. Sempre!

Ave que encolhe no frio é pinto!

Dom, 31/08/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

O Galo deste domingo sofreu. Sofreu com a falta de técnica da sua zaga e das suas laterais, sofreu com a falta de vontade de seus jogadores no meio campo, e sofreu com a dificuldade que seus atacantes tiveram para dominar a pelota e levar algum perigo ao gol lusitano. E sofreu com o frio.

Não há nada que justifique a falta de vontade do Renan Oliveira, que em 60 minutos que jogou, só pegou na bola para perdê-la. Nada fez, nada produziu. Em hipotermia cerebral, ele e o Lenílson foram dois jogadores a menos no Atlético, que enfrentou a Portuguesa no Canindé neste domingo pela 23ª rodada do Brasileirão. Posso dizer, com os olhos de quem estava a menos de 10 metros do campo, que este Time não tem organização tática, não tem jogadas ensaiadas e que a ligação entre setores se dá com o chutão do Édson – escorregando ao bater na bola – e a cabeça de quem chegar primeiro. Quase sempre chega primeiro o adversário, que se põe a atacar nossa defesa, esse calcanhar de Aquiles rachado e com esporão.

O Édson protagonizou momentos de inspiração, com defesas milagrosas. Foi digno de aplausos e até admiração. Debaixo da trave é um goleiro honesto. Mas não peçam para ele interceptar jogadas aéreas, nem mesmo sair da pequena área. É pedir para sofrer. E se a bola vier atrasada e ele tiver que repô-la, pode preparar a reza e a vela. O César Prates, para jogar contra a Portuguesa, é suficiente. O Calisto, nem isso! O César cobrou bem uma falta, que resultou no nosso gol, e chutou no travessão no segundo tempo. Esperar mais do que isso é perder o tempo. A dupla de zaga continua pior do que a gestão do ex-prefeito Pitta. Desorganizada e cheia de furo! O Marcos foi facilmente driblado (você o verá ‘participando’ da jogada de empate, no gol de Washington) e o Leandro Almeida saiu nas bolas erradas, brindando-nos com seus retornos preguiçosos.

O meio-campo foi osso! Rafael Miranda ganhou algumas bolas aéreas, perdendo-as todas ao tentar passar. O Márcio Araújo, também coadjuvante na jogada de empate, combateu mais, avançou mais, e perdeu mais. Até aí, nada de novo. Mas a grande decepção neste setor foi o Lenílson. Infelizmente, o único momento de alegria concedida aos Atleticanos que compareceram ao Canindé foi quando ele saiu, para a entrada de Pedro Paulo. Ponto positivo para o Serginho, que foi o mais lúcido do meio-campo.

Outros substituídos e que pouco apareceram foram os dois homens de frente: Jael e Renan Oliveira (esse, o pior jogador em campo). Tchô e Raphael Aguiar entraram e pouca coisa também fizeram. O Raphael aprontou aquela correria inócua na esquerda (lugar que pertence ao Marques e que fez uma baita falta) e o Tchô, de concreto, teve uma bela chance de marcar no finalzinho do jogo, mas errou um voleio que parecia pintar como taboa da salvação. Furou! Aliás, a furada do voleio do Tchô sintetiza o Time do Atlético. Quando a gente acha que vai dar alguma coisa, aí é que não dá nada mesmo!

Destaque positivo para o Pedro Paulo. Em menos de 20 minutos, fez muito mais que Lenílson, Jael e Renan Oliveira. Cavou faltas e expulsão de zagueiro adversário. Ao final da partida, foi o único que se aproximou da torcida Atleticana e nos atirou uma camisa. Cena que vale registro foi a felicidade do camarada que a receptou, esfregando-a no rosto e dizendo: “o suor dele é o meu sangue”. Comovente. Depois, o sortudo da noite me perguntou: “Como é mesmo o nome desse jogador?”


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Enfrentando o frio e as dores nas vistas de ver uma pelada ruim em estádio mal conservado, estavam os brothers Roger, Vinícius, Gilberto e Evandro. Essas amizades que fazemos nos estádios, às vezes, justificam o ingresso. Porque ver o Galo empatar com a Lusa e sair satisfeito é o fim da picada. Por mais frio ou difícil que estivesse, o Galo não poderia jogar como time pequeno. Qual o quê. Foi fazer o gol, no único chute que deu a gol no 1º tempo, e o Galo se fechou, preocupando-se apenas em não levar. Levou! Ave que encolhe no frio é pinto, e não Galo!

1 X 1, 12ª posição. É menos do que merecemos, mas é o reflexo desse Time. Agora virão o São Paulo (parada torta), em casa, e o Ipatinga, no Vale do Aço. Em que posição terminaremos esse campeonato? Na comunidade do Terreiro temos nova enquete. Pelo sufoco que a Gaja nos deu, podemos esperar mais placares dilatados e desfavoráveis. O Wander deu uma bela idéia das faixas “comemorativas” que deveríamos carregar nas próximas manifestações. Se você tiver alguma idéia, deixe-a na caixa de comentários. Participe, dê sua opinião!

Raça e espora afiada. Sempre!

Diretoria, corra!

Sex, 22/08/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

Eu corro! Três vezes por semana eu corro. Corro em média 30 minutos, a uma velocidade média de 9 km/h. Desde que assumi o blog do torcedor, em fevereiro desse ano, passei a adotar a corrida como forma de espairecer e queimar a ansiedade e a tensão. Como meus amigos devem saber, moderar um espaço em que se concentra tanta atenção (amiga e nem tanto) e com a responsabilidade de ler até os mais absurdos impropérios – aplicar esporadas em alguns –, não é tarefa das mais simples. Gasto, com prazer, grande parte do meu tempo produtivo neste projeto, por amor ao Galo. Nada recebo, a não ser a amizade dos diletos e o respeito dos adversários. Compartilho a responsabilidade de nutrir o espaço com os colunistas conhecidos, com os textos enviados pelos leitores e, principalmente, com o recheio precioso das caixas de comentários, que são as jóias da coroa (desculpem-me, eu não encontrei outra definição que pudesse evitar essa “coroa”).

Por isso eu corro! Além de manter a saúde em dia, correr permite que o cérebro oxigene mais. É um dado científico, com resultados comprovados. Comprovados por experiências como a que assistimos hoje, no jogo Atlético X Goiás, pela 2ª rodada do returno. Definitivamente a falta de correr faz com que o cérebro morra asfixiado. Por isso, temos uma zaga acéfala! Não correm, não pensam! Cada dia que passa torna-se mais difícil encontrar um momento sequer de inteligência, de lucidez, dessa defesa do Galo. E hoje não foi diferente! Num jogo em que o Édson é eleito o melhor em campo, podemos imaginar como se portaram os demais jogadores…

Entramos com Édson; Mariano, Marcos, Leandro Almeida e Renan; Rafael Miranda, Márcio Araújo, Yuri e Pet; Marques e Jael. Tirando o Mariano, que no segundo tempo precisou jogar na lateral esquerda para a saída de Renan (um falso lateral, falso terceiro zagueiro, falso volante), o resto do sistema defensivo do nosso Time foi osso. A dupla Marcos e Leandro Almeida pode abandonar a carreira de futebol para se transformar na atração principal da noite do terror, do Playcenter. Meu Deus!

Iniciamos o jogo de igual pra igual com o Goiás – vê se pode? – e demoramos para arrumar a casa. Com o Pet muito bem marcado e com o Paulo Baier disposto e livre, as melhores chances do início de jogo eram sempre esmeraldinas. Ainda assim, nada que levasse real perigo ao gol do Borboleta. Nosso combativo Jael, que joga bola muito melhor do que dá entrevista, encarnava o espírito Atleticano da entrega. Não tinha bola perdida para o garoto (um alento). A trinca Marques, Pet e Jael foi a responsável pelo único momento de felicidade da noite: a jogada que resultou no pênalti, magistralmente convertido pelo Pet, aos 19 minutos do 1º tempo.

Depois disso, o que se viu foi uma verdadeira eclampsia vivida pelo sistema defensivo (se é que existe) Atleticano. Vitor descolou um passe açucarado para o veterano Baier que concluiu, sem que qualquer defensor Atleticano esboçasse o desarme da jogada. Ridículo! E pior, na saída de bola, que deveria ser ao nosso favor, tornou-se a jogada que resultou no pênalti a favor dos fumos. Ainda bem que eram goianos! (Nota: “fumo goiano” é uma expressão que significa “coisa de baixa qualidade” e, portanto, não estou me referindo ao povo goiano, que é da melhor qualidade). Iarley cobrou o pênalti e deixou a noite do Édson mais leve, ao defendê-lo!

Manteve-se o 1 X 1 e esse placar perdurou por todo o jogo. No 2º tempo saíram Pet (que marcou o gol e foi anulado pela defesa goiana), Renan e Yuri (que não vi jogar), para a entrada de Gedeon, Denílson e Tchô, que nada acrescentaram ao jogo. Mais um resultado desastroso neste ano!

Faço aqui uma consideração: com as entradas constantes de Denílson, Yuri, Tchô, Raphael, está sendo formado o time de jogadores da base com quem conviveremos no próximo ano. Este será o Galo 2009! Acho uma leviandade queimar esses jogadores, Massa! São pobres crianças (18, 19 anos) tendo que comprar o boi de irresponsáveis que prometeram a mãe para a torcida, no início do ano, e que agora lançam a garotada no fogo. Não deveriam carregar a cruz; essa cruz pertence a essa diretoria, que apresenta sérios problemas na produção de sinapses.

Para encontrar caminhos verdadeiramente consistentes para o Galo, Atleticanos com condições de elaborar um projeto sério estão se reunindo cada vez mais, como a ATCAM - Associação dos Torcedores do Clube Atlético Mineiro. Parabéns pela iniciativa e que mais projetos apareçam (propor idéias é apenas um passo, temos que ter projetos executáveis). O Terreiro do Galo se apresenta como um porto seguro para a nossa Nação!

E aos diretores que não conseguem encontrar uma solução para o nosso Galo, sugiro que corram! Correr faz bem pra saúde, oxigena o cérebro…

Raça e espora afiada. Sempre!

Foto: Pedro Vilela/Esp. EM/D.A Press

Galo, urubu e hienas

Qui, 10/07/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

Búúúúú! Você se assustou? Nem nós, com o Menguinho! A esmola foi grande demais e os urubus-pavão saíram do Mineirão gostando do trocado recebido. Exageramos na dose. Uma simples derrota com pouco gol já seria suficiente pra deixar a favelada faceira. Perdemos a chance de estropiar de vez o visitante catimbeiro que, diga-se de passagem, teve um primeiro tempo consistente contra um Galo desfalcado e que começou errado.

Já há muito tempo batemos na mesma tecla: Danilinho não é o segundo atacante que precisamos, pois, para ser atacante, o Pequeno ainda precisa aprender a chutar. Enquanto não desenvolve essa habilidade, a melhor posição na qual demonstra sua capacidade de infernizar é naquele “1” do Zagallo. E o Gallo percebeu isso e mudou o Galo ainda no primeiro tempo. Colocou o Castillo Pé-murcho no lugar do Amaral e deixou o boliviano e o Eduardo plantados à frente, enquanto o Danilinho, um pouco mais recuado, deitou e rolou na defesa carioca (o Dininho deve tá procurando a bola até agora), além de ser um dos mais combativos no desarme do meio-campo.

Mas a mudança aconteceu tarde demais. O Amaral, improvisado na lateral esquerda, tomou um corte do honesto Marcinho, que marcou o gol contra o time da sua devoção. Deve ter doído, pois a cara de tristeza que ele fez ao NÃO comemorar o gol deu dó. Deve ser incômodo pra torcida Zé Carioca perceber que seu principal artilheiro tem outro Time e torcida em seu coração… Talvez por isso alguns flamengueiros estejam pleiteando que o Galo pague os salários do Marcinho. São uns comédias! Não é só na Gávea que a grana ta curta. Aqui as coisas estão complicadas também.

Terminamos o primeiro tempo atrás e com a sensação de que teríamos trabalho pra reverter o placar. O segundo tempo foi marcado, no seu início, pela quantidade de oportunidades perdidas por ambos os times, mas marcado principalmente pelo cai-cai do time visitante. Sobrou catimba e faltou galhardia por parte do Menguinho e até o Bruno, um dos mais “lembrados” pela Massa Atleticana, entrou nessa de segurar o jogo e a vitória parcial suada e injusta. Mas justiça fez o Marcos, e justiça seja feita a ele. Fez bem o seu trabalho como defensor e, ainda, fez o que o ataque do Galo não consegue fazer. Gol. E outros gols sairiam, caso o Renan, o Danilinho, o Serginho (que bola na trave!), o Pet, o Castillo Pé-murcho tivessem acertado o alvo. O Elton e o Rafael Aguiar entraram e deram bastante mobilidade do meio campo pra frente, mas não conseguimos mudar o placar final.

Ficamos neste empate insosso contra o Urubu-pavão, que aproveitou da retranca para se safar com o empate. E a meta que eu havia proposto, de 3 vitórias e 2 empates em 5 jogos, foi para o espaço. Só temos, agora, condições de almejar 2 dificílimas vitórias, pois serão os dois principais adversários, pelo mando de campo e rivalidade.


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Deve ter muito adversário com Síndrome de Hiena contente com os nossos empates. Só espero que não haja atleticanos acometidos da mesma síndrome. Ontem éramos quase 35.000 no Mineirão (e milhões espalhados por esse mundão) em uma quarta-feira fria. Eu, meu pai, o grande Buzagalo e amigos, e outros tantos Atleticanos insatisfeitos com a diretoria e com os desmandos em nosso Galo, mas empurrando o tempo todo o nosso Time.

Falta muita coisa ainda! Falta atacante, falta o departamento médico esvaziar, faltam vitórias, mas não falta raça. Vamos para a próxima batalha com muito mais confiança, pois encaramos o “bicho papão” e vimos que não passava de conto da carochinha.

Raça e espora afiada. Sempre!

Jogamos como nunca e não ganhamos, como sempre!

Seg, 07/07/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

Se há alguém satisfeito com o empate entre o Galo e o Palmeiras, esse alguém não sou eu! E se alguém me disser que tenho que considerar o fato do Galo ter jogado melhor, eu perguntarei: e o que nos valeu? Quantos pontos o Galo colocou na algibeira?  O que adianta o Atlético ter jogado os 20 melhores minutos dos últimos 15 anos se, ao apito final, só levou 1 ponto do jogo? E você, como você avalia o desempenho do Time?

O que adianta seu filho tirar 10 em quase todas as matérias, mostrar ser um aluno aplicado em quase todas as disciplinas, não faltar a quase nenhuma aula, e ser reprovado em Matemática?

Jogamos como nunca e não ganhamos, como sempre!

Essa frase, popularizada pelos torcedores da Fúria (que coincidentemente venceu a Eurocopa desse ano), sintetiza o jogo em que o Galo empatou com um combalido Palmeiras pela 9ª rodada do Brasileirão 2008, num espetáculo onde os torcedores rivais eram compadres e o jogo, de comadres.

Foram os primeiros minutos mais felizes que eu tive no Mineirão, desde que atingi a idade adulta. Num domingo em que até o Rubinho conquistou o pódio, tive convicção de que os 3 pontos seriam nossos. Tudo dava certo no começo da partida: Mariano, o lateral estreante, mostrando segurança e caindo pelo meio; César Prates, chegando com perigo à linha de fundo, fazendo cruzamentos certeiros… um meio campo bem postado, com três volantes firmes neutralizando a criação do time de verde, enquanto o Danilinho infernizava a defesa palmeirense… Meu Deus, que começo inacreditável! Tinha certeza de que era só questão de tempo e o Galo abriria o placar.

E abriu! Com um cabeceio nervoso, o Eduardo nos fez lembrar que temos atacante e venceu a barreira humana chamada Marcos. Eu e meu pai, no gol oposto, abraçávamos e a alegria era demais. A Massa saudou o “novo Galo”, cantou e balançou o Mineirão, aplaudiu a saída do valente Vinícius e até desconsiderou as espirradas de taco do Castillo, que enfim teve a sua chance. E quando a alegria parecia não ter fim, veio o júbilo! Pênalti cavado pelo Eduardo “Rompedor”. Pênalti!!! Além de sonhar com a vitória, o telão do Mineirão começou a mostrar torcedores gesticulando 4 X 0. Goleada, pensamos todos!

Meu pai me perguntou “quem vai bater?”, eu respondi: “o Renan, e ele vai afundar o Marcos”. Qual o que?! Como um aluno displicente diante do mestre numa prova final, bateu o pênalti com descaso imenso e recuou a bola para o goleiro.

Daquele momento em diante, a magia se acabou e o verdadeiro Galo, limitado e inseguro, mostrou-se novamente aos mais de 30.000 torcedores que compareceram ao Mineirão. O Edson, que com boas defesas demonstrava boa forma física, era o tempo todo chamado a atenção por causa da reposição demorada da bola. A zaga, formada pelo “novo” Marcos e pelo travado Welton, era raçuda e vez ou outra nos deixava em situação de perigo. As laterais, com boa variação de jogadas pelas alas ou infiltrando no meio, era a nossa melhor estratégia de ligação com o ataque, já que ficamos sem o nosso 10. Nosso meio-campo neutralizador, formado por Serginho, Márcio Araújo e Renan, também perdia bolas importantes, e passes certos eram cada vez menos constantes, à medida que o cansaço físico aumentava. Danilinho e Eduardo, cada um na sua posição original, mostraram garra e vontade. E os dois, juntos com o boliviano Castillo, abusaram da falta de pontaria e da falta de giz no taco, fazendo valer a velha máxima do futebol: quem não faz, leva!

Levamos! Situação esquisita com falta estranha e expulsão contestável. Poucas vezes vi uma bola fazer tamanha curva. Estava selado mais um empate. Se a esperança de goleada acabara quando o Renan perdeu o pênalti, o sonho dos 3 pontos caiu por terra naquele gol de falta. Com um jogador a menos, com nítido cansaço e sem condições de reação, sucumbimos diante do tinhoso Porco.


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Que gosto amargo teve esse empate!

Pois bem, lição de casa mal feita. Perdemos pontos importantes. Não soubemos fazer valer a superioridade. Como castigo, espero que o Renan seja obrigado a cobrar 1.000 penalidades, depois do expediente, pra ver se aprende a chutar como homem. Espero que o César Prates seja multado pela expulsão desnecessária. E, por favor, não venham dizer que o árbitro manipulou o resultado. Por mais que ele tenha errado, não foi ele que cobrou o nosso pênalti e não foi ele que cobrou a falta pro Palmeiras. Esse tipo de reclamação não nos faz melhorar a situação na tabela e nem ter o jogador no próximo jogo.

Estamos mal na tabela. O nosso boletim tá vermelho e cada jogo é uma prova final. Estamos “de recuperação” e de nada adiantará jogar bonito, se formos reprovados no final do ano!

Raça e espora afiada. Sempre!

Só mesmo São Pet

Seg, 30/06/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

Gols praticamente feitos, mas perdidos por muito pouco. Se até o Willy Gonser faria esses gols, com os olhos vendados, “pomba”, por que o ataque do Galo não consegue fazê-los? A resposta é simples: esse muito pouco, esse milímetro que falta para a bola entrar no gol, é a diferença que fará o nosso Galo disputar posições intermediárias ou a ponta de baixo da tabela neste Brasileirão de 2008.

Alguma coisa precisa ser feita hoje!

No jogo Atlético e Figueirense, pela 8ª rodada do Brasileirão, definimos a nossa real meta e descobrimos o nosso real potencial: Libertadores é um sonho; Sul-Americana é a meta; a fuga do rebaixamento é uma obrigação!

Depois de uma história de grandes goleiros, desde os idos de Kafunga, Renato, Mazurkiewicz, João Leite, Taffarel, Velloso, Bruno, Diego, contar com Edson e Juninho poderia soar uma brincadeira de mau gosto. Mas não é! É o que temos. E no momento nos servem bem. Se o técnico fizer um revezamento a cada 3 jogos, período no qual estão motivados, atentos e condicionados, iremos firmes. Neste último jogo, o Edson mostrou que um banco não faz mal a ninguém e fez defesas convincentes, salvou duas vezes o Galo e não teve culpa no gol levado. Mas eu vi pelo menos duas oportunidades em que o gol sairia se o oponente fosse outro…

Como temos um meio-campo que perde a bola e não volta pra recuperá-la, vendo à distância o desenrolar da jogada, a nossa fraca zaga se sobrecarrega. O Gallo tem razão em querer colocar 3. Se não temos condições de neutralizar jogadas do Figueirense no meio campo, temos que ter 3 zagueiros botineiros, dignos dos melhores jogos de várzea. Vamos contratar zagueiros da Copa Itatiaia que, aliás, poderão mostrar muito mais serviço que os nossos atuais. O Vinícius e o Leandro Almeida precisam treinar muito ainda o desarme, o cabeceio e o posicionamento. E essa ausência de fundamentos me faz questionar o que foi que fizeram na intertemporada?! Apresentam-se muito abaixo da crítica!

E por falar em defesa, os nossos laterais foram um oásis no deserto de atitude vencedora de todo time. O que o César Prates joga é brincadeira. O cara é bom! Marca, passa bem a bola, apóia com personalidade e arrisca chutes de fora da área. Bom! Aliás, depois de temporadas Feltrianas, posso dizer que o César Prates é muito bom! Foi substituído porque o gás acabou. Espero que, quando o Calisto se recuperar fisicamente e tecnicamente, e o Amaral pegar ritmo de jogo (o Coelho deverá ir mesmo pra Europa), o César Prates se torne uma ótima companhia para Petkovic no meio-campo. Agora, no Galo, temos Pet e César Prates e mais nove.

E o nosso capitão sérvio mostrou sua marca registrada mais uma vez. Agora com um gol salvador de falta, cavada pelo Marinho. Gosto de gol de falta. Gosto mais ainda quando essa falta é batida de forma indefensável. Aquela bola que desliza suave da ponta de cima até a ponta de baixo da rede. Assim foi que o capitão fez sua parte e manteve o Galo com a dignidade de um empate.

O ataque, esse carente de matador, continua matando a torcida apaixonada do coração. Vejo disposição, garra, vontade. Só não vejo futebol, e de futebol o gol é feito. Podemos ter a inteligência do Danilinho ou a combatividade do Eduardo, mas nos faltam potência e precisão do chute e capacidade de colocação dentro da área. Mais uma chance foi dada ao Marinho – que de certa forma correspondeu cavando a falta que originou o gol – e ao Renan Oliveira. E nada de boliviano Castillo? É muito estranho!


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*Trave de Almeida é parente do Sobrenatural de Almeira, e não do Leandro Almeida…

O nome do Dodô está cada vez mais falado na imprensa, como provável reforço para o Galo. Eu já vinha recebendo informações nesse sentido, bem como um provável contato com o Gilberto Silva, pra que esse retornasse ao Galo. Bem que seriam bem-vindos ao Galo, mas não quero criar expectativas.

Assim, mais uma vez tivemos a demonstração do que podemos esperar do Galo para o resto da temporada. Um time mediano, que jogando fora se iguala ao Figueirense e Goiás, e jogando em casa pode garantir pontos preciosos. E serão esses jogos em casa que permitirão alcançarmos a 1ª meta. 1 empate já foi. Agora podemos empatar mais uma vez e necessitaremos de três vitórias. No total: 5 jogos, 3 vitórias e 2 empates.

E para ter certeza que São Pet irá nos atender, segue uma oração:

Ave Pet, cheio de garra

Que seus chutes encontrem ângulo hospedeiro

Que seus passes encontrem companheiros guerreiros

Assim no Mineirão como fora

O gol salvador que saia de seus pés

Ou que com eles crie jogadas

Pois delas necessitamos e acreditamos

Agora e sempre

Amém!

Raça e espora afiada. Sempre!

O Fim da Era God Father

Seg, 26/05/08
por Christian Munaier |

Nota de esclarecimento: Nação, estive sem conexão nestes últimos 2 dias, o que me impossibilitou moderar os comentários desnecessários e aprovar os comentários mais que necessários. Aos advesários, obrigado por fazer deste um dos blogs mais acessados do projeto “Blog do Torcedor”. Aos Atleticanos, razão maior da existência desse espaço, saibam que é motivo de muita honra para mim receber seus feedbacks. Abraços! 

Salve, salve Massa!

Tem um velho ditado que resume as decisões tomadas pelo Gallo na partida deste domingo, pela 3ª rodada do Brasileirão 2008: “A mesma chave não abre portas diferentes”.  Trago à baila esse ditado para concordar com a decisão do novo técnico que, de uma única vez, optou por mudar jogadores e esquema tático.

Na partida dos estreantes, o Galo do Gallo foi melhor e mereceu vencer!

Já começamos ganhando com a escalação de Vinícius, Renan e Calisto. Eu não sei quem eram os padrinhos dos garotos sacados da equipe, a quem respeito como seres humanos e como prováveis atleticanos de coração. Mas a sessão “God Father” acabou, brothers. Sem padrinhos, agora é na base da produção.

Como disse o técnico, o esquema de 3 zagueiros trouxe maior equilíbrio para a defesa. Falta só treinar! Destaque para Vinícius, que assumiu de vez a titularidade! A se manter essa formação, veremos em campo a diferença dos três homens de zaga que temos à disposição. Como se diz em São Paulo, acho que “vai ficar pequeno” para alguns deles.

O meio campo, com 2 alas (Coelho e Calisto), 2 volantes de contenção (Renan e Márcio Araújo) e 1 meia de ligação (Petkovic), mostrou-se bem postado. Apesar de não conseguirmos bom aproveitamento na 2ª bola, o time conseguiu suportar as investidas do Xará e distribuiu bem a bola. Rafael Miranda faz mais falta no Cartola, jogo interativo do GloboEsporte. com, do que na nossa meia cancha. Ele precisará fazer uma reflexão do que vinha apresentando para justificar as diversas chances no Galo.

Defendo aqui uma opinião de que a braçadeira de capitão já deveria estar, há muito tempo, com o Pet. Para mim, ele é disparado o jogador mais respeitado pelos árbitros e adversários, é excelente articulador entre os próprios jogadores e tem demonstrado a raça atleticana. Além do mais, seria um incentivo extra pra esse jogador veterano, mas com disposição e iniciativa.

Os dois jogadores mais avançados, Almir e Eduardo, que não podem ser chamados de centroavantes, atenderam às necessidades de um time escalado para jogar no contra-ataque. Deram velocidade às jogadas, voltando algumas vezes para armá-las e servir seus companheiros em jogadas-surpresa. Com a entrada do Marques, o esquema voltou a ser 4-4-2, com a volta do Almir para o meio-campo.

Nota positiva: Pela primeira vez, saímos na frente, com gol do Eduardo.

E o Juninho, leitor do nosso Blog (não tenho certeza, mas…) e grande destaque positivo deste jogo (o destaque negativo deixamos por conta do árbitro), ficou atento aos avisos postados no nosso Terreiro quanto ao chute de fora do camisa 6 e às bolas paradas do Netinho. Contudo, um velho conhecido nosso, Marcelo Ramos, fez questão de deixar a sua marca.


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Em suma: 3 jogos, 3 pontos. Na prática, é como se tivéssemos vencido nosso jogo em casa e perdido os jogos fora. Uma semana para mais treinamentos, ensaios de jogadas e definição de titulares. E as contratações?

Raça e espora afiada. Sempre!

Prefiro pastel de pequi!

Seg, 19/05/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

O povo goiano sabe o que é bom. Em matéria de futebol e processo adequado de resfriamento de cerveja, ao menos. E, por isso, menos de 4.000 pessoas perderam a chance de curtir um domingo saboreando pastéis de carne com pequi e se fizeram presentes no Serra Dourada, acompanhando o pior jogo da rodada. Eu preferiria o pastel de pequi!

Goiás e Atlético propiciaram um jogo típico dos candidatos ao descenso de 2008, repleto do mais absoluto nada. Jogo ruim, sem grandes emoções ou grandes espetáculos, numa partida que os jogadores erravam passes de 10 metros. A desculpa em comum aos dois times, os técnicos recém trocados, não justifica a falta de fundamentos básicos. Controle de bola, passe curto e longo, desarme, cabeceio e chute são fundamentos treinados desde o “dentinho”. Além dos fundamentos, era de se esperar algum condicionamento físico, como resistência física e velocidade. Nem fundamentos técnicos, nem condicionamento físico.

Contudo, alguma mudança no estado de espírito dos jogadores pôde ser observada. Mesmo com um pênalti não marcado a favor do Galo e um gol levado na etapa complementar, o Galo conseguiu buscar o gol de empate, com Vanderlei, e arrematou 1 pontinho para a nossa poupança. Vamos precisar dele no final das contas, nós veremos! Essa reação, relevando o fato de ser o velho camarada Goiás, traz certo ânimo para os jogadores.

Preciso chamar a atenção dos nossos leitores para o gol sofrido por nós. Ele é a síntese de como joga o Galo. É o resumo do posicionamento dos jogadores e do foco de cada um. Passei e repassei o vídeo para entender o que acontecia naquele momento. Do vídeo tirei as fotos para apresentar aos nossos comentaristas o sistema de marcação do jogo aéreo no time do Galo.

Vejam que, enquanto a bola sobra livre para o Paulo Baier, tendo outros dois jogadores em condições de concluir, absolutamente sozinhos, dois jogadores do Galo marcam-se, travam cada um o movimento do outro. Não perceberam que eram do mesmo Time. Não conversaram entre eles, não olharam a jogada. Dois jogadores do Galo que ficaram um marcando o outro. Como isso pode acontecer?

Saímos de Goiânia com algum trocado na carteira. É importante, para os nossos projetos futuros, que não desvalorizemos nenhum desses fantásticos potinhos. Ajudarão em momento oportuno!

Nada de ilusões, Massa! O nosso time está limitadíssimo. Mas os nossos merecidos parabéns ao Vanderlei, que conseguiu acabar com o nosso jejum de gols. Além do herói de hoje, também os nossos agradecimentos ao Juninho, que levou segurança à nossa defesa. E uma menção honrosa ao Marcelo Oliveira, por mais uma vez atender ao chamado do Galo, trazendo alguma tranqüilidade no momento de transição.

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Hoje eu ouvia o Roberto Abras entrevistar o diretor que está responsável pelo contato com os técnicos disponíveis. Esse diretor, que na entrevista não conseguiu se expressar com o mínimo de concatenação dos argumentos, disse que foi oferecido ao Leão o mesmo que se pagava ao técnico anterior. Fico imaginando a pseudo-inteligência de quem propõe uma coisa dessas. O valor pago antes era o suficiente para ter o técnico de antes. Para um técnico como o Leão, a diretoria deveria saber que o esforço seria maior. Ninguém compra um carro zero km, importado, pagando o valor de um Fusca 69.

Essa história de “procuramos o Leão, mas o valor que podemos oferecer está longe das pretensões do técnico” pra mim é uma soma de falta de capacidade para negociar com boa vontade para encontrar meios de negociar.

A diretoria deverá apresentar em breve um técnico para conduzir o Atlético nesta fase complicada em que a torcida está ressentida e o elenco é limitado. Não seria de bom alvedrio escolher alguém ainda inexperiente. Precisamos de um líder inspirador, alguém que tenha bagagem. Qualquer atitude diferente dessa será arriscar ainda mais esse ano que pretendíamos comemorar mais do que o aniversário.

Raça e espora afiada. Sempre!


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