Atlético Versus Vasco
Antes do Apito
Salve, salve Massa!
Receberemos em casa, hoje, pessoas queridas do nosso convívio, pessoas com as quais temos grande amizade. Sejam todos os vascaínos bem vindos! BH amanheceu com cara de chuva e parece que vai esfriar. Venham preparados para um tempo ruim e uma acolhida calorosa dos amigos. Jogo bom é aquele compartilhado com torcidas co-irmãs! Bebemos juntos, assistimos ao jogo de forma civilizada e, depois, voltamos para nossas casas com a certeza de que o futebol pode proporcionar lazer despreocupado.
Mas o time do Vasco não está despreocupado de forma alguma. Vem para BH buscar pontos que podem aliviar a tensão na Colina, quanto ao rebaixamento. Sabemos como eles se sentem, já estivemos nesta precária situação e sofremos o gosto amargo de visitar uma divisão abaixo do nosso verdadeiro lugar. Coisas da vida. Um tropeço hoje pode catapultar um avanço considerável amanhã. No Galo isso ainda não aconteceu, e temos a esperança de que 2009 nos traga muito mais alegrias. Ao Vasco, o nosso desejo de que tenham aprendido com os erros do passado. Ao presidente Roberto Dinamite, o nosso respeito e que eventuais tombos permitam-lhe o amadurecimento como dirigente, pois como atleta ele foi sensacional.
Em um terreno pedregoso como o da foto da musa vascaína, eu não me importaria de lhe fazer companhia e, eventualmente, voltar com os joelhos sangrando… Mas, mais uma vez, nossa homenagem à Dany, que nos representou com tanta dignidade!

Agora, toda essa cordialidade para com o Vasco vai até a página 7, enquanto tratamos da torcida e da instituição. Dentro de campo eu quero vitória, maiúscula, desaforada, que lave com o sangue a honra maculada nos 6 a 1 e que mostre ao animal como respeitar o Clube Atlético Mineiro. Nada menos do que uma vitória convincente. Estamos dentro de casa, com o orgulho ferido e com os salários em dia. Podemos chegar aos 47 pontos, que não representam nada a não ser a tranqüilidade de poder planejar 2009 com as quotas de TV da série A e com a exposição na mídia que a Copa Nissan trará. Mas queremos os 3 pontos! Temos que armazenar todos os pontos possíveis para que, se for extremamente necessário, não nos importemos com uma derrota simples na última rodada…
A repetição do time deverá ser a tônica para hoje a noite. Juninho; Sheslon, Leandro Almeida, Welton Felipe e César Prates; Nen, Márcio Araújo, Elton e Renan Oliveira; Marques e Castillo. No segundo tempo, caso não haja nenhuma substituição forçada por lesão, entrarão São Pet e Pedro Paulo, com certeza. A regra 3 será queimada com um atacante ou defensor, dependendo do resultado do momento. Todo o cuidado com a equipe cruzmaltina será pouco.
Nenhuma novidade no campo, nenhuma novidade na arquiba. É jogo para a Massa comparecer. É jogo para a família Atleticana se confraternizar. É hora de mostrar pra quem estiver interessado que a Massa Atleticana tomou posse da sua casa novamente. Com ingresso mais barato sim, pois o Atleticano é o povo. Preço justo, e se tiver suco de uva e pão de queijo, melhor ainda! (Não precisa vir zoar, Dona Maria. O bom-humor é característica do Atleticano!)
Que vença o melhor! E se for o Galo, com vitória que pague a conta do primeiro turno, melhor ainda.
Depois do Apito

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Homem que é Homem honra o nome, seus antepassados e dignifica seus descendentes. Não necessita de nenhum documento assinado. Não precisa de contrato e outras garantias fiduciárias. Sua palavra basta.
O Atlético jogou com raça. Venceu com garra. Mas, e muito acima disso: lavou a honra. Diante de mães, pais e filhos Atleticanos – sua verdadeira família –, recebeu em sua casa o Vasco da Gama e lhe aplicou uma goleada arrasadora para que Edmundo e companhia jamais – JAMAIS – se refiram ao Clube Atlético Mineiro com qualquer comentário que não seja minimamente respeitoso. Quatro gols anotados, e outros tantos que o Galo deixou de fazer, pois do outro lado tinham pais de família que também mereciam respeito. Vieram, viram e perderam, com um espetáculo à parte das torcidas irmãs e dos jogadores Atleticanos. Quase 45 mil torcedores numa quarta-feira, 22 horas, simplesmente por amor ao Clube Atlético Mineiro. Se inveja lotasse a caixa de comentários, teríamos que colocar mais duas dessas aqui no Terreirão…
Sabendo que o time vascaíno viria disposto a conquistar pontos nesta luta contra o rebaixamento, Marcelo Oliveira montou o Time de formas tais que não levasse gols. Com obediência tática incomum, vimos o Galo começar o jogo com um 4-4-2 com a zaga muito bem postada. Quando um dos alas avançava, o outro compunha uma linha de três defensores para evitar os contragolpes. Leandro Almeida e Welton Felipe estavam impecáveis. Se depender da partida de ontem, o capitão Marcos acaba de perder duas de suas titularidades: a zaga, para Welton “Panzer” Felipe, e o posto de capitão, para o também zagueiro Leandro Almeida.
Com a defesa sólida e o meio campo solto, já aos dez minutos do primeiro tempo Castillo finalmente fez aquilo que queríamos: um belíssimo gol normal. Início do massacre. Domínio total Atleticano. Com a bola nos pés, o Atlético era envolvente, com jogadas rápidas do prodígio Renan Oliveira (clique aqui e vote) e com a inteligência rápida do veterano Marques. Élton e Nem fazendo muito bem a cobertura e o Márcio Araújo… Bem, o Márcio Araújo ali…
Um jogo que parecia bom de assistir tornou-se emocionante com a entrada do Édson no lugar do Juninho. Já na primeira bola cruzada, Édson caçou mais uma borboleta para a coleção. Sorte que nenhum cruzmaltino aproveitou a deixa. Já o Galo, esse não estava para brincadeira. O segundo gol do Galo foi uma pintura! Renan Oliveira, que de promessa virou A Revelação do Campeonato Brasileiro de 2008, iniciou e finalizou uma jogada que até agora o goleiro tenta entender como o Atleticano alcançou a bola.
Com uma substituição queimada e um jogo franco para o segundo tempo, o Marcelo preferiu fazer a substituição-padrão logo no início da segunda etapa e segurar a terceira substituição. Pedro Paulo entrou e disse a que veio. Infernizou a zaga carioca e tirou para dançar todo o setor defensivo do Vasco. Castillo, também em noite inspirada, abusou dos toques e dos dribles. Assim, esses dois cavaram os pênaltis que seriam convertidos pelo Zagueiro-Artilheiro-Capitão. Mas nem tudo são flores, por onde passeiam as borboletas. Édson, que já havia salvado um gol certo, deixou sua marca registrada e levou o seu. Dizem que foi falta no goleiro. Temo que tenha sido falta de goleiro. O Vasco poderia ter feito mais, no pênalti desnecessário feito pelo César Prates. Mas não era noite de bacalhau, era noite de Galo. Pênalti desperdiçado, César Prates vaiado, e Galo com a honra defendida.
35ª rodada do Brasileirão, 3ª vitória seguida e 47 pontos. Futebol de primeira linha, com a companhia da Galera do Mal. Valeu, Anderson/BH e namorada, Vanessa e namorado, meu pai, Marcelo e irmão. Galera massa, numa noite de alegrias para a Massa!
Raça e espora afiada. Sempre!
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Antes do jogo, a homenagem! Homenagem à companheira - guerreira - conquistada neste espaço. Toda homenagem seria pouca para a Dama do Terreiro, para a colunista e amiga Vanessa. Aniversariando neste sábado, ela nos presenteia com sua prosa e seu amor über alles pelo Galo. Conhecemo-nos no Reveillon Atleticano e ficamos amigos imediatamente. Inteligente e articulada, foi convidada por mim para dar voz às Atleticanas. Graças a Deus ela aceitou. Fez história e fez escola. Hoje, nos blogs do projeto torcedor do GloboEsporte.com, foram vários os colegas que nos pediram licença para reproduzir o modelo. Claro que foram autorizados, pois o que é bom deve ser utilizado. Só me esqueci de avisá-los que Vanessa Lima, do Terreirão, só há uma: a nossa. Parabéns, querida!

Foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press
“Se houver uma camisa branca e preta pendurada no varal durante uma tempestade, o atleticano torce contra o vento.”
O terceiro gol do Galo foi também o gol da base, o gol da “criançada”, numa comemoração prévia do Dia das Crianças. Para muitos de nós que pedimos contratações e reforços, bem como a troca do comando técnico, faz-se mister dar a mão à palmatória e parabenizar o conjunto Atleticano, os jogadores da base e o Marcelo Oliveira. Desde o primeiro jogo, esse técnico apostou em cada um dos autores dos gols, bem como em cada um dos jogadores que contribuíram para a vitória em cima do Flamengo, no Maracanã. E fechando com chave-de-ouro uma vitória que poderia ter sido mais elástica, o zagueiro Leandro Almeida. Num toque espírita do Castillo, caído dentro da área, e de puro oportunismo do Márcio Araújo, Bruno fez uma defesa parcial e deixou a bola nos pés do Almeida, que chutou como se estivesse na própria meta, salvando um gol em cima da linha. Gol da crença do comandante, a quem aqui dedicamos essa vitória. Parabéns, Marcelo!
Peitar o Maracanã não é tarefa para qualquer um. O bicho é grande mesmo, só não é maior do que o corgão de água salgada que esse povo tem pras bandas do Ridijanero, e de onde brota urubu malandro com pinta de bonzão. A torcida adversária, crente da vitória e discutindo apenas qual seria o placar final, estava em peso nas ruas vizinhas ao estádio. Cantavam e extravasavam, exalavam felicidade e chope. E esse mineirinho aqui por entre os rubro-negros, faceiro, com o pé que estava uma fornalha de tão quente. Eita marra danada, sô!
O segundo gol do Galo foi a apólice de seguro que necessitávamos. 1X0 é resultado que mais atormenta do que alivia. Tem sido natural ao Atlético, quando faz o primeiro, abaixar a guarda e levar um upper de direita. Mas esse gol já estava amadurecido. Tanto o Pedro Paulo, quanto o próprio Renan Oliveira, já haviam feito a tarde do goleiro Bruno com sua torcida, permitindo que o arqueiro pontuasse no Cartola FC. Quando o Flamengo ameaçou uma reação, já nos primeiros segundos do segundo tempo, o Galo continuou a sua postura agressiva de contragolpear. E fez o segundo gol aos 20 minutos da etapa complementar, pelos pés daquele que seria consagrado o melhor em campo (por mim, pelo menos): Renan Oliveira. Talvez um ou outro mal-caráter dirá que o Galo praticou o anti fair-play ao não dar a posse de bola ao Flamengo. Acontece que, antes da paralisação da partida, a posse de bola era do Atlético. Assim, ao retomar a bola, o Serginho passou feito uma locomotiva pela defesa confusa do urubu e tocou para o Renan, que escolheu o canto e não perdoou. Até porque toda soberba será castigada, e esse foi o castigo de quem já dava o jogo como ganho!
O primeiro gol do Galo foi o chute dos famintos. Talvez o último chute de primeira endereçado ao ângulo que eu tenha visto uma camisa atleticana desferir tenha sido de canhota, nos idos de “1900 e Éder Aleixo”. Que pancada, que precisão! Que o boliviano é preciso em seus passes e tem ótima visão de jogo, isso nós já havíamos comentando outras vezes. Mas comentávamos também a tendência “faquir” desse atacante. Num jejum que nem Mahatma Gandhi suportaria, o nosso Castillo ficou mais de 6 meses sem sentir o gosto bom do gol. Será que ele ouviu dizer que somos tão exigentes assim para só aceitarmos gol de placa? Golaço! Golaço!! Golaço!!! Gol daqueles que eleva as vozes de 300 e cala as vozes de 80.000. Um mar vermelho se abriu e a locomotiva alvinegra iniciou a sua travessia!
Foto do Castillo com o anão do Pânico: Celso Avila/ Futura Press

Édson Borboleta; Mariano, Vinícius, Almeida e César Prates; Rafael Miranda, Serginho, Molusco Caramujo e São Pet; Marques e Jael. Até aí nenhum assombro. Já era esperada a escalação. E menos assombro ainda a ansiedade do Galo em levar um gol no início da partida, dessa vez antes de completar o terceiro minuto de jogo. A borboleta capturada pelo Édson quase empalhou todo o time do Galo que, atordoado, só levava perigo ao jardineiro da Vila, que gritava a todo instante: “usem o outro lado do campo também, desse jeito vocês estragarão só a grama do ataque do Santos!” Mas nada. Avenida Prates desimpedida era o autódromo do veloz Maikon Leite, que no primeiro tempo deitou e rolou por aqueles lados. O Galo nem havia esboçado reação (o meu intestino, naquele momento, já acusara o recebimento da primeira remessa de calabresa e esboçara reação), quando o Vinícius, duro e indeciso durante todo o jogo, marcou contra.


