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Atlético Versus Vasco

Qua, 12/11/08
por Christian Munaier |

Antes do Apito 

Salve, salve Massa!

Receberemos em casa, hoje, pessoas queridas do nosso convívio, pessoas com as quais temos grande amizade. Sejam todos os vascaínos bem vindos! BH amanheceu com cara de chuva e parece que vai esfriar. Venham preparados para um tempo ruim e uma acolhida calorosa dos amigos. Jogo bom é aquele compartilhado com torcidas co-irmãs! Bebemos juntos, assistimos ao jogo de forma civilizada e, depois, voltamos para nossas casas com a certeza de que o futebol pode proporcionar lazer despreocupado.

Mas o time do Vasco não está despreocupado de forma alguma. Vem para BH buscar pontos que podem aliviar a tensão na Colina, quanto ao rebaixamento. Sabemos como eles se sentem, já estivemos nesta precária situação e sofremos o gosto amargo de visitar uma divisão abaixo do nosso verdadeiro lugar. Coisas da vida. Um tropeço hoje pode catapultar um avanço considerável amanhã. No Galo isso ainda não aconteceu, e temos a esperança de que 2009 nos traga muito mais alegrias. Ao Vasco, o nosso desejo de que tenham aprendido com os erros do passado. Ao presidente Roberto Dinamite, o nosso respeito e que eventuais tombos permitam-lhe o amadurecimento como dirigente, pois como atleta ele foi sensacional.

Em um terreno pedregoso como o da foto da musa vascaína, eu não me importaria de lhe fazer companhia e, eventualmente, voltar com os joelhos sangrando… Mas, mais uma vez, nossa homenagem à Dany, que nos representou com tanta dignidade!


Agora, toda essa cordialidade para com o Vasco vai até a página 7, enquanto tratamos da torcida e da instituição. Dentro de campo eu quero vitória, maiúscula, desaforada, que lave com o sangue a honra maculada nos 6 a 1 e que mostre ao animal como respeitar o Clube Atlético Mineiro. Nada menos do que uma vitória convincente. Estamos dentro de casa, com o orgulho ferido e com os salários em dia. Podemos chegar aos 47 pontos, que não representam nada a não ser a tranqüilidade de poder planejar 2009 com as quotas de TV da série A e com a exposição na mídia que a Copa Nissan trará. Mas queremos os 3 pontos! Temos que armazenar todos os pontos possíveis para que, se for extremamente necessário, não nos importemos com uma derrota simples na última rodada…

A repetição do time deverá ser a tônica para hoje a noite. Juninho; Sheslon, Leandro Almeida, Welton Felipe e César Prates; Nen, Márcio Araújo, Elton e Renan Oliveira; Marques e Castillo. No segundo tempo, caso não haja nenhuma substituição forçada por lesão, entrarão São Pet e Pedro Paulo, com certeza. A regra 3 será queimada com um atacante ou defensor, dependendo do resultado do momento. Todo o cuidado com a equipe cruzmaltina será pouco.

Nenhuma novidade no campo, nenhuma novidade na arquiba. É jogo para a Massa comparecer. É jogo para a família Atleticana se confraternizar. É hora de mostrar pra quem estiver interessado que a Massa Atleticana tomou posse da sua casa novamente. Com ingresso mais barato sim, pois o Atleticano é o povo. Preço justo, e se tiver suco de uva e pão de queijo, melhor ainda! (Não precisa vir zoar, Dona Maria. O bom-humor é característica do Atleticano!)

Que vença o melhor! E se for o Galo, com vitória que pague a conta do primeiro turno, melhor ainda.

Depois do Apito

 
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Homem que é Homem honra o nome, seus antepassados e dignifica seus descendentes. Não necessita de nenhum documento assinado. Não precisa de contrato e outras garantias fiduciárias. Sua palavra basta.

O Atlético jogou com raça. Venceu com garra. Mas, e muito acima disso: lavou a honra. Diante de mães, pais e filhos Atleticanos – sua verdadeira família –, recebeu em sua casa o Vasco da Gama e lhe aplicou uma goleada arrasadora para que Edmundo e companhia jamais – JAMAIS – se refiram ao Clube Atlético Mineiro com qualquer comentário que não seja minimamente respeitoso. Quatro gols anotados, e outros tantos que o Galo deixou de fazer, pois do outro lado tinham pais de família que também mereciam respeito. Vieram, viram e perderam, com um espetáculo à parte das torcidas irmãs e dos jogadores Atleticanos. Quase 45 mil torcedores numa quarta-feira, 22 horas, simplesmente por amor ao Clube Atlético Mineiro. Se inveja lotasse a caixa de comentários, teríamos que colocar mais duas dessas aqui no Terreirão…

Sabendo que o time vascaíno viria disposto a conquistar pontos nesta luta contra o rebaixamento, Marcelo Oliveira montou o Time de formas tais que não levasse gols. Com obediência tática incomum, vimos o Galo começar o jogo com um 4-4-2 com a zaga muito bem postada. Quando um dos alas avançava, o outro compunha uma linha de três defensores para evitar os contragolpes. Leandro Almeida e Welton Felipe estavam impecáveis. Se depender da partida de ontem, o capitão Marcos acaba de perder duas de suas titularidades: a zaga, para Welton “Panzer” Felipe, e o posto de capitão, para o também zagueiro Leandro Almeida.

Com a defesa sólida e o meio campo solto, já aos dez minutos do primeiro tempo Castillo finalmente fez aquilo que queríamos: um belíssimo gol normal. Início do massacre. Domínio total Atleticano. Com a bola nos pés, o Atlético era envolvente, com jogadas rápidas do prodígio Renan Oliveira  (clique aqui e vote) e com a inteligência rápida do veterano Marques. Élton e Nem fazendo muito bem a cobertura e o Márcio Araújo… Bem, o Márcio Araújo ali…

Um jogo que parecia bom de assistir tornou-se emocionante com a entrada do Édson no lugar do Juninho. Já na primeira bola cruzada, Édson caçou mais uma borboleta para a coleção. Sorte que nenhum cruzmaltino aproveitou a deixa. Já o Galo, esse não estava para brincadeira. O segundo gol do Galo foi uma pintura! Renan Oliveira, que de promessa virou A Revelação do Campeonato Brasileiro de 2008, iniciou e finalizou uma jogada que até agora o goleiro tenta entender como o Atleticano alcançou a bola.

Com uma substituição queimada e um jogo franco para o segundo tempo, o Marcelo preferiu fazer a substituição-padrão logo no início da segunda etapa e segurar a terceira substituição. Pedro Paulo entrou e disse a que veio. Infernizou a zaga carioca e tirou para dançar todo o setor defensivo do Vasco. Castillo, também em noite inspirada, abusou dos toques e dos dribles. Assim, esses dois cavaram os pênaltis que seriam convertidos pelo Zagueiro-Artilheiro-Capitão. Mas nem tudo são flores, por onde passeiam as borboletas. Édson, que já havia salvado um gol certo, deixou sua marca registrada e levou o seu. Dizem que foi falta no goleiro. Temo que tenha sido falta de goleiro. O Vasco poderia ter feito mais, no pênalti desnecessário feito pelo César Prates. Mas não era noite de bacalhau, era noite de Galo. Pênalti desperdiçado, César Prates vaiado, e Galo com a honra defendida.

 

35ª rodada do Brasileirão, 3ª vitória seguida e 47 pontos. Futebol de primeira linha, com a companhia da Galera do Mal. Valeu, Anderson/BH e namorada, Vanessa e namorado, meu pai, Marcelo e irmão. Galera massa, numa noite de alegrias para a Massa!

Raça e espora afiada. Sempre!

Vitória Versus Atlético

Sáb, 08/11/08
por Christian Munaier |


Antes do Apito

Salve, salve Massa!

Eis que mais um embate se aproxima com o valente Vitória, time de tradição do futebol nordestino e que já revelou grandes valores ao futebol brasileiro. Dentre eles, aquele goleiro que disputou com o inesquecível Taffarel o título de melhor goleiro brasileiro. Naqueles tempos tínhamos, em Minas, goleiros de verdade defendendo nossas metas. Este mesmo adversário foi o responsável pela importação do craque sérvio que hoje veste o Manto Sagrado Alvinegro das Alterosas: São Pet, para os devotos.

O jogo deste domingo contra o Leão da Barra, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2008, vale muito mais do que 3 pontos. Mesmo que este jogo não valha a liderança ou passaporte para o G4, essa vitória  permitirá ao Galo a concentração necessária para buscar a classificação à Copa Nissan, sem precisar olhar para o retrovisor e temer a ameaça do rebaixamento. Se a vitória vier sobre o Vitória, será a primeira seqüência de vitórias seguidas do Galo nesse Brasileirão. Virá em boa hora. Novo presidente, salários em dia, jogadores da base valorizados (Leandro Almeida e Renan Oliveira) e na alça de mira de muito clube por aí… Longe de ser um sonho de final de ano, mas mais longe ainda do pesadelo que alguns pressentiam.

Para isso, a vitória precisará acontecer. E tenho certeza de que o Leão não está disposto a permiti-la, ainda mais dentro de casa. No Barradão existe uma igualdade de vitórias para cada lado. São seis; dentre elas, as memoráveis disputas pela vaga na final do Brasileirão de 1999. Para enfrentá-los, iremos de Juninho; Sheslon, Welton Felipe, Leandro Almeida e César Prates; Nen, Márcio Araújo, Élton e Renan Oliveira; Marques e Castillo.

No 4-4-2 losango, com o Nen à frente da zaga, o Galo deverá jogar compacto e aproveitar os erros adversários, sem querer partir com tudo pra cima. Primeiro o domínio do meio-campo, depois identificar as “surpresas” armadas pelo Mancini e neutralizá-las. Daí é adiantar a marcação e tentar os gols que nos trarão os pontos desejados. Mas só é fácil no papel. Para vencer, além de estratégia e consciência tática, será fundamental mais uma dose extra large de raça Atleticana, o verdadeiro elixir servido na Cidade do Galo.

E pra você, qual seria a formação ideal?

Goleiros: Juninho e Édson
Laterais: Sheslon e César Prates
Zagueiros: Welton Felipe, Leandro Almeida e Marcos
Meias: Nem, Márcio Araújo, Elton e Renan Oliveira, Petkovic, Tchô e Yuri
Atacantes: Beto, Castillo, Pedro Paulo, Marques e Raphael Aguiar

Antes do jogo, a homenagem! Homenagem à companheira - guerreira - conquistada neste espaço. Toda homenagem seria pouca para a Dama do Terreiro, para a colunista e amiga Vanessa. Aniversariando neste sábado, ela nos presenteia com sua prosa e seu amor über alles pelo Galo. Conhecemo-nos no Reveillon Atleticano e ficamos amigos imediatamente. Inteligente e articulada, foi convidada por mim para dar voz às Atleticanas. Graças a Deus ela aceitou. Fez história e fez escola. Hoje, nos blogs do projeto torcedor do GloboEsporte.com, foram vários os colegas que nos pediram licença para reproduzir o modelo. Claro que foram autorizados, pois o que é bom deve ser utilizado. Só me esqueci de avisá-los que Vanessa Lima, do Terreirão, só há uma: a nossa. Parabéns, querida!

Depois do Apito

Futebol digno das posições que ambos se encontram esse apresentado por Vitória e Atlético. Mediano, medíocre, ordinário (no sentido de comum, na média). Qual é a diferença entre Ordinário e o Extraordinário? O EXTRA. O “ir além”, o que se faz a mais do que a maioria. E esse extra, nem o Galo e muito menos o Vitória apresentaram neste jogo válido pela 34ª rodada. Numa rodada caracterizada pela vitória dos visitantes sobre os mandantes, o Galo não foi exceção e garantiu sua segunda seqüência de vitórias consecutivas neste campeonato e os três pontos que o mantém firme na Sul-Americana de 2009.

Os primeiros minutos de jogo prometeram emoções. Já aos 4 minutos, o Galo já havia experimentado o goleiro baiano, primeiro com Sheslon e depois com o Renan Oliveira. Com a dupla de zaga bem postada e os laterais reforçando a defesa, as únicas alternativas do Vitória eram chutes de média distância, sempre para as boas defesas de Juninho. Aos 17 minutos, uma chance clara de gol desperdiçada novamente pelo Renan, que preferiu o chute direto à servir o Marques, que se colocava ao seu lado e com melhor condição de marcar. Fominhagem que seria perdoada no segundo tempo. Depois das demonstrações de forças de ambos os times nos 20 primeiros minutos, o restante do primeiro tempo foi triste de assistir. Erros constantes de passes e pouca produtividade.

O segundo tempo foi completamente diferente. As torcidas tiveram a chance de rever antigos ídolos jogando nas equipes adversárias. Vimos mais uma vez o Ramon Menezes, que já esteve do lado de cá, e os baianos viram mais uma vez o Pet pisar na grama (?) do Barradão. Os dez primeiros minutos foram rubro-negros. O gol perdido pelo Marquinhos deve ter deixado sua mãe desgostosa do filho boleiro. E por falar em mãe, alguém gostaria de comentar sobre a conduta da mãe do auxiliar que anulou o gol legítimo do Castillo? Deve ser uma senhora de respeito, na boate aonde trabalha. Cego, mal intencionado, incapaz! O Castillo não estava na mesma linha do defensor. Estava uns dois metros atrás, quando recebeu a bola e marcou legitimamente o gol ilegitimamente anulado. E se não fosse o suficiente ter um gol roubado, a torcida anfitriã (?) jogou bombas caseiras no espaço destinado ao Atleticano, deixando feridos.

A vingança veio no gramado. Aos 32 do segundo tempo, a triangulação perfeita de Renan Oliveira, São Pet e Pedro Paulo resultou no gol que lavou a alma Atleticana, consolidando nossa hegemonia em terras que outros foram e não venceram. Vitória merecida sobre o Vitória, time que veio reestruturado para a 1ª divisão, mas que não sentiu o gosto de vencer o Galo Vingador das Alterosas. Ótimas apresentações da dupla de zaga, do garoto prodígio Renan Oliveira e dos experientes Pet e Marques. Alguém precisa dizer ao César Prates que carrinho, na entrada ou dentro da área, costuma azedar o patê.

 

Vitória dentro de campo e derrota da paz nas arquibancadas. Milícias armadas travestidas de torcedores com sede de sangue atacaram a torcida Atleticana ainda na sua chegada ao estádio. Verdadeira terra de ninguém! Retaliação ao que aconteceu no Mineirão? Provavelmente sim. Uma pequena parte dos agredidos foram agressores no jogo de ida. E os demais? E o torcedor comum, que só pretendia ter uma tarde/ noite de lazer, também paga pelo pecador? Círculo vicioso e maldito esse perpetrado por marginais que se escondem no anonimato das torcidas organizadas, instituições que poderiam promover apenas o amor incondicional a seus times do coração. Vergonha!

Raça e espora afiada. Sempre!

Atlético Versus Botafogo

Sáb, 01/11/08
por Christian Munaier |

Antes do Apito 

Salve, salve Massa!

Se há um time para ser respeitado pela tradição em confrontos diretos com o nosso Galo, esse time é o Botafogo. Foram, pelo Brasileirão, 34 jogos disputados entre os alvinegros, e nós ficamos com apenas 9 vitórias (o mesmo nº de empates). Ainda, nos jogos em nosso terreiro, foram 6 vitórias para cada lado. Portanto, tenhamos consciência histórica e saibamos tratar o time da estrela solitária. Temos, acima de tudo, gratidão. Foi em cima deles que vencemos o Brasileirão! Mas temos sido clientes preferenciais do time da Regininha. Quem é Regininha? A representante do Bota, que acaba de ser eliminada do concurso Musa do Brasileirão. Ainda bem que o Bebeto de Freitas não administra o clube da mesma forma que a torcida escolhe musa. Aí sim teriam motivo para chorar…


Da nossa parte, temos o bom gosto na escolha do Time amado e temos uma das mais belas representantes do concurso. Dany, independentemente do resultado final, você mostrou a beleza da Atleticana de forma digna. Parabéns! Já o Time…

Acreditem: Serginho só para 2009. Lesões múltiplas no joelho afastam nossas esperanças de um meio-campo mais seguro. Além dele, Rafael Miranda, Vinícius, Francis, Paulo Rodrigues, Jael e Marcos continuam no estaleiro. Sheslon e Juninho cumprirão suspensão pelo 3º cartão amarelo. Voltarão Marques e César Prates. Com o elenco disponível, o que poderemos esperar?

Goleiros: Édson e Bruno
Zagueiros: Leandro Almeida, Welton Felipe, Nen e Samuel
Lateral: César Prates
Volantes: Márcio Araújo, Elton e Denílson
Meias: Renan Oliveira, Petkovic, Yuri, Tchô e Danilo Rios
Atacantes: Raphael Aguiar, Castillo, Marques, Pedro Paulo e Beto

Queremos muita entrega! Queremos que cada jogador que entre leve para campo a vontade de superar os limites desse grupo, que ainda não aprendeu a jogar como um verdadeiro Time. Que a união que amalgama interesses, sonhos e vontades individuais, possa trazer a vitória que não vem desde 2001, quando nosso atual presidente estava à frente do futebol Atleticano. Esperamos que o nosso treinador seja capaz de olhar nos olhos de cada comandado e enxergar a raça vingadora do Clube Atlético Mineiro. Assim, poderá escalar o Time da superação, aquele que mudará a escrita dos últimos jogos. Vamos colocar, de uma vez por todas, uma pá de cal nesse tabu que tanto nos enche o saco.

Qual é a sua escalação?

Parece que o Marcelo repetirá a mesma improvisação do último jogo, no meio-campo e na lateral esquerda. Improvisar por improvisar, eu colocaria um 3-5-2 com Edson; Welton Felipe, Leandro Almeida e Nem; Márcio Araújo, Elton, César Prates, Renan Oliveira e Pet; Marques e Castillo. Duas linhas defensivas formadas por zagueiros e volantes de ofício; Pet e Renan Oliveira armando as jogadas, Marques fazendo o que sempre faz e Castillo tentando marcar mais um gol daqueles que são registrados em cápsulas lançadas no espaço levando as músicas dos Beatles e os gols mais bonitos do mundo.

Faz sentido? Ao menos contaremos com o desinteresse do Bota pelo Brasileirão, com a presença da maior torcida de Minas, a Massa Atleticana, com o espírito renovado pela presença do Kalil e com a inspiração da nossa musa. Precisamos dessa vitória, e qualquer outro resultado não deverá ser comemorado!

Depois do Apito


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Dizem que vitória é igual a sexo. Até quando é feia é boa! Eitcha! Chupa que é de uva, faísca! Vitória com dois gols de zagueiro, com pênalti cavada por outro, com um time todo mexido e desfalcado. Para você ter uma idéia, visitante que não conhece muito de Atlético, o nosso lateral-esquerdo é atacante, o nosso meia é zagueiro e um dos principais goleadores do Galo é um defensor, time montado pelo técnico que, até bem pouco tempo, era o comandante dos juniores.

Mas o que importa mesmo é a vitória e o término do jejum de sucessos sobre o Botafogo que durava sete anos. Sete é conta de mentiroso, falso como era essa pseudo-supremacia do colega fluminense. Com uma vitória feia e anoréxica, chegamos aos 41 pontos necessários para respirar sem balão de oxigênio. Demos a descarga no rebaixamento, assim como os nossos amigos azuis deram à possibilidade de levantar o caneco neste ano. Felicidade de uns, tristeza de outros.

Convenhamos, o Galo não viu a meta adversária até os 20 minutos do primeiro tempo. Apesar do mistão botafoguense, o time da estrela solitária estava com bom domínio de jogo. Tomamos posse da lateral direita deles com maior volume de jogo Atleticano pelo lado esquerdo, mas esse domínio feudal não era traduzido em jogadas ofensivas. Do lado de lá, o time do Ney Franco se postava como se dono da casa fosse. A Massa Atleticana infelizmente não compareceu em grande número, mas os quase dez mil presentes cantavam e incentivavam como se ali estivessem 50 mil. E foram esses dez mil que viram o Welton Felipe avançar como um líbero e ser derrubado na área. Pênalti para o Galo, convertido pelo zagueiro com faro de gol, Leandro Almeida. Com rara categoria, cobrou a penalidade de forma indefensável e tirou o primeiro zero do marcador. Depois do primeiro gol, o Galo passou a jogar com mais volúpia, mas uma volúpia meia-bomba incapaz de chegar aos finalmentes. Terminamos o primeiros tempo com a vitória parcial, e uma sensação de já termos visto esse filme antes.

O segundo tempo nos trouxe, de cara, o benefício da expulsão do Rodrigo Sá. Apesar da folga numérica, o Galo não fazia por merecer um placar mais dilatado. Acomodado em sua zona de conforto, o Galo bobeou e cedeu o empate. Golaço de Carzalberto, sempre ele… E poderia ter cedido a virada. Completamente perdido em campo, vimos mais uma vez o Botafogo dominar a partida, mesmo com um jogador a menos. Marcelo Oliveira percebeu que estávamos sem criação no meio-campo e fez o que deveria ter feito no intervalo: São Pet. Além do gringo, colocou Pedro Paulo e Beto, indo para o tudo ou nada.

Era mesmo a tarde do zagueiro-artilheiro! Leandro Almeida aproveitou o lançamento de Petkovic e acertou primeiro a trave, e depois o fundo do barbante botafoguense. Delírio da galera, fim do jejum e pontos preciosos. Um brilho diferente nos olhos de todos que assistiam ao fim desse tabu degradante. Alegria suficiente para esquecer, momentaneamente, que o time jogou mal e que vencemos na base da raça e da entrega. Se não temos elenco, neste jogo tivemos o verdadeiro espírito Atleticano.

CHUUUUUUUUUUUUUPAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA, TABU!!!

Raça e espora afiada. Sempre!

Foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press

3 Motivos para Sorrir – Episódio III

Dom, 12/10/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

 

Alegria / Como la luz de la vida / Alegria / Como un payaso que grita / Alegria / Del estupendo grito / De la tristeza loca / Serena / Como la rabia de amar / Alegria / Como un asalto de felicidad.
Del estupendo grito / De la tristeza loca / Serena / Como la rabia de amar / Alegria /Como un asalto de felicidad.

Episódio III: A Alegria é “Alvinegra”! 

Assim como num espetáculo que nos faz rir e faz chorar, a alegria que sentimos após essa vitória maiúscula é honesta e merecida. Alegria, a essência do futebol! “Como a fúria de amar… Como o começo da felicidade!” Essa alegria é a Justa Paga, é o saldo da receita X despesa da contabilidade futebolística. Faz parte do Circo do futebol as vitórias e as derrotas, e o palhaço não é aquele que perde. O palhaço é aquele que não sabe vencer ou perder. E esse personagem só existe para fazer rir a criança interior que temos em cada um de nós.

De volta pra casa, depois de assistir à epopéia no Maracanazo Atleticano, sinto essa alegria incontida, e um respeito enorme pelo time que enfrentamos. Apesar de adversários históricos, os flamenguistas demonstraram ontem o amor ao time e mobilizaram suas falanges. Coisa que sempre fizemos na nossa casa, salvo quando o protesto se fez necessário, pois não podíamos aceitar tantos desmandos. Tempos inglórios aqueles, quando tivemos que sacrificar momentaneamente a alegria de estar entre irmão e cantar o nosso amor ao Galo.

O momento não é muito diferente do que vivemos até agora. Não vamos nos esquecer dos tropeços tidos para não ter que vivê-los novamente. Humildade na medida certa, gana de vencer na medida certa, e entender de uma vez por todas que esse é o Atlético Mineiro, camisa-hino-torcida que faz marmanjo sentir saudade do colo da mãe. Portanto, Massa, garanta o seu ingresso e, com muita paz, vamos a Mineirão apoiar o nosso Time.

Ontem, ao final do jogo, estávamos reunidos novamente eu e o nosso irmão Davy, e os amigos flamenguistas Ricardo, Ferretti e Osdilson. Em mais uma demonstração de amizade e cuidados, esses amigos me levaram para a festa de aniversário de parentes, onde pude conhecer grandes vascaínos, tricolores, botafoguenses, mais flamenguistas e duas Atleticanas extremamente saudáveis: a esposa do Davy, Elisângela, e a pequena Natália. A casa que nos aguardava estava repleta de familiares e, no parapeito, duas bandeiras do Galo tremulavam numa batalha contra o vento, mais parecendo BH ao invés de Jacarepaguá. Como não se lembrar das palavras eternizadas por Drummond?

“Se houver uma camisa branca e preta pendurada no varal durante uma tempestade, o atleticano torce contra o vento.”

Fotos e mais risadas, comentários do jogo e da tabela, e convites – aqui reforçados – para que eles se juntem à Massa Atleticana no próximo sábado. Além do clássico regional, no sábado teremos o aniversário da Vó Henriqueta (88 anos) e no domingo o aniversário do meu pai, grande Atleticano que já prepara a carne moída para o churrasco. Será mais um final de semana de festa, da boa e verdadeira festa do futebol e da família.

Em outro canto, o Bozovil (Bozo + Clodovil) lamentava o chope choco da festa da vitória.

Horas mais tarde terminava a viagem ao Rio. Na bagagem os 3 pontos, e novos amigos com muitas histórias para contar.

Assim termina a trilogia “3 Motivos para Sorrir – a epopéia do Maracanazo Atleticano”:

- A Família é “Alva”!

- A Raça é “Negra”!

- A Alegria é “Alvinegra”!

Os agradecimentos a todos que participaram de mais essa jornada do blogueiro e o Terreirão nos palcos do futebol. Participe e comente os outros textos, clicando aqui e aqui.

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O terceiro gol do Galo foi também o gol da base, o gol da “criançada”, numa comemoração prévia do Dia das Crianças. Para muitos de nós que pedimos contratações e reforços, bem como a troca do comando técnico, faz-se mister dar a mão à palmatória e parabenizar o conjunto Atleticano, os jogadores da base e o Marcelo Oliveira. Desde o primeiro jogo, esse técnico apostou em cada um dos autores dos gols, bem como em cada um dos jogadores que contribuíram para a vitória em cima do Flamengo, no Maracanã. E fechando com chave-de-ouro uma vitória que poderia ter sido mais elástica, o zagueiro Leandro Almeida. Num toque espírita do Castillo, caído dentro da área, e de puro oportunismo do Márcio Araújo, Bruno fez uma defesa parcial e deixou a bola nos pés do Almeida, que chutou como se estivesse na própria meta, salvando um gol em cima da linha. Gol da crença do comandante, a quem aqui dedicamos essa vitória. Parabéns, Marcelo!

Raça e espora afiada. Sempre!

Foto: Andre Mourao/AGIF/Agencia O Globo

3 Motivos para Sorrir – Episódio II

Dom, 12/10/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

Peitar o Maracanã não é tarefa para qualquer um. O bicho é grande mesmo, só não é maior do que o corgão de água salgada que esse povo tem pras bandas do Ridijanero, e de onde brota urubu malandro com pinta de bonzão. A torcida adversária, crente da vitória e discutindo apenas qual seria o placar final, estava em peso nas ruas vizinhas ao estádio. Cantavam e extravasavam, exalavam felicidade e chope. E esse mineirinho aqui por entre os rubro-negros, faceiro, com o pé que estava uma fornalha de tão quente. Eita marra danada, sô!

Episódio II: A Raça é “Negra”!

A Suderj joga sujo! Informa que a torcida visitante ficará em um setor e, na hora de entrar no Maraca, você descobre que o ingresso que está em sua mão te levará direto ao calabouço rubro-negro. A melhor tática, ensinada pelo mestre Ricardo, é chegar até um guarda e, pedindo informação, solicitar que alguém o acompanhe – por dentro do estádio – até o local correto da torcida Atleticana. E foi o que fizemos. Além de mim e do Davy, uma Atleticana com ares de suicida chamada Bárbara. A moça fora vestida com o Manto Sagrado, sem nenhum vestuário sobressalente para uso em caso de necessidade. Além disso, com ímpetos de quem queria mais do que assistir ao jogo e buscava fortes emoções, nossa amiga cantava cânticos de guerra enquanto aguardávamos – no meio da torcida urubulina – o policial que nos encaminharia até o nosso espaço.

Enfim, o grito de GALO que estava preso na garganta foi liberado. Chegamos e já fomos procurando gente pra conversar. Limpando as vistas com a mulherada bonita em ambas as torcidas, vi aquele mar vermelho postado à minha frente. É uma torcida bonita mesmo, essa vermelha e preta. Lembra, em parte, a torcida do Galo. E são apaixonados, devo registrar. A nossa torcida, reforçada por um alemão e sua namorada linda que foram conhecer o estádio e a torcida do Galo (eu não sabia que éramos atração turística até mesmo no Rio), não parava de cantar um segundo. Sentimos na pele o que fazemos com TODAS as outras quando elas nos confrontam no Mineirão. Mas essa vantagem de vozes só se deu até o apito inicial do jogo.

Juninho; Sheslon, Marcos, Leandro Almeida e César Prates; Serginho, Márcio Araújo e Elton; Renan Oliveira e Pedro Paulo; Castillo. Com uma escalação de macho, o Marcelo aprontou uma boa para o Caio Jr. Com três (número da sorte) atacantes, dois deles atuando pelas pontas, nosso técnico partiu para um 4-3-2-1 que ocupou todos os espaços. Quando da posse de bola, todo o Atlético avançava a marcação a ponto de acuar o urubu, como se ele deixasse de ser uma ave para se transformar num tatu sendo perseguido por cães perdigueiros. Quando ficávamos sem a posse, os três avançados davam o primeiro combate, mas não retornavam para compor a defesa. Posicionavam-se para armar o contra-ataque. Cobríamos todos os setores do campo e a superioridade era tamanha que, ao final do jogo, ouvi um flamenguista dizer: “parece que eles tinham uns 3 (olha o nº aí!) jogadores a mais em campo. Mas não tínhamos mais jogadores; tínhamos mais raça! Eu não tinha visto o meu Galo jogar daquele jeito em 2008. AQUELE ERA O MEU GALO! Aquele era o Atlético que eu aprendi a amar.

Apesar de jogarmos com a torcida contra e com o time carioca mais bem posicionado na tabela, parecia que estávamos em casa. Nem aquela pressão inicial que os mandantes impõem no início do jogo eles fizeram. Foi jogo aberto, lá e cá. A grande diferença desse jogo não foi a participação individual deste ou daquele atleta, como querem apontar alguns “analistas”. Foi o jogo mais coletivo que vi nosso Glorioso disputar, com todos os setores se entregando ao máximo. Todos! Talvez por isso, nosso menino-prodígio tenha aparecido tanto. A defesa jogou com segurança e os quatro defensores tiravam a bola para o lado que o nariz apontava! A cobertura dos avanços dos nossos meias estava muito bom e contamos com a sorte diversas vezes. Afinal de contas, também somos filhos de Deus! Mas deu gosto de ver o Renan Oliveira jogar. Rapaz… Como estava inspirado esse menino. Foi de encher os olhos (e as partes pudicas dos adversários).

A saída do Elton foi por excesso de zelo, pareceu-me. Quando entrou o Rafael Miranda – que não comprometeu -, o Elton já caminhava na parte de fora do gramado. As entradas de Tchô e Pet diminuíram um pouco a velocidade do jogo, mas foi no momento em que nem o Usain Bolt poderia mais nos alcançar.


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TENHAMOS CUIDADO! O Time encontrado ontem pelo Marcelo Oliveira só não fez chover no Rio, mas o nosso valoroso adversário também facilitou muito as coisas para nós. Não vamos ficar arrotando soberba, pois é desse tipo de refluxo que a derrota gosta. Temos adversários fortes pela frente e teremos que enfrentá-los com firmeza e inteligência

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O segundo gol do Galo foi a apólice de seguro que necessitávamos. 1X0 é resultado que mais atormenta do que alivia. Tem sido natural ao Atlético, quando faz o primeiro, abaixar a guarda e levar um upper de direita. Mas esse gol já estava amadurecido. Tanto o Pedro Paulo, quanto o próprio Renan Oliveira, já haviam feito a tarde do goleiro Bruno com sua torcida, permitindo que o arqueiro pontuasse no Cartola FC. Quando o Flamengo ameaçou uma reação, já nos primeiros segundos do segundo tempo, o Galo continuou a sua postura agressiva de contragolpear. E fez o segundo gol aos 20 minutos da etapa complementar, pelos pés daquele que seria consagrado o melhor em campo (por mim, pelo menos): Renan Oliveira. Talvez um ou outro mal-caráter dirá que o Galo praticou o anti fair-play ao não dar a posse de bola ao Flamengo. Acontece que, antes da paralisação da partida, a posse de bola era do Atlético. Assim, ao retomar a bola, o Serginho passou feito uma locomotiva pela defesa confusa do urubu e tocou para o Renan, que escolheu o canto e não perdoou. Até porque toda soberba será castigada, e esse foi o castigo de quem já dava o jogo como ganho!

Raça e espora afiada. Sempre!

Foto: Ricardo Cassiano/Lancepress

3 Motivos para Sorrir - Episódio I

Dom, 12/10/08
por Christian Munaier |


Salve, salve Massa!

24 horas no ar… Saí de SP no sábado, 06h15min da manhã já aguardava o transporte que me levaria à Rodoviária do Tietê, rumo à cidade do povo maravilhoso, que não esqueceu os princípios da hospitalidade. Foram 24 horas de experiências memoráveis, daquelas que se consolidam como parte integrante das histórias que contarei para os meus netos. Por isso, e por alguma “força estranha” que não saberia dizer, registrarei os relatos em 3 (três) [three] {trois} textos.

Episódio I: A Família é “Alva”!

Chego em casa agora, 08h15min da manhã do dia seguinte. À exceção dos dentes, esses sempre limpos e intactos, o resto está um verdadeiro celeiro de fungos para queijaria nenhuma botar defeito!

“A camisa devo tirar antes de voltar pra rua. Mas e esse sorriso, como é que eu faço para os adversários não perceberem que sou ATLETICANO?”

Com tantos motivos para sorrir, o primeiro e maior de todos é o fato de ser da Massa! Emoção que palavras soariam mortas tentando descrever o que é ser Atleticano. É amor desmedido, é paixão que contraria as regras do bom-senso, é algo que você – sim, você mesmo – só pode sentir se for Atleticano. Veia estufada no pescoço, olhos que marejam ao simples pressentimento da vitória ou da derrota. E essa felicidade eu tenho, e registro aqui no Terreirão. Bendita a hora que eu li “Procura-se blogueiro para o Atlético-MG”.

Se eu não tivesse assumido essa empreitada, eu jamais poderia conhecer tantos irmãos de sangue. Centenas desses irmãos tenho conhecido virtualmente, no dia-dia da lida na caixa de comentários. Tenho certeza de que cada pessoa que comenta no blog percebe que seu comentário é lido pelo blogueiro com um interesse acima do numérico. Conheço cada um pelo nome, ou nick, e o valor é pessoal. Sinto como se cada um fizesse parte dessa grande família. A maior família de Minas, a mais apaixonada família brasileira.

E o foi o nosso irmão Davy quem foi me buscar na rodoviária do Rio, ingressos na mão e acompanhado de 3 flamenguistas fantásticos, gente da melhor qualidade: Ricardo, o flamenguista das fotos e nosso comentarista eventual; Ferretti, goleiro de mão cheia nas horas vagas; E Osdilson, dono da melhor concentração do mundo – ao lado do Maraca, com as brejas mais geladas daquela região. Em sua casa, Estela, uma mineira do Vale da Mata e convertida ao rubronegrismo por contágio do qual o Atleticano é imune, recebeu-nos com tomate plantado em Saquarema e ovinhos de codorna com um molho rosé que fariam a população mundial triplicar em 12 meses. Posso dizer que nem lá em casa sou tão bem recebido como fui pelo Davy e “sua família carioca”. Todo o carinho e cuidados, amigos, só tenho como agradecê-los enviando-lhes o meu abraço e a gratidão deste irmão.

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O primeiro gol do Galo foi o chute dos famintos. Talvez o último chute de primeira endereçado ao ângulo que eu tenha visto uma camisa atleticana desferir tenha sido de canhota, nos idos de “1900 e Éder Aleixo”. Que pancada, que precisão! Que o boliviano é preciso em seus passes e tem ótima visão de jogo, isso nós já havíamos comentando outras vezes. Mas comentávamos também a tendência “faquir” desse atacante. Num jejum que nem Mahatma Gandhi suportaria, o nosso Castillo ficou mais de 6 meses sem sentir o gosto bom do gol. Será que ele ouviu dizer que somos tão exigentes assim para só aceitarmos gol de placa? Golaço! Golaço!! Golaço!!! Gol daqueles que eleva as vozes de 300 e cala as vozes de 80.000. Um mar vermelho se abriu e a locomotiva alvinegra iniciou a sua travessia!

Raça e espora afiada. Sempre!

Foto do Castillo com o anão do Pânico: Celso Avila/ Futura Press

Ilustração: Marcelo Vargas

Podemos comemorar?

Sáb, 20/09/08
por Christian Munaier |

Salve, sabe Massa!

A escrita precisava ser mantida. Até antes do jogo de hoje, haviam acontecido 12 jogos entre Galo e Timbu no Mineirão, 11 vitórias Atleticanas e 1 empate. Numa semana de mudanças e sentimento renovado de esperança da Massa Atleticana, só a 12ª vitória poderia ratificar o momento positivo vivido pelo Atleticano. De um lado, um Galo com vontade de mostrar serviço, partindo pra cima desde o primeiro segundo. Do outro, o Timbu motivado pelos últimos resultados, veio retrancado e partindo com velocidade no contragolpe. E não deu outra: Galo 2, Timbu 1; de virada e jogando mal.

Nosso adversário entrou com três zagueiros e nove jogadores no setor defensivo, explorando os contra-ataques e à espera dos erros individuais dos nossos jogadores. Atendido prestimosamente, foram diversas as chances que teve para inaugurar o placar do Mineirão. Já o nosso Marcelo Oliveira colocou em campo o Time que lhe pareceu leal. Essa é a minha impressão! Num momento em que se fala de retorno do Levir (será?), do Leão (quem dera!), o Marcelo não quer viver dias de Gallo e deve estar de olho em eventuais corpos-moles e descuidos propositais.

Édson; Mariano, Marcos, Vinícius e César Prates; Rafael Miranda, Serginho e Márcio Araújo; Renan Oliveira, Marques e Lenílson. Quem foi que disse que não temos um prof. Pardal por aqui? O que poderia parecer um 4-3-1-2, com o Renan Oliveira funcionando como o “1 do Zagallo”, vimos uma equipe toda lançada à frente, com os volantes Márcio Araújo e Serginho avançando e o Rafael Miranda mais plantado à frente da zaga. Era só pressão do Galo no começo do jogo e uma vontade enorme de mostrar que os momentos ruins ficaram para trás.

Mas já que ”quem é rei nunca perde a majestade”, o nosso time não poderia deixar de cometer erros e nos proporcionar momentos de descrença… E como temos uma “família real”, nosso capitão armou a jogada do Náutico, perdendo a bola bisonhamente. Em mais uma falha de nosso arqueiro borboleta, o Timbu abriu o marcador com o Rui Cabeção. Enquanto o eufórico e simpático alienígena boleiro dedicava, com entusiasmo, o seu gol à pessoa amada, eu pressentia que seria mais um daqueles jogos amargos, e já questionava o que estariam fazendo ali o Renan Oliveira e o Lenílson. “Onde está o Jael, onde está o São Pet, cadê a versão cabeção do Galo, o Gedeon?”, perguntei?

O primeiro tempo poderia ter sido muito pior. Eu não saberia precisar o que foi pior: a defesa do Galo ou o arremate do Capibaribe?! Quando já estava para terminar o 1º tempo, surge o garoto Renan e faz um gol salvador, daqueles que redime pecador e garante-lhe 40 virgens no paraíso. Coragem e habilidade do menino-promessa, que ainda falta muito pra se firmar como acreditávamos no início do ano.

Ir para o vestiário em igualdade dá muito mais tranqüilidade à equipe.

Na volta dos jogadores para o 2º tempo não houve nenhuma mudança no Galo. “Santo Deus, o que falta ao Marcelo para perceber que nosso meio-campo está sem criatividade e o nosso ataque está sem um ponto de referência?” Pouco tempo depois, para a alegria da Nação, São Pet e o garçom Castillo entraram em campo e saíram Lenílson e Renan Oliveira. Na primeira bola alçada pelo craque sérvio, o jejuno boliviano cabeceou para o gol, batendo na trave do saudado Eduardo. Na sobra, Vinícius completou de cabeça e decretou a virada!

Virada desejada e necessária. O Galo ainda teria mais algumas chances de marcar, uma vez que o 2º tempo foi melhor pra nós. Mas o fidalgo Castillo se manteve convicto que fazer gols desagradaria à torcida adversária e desperdiçou mais algumas oportunidades. E mesmo a entrada do Gedeon, que entrou no lugar do Marques no final do jogo, não nos propiciou momentos de reais possibilidades de aumentar o placar. Até porque seria injustiça demais. Não merecemos ganhar com diferença maior do que um gol. Atlético 2 X 1 Náutico. 12º lugar, 33 pontos e uma gordurinha apropriada para as circunstâncias e previsões pouco otimistas, que falaremos nos posts seguintes.

Sábado bom pra continuar nosso momento de comemorações singelas. Tem muita gente incomodada com isso, como se tivéssemos que dar-lhes satisfações das nossas alegrias. Parecem meus vizinhos que, quando estou acompanhado, batem insistentemente na parede pedindo silêncio. Não é pra qualquer um… Quem não tem o que comemorar que agüente os que se contentam com o que podem ter. É o Galo que temos por enquanto. Várias batalhas vencidas, uma guerra enorme pela frente. Mas um passo de cada vez, porque senão a gente tropeça. A defesa é feia que dói, muitas coisas precisam melhorar, mas a Massa vai resgatar o nosso Galo!

Raça e espora afiada. Sempre!

Somos o Azerbaijão

Seg, 25/08/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

Enfim, conseguimos. Conseguimos uma vitória maiúscula. Vencemos com um placar superior a um gol de diferença e isso faz toda diferença! Imagino que, inspirado pela medalha de ouro das meninas do vôlei, da Maurren Maggi e do Cesar Cielo, o Galo também foi em busca de uma vitória contundente neste domingo, coincidentemente no domingo de encerramento das Olimpíadas.

Nas Olimpíadas do Brasileirão 2008, o Galo conquistou o seu primeiro ouro. Nossa delegação apresentou-se com Édson; Mariano, Marcos, Leandro Almeida e Calisto; Rafael Miranda, Serginho, Márcio Araújo e Lenílson; Marques e Jael. Numa apresentação convincente do Serginho, fazendo gol de placa e tirando gol adversário em cima da linha, o Galo recebeu o Atl-PR em casa e não respeitou as cores rubro-negras do adversário. 4 X 0, com sabor de alma lavada (que gosto horrível deve ter). Além de Serginho, Lenílson e Marques mostraram-se inspirados, deixando suas marcas. E, já nos finalmentes, o garoto Luis Gustavo, que entrara no lugar de Calisto, deu números finais à goleada, que poderia ter sido maior. Caso Jael, Pedro Paulo (jogador da base), e os próprios autores dos gols tivessem acertado todas as oportunidades, era para o nosso saldo de gols - que está negativo - no mínimo zerar.


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Assim, chegamos à 22ª rodada do campeonato brasileiro em 11º lugar. Para os jogadores, essa vitória marca o início de uma nova era dentro do esporte mundial. Segundo o Jael, um dos mais exaltados com a boa vitória, “achamos que estava na hora de jogar fora aquela má fase. Era a hora de partir para uma nova vida, uma nova era, e essa é a nova era do Galo, de vitórias, de garra e determinação”. Para nós, aqui do Terreiro, abstêmios desse doping de euforia e cientes de que muita água ainda vai rolar, fiz uma tabela muito particular para correlacionar nossas vitórias com as medalhas olímpicas. Assim classifiquei:

- Vitória com 1 gol de diferença: bronze
- Vitória com 2 ou 3 gols de diferença: prata
- Vitória com mais de 4 gols de diferença: ouro

Somos o Azerbaijão do Brasileirão 2008. O Galo agora se equivale ao Azerbaijão no quadro de medalhas. Podemos ficar felizes com esse ouro. Vamos colocar o hino para tocar e nos emocionar com a bandeira alvinegra hasteada. Mas eu olho para o nosso quadro de medalhas, e vejo que o resultado de hoje não deve mascarar a nossa realidade. A vitória sobre o Xará Paranaense nos permite dizer que o pior já passou. E isso não é um alento! Os piores clubes já passaram pelo Galo e agora virão os melhores. Fluminense, Goiás e Xará Paranaense são candidatos sérios ao descenso. Desse trio, perdemos, empatamos e – ufa – ganhamos uma.

Temos 1 ouro, 2 pratas e 4 bronzes. Somos iguais ao Azerbaijão, que terminou as Olimpíadas chinesas exatamente com esse quadro. Quer comparação melhor?

Raça e espora afiada. Sempre!

História de Pescador Pé Quente!

Qui, 07/08/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

Se eu contar essa história aqui, dirão que é história de pescador. Questionarão não só a veracidade dos fatos, como ainda questionarão a sanidade mental de quem a contou. Mas não temo que duvidem da minha palavra. Tenho fatos e fotos para comprovar (talvez a ausência da foto com o resultado final aumente ainda mais a inverossimilhança), eu fui um observador ocular. Eu estive lá!

Se quiserem me taxar como pescador, não me importo. Mas essa é a história de um pescador pé quente. Hoje eu vi o Galo ganhar fora de casa! Acreditem ou não, o Atlético jogou como visitante e saiu vencedor. E não venceu em um estádio qualquer. Venceu na mais famosa e querida Vila, a Belmiro, quebrando um tabu de não sei quantos anos. Um verdadeiro templo do futebol e um verdadeiro caldeirão, aonde a torcida fica a menos de cinco passos do bandeira e ainda se respeita o hino nacional, cantado-o respeitosamente de pé.

Édson Borboleta; Mariano, Vinícius, Almeida e César Prates; Rafael Miranda, Serginho, Molusco Caramujo e São Pet; Marques e Jael. Até aí nenhum assombro. Já era esperada a escalação. E menos assombro ainda a ansiedade do Galo em levar um gol no início da partida, dessa vez antes de completar o terceiro minuto de jogo. A borboleta capturada pelo Édson quase empalhou todo o time do Galo que, atordoado, só levava perigo ao jardineiro da Vila, que gritava a todo instante: “usem o outro lado do campo também, desse jeito vocês estragarão só a grama do ataque do Santos!” Mas nada. Avenida Prates desimpedida era o autódromo do veloz Maikon Leite, que no primeiro tempo deitou e rolou por aqueles lados. O Galo nem havia esboçado reação (o meu intestino, naquele momento, já acusara o recebimento da primeira remessa de calabresa e esboçara reação), quando o Vinícius, duro e indeciso durante todo o jogo, marcou contra.

2X0 para o Peixe. Temi pelo pior. Temi por mais uma goleada.

Mas eis que a minha vara começou a se mexer e senti que tinha algo no anzol. Acreditem ou não. Eu mesmo duvidei que fosse verdade. Mas não era… Temos centroavante. Atende pelo nome de Jael. Saída de bola, passe para Jael que, por entre as pernas do goleiro, diminuiu a fatura e nos deixou algum alento.

Como jogávamos com 10 em campo, pois o Molusco Caramujo camisa 8 não se dignava a marcar e tampouco a armar, utilizando do parco expediente de receber a bola e devolver a quem o havia incomodado chamando-o para o jogo, achei que 2X1 seria um resultado que nos permitiria buscar o empate. Uma das características que mais me incomoda no nosso 8 é aquela postura de iniciar a corrida abaixando a cabeça, como quem pensa: “meu Deus, mas será que toda hora eu vou precisar correr?”.Assim, 2X2 já seria um peixe suculento, seria robalo ou até mesmo um dourado.

E não foi o próprio Márcio que marcou o gol do empate? Não estou mentindo. Juro, pode acreditar. A entrada do Raphael Aguiar no lugar de Marques e as mudanças no time do Cuca (parece que o Cuca caiu), fez com que o time apresentasse um maior volume de jogo logo no início do 2º tempo. Passe preciso de São Pet decretou a fisgada do empate. Faceiro, eu já comemorava o empate como uma vitória.

Outro detalhe que me chamou a atenção foi a partida do César Prates. Nenhum primor de participação; longe disso! Mas não foi expulso, não cometeu pênalti e nem fez o gol contra. Dá pra acreditar? Claro que não… Outro que não fez sua melhor partida, pois ele nunca fez a sua melhor partida, foi o Rafael Miranda. Justiça seja feita, jogou com uma disposição de dar gosto. Foi tanta disposição, que saiu da partida com cãibras. Entrou em seu lugar o Renan. Eu observava o carrinho levando o Xodó pela lateral do campo, enquanto cuspes acertavam-lhe as partes, quando o xará do Xodó, Raphael, tomou uma bola na raça e decretou a virada. Galo 3X2 Santos.

Vara envergada e peixe bitela fisgado. Rapaz, juro procê! Congro de 100 kg em anzol que esperava pegar lambari. O Galo venceu sua primeira partida fora de casa, de virada, com direito a gol inesperado, borboleteada esperada e sem a expulsão do César Prates. Colocamos no embornal três pontos suados, sofridos e há muito desacreditados. 24 pontos e a 11ª posição (provisória) na 18ª rodada.


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Pra melhorar ainda mais a minha história, teve corrida da polícia, bala de borracha comendo solta, bomba de efeito moral e onça pintada justificando a falta de competente documento, na estrada, na hora de voltar pra casa…

Eu tava lá. Você pode achar que é história de pescador. Não me importo. Mas eu sou um pescador pé quente.

Raça e espora afiada. Sempre!

Arte: Marcelo Vargas

Domadores de leões

Dom, 03/08/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

Mais uma vitória sobre um leão. Mais uma vitória sobre um rubro-negro. Mais uma vitória com o placar de 2X1, com gols de Marques e Gedeon, os mesmos que marcaram no jogo contra o Vitória-BA. Marques e Gedeon são domadores de leões. Com um São Pet nervoso com erros dos companheiros, já temos um cuspidor de fogo. Os engolidores de espada são os adversários desrespeitosos que adentram ao Terreiro. Para inaugurar o circo só faltam os palhaços, que estão de férias.

Vitória com virada sofrida. Ê sina de time limitado que vence ou empata em casa, empata ou perde fora de casa… As vitórias em casa são apertadas e dependentes dos nossos veteranos, e as derrotas fora de casa são sempre com placares dilatados.

Recebemos um Sport que vinha de uma seqüência de vitórias e que chegou à Pampulha como se estivesse nos canais do Recife. Sentiram-se em casa, num domingo de sol depois de comer uma caldeirada. Com a mesma postura defensiva nos 20 primeiros tempos, Atlético e Sport adiantaram seus marcadores e tentavam exercer a marcação no campo adversário. Neste tempo, aconteceram os dois gols que dariam os números do primeiro tempo. Luciano Henrique, jogando nas costas do Mariano, lançou para Roger que contou com a indecisão do Borboleta Édson e inaugurou o marcador. Eu ainda praguejava quando o Marques, na base da raça e da técnica, com passe do Márcio Araújo, empatou o jogo.

Erros de passes no nosso meio campo e uma avenida nas costas do Mariano, o Galo apresentou bastante fragilidade defensiva nos primeiros 45 minutos. Ofensivamente, utilizávamos bastante a ala esquerda, numa dobradinha do Calisto com o Marques. Apesar de manjada, e ainda sem um entrosamento que pudesse reeditar a dupla Ronildo & Marques, essas jogadas eram as mais efetivas, uma vez que o Pet estava muito bem marcado. Lá na frente o Jael, um valente pivô, inteligente mas ainda sem conhecer a colocação de seus companheiros.

O nosso meio-campo de contenção, composto por Serginho, Rafael Miranda e Márcio Araújo, não me inspirava grande confiança, apesar de reconhecer que o Rafael mostrou uma disposição acima da média (contudo, continua com a mania de cercar sem dar o bote). Dentre os jogadores de defesa, o Leandro Almeida mostrou-se mais eficaz nas jogadas ofensivas do que na sua função de marcar. O Nem pecou excessivamente no erro de posicionamento. Assim, terminamos o primeiro tempo empatados nos gols, mas atrás na posse de bola e efetividade nas jogadas.

O segundo tempo foi nosso e gostei do que vi. A saída do Márcio Araújo para a entrada de Gedeon mostrou a estrela do novo técnico. De cabeça, assim como no jogo contra o Vitória, Gedeon garantiu a virada Atleticana aos 32 minutos da etapa complementar. O Galo passou a ter mais volume de jogo, com bolas chutadas de fora da área – apesar da bronca correta do sérvio para que trabalhassem melhor a jogada - e boas jogadas de bolas aéreas. A saída do guerreiro Marques, exausto, para a entrada do Raphael Aguiar, deixou o nosso ataque menos efetivo. O garoto ainda tem muito que trabalhar para não perder chances de gol, como a que teve aos 36 minutos do segundo tempo, depois de bola rolada por Gedeon.

A entrada de Lenílson no apagar dos refletores do Mineirão não surtiu qualquer efeito no rendimento do Time, mas serviu para uma saída aplaudida do garoto Jael, que definitivamente mostrou bom serviço.

Começamos a conhecer o Time que Marcelo Oliveira deverá definir como titular. Apesar da defesa milagrosa de Édson no chute do perigoso Roger no começo do segundo tempo, acredito que o Juninho logo logo estará na equipe titular. Eu gostaria de ter uma terceira opção, confesso! Na zaga, acredito que o Leandro Almeida será mantido e, no meio campo, teremos Serginho, Rafael Miranda, Gedeon e Petkovic. Jael será o homem-referência, e Marques entrará sempre que estiver em condições de jogo. Na ausência dele, Lenílson ou Raphael Aguiar, dependendo das condições de jogo. As alas e o companheiro do Leandro Almeida conheceremos no jogo contra o Peixe, que irá assado e espinhento para o confronto de quarta-feira.

ATLÉTICO-MG x SPORT
Edson, Mariano, Leandro Almeida, Nen e Calisto; Rafael Miranda, Márcio Araújo (Gedeon), Serginho e Petkovic; Jael e Marques (Raphael Aguiar) Magrão; Luisinho Netto, Gabriel Santos, Durval e Dutra; Daniel Paulista, Moacir (Sandro Goiano), Júnior Maranhão e Luciano Henrique (Ciro); Carlinhos Bala (Enílton) e Roger.
Técnico: Marcelo Oliveira. Técnico: Nelsinho Baptista
Gols: Roger aos 14 e Marques aos 15 do primeiro tempo. Gedeon, aos 32 do segundo tempo
Cartões amarelos: Calisto (Atlético-MG) Cartão vermelho:
Estádio: Mineirão. Data: 03/08/2008. Árbitro: Djalma Beltrami Auxiliares: Wagner de Almeida Santos (RJ) e Marrubson Melo Freitas (DF).

Sossega leão aplicado, tanto no adversário quanto na tabela. 21 pontos e 12º lugar. É pouco mas é o que tem! Temos mais dois jogos até o final do primeiro turno. Um jogo fora, outro em casa. A meta traçada na 15ª rodada, quando faltavam 4 jogos, era: 4J2V1E1D. Ainda falta um empate e uma vitória para os 25 pontos do primeiro turno. Será que vai?

Raça e espora afiada. Sempre!


Arte: Marcelo Vargas


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