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Apoiando 105 minutos

qua, 27/01/10
por Christian Munaier |

Há males que vêm para o bem! O empate em 1X1 com o América, pela primeira rodada do Campeonato Mineiro e estreia do Galo 2010, foi um belo banho de água fria nas expectativas dos atleticanos mais exaltados. Antes desse confronto, uma parte da Massa Atleticana projetava partidas impecáveis do Senhor das Alterosas, dignas de figurarem nos documentários enviados ao infinito através das cápsulas espaciais. Era tamanha a convicção de que o Atlético estaria no mesmo patamar do Barcelona, que, para este grupo, o empate com o valente Mequinha foi motivo de vaias e toda sorte de protestos na internet. Os apocalípticos analistas viram, neste empate (quase uma derrota, é verdade), motivos para determinar a má sorte do Atlético na temporada que se inicia, sem levar em consideração de que estamos apenas no começo de um novo trabalho, levado por profissionais gabaritados e vencedores. E, por conta de um cenário tão negativo, dizem aos quatro ventos que já desistiram de 2010. Que irão voltar suas energias para outras coisas, como acompanhar jogos do Real Madrid e do Chelsea, partidas da Copa do Mundo e jogos do All Blacks, eventos nos quais poderão ver os melhores do mundo fazendo chover e fazendo chorar. Bom pra eles!

A esmagadora maioria atleticana apóia o time sempre, pois essa é a essência atleticana. Ninguém, em sã consciência, gosta de empate, ainda mais quando o oponente é teoricamente mais fraco e ainda domina a partida. Todas as reclamações procedem. Mas, daí a jogar fora um trabalho recém iniciado, vaiar no 1º jogo os atletas que iniciaram a jornada, isso a Massa Atleticana não faz. Não caímos no conto serelepe de que, para ser vencedor, é preciso vaiar o time, virar-lhe as costas. Isso é papo de torcida que só vai a campo na boa. Comportamento diametralmente oposto à do Galo, que vai a campo em qualquer situação e apóia 105 minutos, além dos extras.

Portanto, o empate acontecido entre Galo e Coelho nos privará da companhia da meia dúzia que acha que futebol é espetáculo o tempo todo, e que o papel da torcida não é apoiar nos momentos ruins. Estes poderão continuar em casa, a assistir John Terry, Messi, Cristiano Ronaldo e Cia, astros que não precisam de torcida. Foram abençoados…

Os nossos jogadores são meros mortais. Esses precisam ser energizados pela Camisa 12. Seus corações batem no ritmo do GALO entoado nas arquibancadas. E serão esses os torcedores que estarão no Mineirão nos próximos jogos: os torcedores que esperam por espetáculo; mas, se esse não vier, saberão ser o espetáculo que sempre moveu o time e tornou o atleticano um ser único no universo do futebol.

Obinando

qui, 21/01/10
por Christian Munaier |

Hoje, desde os primeiros minutos à frente do computador, entre um relatório/ atendimento aos clientes da empresa na qual trabalho e uma espiada no Terreirão, passei defendendo, no Twitter, o apoio maciço da Massa ao atacante Obina. Desde o anúncio feito pelo presidente Alexandre Kalil, Obina tornou-se o assunto de destaque nesta rede social e as opiniões estavam extremamente polarizadas. Assim como estão aqui no Terreiro. Puro reflexo dos sentimentos da Massa.

Em janeiro de 2009, Alexandre Kalil foi até o Flamengo e contratou a “eterna promessa” Tardelli. Convencido por Emerson Leão de que o encostado atacante não era mais aquele garoto-problema, e que, sob a sua batuta, Tardelli poderia render aquilo que sempre se esperou dele, o presidente atleticano atendeu à solicitação do seu técnico e concretizou a negociação. O Terreiro recebeu, na época, agradecimentos esfuziantes dos rubro-negros. Alguns Terreiristas questionaram a contratação. Eis que, com o apoio da Massa Atleticana, Tardelli se transformou no artilheiro do Brasil, no nosso DieGOL.

Obina não é igual ao Tardelli. São perfis diferentes, com idades diferentes e históricos diferentes. Seus posicionamentos em campo são diferentes. Até a negociação foi diferente. O Atlético não pagou um tostão pela aquisição de 50% dos direitos sobre o atleta. Investidores arcaram com o valor pedido pelo time carioca! Mas o caso se assemelha, e muito! Mais um jogador cujo potencial o nosso técnico – desta vez o Luxemburgo – acredita e que, com o carinho e apoio da Massa, poderá nos oferecer o melhor do seu futebol. Assim como no caso do Tardelli, recebemos dos flamenguistas os agradececimentos da remoção do entulho, e toda a sorte de gracejos típicos dos que não tem time pra torcer e preferem bisoiá o time dos outros. Mas, da mesma forma que aconteceu com o artilheiro do Brasileirão e jogador da Seleção Brasileira, Obina poderá deixar de ser uma aposta e virar uma realidade.

O centroavante está com 26 anos. Fará 27 nos próximos dias. Maduro, feridas abertas pelas recentes tropeçadas, sabe que essa poderá ser sua última chance de se consagrar em um grande time. Jogará ao lado de um antigo companheiro, se conquistar a vaga de titular. Não brigará com DieGOL por essa vaga. Nem mesmo com Muriqui. Muriqui poderá ser o terceiro atacante, ou aquele meia-atacante do esquema 4-3-1-2 (posição que o notabilizou no Brasileirão’09).

Na pior das hipóteses, Obina será um reserva de luxo. Opção para o segundo tempo, junto com o Marques, sei lá. Só iremos saber quando a bola rolar. E, se neste sublime momento, Obina ouvir seu nome cantado pela Massa Atleticana… Posso lhes dizer uma coisa: um bom jogador, mesmo ferido de morte, quando ouve a Massa entoar o seu cântico, busca forças de onde só Deus não duvida!

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Preparativos para a estreia

dom, 17/01/10
por Christian Munaier |

Contagem regressiva para o início da temporada 2010. Falta apenas uma semana para a bola rolar pelo Campeonato Mineiro. O regional das Gerais começará com uma semana de atraso, em comparação ao estadual mais badalado do Brasil, o Paulistão, e não terá o mesmo nível de dificuldade. O Mineiro’10 terá o formato idêntico ao do ano passado, onde 12 times disputam 8 vagas das quartas-de-final e apenas 2 caem para a 2ª divisão. Como bem disse o Leonardo Bertozzi, atleticano dos quatro costados e integrante da equipe da ESPN – e que, realmente, vale a pena ouvir o que tem pra falar, essa primeira fase servirá como laboratório para os times da capital, teoricamente mais fortes e envolvidos com outras competições.

No Galo, os jogos-treino nos dão uma sensação de que as posições já encontraram os seus donos. Os dois amistosos realizados na Cidade do Galo, até aqui, foram vencidos pelo Supremo Alvinegro com relativa facilidade. Considerando os adversários e a situação das pelejas (divididas mais brandas), podemos dizer que os placares foram adequados: Atlético 5X1 Villa Nova/Nova Lima, e Atlético 7X1 Guarani/ Divinópolis. Em ambas as partidas, gols do nosso DieGOL, do recém-chegado Muriqui, e do lateral-direito Coelho, que vem readquirindo a forma física e técnica. Até gol de falta Coelho fez. Com Coelho assumindo de vez a ala destra, o Galo terá, graças a Deus, um jogador de ofício a ocupá-la.

Carini; Coelho, Campos, Werley e Leandro; Jonílson, Correa, Ricardinho e Evandro; Muriqui e DieGOL Tardelli. Este deverá ser o time da estreia do certame mineiro. 4-4-2 corajoso, com dois volantes e dois meias. Mesmo que mais reforços desembarquem na Cidade do Galo, como é o caso do zagueiro Cáceres, que dizem estar batendo à porta, o esquema de jogo deverá ser este a defender a supremacia atleticana histórica dentro de casa, e os atletas também. Naturalmente, os que chegarem depois terão suas chances, e outros esquemas poderão ser testados.

A fome de futebol tá enorme!

A pré-temporada do torcedor

qua, 13/01/10
por Christian Munaier |

Falta muito pouco para o término da temporada juvenil, temperada pelas contratações e especulações de reforços, e início da temporada profissional. Poucos dias nos separam do apito inicial, que marcará o t-zero da campanha 2010.

A ausência de futebol compreendida entre o dia 06 de dezembro e o dia 24 de janeiro beira o insuportável, remediada pelas copas e campeonatos destinados aos garotos da base. O Campeonato Brasileiro Sub-20 e a Copa São Paulo de Futebol Junior nos permitem ver o que está sendo plantado na horta atleticana e a manutenção de nossa veia corneteira. É a pré-temporada do torcedor! Quando o Mineiro’10 começar, estaremos mais do que em forma para cobrar, torcer, xingar e comemorar.

Nas duas últimas competições do Galinho, fomos finalistas em um e saímos na primeira fase do outro. Jogamos muito bem a competição do sul e perdemos bisonhamente a vaga para a fase seguinte, na competição do sudeste. Coincidência ou não, o outro finalista do Brasileiro Sub-20, e campeão, Grêmio, também saiu na primeira fase em São Paulo. Seria o desgaste tido pelas duas equipes na competição de dezembro que fez com quem padecessem um mês depois? O cansaço físico natural, o desgaste emocional com a derrota na final em Porto Alegre e um tanto de preciosismo – também conhecido como estrelismo – podem ser colocados na conta para justificar a precoce saída.

O trabalho da base, nestes últimos dez meses, desde a chegada de Rogério Micale, tem sido satisfatório. Um título (Copa BH de Futebol Junior) e um vice-campeonato, como citei acima, em tão pouco tempo, mostra que estamos no caminho certo! É claro que a recém eliminação pegou a Massa no contrapé, e azedou os humores no Terreirão. Mas é inegável que o departamento de futebol de base atleticano é digno de boa nota. Fora toda a estrutura da Cidade do Galo, faço menção especial ao departamento de fisioterapia do Galo que atende à base, tido como um dos três melhores do Brasil.

Até a bola rolar no Minera, valendo pela primeira rodada do Regional, o Galo visitará o interior e terminará a sua pré-temporada em Araxá! Baita ideia! Apóio totalmente a iniciativa. Pois, se falamos tanto da importância do fortalecimento do Galo em todas as regiões mineiras, nada mais adequado que movimentar a região com a estada do clube que carrega o nome do estado. Os amigos de Araxá que quiserem publicar as fotos tiradas com os atletas, durante os últimos dias de preparação do elenco, aproveitem para se cadastrar em nossa comunidade virtual, o Terreiristas (clique aqui).

Há quem reclame dessa viagem. Nada mais normal. Afinal, enquanto os jogadores se preparam longe de BH, alguns dos nossos companheiros continuarão exercitando a arte da cornetagem. Eu, inclusive. Cornetar exige muita habilidade!

Letra de Sidney Tcheves, do original “Era um garoto, que como eu, amava os Beatles e os Rolling Stones, de Migliacci / Lusini; interpretação, edição e vídeo: Mateus Pieroni

Os principais reforços de 2010 (até aqui)

seg, 11/01/10
por Christian Munaier |

Só Deus e a diretoria do Atlético, junto com sua comissão técnica, sabem quem ainda virá para a Cidade do Galo nesta primeira parte da temporada 2010. Leandro, Campos e Muriqui já foram apresentados. Mas o atleticano quer mais, e com razão. Não merecemos mais uma temporada nas trevas. Desde 2002, vivemos um período de vacas anoréxicas e bulímicas. Queremos um tanto de tutano a mais e enxergamos, nas poucas novidades, um convite à preocupação. No Twitter, mecanismo que se transformou em fórum de debate e de especulação, todos os dias surgem novos nomes. Eu, do meu lado, sigo interessado em saber dos nomes aventados, mas certo de que só mesmo a galera citada acima é que sabe quem mais desembarcará no projeto Galo 2010.

Pra mim, os principais reforços já foram apresentados à nação, mas estes não calçarão chuteiras e nem entrarão no gramado nos jogos oficiais: são os integrantes da super-comissão. Como consultor, sou contratado para compartilhar as experiências e conhecimentos que obtive em determinada área da prestação de serviços. Por isso, vejo com tão bons olhos a contratação de um aparato constituído por nutricionistas, ex-árbitros e até cinegrafistas. São especialistas em suas áreas e levarão os atletas – profissionais e da base – a um patamar superior de performance e motivação. Inclusive o rapaz da câmera! Através dos vídeos e edições, o cinegrafista registrará todos os jogos em ângulos específicos para que todos, comissão e jogadores, possam ver onde acertaram e erraram; além disso, Luxa poderá produzir o material motivacional que tanto gosta, dando aquela gota de energia a mais para o elenco.

O investimento na super-comissão e na manutenção de DieGOL me fazem ficar mais tranquilo. É claro que eu também espero a vinda de mais um zagueiro, lateral, volante e centroavante, todos dignos de seleção. “Venha jogar no Galo de Luxemburgo e Tardelli e tenha um ano vitorioso.” Imagino que seja, justamente, este o argumento que o Kalil tenha usado em suas ofertas ao mercado, deixando claro que não pagará por empréstimos (como no caso de Obina), pois o atleta será valorizado jogando no alvinegro, e não paga salários ultra-astronômicos (como queria Kleber Pereira), pois no Galo há responsabilidade em cumprir os compromissos financeiros. Esperto será o atleta que aceitar o convite. Assim, nosso presidente vai tratando caso a caso e poderá levar todo o mês de janeiro anunciando, a conta-gotas e via Twitter, os novos nomes. Ou poderá fazer uma surpresa para a Massa e apresentar todos de uma vez só. Desta forma, além do impacto na mídia, economizaria as muitas idas a Confins…

Começando bem 2010

seg, 04/01/10
por Christian Munaier |

Iniciamos o ano de 2010 muito mais confiantes do que nos anos anteriores e creio que essa confiança só irá crescer nos próximos dias. Daremos início aos trabalhos nesta terça-feira, em nossa própria casa e com toda a infra-estrutura de primeira para que o trabalho seja feito no nível máximo de performance. A Cidade do Galo hoje pode ser equiparada com os melhores centros de treinamento do mundo! E, como aparelho sozinho não executa absolutamente nada, o Atlético tem buscado gente profissa pra transformar tecnologia em resultados.

De material humano, poucas caras novas serão apresentadas, dentre elas o zagueiro Jairo Campos, o lateral-esquerdo Leandro e o meia-atacante Muriqui. É justamente a não divulgação de uma barca de contratações que aumenta a minha crença num 2010 proficiente. O fato de Alexandre Kalil tratar com tranquilidade as negociações, não aceitando de cara os valores impostos por jogadores e seus empresários, mostra que nosso presidente não entrou no mood perdulário que alguns temiam depois da venda de Éder Luís e dos aportes financeiros dos novos patrocinadores. Negociando um a um, desmentindo especulações e esfriando os ânimos, Kalil faz valer sua (minha também) ascendência e mostra o quão bom de negócio um árabe pode ser.

A barca que sairá do porto alvinegro, essa sim, parece ser grande! Alex Bruno, Jorge Luiz, Benítez (?), Carlos Alberto, Thiago Feltri, Saci, Renan Silva, Rafael Miranda, Márcio Araújo, Yuri (emprestado), Alessandro (?), Eduardo (emprestado), Pedro Oldoni, Kleber (emprestado), além dos negociados Tchô e Éder Luís, não deverão se apresentar ao técnico Vanderlei Luxemburgo na Cidade do Galo. É ou não é motivo pra ficar ainda mais confiante neste novo ano? Que conquistem sucesso em seus novos clubes e sejam muito felizes! Resquícios dos mandatos passados e dos primeiros meses de gestão Kalil que ficam para trás, abrindo vaga para contratações mais qualificadas e, até mesmo, para a promoção de um ou dois juniores que têm se destacado na base.

E, além de tudo, tenho a mais irrestrita confiança de que a Massa Atleticana continuará absoluta ao lado do time. Ao invés de responder enquetes sobre a simpatia que se tem por esse ou por aquele clube, a Tsunâmica continuará a render apoio e grana para o Galo, como fez em 2009:

Venda camisas oficiais (média mensal)
1. Flamengo 92.022
2. Corinthians 87.174
3. Palmeiras 73.905
4. São Paulo 70.716
5. Atlético 63.601
6. Vasco da Gama 63.317
7. Grêmio 38.917
8. Internacional 37.321
9. Cruzeiro 36.918
10. Santos 22.500

Média de arrecadação Brasileirão 2009
1. R$ 766.054,68 Flamengo/RJ (19)
2. R$ 658.376,21 Corinthians/SP (19)
3. R$ 656.368,97 São Paulo/SP (19)
4. R$ 650.621,93 Palmeiras/SP (19)
5. R$ 554.164,37 Atlético (19)
6. R$ 374.210,32 Cruzeiro/MG (19)
7. R$ 337.498,32 Grêmio/RS (19)
8. R$ 324.872,89 Atlético/PR (19)
9. R$ 308.453,47 Internacional/RS (19)
10. R$ 281.138,42 Vitória/BA (19)

2009 Percentual por torcida venda pay per view
1. Flamengo 12,6%
2. Corinthians 11,8%
3. Palmeiras 8,9%
4. São Paulo 8,0%
5. Internacional 8,0%
6. Grêmio 7,7%
7. Atlético 7,0%
8. Fluminense 5,8%
9. Cruzeiro/MG 5,7%
10. Botafogo 4,9%

Média de público Brasileirão
1. 40.036 Flamengo/RJ (19)
2. 38.761 Atlético/MG (19)
3. 26.305 São Paulo/SP (19)
4. 22.042 Fluminense/RJ (19)
5. 21.973 Cruzeiro/MG (19)
6. 20.213 Corinthians/SP (19)
7. 18.425 Palmeiras/SP (19)
8. 18.323 Internacional/RS (19)
9. 17.896 Sport/PE (19)
10. 17.776 Grêmio/RS (19)

Fontes: Globosat, Ibope, Site da CBF

Tomando gosto pela vitória!

seg, 21/12/09
por Christian Munaier |

Educação vem do berço e espírito de campeão vem da base. O Galo não tem se descuidado dessa máxima e, com seus juniores, mostra que o trabalho tem sido bem feito. Em 2009, o Galinho, que já levou a Copa BH, chega à final do Campeonato Brasileiro Sub-20, disputado no Rio Grande do Sul. Nas quartas-de-final, superou o Flamengo, doutrinando a urubuzada ainda no ovo. Na semifinal, superou o Fluminense e a disputa de pênaltis (lidar com a pressão causada neste tipo de disputa nunca foi o forte do Galão, histórico que parece não influenciar a garotada).

Rogério Micale e seus comandados têm mais uma final pela frente nesta terça-feira, às 16 horas, em Porto Alegre. Enfrentaremos o aguerrido tricolor dos pampas, time que nos venceu na fase de grupos num dos jogos mais controversos do campeonato. O Galo descascou os gremistas na pancada. O juiz, além de expulsar corretamente os jogadores alvinegros, tratou de inventar faltas e criar oportunidades de ataque para os donos da casa, além de validar um gol impedido do adversário. O Grêmio, aproveitando da vantagem numérica e das benesses do juiz caseiro, venceu o Atlético e se classificou em primeiro do grupo.

Pois mais uma vez essas duas equipes se encontrarão. A rivalidade entre estes dois times será alimentada, concorrência essa também vivida na Copa BH, quando despachamos o rival gaudério na semifinal. Teremos mais esta oportunidade de abduzir os ombros e estender os cotovelos, gesto também conhecido como erguer a taça. Para tanto, teremos que recorrer ao futebol sem apelar pra porrada e torcer para que o árbitro não ceda às pressões dos gaúchos.

Que os nossos garotos entendam que estão a poucos passos de assumir uma das maiores glórias do futebol brasileiro, que é integrar o elenco profissional do Clube Atlético Mineiro. E que tal honraria poderá fazer deles heróis ou bandidos aos olhos da Tsunâmica. Decisões como as de amanhã farão com que ganhem a musculatura necessária para suportar tal peso, e, daqui dois ou três anos, não sentir a carga que é envergar o Sagrado Manto Alvinegro das Alterosas.

Raça e espora afiada. Sempre!

Contratações e especulações via @Twitter

qua, 16/12/09
por Christian Munaier |

O Twitter é um universo paralelo. Toda vez que entro neste micro-mundo, parece que todo o planeta só fala do Galo. É claro que as pessoas que eu sigo e as pessoas que me seguem no perfil http://twitter.com/munaier têm, em comum, essa mesma paixão. No Twitter debatemos tudo. As contratações e especulações ganham contornos de discussão. Se depender dos amigos tuiteiros, Mancini, Kleber Pereira e outros nomes já estão no Galo. Neste exato momento, Felipe Menezes, meio-campista ex-Goiás, foi apontado pelo jornalista Leo Gomide (sério e atento) como um atleta que será observado pelo Kalil em Portugal. O atleta pertence ao Benfica e, caso o negócio se concretize, o empréstimo por um ano será retribuído com a prioridade na opção de compra do Tardelli pelo time encarnado.

O que há de concreto? Dois novos contratados e alguns jogadores que voltam de empréstimos. O lateral-esquerdo Leandro e o zagueiro equatoriano Jairo Campos são os novatos que reforçarão o alvinegro em 2010. Vários nomes conhecidos da Massa: Nêgo (lateral-direito), Rafael Miranda, Fabiano e Renan (volantes), Hugo (meia-armador), Nicácio e Eduardo (atacantes). Estes voltarão e serão avaliados pelo técnico Vanderlei Luxemburgo. Nada como alguém capacitado para fazer uma avaliação mais apurada. Muitas vezes o preconceito que temos, por alguma passagem anterior do atleta que não deixou boas impressões, impede que vejamos suas qualidades e uma possível evolução. Deixemos o nosso especialista passar os olhos em todos os atletas com contrato em vigor com o Galo para, depois, separar o joio do trigo. Se o LuxaGalo é remunerado regiamente para tal, que desempenhe seu papel. Confio nele.

O que aprendemos nos meses de gestão Kalil? O sigilo das negociações é a sua principal característica. Alexandre Kalil utiliza a milenar arte da espreita e bote que, nos negócios, significa observar todos os movimentos do mercado e dar a tacada certeira. Portanto, vamos cortar o MeuDeusismo na raiz, comportamento dramático de alguns que se preocupam com as contratações dos outros, e deixar o presidente e o técnico fazerem suas jogadas. Tenham a mais absoluta certeza de que eles sabem, muito antes de nós, da disponibilidade e condições de cada um dos jogadores.

Pra finalizar, um pouco sobre a dupla Kalil & Luxemburgo. Muitos duvidam da capacidade de coexistência de duas personalidades tão fortes como eles num mesmo grupo de trabalho. Não sou psicólogo, mas trabalho com a formação do espírito coletivo em empresas há muito tempo, embasado na psicologia organizacional. Ambos têm o comportamento classificado como assertivo: “preferem liderar a seguir ordens de terceiros, e gostam de tomar ações imediatas sempre que podem. Acreditam em agarrar oportunidades e em conseguirem os objetivos à sua maneira. Geralmente são independentes e ‘mandões’, preferindo dar ordens a recebê-las; também preferem fornecer instruções a pedir cooperação.” (DISC PROFILE, William Moulton Marston). Estou acostumado a trabalhar com esses perfis e harmonizá-los. O fight é inevitável, mas eu acredito que a dupla dará muito certo, o tempo em que souberem respeitar os espaços de cada um.

E quem quiser acompanhá-los no Twitter, eles são encontrados aqui e aqui. E se me derem a honra da companhia, estou neste aqui.

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Updates

Use o Twitter para dar as boas vindas ao novo jogador do Galo, Muriqui. Clique aqui;

Segundo esta reportagem, Aranha não renovou o contrato e Renê, ex-Barueri, está em BH fazendo exames. Clique aqui para acessar seu site.

Seja bem vindo, Luxa!

ter, 08/12/09
por Christian Munaier |

Se existe um regozijo geral pela contratação do maior papão de Campeonatos Brasileiros da história da competição, Vanderlei Luxemburgo, há uma satisfação maior ainda impregnada em cada sorriso do refeito atleticano: a alegria de ter um presidente que escuta a Massa.

Tanto no quesito jogador, quanto comissão técnica, Alexandre Kalil não mede esforços para mostrar à Massa Atleticana que ele pauta suas ações no desejo alvinegro. É claro que não atende a todas as demandas, e nem de forma instantânea. Nem poderia. As manobras precisam ser cirúrgicas, para que consiga as melhores vantagens econômicas, estratégicas e práticas. Ações que resultaram na contratação do Leão – demanda quase unânime da Massa – que, a seu pedido, trouxe jogadores questionados e com pouco brilho. Alguns não resistiram e ficaram pelo caminho. Outros superaram obstáculos e suas próprias expectativas. Desta safra, colhemos DieGOL, artilheiro do Brasil. Mas Leão tem vida útil dentro de uma equipe do tamanho do seu estopim.

A vinda do contestável Roth também nos trouxe benesses. Sua monotática funcionou muito bem na primeira fase do Brasileirão, potencializando alguns jogadores e fortalecendo a marca Atlético. Em decorrência desta fase, Kalil colheu propostas de patrocínio que permitiram vislumbrar um 2010 mais farto. Mas a fácil leitura do seu esquema e a dificuldade de modificar o padrão de jogo do Galo, fazendo-o perder jogos “completamente fora do contexto”, fizeram com que a úlcera do atleticano clamasse por mudanças. O fim da era Roth estava decretado.

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Começamos um novo período com a chegada de Luxemburgo. Questionamentos acontecem e, dentre eles, a ideia fixa de que o treinador é caro. Digo-lhes a minha opinião: fazer futebol é diferente de fazer supermercado, onde pesquisamos os preços nas gôndolas e compramos o mais barato. No futebol, bom e barato só funciona a cada passagem do cometa Halley. E digo mais. O barato pode sair caro e o contrário também é verdadeiro. Ao final deste Brasileirão, quantos jogadores da base foram valorizados? Quanto valia Renan Oliveira ao final de 2008 e quanto vale agora? Pesa a favor do recém-chegado, além do seu conhecimento e de ótimos profissionais que estão em seu staff, a pressão que ele sabe exercer como poucos em uma partida. Portanto, desde que seja viável financeiramente – e o Kalil deve saber até onde pode ir – Luxemburgo poderá apresentar um retorno compatível com o investimento.

Há desconfiança da parte de alguns de nós, contudo essa novidade traz esperança para o atleticano. A expressão “ver para crer” há muito tem sido substituída pela vontade de “crer para ver”. Se o nosso LuxaGalo vier com disposição para fazer história no Clube Atlético Mineiro, e ter o direito de ver seu nome ao lado de ícones como Telê Santana, terá a Massa Atleticana ao seu lado, nação que conta com um presidente que a representa condignamente, e que nos enche de orgulho.

Seja bem vindo, LuxaGalo! Valeu, presidente!

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Participe da comunidade TERREIRISTAS, a inovação que o Terreirão trouxe para o projeto Blog dos Torcedores. Lá, você poderá colocar suas fotos com o Manto Sagrado, vídeos do Galo e conhecer todos os Terreiristas. Chats durante as partidas, antes e após. Já são quase 200 Terreiristas participando. Venha agora mesmo! Clique aqui!

Perguntas que não ofendem

qua, 25/11/09
por Christian Munaier |

Perguntar ofende? Muitas vezes, sim. Portanto, vou propor alguns questionamentos, com todo o cuidado para não ferir suscetibilidades, que têm sido maturados nos embates twitterianos e, junto com os Terreiristas, buscar respostas.

Foram seis gols nos últimos três jogos, sendo quatro deles acontecidos dentro de casa. Celso Roth é conhecido nacionalmente pela capacidade ímpar de passar o cadeado em suas equipes. O que aconteceu com a retranca, Roth?

O esquema 3-5-2 sempre foi o preferido do nosso comandante, mas no Galo só se justificou na vitória sobre o tricolor paulista, dentro do Minera, por 2X0. Nas outras oportunidades, só empate (como no jogo com o Sport, em casa) e derrota (no segundo tempo contra o Inter em jogo válido pelo primeiro turno). Seria o caso de resgatar este formato, escalando alas mais ofensivos para aumentar nosso poder de fogo, sem abrir mão da defesa?

E por falar em ala, onde será que anda nosso ala-armador Junior Penta? O que, de tão grave, fez nosso experiente camisa 6 para que deixasse de figurar até mesmo no banco? Será que o prestimoso veterano pisou feio na bola fora do gramado? Se a geladeira é decorrente do pênalti não cobrado no jogo com o Palmeiras, no primeiro turno, acho que ele já purgou o suficiente.

Por fim, depois de tantas perguntas, a derradeira: Carini; Benítez, Werley e Alex Bruno; Coelho, Junior (como ala), Jonílson, Correa e Ricardinho; DieGOL e Rentería (na área). Um dos zagueiros cobriria a subida de Coelho (que, depois de tantas semanas, já deve estar condicionado), enquanto Jonílson faria o mesmo pela esquerda. Correa ficaria um pouco mais plantado na defesa, só distribuindo para as alas e para Ricardinho. Mesmo com um esquema aparentemente defensivo, teríamos 6 finalizadores. Com este esquema, Roth garantiria os três pontos no Palestra e, de quebra, o prêmio de melhor treinador do ano?



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