Apoiando 105 minutos
Há males que vêm para o bem! O empate em 1X1 com o América, pela primeira rodada do Campeonato Mineiro e estreia do Galo 2010, foi um belo banho de água fria nas expectativas dos atleticanos mais exaltados. Antes desse confronto, uma parte da Massa Atleticana projetava partidas impecáveis do Senhor das Alterosas, dignas de figurarem nos documentários enviados ao infinito através das cápsulas espaciais. Era tamanha a convicção de que o Atlético estaria no mesmo patamar do Barcelona, que, para este grupo, o empate com o valente Mequinha foi motivo de vaias e toda sorte de protestos na internet. Os apocalípticos analistas viram, neste empate (quase uma derrota, é verdade), motivos para determinar a má sorte do Atlético na temporada que se inicia, sem levar em consideração de que estamos apenas no começo de um novo trabalho, levado por profissionais gabaritados e vencedores. E, por conta de um cenário tão negativo, dizem aos quatro ventos que já desistiram de 2010. Que irão voltar suas energias para outras coisas, como acompanhar jogos do Real Madrid e do Chelsea, partidas da Copa do Mundo e jogos do All Blacks, eventos nos quais poderão ver os melhores do mundo fazendo chover e fazendo chorar. Bom pra eles!
A esmagadora maioria atleticana apóia o time sempre, pois essa é a essência atleticana. Ninguém, em sã consciência, gosta de empate, ainda mais quando o oponente é teoricamente mais fraco e ainda domina a partida. Todas as reclamações procedem. Mas, daí a jogar fora um trabalho recém iniciado, vaiar no 1º jogo os atletas que iniciaram a jornada, isso a Massa Atleticana não faz. Não caímos no conto serelepe de que, para ser vencedor, é preciso vaiar o time, virar-lhe as costas. Isso é papo de torcida que só vai a campo na boa. Comportamento diametralmente oposto à do Galo, que vai a campo em qualquer situação e apóia 105 minutos, além dos extras.
Portanto, o empate acontecido entre Galo e Coelho nos privará da companhia da meia dúzia que acha que futebol é espetáculo o tempo todo, e que o papel da torcida não é apoiar nos momentos ruins. Estes poderão continuar em casa, a assistir John Terry, Messi, Cristiano Ronaldo e Cia, astros que não precisam de torcida. Foram abençoados…
Os nossos jogadores são meros mortais. Esses precisam ser energizados pela Camisa 12. Seus corações batem no ritmo do GALO entoado nas arquibancadas. E serão esses os torcedores que estarão no Mineirão nos próximos jogos: os torcedores que esperam por espetáculo; mas, se esse não vier, saberão ser o espetáculo que sempre moveu o time e tornou o atleticano um ser único no universo do futebol.
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Foram seis gols nos últimos três jogos, sendo quatro deles acontecidos dentro de casa. Celso Roth é conhecido nacionalmente pela capacidade ímpar de passar o cadeado em suas equipes. O que aconteceu com a retranca, Roth?


