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Esperança, descanse em paz!

Qui, 28/08/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

Agora sabemos quem escreveu a carta direcionada ao presidente, ameaçando-o e à família, caso ele não abandonasse a direção do Galo. A autora se revelou nesta quarta-feira, em outra missiva. Essa carta chegou às mãos deste blogueiro, que a transcreve ipsi-literis:

Prezado Blogueiro e Nação Atleticana,

Nada redime a minha culpa. Assumo-a publicamente! Eu escrevi aquela carta ao presidente Ziza, ameaçando ele e sua família. É claro que eu jamais faria nada contra quem quer que seja. Todos que me conhecem sabem que sou totalmente da paz. Mas, mesmo sabendo que não serei perdoada – e aliás, isso não vem ao caso agora – quero contar por que escrevi para o Ziza. No final de 2005 eu adoeci. Na verdade, doente eu já estava há alguns anos, mas em 2005 fiquei de cama. Alguns médicos me desenganaram, outros disseram que eu teria chances de reaver minha saúde. O tratamento foi custoso, mas ao final de um ano eu já estava melhor. No natal de 2006 eu estava recuperada e muito disposta para o ano novo. 2007 foi um ano de altos e baixos. Lembro-me que em maio daquele ano, na época do dia das Mães, tive grandes alegrias. Mas a doença estava alojada em mim e eu voltei a ficar acamada. De lá para cá, momentos bons, períodos maus. Tudo foi feito para que eu melhorasse. Tratamentos vieram de todos os lugares do Brasil e do mundo (México, Sérvia, Japão…). Até que diagnosticaram o meu problema! Sempre fui Atleticana, sou uma das mais famosas torcedoras desse Time. Estive sempre ao lado do Galo. Nos breves momentos de ausência, o Atlético ressentiu a minha falta. O Ziza e sua turma funcionam, pra mim, como a criptonita. O Ziza e sua turma tiram as minhas forças, paralisam a minha respiração, o batimento do meu coração. Enquanto o Ziza estiver no Galo, as chances que tenho de sobreviver diminuem a cada dia. Por isso escrevi aquela carta desesperada; a saída dessa diretoria era a minha última “cartada”… Sem efeito, tudo continuou na mesma! Não creio que estarei viva quando essa carta chegar às suas mãos. Se o pior acontecer essa noite, peço que rezem por mim.

Cordialmente,

Esperança

Massa, a notícia de mais uma goleada no lombo chegou aos ouvidos da moribunda Esperança e eu acho que dessa ela não escapa. Que descanse em paz!

Paz que todo Atleticano queria ter ao assistir um jogo de seu Time, principalmente em casa. É pedir muito? A alegria de ver novos jogadores envergando o Manto, renovando o sangue Atleticano na horta que já produziu Cerezos e Reinaldos. O orgulho de gritar olé depois de um placar consolidado, como já nos fartamos de gritar. Paz, alegria e orgulho que nos acostumamos ter, quando os heróis briosos habitavam o relvado e eram aclamados pela Massa. Tempos de Super-Homens!

Nós, que já tivemos Telê, Levir, Leão, Barbatana, Yustrich, e que fizeram meninos se transformarem em homens, hoje o que vemos jogando em campo são pobres lacaios, aliciados por um Lex Luthor assaltante de sonhos. Com uma derrota que nos causa náuseas, o Galinho perdeu para o 7 Léguas dentro do Mineirão, por 5 X 2, dando adeus à esperada Sul-Americana. O disfarce de clube uruguaio (Peñarol) foi o mais longe que conseguimos chegar na competição internacional.

Os 15 primeiros minutos de jogo e os dois gols do Lenílson poderiam trazer algum ânimo à desalentada Esperança, mas o que esperar de uma zaga que recebe o adversário com o tapete vermelho, dizendo “é por aqui, senhor Lúcio Flávio; volte mais vezes, senhor Cazálberto…”? E quando resolvem fazer gol contra? E quando resolvem fazer tudo isso, e ainda pênalti? Ainda bem que o Gil percebeu que existiam famílias no Mineirão.

Com declarações como as de Vinícius, que se mostrou aliviado com a desclassificação na Sul-Americana, percebemos o quanto esses lacaios se identificam com o torcedor Atleticano. “Infelizmente não conseguimos fazer os gols. Mas agora acabou a Sul-Americana e temos de esquecer. Temos de voltar a cabeça para o Campeonato Brasileiro”, declarou o capitão.

ATLÉTICO-MG 2 x 5 BOTAFOGO
Edson, Mariano, Leandro Almeida, Vinícius e Luís Gustavo (Renan); Denílson (Gedeon), Márcio Araújo, Serginho e Lenílson; Jael e Pedro Paulo (Raphael Aguiar). Castillo, Thiaguinho (Alessandro), Renato Silva (Ferrero), Andre Luis e Triguinho; Túlio, Diguinho (Zé Carlos), Lucio Flavio e Carlos Alberto; Jorge Henrique e Gil.
Técnico: Marcelo Oliveira. Técnico: Ney Franco.
Gols: Lucio Flavio, aos 21 e 26 minutos do primeiro tempo; Jorge Henrique, a 1 minuto, Lenílson, aos 15, Carlos Alberto, aos 20, Lenílson, aos 36 e Leandro Almeida (contra), aos 41 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Jael, Vinícius, Serginho, Leandro Almeida (Atlético-MG). Cartão vermelho: Serginho. Público: 5.081 pagantes. Renda: R$ 43.975,00.
Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG). Data: 27/08/2008. Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa/PR). Auxiliares: Altemir Hausmann (Fifa/RS) e Emerson Augusto de Carvalho (Fifa/SP).

O Time não só pecou por não fazer gols. O Time pecou por entrar em campo. Um W.O. seria mais digno, seria um resultado menos humilhante. Doeria menos no coração Atleticano. E a dor é uma convidada constante na vida do torcedor do Galo nesses últimos tempos. Uns preferem cera quente no mamilo, outros preferem ser Atleticanos. Eu, graças a Deus, continuo com a segunda alternativa.

A Esperança tá no bico do corvo, assim como nossas forças. É muita criptonita!

Raça e espora afiada. Sempre!

Com o Galinho, de abelha, contra o 7 Léguas

Ter, 26/08/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

A estréia do Galinho na Sul-Americana será com o uniforme 3. E como nem tudo agrada a todos, muitos estão insatisfeitos com a escalação do juvenil para enfrentar o 7 Léguas, muitos não estão satisfeitos com o uniforme 3. Eu estou extremamente satisfeito com os dois! Vamos de Galinho, disfarçado de abelha, pra cima do Bota! O material atende aos propósitos de um uniforme 3 e o Galinho atende à necessidade de cumprir tabela. E como teremos público modesto neste jogo (até agora, 1.027 ingressos vendidos), do tamanho da competência palaciana, as chances de comoção social, badernas e vandalismo em caso de derrota emética, são baixas. Se levarmos um chacoalho igual ou maior ao número de léguas da bota, poderemos dizer que aquele ali não era o Clube Atlético Mineiro. Só vejo vantagens!

Assim como vejo vantagem – e espanto – na convocação do prestimoso Castillo para defender sua seleção natal. Pra nós, não fará falta alguma. Pra canarinho, caso ele seja escalado, um a menos para marcar. E para os nossos cofres, caso algum incauto turco se interesse por ele, poderá reverter em algum trocado. Assim sendo, até torço para que ele faça um gol ou dois na SeleDunga. E que os turcos estejam assistindo ao jogo, e levem ele como fizeram com o Eduardo.

Voltando à despedida da Sul-Americana, o time deverá ter Édson; Mariano, Vinícius, Leandro Almeida e Luis Gustavo; Renan, Denílson, Serginho e Lenílson; Jael e Pedro Paulo. Marcos “poupado”, Rafael Miranda, Pet e Marques no estaleiro. Quem será o capitão? 4-4-2 losango, simples e obediente. Para mexidas táticas ou necessidades, nosso Marcelo terá, dentre outros, o próprio Castillo à disposição. Eu acho que o Botafogo merecia mais respeito… Alguém mais está sentindo cheiro de engabelação? Não seria “isso” um disfarce para mascarar o verdadeiro time que enfrentará o Ney nesta quarta?

Versando ainda sobre “engabelação”, chamo a atenção dos amigos do Terreiro: o uniforme 3, lançado com pouca pompa, foi um estrondoso sucesso – ao que parece! Números oficiais dão conta de que 5.000 peças foram colocadas à venda, sendo que no site do Galo já estão esgotadas. Se tal fato é verdade, foram arrecadados R$845 mil em 3 dias. É capilé pra mais de metro! Se em 3 dias 5.000 camisas foram vendidas, imaginem o que não arrecadaríamos com a venda de 15.000 em um mês? Pergunto: será que todas foram mesmo vendidas, ou deram aquele sumiço básico para valorizar um produto (“o que eu não posso ter eu QUERO ter”). E se realmente todas foram vendidas, vocês acham que não produzirão mais unidades? Por acaso o Galo tá em condições de enjeitar dinheiro? E se a Massa tem todo esse poder de consumo (e isso tem mesmo!), cadê a diretoria com as estratégias para maximizar a receita? É cada uma…

Raça e espora afiada. Sempre!

Maldição

Sex, 15/08/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

Acho que essa camisa branca não nos dá sorte. É o Roberto Abras anunciar o Galo vestido “de noiva”, para eu me arrepiar até os fios de cabelo que ficaram no pente. Estou traumatizado. Tento buscar os motivos para esse ano desgracento nas forças ocultas que podem estar comprometendo o desempenho dos jogadores, o raciocínio da comissão técnica e os brios da diretoria, que sem a hombridade esperada de seres humanos cientes da incompetência, não pedem pra sair. É isso! É a camisa branca que nos fez perder ontem, do Botafogo, pelo jogo de ida da Sul-Americana. Foi a camisa branca que nos fez levar uma virada boba-chata-feia no final da última etapa, deixando nossas pretensões de seguir nessa competição internacional próximas do impensável.

A Sul-Americana nos foi apresentada pela diretoria, comissão técnica e jogadores como a redenção deste ano de comemorações (sic). “A Sul-Americana é a competição que dará o título para o Galo no ano de seu centenário, que nos levará ao Japão”. Mas foi só vestir a camisa branca que tudo desmoronou! Até saímos na frente, com jogada dos lúcidos e necessários Pet, Jael e Marques. Mas o Time, como verdadeiro vira-lata que depois de rosnar recua ante o ataque eminente, recolheu-se com a orelha murcha e permitiu o empate aos 45 do primeiro tempo.

Empate é resultado ruim! Se fosse há 10 anos, empatar com o Botafogo seria considerado um resultado morocoxô, independente do estádio e da circunstância. Mas na atual situação zizânica, empatar não seria de todo ruim, seria aceitável e até motivo de satisfação para os Atleticanos. O Davy, o Onerino, o Luiz Fernando, todos poderiam passear pelas praias cariocas vestidos com o Manto Sagrado sem ouvir desaforos. Mas quis a maldição da camisa branca impedir que esses Atleticanos, e toda a Nação Alvinegra, tivessem o alento do empate. A base até foi chamada para evitar o pior, e vimos jogar Raphael, Yuri e Tchô. Mas essa camisa branca é implacável. Virada aos 39 e traulitada aos 47 do segundo tempo.

Derrota de 3 X 1 para o Botafogo. O lombo já está se acostumando às derrotas. O lombo do Atleticano tem sido fonte ininterrupta da pururuca servida aos adversários. Mas a culpa é da camisa branca! Aliás, acho que a camisa toda preta, do centenário, também não nos trás bons fluídos. É colocar a camisa toda preta que encarna em nossos jogadores o caboclo Bilu, um espírito desencarnado saravá misifio que faz com que todos desaprendam a tocar a bola, a cabecear e a correr com vontade para resgatá-la de pés adversários. E, pensando bem, aquela listrada também tem trazido azar a esse elenco. Quando a vestem, eventualmente até vencem (será que eles queriam vencer?), mas levam gol no último segundo de rival regional e levam goleada quando a torcida resolve dar mais uma chance.

A culpa deve ser da camisa, o profanado Manto Sagrado. Ou será que a culpa da ausência de vitórias, de partidas convincentes, está no componente orgânico que recheia a camisa e no QI dos que escalam e contrataram os profanadores da camisa que leva o escudo CAM? Não sei… Só sei que carreatas com buzinaços (coisa de pouca monta, como 10.000 automóveis), faixas e pressão costumam espantar a maldição da camisa branca. 

Raça e espora afiada. Sempre!

Handebol na Sul-Americana?

Qua, 13/08/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

Começaremos nossa participação na Copa Sul-Americana, o torneio internacional que disputaremos no ano do nosso Centenário. Serão as nossas “Olimpíadas”. Será o nosso mata-mata. A piada de mau gosto que a diretoria nos contou no final do ano passado – que teríamos time para disputar os títulos deste ano – será mais uma vez motivo de boas risadas, mas as bocas que se abrirão para o fagueiro sorriso não serão Atleticanas. O nosso Time entrará nessas “Olimpíadas” tão preparado para vencer o torneio como está o handebol brasileiro nas Olimpíadas chinesas. As nossas chances de avançar as etapas são as mesmas da seleção de handebol. E de levar goleadas inclusive.

E pior que perder, é perder pra quem não será o campeão. Se o Galo ainda perdesse para um time a caminho do título, algum alento teríamos. Esse alento os judocas têm, quando disputam a repescagem. A repescagem, no judô, é a possibilidade que o atleta tem de continuar na competição em busca de uma medalha de bronze depois de uma derrota no sistema mata-mata, quando o adversário que o venceu conseguiu chegar até a final.

Por isso, perder para o foguinho, como temos perdido nos últimos jogos, é mais ultrajante por saber que não daremos o nosso lugar ao provável campeão. Realmente não estamos com nada! Não conseguimos nem mais vencer o coadjuvante do nosso título nacional.

Não quero afirmar, de antemão, que seremos eliminados pelo time da estrela solitária, time respeitável e liderado pelo sósia do Milton Naves (competentes, o sósia e o original). Mas se depender do nosso retrospecto recente, a Sul-Americana terminará para nós na primeira fase. Tabus foram feitos para serem quebrados… Se tal eliminação se confirmar, não chorarei minhas mágoas aqui. Primeiro porque minhas lágrimas já estão comprometidas com o restante do Brasileirão e, segundo, porque a Sul-Americana não deve ser a prioridade desse limitado grupo. Estamos cientes das nossas limitações. E dividir nossos poucos recursos técnicos em duas competições pode ser o caminho mais eficaz para uma desgraça irremediável no Brasileirão. Temos que ter total foco na competição nacional. Todas as equipes sérias estão fazendo isso. O Galo, ao contrário do que quer acreditar a diretoria, é um clube sério!

Será que eu deveria estar mais confiante? Afinal de contas, temos um novo técnico… Mas estou consciente e com um outro foco! Acredito seriamente que devamos dar total atenção ao campeonato brasileiro.  Torcerei como sempre e espero comemorar como nunca. Meu espírito Atleticano não aceita entrar em qualquer torneio sem sonhar com as vitórias. Mas sai Geninho, entra Gallo. Cai o Gallo, entra o Marcelo Oliveira… E nos chega a notícia de que o Renan voltará a ser improvisado na lateral-esquerda?! Tudo na mesma?! Não seria melhor inscrever o Galo em alguma competição de handebol?

Raça e espora afiada. Sempre!


Arte: Marcelo Vargas

Copa Nissan Sul-Americana

Ter, 10/06/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

Enquanto o pau quebra nos bastidores do Galo, e o nosso Terreiro acompanha o mais de perto possível o desenrolar das ações da cartolagem, ficamos com um olho na próxima competição que participaremos: a Copa Nissan Sul-Americana.

Segundo a regra deste ano, teremos a primeira fase de grupos e, depois, a fase mata-mata, no mesmo estilo da Libertadores. Aqui, segue uma tradução livre, de própria lavra, da página da Conmebol:

Novidade no sistema de disputa

A Copa Nissan Sul-Americana 2008 trará consigo algumas alterações no sistema de disputa, as quais serão anunciadas amanhã (hoje) pelo Secretário Geral da Conmebol, Eduardo Deluca, que será o mestre de cerimônia.

O que se pode adiantar sobre a edição 2008 é que o sistema de definição para a final será idêntico ao da final da Copa Santander Libertadores. Refere-se ao fato de, se ao término dos encontros das finais houver igualdade de pontos e no saldo de gols, haverá a prorrogação de 30 minutos (em 2 períodos de 15) e, se persistir o empate, recorrer-se-á aos pênaltis.

Outra novidade é a possibilidade de cada equipe realizar modificações em sua lista de jogadores logo após cada fase, e não apenas antes da semifinal. Será permitido realizar três substituições, no máximo, em todo o torneio.

Veja o texto original clicando aqui.

O sorteio dos grupos está acontecendo neste momento e estou a postos para atualizar nosso espaço. Teremos neste torneio as maiores equipes do futebol latino-americano, pois também participarão as equipes mexicanas desde o começo da disputa. Claro que faltará nosso tradicional rival. Mas é que ele não se mistura… É uma espécie de Kiko do futebol e a Dona Florinda não permite que se junte à gentalha.

Tô com um bocado de milha pra expirar. O espanhol tá razoável e tô com saudades das famosas parrilladas. Se valer a pena, é até capaz de esse pobre blogueiro gastar as milhas e o “por supuesto y ¡es muy amable!” para assistir umas peladas em terras portenhas. Experiência de dormir em aeroporto eu tenho de sobra.

Mas pra que eu me desloque para qualquer estádio, mesmo que seja para a casa do Galo, muita coisa precisa mudar! 

Entrevistas neste site mostram bem como a situação está beligerante na côrte de Lourdes. Ainda bem que existe alguma oposição, mesmo que seja uma oposição branda e cavalheiresca. Há os que prefeririam uma oposição mais PSOL ou PSTU. Eu confesso que ando bastante sindicalista. Contudo, existe a política do Portal ao qual estou vinculado, e faremos o possível dentro das regras restritivas.

Na sua opinião, quais são os 3 principais problemas vividos dentro do Galo e como poderíamos resolvê-los?

Exemplo 1: Paulo.

PROBLEMA 1

- Mentalidade retrógrada da diretoria e do conselho. Tratam o clube como um passatempo, uma atividade extra-oficial, um hobby de empresário rico e de sucesso. De que adianta o Ziza dizer que chega no galo as 9 da manhã e sai as 19 se o tempo que fica lá dentro não é bem aproveitado.

SOLUÇÃO 1

- O presidente do Galo deve ser um gestor e ter  prestígio pessoal para atrair pessoas com dinheiro e visão para o clube, a parte administrativa deve ser feita por gente competente e remunerada, com metas a atingir e contas a prestar.

PROBLEMA 2

- Falta de objetivos definidos e planejamento. Se o objetivo principal é sanar as dívidas, qual é o planejamento que foi feito pra alcançar? Ninguém no clube percebe que time ruim=receita pequena=mais dívidas.

SOLUÇÃO 2

- A salvação do clube é investir no futebol profissional, time forte atrai mais torcedores, mais investimentos, melhores patrocínios, maior retorno de mídia, maior venda de produtos do clube.

PROBLEMA 3

- Falta e má aplicação dos recursos. O pouco dinheiro que o clube tem, investe em jogadores que não rendem em campo, geram insatisfação da torcida e não trazem retorno financeiro ao clube.

SOLUÇÃO 3

- Quem tem pouco dinheiro, tem que fazer contratações cirúrgicas; se a carência maior é um lateral esquerdo, pra que contratar um atacante mediano só porque esta barato? Receita se ganha com venda de produtos e o consumidor final que é o torcedor só compra se o time for vencedor.

Exemplo 2: Vinícius (Galo Consciente)

PROBLEMA 1 - Da História

O CAM fez grandes times na década de 80, Era a base da Seleção Brasileira, junto com o Flamengo. Logo, os oportunistas  de plantão perceberam que exercer um cargo de direção ou no Conselho do CAM poderia ser um grande negócio. Parasitas de todos os cantos de Minas e do Brasil trataram de arranjar seu lugar nos quadros oficiais do CAM. Seguramente, delitos de toda ordem foram praticados de lá para cá!

SOLUÇÃO 1

Abrir as portas do clube, com toda a cordialidade, para as Polícias (Civil e Federal) e o Ministério Público (Estadual e Federal), juntamente com uma auditoria independente. Dimensionar a verdadeira dívida global, imputá-la proporcionalmente a quem lhe deu causa, cobrar as responsabilidades de cada qual e expulsar os detratores e delinqüentes, para que o clube deixe de ser usado como lugar de negociatas, política suja, busca de “status” e enriquecimento sem causa de uns poucos “empresários”.

PROBLEMA 2 - Das dívidas e estratégias

Após a solução do problema 1, será possível conhecer a verdadeira dívida do CAM. Feito isso, os dirigentes só têm uma opção jurídica e moral: saldá-la.

SOLUÇÃO 2

Para saldar uma dívida como a do Galo, existem várias estratégias. As duas mais evidentes e extremadas são:

2.1. cortar gastos radicalmente, como foi feito no CAM no final da década de 1970, e jogar apenas com juniores e jogadores jovens descobertos no interior de Minas e do País, até que receita e despesa de equacionem. Se dermos sorte e competência, como aconteceu em fins de 1970, revelaremos novos Reinaldos, Éders, Luisinhos etc.

2.2. amealhar dinheiro na praça, com empréstimos bem negociados, e investir num time para ganhar tudo, repatriando craques e não dando chance para o azar. Se o time ganha tudo, as receitas sobem mais do que as grandes despesas, compensando e superando o investimento. É o que ocorre com toda empresa que se preza, com planejamento e gestão sérios.

Qualquer das duas soluções exige coragem e competência de quem a tomar. Ridículo é ficar no meio termo, como o CAM está hoje: nem investe para ganhar títulos de expressão, nem saneia o clube, pois gasta milhões com “jogadores” de quinta categoria.

PROBLEMA 3 - Da Ciência

Solucionados os problemas 2 e 3, um policial, outro financeiro-gerencial, resta o amadorismo com que o futebol é feito no CAM.

SOLUÇÃO 3

Todo ano, formam-se vários Doutores em Educação Física, Fisioterapia, Medicina Esportiva, Nutrição etc. etc. etc., na UFMG, na PUC-MInas e em várias Universidades do país, dispostos a entrar no mercado de trabalho com qualidade e competência. Pela metade dos salários, benefícios e comodidades que o CAM oferece a ex-jogadores fracassados, apadrinhados, conhecidos de Conselheiros e amigos do rei, todos amadores do esporte, esses novos profissionais, tenho certeza, dariam a carreira e a vida pelo CAM. E o retorno para a instituição seria muito maior. Porque, se existe ciência no esporte, é a ciência que se faz nas Universidades, e não no “achismo” de meia dúzia de iletrados ou comentaristas de plantão de rádio e televisão.

Raça e espora afiada. Sempre!

Up-date:

E aí vamos nós! Na fase preliminar, deu Atlético e Botafogo. Os outros confrontos brasileiros são:

- Atlético-PR x São Paulo

- Internacional x Grêmio

- Vasco x Palmeiras

Apesar do Geninho ter trabalhado no Galo nos últimos seis meses, não concordo com os que afirmam que ele leva vantagem, por conhecer bem o nosso Time. Primeiro que ele nunca conheceu, de fato, o nosso Time. Segundo, porque o Gallo tem utilizado jogadores da base e formações diferentes.

Vamos ver o quão motivados estarão nossos jogadores para enfrentar o ex-técnico!

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Do site do Galo:

O Presidente do Conselho Deliberativo, no uso de suas atribuições Estatutárias, resolve;

A) Nomear as seguintes Comissões Especiais do Conselho Deliberativo:

01 - Comissão para oferecer ao Conselho Deliberativo posição final a respeito do quantum do crédito do ex-Presidente Ricardo Annes Guimarães junto ao CAM, oferecendo sugestões, inclusive estabelecendo contatos com o credor para solução da dívida do Clube.

Membros - Conselheiros: Geraldo Luiz de Moura Tavares, Ângelo Corrêa, Roberto Lessa Carvalho

02 - Comissão para indicar todos os fatos que envolveram a rescisão do contrato do atleta Cícero João de Cezare (CICINHO).

Membros - Conselheiros: Cláudio Freitas Utsch Moreira, Idalmo Constantino da Silva, José Henrique Cançado Gonçalves

03 - Comissão para indicar todos os fatos que envolveram a rescisão do contrato do atleta Carlos Eduardo Soares (ATALIBA).

Membros - Conselheiros: Daniel Diniz Nepomuceno, Aluízio de Freitas Mercadante, Carlos Antônio Vieira

04 - Comissão para indicar todos os fatos que envolveram a rescisão do contrato do atleta Alessandro Faiolhe Amantino (MANCINI).

Membros - Conselheiros: Fidelcínio Pedrosa Filho, Heltemírio Gomes Ferreira, Frederico Corrêa Ferreira de Melo

05 - Comissão para indicar todos os fatos que envolveram a rescisão do contrato do atleta Wagner Fernando Velloso (VELLOSO).

Membros - Conselheiros: Paulo Antônio de Menezes, Eduardo Nery Magalhães, Daniel Chequer Ribeiro

06 - Comissão para verificar todos os fatos quanto ao andamento do processo entre o CAM e Octagon e Kock Tavares.

Membros - Conselheiros: Jacinto Américo Guimarães Baía, José Marcos Rodrigues Vieira, Fernando Luiz Gonçalves Rios Neto

As Comissões poderão obter em todos os setores do Clube as informações necessárias ao bom desempenho dos trabalhos, que terão início imediato, com prazo de conclusão estipulado em 30 (trinta) dias.

João Baptista Ardizoni dos Reis

Presidente do Conselho Deliberativo

(Negritos, Grifos e Itálicos do Blogueiro)


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