Atlético Versus Corinthians

Arte: FredKONG
Antes do Apito
Tô animadão! Tô animadaço. Tô doido pra ver meus amigos no boteco e com eles curtir um sábado de bate-papo alvinegro. Neste sábado de confraternizações, encontrarei os amigos Terreiristas no Frade, do São Bento, a partir das 13:30h. Terminaremos o sábado no Minera, assistindo ao amistoso do Galo com o Corinthians, pela última rodada do Campeonato Brasileiro de 2009. Jogo de equipes que não buscam resultado prático nenhum; o Corinthians já tem a vaga na Libertas garantida e, ao Galo, restará jogar a Sula.
Duas equipes que não conseguiram manter o padrão de jogo no segundo semestre deste ano e que amargaram apresentações abaixo da crítica. Com vários desfalques, Celso Roth precisará compor o time do Galo com um lateral-direito na lateral direita e um verdadeiro lateral-esquerdo na lateral esquerda. Coelho na destra e Junior na sinistra. Nem Rinus Michels pensaria em algo tão revolucionário.
Carini, Coelho, Benítez, Werley e Júnior; Jonílson, Correa, Márcio Araújo e Evandro; Éder Luís e DieGOL Tardelli. Quem for a campo neste sábado verá o Galo jogar com dois zagueiros, dois laterais, três volantes (fazer o que, é o Roth!) e o Evandro (fazer o que, é o Roth), além da dupla de ataque. Como eu jogo búzios, tarô e trago a pessoa amada em três dias, dentre as substituições teremos o Ricardinho e o Alessandro. (É que o Terreirão mapeou o time do técnico.)
Se não levarmos nenhum gol completamente fora do contexto, do tipo que a bola passa a linha e o bandeirinha corre para o meio do campo, temos uma boa chance de fechar o ano com um resultado positivo. Um empate, ou uma vitória magra, nada que assuste demais ao torcedor atleticano, desacostumado de ver o nosso Vingador sair com os três pontos.
Eu estarei lá. Tanto no boteco, à tarde, quanto na 2ª palmeira, antes do jogo. Excelente dia para estar com os amigos. Simbora?
Depois do Apito

Arte: FredKONG
Nem o sistema de irrigação que “secou a Terra” depois do Dilúvio de Noé seria capaz de dar condições de jogo ao gramado do Mineirão, depois de tanta água que caiu em BH nas horas que antecederam à partida, e que continuou a cair durante a mesma. No jogo de despedida do Tardelli – o árbitro W. Tardelli, que se aposentou neste sábado –, mais vantagens teríamos se, ao invés de jogadores e bola, tivéssemos lutadoras e muito sabão. Agradaria mais aos olhos. Porque futebol de verdade, daquele que se compra Pay-per-view e ingresso, esse não houve.
Mas a chuva e o estado do gramado não podem servir de justificativa para a apresentação do Atlético na última partida do Brasileirão de 2009. Seu terceiro revés consecutivo dentro de casa, na série de cinco partidas com tropeços. Derrota por 3X0 para o Corinthians, que há muito não vinha incomodando ninguém, em estado de férias-prêmio, e que se apresentou com a equipe reserva. Jogo em que tudo deu errado, até mesmo com a perda de pênalti pelo Tardelli. E, pior, com direito a show do jogador mais contestado do Parque São Jorge, o Souza. O Galo Messiânico fez ressuscitar o natimorto atacante que, em uma única partida, fez o mesmo número de gols que havia feito em todo o campeonato. Aí é dose.
A vaca começou a ir pro brejo quando a defesa atleticana não bloqueou o chute de Souza, que acertou um belíssimo chute no ângulo, encobrindo o uruguaio. Uns dirão que Carini joga muito adiantado, e por isso teria falhado neste gol. Se os amigos avaliarem, das duzentas e cinquenta vezes que o Carini salvou o Galo nesta partida, ele teve que sair nos pés dos adversários, muitas vezes fora da área, pois sabe que sua defesa é fraca e ele precisa mesmo ficar um pouco mais à frente. Como o Galo não é um bicho aquático e o Gambá estava deitando e rolando, o domínio de bola atleticano não se traduzia em oportunidade concreta de gol. As do Corinthians, sim. Num lance de Defederico, que já havia carimbado a trave, Benítez deu carrinho irresponsável dentro da área e cometeu o pênalti. Souza foi lá e anotou mais um. Com a perda do penal cobrado pelo Tardelli, fomos para o vestiário perdendo de dois, quando o resultado podia estar muito pior, não fossem os nossos melhores jogadores: Carini e Poça d’Água.
Coelho não agradou ao técnico. Outro bicho que não se adapta bem ao terreno alagado. Foi substituído. No seu lugar, Sheslon. Junior já vinha jogando uma boa partida pela esquerda e, com Sheslon, o Galo passou a ter mais opções pelas laterais. Éder Luís também foi substituído. Alessandro entrou e pouco conseguiu fazer. E Renan Oliveira, coitado, entrou para esbanjar o seu “talento”. Tava lento no ataque, tava lento na ajuda à marcação. Pinceladas do mestre Roth, que fizeram o Galo chegar a esse resultado pusilânime. E, para coroar esse show de horrores, nosso melhor jogador falhou e levamos o terceiro. Não me refiro ao Carini e, sim, à Poça d’Água, que traiu o uruguaio e permitiu ao Bill (reserva do Souza!!!) dar números finais.
Na festa da fazenda, Gambá saiu faceiro, Coelho e Galo não se entenderam, a vaca foi pro brejo e o empacado foi embora.
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Nota de esclarecimento: Cólicas renais me impediram de viajar pra BH e, infelizmente, não estarei com os Terreiristas no nosso encontro. Mas a festa continua de pé e estarão todos lá esperando por você, para conhecê-lo pessoalmente. A Renata Araújo, organizadora, prometeu surpresas. Sinto não estar com cada um neste dia importante. Mas sinta-se abraçado(a) e muito querido(a).
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A derrota para o Inter mostrou a incapacidade atleticana, sob o comando de seu treinador, de furar retrancas. As trinta e seis rodadas e diversos treinos secretos não conseguiram dar padrão de jogo pelas laterais, nem elaborar jogadas ensaiadas que permitissem ao Galo, em mais uma partida decisiva, fazer valer sua pretensa qualidade técnica e força de conjunto para conquistar os três pontos. Os mais de 40.000 torcedores presentes no Gigante viram um time de guerreiros de pele vermelha defender a meta com vontade e acerto, enquanto um grupo desarticulado de alvinegros tentava o improvável gol.







Vitória mais que necessária. Crucial! Combustível do nosso metaprojeto: colocar a segunda estrela amarela no peito. No final deste domingo, o simpático matemático 









Foi só escalar certo, sem invencionices ou congestionamento desnecessário do meio-campo, dando-lhe a criatividade e talento ímpares de Ricardinho, para que o nosso Galo conquistasse a vitória. Certíssimo estará quem disser que foi uma vitória magra, surgida da desatenção da defesa anfitriã e da incapacidade do ataque tricolor de converter chances em gols. Mas o que é a vitória no esporte, senão explorar as deficiências do rival e aproveitar as oportunidades? Assim fez o Galo! Venceu por 1X0, gol no primeiro minuto de jogo. Depois, foram 89 minutos jogando no erro do São Paulo.






