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Atlético Versus Corinthians

sex, 04/12/09
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

Tô animadão! Tô animadaço. Tô doido pra ver meus amigos no boteco e com eles curtir um sábado de bate-papo alvinegro. Neste sábado de confraternizações, encontrarei os amigos Terreiristas no Frade, do São Bento, a partir das 13:30h. Terminaremos o sábado no Minera, assistindo ao amistoso do Galo com o Corinthians, pela última rodada do Campeonato Brasileiro de 2009. Jogo de equipes que não buscam resultado prático nenhum; o Corinthians já tem a vaga na Libertas garantida e, ao Galo, restará jogar a Sula.

Duas equipes que não conseguiram manter o padrão de jogo no segundo semestre deste ano e que amargaram apresentações abaixo da crítica. Com vários desfalques, Celso Roth precisará compor o time do Galo com um lateral-direito na lateral direita e um verdadeiro lateral-esquerdo na lateral esquerda. Coelho na destra e Junior na sinistra. Nem Rinus Michels pensaria em algo tão revolucionário.

Carini, Coelho, Benítez, Werley e Júnior; Jonílson, Correa, Márcio Araújo e Evandro; Éder Luís e DieGOL Tardelli. Quem for a campo neste sábado verá o Galo jogar com dois zagueiros, dois laterais, três volantes (fazer o que, é o Roth!) e o Evandro (fazer o que, é o Roth), além da dupla de ataque. Como eu jogo búzios, tarô e trago a pessoa amada em três dias, dentre as substituições teremos o Ricardinho e o Alessandro. (É que o Terreirão mapeou o time do técnico.)

Se não levarmos nenhum gol completamente fora do contexto, do tipo que a bola passa a linha e o bandeirinha corre para o meio do campo, temos uma boa chance de fechar o ano com um resultado positivo. Um empate, ou uma vitória magra, nada que assuste demais ao torcedor atleticano, desacostumado de ver o nosso Vingador sair com os três pontos.

Eu estarei lá. Tanto no boteco, à tarde, quanto na 2ª palmeira, antes do jogo. Excelente dia para estar com os amigos. Simbora?

Depois do Apito

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Nem o sistema de irrigação que “secou a Terra” depois do Dilúvio de Noé seria capaz de dar condições de jogo ao gramado do Mineirão, depois de tanta água que caiu em BH nas horas que antecederam à partida, e que continuou a cair durante a mesma. No jogo de despedida do Tardelli – o árbitro W. Tardelli, que se aposentou neste sábado –, mais vantagens teríamos se, ao invés de jogadores e bola, tivéssemos lutadoras e muito sabão. Agradaria mais aos olhos. Porque futebol de verdade, daquele que se compra Pay-per-view e ingresso, esse não houve.

Mas a chuva e o estado do gramado não podem servir de justificativa para a apresentação do Atlético na última partida do Brasileirão de 2009. Seu terceiro revés consecutivo dentro de casa, na série de cinco partidas com tropeços. Derrota por 3X0 para o Corinthians, que há muito não vinha incomodando ninguém, em estado de férias-prêmio, e que se apresentou com a equipe reserva. Jogo em que tudo deu errado, até mesmo com a perda de pênalti pelo Tardelli. E, pior, com direito a show do jogador mais contestado do Parque São Jorge, o Souza. O Galo Messiânico fez ressuscitar o natimorto atacante que, em uma única partida, fez o mesmo número de gols que havia feito em todo o campeonato. Aí é dose.

A vaca começou a ir pro brejo quando a defesa atleticana não bloqueou o chute de Souza, que acertou um belíssimo chute no ângulo, encobrindo o uruguaio. Uns dirão que Carini joga muito adiantado, e por isso teria falhado neste gol. Se os amigos avaliarem, das duzentas e cinquenta vezes que o Carini salvou o Galo nesta partida, ele teve que sair nos pés dos adversários, muitas vezes fora da área, pois sabe que sua defesa é fraca e ele precisa mesmo ficar um pouco mais à frente. Como o Galo não é um bicho aquático e o Gambá estava deitando e rolando, o domínio de bola atleticano não se traduzia em oportunidade concreta de gol. As do Corinthians, sim. Num lance de Defederico, que já havia carimbado a trave, Benítez deu carrinho irresponsável dentro da área e cometeu o pênalti. Souza foi lá e anotou mais um. Com a perda do penal cobrado pelo Tardelli, fomos para o vestiário perdendo de dois, quando o resultado podia estar muito pior, não fossem os nossos melhores jogadores: Carini e Poça d’Água.

Coelho não agradou ao técnico. Outro bicho que não se adapta bem ao terreno alagado. Foi substituído. No seu lugar, Sheslon. Junior já vinha jogando uma boa partida pela esquerda e, com Sheslon, o Galo passou a ter mais opções pelas laterais. Éder Luís também foi substituído. Alessandro entrou e pouco conseguiu fazer. E Renan Oliveira, coitado, entrou para esbanjar o seu “talento”. Tava lento no ataque, tava lento na ajuda à marcação. Pinceladas do mestre Roth, que fizeram o Galo chegar a esse resultado pusilânime. E, para coroar esse show de horrores, nosso melhor jogador falhou e levamos o terceiro. Não me refiro ao Carini e, sim, à Poça d’Água, que traiu o uruguaio e permitiu ao Bill (reserva do Souza!!!) dar números finais.

Na festa da fazenda, Gambá saiu faceiro, Coelho e Galo não se entenderam, a vaca foi pro brejo e o empacado foi embora.

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Nota de esclarecimento: Cólicas renais me impediram de viajar pra BH e, infelizmente, não estarei com os Terreiristas no nosso encontro. Mas a festa continua de pé e estarão todos lá esperando por você, para conhecê-lo pessoalmente. A Renata Araújo, organizadora, prometeu surpresas. Sinto não estar com cada um neste dia importante. Mas sinta-se abraçado(a) e muito querido(a).

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Palmeiras Versus Atlético

dom, 29/11/09
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

Surpreendentemente, depois de ter visitado estados do nordeste, sudeste, sul e centro-oeste em 2009, acompanhando a epopéia atleticana no Brasileirão, o pior atendimento eu recebi na “cidade dos serviços”. Em um estádio de São Paulo, mais propriamente no Palestra Itália, foi onde fui atendido da pior maneira pelos funcionários juvenis, pela administração amadora, tratado como gado!

Para encurtar a história: eu estava na fila do guichê dos visitantes quando os ingressos destinados ao Palmeiras estavam se esgotando. Eram 11h. O tempo todo eu perguntava ao “desorientador” da fila se havia ingressos para nós, atleticanos. A resposta era sempre positiva. Acabaram os ingressos para os donos da casa. Absurdamente, suspenderam a venda dos ingressos destinados ao atleticano. Para evitar tumultos, os funcionários alegaram que os ingressos destinados ao visitante também teriam acabado. Mentira deslavada. Descobri que ainda havia ingressos para a torcida adversária, mas que esses só seriam vendidos na tarde do domingo, horas antes do espetáculo.

Na porta do Palestra, vendo os meus direitos de consumidor indo para o ralo.
Na porta do Palestra, vendo os meus direitos de consumidor indo para o ralo.

Pedi explicações na portaria do clube. Solicitei a presença de um diretor e recebi chá de cadeira. Avisei que publicaria aqui a minha versão dos fatos; deram de ombro. Portanto, só posso dizer que a diretoria palmeirense é juvenil, inepta, incapaz! O torcedor que se organizou para comprar seu ingresso antes dançou. Não haviam divulgado que a venda se daria neste sábado até as 17h? Eu estava lá às 11h e não consegui comprar. Curioso é que, tão logo suspenderam a venda dos ingressos, cambistas já faziam seu trottoir no portão do clube social, vendendo ingressos de visitante a R$50,00 no mais barato, R$60,00 o mais caro.

Estarei no guichê para comprar o meu ingresso neste domingo. Chegarei lá às 11h30. Outros milhares de atleticanos e palmeirenses buscarão este mesmo ingresso. O Davy está a caminho com sua filha, Natália. Vêm do Rio. O Luiz Omar está na cidade. Fomos comer o famoso sanduíche de mortadela no Mercado Municipal ontem. Ele também irá ao Palestra. Gente dos quatro cantos quer ver este jogo do Galo. Ninguém sabe ao certo o time que entrará disputando a vaga para a Libertadores com o Palmeiras. Celso Roth faz mistério. É curioso ver – e sentir – essa necessidade de estar ao lado do Galo em qualquer situação. Não disputamos mais o título e as chances de vitória sobre o Palmeiras são tão grandes como foram contra o Coritiba. Mas, e daí? É Galo!

O Palmeiras irá com dois volantes, um meia-armador (Cleiton Xavier) e um meia-atacante (Diego Souza). O Galo deverá ir com 3 volantes e aposto que um deles será o Renan, conferindo a formação quadrada do meio-campo. A vaga na armação poderá ser de Ricardinho (maior qualidade no toque, menor poder de marcação) ou de Evandro. Tô achando que entrará Evandro. Assim, o Galo jogará com Carini; Carlos Alberto, Benítez, Werley e Thiago Feltri; Jonílson, Renan, Correa e Evandro; Éder Luís e DieGOL Tardelli.

Bão, tem muita água pra rolar nesta penúltima rodada. E eu tenho que buscar duas vitórias neste domingo. A primeira, conseguir o ingresso. Esta dependerá de mim e da sorte, pois se depender da competência do pessoal do Palestra, eu tô ferrado. A segunda dependerá dos jogadores e da sorte, pois…

Depois do Apito

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Se os Terreiristas me permitirem, iniciarei este texto falando de coisas boas. Afinal de contas, se elas existem, merecem mais espaço do que os assuntos que nos tiram o sono e nos deixam putos da vida. Por isso, inicio este “Depois do Apito” dizendo que a torcida do Palmeiras é sensacional! Como é bacana ir ao jogo do Galo e encontrar adversários tão bacanas, corteses e de boa vontade. Apesar da diretoria do Palestra pouco se importar com o torcedor visitante, deixando-o horas na fila à espera do ingresso (prometido para as 13h e liberado às 15h) e do local destinado à Massa (se fôssemos assistir às competições de natação do clube o local seria perfeito), o torcedor do Palmeiras – desde as organizadas aos indivíduos – é digno do nosso agradecimento e consideração. Que bom seria se em todos os estádios a recepção, por parte dos torcedores, fosse assim!

E faço questão de mencionar os irmãos alvinegros que se encontraram – e se ajudaram – na fila do Palestra. Amigos que fizemos ou que reencontramos, e que fazem valer todo o esforço e penúria de acompanhar o Galo nos jogos fora de casa. Cássio, Bia, Elen, Luiz Omar, Ricardo, Natália, Davy, Lairton e suas bandeiras, tantos que conosco vivenciaram o lixo de atendimento recebido no estádio alviverde e que ajudaram aos que ali passavam mal (5 horas sem poder arredar o pé, debaixo de chuva e sol), o meu muito obrigado! A Massa Atleticana é incomparável até mesmo na solidariedade. Vamos nos encontrar mais vezes, irmãos, pois a graça do futebol também está no relacionamento. Esta jornada está registrada e em breve se transformará em vídeo. Aguardem essa “superprodução do Terreiro do Galo”.

Se eu quiser continuar pensando e escrevendo sobre coisas boas, meu texto descambará para tratar do ano que vem, pois 2009 terminou neste domingo. Ao menos no que tange às expectativas de dentro das quatro linhas. Com a derrota para o Palmeiras, o Atlético carimba sua passagem para a Copa Sul-Americana, que fará questão de colocar em segundo plano quando a competição se iniciar. A quarta derrota consecutiva da equipe comandada por Celso Roth apresentou a entrada, prato principal e sobremesa especialidades do Galo na temporada de 2009.

O resultado começou a ser definido com o gol-relâmpago de Cleiton Xavier. Nem mesmo a superpopulação de volantes e defensores impediu que o Galo mantivesse o excelente aproveitamento de gols antes dos cinco primeiros minutos. Começar o jogo já perdendo: prato de entrada que se tornou a especialidade da casa!

O quadrado mágico de Roth, com Jonílson, Renan, Márcio Araújo e Evandro não surtiu efeito. Foi Tardelli que lançou Carlos Alberto para o primeiro desperdício da tarde. E foi Éder Luís que lançou DieGOL para empatar. No empate, ao invés de arrumar a casa e tirar os péssimos Thiago Feltri, Carlos Alberto e Márcio Araújo, Roth manteve a mesma pegada com a equipe mal escalada. Qual o problema de mudar tudo aos 12 minutos? Nosso meio de campo produzia pouco, nossas laterais estavam inoperantes e a quantidade de erros de passe era assustadora. Desatenção e desânimo: prato principal que se tornou especialidade da casa!

Vimos a casa cair com mais dois gols levados ainda no primeiro tempo. O segundo, uma mistura de imprudência e prostração. Ao recuar a bola da intermediária para a meta, Éder Luís colocou Carini no fogo. O goleiraço conseguiu espirrar a bola, mas Diego Souza acertou um daqueles chutes que, em mais 1.000 anos de vida, não acertaria de novo. Cabia ao nosso zagueiro tirar a bola da trajetória, mas notem como ele diminuiu a velocidade e aceitou, acabrunhado, o gol adversário. Gol olímpico, gol do meio do campo…: sobremesas que se tornaram especialidades da casa!

As mexidas de Celso, tão previsíveis quanto inócuas, fizeram com que o Galo não perdesse de muito, “apenas” de 3X1. Não pela maior eficácia do Atlético, mas pela total demonstração de que não partiria para cima em busca do improvável empate, conseguindo, em resposta, a acomodação do time do Palmeiras. E ficamos à míngua, no meio da tabela. Nem título, nem Libertadores. Pratos mal digeridos pela Massa Atleticana, que em peso questionam o trabalho do mestre-cuca Celso Roth. Até quando?

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Atlético Versus Internacional

dom, 22/11/09
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

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Antes do Apito

Vejam só como o mundo dá voltas… No início do campeonato, o Internacional, nosso adversário deste domingo e concorrente à vaga no G4, era o time mais badalado pela crônica esportiva, tido e havido como o melhor elenco dentre os times da série A. A mescla da técnica brasileira com a raça dos hermanos conferia ao Colorado uma áurea de favoritismo natural. Enquanto isso, o Galo era visto como um candidato a figurante no campeonato. Diziam que aquele time, montado pelo técnico Leão e recém-assumido pelo Celso Roth, faria apenas número no Brasileirão’09. Passadas oito rodadas de campeonato, lá estavam o Galo e o Saci brigando, ponto a ponto, pela liderança da competição.

Muitas rodadas e tropeços depois, eis que nossos destinos se cruzam mais uma vez. Na antepenúltima rodada do Campeonato Brasileiro de 2009, Atlético e Internacional disputam os três pontos que consolidam a vaga na Libertas e um ponto percentual a mais na chance pelo título. O elenco do Inter continua bom, e o elenco do Galo ficou ainda melhor do que no início. Da mesma forma que o time do sul, o Galo tem bom goleiro, zagueiros que alternam ótimas com temerárias partidas, laterais que não aparecem muito para o jogo, mas que compõem o sistema defensivo, meio-campistas de técnica e centroavantes goleadores. E, no banco de reservas, técnicos que não são unanimidades entre suas torcidas.

Carini; Carlos Alberto, Werley, Welton “Panzer” Felipe e Thiago Feltri; Jonílson, Márcio Araújo, Correa e Ricardinho; Éder Luís e DieGOL Tardelli. Ao meio e defesa alvinegros cabem neutralizar o D’Ale e o Alecsandro. Com o apoio da Tsunâmica, caberá aos nossos heróis mostrar à crônica esportiva o quão completamente equivocada estava quando fez suas primeiras previsões para este certame, ao menos no que se refere ao Clube Atlético Mineiro.

Depois do Apito

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

O Galo 2009 tem a cara de seu treinador. Celso Roth é um técnico conhecido pelos trabalhos de resultado imediato e queda de rendimento ao final das temporadas. Esta curva de desempenho responde o porquê dos poucos títulos na carreira do gaúcho. Os motivos eu não sei dizer. Apenas o que fica claro é que, depois de algumas variações técnico-táticas, o time comandado por Roth fica previsível ao extremo. E de fácil neutralização. O Galo, nas mãos do esforçado treinador, teve este mesmo comportamento no Campeonato Brasileiro. Começou surpreendendo, e termina broxando. Nas últimas três rodadas, 3 derrotas, 6 gols levados (4 em casa) e o distanciamento das nossas metas mais primárias.

Por Marcelo VargasA derrota para o Inter mostrou a incapacidade atleticana, sob o comando de seu treinador, de furar retrancas. As trinta e seis rodadas e diversos treinos secretos não conseguiram dar padrão de jogo pelas laterais, nem elaborar jogadas ensaiadas que permitissem ao Galo, em mais uma partida decisiva, fazer valer sua pretensa qualidade técnica e força de conjunto para conquistar os três pontos. Os mais de 40.000 torcedores presentes no Gigante viram um time de guerreiros de pele vermelha defender a meta com vontade e acerto, enquanto um grupo desarticulado de alvinegros tentava o improvável gol.

É inegável que os jogadores do Galo tentaram o seu melhor. Deram, literalmente, sangue. Ninguém, em sã consciência, poderá dizer que não houve entrega e raça. Mas só isso não bastou. Faltou todo o resto que compõe uma vitória. Faltou padrão, faltou variação, faltou o fator-surpresa. Deter a posse de bola de nada adianta se não houver objetividade na hora da conclusão. Carini pode ter sido afoito na saída que originou o gol e Tardelli pode não ter tido estrela nos jogos decisivos. Mas foram jogadores que não se esconderam na partida. Os outros…

E, com mais este tropeço, vemos diminuir até mesmo as nossas chances de Libertadores em 2010. O rombo no casco do nosso navio está enorme e não para de entrar água. Dependerá da capacidade do nosso presidente, de lidar com crises, para trazer a melhor solução para este momento. Duas rodadas que poderão salvar o ano ou jogá-lo na vala comum dos anos anteriores. Teremos que começar tudo do zero no ano quem vem? Esperamos atitudes. Atitudes que consertem as coisas, efetivamente.

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Coritiba Versus Atlético

sex, 13/11/09
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

Quis a tabela que o centenário alviverde paranaense, time de tradição e respeito no cenário nacional, cruzasse o nosso caminho nas últimas rodadas do Brasileirão’09. Nós, um ano mais velho e recém saído do ano macabro do nosso centésimo aniversário, e eles vivendo o deles. Maldito Centenário!

Quis a Providência que nossos adversários nos ofertassem tantas oportunidades para ultrapassá-los. Mais uma rodada em que um dos líderes tropeça e permite ao Galo assumir, talvez, até mesmo a liderança. O empate (?) do Palmeiras com o Sport – primeiro rebaixado matematicamente do campeonato deste ano – fez reavivar a esperança do atleticano na conquista do caneco. É tão forte nossa fé que 25.000 integrantes da Tsunâmica já garantiram vaga no jogo com o Inter, compromisso que acontecerá só na outra semana.

Quis o destino que nós precisássemos tanto desses três pontos em disputa para consolidarmos nossa candidatura ao título e decretarmos – não matematicamente – nossa vaga à Libertadores 2010; e o Coritiba precisando dos mesmos três pontos para fugir definitivamente da zona da degola, espaço este que o co-irmão do sul não deveria figurar nem de brincadeira.

Mas a real é essa e não há nada que possamos fazer, a não ser buscar, no Couto Pereira, uma importante vitória. Nem o empate nos serve! Mesmo sabendo da força do time anfitrião e do Green Hell que sua torcida promete fazer em seu estádio… Na verdade, toda essa empolgação dos torcedores do Coxa forçarão a equipe de Ney Franco partir pra cima do Galo, cujo contra-ataque é a principal arma. Se temos dificuldades de furar retrancas de times que jogam encolhidos, como foi na derrota para o Flamengo, com donos da casa com jogo aberto costumamos aprontar das nossas. Vide nossa vitória sobre o Goiás.

Não estou muito certo sobre qual esquema tático nosso treinador adotará. 4-4-2 losango ou quadrado (o primeiro com Márcio Araújo, o segundo com Renan), ou até mesmo um 3-5-2 (com a entrada de Weltão no lugar de um dos volantes). Chama atenção a relação dos jogadores relacionados. Haveria surpresa se tivéssemos dois armadores em campo, e um terceiro fazendo papel de volante? Se Roth optar pelo básico, teremos Carini; Carlos Alberto, Werley, Benítez e Thiago Feltri; Jonílson, Correa, Márcio Araújo e Ricardinho; DieGOL Tardelli e Éder Luís. Se optar por algo mais elaborado, que saiba que não há mais espaços para o erro. Chegou a hora da verdade!

Atlético X Coritiba. Muito mais do que o 35º jogo deste certame. É o jogo das oitavas-de-final do Campeonato Brasileiro de 2009. Se vencermos, passaremos às quartas (Galo X Inter). Logrando êxito, iremos para a semifinal, com o Palmeiras. Se tudo der certo, a final será com o Corinthians. Haja fôlego para aguentar a bateria de decisões. Haja coração!

Depois do Apito

 

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

 

Para aliar o discurso à ação, e desejar verdadeiramente o título do campeonato, o técnico atleticano deveria ter levado em consideração a importância estratégica da vitória em cima do Coritiba na noite deste sábado. Com os três pontos, manteríamos a proximidade do 1º colocado e guardaríamos distância salutar do 5º. Mas o time escalado – e depois mexido – por Celso Roth não pareceu buscar, hora nenhuma, mais do que o empate insosso.

Um time que quer ser campeão não dorme durante o jogo, sendo despertado pelo gol adversário. E todos os entrevistados pós-partida foram unânimes em dizer que o Galo pecou pela sonolência, até que o Coxa inaugurasse o placar. Onde está a motivação de vencer, de ser campeão? Onde deixaram o foco esses atletas, no escaninho do vestiário? Alardear o desejo de vencer não basta! A Massa esperava ver na prática mais confiança diante do Coxa Branca. Todos nós esperávamos muito mais deste time neste sábado.

Mas não deu! Só não saiu goleado do Couto Pereira graças ao jogador que vestia a camisa 1 do Alvinegro. A forte marcação alviverde permitiu ao time da casa maior posse de bola, restando ao Atlético as tentativas de contra-ataque. O domínio logo rendeu frutos ao Coxa. Um passe de Marcelinho Paraíba encontrou Rômulo, que tocou na saída do uruguaio. 1X0. Sem poder ofensivo pelas laterais – reescrevendo: sem laterais – e com muita dificuldade no passe, ficávamos a esperar por passe milagroso ou chute de longa distância de Ricardinho. Ele tentou ambos, mas nada de alterar o placar na primeira etapa. Enquanto isso, Carini ia salvava o Galo com defesas espetaculares.

O segundo tempo veio e, com ele, “aquela esperança de tudo se ajeitar”. O passe preciso de Ricardinho e um gol meio improvável de Éder Luís, chutando sem ângulo. 1X1. Poderíamos ter virado, mas quis a bola de Tardelli encontrar a trave, e não o fundo das redes. Precisando ganhar, Celso Roth trocou Ricardinho por Tchô e Jonílson por Renan, numa manobra de endoidecer gente sã. No mínimo, nosso técnico pensou numa triangulação entre Renan e Carlos Alberto, para finalização de Thiago Feltri. Com essas alterações, o Galo perdeu completamente seu poder ofensivo, atraindo o ataque do Coritiba (inchado de atacantes pelo Ney Franco) para a sua meta. 2X1 foi o castigo de tamanha covardia. O pênalti cometido por Benítez e convertido por Marcelinho decretou a derrocada atleticana e determinou nossas possibilidades para o restante do campeonato.

O encerramento da edição deste campeonato dificilmente terá o Clube Atlético Mineiro figurando no topo da tabela. As melhores chances passaram por nós, mas não soubemos aproveitar. Esperamos, contudo, que o Atlético esteja entre os quatro primeiros. É o mínimo que essa Massa merece.

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Atlético Versus Flamengo

sáb, 07/11/09
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

No jogo da 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, Atlético entrará em campo com o firme propósito de sapecar o lombo do rubro-negro fluminense e conquistar os pontos necessários para voltar à liderança do certame. O time do Rio brigará para voltar ao grupo que irá à Libertadores 2010. Cada um buscará aquilo que cabe nas suas pretensões. Se o Atlético vencer o jogo, independente do número de gols que aplicar no oponente, e o Palmeiras tropeçar, o Galo assumirá a liderança, pois terá uma vitória a mais que o São Paulo. Liderança, aí vamos nós!

Para isso, temos confiança nos nossos heróis e na missão que lhes coube: chinelar a bunda do Urubu. A zaga atleticana está definida, para a alegria da Massa (Jorge Luís, nunca mais!); o meio-campo também, para a apreensão da Tsunâmica (cadê o Serginho ou o Márcio Araújo?). Há apenas uma dúvida na lateral-esquerda. Feltri, poupado dos últimos treinos, poderá ser substituído. Já no time fluminense há bastante confiança na dupla de laterais, no excepcional meio sérvio e no atacante matador. São duas equipes que irão para campo prontos para o embate épico. Grande partida de futebol, daquelas que figurarão como uma das finais do Brasileirão 2009.

Carini; Carlos Alberto, Benítez, Werley e Saci (Feltri); Renan, Jonílson, Correa e Ricardinho; Éder Luís e DieGOL Tardelli. Celso Roth armará um 4-4-2 diferente para este jogo. Terá 2 homens de meio-campo postados à frente da zaga – Jonílson e Renan. Formará um quadrado ao invés do losango, com Correa pela direita e Ricardinho pela esquerda. Com maior proteção à zaga, Celso poderá escalar Saci como lateral-esquerdo, sabidamente melhor no apoio se comparado ao Feltri (melhor na cobertura). Pet, jogando o fino da bola, não consegue jogar em alto rendimento 100% do tempo. Enquanto estiver mandando ver, um dos dois volantes recuados dará combate. Adriano deverá receber a atenção especial do outro. A preocupação ficará por conta dos alas flamenguistas, que sabem apoiar muito bem. Por isso, Correa deverá cair nas costas de Juan e Ricardinho nas costas de Leo Moura, prendendo-os. Quando estes afunilarem o jogo pelo centro, caberá aos atacantes enchouriçar a vida da defesa adversária, fazendo as ultrapassagens pelas pontas. Belo jogo de xadrez.

Além do time titular, temos bom banco. O banco é o nosso diferencial em relação ao Flamengo. Opções para o meio e para o ataque é o que não falta para Roth. Esperamos que os gols, se registrados no início da partida, não decretem uma retranca perigosa. Longe de mim achar que será um jogo fácil, mas se assim se tornar, que possamos aumentar significativamente o saldo de gols. Não será nenhuma novidade na vida destas duas grandes equipes uma tunda alvinegra em seu rival. Também, não nos deixará mais líderes. Mas estou para conhecer um atleticano que não queira ver o Galo sodomizar o Urubu.

Bora pro jogo? Encontro pré-jogo no bar do Galo, 6º coqueiro (conte a partir do coqueiro da Abraão Caran). Todo o Terreirão lá no esquenta. Tarde de Gala para ver o Galo jogar. Terreiristas, dizaê quem mais estará lá.

Depois do Apito

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Irmãos terreiristas, perdoem-me a sequência de clichês que lerão abaixo. Sabem o que é: nada é mais clichê do que perder para o Flamengo em momentos decisivos. É duro aceitar que temos os carniceiros como pedra no nosso sapato. Assim como o Coringa para o Batman, Lex Luthor para o Superman, o Vingador para a galera da Caverna do Dragão, o Urubu está para o Galo. Mas os mocinhos sempre vencem no final, Urubu Malandro. O que é seu está guardado!

Quem não faz, leva! E levamos! Tivemos mais de 70% do domínio de bola, jogadas de ultrapassagem e dribles desconcertantes. Mas também tivemos bolas perdidas de forma tosca, laterais que não exploravam seus corredores e, vez e sempre, eram preteridos por seus companheiros, preocupados em lhes passar a bola e depois terem que corrigir alguma cagada feita pelos alas. Em dez minutos de jogo, ciscamos, ciscamos, ciscamos, mas quem abriu o placar foi Petkovic, grande São Pet, que não teve dó de aplicar em nós um de seus melhores milagres. Gol olímpico no uruguaio Carini – quem conhece a história dos gols olímpicos sacará a ironia – que deu um banho de água fervendo na Massa Atleticana.

E como Galo escaldado tem medo de água fria, foi só o Flamengo fazer o seu primeiro para a torcida alvinegra pressentir o pior. Não que o Flamengo fizesse por merecer mais um. É que o Galo não fazia por merecer o seu. Os jogadores pareciam não encontrar alternativas de jogadas, com o Flamengo bem postado no sistema defensivo. Além dos laterais, que nem marcavam e nem apoiavam direito (o treinador de goleiros faz cruzamentos melhores do que os dois!), Jonílson e Renan limitavam-se a desarmar as jogadas adversárias e conduzir a bola até o meio-campo. Mas não conseguiram desarmar o contra-ataque rubro-negro que culminou no segundo gol.

Aqui se faz, aqui se paga! Lembrava desse ditado à medida que o tempo passava e o Galo não conseguia furar a defesa urubulina. Da mesma forma que fomos ao Maraca, no ano passado, e sapecamos o Urubu por 3X0, com 85 mil torcedores no Maior do Mundo, eles vieram em nossa casa e aqueceram nosso toucinho por 3X1. O início do segundo tempo nos trouxe, como novidade, a entrada do meia-armador Evandro, no lugar do volante Renan. E, mesmo com as vaias dos torcedores, Evandro deu outra dinâmica ao jogo. Ao menos nos dez primeiros minutos do segundo tempo. Neste período, vimos o Galo diminuir o placar, com Ricardinho, e reacender na Massa Atleticana a esperança do empate e, assim todos nós queríamos, chegar à virada. Rentería entrou e não conseguiu, sequer, justificar a presença no banco, ainda mais na partida. O terceiro gol, anotado pelo Adriano, fez com que nossa vaca fosse para o brejo.

Mesmo com toda a cera de jogador de time pequeno que Bruno e outros menores fizeram, o Flamengo foi mais competente e teve jogadores que desequilibraram. Do lado do Galo, o único a desequilibrar foi o coitado do Serginho, que com o desequilíbrio da articulação do joelho, teve os ligamentos rompidos e terá que operar, ao que tudo indica.

Por Marcelo Vargas, blog Copo Sujo

Derrota que não estava em nossos planos, mas que precisamos conviver com ela. Aquilo que não tem solução, solucionado está. Hora de levantar a cabeça. Não vamos ficar aqui choramingando a nossa derrota no dia em que, se feita a nossa parte, estaríamos na liderança. Faltam 4 jogos que, se vencidos, esses doze pontos poderão nos fazer campeões. Nada como um dia após o outro.

 

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Goiás Versus Atlético

sáb, 31/10/09
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

Neste domingo, no Serra Dourada, haverá duas metas em jogo, e um único objetivo. Meta 1: Sustentar a vaga no G4, posto este ocupado pelo Maior das Gerais em grande parte do certame nacional. Meta 2: Aproximar-se novamente do líder, mantendo nossas chances reais de conquista do Brasileirão 2009. Objetivo único: Vitória sobre o Goiás, na sua própria casa. Se o objetivo deste final de semana for alcançado, as metas estarão em seu curso normal. Os outros resultados possíveis de uma partida – empate ou derrota – forçarão uma revisão das nossas metas. Que todos nós, neste espaço que construímos nos últimos vinte meses calcado na lealdade para com o nosso leitor, estejamos preparados, pois a parada com o Esmeraldino é torta. Como não poderemos entrar em campo na capital do pequi, contribuamos com nossa torcida e nossa fé. É tudo o que podemos fazer agora.

Este será o quarto jogo entre as duas equipes neste ano. O Goiás nos venceu uma vez, sob os olhares atônitos de mais de cinquenta mil atleticanos presentes ao Mineirão. Noutras duas vezes, empatamos pela Copa Sul-Americana. Na disputa de pênaltis, o Periquito levou a melhor sobre o Galinho – time de reservas e juniores do Galo. Portanto, motivação há de sobra para o alvinegro: devolver a cortesia como visitante.

Para enfrentar o time do goleiro Harley, do bom lateral Vitor e dos atacantes Iarley e Fernandão, o Atlético precisará jogar muito mais do que o arremedo de futebol apresentado no Maraca. O 4-4-2 continuará presente: Carini; Carlos Alberto, Werley, Benítez e Thiago Feltri; Renan, Márcio Araújo (Serginho), Correa e Ricardinho; DieGOL Tardelli e Éder Luís. Benítez e Renan substituirão os suspensos por cartões. São as duas mudanças significativas em comparação ao último jogo. Além das peças, esperamos por mudança de atitude.

Estas seis partidas que faltam para o fim do campeonato selarão o destino deste grupo de trabalho. É fundamental que os atuais atletas atleticanos entendam que, no mundo corporativo, o desempenho do trabalho executado é analisado através dos indicadores-chave de performance. Não há nada perdido, mas nem conquistado também. Nenhuma das duas metas está garantida. Por isso, vamo que vamo, galera! Tática, estratégia, foco e entrega determinarão a conquista deste objetivo.

Depois do Apito

Placar por Athos Gabriel

Placar: Athos Gabriel

Rodada a rodada, este Campeonato Brasileiro toma contornos e sentimentos há muito tempo inexistentes nos corações de milhões de alvinegros espalhados pelos quatro cantos do mundo – e um tanto bom abduzido para outros mundos. A cada partida, a confiança e a desconfiança brincam de cabo-de-guerra, ora pendendo prum lado, oura pro outro. Ao término da edição do certame nacional deste ano, em dezembro, não apenas o comércio será recordista de contratações temporárias, como sói acontecer devido às compras de final de ano. Como haverá overbooking nos velórios, coveiro será a profissão de menor taxa de desemprego no país, assim como socorristas e enfermeiros. Haja!

Ao vencer a equipe esmeraldina na capital das belas e dos fumos goianos, o Atlético deu importante passo na consolidação da Meta 1, qual seja, a vaga para disputar a Copa Libertadores 2010. E avançou consideravelmente na briga pela Meta 2, ou Super-meta, o título brasileiro. Para isso, precisou vencer uma equipe que vinha desequilibrada pelas recentes atuações. Seis partidas sem vencer. Logo o Goiás, uma equipe certinha que fez o 1º turno de forma consistente…

Enquadrar o Periquito, no Serra Dourada, não foi tarefa das mais fáceis para o Galo. Até pareceu ser, quando aos vinte minutos de jogo já vencíamos por 2X0, fora o caminhão de gols perdidos até com certa displicência. No lugar de Márcio Araújo, Celso Roth optou por Serginho, numa opção tática que surtiu efeito. Serginho parecia ligado em 220V e dava combate nos dois lados do campo, auxiliando nosso sistema defensivo como há algum tempo o nosso camisa 8 vinha devendo. Um banco nunca fez mal a ninguém (não é mesmo, Éder Luís?) e tenho certeza de que o Márcio voltará com mais fome de bola ainda. Renan, Serginho e Correa estavam precisos no bote, destruindo as jogadas adversárias. Mas foi DieGOL quem voltou até a intermediária, roubou a bola do adversário e construiu toda a jogada do gol que inauguraria o placar do jogo e batizaria Ricardinho. Poucos minutos depois, numa jogada ensaiada de cobrança de escanteio, Benítez – zagueiro titular, pelo amor de Deus – escorou de cabeça para que Éder Luís acabasse com o jejum de gols. Ainda no primeiro tempo, o atacante saiu sentido as pancadas recebidas do açougue goiano, também conhecido como defesa. Em seu lugar entrou Alessandro.

Se alguém contou o número de gols perdidos pelo Galo, esse alguém não fui eu. Mas senti falta de cada um deles quando o Goiás empatou o jogo, ainda no primeiro tempo. Verdade seja dita: não foram falhas clamorosas da defesa e, sim, competência dos adversários e seus chutes milagrosos de fora da área. Mas o fato da nossa vitória, até então líquida e certa, ter se esvaído diante dos nossos olhos, fez com que muitos de nós esperássemos pelo pior no segundo tempo.

Os cartões amarelos distribuídos aos defensores da casa nos valeram no segundo tempo. Com o segundo amarelo, Ernando foi expulso e deixou o Goiás em desvantagem. Para aproveitar o jogador a mais, Celso Roth tirou o volante Serginho e colocou o meia Evandro. Mas quem se incumbiu de melhorar as coisas pro nosso lado foi Feltri, que ”combinou” um pênalti com a atabalhoada zaga anfitriã. Tardelli, que até ali já havia desperdiçado pelo menos três gols feitos, não desperdiçou a oportunidade derradeira. O Goiás, oponente de valor e coragem, ainda tentou o resultado, mas acabou cedendo a vitória ao Clube Atlético Mineiro.

Vitória mais que necessária. Crucial! Combustível do nosso metaprojeto: colocar a segunda estrela amarela no peito. No final deste domingo, o simpático matemático Oswald de Souza, vencedor 15 vezes da Loteca (ele me disse via Twitter), calculou as chances de cada time se sagrar campeão: Palmeiras 37,8%, São Paulo 33,5%, Atlético 22,6%, Flamengo 4,2%, Inter 1,3%. Os outros têm menos de 1% de chance. Já avisei a ele que na rodada que vem o Galo aumentará essa parada.

Agora é afiar a espora, porque, no próximo domingo, o Mineirão vai balançar. Jogo de dois gigantes do futebol nacional. Espetáculo que deveria ter tapete (preto e branco) e limusine. Você já comprou o seu ingresso?

E não há como deixar de homenagear um time que aprendeu a jogar igual homem. À torcida do Flu, nossos parabéns. Seu time derrotou, neste domingo, o verdadeiro Caballo del Paraguay, o Turista do Campeonato Brasileiro. Passa um tempo no Z4, visita o G4, mas seu negócio mesmo é passear pela nação, jogando a Copa do Brasil.

Special Thanks por FredKONG. Frederico joga muito mesmo...

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Fluminense Versus Atlético

qui, 29/10/09
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

Olhem para todos os jogos do Atlético neste Campeonato Brasileiro de 2009 e percebam que adversários como o de hoje, na situação em que se encontra o Fluminense, não são os mais fáceis de vencer. Os desesperados são os mais renhidos. Só quem passa fome sabe o valor de um pedaço de pão, meu camarada. E nesta quinta-feira, no palco da conquista da nossa primeira estrela amarela, enfrentaremos o mais esfomeado de todos os clubes da Série A do Brasileirão: o Tricolor das Laranjeiras. Por isso, é essencial que o time do Celso Roth entre na mesma vibe. É fundamental que cada jogador atleticano deseje os três pontos como quem reza a noite pedindo por um café da manhã, e dorme mais cedo, com o estômago roncando, só para que a fome se dissipe.

O Atlético vai completo e motivado. Sabe que, dependendo do tropeço de adversários, poderá figurar já nesta rodada como líder isolado do campeonato. Mas, se tropeçar, poderá deixar seus concorrentes distanciarem-se, assim como a possibilidade do título. Jogo do tudo ou nada para o Supremo Alvinegro das Alterosas.

O Galo irá com Carini; Carlos Alberto, Jorge Luiz, Werley e Thiago Feltri; Jonílson, Correa, Márcio Araújo e Ricardinho; Éder Luís e DieGOL Tardelli. 4-4-2, esquema tático que melhor utiliza o potencial coletivo das peças disponíveis. Forte na marcação sem a posse de bola, uma vez que o adversário conta com os bons jogadores Fred e Conca, rápido na armação do contragolpe. O losango do meio-campo virá com Jonílson à frente da zaga; Márcio Araújo à esquerda, neutralizando o ex-atleticano Mariano, e Correa à direita. Ricardinho ficará mais próximo dos atacantes, municiando-os com seu toque de bola preciso.

E por falar em fome, quem deverá estar com os dentes afiados será a nossa dupla de ataque. Éder Luís, em inanição há dois meses, precisa tirar a barriga da miséria. E precisa ser hoje. DieGOL, que andou deixando comida no prato no jogo passado, é hora de fazer bonito e repetir a refeição. Se esta formação não encaixar de cara um gol no adversário, para estabilizar emocionalmente a equipe, Roth deverá deixar ser ousado e partir pra cima. Pressão total, faca nos dentes. Menos que a vitória, com todo o respeito que o Flu nos merece, será considerado desastre!

Depois do Apito

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Não é todo dia que Carini, Correa, Ricardinho e DieGOL estarão iluminados; e nem será todo dia que o restante da equipe atleticana estará abençoada pelos deuses do futebol. Às vezes, nossos craques somem do jogo, e nos socorrem os carregadores de piano, como Jonílson, Márcio Araújo, Éder Luís. Noutras tantas, brilham as estrelas dos nossos estrelas, e assistimos a apresentações irreprocháveis.

O que dana a alma da gente e esquenta o nosso lombo é quando nossos melhores jogadores são neutralizados por esquemas táticos mais inteligentes e os nossos coadjuvantes são desmascarados, mostrando o verdadeiro futebol de cada um. Daí, meu angustiado torcedor, somos impingidos a um futebol dantesco como o jogado pelo Galo na derrota para o diminuto tricolor, outrora time grande e aguerrido, hoje um catado de atletas poltrões, dados ao pior dos jogos baixos: o anti-jogo, que penaliza o espectador com a atuação de jogadores-atores de filme B. Um cai-cai nojento, digno, realmente, da divisão do campeonato que disputarão ano que vem.

Mas ainda que o adversário fosse corajoso o suficiente para jogar os 90 minutos, o Galo não sairia dali com a vitória. Ao contrário. Talvez tivesse sido ainda pior. Não fosse Carini, o placar teria sido mais elástico. Além do uruguaio, assisti – in loco – jogar o Correa, o Ricardinho e o Tardelli (e o Marques, quando este entrou). Vi correr, tentar jogar e se embolar com a bola, o Werley, Carlos Alberto, Jonílson e o Éder Luís. Em alguns momentos, Márcio Araújo se agigantava; em outros, desaparecia como se estivéssemos jogando com menos um. E eu preferia ter jogado com menos atletas, se fosse essa a opção ao invés de ter os demais jogadores em campo. Se meus amigos Terreiristas querem mesmo saber, só houve dois momentos de explosão da Massa Atleticana presente no Maracanã: no gol do Tardelli e na expulsão de um dos jogadores do Galo. Descontentamento com o atleta ou autoflagelação da torcida, maioria absoluta no estádio?

Não tivemos domínio real de jogo hora nenhuma. Apesar da chuva que caía no Rio, o gramado permitia que o jogo corresse, dando até uma emoção extra numa bola escorregadia ou quando a pelota parava numa pequena poça. Tanto no 4-4-2 original quanto no 4-3-3, com a saída do inconstante Márcio Araújo para a entrada do Marques, o Galo chegou muito poucas vezes à meta fluminense. Das poucas chances, o artilheiro converteu uma, e as outras foram desperdiçadas. A entrada de Marques funcionou. A entrada do meia Evandro não surtiu efeito. A entrada de Benítez permitiu-nos ter dois zagueiros, enfim, em campo. Na outra ponta, quando o Fluminense encontrava dificuldade para atacar, nosso zagueiro – a quem fui orientado pelo meu cardiologista para não citar o nome – se incumbia de ajeitar as coisas para o oponente.

Desta partida, na boa, quero mesmo é falar da alegria de estar ao lado do meu Galo, independentemente da situação, placar ou posição na tabela. Já foram mais de 8 jogos fora do Minera que tive a oportunidade de acompanhá-lo, nas vitórias-empates-tropeços, graças às milhas e trabalhos na região. No Maior do Mundo não foi diferente. Apesar do resultado, a alegria de rever amigos e amigas e fazer novas amizades. Obrigado, Terreiristas, por compartilharem desse amor ao Alvinegro em todos os cantos do Brasil, e por virem bater aquele papo. Agora é levantar e avaliar o tamanho do estrago feito. O apoio continua incondicional, só não podemos suportar quinta coluna no nosso regimento.

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Atlético Versus Vitória

sáb, 24/10/09
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

Dia de confraternização alvinegra em sua casa de campo é dia de felicidade. Para lá, convergirão todos aqueles ungidos pelo amor ao sacrossanto Clube Atlético Mineiro. Espírito aguerrido forjado em um século de glórias e percalços. Mais que a vitória, sobre o Vitória, a tsunâmica Massa Atleticana irá em busca do alimento da alma – a honra – e, com este mantimento, sustentará esta paixão que acossa os adversários com o brado inigualável de GALO, a ecoar em cada milímetro de estrutura do honorável Sr. Gigante da Pampulha.

Disputamos palmo a palmo o direito de levar para a Sede o título de Campeão Brasileiro de 2009. Nesta rodada, contra o rubro-negro baiano, 60.000 torcedores do mais amado do Brasil estarão a postos para empurrar nosso time em busca dos três pontos. Com os tentos, encostaremos no Palmeiras, no seu vácuo, à espera da reta oposta para então ultrapassá-lo. A vitória sobre o Vitória é crucial para nossos planos e os selecionados por Roth deverão trabalhar em sincronia, como um verdadeiro relógio.

Carini; Coelho, Jorge Luiz, Werley e Thiago Feltri; Jonílson, Serginho, Márcio Araújo e Ricardinho; DieGOL Tardelli e Rentería. Algumas dessas peças são consideradas sobressalentes. Coelho, Serginho e Rentería entram nos lugares de Carlos Alberto, Correa e Éder Luís. Todos, peças de primeira qualidade, o que nos dá uma sensação de segurança. Essa percepção é importante, desde que acompanhada da precaução, por mais fortes que estejamos ou por mais desfalques que nosso oponente tenha (Ramon, Leandro Domingues e Apodi). Teremos oponente que merece respeito, assim como todos os outros, e só conseguiremos facilitar para nós essa partida se a encararmos com seriedade.

Hoje será um dia de batalha. Mais uma delas. A mais importante delas. Depois de ultrapassada, a seguinte será a mais importante, e assim por diante. Mata-matas em oito capítulos que nos separam do momento sublime, aquele em que a taça é erguida. Um caneco será levantado no campo; milhões de outros nos bares, cada um contendo o que deve abarcar.

Alerta máximo: Tsunami confirmado!

Depois do Apito

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Para quem esperava domínio de meio-campo e vareio de bola na meta adversária, sinto muito pelo desencanto. Batalha se vence com estratégia e suor. Elementos presentes em profusão na tarde-noite deste sábado, quando o Galo venceu o Vitória por 1X0. Placar magro, mas três pontos nutridos! Alimentou nossa tabela, e nos fez encostar no líder.

Pedir licença é o escambau! O Galo exige o primeiro lugar na competição e abdica de futebol vistoso para conseguir o que se necessita: vitória.

Dois Atléticos entraram em campo para enfrentar a tinhosa equipe da terra do vatapá, passarinha, gente bacana e cenário paradisíaco: o Atlético botineiro, com jogadores que isolavam a pelota para onde o nariz apontava; e o Galo técnico, com atletas que tentavam o toque mais refinado. Contudo, nenhum dos dois conseguia furar a marcação bem postada do Vitória. Tanto as tentativas de lançamento, quanto as bolas rifadas no sufoco, paravam na linha de defesa avançada rubro-negra. O rebote era sempre baiano. Ricardinho e Coelho destoavam um pouco, acertando mais do que errando. As jogadas construídas pelo camisa 80, às vezes com um “simples toque” e uma visão periférica invejável, deixaram companheiros em vias de abrir ou ampliar o placar. Mas coube ao Coelho dar o passe que resultaria no gol necessário para a vitória.

A equipe baiana jogou o melhor futebol que seu elenco poderia produzir. Adiantou a linha de marcação, jogando firme no desarme e trabalhando com velocidade no ataque. Se jogassem assim todos os jogos, tenho certeza de que estariam brigando pelo título. Já o Galo sentiu falta dos seus titulares. Com liberdade para atuar em ambos os lados, Jonílson, Ricardinho e a dupla de ataque confundiam pouco a marcação adversária. Apesar da boa entrada do lateral Coelho, o seu parco condicionamento físico permitia uma avenida em suas costas, obrigando Márcio Araújo e Jonílson cobrir-lhe as subidas. Jonílson se destacou, mas Márcio ficou comprometido. Do lado esquerdo, Feltri e Serginho produziam pouco, e irritavam com aquele toque à frente mais comprido que insistiam em dar, permitindo o desarme e o contragolpe.

A defesa, assim como o ataque, fazia o que era de sua competência executar. Enquanto nosso DieGOL fazia o gol que nos daria os três pontos, nossa defesa abusava do chutão e da trombada. Dava certo. E quando faltava perna/ técnica para a zaga, Carini fazia o seu papel de novo ídolo da Massa Atleticana. Baita goleiro! Seguro, arrojado, confiante. Características fundamentais para um camisa 1 e, também, para um camisa 9. Nosso matador perdeu um pênalti, no segundo tempo, que poderia ter dado aquela tranquilizada. Mas tá de boa. Já havia anotado o dele, necessário para a artilharia. Às vezes, os deuses do futebol cobram uma oferenda. O pênalti desperdiçado pelo Tardelli foi aquele gole da marvada que jogamos no chão, um brinde que fazemos em homenagem ao santo.

Apesar do gol ter saído no primeiro tempo, para a explosão da Massa tsunâmica, as maiores emoções vieram mesmo na segunda etapa. Ídolo e sorte em campo. Saíram Coelho, Serginho e Rentería para as entradas de Renan, Evandro e Marques. Renan jogando mais adiantado não funciona. Tem maior pendor à destruição da jogada do que na condução da bola. Mas que sua entrada nos trouxe vantagens, isso trouxe. Seu tornozelo virou alvo preferencial e motivo de cartão amarelo. Dois. À reboque, ainda foi o causador da expulsão de um atleta do Vitória. Marques entrou com o mesmo espírito de todos. A raça e disposição, aliadas à técnica de sempre, fez com que o ícone aparecesse tanto para o ataque quanto para a defesa. Como sua característica principal é servir os companheiros, deu de bandeja um gol para Evandro, que jogou bisonhamente para fora, mesmo tendo o gol aberto à sua frente. Tardelli a gente encontra motivo pra perdoar. O Evandro ainda precisa comer muito angu pra justificar essa presepada. Ainda bem que esses gols não nos fizeram falta, uma vez que a mandinga do uruguaio fez a bola percorrer a linha do gol, sem entrar, no chute de Gláucio.

Batalha vencida. Uma nação inteira regozija a vitória conquistada. Voltaram pra casa os espartanos aguerridos que acompanharam o Galo, no Mineirão ou onde quer que estivessem, com a sensação de missão cumprida. Nesta toada, o IBGE registrará recordes históricos de natalidade… Virão os próximos desafios. Iremos com o Atlético botinador e o Atlético técnico. Iremos, principalmente, com o Clube Atlético Mineiro. Senhor das Alterosas, humildemente conquistando o espaço que lhe pertence por tradição.

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São Paulo Versus Atlético

sáb, 17/10/09
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

Depois de um incêndio interno, diante do Botafogo, e de uma turbulência séria ao sobrevoar o lado fresco da Lagoa da Pampulha, diante do Cruzeiro, nosso avião segue sua rota rumo à próxima conexão: São Paulo. Adversário perigoso e que pleiteia o mesmo destino – o título –, o jogo contra o atual campeão brasileiro poderá nos devolver a velocidade necessária para chegar primeiro que os demais ao caneco, ou poderá atrasar toda a nossa jornada, prejudicando nosso schedule e comprometendo o restante do nosso voo. Segure-se aí, que o bicho vai pegar.

Diante do tricolor paulista e de sua torcida, o Galo fará a primeira final do Campeonato Brasileiro de 2009. Se vencermos o time do Morumbi, o Atlético superará em pontos um dos principais candidatos deste torneio. Se o São Paulo vencer o Galo, abrirá cinco pontos de distância da nossa equipe e selará nosso destino. Justamente pelos resultados das últimas partidas do nosso alvinegro e por tudo que está em jogo, essa partida deve ser considerada, como descrevi acima, uma verdadeira final. Final que já fizemos com o mesmo adversário em 71 (no triangular que nos garantiu a estrela amarela) e em 77, no qual amargamos um vice-campeonato de forma invicta. Ah, se fosse aquele um campeonato jogado nos moldes de hoje…

Como “se” não calça chuteiras e não define o campeão, vamos dar uma espiada no time que Celso Roth – o operador do radar da nossa aeronave – está preparando para defender nossa segurança: Carini; Carlos Alberto, Werley, Jorge Luís e Thiago Feltri; Jonílson, Márcio Araújo, Correa e Ricardinho; Éder Luís e DieGOL Tardelli. Se há um “quase consenso” aqui é o de que esta formação é a melhor que tá tendo no elenco atual do Senhor das Alterosas. Alguns discordarão dum zagueiro, ou de um lateral, ou até defenderão a necessidade de mais um meia de ligação. “Cadê Junior Penta?”, bradarão. (A propósito, Junior figurou 8 vezes como opção de banco em 10 jogos da 2ª fase do Brasileiro. Não foi usado. Paciência!) No conjunto da obra, é de fato o time que agrada.

Contudo, alerto aos passageiros: Há a possibilidade de alteração no esquema tático atleticano. Não nos assustemos com um 3-5-2 no decorrer da partida, com a entrada de Benítez no lugar de Márcio Araújo. Roth testou essa possibilidade e creio que efetivamente será usada a qualquer momento da partida, seja para reforçar a defesa em caso de vitória parcial, na base do sufoco, seja para fechar o ralo, caso a sapatada pareça iminente. O que os amigos Terreiristas acham desta opção?

11º jogo do returno do Brasileirão, aí vamos nós. Está nas mãos de Roth o melhor elenco dos últimos tempos e a melhor chance da última década de colocarmos a segunda estrela amarela no Manto Sagrado. Apertem os cintos, voltem o encosto da sua poltrona para a posição vertical e verifique o travamento da mesinha à sua frente. Nosso pouso foi autorizado. Torçamos para que o rapaz que opera o radar esteja ciente de todos os riscos e nos guie com eficácia em direção à vitória. Me ajuda ae!

Depois do Apito

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Do departamento de comunicação do Morumbi, estádio do perigoso SPFC, ouve-se um anúncio: Serviço de utilidade pública. Foi encontrado um objeto de tamanho descomunal contendo as seguintes inscrições: CORAGEM e SUPERAÇÃO DE CAMPEÃO. PROPRIEDADE DO CLUBE ATLÉTICO MINEIRO. Ufa, já estava até preocupado. Depois de duas derrotas consecutivas, estive pensando se havíamos perdido, de vez, tão importante sentimento de audácia e vontade de ir além. Esta vitória sobre um dos postulantes ao título de 2009 devolveu o sentido de existir do Clube Atlético Mineiro: vencer, vencer, vencer, não importando a situação ou o adversário. Vitória com gosto de título e de redenção. Três pontos que nos catapultam à vice-liderança e que libertam, das cabeças traumatizadas de alguns dos nossos jogadores, o arraigado derrotismo, reorientando-os ao pensamento vencedor, como deve ser/ter qualquer indivíduo que sonha vestir o Sagrado Manto Alvinegro.

Foi só escalar certo, sem invencionices ou congestionamento desnecessário do meio-campo, dando-lhe a criatividade e talento ímpares de Ricardinho, para que o nosso Galo conquistasse a vitória. Certíssimo estará quem disser que foi uma vitória magra, surgida da desatenção da defesa anfitriã e da incapacidade do ataque tricolor de converter chances em gols. Mas o que é a vitória no esporte, senão explorar as deficiências do rival e aproveitar as oportunidades? Assim fez o Galo! Venceu por 1X0, gol no primeiro minuto de jogo. Depois, foram 89 minutos jogando no erro do São Paulo.

A sorte esteve ao nosso lado. Nossa defesa, não! As espirradas de taco e vacilos dos zagueiros alvinegros dariam dó, se não dessem agonia. Quando a bola não passava pelos pés de Ricardinho, era só chutão tentando ligar a defesa ao ataque, o que fazia o adversário retomar o domínio do jogo. A pressão que sofremos no primeiro tempo deve ter feito neguinho dobrar o joelho em direção à Meca, rezar o Terço e recorrer à Torá.

Se tínhamos problemas com a zaga e com os alas, podemos dizer que o meio-campo formado com Correa e Ricardinho deve ter dado inveja em muita equipe que disputa a Champions League. Exagerado, eu? O que nosso camisa 80 fez com seus marcadores foi covardia. Fez com que trombassem entre si, desmoralizando-os, pediu jogo o tempo todo e cadenciou a partida, além de dar passes certeiros em lançamentos e inversões que há muito não víamos no Galo. Foi dele o lançamento para DieGOL, que honrou seu apelido (registrado pela primeira vez por nós) e homenageou seu antigo clube com o que ele sabe fazer de melhor.

O segundo tempo foi muito mais tranquilo. Dentro do possível, claro! O Galo voltou com a defesa mais bem organizada, aproveitando as jogadas rápidas de contra-ataque e adiantamento da linha de defesa. As substituições de Éder Luís e Ricardinho foram feitas no momento oportuno, pois o meio-campista já demonstrava fadiga e se fazia necessário um poder maior de marcação na meia-cancha, e Rentería levou uma outra forma de atacar nosso oponente, confundindo sua defesa. No final, para matar o tempo, Celso Roth resolveu tirar nosso matador – exterminador de Jansons e outras pederastias – para a entrada de Saci.

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Vitória-presente para minha amada avó Henriqueta, matriarca de uma família alvinegra, que faz 90 anos neste domingo. Atleticana de berço e de profissão de fé, sempre teve o Galo em seu coração. Sua cunhada e comadre, Lícia, é irmã de Jairo – aquele do trio maldito alvinegro, que sapecou o antigo Palestra por 9X2. No último clássico regional não foi porque não conseguimos ingressos – com preços justos – em cima da hora. Essa vitória é muito sua, vó. Assim como todos os resultados da rodada que beneficiaram nosso Galo.

Vó Henriqueta, 90 anos de história e paixão alvinegra

Vó Henriqueta, 90 anos de história e paixão alvinegra

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Atlético Versus Cruzeiro

dom, 11/10/09
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

Nem mesmo nos meus tempos de meninice os presentes que receberíamos em dias festivos, como o dia das crianças, eram segredos tão bem guardados quanto a escalação do time do Atlético para o jogo desta segunda-feira, dia das crianças. Não acho ruim, pois quem precisa saber que time irá jogar é o treinador e o elenco. E esta dúvida traz um tempero extra para o espetáculo e um dificultador extra para o treinador adversário. Só esperamos que o presente (escalação) seja daqueles que temos vontade de contar pra todo mundo, e não um presente de grego ou digno de inimigo oculto.

Já que amanhã é o dia da criança, usarei da fértil imaginação infantil para escalar o time que gostaria de ver surgir do túnel do Mineirão: Carini; Carlos Alberto, Benítez, Werley e Thiago Feltri; Jonílson, Correa e Ricardinho; Éder Luís, Rentería e Alessandro. Mas todos sabem que este 4-3-3 não faz parte do repertório histórico do nosso treinador, bem como a ausência de Evandro não está nos planos do técnico. No CelsoWorld, a escalação começa com o camisa 31 e mais dez.

Neste feriado, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Atlético poderá confirmar sua vocação de campeão, com a vitória sobre este importante rival, ou definirá de vez que suas pretensões não ultrapassam uma fortuita vaga para a Copa Libertadores. A sorte tem sido nossa aliada! Todos os demais resultados da rodada  conspiraram a favor do Galo: empate do Inter e derrota do São Paulo. Significa dizer que tudo o que NÃO depende do time, acontece de positivo. Basta agora ao Galo fazer sua parte.

A Massa Atleticana estará lá em maior número, como é da nossa tradição. Mas, acima de tudo, esperamos que estejam lá jogadores com raça e com vontade de vencer, utilizando da técnica, inteligência e precisão. Do lado de fora, muita paz e o espetáculo que só esse clássico é capaz de proporcionar.

Depois do Apito

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

A derrota, por si só, já é desagradável. Perder para nossos rivais regionais é detestável. Primeiro porque estão mais perto de nós, e a gozação é em tempo real e em abundância. Segundo, porque não devemos retrucar com veemência, pois o freguês tem sempre suas razões. Não ficaria bem se maltratássemos um freguês tão assíduo, que sempre nos prestigiou, e que nos é fiel há mais de 80 anos. Por isso, pedimos desculpas aos clientes VIP 5 estrelas se hoje não foi possível fazer a entrega da encomenda. A tunda esteve em falta na prateleira, mas garantimos a entrega para a próxima oportunidade. Obrigado pela compreensão e passar bem!

Celso usou muito mal o elenco. Mal demais! Carini: Carlos Alberto, Werley, Benítez e Thiago Feltri; Jonílson, Correa, Márcio Araújo e Evandro; Rentería e Éder Luís. Celso Roth optou por um 4-4-2 tão manjado que não justificava 2 dias de treinos fechados. Onde estava a arma secreta? Na desatenção do meio-campo? Na falha de marcação das bolas aéreas da nossa defesa? Pois foram essas as armas utilizadas pelo time celeste para fazer o primeiro – e único – gol da partida. E, ao fazer esse gol, o adversário aproveitou-se da incapacidade alvinegra no arremate para se fechar como se fosse o Asa de Arapiraca, vice da série C do Brasileirão’09, enfrentando o Estudiantes, campeão da Libertadores.

Podemos aqui avaliar a atuação de cada elemento da nossa equipe, os erros individuais e coletivos do Atlético nesta partida. Muitos dirão que Jonílson parecia desligado no começo do jogo e o culparão pela perda da bola que originou o gol de Wellington Paulista. Outros dirão que Rentería não justificou sua escalação (alguns, mais extremistas, questionarão até mesmo sua contratação). Haverá ainda os Terreiristas que colocarão em xeque a competência dos alas em cruzar bolas na linha de fundo… E, com o rosto ardendo do sol e da vergonha desta derrota, eu concordarei com cada questionamento.

Mas, além dos atletas que estiveram apagados hoje, questionarei quem não esteve dentro do relvado. Nosso técnico. E o questionamento é simples: por que Ricardinho não começou jogando? Qual é o déficit técnico ou físico que ele apresenta que o impede de assumir o lugar no time para o qual foi contratado? As trocas feitas no segundo tempo, com a entrada de mais dois atacantes (Alessandro e Oldoni) e um meia-armador (Ricardinho), foram ousadas. Mas por mais que tenha acertado o time com o 4-3-3, pressionando o time serelepe em seu campo de defesa, por que as mudanças aconteceram tão tarde? Custava ter sido ousado um pouco antes, para que a nova formação tivesse tempo de reverter o quadro?

O Galo entrou mal armado para enfrentar o time de azul e demorou muito para ser consertado.

O Atlético está me lembrando um vestibulando que chuta todas as respostas numa prova de múltipla-escolha e ainda consegue passar para a 2ª etapa. Sortudo! Mesmo perdendo para o Cru/MG, quis o destino que os nossos concorrentes diretos (Palmeiras, Goiás, São Paulo e Inter) também perdessem ou empatassem. É a danada da sorte. No vestibular, depois da 1ª fase, vem a hora da verdade com as provas dissertativas. Ali o caboclo tem que ter conhecimento, tem que entender do riscado e saber fazer direito. No Campeonato Brasileiro, idem. Essa é a hora do Galo mostrar o que sabe fazer. E o nosso treinador precisa mostrar que entende do riscado. Utilize o máximo desse elenco, Celso, porque a sorte ajuda, mas não traz aprovação pra ninguém.

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