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Atlético Versus Vasco

Qua, 12/11/08
por Christian Munaier |

Antes do Apito 

Salve, salve Massa!

Receberemos em casa, hoje, pessoas queridas do nosso convívio, pessoas com as quais temos grande amizade. Sejam todos os vascaínos bem vindos! BH amanheceu com cara de chuva e parece que vai esfriar. Venham preparados para um tempo ruim e uma acolhida calorosa dos amigos. Jogo bom é aquele compartilhado com torcidas co-irmãs! Bebemos juntos, assistimos ao jogo de forma civilizada e, depois, voltamos para nossas casas com a certeza de que o futebol pode proporcionar lazer despreocupado.

Mas o time do Vasco não está despreocupado de forma alguma. Vem para BH buscar pontos que podem aliviar a tensão na Colina, quanto ao rebaixamento. Sabemos como eles se sentem, já estivemos nesta precária situação e sofremos o gosto amargo de visitar uma divisão abaixo do nosso verdadeiro lugar. Coisas da vida. Um tropeço hoje pode catapultar um avanço considerável amanhã. No Galo isso ainda não aconteceu, e temos a esperança de que 2009 nos traga muito mais alegrias. Ao Vasco, o nosso desejo de que tenham aprendido com os erros do passado. Ao presidente Roberto Dinamite, o nosso respeito e que eventuais tombos permitam-lhe o amadurecimento como dirigente, pois como atleta ele foi sensacional.

Em um terreno pedregoso como o da foto da musa vascaína, eu não me importaria de lhe fazer companhia e, eventualmente, voltar com os joelhos sangrando… Mas, mais uma vez, nossa homenagem à Dany, que nos representou com tanta dignidade!


Agora, toda essa cordialidade para com o Vasco vai até a página 7, enquanto tratamos da torcida e da instituição. Dentro de campo eu quero vitória, maiúscula, desaforada, que lave com o sangue a honra maculada nos 6 a 1 e que mostre ao animal como respeitar o Clube Atlético Mineiro. Nada menos do que uma vitória convincente. Estamos dentro de casa, com o orgulho ferido e com os salários em dia. Podemos chegar aos 47 pontos, que não representam nada a não ser a tranqüilidade de poder planejar 2009 com as quotas de TV da série A e com a exposição na mídia que a Copa Nissan trará. Mas queremos os 3 pontos! Temos que armazenar todos os pontos possíveis para que, se for extremamente necessário, não nos importemos com uma derrota simples na última rodada…

A repetição do time deverá ser a tônica para hoje a noite. Juninho; Sheslon, Leandro Almeida, Welton Felipe e César Prates; Nen, Márcio Araújo, Elton e Renan Oliveira; Marques e Castillo. No segundo tempo, caso não haja nenhuma substituição forçada por lesão, entrarão São Pet e Pedro Paulo, com certeza. A regra 3 será queimada com um atacante ou defensor, dependendo do resultado do momento. Todo o cuidado com a equipe cruzmaltina será pouco.

Nenhuma novidade no campo, nenhuma novidade na arquiba. É jogo para a Massa comparecer. É jogo para a família Atleticana se confraternizar. É hora de mostrar pra quem estiver interessado que a Massa Atleticana tomou posse da sua casa novamente. Com ingresso mais barato sim, pois o Atleticano é o povo. Preço justo, e se tiver suco de uva e pão de queijo, melhor ainda! (Não precisa vir zoar, Dona Maria. O bom-humor é característica do Atleticano!)

Que vença o melhor! E se for o Galo, com vitória que pague a conta do primeiro turno, melhor ainda.

Depois do Apito

 
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Homem que é Homem honra o nome, seus antepassados e dignifica seus descendentes. Não necessita de nenhum documento assinado. Não precisa de contrato e outras garantias fiduciárias. Sua palavra basta.

O Atlético jogou com raça. Venceu com garra. Mas, e muito acima disso: lavou a honra. Diante de mães, pais e filhos Atleticanos – sua verdadeira família –, recebeu em sua casa o Vasco da Gama e lhe aplicou uma goleada arrasadora para que Edmundo e companhia jamais – JAMAIS – se refiram ao Clube Atlético Mineiro com qualquer comentário que não seja minimamente respeitoso. Quatro gols anotados, e outros tantos que o Galo deixou de fazer, pois do outro lado tinham pais de família que também mereciam respeito. Vieram, viram e perderam, com um espetáculo à parte das torcidas irmãs e dos jogadores Atleticanos. Quase 45 mil torcedores numa quarta-feira, 22 horas, simplesmente por amor ao Clube Atlético Mineiro. Se inveja lotasse a caixa de comentários, teríamos que colocar mais duas dessas aqui no Terreirão…

Sabendo que o time vascaíno viria disposto a conquistar pontos nesta luta contra o rebaixamento, Marcelo Oliveira montou o Time de formas tais que não levasse gols. Com obediência tática incomum, vimos o Galo começar o jogo com um 4-4-2 com a zaga muito bem postada. Quando um dos alas avançava, o outro compunha uma linha de três defensores para evitar os contragolpes. Leandro Almeida e Welton Felipe estavam impecáveis. Se depender da partida de ontem, o capitão Marcos acaba de perder duas de suas titularidades: a zaga, para Welton “Panzer” Felipe, e o posto de capitão, para o também zagueiro Leandro Almeida.

Com a defesa sólida e o meio campo solto, já aos dez minutos do primeiro tempo Castillo finalmente fez aquilo que queríamos: um belíssimo gol normal. Início do massacre. Domínio total Atleticano. Com a bola nos pés, o Atlético era envolvente, com jogadas rápidas do prodígio Renan Oliveira  (clique aqui e vote) e com a inteligência rápida do veterano Marques. Élton e Nem fazendo muito bem a cobertura e o Márcio Araújo… Bem, o Márcio Araújo ali…

Um jogo que parecia bom de assistir tornou-se emocionante com a entrada do Édson no lugar do Juninho. Já na primeira bola cruzada, Édson caçou mais uma borboleta para a coleção. Sorte que nenhum cruzmaltino aproveitou a deixa. Já o Galo, esse não estava para brincadeira. O segundo gol do Galo foi uma pintura! Renan Oliveira, que de promessa virou A Revelação do Campeonato Brasileiro de 2008, iniciou e finalizou uma jogada que até agora o goleiro tenta entender como o Atleticano alcançou a bola.

Com uma substituição queimada e um jogo franco para o segundo tempo, o Marcelo preferiu fazer a substituição-padrão logo no início da segunda etapa e segurar a terceira substituição. Pedro Paulo entrou e disse a que veio. Infernizou a zaga carioca e tirou para dançar todo o setor defensivo do Vasco. Castillo, também em noite inspirada, abusou dos toques e dos dribles. Assim, esses dois cavaram os pênaltis que seriam convertidos pelo Zagueiro-Artilheiro-Capitão. Mas nem tudo são flores, por onde passeiam as borboletas. Édson, que já havia salvado um gol certo, deixou sua marca registrada e levou o seu. Dizem que foi falta no goleiro. Temo que tenha sido falta de goleiro. O Vasco poderia ter feito mais, no pênalti desnecessário feito pelo César Prates. Mas não era noite de bacalhau, era noite de Galo. Pênalti desperdiçado, César Prates vaiado, e Galo com a honra defendida.

 

35ª rodada do Brasileirão, 3ª vitória seguida e 47 pontos. Futebol de primeira linha, com a companhia da Galera do Mal. Valeu, Anderson/BH e namorada, Vanessa e namorado, meu pai, Marcelo e irmão. Galera massa, numa noite de alegrias para a Massa!

Raça e espora afiada. Sempre!

Vitória Versus Atlético

Sáb, 08/11/08
por Christian Munaier |


Antes do Apito

Salve, salve Massa!

Eis que mais um embate se aproxima com o valente Vitória, time de tradição do futebol nordestino e que já revelou grandes valores ao futebol brasileiro. Dentre eles, aquele goleiro que disputou com o inesquecível Taffarel o título de melhor goleiro brasileiro. Naqueles tempos tínhamos, em Minas, goleiros de verdade defendendo nossas metas. Este mesmo adversário foi o responsável pela importação do craque sérvio que hoje veste o Manto Sagrado Alvinegro das Alterosas: São Pet, para os devotos.

O jogo deste domingo contra o Leão da Barra, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2008, vale muito mais do que 3 pontos. Mesmo que este jogo não valha a liderança ou passaporte para o G4, essa vitória  permitirá ao Galo a concentração necessária para buscar a classificação à Copa Nissan, sem precisar olhar para o retrovisor e temer a ameaça do rebaixamento. Se a vitória vier sobre o Vitória, será a primeira seqüência de vitórias seguidas do Galo nesse Brasileirão. Virá em boa hora. Novo presidente, salários em dia, jogadores da base valorizados (Leandro Almeida e Renan Oliveira) e na alça de mira de muito clube por aí… Longe de ser um sonho de final de ano, mas mais longe ainda do pesadelo que alguns pressentiam.

Para isso, a vitória precisará acontecer. E tenho certeza de que o Leão não está disposto a permiti-la, ainda mais dentro de casa. No Barradão existe uma igualdade de vitórias para cada lado. São seis; dentre elas, as memoráveis disputas pela vaga na final do Brasileirão de 1999. Para enfrentá-los, iremos de Juninho; Sheslon, Welton Felipe, Leandro Almeida e César Prates; Nen, Márcio Araújo, Élton e Renan Oliveira; Marques e Castillo.

No 4-4-2 losango, com o Nen à frente da zaga, o Galo deverá jogar compacto e aproveitar os erros adversários, sem querer partir com tudo pra cima. Primeiro o domínio do meio-campo, depois identificar as “surpresas” armadas pelo Mancini e neutralizá-las. Daí é adiantar a marcação e tentar os gols que nos trarão os pontos desejados. Mas só é fácil no papel. Para vencer, além de estratégia e consciência tática, será fundamental mais uma dose extra large de raça Atleticana, o verdadeiro elixir servido na Cidade do Galo.

E pra você, qual seria a formação ideal?

Goleiros: Juninho e Édson
Laterais: Sheslon e César Prates
Zagueiros: Welton Felipe, Leandro Almeida e Marcos
Meias: Nem, Márcio Araújo, Elton e Renan Oliveira, Petkovic, Tchô e Yuri
Atacantes: Beto, Castillo, Pedro Paulo, Marques e Raphael Aguiar

Antes do jogo, a homenagem! Homenagem à companheira - guerreira - conquistada neste espaço. Toda homenagem seria pouca para a Dama do Terreiro, para a colunista e amiga Vanessa. Aniversariando neste sábado, ela nos presenteia com sua prosa e seu amor über alles pelo Galo. Conhecemo-nos no Reveillon Atleticano e ficamos amigos imediatamente. Inteligente e articulada, foi convidada por mim para dar voz às Atleticanas. Graças a Deus ela aceitou. Fez história e fez escola. Hoje, nos blogs do projeto torcedor do GloboEsporte.com, foram vários os colegas que nos pediram licença para reproduzir o modelo. Claro que foram autorizados, pois o que é bom deve ser utilizado. Só me esqueci de avisá-los que Vanessa Lima, do Terreirão, só há uma: a nossa. Parabéns, querida!

Depois do Apito

Futebol digno das posições que ambos se encontram esse apresentado por Vitória e Atlético. Mediano, medíocre, ordinário (no sentido de comum, na média). Qual é a diferença entre Ordinário e o Extraordinário? O EXTRA. O “ir além”, o que se faz a mais do que a maioria. E esse extra, nem o Galo e muito menos o Vitória apresentaram neste jogo válido pela 34ª rodada. Numa rodada caracterizada pela vitória dos visitantes sobre os mandantes, o Galo não foi exceção e garantiu sua segunda seqüência de vitórias consecutivas neste campeonato e os três pontos que o mantém firme na Sul-Americana de 2009.

Os primeiros minutos de jogo prometeram emoções. Já aos 4 minutos, o Galo já havia experimentado o goleiro baiano, primeiro com Sheslon e depois com o Renan Oliveira. Com a dupla de zaga bem postada e os laterais reforçando a defesa, as únicas alternativas do Vitória eram chutes de média distância, sempre para as boas defesas de Juninho. Aos 17 minutos, uma chance clara de gol desperdiçada novamente pelo Renan, que preferiu o chute direto à servir o Marques, que se colocava ao seu lado e com melhor condição de marcar. Fominhagem que seria perdoada no segundo tempo. Depois das demonstrações de forças de ambos os times nos 20 primeiros minutos, o restante do primeiro tempo foi triste de assistir. Erros constantes de passes e pouca produtividade.

O segundo tempo foi completamente diferente. As torcidas tiveram a chance de rever antigos ídolos jogando nas equipes adversárias. Vimos mais uma vez o Ramon Menezes, que já esteve do lado de cá, e os baianos viram mais uma vez o Pet pisar na grama (?) do Barradão. Os dez primeiros minutos foram rubro-negros. O gol perdido pelo Marquinhos deve ter deixado sua mãe desgostosa do filho boleiro. E por falar em mãe, alguém gostaria de comentar sobre a conduta da mãe do auxiliar que anulou o gol legítimo do Castillo? Deve ser uma senhora de respeito, na boate aonde trabalha. Cego, mal intencionado, incapaz! O Castillo não estava na mesma linha do defensor. Estava uns dois metros atrás, quando recebeu a bola e marcou legitimamente o gol ilegitimamente anulado. E se não fosse o suficiente ter um gol roubado, a torcida anfitriã (?) jogou bombas caseiras no espaço destinado ao Atleticano, deixando feridos.

A vingança veio no gramado. Aos 32 do segundo tempo, a triangulação perfeita de Renan Oliveira, São Pet e Pedro Paulo resultou no gol que lavou a alma Atleticana, consolidando nossa hegemonia em terras que outros foram e não venceram. Vitória merecida sobre o Vitória, time que veio reestruturado para a 1ª divisão, mas que não sentiu o gosto de vencer o Galo Vingador das Alterosas. Ótimas apresentações da dupla de zaga, do garoto prodígio Renan Oliveira e dos experientes Pet e Marques. Alguém precisa dizer ao César Prates que carrinho, na entrada ou dentro da área, costuma azedar o patê.

 

Vitória dentro de campo e derrota da paz nas arquibancadas. Milícias armadas travestidas de torcedores com sede de sangue atacaram a torcida Atleticana ainda na sua chegada ao estádio. Verdadeira terra de ninguém! Retaliação ao que aconteceu no Mineirão? Provavelmente sim. Uma pequena parte dos agredidos foram agressores no jogo de ida. E os demais? E o torcedor comum, que só pretendia ter uma tarde/ noite de lazer, também paga pelo pecador? Círculo vicioso e maldito esse perpetrado por marginais que se escondem no anonimato das torcidas organizadas, instituições que poderiam promover apenas o amor incondicional a seus times do coração. Vergonha!

Raça e espora afiada. Sempre!

Atlético Versus Botafogo

Sáb, 01/11/08
por Christian Munaier |

Antes do Apito 

Salve, salve Massa!

Se há um time para ser respeitado pela tradição em confrontos diretos com o nosso Galo, esse time é o Botafogo. Foram, pelo Brasileirão, 34 jogos disputados entre os alvinegros, e nós ficamos com apenas 9 vitórias (o mesmo nº de empates). Ainda, nos jogos em nosso terreiro, foram 6 vitórias para cada lado. Portanto, tenhamos consciência histórica e saibamos tratar o time da estrela solitária. Temos, acima de tudo, gratidão. Foi em cima deles que vencemos o Brasileirão! Mas temos sido clientes preferenciais do time da Regininha. Quem é Regininha? A representante do Bota, que acaba de ser eliminada do concurso Musa do Brasileirão. Ainda bem que o Bebeto de Freitas não administra o clube da mesma forma que a torcida escolhe musa. Aí sim teriam motivo para chorar…


Da nossa parte, temos o bom gosto na escolha do Time amado e temos uma das mais belas representantes do concurso. Dany, independentemente do resultado final, você mostrou a beleza da Atleticana de forma digna. Parabéns! Já o Time…

Acreditem: Serginho só para 2009. Lesões múltiplas no joelho afastam nossas esperanças de um meio-campo mais seguro. Além dele, Rafael Miranda, Vinícius, Francis, Paulo Rodrigues, Jael e Marcos continuam no estaleiro. Sheslon e Juninho cumprirão suspensão pelo 3º cartão amarelo. Voltarão Marques e César Prates. Com o elenco disponível, o que poderemos esperar?

Goleiros: Édson e Bruno
Zagueiros: Leandro Almeida, Welton Felipe, Nen e Samuel
Lateral: César Prates
Volantes: Márcio Araújo, Elton e Denílson
Meias: Renan Oliveira, Petkovic, Yuri, Tchô e Danilo Rios
Atacantes: Raphael Aguiar, Castillo, Marques, Pedro Paulo e Beto

Queremos muita entrega! Queremos que cada jogador que entre leve para campo a vontade de superar os limites desse grupo, que ainda não aprendeu a jogar como um verdadeiro Time. Que a união que amalgama interesses, sonhos e vontades individuais, possa trazer a vitória que não vem desde 2001, quando nosso atual presidente estava à frente do futebol Atleticano. Esperamos que o nosso treinador seja capaz de olhar nos olhos de cada comandado e enxergar a raça vingadora do Clube Atlético Mineiro. Assim, poderá escalar o Time da superação, aquele que mudará a escrita dos últimos jogos. Vamos colocar, de uma vez por todas, uma pá de cal nesse tabu que tanto nos enche o saco.

Qual é a sua escalação?

Parece que o Marcelo repetirá a mesma improvisação do último jogo, no meio-campo e na lateral esquerda. Improvisar por improvisar, eu colocaria um 3-5-2 com Edson; Welton Felipe, Leandro Almeida e Nem; Márcio Araújo, Elton, César Prates, Renan Oliveira e Pet; Marques e Castillo. Duas linhas defensivas formadas por zagueiros e volantes de ofício; Pet e Renan Oliveira armando as jogadas, Marques fazendo o que sempre faz e Castillo tentando marcar mais um gol daqueles que são registrados em cápsulas lançadas no espaço levando as músicas dos Beatles e os gols mais bonitos do mundo.

Faz sentido? Ao menos contaremos com o desinteresse do Bota pelo Brasileirão, com a presença da maior torcida de Minas, a Massa Atleticana, com o espírito renovado pela presença do Kalil e com a inspiração da nossa musa. Precisamos dessa vitória, e qualquer outro resultado não deverá ser comemorado!

Depois do Apito


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Dizem que vitória é igual a sexo. Até quando é feia é boa! Eitcha! Chupa que é de uva, faísca! Vitória com dois gols de zagueiro, com pênalti cavada por outro, com um time todo mexido e desfalcado. Para você ter uma idéia, visitante que não conhece muito de Atlético, o nosso lateral-esquerdo é atacante, o nosso meia é zagueiro e um dos principais goleadores do Galo é um defensor, time montado pelo técnico que, até bem pouco tempo, era o comandante dos juniores.

Mas o que importa mesmo é a vitória e o término do jejum de sucessos sobre o Botafogo que durava sete anos. Sete é conta de mentiroso, falso como era essa pseudo-supremacia do colega fluminense. Com uma vitória feia e anoréxica, chegamos aos 41 pontos necessários para respirar sem balão de oxigênio. Demos a descarga no rebaixamento, assim como os nossos amigos azuis deram à possibilidade de levantar o caneco neste ano. Felicidade de uns, tristeza de outros.

Convenhamos, o Galo não viu a meta adversária até os 20 minutos do primeiro tempo. Apesar do mistão botafoguense, o time da estrela solitária estava com bom domínio de jogo. Tomamos posse da lateral direita deles com maior volume de jogo Atleticano pelo lado esquerdo, mas esse domínio feudal não era traduzido em jogadas ofensivas. Do lado de lá, o time do Ney Franco se postava como se dono da casa fosse. A Massa Atleticana infelizmente não compareceu em grande número, mas os quase dez mil presentes cantavam e incentivavam como se ali estivessem 50 mil. E foram esses dez mil que viram o Welton Felipe avançar como um líbero e ser derrubado na área. Pênalti para o Galo, convertido pelo zagueiro com faro de gol, Leandro Almeida. Com rara categoria, cobrou a penalidade de forma indefensável e tirou o primeiro zero do marcador. Depois do primeiro gol, o Galo passou a jogar com mais volúpia, mas uma volúpia meia-bomba incapaz de chegar aos finalmentes. Terminamos o primeiros tempo com a vitória parcial, e uma sensação de já termos visto esse filme antes.

O segundo tempo nos trouxe, de cara, o benefício da expulsão do Rodrigo Sá. Apesar da folga numérica, o Galo não fazia por merecer um placar mais dilatado. Acomodado em sua zona de conforto, o Galo bobeou e cedeu o empate. Golaço de Carzalberto, sempre ele… E poderia ter cedido a virada. Completamente perdido em campo, vimos mais uma vez o Botafogo dominar a partida, mesmo com um jogador a menos. Marcelo Oliveira percebeu que estávamos sem criação no meio-campo e fez o que deveria ter feito no intervalo: São Pet. Além do gringo, colocou Pedro Paulo e Beto, indo para o tudo ou nada.

Era mesmo a tarde do zagueiro-artilheiro! Leandro Almeida aproveitou o lançamento de Petkovic e acertou primeiro a trave, e depois o fundo do barbante botafoguense. Delírio da galera, fim do jejum e pontos preciosos. Um brilho diferente nos olhos de todos que assistiam ao fim desse tabu degradante. Alegria suficiente para esquecer, momentaneamente, que o time jogou mal e que vencemos na base da raça e da entrega. Se não temos elenco, neste jogo tivemos o verdadeiro espírito Atleticano.

CHUUUUUUUUUUUUUPAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA, TABU!!!

Raça e espora afiada. Sempre!

Foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press

Coritiba Versus Atlético

Ter, 28/10/08
por Christian Munaier |

Antes do Apito 

Salve, salve Massa!

Depois de BH, minha segunda terra é Curitiba. Lá minha mãe nasceu (não, ela não conheceu o seu pai, mas conheceu o meu) e lá tenho grandes amigos. Assim como o Galo, que é sempre muito bem recebido em terras paranaenses. Vamos visitar os irmãos Coxas e lembrar aos demais clubes qual é o verdadeiro Atlético. Jogo de torcidas irmãs, jogo de paz e luta apenas no campo. Melhor seria se todas as torcidas se comportassem assim, como se comportou também a torcida azul e a torcida do nosso xará. Se Deus quiser, um dia as pessoas voltarão a entender que futebol é sinônimo de congraçamento, e não de enfrentamento.

Desde 1946, o Atlético Original e Coritiba se enfrentam. Em 1985 ocorreu o principal duelo, pelas semifinais do Brasileirão. Uma vitória simples no jogo de ida e um empate sem gols no jogo de volta carimbaram o passaporte do Coritiba para a final, vencendo-a contra o Bangu. No total pelo campeonato brasileiro, foram 23 partidas até hoje, com 12 vitórias Atleticanas, 6 empates e 5 derrotas para nossos anfitriões. Imagino que, pelas pretensões de retornarem ao G4, eles irão tentar colocar a sexta vitória no scout. Da nossa parte, almejamos os três pontos que nos colocarão em posição mais confortável na busca da classificação para a Copa Nissan e honraremos nosso hino e tradição. Além do mais, nossos irmãos curitibanos não esperam menos do que um adversário honrado e aguerrido.

O Galo irá bem desfalcado para a terra da Santa Felicidade (do bairro e das moças bonitas, da comida deliciosa e do vinho divino). Rafael Miranda, Marcos, Vinícius, Marques e César Prates não jogarão. Além desses, Elton se recupera do cansaço muscular e o Jael apresentou sintomas de cólica renal. Eu sei bem o que é isso, pois é exatamente isso que estou sentindo agora ao ver os selecionados e tentando imaginar a escalação. Os relacionados são:

Goleiros: Juninho e Édson
Zagueiros: Leandro Almeida, Welton Felipe e Nen
Lateral: Sheslon
Volantes: Márcio Araújo, Serginho e Elton
Meias: Renan Oliveira, Petkovic, Tchô, Yuri, Gedeon e Danilo Rios
Atacantes: Castillo, Pedro Paulo, Beto e Raphael Aguiar

Enfim o Danilo Rios estará à disposição. Mas cadê o Paulo Rodrigues, que fora contratado em setembro para disputar posição com o suspenso César Prates?

Esta seria uma excelente oportunidade de confundir a cabeça do nosso Dorival Júnior, entrando com um 3-4-3. Juninho; Leandro Almeida, Welton Felipe e Nen; Sheslon, Serginho, Petkovic e Elton; Renan Oliveira, Pedro Paulo e Castillo.

Justifico: Não teremos um lateral-esquerdo de ofício e temos perdido sistematicamente a bola na meia cancha, justamente por não conseguirmos o rebote ou pelas arrancadas desvairadas dos nossos volantes que correm, correm e correm para, depois, entregarem a bola ao bandido… Por isso proponho duas linhas de 3 defensores (três zagueiros, mais Sheslon, Serginho e Elton na segunda linha), Pet no meio, armando, e um tridente avançando do meio-campo, alternando as posições para confundir a marcação. Sem a bola, Renan Oliveira e Pedro Paulo voltariam para dar o primeiro combate. Mas como estratégias diversas não são treinadas na Cidade do Galo, dificilmente isso daria certo… E pra você, qual seria a melhor escalação?

Depois do Apito

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Então você está puto porque perdemos do Coritiba no Couto Pereira? Aposto que na tabela dinâmica você havia computado os três pontos para o Galo e dava como certo os 41 pontos após a 32ª rodada?! Te dou toda razão e você tem mais que por a boca no mundo e xingar a 15ª geração de todos que frustraram suas expectativas.

Eu não estou puto porque o Galo perdeu. Era jogo fora de casa, com um time que foi muito mais regular durante todo o campeonato. Eu estou extremamente puto porque o Galo nunca é regular, nem dentro de casa e nem fora! Apesar de sair na frente, com mais um gol na galeria dos mais bonitos do campeonato, o Galo não soube segurar o resultado, sofrendo o vira-vira coercitivo, do qual são vítimas as equipes que iniciam a partida vencendo sem querer, e acabam perdendo por querer perder. Não conseguir ao menos um ponto no jogo de comadre mais chato que eu já assisti, é para deixar qualquer Atleticano danado da vida.

O Galo não merecia ganhar. Primeiro porque tem o plantel mais desequilibrado do Brasileirão. Temos mais volantes do que a fábrica da FIAT, nossa patrocinadora, mas a maioria está na garagem ou abaixo do nível mínimo de competência. Nossos goleiros alternam defesas fantásticas e falhas obscenas. Temos dois laterais, sendo que um é adepto do carrinho dentro da área, e nenhum reserva para eles. Nossa zaga, uma das mais vazadas do campeonato, limita-se a chutar a bola para onde o nariz aponta, e às vezes aponta para a própria meta. No meio-campo há alguma esperança (mas eu ouvi dizer que a esperança está moribunda). E o nosso ataque está competindo pela artilharia do campeonato. Nosso artilheiro tem 5 gols, muito próximo dos demais, que beiram os 20 (ironic mode [on]).

O Galo não merecia ganhar também porque o nosso técnico resolveu reinventar o futebol e seus esquemas táticos. Essa insistência de escalar um atacante na lateral esquerda é coisa de maluco. Se ao menos tivesse colocado três na defesa para ter o Raphael como ala avançado, tendo o Serginho (depois o Nen?) ou o Elton para a cobertura, faria algum sentido. Mas não foi isso o que aconteceu. O Raphael ficou preso o tempo todo na marcação. Para isso, que colocasse outro defensor! O esquema tático foi uma verdadeira mistureba. Nosso técnico quis confundir a marcação adversária e acabou confundindo todo mundo. Ele misturou feijoada com strogonoff. Não influenciou nos dois gols levados, um belo chute do Ricardinho e outra falha bisonha do Juninho, numa cobrança em dois lances de uma infração que não existiu. Aquela escorregada fajuta para tocar a bola nos pés do adversário impedido foi digno do circo ao lado do Carretão… Mas influenciou na capacidade de reação da equipe e num melhor aproveitamento de quando tínhamos a posse de bola. Sem aplicação e obediência tática, é pelada e não futebol profissional. A entrada do Pet foi tardia, a entrada do Beto não fez a menor diferença, e o Renan Oliveira ficou apagado no segundo tempo. É um talento esse menino, mas ainda não está preparado para cenários negativos.

O Galo não merecia ganhar. Mas bem que gostaríamos e precisávamos. Em outras circunstâncias, o 2X1 seria encarado como uma derrota palatável. Mas da forma como perdemos é que dá raiva. E nem vamos falar da porcaria do juiz, porque não merecíamos mesmo a vitória. Mas que juizinho safado…


Musa do Coritiba e a nossa musa, Danielle.

Raça e espora afiada. Sempre!

Off Topic: A transmissão do debate entre os candidatos à presidência do Atlético, “transmitido” pela TV Galo, foi igual aos projetos apresentados até agora pelos postulantes: Nada! Nada de transmissão, nada de projetos, nada de conhecimento específico do que devem esperar pela frente… Ê, preguiça!

Aqui jaz um blogueiro!

Sáb, 25/10/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

Neste teste para cardíaco tirei nota vermelha; perdi média. Fui reprovado! A angina tá comendo solta e acho que dessa eu não escapo. Não há izordil que dê conta! Não li, em cartaz algum, a recomendação de que esse brinquedo “Atlético X Inter” era proibido para os desprovidos de saúde coronária. Não encontrei nenhum “ministério da saúde adverte” e achei que não faria mal algum. Fez! Muito! Nossa Senhora Aparecida da Letra Benta, padroeira dos blogueiros, que me valha!

Enfrentar o melhor elenco do Brasileirão utilizando a mesma estratégia do jogo passado, quando perdemos para o 3º colocado do campeonato, é cruz pesada demais. O coração, esse sujeito independente que não escuta a voz da razão, bateu forte e desesperado. Eu imaginei que alguma mudança aconteceria, tanto na postura quanto na escalação, como acontecera no Maraca há algumas semanas atrás. Quando vi aparecer Juninho; Sheslon, Vinícius, Leandro Almeida e César Prates; Serginho, Márcio Araújo e Elton; Renan Oliveira e Marques; Castillo, quase infartei.

Surpreendentemente, de cara e mostrando autoridade, o Galo partiu pra cima e apresentou o cartão de visitas logo aos 30 segundos de jogo, com Renan Oliveira. Pouco depois o Marques – ê Marques, que capacidade você tem de me calar a boca – fez sua jogada típica pela lateral, aquela mesma arrancada em cima do marcador e que era surpresa na época em que o Mumm-Ra jogava na ala-direita, encontrando o pé esquerdo do detalhista Castillo, esse boliviano que só sabe fazer gol bonito. “Gol feio? Prefiro não fazer”. Golaço, de voleio! Meu coração, agradecido, dançava e cantava solto. Dia de festa, noite de comemoração…

Contudo, o que se viu depois foi um ataque do exército vermelho. Ao invés do Galo adiantar a sua marcação e jogar no contragolpe, ele se recuou todo, rifando a bola quando essa, casualmente, chegava aos seus jogadores. Era como se o time adulto (Inter) estivesse jogando um recreativo contra o juvenil (Galo). Ainda assim, o Galo teve algumas oportunidades de ampliar o marcador, mais uma vez com Renan. No entanto, o requinte do toque colorado contrastava com o chutão Atleticano, sendo essa a tônica dos 30 (trinta) minutos finais do primeiro tempo. Terminar a primeira etapa na frente nos deu alento e expectativa.

Com a troca do lesionado Vinícius pelo Welton Felipe no final do primeiro tempo, sobrou ao Marcelo duas substituições. Discutia quais seriam as melhores alternativas para ampliar a nossa vantagem quando o Marcão cavou um pênalti tão bem encenado que até o próprio César Prates acreditou que era verdade. Tive esperança de que o Juninho se transformaria no herói da noite e rezei para a padroeira ajudá-lo. Que nada! 1X1, gol de Alex, o mesmo que teve outra oportunidade dois minutos depois e a desperdiçou, achando exagerado marcar dois gols na mesma noite. A segunda substituição, previsível, foi a entrada do Pedro Paulo no lugar do Marques. Era necessária! Naquele momento, rendi homenagem à coragem e à alma do Marcelo Oliveira. Corajoso!

Vamos combinar uma coisa: quando não é pra ser, não adianta: não será! E não foi… Não foi noite do Juninho. Ele, que tivera a chance de se consagrar na cobrança de pênalti adversário, falhou bisonhamente, borboletamente, no segundo gol do Inter. Teria tido ele morte cerebral? O que ele tentou fazer? Ele, eu não sei. Mas o Inter, esse tratou de virar o jogo. Temi pelo pior, imaginei o chocolate vindo tal qual um tsunami. Meu coração ficou pequenino, do tamanho do futebol que o Galo apresentava.

Com leitura adequada do jogo, o Marcelo tratou de consertar a falta de ligação que havia no meio campo. Estávamos com uma linha de quatro defensores, 3 meias de contenção e três atacantes. Tirou um volante, Elton, e colocou o Pet no meio, para orquestrar as jogadas afoitas do nosso Time. E foi de Pet o passe para Pedro Paulo que, numa jogada de personalidade e certa displicência, fez o gol que nos daria o empate. Embalado pelo gol, o Galo ainda teve chance com o Renan e Castillo, que desperdiçaram feio a chance do vira-vira. Assim também como teve a chance o Inter, nos segundos finais de partida, fazendo subir um gosto ruim de sangue na garganta.

Final de jogo, 2X2 e a queda para a 13ª posição, com 38 pontos. Foi, na minha opinião, um bom jogo e um bom teste para saber se poderei enfrentar o ano recessivo de 2009. Agora, se alguém esperava mais do que um empate perante o Inter de D’Alessandro e Nilmar, esse alguém deve estar na UTI da Santa Casa. Não com problemas cardíacos, mas psicológicos. Esse era o empate esperado nos jogos em casa. Não está bom, mas é o possível! E é importante saber que buscaremos ainda 2 vitórias e encontraremos, infelizmente, 1 derrota no Mineirão. Nossa meta é chegar aos 46 pontos e, para tanto, ainda buscaremos 2 empates fora de casa. No todo, a rodada até que não foi tão ruim assim, tendo até uns motivos para rir, não acham?

Raça e espora afiada. Sempre!

Foto da nossa Musa, Danielle… Precisa mais motivo para estar vivo?

Olhando para frente

Qua, 22/10/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

Olhando para frente, pois olhar para trás (e dar beijinho) não é coisa de Atleticano, vislumbramos um cenário nada animador. Além de jogos importantíssimos e que definirão a nossa via-crúcis ou a nossa redenção, teremos a definição política e o seu conseqüente planejamento, que poderá acelerar o nosso calvário ou ressurgimento.

Salários atrasados, inconstância técnica nas apresentações, mexidas incoerentes na armação tática do Time (o que, às vezes, produz uma surpresa tão grande ao adversário que acabamos vencendo), falta de peças para a substituição em níveis aceitáveis. Estes são alguns dos elementos que estarão presentes até o fim do calendário 2008. Ainda teremos: Inter (C), Coritiba (F), Botafogo (C), Vitória (F), Vasco (C), Sport (F), Santos (C), Grêmio (F). Entenda-se por (C) casa e (F) fora. Um montante de 24 pontos a serem disputados, 12 deles no Mineirão e os outros nas casas dos nossos adversários. Quantos desses pontos podemos assegurar? Pelas estatísticas, temos 60% de aproveitamento em casa. Assim, poderíamos pleitear algo em torno dos 7 pontos, o que daria 2V1E1D. Jogando fora dos nossos domínios, temos um pouco menos de 23% de aproveitamento. Desta forma, poderíamos acreditar em quase 3 pontos dados como certos. Pode ser 1V0E3D ou 0V2E2D. Analise e faça as suas conclusões, Para mim, acredito que terminaremos o campeonato com 46 pontos! Talvez consigamos manter a classificação para a Copa Nissan e tentar fazer bonito em 2009. Para isso, dependerá do próximo assunto que passaremos a conjecturar.

Eleições! Não conheço nenhum dos moços que buscam assumir um cargo que já foi considerado mais importante do que muito ministério federal. Naquela época, essa expressão soaria como um elogio! Hoje, nem uma pasta ministerial é tão glamorosa assim e nem o trono de Lourdes parece tão tentador. Deste cofre não sai nada. E, pior, há muito que não entra nada. O comandante que vier a assumir a presidência da Nação Atleticana deverá ter muita criatividade e conhecimento de mercado para contornar a falta de recursos financeiros, buscando novas e lícitas formas de receita e reestruturando o seu carro-chefe: o futebol. Observando os melhores exemplos de gestão no futebol, a tríade elenco-comissão técnica-torcida aliada ao marketing constitui a base do sucesso e dos resultados destes clubes. Portanto, gostaria de conhecer as propostas dos candidatos. Como o voto para presidente não passa pelo crivo popular, acho pouco provável que algum assessor entre em contato conosco, para usar o Terreirão para apresentar seu candidato. Mas se houver algum candidato verdadeiramente comprometido com o torcedor (importante elo na tríade do sucesso), coloco nosso espaço à disposição para se pronunciar e falar sobre propostas.

Não sei se seria hora de falar sobre mudança no comando técnico do Galo. Vejo o Marcelo com muita boa vontade e buscando superar as dificuldades operacionais do clube. Mas, se eu fosse seu agente ou consultor, diria que a experiência de treinador do Galo no Brasileirão 2008 permite a ele a busca de uma experiência internacional, e lhe faria a proposta de passar duas temporadas como coach e, depois, como manager de um clube japonês. Aprenderia novas técnicas de gestão e estratégia, abriria sua cabeça para novas tendências e voltaria mais capacitado para o futebol que precisamos implementar no Clube Atlético Mineiro.

Enquanto isso, poderíamos repatriar um profissional que já viveu todas essas experiências e seria contratado como gerente de futebol e técnico principal do Galo. Seria responsável pela contratação e demissão de atletas e teria parte de seus salários condicionados aos resultados. Hoje, seu time está em 5º lugar na segunda divisão do futebol japonês e, curiosamente, coleciona mais vitórias fora de casa do que dentro. Apesar da temporada nada espetacular, no Galo ele tem grande empatia com a torcida, sabe trabalhar o elenco e aportaria um conhecimento de gestão que precisamos para essa nova fase do nosso time. O campeonato japonês está para terminar e acredito (não sei ao certo), que seu contrato deva ter fim junto com a temporada. Seu nome: Levir Culpi.

Antes de terminar, um olhar para o lado. Milhões de famílias são alegradas ou entristecidas pelas partidas disputadas pelo Galo. Mas várias famílias são alimentadas pelo Galo. Algumas delas são humildes e necessitam dos salários, agora atrasados, para manter a comida sobre a mesa.

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Vergonha!

Seg, 20/10/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

A desnecessidade, a incompetência, a falta de bom senso, elementos que costumam produzir insucessos, ontem provocou VERGONHA. Menos mal, pois poderiam ter produzido TRAGÉDIA. Ontem, fui testemunha ocular dos dois maiores vexames que um torcedor pode vivenciar. E é com tristeza, mas com certeza de que devo me manifestar, que escrevo este post.

Lembro-me da minha infância e da vontade que eu tinha de ser policial. Entre os anos de 1997 e 1998 prestei serviços a essa corporação, no Batalhão de Missões Especiais, na época comandado pelo Cel. Severo Augusto. Ontem, meu sobrinho de nove anos e morador de Santa Catarina, que estava com seu tio Galo para conhecer o Mineirão e o clássico regional, passou a temer a polícia. Num ato de extrema infelicidade, desnecessidade total e falta de bom senso, dois policiais da polícia montada (que não têm nada a ver com a educada polícia canadense) achou que era o momento de dar uma volta no meio de uma aglomeração de Atleticanos, que nada de mal faziam, a não ser cantar aos quatro ventos o amor ao seu Time. Pura incitação burra à violência! Assim fizeram, pois sabiam que a torcida, ao ter cavalos sendo jogados em cima de seus corpos de forma ostensiva, reagiria. Por acaso eles pensaram que seriam recebidos com “por gentileza, vossa excelência nos faria o obséquio de não atiçar seu belo eqüino em nós?” Se assim pensaram, agiram como verdadeiros amadores, desprovidos da verdadeira essência da corporação centenária. Se fizeram essa “ação” deliberadamente, tinham como único propósito causar a confusão, o medo, o corre-corre. O que ganharam com isso? Após serem atingidos por um sem número de latas de cerveja (reação idiota da torcida), veio todo o aparato policial, que deveria estar na rua para proteger o cidadão. Para não levarmos bordoada da PM, tínhamos que implorar “tem criança aqui, porra!”. Só depois de muita conversa foi que consegui convencer meu sobrinho e minha irmã, com seu marido, de que poderíamos ir para o estádio. Que aquela ação não retratava a PM/MG como um todo. Vergonha!

O que começou mal, só poderia terminar pior. Após convencer meu sobrinho a continuar a jornada esportiva e até lhe comprar uma camisa do Galo para que ele levasse à Santa Catarina nossas cores, foi a hora de passar vergonha com meu time. Não sei exatamente o que aconteceu no vestiário, além do bate-boca entre dirigentes segundos antes de começar a partida. Só sei que o Galo não entrou em campo para ser saudado pela Massa. Lá fora, a festa estava linda. Teve Galo Doido radical, teve bichinho de pelúcia andando de motoca e outras atrações circenses, como um que mostrou habilidade em um varal (não entendi o número, acho que ele ficou preso…). Assim como o despreparo da PM causou-me vergonha, a ação do Galo dentro de campo contra o Cruzeiro também me deixou envergonhado.

Uma escalação estranha, onde o potencial destrutivo de cada um era explorado ao máximo, subiu para o gramado Juninho; Sheslon, Vinícius, Leandro Almeida e Elton; Denílson, Serginho, Márcio Araújo e Renan Oliveira; Marques e Castillo. Três jogadores que participaram da vitória sobre o Urubu, Marcos, César Prates e Rafael Miranda, estavam contundidos. Assim, sem peças de reposição para a lateral esquerda, o Marcelo resolveu improvisar colocando o Elton nessa posição e colocando o garoto Denílson no meio campo. Sabemos que o Elton já jogou nessa posição no Grêmio, na época do Adilson Batista. Talvez esse seja um dos motivos pelos quais os dois não estejam mais no tricolor porto-alegrense. A inexperiência do garoto Denílson e uma vontade titânica do Márcio Araújo de errar passes, faziam com que nosso sistema defensivo ficasse sobrecarregado. Sem qualidade no meio campo, onde a sombra do Renan Oliveira da semana passada buscava ser marcado pelo adversário, as jogadas passavam obrigatoriamente pelo veterano Marques, com suas arrancadas manjadas pelo oponente. Castillo? Ah, Castillo… ótimo zagueiro azul!

Sem as intervenções do Juninho, que mostrou segurança e, para mim, foi o melhor jogador do Galo, estaríamos perdendo antes mesmo dos 10 minutos do 1º tempo. O domínio de bola na primeira etapa foi inteiro azul, e o Galo assistia passivamente o passeio cruzeirense. Chutes cruzados e triangulações constituíam as jogadas preferenciais do ataque celeste, enquanto um cabeceio ou uma jogada de arrancada faziam parte do escasso volume de ataque Atleticano. Quando nos preparávamos para o intervalo, agradecendo o empate providencial, Jonathan, aos 42 minutos, acertou o canto do Juninho e inaugurou o nosso sofrimento.

Na etapa complementar, o Marcelo fez uma ótima substituição. O garoto Denílson deu lugar ao outrora atacante (agora lateral-esquerdo improvisado) Raphael Aguiar, que assumiu a ala esquerda para o retorno de Elton ao meio-campo. O Galo pareceu reagir. Apesar do descontentamento da torcida, a entrada do Pedro Paulo no lugar de Marques também conferiu maior contundência nas jogadas de ataque Atleticano. Podemos dizer que o Galo dominou por certo tempo. Mas a saída kamikaze de Elton para a entrada do Tchô (que deveria entrar sim, mas no lugar do Renan Oliveira), desguarneceu nosso meio-campo defensivo e o Galo voltou a ter o mesmo comportamento do primeiro tempo. Vareio de bolas na meta Atleticana, com direito a bola na trave e defesas importantes do nosso goleiro. 1X0 e quarta derrota para o Cruzeiro em 2008 pareciam já consolidados quando, mais uma vez, levamos mais um gol cruzeirense nos acréscimos. Pênalti em Elicarlos, depois do passe de Camilo (aquele mesmo que viria para o Galo). Guilherme fez 2 a 0.

Vitória do grupo mais forte sobre o mais fraco. Simples análise e que retrata a atual conjuntura dos fatos. Não há vergonha nisso. O placar foi justo e até econômico. Se houvesse vergonha em perder para o rival, eles não sairiam da cama. A vergonha está na falta de raça e inteligência do time do Galo neste jogo. Cadê a vontade em cada lance, a paixão em cada chute, a raça que vimos no último jogo? Levamos uma surra da polícia e outra do adversário, mas isso só acontece porque permitimos! Fazendo o nosso papel ao denunciar os abusos e exercendo os nossos direitos como torcedores exigindo entrega e planejamento do nosso time, dias tristes como o de ontem não se repetirão.

Continuamos em 12º lugar, com os demais candidatos ao rebaixamento encostando. A cada jogo, uma surpresa. Obrigado Davy, Anderson/BH, Alisson, Guilherme pai, Guilherme filho, Candice e todas as pessoas que estiveram conosco nesta jornada. Um beijo pro meu Pai e pra minha avó, aniversariantes deste findi. E um grande abraço para o Benny, Fabianna e Nicolas, que me deram a honra de conhecê-los.

Raça e espora afiada. Sempre!

O Tremor da Massa

Sáb, 18/10/08
por Christian Munaier |

Brasileiro 08: Cruzeiro X Atlético-MGArte: Benny the Dog

Salve, salve Massa!

Juninho; Sheslon, Vinícius, Leandro Almeida e César Prates; Serginho, Márcio Araújo, Elton e Renan Oliveira; Marques e Castillo. Essa escalação iniciará, daqui a pouco, o super-clássico mineiro. De um lado, o nosso Galo Vingador; do outro, uma raposa bem organizada e em busca da vitória que a credenciará ao título. Mais de 50.000 torcedores estarão lá no Terreirão da Pampulha para conferir, in loco, o resultado. Optaremos por perder o replay da jogada ou o tira-teima do impedimento dado, para poder sentir o Mineirão tremer. Tremura essa digna de movimentação das placas tectônicas, aqui também conhecida como Massa do Atlético. Eu estarei lá… e você?

Se estivéssemos disputando as primeiras posições na tabela, coisa que freqüentemente acontecia até bem pouco tempo atrás, tenho certeza de que estaríamos com um volume de compra de ingressos de dar inveja à Madonna. Mas são tempos de vacas magras e a simples equiparação com a torcida adversária já demonstra o quão a Massa está cansada… Eu entendo, foi muita promessa e pouco resultado. Mas eu estarei lá e empurrarei o time do meu coração! Por que?

Sabemos que são 11 contra 11, mas a pressão que a torcida passa no jogo pode surtir algum efeito. Assim como o seu sucesso depende das suas capacidades, o sucesso do Galo dependerá dele. Mas eu te pergunto: Qual sujeito terá condições de vencer na vida? Ambos foram ótimos estudantes e tiveram oportunidades de estágio. Contudo, a mulher de “A” o incentiva a fazer seus projetos tornarem-se realidade, vibra com as pequenas vitórias e celebra as grandes. Quando necessário, cobra postura adequada! E, nos momentos de aperto, é companheira e escudo. A mulher de “B”o desestimula nas pequenas vitórias (”você não fez mais do que sua obrigação!”), só agrada o marido quando este traz o dinheiro pra casa e, principalmente, para suas gigantescas vaidades. E ser for pouco, ainda levará cadeirada… Por isso, o Galo contará com sua apaixonada torcida, que agita o Mineirão, fazendo com que o Atlético seja muito mais do que apenas um dos times inscritos no Campeonato Brasileiro.

A torcida adversária estará lá também. São nossos irmãos, primos, amigos do peito. Terminado o jogo, voltaremos com nossas experiências e as contaremos aos que não foram. Que sejam experiências de grandes jogadas, belos gols e, principalmente, de muita paz!

Raça e espora afiada. Sempre!

O Torcedor é o Freguês!

Qui, 16/10/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

Com o zero absoluto no quesito tolerância para a falta de respeito de adversário e mantendo as fronteiras abertas aos irmãos de boa-fé, preparamo-nos para mais um confronto com a honorável raposa. É confronto histórico, fornido e forjado nas terras altaneiras das Alterosas. É jogo que movimenta massas e libera toxinas suficientes para envelhecer 2 anos em 2 dias. O mineiro poderia viver até os cento e cinqüenta anos, em média, se não comesse gordura trans, açúcar e se não existisse o clássico regional… Você já imaginou que vida mais sem graça?! Na humildade, vamos que vamos sustentar nossa história, defender o nosso terreiro e mostrar quem é o maior de Minas.

Papo bom é falar de futebol. É conversa gostosa e que dá prazer. É quase tão bom quanto falar da pessoa amada, ou da(s) mulher(es) desejada(s)… Falar dos grandes clássicos, como bem narrou o colunista Bruno Vicintin no blog do meu arqui-brother Benny. De vitórias e derrotas um super-clássico é feito! Se cada um dos clássicos acontecidos até hoje fosse uma página de um livro, teríamos um belo compêndio de 457 páginas de dedicadas aos jogos, e mais umas 50 dedicadas aos principais jogadores que estrelaram esses jogos. Craques como Natal, Dadá, Zé do Monte e Alex. Taffarel, Tostão, Reinaldo e Nelinho. 187 páginas seriam do Galo e 148 do rival. 122 para o empate chocho. Espero que a 189ª página seja escrita neste próximo domingo! Papinho ruim e demorado é aquele que, em véspera de clássicos, acomete os sem bagagem argumentativa. “O meu time venceu o seu, mais vezes do que o seu venceu o meu, na Era Mineirão…” Mas vá, é mesmo? E quem venceu mais vezes o outro durante o período da novela ‘Mulheres Apaixonadas’? E em jogos nas noites de lua cheia, qual é o freguês?

Freguês mesmo, ou cliente, é o torcedor. Esse gosta e tem direito a bom espetáculo, ao grito de gol, às lágrimas de tristeza ou alegria. Somos nós que pagamos o ingresso e queremos ver um show. Pode ter chapéu, pode ter carrinho; pode ter olé, pode ter assobio. Só não pode falta raça e a entrega do meu Time! E é com o espírito renovado, mas nunca abalado pois somos Atleticanos, é que vamos para mais um Atlético e Cruzeiro. Final de semana de comemorações. No sábado, aniversário da amada velhinha chamada Henriqueta; no domingo, aniversário do meu pai. No Terreirão da Pampulha estaremos eu e ele, e as duas grandes nações, ambas mineiras. Dia bom pra comemorar. Dia de paz, dia de glórias!

Raça e epora afiada. Sempre!

Arte: Marcelo Vargas

3 Motivos para Sorrir – Episódio III

Dom, 12/10/08
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

 

Alegria / Como la luz de la vida / Alegria / Como un payaso que grita / Alegria / Del estupendo grito / De la tristeza loca / Serena / Como la rabia de amar / Alegria / Como un asalto de felicidad.
Del estupendo grito / De la tristeza loca / Serena / Como la rabia de amar / Alegria /Como un asalto de felicidad.

Episódio III: A Alegria é “Alvinegra”! 

Assim como num espetáculo que nos faz rir e faz chorar, a alegria que sentimos após essa vitória maiúscula é honesta e merecida. Alegria, a essência do futebol! “Como a fúria de amar… Como o começo da felicidade!” Essa alegria é a Justa Paga, é o saldo da receita X despesa da contabilidade futebolística. Faz parte do Circo do futebol as vitórias e as derrotas, e o palhaço não é aquele que perde. O palhaço é aquele que não sabe vencer ou perder. E esse personagem só existe para fazer rir a criança interior que temos em cada um de nós.

De volta pra casa, depois de assistir à epopéia no Maracanazo Atleticano, sinto essa alegria incontida, e um respeito enorme pelo time que enfrentamos. Apesar de adversários históricos, os flamenguistas demonstraram ontem o amor ao time e mobilizaram suas falanges. Coisa que sempre fizemos na nossa casa, salvo quando o protesto se fez necessário, pois não podíamos aceitar tantos desmandos. Tempos inglórios aqueles, quando tivemos que sacrificar momentaneamente a alegria de estar entre irmão e cantar o nosso amor ao Galo.

O momento não é muito diferente do que vivemos até agora. Não vamos nos esquecer dos tropeços tidos para não ter que vivê-los novamente. Humildade na medida certa, gana de vencer na medida certa, e entender de uma vez por todas que esse é o Atlético Mineiro, camisa-hino-torcida que faz marmanjo sentir saudade do colo da mãe. Portanto, Massa, garanta o seu ingresso e, com muita paz, vamos a Mineirão apoiar o nosso Time.

Ontem, ao final do jogo, estávamos reunidos novamente eu e o nosso irmão Davy, e os amigos flamenguistas Ricardo, Ferretti e Osdilson. Em mais uma demonstração de amizade e cuidados, esses amigos me levaram para a festa de aniversário de parentes, onde pude conhecer grandes vascaínos, tricolores, botafoguenses, mais flamenguistas e duas Atleticanas extremamente saudáveis: a esposa do Davy, Elisângela, e a pequena Natália. A casa que nos aguardava estava repleta de familiares e, no parapeito, duas bandeiras do Galo tremulavam numa batalha contra o vento, mais parecendo BH ao invés de Jacarepaguá. Como não se lembrar das palavras eternizadas por Drummond?

“Se houver uma camisa branca e preta pendurada no varal durante uma tempestade, o atleticano torce contra o vento.”

Fotos e mais risadas, comentários do jogo e da tabela, e convites – aqui reforçados – para que eles se juntem à Massa Atleticana no próximo sábado. Além do clássico regional, no sábado teremos o aniversário da Vó Henriqueta (88 anos) e no domingo o aniversário do meu pai, grande Atleticano que já prepara a carne moída para o churrasco. Será mais um final de semana de festa, da boa e verdadeira festa do futebol e da família.

Em outro canto, o Bozovil (Bozo + Clodovil) lamentava o chope choco da festa da vitória.

Horas mais tarde terminava a viagem ao Rio. Na bagagem os 3 pontos, e novos amigos com muitas histórias para contar.

Assim termina a trilogia “3 Motivos para Sorrir – a epopéia do Maracanazo Atleticano”:

- A Família é “Alva”!

- A Raça é “Negra”!

- A Alegria é “Alvinegra”!

Os agradecimentos a todos que participaram de mais essa jornada do blogueiro e o Terreirão nos palcos do futebol. Participe e comente os outros textos, clicando aqui e aqui.

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O terceiro gol do Galo foi também o gol da base, o gol da “criançada”, numa comemoração prévia do Dia das Crianças. Para muitos de nós que pedimos contratações e reforços, bem como a troca do comando técnico, faz-se mister dar a mão à palmatória e parabenizar o conjunto Atleticano, os jogadores da base e o Marcelo Oliveira. Desde o primeiro jogo, esse técnico apostou em cada um dos autores dos gols, bem como em cada um dos jogadores que contribuíram para a vitória em cima do Flamengo, no Maracanã. E fechando com chave-de-ouro uma vitória que poderia ter sido mais elástica, o zagueiro Leandro Almeida. Num toque espírita do Castillo, caído dentro da área, e de puro oportunismo do Márcio Araújo, Bruno fez uma defesa parcial e deixou a bola nos pés do Almeida, que chutou como se estivesse na própria meta, salvando um gol em cima da linha. Gol da crença do comandante, a quem aqui dedicamos essa vitória. Parabéns, Marcelo!

Raça e espora afiada. Sempre!

Foto: Andre Mourao/AGIF/Agencia O Globo


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