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Chapecoense vs Atlético

qua, 17/03/10
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

Depois de tanta polêmica por conta do uniforme de treino do Galo, apresentado ontem junto com a coleção 2010 atleticana, vamos tratar de Copa do Brasil. O debate deste assunto vamos manter no post abaixo e nos concentremos, neste post, no assunto que move nossas paixões: o futebol. Se quiserem saber minha opinião sobre os novos uniformes, leiam o comentário nº114 do Bastidores do CT.

A parada será torta no interior catarinense. Quando fiz os primeiros estudos dos prováveis confrontos do Alvinegro, havia projetado o Brasiliense como nosso adversário na segunda fase. Nem era pelo futebol, mas pelo meu desejo de ir ao Distrito Federal ver o jogo. O time de Santa Catarina fez valer o mando de jogo no primeiro confronto e garantiu sua classificação.

Enfrentaremos uma Capecoense em crise, com treinador recém empossado e com jogadores aflitos para mostrar trabalho. Todo mundo sabe como um time assim se comporta, com a faca entre os dentes. Dos nossos problemas, não teremos os lesionados Correa, Ricardinho e Tardelli. Por isso, o Atlético deverá manter o 4-3-1-2 do jogo passado contra a Caldense (Galo 4X0 Caldense), ratificando a condição de titular de Júnior, Fabiano e Renan Oliveira. Sequência importante para estes jogadores, permitindo-os demonstrar que a boa atuação apresentada no último sábado não foi em decorrência do alinhamento dos astros que acontece de 100 em 100 anos. Dependendo do resultado, Vanderlei Luxemburgo poderá redefinir o time para o 4-5-1 ou 4-3-3, ainda com os mesmos jogadores.

Aranha; Coelho, Cáceres, Xerife CAMpos e Júnior; Zé Luís, Fabiano, Evandro e Renan Oliveira; Murisoccer e GalObina. Este time poderá eliminar o jogo de volta e passar direto para a terceira fase, muito provavelmente para enfrentar o Sport Recife. Ou poderá fazer um placar que facilite as coisas no Mineirão, no segundo jogo. De qualquer forma, espero que façam valer os R$70 mangos cobrados pela diretoria chapecoense do torcedor atleticano. É preço cobrado em espetáculo de primeira!

Depois do Apito

 

Colaboração: Athos Gabriel

Colaboração: Athos Gabriel

 

Estreando uniforme novo, o Atlético sofreu seu primeiro revés na Copa do Brasil e sua segunda derrota do ano para times do mesmo tamanho. Uniforme devidamente batizado e 2º jogo apalavrado.

O formato “copa” é isso mesmo. Um time pode estar mal em um campeonato de pontos corridos, que premia a regularidade nas várias partidas, que, numa outra competição em sistema mata-mata, pode se dar bem. A Chapecoense vem de uma participação medonha no campeonato regional e parecia ser presa fácil para o Atlético, na noite desta quarta-feira. Mas o Galo foi displicente, principalmente nos dez primeiros minutos de jogo, e levou um gol do lateral-direito Sagaz. Terá que reverter o resultado em Belo Horizonte, quando necessitará de vitória com dois gols de diferença.

Fique tranquila, Chapecoense. Em nossa casa acertaremos as contas.

O Galo entrou com dois atacantes e dois armadores. Obina e Muriqui mais plantados à frente, buscando alternar as jogadas nas laterais com os lances de área. Obina, principalmente, jogando de costas para a defesa adversária fazendo o pivô. Renan Oliveira posicionou-se mais próximo aos atacantes. Coelho apresentou-se no ataque e também finalizou, assim como Fabiano e até mesmo Jairo Campos. No segundo tempo entraram Marques (Muriqui) e Leandro (Júnior). Mas o 1X0 permaneceu inalterado – graças, diga-se de passagem, a uma boa intervenção de Aranha ainda no primeiro tempo.

Em condições normais de temperatura e pressão (da Massa Atleticana), não será nenhum esforço hercúleo vencer o time de Santa Catarina. Ainda mais se jogarmos com o time completo (Correa, Ricardinho e Tardelli). Mas será fundamental que o time de Vanderlei Luxemburgo entre ligado desde o 1º segundo de jogo. Quando é que decretaremos extinta esta mania do time de tirar uma soneca nos primeiros minutos de jogo?

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Arte: Fred Kong

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Atlético vs Caldense

sáb, 13/03/10
por Christian Munaier |

galoXcaldense

Antes do Apito

Aranha; Coelho, Cáceres, Xerife CAMpos e Júnior; Zé Luís, Fabiano, Ricardinho e Renan Oliveira; Murisoccer e GalObina. O Mineirão receberá um Galo, pela 9ª rodada do Campeonato Mineiro, com algumas alterações importantes, tanto para a avaliação do técnico Vanderlei Luxemburgo quanto para a Massa Atleticana.

As vagas de Correa e Tardelli, ambos encostados no Departamento Médico, serão preenchidas por Fabiano e Renan Oliveira. Zé Luís retoma sua vaga, até então ocupada por Jonílson. Júnior, que aproveitou muito bem a oportunidade dada por Leandro, expulso, manteve-se titular. Do 4-3-3 e suas variações, vamos para o 4-4-1-2 definido, com o garoto-prodígio fazendo as vezes do “1” meia-armador-atacante.

O Atlético deste sábado poderá ser mais lento. Deixamos de ter os volantes-velociraptors, com a saída de Jonílson e do não aproveitamento de Carlos Alberto, no lugar de Correa. Faz sentido! Ganhamos com a qualidade do passe e colocação de Zé Luís, que retorna de lesão na panturrilha, e Fabiano, que está obrigatoriamente escalado para o término da colheita no Arrozal no dia 24, ganha mais entrosamento com os companheiros. Jogar com a Caldense, com todo o respeito que o adversário merece, permite fazer esse tipo de trabalho. Jogo bom pra levar a família e para ver o Galo evoluir.

Depois do Apito

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Típico jogo que redime os “pecadores”. Ser aplaudido de pé pela Massa Atleticana não tem sido uma constante na vida do Garoto Prodígio. Mas Renan Oliveira fez por merecer tal mesura. Fez gol de craque, jogada de craque, assistência de craque. Viveu o seu “Craque por um Dia” na tarde-noite deste sábado. Assim como ele, também tiveram seus momentos o volante Fabiano, o armador Evandro (que entrou no início do jogo, no lugar do lesionado Ricardinho) e o goleiro Aranha, outros três atletas bastante questionados pelo futebol até aqui apresentado. Show de bola! Que vivam “Um Ano de Craque”.

Nada como uma vitória por 4 gols dentro de casa. A Caldense foi adversária tinhosa nos 45 minutos iniciais de partida. Se tivesse mais qualidade na definição, teria sido premiada com um gol no primeiro tempo, tamanha a quantidade de oportunidades criadas em seus contra-ataques. Bem postada defensivamente, aproveitava as ligações diretas da defesa com o ataque e jogadas pelas laterais para chegar ao gol de Aranha. Já o Galo, enquanto teve seus alas estacionados na defesa, mantinha maior posse de bola, mas não chegava com perigo ao gol adversário. Foi aumentar o poder de ataque alvinegro com as penetrações em diagonal de Júnior e Coelho, e a presença na área de Renan Oliveira e Fabiano, pro cenário mudar favoravelmente para o Atlético.

O arsenal atleticano está cada vez mais variado. O elenco de Luxemburgo começa a mostrar o seu potencial. Os dois primeiros gols do Galo não resultaram da fragilidade do time de Poços, mas de jogadas que poderiam acontecer contra times de qualquer grandeza. O domínio de bola de Renan e seu chute de bate-pronto, e o tirambaço de fora da área no gol de Fabiano fizeram a Massa explodir de alegria e inflaram ainda mais o ego (justíssimo) do treinador, pois ambos foram suas apostas para um jogo truncado, onde os atacantes (Obina e Muriqui) seriam marcados muito de perto. Obina e, outra vez, Fabiano, deram números finais à partida – que poderia ter registrado outros gols atleticanos, se a trave não tivesse atrapalhado, e um gol do visitante, se o Aranha não tivesse dado a sua contribuição.

Descontada a pouca força do time do interior, vejo uma movimentação cada vez mais consciente do time de Luxemburgo. Laterais que se transformam em opções no meio, volantes que se apresentam para a finalização, jogadas ensaiadas nas bolas paradas… Montagem de equipe campeã começa assim. Mas sabemos todos que estes são apenas os primeiros passos. De todos os quesitos que ainda faltam aprimorar, Postura de Vencedor é o item em franco desenvolvimento. Parabéns, galera!

Off-Topic: Evolução é a palavra de ordem. No Galo, não só o time procura aprimorar o seu trabalho, como também as ações de marketing. Estão previstas várias ações para o lançamento do Manto Sagrado da Terra dos Inconfidentes. Outdoors, hotsites, e horários especiais de funcionamento das unidades da Loja do Galo estão programados. Parabéns aos idealizadores. Resta saber como ficará a arte final da camisa. Não vi, mas acredito que será como as demais: perfeita. Tem o escudo centenário do Maior de Minas? Eu compro!

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Arte: Fred Kong

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América-TO vs Atlético

ter, 09/03/10
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

Hora de engrenar uma sequência de jogos com vitórias convincentes. Depois do 7X0 contra o frágil Juventus/AC, pela Copa do Brasil, e do 5X2 contra o Uberlândia, pelo Campeonato Mineiro, tudo o que a Massa quer é a vitória sobre o América de Teófilo Otoni. E… Gol do Obina.

O Galo que jogará a partida desta quarta terá menos gringos em campo. Carini continua no Departamento Médico. Jairo CAMpos, suspenso pelo 3º cartão amarelo. Nem Uruguai, e nem Equador. O certo mesmo é que teremos um paraguaio em campo. Poderá ser o Cáceres, se este não for suspenso pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). Na sua falta, o compatriota Benítez. Mais uma vez a zaga será modificada. Para o melhor entrosamento, precisamos que a formação titular – CAMpos e Cáceres – jogue o máximo de partidas seguidas.

O América do Vale do Mucuri está invicto em seu estádio desde 2008. Com as dimensões do campo reduzidas, o Atlético precisará manter o máximo de atenção às subidas de seus laterais, pois os contragolpes poderão ser mortais. Não me surpreenderei se o técnico Vanderlei Luxemburgo optar por dois volantes de contensão rápidos, como Jonílson e Carlos Alberto para cobrir as costas de Coelho e Leandro (Júnior). O 4-4-2 poderá ser a tônica desta partida, assim como fora no jogo do Acre. Espero que o resultado seja o mesmo.

Há quem acredite que Tardelli esteja sendo preparado para ser o camisa 10 do Galo. Uma espécie de Ronaldinho Gaúcho, que busca a bola, serve aos companheiros e aparece para finalizar. Futebol pra isso ele tem! Não acho que seja por aí. O fato é que o seu posicionamento não é o mesmo de 2009. LuxaGalo sabe o que faz e espero, sinceramente, que o nosso DieGOL tenha ainda mais sucesso do que no ano passado. Ao seu lado, neste jogo, deverá ter o artilheiro do Galo, Obina. Marques e Muriqui correm por fora. Se o esquema for com 3 atacantes, gostaria de ver o Marques iniciar a partida. Ele tem jogado para ser titular, e não para ser o “homem surpresa” do segundo tempo.

Goleiros: Aranha e Renan Ribeiro
Laterais: Coelho, Júnior e Leandro
Zagueiros: Cáceres, Benítez e Werley
Volantes: Carlos Alberto, Correa e Jonílson
Meias: Evandro, Fabiano, Giovanni, Ricardinho e Renan Oliveira
Atacantes: Diego Tardelli, Marques, Muriqui e Obina

Aranha; Coelho, Cáceres (Benítez), Werley e Leandro; Jonílson, Correa e Ricardinho; Marques, DieGOL e GalOBina. Este é o meu time. E o seu? Escale e justifique. E faça isso antes que saia mais um gol do Obina.

Depois do Apito

Colaboração: Athos Gabriel

Colaboração: Athos Gabriel

O Atlético voltou a jogar abaixo do seu verdadeiro potencial. Repetindo os mesmos erros de posicionamento da sua defesa, permitiu ao time de Teófilo Otoni marcar dois gols no primeiro tempo. Um gol num chute de fora da área, encobrindo o adiantado Aranha, e outro gol em cobrança de escanteio. Nenhuma novidade. Passadas já várias semanas de temporada 2010, os erros recorrentes mantêm as dúvidas sobre a forma física e técnica dos goleiros atleticanos até aqui testados, Aranha e Carini. Será que precisamos da contratação de um outro arqueiro? Lauro, goleiro preterido no Inter, poderia estar a caminho? Será que os atuais necessitam amargar um banco para o jovem Renan Ribeiro, o único ainda não testado? E seria hora deste teste? E os gols de escanteios, como evitá-los? A maldição do corner continuará a nos atormentar até quando?

Se, neste jogo, acontecessem apenas os erros contumazes dos atletas alvinegros, o problema seria menor. Mas os erros de arbitragem não param de acontecer. É um tal de cartão amarelo por espirrar sem por a mão que tá difícil de aguentar. Tô vendo a hora que um jogador será expulso por fazer um pum na frente do juiz. Até ontem, futebol era jogo de força física, feito para ser praticado por quem não tem medo de contato. Agora, qualquer esbarrão é punido com cartão. Assim, vimos o lateral Leandro sair de campo antes mesmo do término do primeiro tempo.

A sorte é que, ao mesmo tempo que errávamos, o acerto se fazia presente, assim como a sorte. Mesmo jogando com três atacantes – Tardelli, Muriqui e Obina –, os atletas que conseguiram transformar oportunidades em gols foram os jogadores da retaguarda. Primeiro, Coelho em cobrança de falta, violenta, dificultando para o goleiro americano. Depois, cobrança de escanteio de Ricardinho, tão bem cobrado que Osvaldir não resistiu e mandou para as próprias redes. Gol salvador, pois foi anotado no último suspiro de jogo.

No segundo tempo não houve futebol. Tudo, menos o esporte bretão. No arrozal que se transformou o campo, duas equipes se amontoavam de um lado e do outro tentando fazer a bola rolar. Júnior, no lugar de Muriqui, e Fabiano, no lugar de Ricardinho, entraram na segunda etapa, mas não tiveram condições de fazer alguma diferença. Sem condições de jogo, o árbitro achou por bem suspender a partida logo no começo. Tentou de novo, e o resultado foi o mesmo. Mal havia completado 20 minutos de jogo, Emerson de Almeida Ferreira comunicou a suspensão definitiva da partida. Os 25 minutos restantes serão jogados em outra data, ainda a ser marcada.

América-TO 2X2 Atlético Futebol no Arrozal

América-TO 2X2 Atlético Futebol no Arrozal

Querem saber? Foi bom! Foi bom mesmo o jogo ser interrompido. O Galo não estava bem. Os 45 minutos iniciais e únicos de jogo mostraram um Atlético confuso dentro de campo. Não foi nem sombra do time envolvente que ganhou os últimos dois jogos. O jogo foi paralisado tendo Aranha, Coelho, Cáceres, Werley e Júnior; Jonílson, Correa e Fabiano; Diego Tardelli e Obina. Com os dez remanescentes, Luxemburgo poderá reverter este quadro e fazer o Galo aproveitar melhor o tempo restante. Terá tempo de sobra pra isso!

(Acho que é o caso de colocar aqui um “continua…”)

***

A Batalha do Arrozal – A saga continua

BATALHA

No melhor estilo “Não queria ver de novo”, eis que a F. Maracutaiense F. decidiu que era hora de punir o Atlético e não aceitou o bom senso como argumento para protelar a continuação da Batalha do Arrozal. Assim, América-TO e Atlético irão jogar os 25 minutos que faltam nesta quarta-feira. Como o Galo teve um jogador expulso (Leandro) e já fez duas substituições (entraram Júnior e Fabiano para a saída de Ricardinho e Muriqui), jogaria com dez atletas podendo fazer uma substituição. Acontece que dois atletas que participaram daquele jogo se lesionaram (Correa e Tardelli). Como resta apenas uma troca, o Alvinegro entrará com nove em campo: Aranha; Coelho, Werley, Cáceres e Júnior; Jonílson, Fabiano e Evandro; GalOBina.

Júnior tem jogando bem e, em 25 minutos, poderá se doar como se tivesse 20 anos de idade. Preocupa-me Fabiano e Evandro, pois têm jogado pouco. Quando entram, sentem a dificuldade natural da falta de entrosamento. Serão fundamentais, assim como Jonílson, como alternativas de ataque. Tratem de acertar o pé! As jogadas de bola parada e ligações diretas da defesa para o ataque deverão ser as armas atleticanas. Mesmo jogando apenas com o roupeiro e o massagista, o Clube Atlético Mineiro sempre entrará em campo pra vencer.

Suspenso – O TJD suspende e adia a partida

Ao invés de passar esse carão diante da mídia nacional, a F. Maracutaiense F. deveria ter levado em conta o bom senso na hora de marcar a continuação da Batalha do Arrozal. Não fez? Levou um corretivo do Tribunal de Justiça Desportiva, que suspendeu o jogo desta quarta-feira, adiando para uma data ainda a ser marcada. Sinal de inteligência!

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Arte: Fred Kong

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Atlético vs Democrata/GV

sáb, 06/03/10
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

Para engrenar de vez e caminhar, de forma definitiva, rumo a um 2010 melhor que 2009, nada mais apropriado do que vencer dentro de casa o Democrata de Governador Valadares. Qualquer outro resultado será sinônimo de dor de cabeça. Já que o foco é mesmo o título do Regional, segundo palavras do presidente Alexandre Kalil, todos os pontos disputados dentro de casa são obrigatórios para o Atlético. Até aqui, apenas o Tupi forneceu-nos a totalidade dos pontos. Os outros times (América, Ipatinga e o time serelepe), ou nos tiraram 2 pontos, ou 3. Portanto, a expectativa de todos nós é de uma vitória consagradora neste sábado.

Arrebanhar a vitória e fazer o dever de casa são o foco do time de Vanderlei Luxemburgo. Os próprios jogadores sabem que não existem mais desculpas para um revés diante da torcida. Tempo para o preparo já foi substancial e as condições do gramado são as melhores possíveis. As ausências de jogadores do quilate do Tardelli e Correa poderão ser sentidas, mas que equipe não tem esse tipo de problema? Por isso o Galo tem um elenco com mais de onze jogadores.

Aranha; Coelho, Xerife CAMpos, Cáceres e Júnior; Jonílson, Carlos Alberto, Ricardinho e Renan Oliveira; Murisoccer e GalObina. Mais uma oportunidade para a nossa zaga titular acertar os ponteiros e outra chance para o goleiro aracnídeo recuperar a sua forma. Com dois volantes rápidos e destruidores, as costas de Coelho e Júnior, notadamente mais alas do que laterais, estarão guardadas. Ricardinho fará o papel do terceiro homem de meio de campo, dando combate ao mesmo tempo em que cadencia o jogo, enquanto Renan Oliveira jogará mais próximo aos atacantes. Muriqui e Obina formarão a dupla no ataque.

É chegada a hora de mostrar serviço. Tenho certeza de que todos na Cidade do Galo concordam. A Tsunâmica está sedenta de bom futebol no Sagrado Templo do Futebol. O empenho e desenvoltura apresentados no jogo contra os rivais da enseada precisam ser apresentados outra vez, só que com resultado (e juiz) diferente. Queremos ver o Obina pedir uma tracklist inteira no Fantástico.

Depois do Apito

Não houve goleada, nem mesmo um gol de Obina. O Bom Baiano, comensal contumaz das noites de domingo, passará em branco no Fantástico deste fim de semana. Mas a raça e vontade de vencer estiveram presentes no jogo de ontem. Aranha; Coelho, Cáceres, Campos e Júnior; Jonílson, Fabiano, Ricardinho e Renan Oliveira, Muriqui e Obina subiram ao gramado do Gigante, diante de um pouco mais de dez mil pagantes, buscando mostrar à torcida que o trabalho feito está no caminho certo. Verdade que, para que o Galo jogue um futebol que realmente convença a Massa Atleticana, ainda falta bastante. Mas, para computar os três pontos e o descanso para a mente da comissão técnica e jogadores, a vitória sobre o Democrata/GV foi o suficiente.

Toda vitória traz, a reboque, a paz para dar prosseguimento ao trabalho feito. A Cidade do Galo estará mais tranquila depois deste sábado. Graças ao gol de outro bom baiano, Junior. Sem Tardelli a atrair parte da marcação adversária e sem suas jogadas pelas laterais, o Galo precisou de quase 70 minutos para furar a retranca da Pantera para tirar o zero do placar. Obina e Muriqui faziam o possível, dribles e pivôs dentro da área. Com poucas oportunidades dos atacantes, eram os homens do meio e das alas que mais tentavam chegar à meta adversária. Jonílson, Coelho e Renan Oliveira – que tem progredido sim – buscavam o gol, mas a defesa e a pontaria lhes atrapalhavam.

Venho defendendo aqui (leia alguns “Antes do Apito” atrás) a formação com Junior e Marques pela esquerda. Estão com fome de bola, bom condicionamento e alegria de jogar. A comemoração do gol de Junior ilustra bem essa jovialidade. Foram cruciais nesta partida. Poderiam ganhar a titularidade para a próxima.

Se o ataque não se mostrou efetivo, a defesa atleticana postou-se mais sólida neste jogo. Cáceres jogou sua melhor partida até aqui, e, CAMpos, imperial. Primeira partida do Mineiro que não levamos um gol, e começo a dar muito valor pra isso. Aranha continua estabanado, mas fazendo defesas importantes. Se tiver uma sequência que lhe dê confiança, poderá trazer a segurança que todos nós precisamos.

Vejo os jogos dos times em formação, como Grêmio, Inter, São Paulo, Corinthians, Palmeiras, e constato que todos têm enfrentado dificuldades em jogos aparentemente fáceis, justamente por estarem em período de estruturação. Acredito fortemente que estamos no caminho certo. Mas minha crença não vem deste jogo, mas do fato de que, a cada partida, o Atlético está superando as dificuldades naturais (e outras não naturais) da formação de uma equipe campeã. Várias táticas testadas, gols anotados não apenas pelos atacantes, defesa encontrando a melhor forma de jogar, controle emocional…

Não é uma goleada que mostra o potencial de um time (é claro que mostra o poderio ofensivo), mas as suas variações e consistência. Por isso, sigamos em frente confiantes, porque este time vai dar liga!

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Arte: Fred Kong

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Uberlândia vs Atlético

sáb, 27/02/10
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

E quando você acha que está encerrando o trabalho de montagem do grupo atleticano, e de definição das alternativas táticas, eis que surgem fatores novos que mexem com a cabeça da Massa Atleticana. Até aqui, dois esquemas estavam bem claros: 4-3-3, com Obina, Tardelli e Muriqui; 4-4-2, com Renan Oliveira no lugar de Obina ou Muriqui. No gol, ou Carini ou Aranha. E, na ausência de um dos zagueiros, o prata da casa Werley. De repente, somos surpreendidos no jogo em Rio Branco, com Junior reassumindo a lateral-esquerda e a presença dos volantes Jonílson e Carlos Alberto, além do ressurgimento de Evandro.

Assim, seguimos para a sétima rodada do Campeonato Mineiro de 2010 sem a menor ideia de quem entrará em campo. Isso é ruim? Não. Isso é um sinal dos tempos. Fim da era monotática de outrora, que condenava o time à obviedade. O Atlético caminha para um patamar sólido sustentado pelas diversas opções de composição, permitindo ao técnico variar sua formação conforme as necessidades. Graças à coragem do treinador de ousar, em busca do acerto, mesmo tendo que conviver com os erros oriundos desta procura.

Carini não estará nem mesmo no banco. Segundo o clube, o uruguaio sentiu a panturrilha. Muitos de nós desconfiamos de uma possível saída. Zé Luís continua no departamento médico, junto com o volante Serginho, que há muito está encostado no estaleiro. Rafael Cruz, lateral-direito recém contratado, não está regularizado para jogar ainda.

Goleiros: Aranha e Renan Ribeiro
Laterais: Coelho, Leandro e Júnior
Zagueiros: Cáceres, Jairo Campos e Werley
Volantes: Correa, Fabiano, Carlos Alberto e Jonílson
Armadores: Evandro, Ricardinho, Giovanni e Renan Oliveira
Atacantes: Diego Tardelli, Muriqui, Obina e Marques

Já que o time que enfrentará o Uberlândia, neste domingo, é um completo mistério, escalo o time que gostaria de ver em campo. Aranha; Coelho, Cáceres, Xerife CAMpos e Júnior; Jonílson, Correa e Ricardinho; GalObina, DieGOL e Marques. Júnior mostrou, no último confronto, que tem muito futebol ainda pra oferecer, e seria uma excelente alternativa de armação pela esquerda, numa dobradinha balzaquiana, mas extremamente produtiva, com o Messias; Ricardinho e Tardelli pela direita. Jonílson e Correa dariam a proteção ao meio-campo, e Coelho ficaria um mais preso no setor defensivo, abusando dos lançamentos nos contra-ataques. No segundo tempo, o merecido descanso para os mais “experientes” com a entrada de Murisoccer (Marques) e Leandro (Junior).

Escale o seu time e justifique. Vamos bancar uma de Luxemburgo. Fique a vontade e aproveite para dar uma banana pro adversário…

Depois do Apito

Colaboração: Athos Gabriel

Colaboração: Athos Gabriel

Ê, Galo véio de guerra. Cada jogo seu é uma fábula. Vencer nunca é o suficiente. Tem que ter história pra contar. Precisa ter contornos inusitados, ter assunto que irá render durante a semana. Seria muito pouco sair do Parque do Sabiá com uma sonora goleada no time da casa, com o centroavante consagrado e três pontos redentores. Que graça teria sapecar o valente Uberlândia com a mão cheia?

O Atlético entrou em campo com licença para matar o jogo logo no primeiro tempo. Aranha, Coelho, CAMpos, Cáceres e Leandro; Jonílson, Correa e Ricardinho; Muriqui, Tardelli e Obina entraram com vontade de manter a sequência de vitórias com placares elásticos. Durante os primeiros minutos – momento em que os adversários se estudam e período no qual o Galo costuma sofrer gols – Atlético e Uberlândia se respeitaram e buscavam as brechas para atacar. Paulo Roberto, do time do triângulo, era o jogador que mais perigo levava à nossa meta, tendo duas oportunidades de abrir o placar. O time alvinegro mostrava-se entrosado e com fome de gols. Coelho e Leandro alternavam as subidas; Correa, Ricardinho e até Jonílson adiantaram-se um pouco mais, encostando no trio de ataque.

Mas o primeiro gol atleticano não foi de jogada bem tramada, e sim de um chute do Obina de fora da área, com veneno, acertando o ninho do sabiá. Golaço que abriu a porteira, tornando o jogo próprio para o esquema ofensivo do Atlético. Segundo gol de Obina, no cruzamento primoroso de Coelho pela direita, e o gol de Muriqui, num passe de craque do Tardelli. Com objetividade e – principalmente – solidariedade, o Senhor das Alterosas foi construindo a vantagem que tanto queria, indo para o intervalo com um confortável 3X0.

“3 gols do Obina, no mínimo, é que vamos aceitar”, comentávamos na praça de Nova Serrana, no intervalo do jogo. O bom baiano não nos decepcionou. Logo no início do segundo tempo, agora em jogada muito bem trabalhada pela esquerda com Tardelli, Ricardinho e Leandro, a bola foi encontrar mais uma vez o Turbina Obina, que anotou o seu terceiro. 4X0 e motivo de muita alegria. Se não fosse…

Se não fosse a acomodação típica que recai sobre um time que vence com folga uma partida, não teríamos levado os dois gols da forma como aconteceram; um deles, digno de roteiro de comédia da Sessão da Tarde. Aranha, ao tentar driblar o atacante adversário, atrapalhou-se todo, protagonizando mais um capítulo da novela “Temos goleiro?”, assunto que deverá render nessa semana mais do que o paredão do BBB. Assim como me posicionei quando da falha de Carini, vou me colocar ao lado do aracnídeo. Falhas acontecem e precisamos saber conviver com elas. Mas que, num jogo mais apertado, essa patuscada poderia ter nos custado caro, poderia.

Com o susto, o Atlético voltou a jogar sério e as substituições de LuxaGalo resultaram em mais um gol. Desta vez, Carlos Alberto (!) contribuiu para a vitória maiúscula atleticana, completando de cabeça o cruzamento de Júnior, dando números finais. Poderia ter feito mais um, mas… Bem, eu não gostaria de ver o fim do mundo tão cedo…

Saímos do triângulo com pontos importantes. Mais importantes que os pontos, o conjunto atleticano que vai ganhando forma. Neste time, valores como “comprometimento”, “humildade”, “respeito” vão se fortalecendo. Bacana ver como o nosso DieGOL abdicou das tentativas de conclusão para poder servir aos companheiros. São esses os princípios que orientam equipes vencedoras. Sigamos em frente com a certeza de que ainda há muito o que percorrer, mas com a boa impressão de que estamos construindo um belo caminho.

O meu muito obrigado aos amigos que assistiram ao jogo na praça da Matriz de Nova Serrana/MG. Apesar dos serelepes presentes e secadores, fomos (e somos) mais fortes.

O meu muito obrigado aos amigos que assistiram ao jogo na praça da Matriz de Nova Serrana/MG. Apesar dos serelepes presentes e secadores, fomos (e somos) mais fortes.

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Arte: Fred Kong

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Vídeo originalmente publicado aqui

Juventus/AC vs Atlético

qua, 24/02/10
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

O que poderia ser mais um jogo-treino em uma possível pré-temporada estendida, torna-se uma partida importante de reabilitação da equipe atleticana. O Galo entrará em campo, no meio da floresta amazônica, em busca de uma vitória consistente que permita, não só a eliminação do jogo de volta da 1ª fase da Copa do Brasil – e, consequentemente, a classificação para a fase seguinte –, como também um pouco de alento para todos nós. Apesar da evolução nitidamente percebida com o passar dos jogos do Atlético, é natural que todos nós queiramos comemorar mais gols feitos do que lamentar os gols levados.

Tá certo que o Juventus, do Acre, é um sparring com pouca musculatura pra enfrentar um time da envergadura do Atlético. Mas, se lhes falta tutano, não lhes falta coragem e sangue nos olhos. São os atuais campeões acrianos, o que quer dizer pouco em termos de qualidade, mas diz bastante quanto ao espírito vencedor. Se não der para ganhar na bola, podemos ter certeza de que irão para brigar por cada metro do gramado. A botina estará lustrada.

Luxemburgo faz mistério quanto à escalação, inclusive levando o terceiro goleiro na viagem. Alguma possibilidade de Renan Ribeiro ser aproveitado nesta partida? Usaremos três atacantes? O ideal é usar esse jogo para dar mais conjunto ao Atlético. Por isso, não tenho dúvidas quanto à escalação da dupla de zaga hermana e a manutenção dos dois alas. De resto, só mesmo na hora que o Clube Atlético Mineiro iniciar sua jornada na Copa do Brasil 2010.

Carini; Coelho, Cáceres, CAMpos e Leandro; Jonílson, Correa e Ricardinho; Murisoccer, GalObina e DieGOL Tardelli é o time provável que estará a 3.584 km de distância honrando o nosso escudo. Se este é o caminho mais curto para a Liberta 2011, eita atalhozinho longe…

Clique aqui e leia as projeções do Blogueiro para este torneio.

Depois do Apito

Arte: FredKONG
Arte: FredKONG

Ganhar do Juventus com o placar necessário para eliminar o jogo de volta não surpreendeu a ninguém, assim como aplicar-lhe sonora goleada. Os 7X0 tatuados no couro do valente time acriano, artesanalmente gravados por uma equipe grande como o Clube Atlético Mineiro, não deveriam nem mesmo receber destaque da imprensa nacional, pois a vitória maiúscula não passou de obrigação. Contudo, foi interessante ver o nosso técnico surpreender a todos com uma escalação inusitada e mexer, não só com a cabeça do oponente, mas com a nossa também.

Quem poderia dizer que Luxemburgo iniciaria a partida com Aranha; Coelho, Cáceres, Xerife CAMpos e Junior; Jonílson, Carlos Alberto, Evandro e Renan Oliveira; GalObina e DieGOL? A equipe que entrou em campo pegou a todos no contrapé, pois imaginávamos um 4-3-3 composto por todos os jogadores até aqui titulares. E o que vimos foi um time com 2 armadores rápidos pelo meio (Evandro e R.O.10) e dois alas-armadores (Coelho e Junior), com jogadas em diagonal para o meio e tendo suas “retaguardas resguardadas” por 2 volantes leves e rápidos (Jonílson e Carlos Alberto).

Funcionou? Sim, funcionou, mas o que não funcionaria tendo um adversário tão frágil? Os quatro jogadores de meio-campo, todos eles suplentes do time titular, mostraram que podem dar conta do recado contra times menores, mas falta-lhes muito recurso pra chegarem à titularidade. Evandro é mais voluntarioso do que técnico. Renan Oliveira está longe de ser o craque que promete ser, até porque tem 20 anos de idade. Daqui uns dois anos (de banco de reserva e aprendizagem) terá sua técnica amadurecida, que servirá muito ao Atlético – se a Massa tiver paciência e compreensão para não queimá-lo e perdê-lo, entendendo que ele não é um gênio da bola. Carlos Alberto e Jonílson entendem de destruir jogadas, a favor ou contra. Portanto, não devem passar da intermediária. Ponto extremamente positivo foi a postura dos jogadores que entraram em campo, levando a sério o confronto e tornando-o ainda mais fácil.

O Juventus ameaçou muito pouco nossa defesa, não testando eficientemente o novo camisa 1 alvinegro. A zaga titular teve a chance de iniciar e terminar uma partida com os dois em campo. Se não foi um teste de verdade, foi um jogo-treino interessante. Depois dos 25 minutos do segundo tempo, o time da casa procurou seu gol de honra e foi bloqueado pela defesa e pela mandinga do aracnídeo, com a única bola chutada com perigo contra o nosso goleiro batendo no travessão. O santo desse Aranha é muito forte! Pela primeira vez, em 2010, nossa defesa não levou um gol.

O nosso ataque teve o DOM: Diego, Obina e Marques. Nossos atacantes fizeram a festa, com direito a show do bom baiano, anotando cinco dos sete gols alvinegros, fora o passe para o gol de Tardelli. Marques, o Messias, entrou no lugar de Tardelli para anotar o seu e servir Obina. Não fosse a fome de gol de Muriqui, que sofreu e desperdiçou um dos pênaltis marcados a nosso favor, poderíamos ter feito mais. Mas é perfeitamente compreensível. Muriqui disputa posição com Obina (5 gols num jogo), Tardelli (maior artilheiro do Brasil em 2009) e Marques (ídolo da Massa e que anotou um gol na partida). Natural que queira aparecer para o técnico. É bom jogador, e tenho certeza de que contribuirá muito para a campanha de 2010, desde que não baixe o “caboclo Éder Luís” no garoto.

Agora é aproveitar o ânimo recobrado depois de uma partidazinha agradável e uma data a mais para treinar, uma vez que eliminamos a partida de volta. O próximo adversário sairá do confronto Brasiliense X Chapecoense. A tunda desferida pelo time de Santa Catarina, no jogo de ida, dificilmente será revertida (4X0). Além disso, quero agradecer ao Zeca, co-responsável pelo Galocast, que disponibilizou via Twitcam o jogo para todos que não estavam em Minas (única praça que teve a transmissão aberta do jogo). Solidariedade atleticana über alles. Assim deve se comportar o elenco atleticano. Um ajudando ao outro. Todos venceremos!

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Arte: Fred Kong

Apoio: Loja do Galo

Atlético vs Cruzeiro/MG

sáb, 20/02/10
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

Poucos são os jogos entre os rivais regionais que mexem tanto com os brios dos torcedores como o clássico mineiro. Atlético e Cruzeiro se enfrentam pela enésima vez; da mesma forma que acontecia quando o Senhor das Alterosas enfrentava o Palestra (Itália e Mineiro), Ypiranga, Yale… o Galo e a Raposa entram no solo sagrado do Mineirão para defenderem suas cores. A alvinegra buscará manter a soberania doméstica e a paz no seu terreiro. A azul (verde, vermelho e todas as outras já usadas na história do oponente) tentará retomar a sequência de bons resultados tidos nos últimos anos, encerrada pelo 3X0 piedosamente aplicado pelo Atlético no 1º turno do Brasileirão 2009. Acima da vitória, tudo o que o torcedor de boa-fé quer é guerra no gramado, e segurança nas arquibancadas.

Terá! Não só a desejada paz como, também, o espetáculo das torcidas. A Massa Atleticana, reconhecida mundialmente pela fidelidade e paixão, lá estará a entoar seus cânticos tradicionais e contemporâneos. Desde o “Galooo” gutural ao “Ôxo, ôoxo”… O hit “Empurra…” estará presente e aclamado pela Tsunâmica. Do lado azul, inovações de toda sorte. Sem condições ou interesse em adquirir uniformes oficiais – nosso adversário só não perde para o Íbis na venda de produtos licenciados – resolveram trocar o pano-de-chão pela flanela. Cada um usa o que tem para cobrir o corpo ou enxugar as lágrimas. Além do lencinho, os já tradicionais balões e confetes. Tudo combinando bem bonitinho, para “ornar”.

Dentro de campo, que é onde realmente interessa, o Galo deverá jogar como time grande que é! 3 atacantes (Muriqui, Obina e Tardelli), apenas 1 meia de contensão (Jonílson). Os mesmos zagueiros e laterais. Poucas mudanças em matéria de escalação, muitas mudanças – assim esperamos – em termos de atitude. Não queremos empates ou vitórias apertadas. O atleticano espera por vitória maiúscula e os nossos comandantes sabem disso. Kalil e Luxemburgo devem ter alertado aos jogadores que um sapeca-iaiá propedêutico no time entocado não só se faz necessário, como é uma obrigação.

É claro que, do outro lado, há um time de atletas corretos, capitaneados pelo técnico estudioso, contudo enigmático, Adilson Batista. Adversário bom o que teremos pela frente, com goleiro top de linha (já vem com retrovisor de fábrica) e atacante-galã, que tem o hábito de homenagear a pessoa amada ao marcar seus gols. Todos esses elementos valorizarão a peleja e os pontos.

Carini; Coelho, Werley, CAMpos e Leandro; Jonílson, Correa e Ricardinho; Murisoccer, ObiGALO e DieGOL. Jogo que valerá só mais três pontos, mas que oferecerá ao Atlético a oportunidade de mostrar do que é feita a fibra que forma o caráter de seus jogadores.

Depois do Apito

 

Colaboração: Athos Gabriel

Colaboração: Athos Gabriel

Qualquer resultado negativo “conquistado” pelo Atlético obviamente não me agrada. A derrota do Galo para o time entocado me faz, verdadeiramente, mal. E a constatação de que perder mais um jogo para os nossos rivais regionais deixou de ser um fenômeno apocalíptico para ser algo corriqueiro (infelizmente), é de doer o calo… Ainda, honestamente, não há alívio nenhum em saber que o Atlético foi melhor do que o acuado adversário e mereceu ganhar. Confortar-me com o “quase” não é a minha praia.

Inicio este “Depois do Apito” isentando os nossos jogadores do resultado final. Dizer que algum deles comprometeu diretamente a equipe seria um exagero. O que alerto é o fato de que nenhum deles fez a diferença! Se não houve um culpado, dentre os atletas alvinegros, da derrota, também não houve o herói, o personagem tão importante quando há o equilíbrio das forças. Do lado do time enflanelado, seus zagueiros e o estreante meio-campista fizeram a diferença. No jogo deste sábado, Muriqui tentou ser o “homem do jogo” e só fez perder gols e oportunidades; Tardelli fez um gol mal anulado e quase marca um gol de placa, mas foi barrado pelo excelente zagueiro-capitão da enseada! Carini, Ricardinho e Correa poderiam ser candidatos a coadjuvantes de expressão, mas eles não salvaram a pátria. Jairo CAMpos sim, coadjuvante digno de Oscar. Que partidaço fez o equatoriano. Mas nenhum de nossos jogadores tem, efetivamente, aparecido nos momentos cruciais. Precisamos ter um jogador-herói, que chama para si a responsabilidade e resolve a parada,  caso queiramos mais do que simples partidas bem jogadas.

Herói… Culpado… Bandido: pra variar, a bandidagem esteve presente no espetáculo, batendo a carteira alvinegra e surrupiando gol legítimo. Não vou justificar a derrota para o time de azul furta-cor com o erro crasso da arbitragem. Perdemos para nós mesmos, pois se o Galo tivesse aproveitado todo o domínio de jogo sobre o medroso oponente, um ou dois gols anulados não fariam falta. Mas que o assoprador de latinha incapaz complicou um jogo que estava fácil, isso complicou. Não só o gol (que nos daria a vantagem no placar e todo um contexto de poder jogar apenas no erro do adversário), mas também a aplicação desigual de cartões, avacalhou o trabalho planejado pelo treinador. Começo a defender a necessidade de árbitros de fora do estado, pois os que temos vão de mal a pior.

Assim encerramos a sexta rodada do Campeonato Mineiro de 2010: conhecendo a primeira derrota do ano e, justamente, para nosso eterno freguês. A confiança no trabalho é total e a percepção de que a equipe evolui está presente, mas o desgosto pela derrota é óbvio. Simbora levantar a cabeça e avaliar o que aprendemos com este revés. O futuro precisa ser enfrentado.

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Arte: Fred Kong

Uberaba vs Atlético

sáb, 13/02/10
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

A quarta rodada do Campeonato Mineiro de 2010 acontece neste sábado de carnaval. O skindô fica para depois e a Banda Mole fica a cargo da freguesia frenética. O nosso negócio é futebol!

Atlético e Uberaba, na terra do boi zebu, será mais uma prova para o Atlético de Luxemburgo. Nosso comandante continua a ajustar o seu elenco e formatar diversas formações que ele, LuxaGalo, poderá utilizar durante a temporada. No Triângulo Mineiro, manterá o trio de atacantes, a dupla de laterais, mas mudará o meio-campo e a zaga.

A proteção da meta atleticana será 100% estrangeira. No primeiro terço de campo alvinegro, o idioma será o espanhol. Ali estarão representadas, hoje, as seleções do Uruguai, Paraguai e Equador. Duas delas estarão na Copa do Mundo de 2010. Há tempos não víamos nossa cozinha tão experiente e com qualidades individuais. O Triple C – Carini, CAMpos e Cáceres – fará o seu primeiro jogo oficial e a expectativa da Massa Atleticana é enorme quanto ao resultado desse teste, pois, se a cancha de cada um é inconteste, a falta de entrosamento é o que pode atrapalhar. Como estamos nos primeiros passos da construção do Galo 2010, eventuais desacertos e acidentes de percurso não diminuirão as possibilidades de termos, enfim, uma defesa digna da sua definição. O efeito-rebote desta defesa experimentada será o crescimento técnico dos garotos da base, como Sidmar, Werley, Weltão e Renan Ribeiro.

No meio-campo, Correa entra no lugar de Fabiano e formará o trio com Zé Luís e Ricardinho. Com um perfil de ataque mais contido, Correa deverá dar mais proteção às costas do lateral Coelho e abusará de um de seus principais fundamentos, o passe longo, auxiliando Ricardinho na distribuição das jogadas. Muriqui deverá ser o atacante recuado, compactando mais o time, e DieGOL, com botes precisos, ajudará no desarme ao adversário.

Carini; Coelho, Cáceres, CAMpos e Leandro; Zé Luís, Correa e Ricardinho; Murisoccer, GalObina e DieGOL Tardelli. A bateria é nota 10. Falta ver o conjunto em ação.

Depois do Apito

Atlético e Uberaba fizeram um jogo de dois tempos completamente distintos, cada metade pendendo para um dos times. O primeiro tempo foi completamente nosso. O Atlético parecia jogar em casa, com a tática, técnica e raça que exigimos, fazendo os olhos da Massa brilhar com a nítida impressão de que o futebol do Galo deslancharia de vez na temporada 2010. Não que o adversário fosse um oponente de 18 quilates, mas, empurrado pela torcida presente, era uma equipe de 11 honestos atletas mordendo dentro de campo.

O Atlético, numa formação extremamente ofensiva com três atacantes era, ao mesmo tempo, compactado, protegendo a bola e com a correta distribuição das jogadas por parte dos jogadores de meio-campo. Os laterais eram acionados por Ricardinho e Correa, ora pela direita ora pela esquerda. A zaga, ainda buscando o entrosamento, apresentava pequenas falhas que permitiram, ao adversário, chegar com algum perigo logo no começo do jogo. Para evitar que a bola chegasse à nossa defesa, o Atlético buscava manter a bola o máximo possível no ataque, sufocando o Zebu. Obina, Tardelli e Muriqui posicionavam-se em várias partes do campo, sempre tentando confundir o adversário e se apresentar para a jogada. Há quanto tempo não víamos um verdadeiro centroavante fazendo o pivô? A Parede Obina, enfim, funcionou e o gol inaugural do placar – e da jornada do atacante com a camisa atleticana – aconteceu. Pouco depois, o mesmo Obina serviu de ponta-direita e cruzou para a área, fazendo com que Muriqui anotasse o segundo gol. Não fosse a expulsão do estreante Cáceres, o Atlético iria para o vestiário sossegado ao término da primeira etapa.

A expulsão do zagueiro paraguaio e a preocupação com os critérios do árbitro para a aplicação dos cartões fizeram com que Luxemburgo mudasse o time. O Atlético voltaria numa outra frequência para o segundo tempo. Não só pela necessidade de recompor a zaga, mas também para preservar o Correa, que já havia recebido o amarelo e perigava ficar fora do clássico em caso de expulsão. A desconfiguração do esquema montado e bem sucedido dos primeiros 45 minutos fez com que a apresentação do Galo desandasse a partir de então.

Com um jogador a menos e dois primeiros-volantes, o Atlético “convidou” o Uberaba para jogar de igual pra igual. Jonílson e Zé Luís, experts na arte de desarmar as jogadas adversárias, não conseguiam fazer muito além disso. Tardelli e Muriqui e, depois, Tardelli e Renan Oliveira, tentavam construir jogadas, mas o ímpeto do primeiro tempo ficara no vestiário. Mesmo a expulsão do jogador uberabense (e a igualdade de jogadores) não impediu que o time da casa reagisse. Uma falha de posicionamento na cobrança de escanteio e uma falha na cobertura na ultrapassagem do atacante para dentro da área resultaram no empate – justo – do time de vermelho. Ainda, tiveram um pênalti não assinalado pelo árbitro da partida.

Final de jogo e uma pontada de tristeza neste empate no Triângulo.

Só há dois times invictos neste campeonato: o líder provisório, Democrata, e o Galo. Isso quer dizer muito pouco em termos de cenário nacional, pois os times do Regional não fazem investimentos do porte que os grandes clubes fazem. Da mesma forma, se o Campeonato Mineiro não pode ser parâmetro para as competições que realmente iremos com gana de conquista, esses primeiros resultados numéricos devem ser desconsiderados. O que estamos analisando é a conformação do elenco e todas as suas variações possíveis.

É muito bom ver um time em construção. O processo, em si, me encanta tanto quanto o resultado de toda a montagem. O Galo do primeiro tempo já me agradou. O Atlético do segundo tempo, não. Quantos outros Atléticos Vanderlei Luxemburgo já terá preparado? Espero que o do próximo jogo seja um Atlético aguerrido, com sangue nos olhos, pois temos uma freguesia a fidelizar.

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Atlético vs Ipatinga

sáb, 06/02/10
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

Projeto: Galo Campeão
Experiência nº 3

Tal qual uma pesquisa donde se experimenta diversas combinações dentre as alternativas possíveis – e algumas nem imagináveis pela Massa Atleticana –, o cientista Vanderlei Luxemburgo segue desbravando o desconhecido em busca da fórmula perfeita. Assim como um geneticista do futebol, LuxaGalo altera esquemas táticos e posicionamento de atletas para, enfim, chegar à estrutura molecular de um time campeão.

Do 4-4-2 ao 4-3-3, passando por todas as variações permitidas em lei, nosso técnico já lançou mão. Desde o primeiro confronto, no clássico com o América, já vimos o Atlético jogar com 2 volantes e dois meia-armadores, 1 volante, dois meia-armadores e 1 meia-atacante, e até mesmo vimos o Galo jogar com 10. Se nós, leigos semi-profissionais do futebol (mas experts na arte de cornetar) não ficamos satisfeitos, por que o nosso alquimista ficaria? É por isso que veremos, na peleja contra o Ipatinga, novos elementos em campo.

Zé Luís (1,81m de altura) no lugar de Jonílson (1,75m). Fabiano (1,81m) no lugar de Correa (1,76m). Em matéria de altura, nosso time “aumentará” substancialmente o potencial defensivo. Importante, até porque nossa zaga também não é muito alta: CAMpos (1,80m) e Werley (1,84m). Mesmo o Galo não sendo um time de basquete, a altura conta. Lembrem-se de que temos, constantemente, levado gols em jogadas aéreas. (Atentem para o fato de que a altura só não adianta, mas ajuda.)

Teremos em campo uma variação do 4-3-3. Pelo que se noticia, Obi-Gol Kenobi (mestre Jedi) ficará mais plantado à frente, enquanto DieGOL e Murisoccer voltarão para recompor a defesa e avançar com a bola dominada (4-3-2-1). Neste formato, poderemos ver nosso artilheiro Tardelli jogar mais como garçom do que, propriamente, como “o cliente a ser servido”. Mas será importante para o time e ele dará a sua contribuição. Com seus 1,83m, Obina será a referência dentro da área e, ainda, poderá auxiliar a defesa nas cobranças adversárias de escanteio.

Carini; Coelho, CAMpos, Werley e Leandro; Zé Luís, Fabiano e Ricardinho; Murisoccer, DieGOL e Obi-Gol Kenobi. O caldeirão do Luxa tá em ebulição. O Ipatinga será a cobaia. E, dessa vez, o Tigre terá adversário de verdade pela frente, e não as babas que enfrentou nos últimos jogos.

Depois do Apito

Colaboração: Athos Gabriel

Colaboração: Athos Gabriel

O Carini tem o meu total apoio. Quem nunca falhou na sua profissão, por favor, peço que me mande seu currículo, pois a minha empresa está contratando. Mas se você é tão humano quanto o ótimo goleiro uruguaio, saberá entender que, vez ou outra, o erro fará parte da nossa vida. E entenderá que, quando a desgraça do desacerto acontece, a última coisa que uma pessoa necessita é de pateia, do desestímulo, do empurrão precipício abaixo. Por isso, de antemão e ainda nos inicialmentes, posiciono o Terreiro do Galo ao lado do goleiro atleticano. Já bastarão os serelepes a rebaixá-lo (e também ao nosso time). Se um blog atleticano não estiver ao lado dele, quem estará? Por isso, o visitante que quiser cornetá-lo, clique aqui ou aqui.

Na estreia do atacante Obina e do volante Zé Luís, o Atlético mostrou que ainda falta entrosamento de algumas peças do time, justamente por estar em fase de experiências. Mas não se postou, hora nenhuma, no esquema covarde da retranca. Essa postura redobra minha confiança de que estamos no caminho certo. Não quer dizer que o time já esteja pronto! Por esse motivo, Luxemburgo está correto em buscar fórmulas diferentes e explorar o máximo do potencial de seu elenco. Esta fase é a mais adequada para os testes!

Por acaso já é a decisão do campeonato?

O meio-campo do Atlético ainda é uma grande incógnita! (À bem da verdade, apenas as laterais já conhecem seus donos – Coelho e Leandro). No empate de hoje, Luxemburgo começou com três jogadores fixos neste setor, sempre reforçado com um ou dois jogadores vindos do ataque. Ricardinho, que tem buscado encontrar o timing para cadenciar o jogo e assumir seu papel de distribuidor de bolas, fez lançamentos precisos e, ainda, ajudou na marcação pela esquerda. Já Fabiano continua meio perdido dentro de campo. Teve boa participação no quase-gol de cabeça. E só. Zé Luís, sobrecarregado na função de 1º volante, fez boa partida e deu conta do recado.

O gol do Ipatinga, no chute descompromissado de Jajá aos 4 minutos do segundo tempo, não retratava a realidade do jogo. O Galo foi superior durante todo o jogo, mas não conseguia furar a retranca do Ipatinga. Luxemburgo, então, resolveu apostar num esquema de ataque audacioso. Marques, Tardelli, Muriqui e Renan Oliveira foram para o abafa e sufocaram o time do interior. O empate veio aos 41 minutos da etapa complementar, num lançamento de Marques que Carlos Alberto (como um ponta-direita) ajeitou para Muriqui fazer de cabeça (!). Infelizmente o Atlético não conseguiu virar o jogo e sair vitorioso, frustrando os quase 30.000 atleticanos presentes no Mineirão.

Mais duas partidas permitirão, ao Atlético, as chances de testar os jogadores e as alternativas. Antes disso, será precipitado fazer qualquer avaliação pretensamente realista. Mas é claro que tenho os meus pitacos! Prefiro ver o Tardelli sendo mais servido do que fazendo o papel de garçom. Prefiro o Correa no lugar do Fabiano e entendo que ainda falta uma quilometragem maior para que o Obina se acerte com os companheiros. Ficarei feliz ao ver Cáceres entrar na zaga titular… Mas entendo a necessidade de se fazer todos estes experimentos e, se o técnico quiser, estou bem (mal) treinado e pronto para entrar no time!

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Atlético vs Tupi

sáb, 30/01/10
por Christian Munaier |

galoXtupi

Arte: FredKONG

Antes do Apito

Um belo time está em formação. Um conjunto com 30 atletas de características distintas e complementares toma forma na Cidade do Galo. Com interferências precisas e pensadas, assistimos a um clube de futebol ter suas fibras musculares hipertrofiadas. A apresentação de um atacante carismático, a chegada de um volante, o anúncio da contratação de mais um zagueiro (não um zagueiro qualquer), movimenta o noticiário esportivo e alimenta as expectativas de uma nação de espartanos.

A contratação do zagueiro Cáceres, junto ao Boca Juniors, encerra uma novela e várias novenas. Ao divulgar o acerto com o paraguaio, Alexandre Kalil pôs fim à busca desmedida por um defensor que realmente viesse resguardar a cozinha atleticana e às noites insones de queridos amigos alvinegros, que viviam num zumbizar danado de perguntas sem respostas… “E o Cáceres, já chegou?”

Contudo, nem Obina, nem Zé Luís e tampouco Cáceres. Nenhum dos três estará no jogo deste domingo, no Mineirão, contra o co-irmão alvinegro de Juiz de Fora. Neste Atlético e Tupi, pela segunda rodada do Campeonato Mineiro de 2010, estarão os mesmos jogadores que estrearam diante do Coelho, exceção feita ao goleiro Aranha, que cederá sua vaga ao uruguaio Carini, em decorrência do rodízio de goleiros estabelecido pelo técnico Vanderlei Luxemburgo; e Jonílson, que cumprirá a suspensão automática pela expulsão no jogo anterior. Em seu lugar cogita-se o reposicionamento de Correa, que jogaria como 1º volante. Na composição do meio-campo, Fabiano (autor do gol do empate com o América) entraria para fazer as vezes do 2º volante. Ricardinho e Evandro fechariam o losango na meia-cancha.

Carini; Coelho, Werley, CAMpos e Leandro; Correa, Fabiano, Ricardinho e Evandro; Murisoccer e DieGOL Tardelli. Esta segunda etapa do Mineiro’10 permitirá ao Atlético mais uma oportunidade de buscar o melhor entrosamento dos atletas, mesmo que, daqui a algumas semanas, peças sejam mexidas. A Massa Atleticana, devidamente assepsiada da pequenina parcela que vaia nos primeiros tropeços do elenco, estará lá firme e forte, a saudar o surgimento deste novo Galo.

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Arte: FredKONG

Depois do Apito

Eita, Luxemburgo… Você terá trabalho em 2010, viu? Sabe o que é? Foram muitos técnicos medíocres ou, no máximo, esforçados que recentemente passaram pelo Atlético, incutindo nos jogadores conceitos táticos medrosos ou ultrapassados. E tirar esse ranço, meu amigo, demora. Não acontece de uma hora pra outra. Não há como querer emagrecer 30 quilos em seis meses, depois de tê-los conquistado em dez anos. Mas você irá conseguir, meu nobre!

A vitória sobre o alvinegro da Zona da Mata parecia líquida e certa nos primeiros minutos de jogo. Belas jogadas de Ricardinho, chutes de fora dos atacantes e meias, passes e tentativas de Tardelli, uma delas carimbando a trave… O esquema com dois meias e dois volantes fragilizava a defesa atleticana. Por isso, a ordem era manter o jogo o máximo possível na metade do campo do adversário. Apesar da pouca velocidade do time, o Atlético dominava a partida cadenciando as jogadas e mantendo a posse de bola. O gol atleticano amadurecia no pé. Contudo, o primeiro zero do placar quem tirou foi o time de Juiz de Fora. O gol do Tupi surgiu numa jogada ensaiada na cobrança de escanteio, com bola aérea alçada na área, tão manjada e, assim mesmo, fatal para a nossa meta.

O Atlético precisou levar o gol para sair do fogo brando (banho-maria é coisa que não nos pertence) para o modo incinerador. Com o apoio da Tsunâmica, o Atlético foi em busca do empate ainda no primeiro tempo. Evandro, que já sofria certa pressão da torcida, foi derrubado na área. DieGOL saudou o ano de 2010 e iniciou seu caminho rumo à artilharia com uma cobrança perfeita de pênalti. Fim do primeiro tempo.

O intervalo do jogo serviu para o comandante sapecar a orelha dos comandados. Eis que surge um Atlético mais aguerrido no segundo tempo. Com avanços do zagueiro e roubadas de bola do atacante, o Galo parecia mesmo disposto a virar o jogo. Tardelli espertamente cavou uma falta. Cobrança magistral de Coelho, fazendo o vira-vira.

A mudança de esquema tático promovido por Luxemburgo, colocando mais um atacante (Marques, no lugar de Evandro) e mais um meia (Renan Oliveira, no lugar de Fabiano), deixou o time completamente ofensivo. Não me lembro, de bate-pronto, de ver o Galo jogar com apenas um volante. O vareio de bola na meta do Tupi foi intenso, mas nossa cozinha ficou desguarnecida. O contragolpe fatal do time do interior decretou o empate. (Notem que, na conclusão do Ademilson, só havia 3 jogadores atleticanos acompanhando o lance).

Mas um time que tem dentro de campo DieGOL, Marques e Murisoccer não merece sair sem a vitória. Renan Oliveira tocou para Werley que, aproveitando os fundamentos de lateral treinados na época do Leão, cruzou para Muriqui completar para o gol. 3X2. Estava selada a vitória do Senhor de Minas.

Primeira vitória na competição. Ânimo redobrado para a sequência deste campeonato e ótimas experiências para a formação ideal. Como alertei antes mesmo do início do Mineiro 2010, a defesa atleticana dificilmente sairá incólume, pois ainda carece de reforço e treinamento. Luxa está atento a isso. Enquanto estivermos fazendo mais gols do que levando, estaremos no lucro. Vamo que vamo, pois perder peso demanda esforço. E ganhar campeonato demanda mais esforço ainda.

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Arte: FredKONG



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