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Atlético vs Caldense

sáb, 13/03/10
por Christian Munaier |

galoXcaldense

Antes do Apito

Aranha; Coelho, Cáceres, Xerife CAMpos e Júnior; Zé Luís, Fabiano, Ricardinho e Renan Oliveira; Murisoccer e GalObina. O Mineirão receberá um Galo, pela 9ª rodada do Campeonato Mineiro, com algumas alterações importantes, tanto para a avaliação do técnico Vanderlei Luxemburgo quanto para a Massa Atleticana.

As vagas de Correa e Tardelli, ambos encostados no Departamento Médico, serão preenchidas por Fabiano e Renan Oliveira. Zé Luís retoma sua vaga, até então ocupada por Jonílson. Júnior, que aproveitou muito bem a oportunidade dada por Leandro, expulso, manteve-se titular. Do 4-3-3 e suas variações, vamos para o 4-4-1-2 definido, com o garoto-prodígio fazendo as vezes do “1” meia-armador-atacante.

O Atlético deste sábado poderá ser mais lento. Deixamos de ter os volantes-velociraptors, com a saída de Jonílson e do não aproveitamento de Carlos Alberto, no lugar de Correa. Faz sentido! Ganhamos com a qualidade do passe e colocação de Zé Luís, que retorna de lesão na panturrilha, e Fabiano, que está obrigatoriamente escalado para o término da colheita no Arrozal no dia 24, ganha mais entrosamento com os companheiros. Jogar com a Caldense, com todo o respeito que o adversário merece, permite fazer esse tipo de trabalho. Jogo bom pra levar a família e para ver o Galo evoluir.

Depois do Apito

Típico jogo que redime os “pecadores”. Ser aplaudido de pé pela Massa Atleticana não tem sido uma constante na vida do Garoto Prodígio. Mas Renan Oliveira fez por merecer tal mesura. Fez gol de craque, jogada de craque, assistência de craque. Viveu o seu “Craque por um Dia” na tarde-noite deste sábado. Assim como ele, também tiveram seus momentos o volante Fabiano, o armador Evandro (que entrou no início do jogo, no lugar do lesionado Ricardinho) e o goleiro Aranha, outros três atletas bastante questionados pelo futebol até aqui apresentado. Show de bola! Que vivam “Um Ano de Craque”.

Nada como uma vitória por 4 gols dentro de casa. A Caldense foi adversária tinhosa nos 45 minutos iniciais de partida. Se tivesse mais qualidade na definição, teria sido premiada com um gol no primeiro tempo, tamanha a quantidade de oportunidades criadas em seus contra-ataques. Bem postada defensivamente, aproveitava as ligações diretas da defesa com o ataque e jogadas pelas laterais para chegar ao gol de Aranha. Já o Galo, enquanto teve seus alas estacionados na defesa, mantinha maior posse de bola, mas não chegava com perigo ao gol adversário. Foi aumentar o poder de ataque alvinegro com as penetrações em diagonal de Júnior e Coelho, e a presença na área de Renan Oliveira e Fabiano, pro cenário mudar favoravelmente para o Atlético.

O arsenal atleticano está cada vez mais variado. O elenco de Luxemburgo começa a mostrar o seu potencial. Os dois primeiros gols do Galo não resultaram da fragilidade do time de Poços, mas de jogadas que poderiam acontecer contra times de qualquer grandeza. O domínio de bola de Renan e seu chute de bate-pronto, e o tirambaço de fora da área no gol de Fabiano fizeram a Massa explodir de alegria e inflaram ainda mais o ego (justíssimo) do treinador, pois ambos foram suas apostas para um jogo truncado, onde os atacantes (Obina e Muriqui) seriam marcados muito de perto. Obina e, outra vez, Fabiano, deram números finais à partida – que poderia ter registrado outros gols atleticanos, se a trave não tivesse atrapalhado, e um gol do visitante, se o Aranha não tivesse dado a sua contribuição.

Descontada a pouca força do time do interior, vejo uma movimentação cada vez mais consciente do time de Luxemburgo. Laterais que se transformam em opções no meio, volantes que se apresentam para a finalização, jogadas ensaiadas nas bolas paradas… Montagem de equipe campeã começa assim. Mas sabemos todos que estes são apenas os primeiros passos. De todos os quesitos que ainda faltam aprimorar, Postura de Vencedor é o item em franco desenvolvimento. Parabéns, galera!

Off-Topic: Evolução é a palavra de ordem. No Galo, não só o time procura aprimorar o seu trabalho, como também as ações de marketing. Estão previstas várias ações para o lançamento do Manto Sagrado da Terra dos Inconfidentes. Outdoors, hotsites, e horários especiais de funcionamento das unidades da Loja do Galo estão programados. Parabéns aos idealizadores. Resta saber como ficará a arte final da camisa. Não vi, mas acredito que será como as demais: perfeita. Tem o escudo centenário do Maior de Minas? Eu compro!

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Arte: Fred Kong

Apoio: Loja do Galo

Iniciando os trabalhos (não virei pai-de-santo)

qui, 11/03/10
por Christian Munaier |
categoria Arquibancada!

FredKONG é atleticano e publicitário, necessariamente nesta sequência de importância. Colabora com o Terreiro sempre que esquecem a jaula aberta!

FredKONG é atleticano e publicitário, necessariamente nesta sequência de importância. Colabora com o Terreiro sempre que esquecem a jaula aberta!

Faaaala moçada! Depois de 4 meses só no backstage do Terreirão, eis que estou de volta: primeiro, agradecendo ao comandante Munaier por não ter me dado uma justa causa por abandono de posto (ou férias super-estendidas) e, segundo, dando as boas vindas, mesmo que com certo atraso, ao Henrique do “Bastidores do CT”. Com certeza foi mais uma contratação de peso do Terreirão, e olha só: não se enganem com essa cara de marginal, o cara é jornalista de verdade e tem o dom.

Pronto, chega e lero-lero e vamos ao que interessa: o poderoso alvinegro, o Galão detonador das Alterosas. Colocando assunto em dia, rápido e rasteiro:

1) Luxemburgo: É o técnico que eu sempre quis ver no Galo. Mas anda falando demais! Que a torcida é isso, que queria ver aquilo, que não pode vaiar, que não pode pedir jogador durante o jogo… É o seguinte, Velho Luxa, faça seu trabalho na miúda, no estilo mineirinho, coloque o time pra ganhar que a gente vai junto. Só não espere clemência com as falhas grotescas dos arqueiros, porque tá osso. É a bola passar do meio-campo que já dá um frio na espinha e assim não rola, né professor? Segue a letra: dá a chance do moleque lá da base, o Renan Ribeiro, e já avisa pro Carini e Aranha que eles vão esquentar um banco, porque o Dida vem aí (dizem….).

2) Uniforme 2010: O lançamento é no dia 16 e não adianta ficar fazendo mockup, usando o adivinhômetro pra imaginar como será o novo manto sagrado. Sei lá se esse modelo que “vazou” aí na internet é verdadeiro, porque é muito ruim, pelo amor de Deus… Então, segurem a ansiedade e esperem até terça-feira que vem para ver a camisa mais fodona das Alterosas.  O resto é pano de chão.

3) Mineirão / Independência: Graças a Deus alguém com juízo resolveu essa questão. Rachar todo jogo do Galo pra “Seven Lakes” ia ser tenso, já que tem muito bebum-torcedor completamente no sense no volante que deixaria a viagem, digamos, um pouco arriscada. Jogar ali no Horto, no segundo semestre, com o Independência restaurado, será bacana. Reviveremos os velhos – e bons – tempos do caldeirão.

4) O time: Confesso que não tenho ido ao Mineirão freneticamente como nos últimos tempos. Estou tentando me controlar, mas o tarja-preta que estou tomando já está no final e não sei até quando o efeito irá durar. Só sei que o Jairo Campo é bom mesmo… puta zagueirão. Agora é só o Cáceres acertar o pé que teremos a melhor dupla de zaga das Américas. O bom é que já estarão entrosados para a Libertas 2011. O meio continua lento com o Ricardinho. Mas melhor ele que o Evandro, né não? Renan Oliveira continua sendo a eterna promessa-de-político… até quando? Precisamos de um 10. Seria o Tardelli esse cara? Sei não. Precisamos também daquelas botinhas ortopédicas para acertar o pé do Muriqui… Obiantion dispensa comentários. Vai dar certo e ponto final. Sabe por que? Porque ele faz gol de placa, de cabeça, de canela… gol bonito e gol feio, aliás, “feio é perder o gol.”

5) GOOD NEWS: A contratação do Méndez me deixou animado. O cara é bom, sério. Carregou a LDU na Libertas e na Sul-Americana. Levantou as duas taças e há quem diga que é o melhor da posição no continente. Eu concordo e já quero a camisa do cara. Nada mais justo, prum time que tem tudo pra detonar esse ano.

6) FMF x Kalil: “A lei é para todos. Os inteligentes tiram proveito dela.” Não foi isso que andaram dizendo por aí? Então, parem de chorar: o Galo joga é futebol, não polo aquático. Kalil Wins.

7) Não poderia deixar de comentar a tal operação-sei-lá-o-quê dos serelepes no último clássico: Foi ridículo. Meia dúzia de bobocas segurando um paninho colorido. Smurfs-flanelados, aproveitem para dar aquela lustrada na taça que está com o Estudiantes. O Verón agradece. Falando neles, o que foi aquilo no domingo? Até o Gedeon, eu disse G-E-D-E-O-N, anda fazendo gol no time de uniforme cor do céu? Que que isso, gente? Ninguém mais respeita o Crucru? E preparem-se para o amistoso internacional: BAFANA BAFANA X PATETAS BANANA, vai ser engraçado.

Por hoje é só. ¡Hasta!

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Não bastasse o lendário gol-de-costas, o bisonho gol-palhaço-cambalhota e o gol do Gedeon (!), os serelepes agoram entram para a história do futebol como o primeiro clube do planeta a levar gol de um computador. Merecem até um….

special_thanks

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Arte: Fred Kong

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América-TO vs Atlético

ter, 09/03/10
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

Hora de engrenar uma sequência de jogos com vitórias convincentes. Depois do 7X0 contra o frágil Juventus/AC, pela Copa do Brasil, e do 5X2 contra o Uberlândia, pelo Campeonato Mineiro, tudo o que a Massa quer é a vitória sobre o América de Teófilo Otoni. E… Gol do Obina.

O Galo que jogará a partida desta quarta terá menos gringos em campo. Carini continua no Departamento Médico. Jairo CAMpos, suspenso pelo 3º cartão amarelo. Nem Uruguai, e nem Equador. O certo mesmo é que teremos um paraguaio em campo. Poderá ser o Cáceres, se este não for suspenso pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). Na sua falta, o compatriota Benítez. Mais uma vez a zaga será modificada. Para o melhor entrosamento, precisamos que a formação titular – CAMpos e Cáceres – jogue o máximo de partidas seguidas.

O América do Vale do Mucuri está invicto em seu estádio desde 2008. Com as dimensões do campo reduzidas, o Atlético precisará manter o máximo de atenção às subidas de seus laterais, pois os contragolpes poderão ser mortais. Não me surpreenderei se o técnico Vanderlei Luxemburgo optar por dois volantes de contensão rápidos, como Jonílson e Carlos Alberto para cobrir as costas de Coelho e Leandro (Júnior). O 4-4-2 poderá ser a tônica desta partida, assim como fora no jogo do Acre. Espero que o resultado seja o mesmo.

Há quem acredite que Tardelli esteja sendo preparado para ser o camisa 10 do Galo. Uma espécie de Ronaldinho Gaúcho, que busca a bola, serve aos companheiros e aparece para finalizar. Futebol pra isso ele tem! Não acho que seja por aí. O fato é que o seu posicionamento não é o mesmo de 2009. LuxaGalo sabe o que faz e espero, sinceramente, que o nosso DieGOL tenha ainda mais sucesso do que no ano passado. Ao seu lado, neste jogo, deverá ter o artilheiro do Galo, Obina. Marques e Muriqui correm por fora. Se o esquema for com 3 atacantes, gostaria de ver o Marques iniciar a partida. Ele tem jogado para ser titular, e não para ser o “homem surpresa” do segundo tempo.

Goleiros: Aranha e Renan Ribeiro
Laterais: Coelho, Júnior e Leandro
Zagueiros: Cáceres, Benítez e Werley
Volantes: Carlos Alberto, Correa e Jonílson
Meias: Evandro, Fabiano, Giovanni, Ricardinho e Renan Oliveira
Atacantes: Diego Tardelli, Marques, Muriqui e Obina

Aranha; Coelho, Cáceres (Benítez), Werley e Leandro; Jonílson, Correa e Ricardinho; Marques, DieGOL e GalOBina. Este é o meu time. E o seu? Escale e justifique. E faça isso antes que saia mais um gol do Obina.

Depois do Apito

Colaboração: Athos Gabriel

Colaboração: Athos Gabriel

O Atlético voltou a jogar abaixo do seu verdadeiro potencial. Repetindo os mesmos erros de posicionamento da sua defesa, permitiu ao time de Teófilo Otoni marcar dois gols no primeiro tempo. Um gol num chute de fora da área, encobrindo o adiantado Aranha, e outro gol em cobrança de escanteio. Nenhuma novidade. Passadas já várias semanas de temporada 2010, os erros recorrentes mantêm as dúvidas sobre a forma física e técnica dos goleiros atleticanos até aqui testados, Aranha e Carini. Será que precisamos da contratação de um outro arqueiro? Lauro, goleiro preterido no Inter, poderia estar a caminho? Será que os atuais necessitam amargar um banco para o jovem Renan Ribeiro, o único ainda não testado? E seria hora deste teste? E os gols de escanteios, como evitá-los? A maldição do corner continuará a nos atormentar até quando?

Se, neste jogo, acontecessem apenas os erros contumazes dos atletas alvinegros, o problema seria menor. Mas os erros de arbitragem não param de acontecer. É um tal de cartão amarelo por espirrar sem por a mão que tá difícil de aguentar. Tô vendo a hora que um jogador será expulso por fazer um pum na frente do juiz. Até ontem, futebol era jogo de força física, feito para ser praticado por quem não tem medo de contato. Agora, qualquer esbarrão é punido com cartão. Assim, vimos o lateral Leandro sair de campo antes mesmo do término do primeiro tempo.

A sorte é que, ao mesmo tempo que errávamos, o acerto se fazia presente, assim como a sorte. Mesmo jogando com três atacantes – Tardelli, Muriqui e Obina –, os atletas que conseguiram transformar oportunidades em gols foram os jogadores da retaguarda. Primeiro, Coelho em cobrança de falta, violenta, dificultando para o goleiro americano. Depois, cobrança de escanteio de Ricardinho, tão bem cobrado que Osvaldir não resistiu e mandou para as próprias redes. Gol salvador, pois foi anotado no último suspiro de jogo.

No segundo tempo não houve futebol. Tudo, menos o esporte bretão. No arrozal que se transformou o campo, duas equipes se amontoavam de um lado e do outro tentando fazer a bola rolar. Júnior, no lugar de Muriqui, e Fabiano, no lugar de Ricardinho, entraram na segunda etapa, mas não tiveram condições de fazer alguma diferença. Sem condições de jogo, o árbitro achou por bem suspender a partida logo no começo. Tentou de novo, e o resultado foi o mesmo. Mal havia completado 20 minutos de jogo, Emerson de Almeida Ferreira comunicou a suspensão definitiva da partida. Os 25 minutos restantes serão jogados em outra data, ainda a ser marcada.

América-TO 2X2 Atlético Futebol no Arrozal

América-TO 2X2 Atlético Futebol no Arrozal

Querem saber? Foi bom! Foi bom mesmo o jogo ser interrompido. O Galo não estava bem. Os 45 minutos iniciais e únicos de jogo mostraram um Atlético confuso dentro de campo. Não foi nem sombra do time envolvente que ganhou os últimos dois jogos. O jogo foi paralisado tendo Aranha, Coelho, Cáceres, Werley e Júnior; Jonílson, Correa e Fabiano; Diego Tardelli e Obina. Com os dez remanescentes, Luxemburgo poderá reverter este quadro e fazer o Galo aproveitar melhor o tempo restante. Terá tempo de sobra pra isso!

(Acho que é o caso de colocar aqui um “continua…”)

***

A Batalha do Arrozal – A saga continua

BATALHA

No melhor estilo “Não queria ver de novo”, eis que a F. Maracutaiense F. decidiu que era hora de punir o Atlético e não aceitou o bom senso como argumento para protelar a continuação da Batalha do Arrozal. Assim, América-TO e Atlético irão jogar os 25 minutos que faltam nesta quarta-feira. Como o Galo teve um jogador expulso (Leandro) e já fez duas substituições (entraram Júnior e Fabiano para a saída de Ricardinho e Muriqui), jogaria com dez atletas podendo fazer uma substituição. Acontece que dois atletas que participaram daquele jogo se lesionaram (Correa e Tardelli). Como resta apenas uma troca, o Alvinegro entrará com nove em campo: Aranha; Coelho, Werley, Cáceres e Júnior; Jonílson, Fabiano e Evandro; GalOBina.

Júnior tem jogando bem e, em 25 minutos, poderá se doar como se tivesse 20 anos de idade. Preocupa-me Fabiano e Evandro, pois têm jogado pouco. Quando entram, sentem a dificuldade natural da falta de entrosamento. Serão fundamentais, assim como Jonílson, como alternativas de ataque. Tratem de acertar o pé! As jogadas de bola parada e ligações diretas da defesa para o ataque deverão ser as armas atleticanas. Mesmo jogando apenas com o roupeiro e o massagista, o Clube Atlético Mineiro sempre entrará em campo pra vencer.

Suspenso – O TJD suspende e adia a partida

Ao invés de passar esse carão diante da mídia nacional, a F. Maracutaiense F. deveria ter levado em conta o bom senso na hora de marcar a continuação da Batalha do Arrozal. Não fez? Levou um corretivo do Tribunal de Justiça Desportiva, que suspendeu o jogo desta quarta-feira, adiando para uma data ainda a ser marcada. Sinal de inteligência!

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Até quando vamos queimar nossas promessas?

ter, 09/03/10
por Christian Munaier |
categoria Baú do Galo

Daniel Lansky é atleticano sempre e jornalista nas horas vagas. Herdou do pai a paixão pelo Galo e, mesmo em Brasília, continua torcendo contra o vento.

Daniel Lansky é atleticano sempre e jornalista nas horas vagas. Herdou do pai a paixão pelo Galo e, mesmo em Brasília, continua torcendo contra o vento.

Hoje quero aproveitar um pedido de parte da Massa para tratar de um tema importante e que insiste em ser repetido no Galo nos últimos anos: o lançamento de jovens revelações no time principal. Perdi a conta de quantas vezes, no time do Galo, vi juniores sendo exaltados nos campeonatos de divisão de base e saindo pela porta dos fundos depois de serem colocados em fogueiras por treinadores inexperientes e queimados por não corresponderem imediatamente aos anseios da torcida.

Toco neste ponto devido à insistência de alguns para que Renan Ribeiro assuma a meta atleticana no lugar de Carini e Aranha. Primeiro, vamos ser realistas na avaliação do que temos hoje. O Aranha veio para o Galo para tapar um buraco, às pressas, deixado por Edson e Juninho. Seria dispensado com a contratação do goleiro Renê, que acabou melando por conta do pré-contrato assinado com a Portuguesa-SP. Mais uma vez, ficou para tapar buraco. Carini veio com status de goleiro da seleção uruguaia, começou bem, joga realmente adiantado, mas é bom embaixo das traves, bom na saída de bola, e bom como poucos com os pés nas saídas mais arrojadas. Está realmente em uma má fase, começou o ano mal, mas pode render muito mais do que rendeu até agora. Para mim é o titular.

A impressão que tenho é de que a torcida espera um novo Diego Alves e pune todos que assumem a camisa 1 por isso. Tirem o cavalinho da chuva. Não é nem em todo time, nem em todo lugar, que aparece um Diego Alves na hora que a torcida quer. Com os boatos de Lauro no Galo, vi vários comentários de que era preferível ficar com o Carini, que Lauro não presta para o Galo. Quem presta para a meta alvinegra? Renan Ribeiro? Por quê?

Vi argumentos de que o menino foi muito bem nas categorias de base e na seleção. Desconstruir este argumento não é difícil. Tanto Tchô, como Renan Oliveira, foram jogadores de muito destaque na seleção de base. Não corresponderam no profissional. Por quê?

Vou mais longe: Campeonato Brasileiro de 1997. No dia 12 de novembro, o Galo foi ao Maracanã pegar o Botafogo. Fora escalado para aquele jogo o jovem goleiro Adilson. Um menino de 21 anos, lançado para enfrentar Túlio e Donizetti, o melhor ataque do Brasileirão. O menino não resistiu à pressão. Adilson foi queimado e escorraçado pela torcida do Galo mesmo tendo feito ótimos campeonatos de juniores. Depois do Galo, o goleiro conseguiu jogar apenas no Palmeiras do Mato Grosso, no Sertãozinho de São Paulo e no Ceará. O maior erro não foi de Adilson; foi de quem o lançou na hora errada.

Com o Tchô, foi assim. Promessa, Seleção Brasileira, torcida depositando nele toda sua confiança. Pegou times horrorosos, teve que assumir, novo ainda, a responsabilidade de carregar o Galo nas costas. Não deu conta. Sofreu um desgaste enorme. Se não tivesse se desgastado tanto, teria tido mais chance de brilhar em um elenco decente. Saiu pela porta dos fundos.

A paixão do torcedor não o deixa pensar no que queimar um jogador representa para a instituição. Tchô, por exemplo, chegou jovem ao Galo, gerou investimento, expectativa. Não deu retorno algum para o clube. Cada jogador queimado é um prejuízo enorme para a instituição. Há muitos anos, o Galo tem sido rotulado como um fracasso na formação de novos atletas. Discordo desse rótulo. Não ter uma boa equipe principal impossibilita a revelação de novos talentos. Sejamos realistas: depois de 2001, o ano de 2010 é o primeiro em que podemos dizer que temos um time decente.

Alem disso, a torcida tem sido preconceituosa em relação à prata da casa. Durante anos de mediocridade, vimos vários meninos carregando piano, no sacrifício de jogar em times medíocres montados por dirigentes incompetentes e o estigma de “o Galo tem uma base ridícula” sempre esteve presente.

No time que a torcida aplaudiu em 27/11/2005, dia do rebaixamento para a Série B, estavam Tchô, Quirino, Renato, Lima e Rafael Miranda. Todos das divisões de base, colocados para resolver uma situação perdida que, nem de longe, tinha qualquer um deles como responsável. Todos eles saíram pela porta dos fundos.

Chegamos, então, à situação do jovem Renan Ribeiro. Mais uma vez, insatisfeita com nossos goleiros, a Massa pede um jovem para resolver. Renan, que dia 23 de março completa 20 anos, foi recentemente promovido ao time profissional. Jovem promissor, com destaque na Seleção Brasileira de base (repito: a mesma que Tchô e Renan Oliveira foram destaques), começou a ser apontado como solução para a meta atleticana após as falhas do titular Carini e do reserva Aranha.

Em relação a sua escalação, eu faço apenas uma pergunta: caso o Luxa opte pelo Renan para o Gol do Galo, e o menino comece nervoso e precise de um tempo de adaptação como profissional, tome frangos, seja inseguro no começo, vocês realmente acreditam que a torcida vai ter a paciência necessária? Ou acham que vão logo queimar o garoto? Vamos queimar mais uma promessa?

Espanta-me a falta de paciência da Massa atleticana que insiste em queimar um goleiro que se destacou na Seleção Uruguaia, foi titular da Inter de Milão e do Cagliari (onde foi considerado um dos melhores goleiros que atuavam na Itália), por falhas em jogos do campeonato mineiro, em começo de temporada. Um jogador caro, trazido após meses de negociação do Kalil, será colocado no banco com o risco de se queimar um diamante em lapidação chamado Renan Ribeiro?

Deve-se ponderar a grande diferença entre o que é ser um jogador de base e um jogador profissional. Apenas saberemos se Renan Ribeiro é um grande goleiro quando ele jogar como profissional e der conta de se sobressair contra os principais jogadores do futebol brasileiro, como Alecssandro, Adriano, Robinho, Kléber, Borges, Dagoberto, Washington e Diego Souza, por exemplo. Alguém se arrisca a dizer que Renan Ribeiro está pronto para o desafio? Eu não. Ainda mais com um goleiro com o status do Carini no elenco. Esta é a hora do Carini mostrar a que veio, não de sacrificar uma de nossas maiores promessas.

Pitaco do Baú: Queria falar sobre a “Federação” Mineira de Futebol. Mas não vou. O Kalil já disse tudo.

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Parabéns, mulher

seg, 08/03/10
por Christian Munaier |

A mulher não deveria ter um dia apenas reservado em sua homenagem. A mulher deveria ser cortejada todos os dias, com o respeito e a admiração que merece. Escolher apenas o oitavo dia do mês de março para lhe render todas as mesuras é querer resumir o infindável, é desconsiderar o nono, que virá depois do oitavo, e o sétimo, que o antecedeu. Todos são dias de se prestar reverências à mulher.

Por isso este ato de sublevação no Terreiro do Galo. É justamente quando o dia 8/março finda e, assim, uma parcela deste planeta machista dá-se por satisfeita pelos cuidados oferecidos à mulher “apenasmente” agora, que insurgimos e parabenizamos a mulher pelo seu dia 9/março, 10/ março…

Presto minha vassalagem às mulheres da minha vida, às mulheres guerreiras e inspiradoras. Hoje e sempre, pela sensibilidade que atrai e a doçura que encanta. No café da manhã servido na cama, na ida ao parquinho de diversão ou quando ensino os primeiros versos do hino atleticano, quando levo a elegante senhora ao estádio de futebol, quando acendo uma vela e ouço Rachmaninoff… estou dizendo “te amo”. Parabéns, mulher.

O Galo é forte, mesmo com uma asa quebrada.

dom, 07/03/10
por Christian Munaier |

Henrique André é repórter esportivo e atleticano desde sempre. Informações dos bastidores e muito atleticanismo no Terreiro do Galo.

Henrique André é repórter esportivo e atleticano desde sempre. Informações dos bastidores e muito atleticanismo no Terreiro do Galo.

Podia ser apenas mais um dia de trabalho na Cidade do Galo, mas não foi. Numa semana onde tudo de errado aconteceu com o Atlético, a sexta-feira acabou sendo de tempo fechado em Vespasiano.

Frustrado com a perda do atacante Diego Tardelli e do volante Correa, que por lesão param por, no mínimo, duas semanas, o técnico Vanderlei Luxemburgo concedeu entrevista coletiva à imprensa e culpou o gramado pesado (ou seria a piscina de Teófilo Otoni?) pela contusão dos jogadores. Mesmo assim, manteve o seu velho otimismo, e garantiu que o Atlético é grande demais e continuará lutando dentro de campo, mesmo com uma de suas “asas” quebrada.

E um fato bastante curioso que flagrei durante a coletiva: o presidente Alexandre Kalil observava atentamente as palavras de Vanderlei Luxemburgo e por alguns instantes, deixou transparecer que é um grande admirador do treinador. Kalil, enquanto escutava as respostas do Luxa, repetia-as em voz baixa e por um momento até tentou adivinhar o que ele falaria na sequência de uma delas, como se falassem na mesma sintonia e com a mesma linha de raciocínio. Vanderlei falava da grandeza do Atlético e da força de superação e de entrega que exigirá do grupo enquanto estiver no comando da equipe Alvinegra.

Então, para aqueles que estão loucos para criarem uma briga, ou um duelo entre o presidente e o treinador, que não percam o seu tempo, pois ambos estão se mostrando grandes parceiros e com um único pensamento: vencer, vencer, vencer…

Ainda sobre a entrevista coletiva, Luxemburgo, perguntado sobre o jovem goleiro Renan Ribeiro,não deu margens a duplas interpretações, e encerrou o assunto com a seguinte resposta: “O RENAN NÃO ESTÁ PRONTO PARA SER TITULAR DO ATLÉTICO”. Ainda sobre os goleiros, ele garantiu que Aranha e Carini continuam sendo suas duas únicas opções, mas não negou a possibilidade da chegada de um jogador para esta posição. Não se assustem se o Dida pintar por aqui! Luxemburgo ainda desmentiu o empresário Marcelo Goldfarb, que disse ter recebido uma proposta do Atlético para trazer o goleiro Fábio Costa: “O empresário Marcelo Goldfarb é um mentiroso. O Galo não está contratando o goleiro Fábio Costa. Já passou da hora de alguns empresários terem mais responsabilidade e deixarem de utilizar a imprensa para valorizar seus jogadores“.

Sobre outra contratação, do meia Equatoriano, Edison Mendez, que atua na equipe da LDU, Luxemburgo também não quis comentar, já que ainda não houve um acerto com o jogador.

Tapetão:

Não é o que você deve estar pensando. Não vou falar sobre a confusão na partida contra o América de Teófilo Otoni e nem sobre a total falta de comando na Federação Mineira de Futebol.

Em meio a tantas nuvens negras, a Cidade do Galo ganhou um colorido diferente: o verde. O gramado do campo principal está simplesmente maravilhoso. A grama, do tipo Bermudas Celebration, considerada como Top de Linha pela FIFA, está quase pronta para receber os atletas. E, sinceramente, acho que alguns jogadores nem mereciam pisar num gramado assim. O presidente Alexandre Kalil e o diretor de Gestão Rodolfo Gropen fizeram uma rápida vistoria pelo campo principal e, assim como todos que ali estavam, se mostraram encantados com o que viram.

O tempo pode estar nublado em Vespasiano, mas que a chuva venha para lavar a alma dos atleticanos.

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Presidente Kalil anuncia MéndezOff-Topic do Blogueiro: Novo reforço do Galo chega a BH: Mendez http://bit.ly/dhpOZz Para saber mais sobre o jogador, clique aqui.

 

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Arte: Fred Kong

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Atlético vs Democrata/GV

sáb, 06/03/10
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

Para engrenar de vez e caminhar, de forma definitiva, rumo a um 2010 melhor que 2009, nada mais apropriado do que vencer dentro de casa o Democrata de Governador Valadares. Qualquer outro resultado será sinônimo de dor de cabeça. Já que o foco é mesmo o título do Regional, segundo palavras do presidente Alexandre Kalil, todos os pontos disputados dentro de casa são obrigatórios para o Atlético. Até aqui, apenas o Tupi forneceu-nos a totalidade dos pontos. Os outros times (América, Ipatinga e o time serelepe), ou nos tiraram 2 pontos, ou 3. Portanto, a expectativa de todos nós é de uma vitória consagradora neste sábado.

Arrebanhar a vitória e fazer o dever de casa são o foco do time de Vanderlei Luxemburgo. Os próprios jogadores sabem que não existem mais desculpas para um revés diante da torcida. Tempo para o preparo já foi substancial e as condições do gramado são as melhores possíveis. As ausências de jogadores do quilate do Tardelli e Correa poderão ser sentidas, mas que equipe não tem esse tipo de problema? Por isso o Galo tem um elenco com mais de onze jogadores.

Aranha; Coelho, Xerife CAMpos, Cáceres e Júnior; Jonílson, Carlos Alberto, Ricardinho e Renan Oliveira; Murisoccer e GalObina. Mais uma oportunidade para a nossa zaga titular acertar os ponteiros e outra chance para o goleiro aracnídeo recuperar a sua forma. Com dois volantes rápidos e destruidores, as costas de Coelho e Júnior, notadamente mais alas do que laterais, estarão guardadas. Ricardinho fará o papel do terceiro homem de meio de campo, dando combate ao mesmo tempo em que cadencia o jogo, enquanto Renan Oliveira jogará mais próximo aos atacantes. Muriqui e Obina formarão a dupla no ataque.

É chegada a hora de mostrar serviço. Tenho certeza de que todos na Cidade do Galo concordam. A Tsunâmica está sedenta de bom futebol no Sagrado Templo do Futebol. O empenho e desenvoltura apresentados no jogo contra os rivais da enseada precisam ser apresentados outra vez, só que com resultado (e juiz) diferente. Queremos ver o Obina pedir uma tracklist inteira no Fantástico.

Depois do Apito

Não houve goleada, nem mesmo um gol de Obina. O Bom Baiano, comensal contumaz das noites de domingo, passará em branco no Fantástico deste fim de semana. Mas a raça e vontade de vencer estiveram presentes no jogo de ontem. Aranha; Coelho, Cáceres, Campos e Júnior; Jonílson, Fabiano, Ricardinho e Renan Oliveira, Muriqui e Obina subiram ao gramado do Gigante, diante de um pouco mais de dez mil pagantes, buscando mostrar à torcida que o trabalho feito está no caminho certo. Verdade que, para que o Galo jogue um futebol que realmente convença a Massa Atleticana, ainda falta bastante. Mas, para computar os três pontos e o descanso para a mente da comissão técnica e jogadores, a vitória sobre o Democrata/GV foi o suficiente.

Toda vitória traz, a reboque, a paz para dar prosseguimento ao trabalho feito. A Cidade do Galo estará mais tranquila depois deste sábado. Graças ao gol de outro bom baiano, Junior. Sem Tardelli a atrair parte da marcação adversária e sem suas jogadas pelas laterais, o Galo precisou de quase 70 minutos para furar a retranca da Pantera para tirar o zero do placar. Obina e Muriqui faziam o possível, dribles e pivôs dentro da área. Com poucas oportunidades dos atacantes, eram os homens do meio e das alas que mais tentavam chegar à meta adversária. Jonílson, Coelho e Renan Oliveira – que tem progredido sim – buscavam o gol, mas a defesa e a pontaria lhes atrapalhavam.

Venho defendendo aqui (leia alguns “Antes do Apito” atrás) a formação com Junior e Marques pela esquerda. Estão com fome de bola, bom condicionamento e alegria de jogar. A comemoração do gol de Junior ilustra bem essa jovialidade. Foram cruciais nesta partida. Poderiam ganhar a titularidade para a próxima.

Se o ataque não se mostrou efetivo, a defesa atleticana postou-se mais sólida neste jogo. Cáceres jogou sua melhor partida até aqui, e, CAMpos, imperial. Primeira partida do Mineiro que não levamos um gol, e começo a dar muito valor pra isso. Aranha continua estabanado, mas fazendo defesas importantes. Se tiver uma sequência que lhe dê confiança, poderá trazer a segurança que todos nós precisamos.

Vejo os jogos dos times em formação, como Grêmio, Inter, São Paulo, Corinthians, Palmeiras, e constato que todos têm enfrentado dificuldades em jogos aparentemente fáceis, justamente por estarem em período de estruturação. Acredito fortemente que estamos no caminho certo. Mas minha crença não vem deste jogo, mas do fato de que, a cada partida, o Atlético está superando as dificuldades naturais (e outras não naturais) da formação de uma equipe campeã. Várias táticas testadas, gols anotados não apenas pelos atacantes, defesa encontrando a melhor forma de jogar, controle emocional…

Não é uma goleada que mostra o potencial de um time (é claro que mostra o poderio ofensivo), mas as suas variações e consistência. Por isso, sigamos em frente confiantes, porque este time vai dar liga!

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Arte: Fred Kong

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Um absurdo! Uma vergonha, mais uma vez, a arbitragem.

sex, 05/03/10
por Christian Munaier |

Texto: Aender Pereira

Arte: Reginaldo Andrade

Vanderlei Luxemburgo já havia mencionado que a arbitragem está prejudicando o futebol mineiro. Árbitro de péssima qualidade, totalmente caseiro e se esconde, como outros, atrás de cartão para tentar esconder sua incompetência.

Como pode um árbitro permitir que um jogo de futebol continue em um campo de futebol de péssima qualidade, que para falar a verdade não havia drenagem? Uma piscina terrível que poderia comprometer a integridade física dos jogadores. A bola simplesmente não corria e, sim, agarrava entre grama e água. Os jogadores estavam afundando até as canelas e o arbitro achando que havia condições de jogo.

Contudo, o Galo topou continuar a jogar após a paralisação, o que, em minha opinião, foi um erro. Mas foi preciso parar, visto posto que aquilo que estava nítido para qualquer pessoa de bom senso, foi muito difícil ser percebido pelo incompetente árbitro Sr. Emerson de Almeida Ferreira.

Agora a situação piorou muito, pois há suspeita de lesão na coxa de Diego Tardelli, que pediu para sair após fisgada sentida aos 19 do tempo regulamentar. Luxa desabafou: “E aí agora, quem é que paga pela perda duas ou três semanas de um jogador do gabarito do Tardelli? Eu avisei que não havia condições e ninguém faz nada. Pelo amor de Deus, porra!”

A Regra é clara e o Árbitro deve ser muito criticado:

DO ADIAMENTO, INTERRUPÇÃO E SUSPENSÃO DA PARTIDA

Art. 42 – O Árbitro é a única autoridade competente para decidir, no campo de jogo, em virtude de mau tempo ou por motivo de força maior, o adiamento, a interrupção ou a suspensão de uma partida, observado o disposto na legislação desportiva em vigor.(Por quê não tomou uma atitude e acabou com a partida que não tinha lógica alguma em continuar?)

Art. 43 – Se a suspensão prevista no artigo 42 deste REGULAMENTO, ocorrer nos últimos 15 (quinze) minutos, esta será mantida, prevalecendo o resultado do jogo existente no momento da suspensão da partida, se nenhuma das duas equipes não houver dado causa a suspensão da partida, conforme determinação do artigo 205 do CBJD.

Art. 44 – Só poderão participar da nova partida, os atletas que tinham condição de jogo na data da partida suspensa, adiada ou anulada e que não estejam cumprindo pena de suspensão, automática, na data da nova partida.

Agora o esquema do Galo está totalmente prejudicado, pois terá de vencer 3 partidas para entrar no G4, caso não converta em 3 pontos a continuidade da partida que ainda será marcada. E sem levar em consideração que perdemos o Diego Tardelli para, pelo menos, pelas próximas duas partidas. Os jogadores tentaram chegar aos 30’ para não ter de haver novo jogo, conforme o Art. 43 acima. Está implantada a polêmica e, pra variar, prejudicando o Galo. Agora caberá à FMF decidir quando ela será concluída.

Independente da chuva, quanto a Carini e Aranha, sinto um problema antigo voltando: Juninho e Edson. Aranha continua batendo cabeça e preocupa a todos.

“O Brado da Massa” é o espaço para os torcedores do Clube Atlético (o original) publicarem seus textos no Terreiro do Galo. Os textos publicados nesta sessão são recebidos por e-mail: blogdoatleticomg@globo.com

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Arte: Fred Kong

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Calendário de Março/ 2010: Jairo CAMpos

seg, 01/03/10
por Christian Munaier |
categoria Calendários

No mês de aniversário do Senhor Supremo das Minas Gerais, detentor da supremacia regional e time que mais vezes infligiu derrotas à freguesia local, o calendário com o novo xerife atleticano. A arte do mestre do design, FredKONG, traz o equatoriano Jairo CAMpos. Escolha o formato da sua preferência e salve em seu computador.

Arte: FredKONG   Foto: Bruno Cantini

1440 x 900 (widescreen)
1280 x 1024
1024 x 768

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E lembre-se de participar da Promoção de Aniversário do Terreiro do Galo. Clique no banner para participar e concorra a uma camisa oficial do Clube Atlético Mineiro.

Arte: Fred Kong

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Uberlândia vs Atlético

sáb, 27/02/10
por Christian Munaier |

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

E quando você acha que está encerrando o trabalho de montagem do grupo atleticano, e de definição das alternativas táticas, eis que surgem fatores novos que mexem com a cabeça da Massa Atleticana. Até aqui, dois esquemas estavam bem claros: 4-3-3, com Obina, Tardelli e Muriqui; 4-4-2, com Renan Oliveira no lugar de Obina ou Muriqui. No gol, ou Carini ou Aranha. E, na ausência de um dos zagueiros, o prata da casa Werley. De repente, somos surpreendidos no jogo em Rio Branco, com Junior reassumindo a lateral-esquerda e a presença dos volantes Jonílson e Carlos Alberto, além do ressurgimento de Evandro.

Assim, seguimos para a sétima rodada do Campeonato Mineiro de 2010 sem a menor ideia de quem entrará em campo. Isso é ruim? Não. Isso é um sinal dos tempos. Fim da era monotática de outrora, que condenava o time à obviedade. O Atlético caminha para um patamar sólido sustentado pelas diversas opções de composição, permitindo ao técnico variar sua formação conforme as necessidades. Graças à coragem do treinador de ousar, em busca do acerto, mesmo tendo que conviver com os erros oriundos desta procura.

Carini não estará nem mesmo no banco. Segundo o clube, o uruguaio sentiu a panturrilha. Muitos de nós desconfiamos de uma possível saída. Zé Luís continua no departamento médico, junto com o volante Serginho, que há muito está encostado no estaleiro. Rafael Cruz, lateral-direito recém contratado, não está regularizado para jogar ainda.

Goleiros: Aranha e Renan Ribeiro
Laterais: Coelho, Leandro e Júnior
Zagueiros: Cáceres, Jairo Campos e Werley
Volantes: Correa, Fabiano, Carlos Alberto e Jonílson
Armadores: Evandro, Ricardinho, Giovanni e Renan Oliveira
Atacantes: Diego Tardelli, Muriqui, Obina e Marques

Já que o time que enfrentará o Uberlândia, neste domingo, é um completo mistério, escalo o time que gostaria de ver em campo. Aranha; Coelho, Cáceres, Xerife CAMpos e Júnior; Jonílson, Correa e Ricardinho; GalObina, DieGOL e Marques. Júnior mostrou, no último confronto, que tem muito futebol ainda pra oferecer, e seria uma excelente alternativa de armação pela esquerda, numa dobradinha balzaquiana, mas extremamente produtiva, com o Messias; Ricardinho e Tardelli pela direita. Jonílson e Correa dariam a proteção ao meio-campo, e Coelho ficaria um mais preso no setor defensivo, abusando dos lançamentos nos contra-ataques. No segundo tempo, o merecido descanso para os mais “experientes” com a entrada de Murisoccer (Marques) e Leandro (Junior).

Escale o seu time e justifique. Vamos bancar uma de Luxemburgo. Fique a vontade e aproveite para dar uma banana pro adversário…

Depois do Apito

Colaboração: Athos Gabriel

Colaboração: Athos Gabriel

Ê, Galo véio de guerra. Cada jogo seu é uma fábula. Vencer nunca é o suficiente. Tem que ter história pra contar. Precisa ter contornos inusitados, ter assunto que irá render durante a semana. Seria muito pouco sair do Parque do Sabiá com uma sonora goleada no time da casa, com o centroavante consagrado e três pontos redentores. Que graça teria sapecar o valente Uberlândia com a mão cheia?

O Atlético entrou em campo com licença para matar o jogo logo no primeiro tempo. Aranha, Coelho, CAMpos, Cáceres e Leandro; Jonílson, Correa e Ricardinho; Muriqui, Tardelli e Obina entraram com vontade de manter a sequência de vitórias com placares elásticos. Durante os primeiros minutos – momento em que os adversários se estudam e período no qual o Galo costuma sofrer gols – Atlético e Uberlândia se respeitaram e buscavam as brechas para atacar. Paulo Roberto, do time do triângulo, era o jogador que mais perigo levava à nossa meta, tendo duas oportunidades de abrir o placar. O time alvinegro mostrava-se entrosado e com fome de gols. Coelho e Leandro alternavam as subidas; Correa, Ricardinho e até Jonílson adiantaram-se um pouco mais, encostando no trio de ataque.

Mas o primeiro gol atleticano não foi de jogada bem tramada, e sim de um chute do Obina de fora da área, com veneno, acertando o ninho do sabiá. Golaço que abriu a porteira, tornando o jogo próprio para o esquema ofensivo do Atlético. Segundo gol de Obina, no cruzamento primoroso de Coelho pela direita, e o gol de Muriqui, num passe de craque do Tardelli. Com objetividade e – principalmente – solidariedade, o Senhor das Alterosas foi construindo a vantagem que tanto queria, indo para o intervalo com um confortável 3X0.

“3 gols do Obina, no mínimo, é que vamos aceitar”, comentávamos na praça de Nova Serrana, no intervalo do jogo. O bom baiano não nos decepcionou. Logo no início do segundo tempo, agora em jogada muito bem trabalhada pela esquerda com Tardelli, Ricardinho e Leandro, a bola foi encontrar mais uma vez o Turbina Obina, que anotou o seu terceiro. 4X0 e motivo de muita alegria. Se não fosse…

Se não fosse a acomodação típica que recai sobre um time que vence com folga uma partida, não teríamos levado os dois gols da forma como aconteceram; um deles, digno de roteiro de comédia da Sessão da Tarde. Aranha, ao tentar driblar o atacante adversário, atrapalhou-se todo, protagonizando mais um capítulo da novela “Temos goleiro?”, assunto que deverá render nessa semana mais do que o paredão do BBB. Assim como me posicionei quando da falha de Carini, vou me colocar ao lado do aracnídeo. Falhas acontecem e precisamos saber conviver com elas. Mas que, num jogo mais apertado, essa patuscada poderia ter nos custado caro, poderia.

Com o susto, o Atlético voltou a jogar sério e as substituições de LuxaGalo resultaram em mais um gol. Desta vez, Carlos Alberto (!) contribuiu para a vitória maiúscula atleticana, completando de cabeça o cruzamento de Júnior, dando números finais. Poderia ter feito mais um, mas… Bem, eu não gostaria de ver o fim do mundo tão cedo…

Saímos do triângulo com pontos importantes. Mais importantes que os pontos, o conjunto atleticano que vai ganhando forma. Neste time, valores como “comprometimento”, “humildade”, “respeito” vão se fortalecendo. Bacana ver como o nosso DieGOL abdicou das tentativas de conclusão para poder servir aos companheiros. São esses os princípios que orientam equipes vencedoras. Sigamos em frente com a certeza de que ainda há muito o que percorrer, mas com a boa impressão de que estamos construindo um belo caminho.

O meu muito obrigado aos amigos que assistiram ao jogo na praça da Matriz de Nova Serrana/MG. Apesar dos serelepes presentes e secadores, fomos (e somos) mais fortes.

O meu muito obrigado aos amigos que assistiram ao jogo na praça da Matriz de Nova Serrana/MG. Apesar dos serelepes presentes e secadores, fomos (e somos) mais fortes.

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Arte: Fred Kong

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Vídeo originalmente publicado aqui



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