Formulário de Busca

12/julho: Dia Internacional da Discussão do Relacionamento!

sex, 03/07/09
por Christian Munaier |

Estevão Damázio é atleticano exilado no coração do cerrado. Na Capital Federal, dedica-se à CBN e ao Clube Atlético Mineiro

O filho, alvinegro fanático, chega para o pai, de quem herdou a paixão:

-Pai, dia 12 estaremos lá, né?
-Filhão, não vai dar não. Seremos minoria, os visitantes.
-Pai, chega de desculpas esfarrapadas. É melhor você falar que é o aniversário do seu casamento com a mamãe. Ou apele para o tabu!
-Antes fosse, filho. É que o Ministério Público, com o apoio do Kalil e do Perrella, definiu que a partir de agora, o mandante do clássico terá direito a 90 por cento dos ingressos. E o próximo é deles. Você acha que eu sou maluco de te levar?
-Putz, pai. O Kalil assinou isso?
-É…
-Quer dizer que eu nem vou mais precisar fazer tanta força para calar a boca deles, quando o mando for nosso?
-É…
-Não vou poder mais gozar o bandeirão remendado e as trapalhadas deles?
-É…
-Não vou mais delirar com a guerra saudável das arquibancadas no pré-jogo?
-É…

-E você só fala é…?

-Porra, filho! Porque estes engravatados sempre escolhem o caminho mais fácil para tentar enfrentar as questões difíceis da vida e do País.
-É???????
-Porra, filho! Estes caras acham que bem melhor do que investir em educação, aumentar a repressão aos marginais travestidos de torcedores e bani-los dos estádios, é acabar com a magia dos clássicos, com a fascinante divisão entre alvinegros e azuis.
-É???????
-Porque eles preferem tirar bandeiras e faixas, encarando-as como armas, do que caçar, com competência revista, os verdadeiros morteiros, estiletes e até facões!
-É???????
-Porque estes frequentadores de gabinetes com ar-condicionado acham que os 10 por cento dos visitantes serão compostos por anjinhos e não por fanáticos torcedores de organizadas, dispostos até mesmo a enfrentar a maioria esmagadora. Eles acham que os riscos de violência vão despencar.

-Mas pai, só uma perguntinha básica: o que vai acontecer com a minoria se ela ganhar o jogo?

-Ah, filho, pergunte para a PM. Provavelmente, vão ter que montar um mega-esquema para isolar esta minoria da provável raivosa maioria.
-E se a minoria perder, pai?
-Ah, filho, como é o nosso caso no próximo jogo, não quero nem pensar nisso.
-É????
-É!!!!!

-Pai, só mais uma perguntinha: com minoria ou maioria, seremos sempre Galo, né?
-Preciso mesmo te responder esta, filhão?

Entra a mãe na sala, animada:
-Meus amores, dia 12 já estou preparada…
-Querida, não vai dar não. Hoje prefiro discutir a relação, como você sempre me cobra…

Necessariamente, para que um ganhe o outro não precisa perder

qui, 02/07/09
por Christian Munaier |
Carlos Brito é Atleticano apaixonado, inflamado e aguerrido. É também um Pai amoroso. Sua filha nasceu em 25 de março.

Carlos Brito é Atleticano apaixonado, inflamado e aguerrido. É também um Pai amoroso. Sua filha nasceu em 25 de março.

Minas Gerais está em festa! Festa preta e branca, claro! Minas é Galo e o Galo é toda Minas Gerais. Gosto muito da frase dita pelo Rei em um programa de televisão: “O mineiro quando nasce, com ele, vem dois sentimentos, um com a liberdade e o outro com o Clube Atlético Mineiro”.

Sobre o nosso CAM, o Galo forte e vingador das Minas, Brasil e mundo todos sabem. Sobre a liberdade destas terras, também. Agora, ela está em perigo. A liberdade de ir e vir é um direito inalienável. Não vou entrar na esfera da jurisprudência desta proposta de “torcida única”, ou divisão de 90% para o mandante… De massa, eles não sabem nada. Da paixão atleticana, muito menos ainda. Lotar nossa casa é como visitar a Meca. Vestir as cores preta e branca é referenciar o sentimento liberto de poder amar um clube de futebol e embalá-lo no canto apaixonante que começa assim: Nós somos do Clube Atlético Mineiro…

Pois é, para os que não têm este sentimento, somente lhes restam tratar as coisas do coração atleticano com medidas políticas, governamentais, bastidores e cartolas. Estes não vão em estádios, assistem pela tela.

Atestando a incapacidade do Estado Brasileiro, utilizam um modelo argentino que supostamente deu certo. Ora! Cada um com seus problemas. Somos mineiros e somos atleticanos. Somos do nosso Galo forte e vingador. Muitas vezes sou apanhado torcendo contra o Brasil, somente por me sentir apenas mineiro, uai! Esta medida copiada da torcida única, mostra que tenho razão.

Se quiserem separar o joio do trigo, usem a cabeça e o serviço de inteligência dos órgãos estatais. Nestes órgãos não tem esta matéria-prima? Somente tem a força bruta e copiadores de medidas alheias? São “Marias vão com as outras”?

Segregar é idiotice! É romper a perigosa película que separa a estupidez humana. Esta medida é andar na contra mão do desenvolvimento das relações interpessoais. O Brasileiro não é argentino! Será que nossas “otoridades” já não ouviram dizer, que um remédio para um com dor de cabeça não surtirá o mesmo efeito para os outros cem?

O Mineirão é nosso, com mando ou sem mando de campo, ele sempre foi nosso! Não sou eu que afirmo isto. São os números das catracas nos portões de nossa casa que afirmam e números não mentem!

Não à intolerância!

Nós atleticanos não somos intolerantes, muito menos nos importamos com aqueles que são optantes. Sabemos reconhecer as diferenças de nossos outros irmãos mineiros. Nossa MASSA preta e branca assusta, sim! Mas, respeitamos a minoria. Seu cantinho lá em casa saberemos respeitar. Seremos verdadeiros anfitriões.

O Brasil é uma referência para a América Latina e mundo.

Sei que uma partida de futebol não é carnaval. Apesar de vestirem nossos atletas como foliões multicoloridos - já falei sobre isto na postagem anterior. O mundo reconhece a harmonia das diferenças nas ruas. Agora, o Brasil adotar uma medida Argentina é dizer não para todas suas conquistas no plano social. Burrice pura, ainda mais copiada. Uma vergonhosa maneira de atestar a incapacidade brasileira com seus problemas.

Vamos juntos mostrar para as “otoridades” deste país que sabemos conviver em harmonia. Temos sim, o direito de ir e vir. A polícia inteligente será a responsável pela segurança dos homens de boa vontade. A minoria de má vontade não pode sair vitoriosa nesta chantagem agressiva. Aceitando esta proposta, nossos dirigentes e polícia dão as mãos, mostram desinteligência e incapacidade para tratar dos problemas internos de seu povo.

1999: Atlético x Cruzeiro – Quem é mesmo o dono do Terreiro?

ter, 30/06/09
por Christian Munaier |
categoria Baú do Galo
Daniel Lansky é atleticano sempre e jornalista nas horas vagas. Herdou do pai a paixão pelo Galo e, mesmo em Brasília, continua torcendo contra o vento.

Daniel Lansky é atleticano sempre e jornalista nas horas vagas. Herdou do pai a paixão pelo Galo e, mesmo em Brasília, continua torcendo contra o vento.

Poucas vezes fui ao Mineirão preocupado com o que ia ver o Galo fazer contra o Cruzeiro – sempre fui pé quente nos jogos contra o lado de lá. Entretanto, naquela quarta-de-final do Brasileiro de 1999, fui bastante preocupado para o primeiro jogo. O Cruzeiro, que supostamente tinha um time melhor, já cantava vitória e se preocupava mais em saber quem iria enfrentar na semifinal. Mal sabia eu que naquelas duas tardes de domingo presenciaria dois dos momentos mais especiais da história do Galo.

Se eles, supostamente, tinham um time superior, nós tínhamos a raça alvinegra, a tradição e o manto sagrado que, nas horas decisivas, sempre fez o adversário tremer. Sempre. Além disso, o Galo contava com uma dupla infernal: Marques e Guilherme, que naqueles dois jogos, fizeram por merecer a imortalidade na história alvinegra.

14 de novembro de 1999: Galo 4×2 Cruzeiro – Começava a caminhada

Foi um jogo tenso, corrido e de muita raça dos jogadores do Galo. Quem abriu o placar foi Guilherme, aos 12 minutos, depois de um belíssimo cruzamento do capitão Gallo. O Cruzeiro empatou aos 21. Aos 33, pênalti para o Galo. Guilherme bate. 2×1. No começo do segundo tempo, Miller empata para o Cruzeiro. A torcida de lá começa a acreditar que tudo daria certo. Na nossa, a apreensão com a qualidade do adversário terminaria após o show de Marques. Duas vezes. O primeiro, caindo pela direita, com um belíssimo chute cruzado, aos 16 minutos da etapa final. Mais 10 minutos, foi o que Marques precisou para calar o lado oposto do Mineirão.

O Galo, em que poucos acreditavam, saiu na frente rumo a semifinal do Brasileiro de 1999. Mesmo com a incontestável vitória, o lado de lá fez questão de manter a arrogância e declarar que a vitória no segundo jogo era mais do que certa. O que foi visto no Mineirão naquele dia 14, para o Cruzeiro, se tratava de um “acidente de percurso”.

Para quem não se lembra, o mata-mata do Brasileiro de 1999 era disputado em três partidas. O Cruzeiro tinha a vantagem. Mesmo com o triunfo alvinegro, uma vitória simples do Cruzeiro levaria o confronto para o terceiro jogo. Fato que não se consumou.

21 de novembro de 1999: Galo 3×2 Cruzeiro – A vitória contra a arrogância

Quem abriu o placar naquela tarde de domingo foi o Cruzeiro, aos 34 do primeiro tempo. O que lhes deu, mais uma vez, a certeza da vitória. Certeza esta que seria apagada em apenas três minutos. Guilherme, com um drible seco e um chute forte da entrada da área, fez a massa comemorar pela primeira vez naquele domingo.

Lembro-me que durante o intervalo tive a sensação de que aquela vaga era nossa. Olhei para um amigo e disse: “Tá no papo, não vai haver terceiro jogo”. Ele me olhou meio desconfiado, mas fez questão de acreditar no que eu dizia. Aquilo me fez ter certeza que veria um show do Galo no segundo tempo. Quando o time entrou para a etapa final e se reuniu no meio do campo, minha certeza aumentou.

No início do 2º tempo, Miller coloca o Cruzeiro na frente de novo. Aos 29, Marques bate a falta e Adriano completa com um chute rasteiro. 2 a 2. Precisávamos de mais um. O gol veio aos 34, no melhor estilo da raça atleticana. Após cobrança de falta, Guilherme, de peito, sela a classificação do Galo. Nosso fantástico matador sai batendo no peito, rente a torcida do Cruzeiro, sem provocar, apenas desfilando o manto em território inimigo, mostrando, para todo o Brasil, quem é o dono do futebol em Minas Gerais.

Do outro lado, rostos incrédulos. O manto, de fato, havia feito a diferença. Guilherme, Marques e companhia garantiram uma vitória que, segundo Robert, havia sido construída com sangue e tradição. No desabafo na TV, Guilherme vocifera: “essa vitória é para muita gente calar a boca!”. De fato, muita gente calou a boca naquela tarde. Na segunda-feira, Belo Horizonte acordou da forma que mais lhe agrada ser, toda preto e branco, com milhares de apaixonados sustentando, com orgulho, seu manto, estampando, no rosto, o orgulho de serem atleticanos.

No dia 14/11, a escalação do Galo era composta por Velloso, Bruno (Vlamir), Galvan, Caçapa e Ronildo; Valdir Benedito, Gallo, Belleti (Adriano) e Robert; Guilherme e Marques (Edgar). O técnico era Humberto Ramos.

Em 21/11, o Galo foi a campo com Velloso, Bruno, Gelson Baresi, Caçapa e Ronildo (Marcão); Valdir Benedito, Gallo, Belleti (Adriano) e Robert (Lincon); Guilherme e Marques; comandados também nessa partida por Humberto Ramos.

A escalação do Cruzeiro… Não importa!

Pitaco do Baú:

Não conseguiria ficar sem dar meu pitaco. O Galo está matando a pau! Precisamos, sim, manter a humildade. Precisamos ter certeza que, para sermos campeões, vamos enfrentar um caminho árduo. Mesmo assim, não deixemos que torcidas de outros times, ou até mesmo a imprensa, nos façam acreditar que não temos elenco. Temos, sim! Pode não ser dos melhores, mas temos. Nosso papel é fazer o diferencial nas arquibancadas e mostrar para o Brasil a força do manto, assim como mostrou o time de 1999.

Saudações Alvinegras a todos!!!

Liga Terreiristas - Rodada 08

ter, 30/06/09
por Christian Munaier |
categoria Cartola FC 2009
Campeão da 8ª rodada: Raphabelo F.C. (93,32 pontos)

Campeão da 8ª rodada: Raphabelo F.C. (93,32 pontos)

Palavra do Cartola Terreirista: Raphael Franca

Galera do Terreirão e Cartolas de Plantão,

Não foi uma rodada muito boa para o nosso Galo, primeira derrota no Brasileiro 2009, mas estou completamente feliz com o time que temos este ano, um time no mínimo competitivo. E, por isso, quando escalo um time pra uma rodada do Cartola, geralmente tem um ou outro jogador do Galo, mesmo quando este joga fora dos seus domínios.

O Cartola FC é um jogo. Logo, é necessário sorte! Contudo, gosto sempre de analisar os jogadores que estarão em campo em cada rodada. Por exemplo, quando escalei o time da 8ª rodada, não coloquei nenhum jogador do Cruzeiro, Internacional, Grêmio e Corinthians, porque estes times estão ainda envolvidos em outras competições e não sabia ao certo quem entraria em campo. É melhor não arriscar.

Uma dica importante é o uso do assistente técnico para que se por um motivo ou outro o jogador escalado não jogar, ele possa ser substituído pelo Cartola. Apesar do meu assistente não entrar em ação, acredito que fui bem por ter escalado três jogadores (Dênis, Jr. César e Renato Silva) de defesa do São Paulo, por jogar em casa e por ter uma das melhores defesas no começo deste campeonato. Também por ter escalado jogadores do Atlético-PR, (Rafael Santos, M. Azevedo e Paulo Baier) porque iam pegar o Corinthians com o time de reservas.

No meio de campo sempre é necessário um jogador que cobre escanteios e faltas, no caso do meu time: Paulo Baier e L. Domingues. E no ataque, uma aposta do Sport, que ia jogar em casa (Ciro) e um do Santos (Kleber Pereira), que faz tempo que não faz um golzinho. E o Kleber sempre faz… Mas não fez. E como não podia deixar de fora jogadores do Galo, coloquei o sempre constante M. Araújo. Ele está indo muito bem esse ano. E o sempre artilheiro Tardelli, praticamente titular absoluto do meu Cartola. Pra comandar essa galera, o técnico que precisava mais do que nunca dessa vitória: Leão.

Boa sorte a todos no Cartola FC e muito boa sorte ao nosso Galo.

(TORCIDA NÃO É SIMPATIA)

Saudações Atleticanas!!!

*****

A Liga Terreiristas é aberta a todos os participantes do Cartola FC. Para participar, basta criar gratuitamente a sua equipe no Cartola FC, e depois adicionar nossa Liga Terreiristas. O vencedor de cada rodada será apontado no Terreiro do Galo, blog do torcedor atleticano da Globo.com. O dono da equipe poderá escrever um texto com aproximadamente 250 palavras para o post “Palavra do Cartola Terreirista”, falando sobre a estratégia adotada na rodada vencida. O texto deverá ser enviado para blogdoatleticomg@globo.com até 25 horas (24 não é coisa de atleticano) após o resultado da rodada. Textos maiores do que o supra-apontado serão editados, bem como todos os ajustes que se fizerem necessários. Caso o dirigente não se manifeste, o texto será escrito pelo blogueiro Christian Munaier.

Grêmio Barueri Versus Atlético

sex, 26/06/09
por Christian Munaier |
Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

Antes do Apito

Salve, salve Massa!

Lá vamos nós para a 8ª rodada do Brasileirão 2009, pela terceira semana consecutiva na liderança do campeonato nacional – do qual o Galo já foi campeão e campeão dos campeões. Para uma nova conquista, o tão aguardado e historicamente merecido bicampeonato se dará pela regularidade com a qual a equipe se apresentar pelas próximas 30 rodadas. Diferentemente de uma prova de atletismo, onde guardar o fôlego para os momentos decisivos se mostra a melhor estratégia, manter-se no topo da tabela não significa perder a força no final da competição. Significa ter gordura para queimar nos momentos adversos, como contusões e suspensões dos atletas imprescindíveis, por exemplo.

Depois de uma vitória contra o Santos – e os demônios – na semana passada, hora de enfrentar o time da cidade dos magnatas. Barueri. Cidade conhecida pelos condomínios de altíssimo padrão, Barueri faz parte da Região Metropolitana da capital paulista. Terra de gente endinheirada, com mansões, digamos, obscenas de tão suntuosas. Alphaville, o decantado espaço da granfinagem, fica ali.

O Grêmio Barueri (no site do time fazem questão de chamá-lo de Grêmio) é time de orçamento respeitável. Por isso, o tutu é bom e garantido no começo de cada mês. Assim, não podemos encarar o jovem clube como um adolescente sem grana para levar a namorada pra passear. E os resultados obtidos neste Brasileirão atestam a qualidade. Quanto foi o último jogo deles mesmo?

Celso Roth gostou da última atuação de Evandro. Realmente, o meio-campista teve um segundo tempo contra o Santos digno do gol que marcou. Excelente. Para encaixá-lo na vaga que era de Júnior, o treinador retornou com o veterano pentacampeão para a lateral-esquerda, sua posição de origem. Thiago Feltri, expulso no jogo contra o Timbu antes dos 10 minutos da etapa inicial, ficará à disposição do técnico. No papel, com Jonílson cobrindo a esquerda, Márcio Araújo resguardando a direita e Renan à frente da zaga, Júnior e Evandro poderão se aproximar bastante de Tardelli e Éder Luís pelo meio. Além dos atacantes, que gostam de atuar pelas pontas, teremos o Carlos Alberto enchouriçando a defesa adversária pela ala direita. É esperar para ver.

Não preciso nem dizer que humildade e respeito fazem toda a diferença, né não? Mas, como diria Celso Roth, respeitar significa jogar para vencer. Queremos pontos, o máximo possível. Estaremos na Arena Barueri, claro, ao lado dos irmãos. Graças ao bilhete único (balaio, metrô e trem urbano), carona, motoca e caranga. Serão mais de 7.000 ingressos disponíveis para a Massa Atleticana. Parece que nem no Mineirão, no próximo clássico, teremos tantos assim…

Depois do Apito

Arte: FredKONG

Arte: FredKONG

A noite em São Paulo tá fria pra caramba. Combinado com a chuva fina de Barueri, esse clima produziu os primeiros efeitos gripais neste pobre blogueiro. A capa de chuva, vendida a R$5, não serviu de nada e as dores no corpo vêm chegando. Será a influenza ou será influência da surra levada na Arena Barueri, belo complexo esportivo construído em uma região paupérrima da cidade?

Definitivamente não foi a tarde do Galo! Tarde em que, na companhia dos amigos – Cristiano, Daniel e Giovane (EmbriaGalo de S. J. dos Campos/SP), e outros que tive o prazer de conhecer – não vi o meu Glorioso entrar em campo. Vi um Atlético Centenário na arena, assemelhado em todos os quesitos ao grupo que defendeu o alvinegro em 2008: lambanças do nosso sistema defensivo, oferecendo de bandeja gols só vistos em peladas ou no futebol da Groelândia, erros de passes, falta de qualidade na construção das nossas jogadas e péssimas finalizações. A soma de todos os medos!

O 4X2 em nós aplicado pelo carrasco de times mineiros fez com que perdêssemos a invencibilidade. E nos fez trocar os cheques pré-datados que tínhamos conseguido nas primeiras rodadas, guardados para os momentos decisivos. Gastamos cedo demais! O empate, caído no colo e não reflexo de investidas envolventes do nosso ataque, nos deu um momentâneo alento. O empate viria com sabor de vitória. Mas o que vem fácil vai fácil, e o Barueri sapecou mais dois no nosso lombo.

Que não se torne rotina, pois quem quer ficar entre os 4 primeiros não pode se dar ao luxo de perder mais que 7 partidas. O campeão, 5.

Parece ser ponto pacífico aqui que nosso comandante errou na escalação. Mas quero trazer um assunto pro debate: na minha modesta opinião, errar na escalação nem sempre é um erro fatal. O Galo, por ser o líder do campeonato, é o time a ser estudado com mais atenção por todos. Assim, vejo que Celso tentou trazer elementos novos para a partida e complicar para o adversário. Contudo, o placar inaugurado antes mesmo dos dez primeiros minutos de jogo deixou claro que a aposta de Roth não deu certo. Infelizmente não caiu bem a manutenção de Evandro e a entrada de Júnior na lateral-esquerda. Nossas alas ficavam o tempo todo aberta às investidas do Barueri e o nosso ataque não se movimentou como antes. Dos jogos que vi nos estádios, essa foi a partida em que os nossos atacantes menos caíram nas pontas ou tentaram jogadas de efeito.

Na opinião deste blogueiro, os erros fatais foram nas substituições! A substituição mais improvável aconteceu: a saída do Éder Luís para a entrada do garoto Kléber. Não seria mais óbvia a entrada do Alessandro? Feltri e Marcos Rocha poderiam servir melhor à equipe, uma vez que ambos têm maior fôlego e qualidade (no caso de Marcos em detrimento ao Carlos Alberto) para chegar na linha de fundo e depois voltar para a marcação?

Não é hora para nenhuma caça a bruxas, tá certo? 8ª rodada e primeira derrota? Não somos o Barcelona e temos que saber das nossas limitações. Que os erros de hoje nos sirvam de lição. Mesmo com o saldo por zerar, continuamos na liderança e com uma sequência de jogos difíceis, o que é ótimo! Quanto mais difícil, mais o Galo afia a espora e mostra a sua raça.

Raça e espora afiada. Sempre!

Terreiro do Galo Entrevista: Renata Leal

sex, 26/06/09
por Christian Munaier |
Renata Leal, atleticana e musa

Renata Leal, atleticana e musa

Renata Leal, atleticana no corpo e na alma, é a Musa do Galo no concurso Musa do Brasileirão. O Terreiro do Galo traz uma entrevista exclusiva com a nossa representante.

Terreiro do Galo: Beleza é fundamental! Mas qual deverá ser o diferencial para a Musa Atleticana conquistar esse título para a Massa?

Renata Leal: Saber demonstrar sua sinceridade quando se fala do seu amor pelo Galo, a musa Atleticana tem que deixar bem transparente que esta ali não pra mídia e sim para mostrar a todos que ela é digna daquele posto, que ela fez por onde, e não deixou dúvida nenhuma para torcida de que ela era a pessoa certa para representar seu time na final, e ser espontânea sempre.

TG: Você tem esse diferencial? Por quê?

RL: Tenho certeza que sim, acompanho o Galo desde quando eu tinha 4 anos, a camisa do Galo é a minha segunda pele, meus amigos falam que eu não tenho outra roupa, só a camisa do Atlético (rs), estou pelo 2º ano consecutivo na final. Se a produção me escolheu e porque eles sabem que eu sou capaz, meu blog é um dos mais completos, todos os meus desafios foram cumpridos na data certa, não deixei dúvidas em momento algum do meu fanatismo pelo Galo, sou elogiada sempre por isso. Meu jeito espontâneo conquistou as pessoas, no Mineirão recebo muitas palavras de incentivo e de admiração pela minha campanha. Minha tatoo é a maior prova dessa paixão.

TG: Qual foi a maior loucura que você já fez para estar ao lado do Galo?

RL: Atlético e Cruzeiro pela Sul - Minas lá no Ipatingão, eu saí de BH às 10hs manhã no dia do jogo, fomos eu e meu pai em uma Titan 125, cansativo demais, mas fomos. Chegamos, assistimos ao jogo e quando estávamos voltando, começou as chover muito forte na BR e não tinha nem como prosseguir com a viagem e nem procurar um local para ficar, paramos em um posto de gasolina desativado e ficamos esperando a chuva passar. E quem disse que ela passou? Quando estávamos cansados de esperar combinamos que ficaríamos por ali mesmo. Colocamos a bandeira no chão, a moto na frente e passamos a noite ali mesmo. Eu dormia 1 hora e meu pai 1 hora. Assim ficamos revezando a noite inteira. Quando amanheceu prosseguimos com a viagem.

TG: Qual o momento mais feliz que você viveu ao lado do Atlético

RL: Por incrível que pareça pra mim foram os jogos do Galo na série B. O Mineirão era um mar em preto e branco. Fomos recorde de público de todo Campeonato Brasileiro de todas as séries (A, B, C). Quando Levir assumiu o Galo estávamos em 14º na tabela e, aos poucos, fomos conquistando colocações. Foram 1, 2, 3 vitórias. Foi ai que eu fiz uma promessa a Nossa Senhora que, se o Galo subisse de primeira, eu eternizaria no meu corpo a marca do Galo. Foi aí que eu fiz a TATUAGEM.

TG: Qual o momento da História Atleticana que você mais se emociona ao recordar?

RL: A queda do Galo para a série B foi um fato que eu não gosto nem de lembrar, porque o Galo é um time que tem história, e uma das torcidas mais apaixonadas do Brasil. Isso é muito triste para um time de tradição. Prefiro nem comentar muito porque isso me faz relembrar a tristeza que eu e todos os atleticanos vivemos.

Bate bola:
- Um título: Campeonato Brasileiro 2006
- Um ídolo: Falarei de dois. Reinaldo, Guilherme.
- Um técnico: Levir
- Uma frase atleticana: Eu vivo, respiro e me nutro do CLUBE ATLÉTICO MINEIRO
- Um blog: Terreiro do Galo sempre, onde eu fico sabendo todas as notícias do meu Galo

Não somos cavalo paraguaio! Somos um puro sangue alvinegro!

qui, 25/06/09
por Christian Munaier |

Estevão Damázio é atleticano exilado no coração do cerrado. Na Capital Federal, dedica-se à CBN e ao Clube Atlético Mineiro

Em primeiro lugar, êta termozinho recheado de preconceito e fomentado, na maior parte das vezes, por colunistas e jornalistas do eixo Rio-São Paulo, que não admitem nenhum outro time fora do seu clubinho - exceto o Inter - liderando o Brasileirão. Minha proposta nesta coluna é expor algumas razões que me fazem crer em uma bela campanha e até mesmo no tão sonhado Bi.

Já elogiei aqui o estilo Celso Roth e a postura e declarações dele só vêm reforçando tais elogios. Um “cavalo paraguaio” corre sem direção e sem comando. Já um “puro sangue alvinegro” sabe muito bem onde quer chegar, com ritmo, organização e planejamento. O “jóquei” Roth já alertou para os riscos da soberba e da prepotência e já nos preparou para as inevitáveis derrotas que virão. Ou alguém quer de novo um vice-campeonato invicto como em 77? Não nos preocupemos com invencibilidade, mas com estabilidade!

Outra declaração do Roth, ao comemorar o que chamou de “distribuição dos gols alvinegros” me chamou atenção. E vai ao encontro do que ele mais preza que é o coletivo - até Tardelli, pupilo de Leão, caiu nos encantos do professor. Em um campeonato longo, não podemos nos preocupar com disputas de artilharias, que exacerbam o lado individual em detrimento da coletividade. Quanto mais “artilheiros” tivermos, melhor! Ou alguém quer, de novo, os 28 gols do Rei, maior artilheiro de 1977? Ou os também 28 gols de Guilherme no vice-campeonato de 99?

Um fator que embasa também meu otimismo no momento é o elenco alvinegro, ou as peças que estão sendo lapidadas pelo nosso treinador. Dêem uma olhada nos times titular e reserva que treinaram nesta semana: Aranha; Carlos Alberto, Werley, Alex Bruno e Júnior; Renan, Jonílson, Márcio Araújo e Evandro; Diego Tardelli e Éder Luís. Na equipe B: Bruno; Marcos, Welton Felipe e Thiago Cardoso; Marcos Rocha, Serginho, Tchô, Renan Oliveira e Thiago Feltri; Alessandro e Kléber. Claro, não temos o melhor elenco, mas convenhamos, estamos longe dos piores. Um meio-campo com Serginho, Tchô e Renan Oliveira merece destaque. E é sempre bom ter um Feltri e um Alessandro à disposição. Isso sem falar no Evandro, que substituiu muito bem a Junior como meia e abriu um novo desenho tático para Roth, retornando o nosso penta-campeão à lateral esquerda. Podemos discordar ou não, mas o importante é que opções estão surgindo. Na minha opinião, precisamos de mais um meia criativo, que lidere o setor, e um centroavante brigador, cabeceador, grandalhão mesmo, que atue como pivô, enchendo o saco da zaga adversária. Seria uma boa opção, ao lado do Alessandro, para mudar placares desfavoráveis nos segundos tempos das partidas. Um atleta como Aloísio Chulapa, que foi para o Vasco, ou Adriano, do Flamengo, para ficar mais claro o estilo que vislumbro. Este tipo de jogador é importante em uma conquista de Brasileiro, e embora saiba que trata-se de um atleta em falta no mercado, acho que a diretoria não deve desistir das buscas.

Gostaria ainda de destacar o trabalho da atual gestão do clube, que vem fazendo o dever de casa com responsabilidade e pés no chão, sem alardes, nem falsas promessas. Um time que quer conquistar o campeonato mais difícil do mundo, o Brasileirão, precisa de uma retaguarda segura, que impeça que crises alheias ao futebol contaminem os jogadores e a comissão técnica. Uma diretoria que mantenha o equilíbrio das contas, mas que não abra mão da busca por um parceiro ou patrocinador sério que valorize a marca e aumente as receitas. São itens fundamentais nas histórias dos vitoriosos.

Para finalizar, peço que me ajudem a completar a frase, com criatividade, mas mantendo o nível, claro.

CAVALO PARAGUAIO É…

Obs.: Mais do que nunca, torço pela “imortalidade” do Grêmio.

O Terreiro se manifesta: repúdio ao racismo

qui, 25/06/09
por Christian Munaier |

Salve, salve Massa!

Assuntos como o que vou abordar agora extrapolam a cor do tecido que veste o atleta, mas tem tudo a ver com cor. A cor da nossa pele. O fino tecido que reveste essa máquina complexa chamada corpo. Definida por uma série de combinações genéticas, genes recessivos e dominantes, a cor da nossa pele não determina o nosso grau de inteligência, educação, honestidade, capacidades motoras. A cor da nossa pele não determina se somos melhores ou piores seres humanos.

O racismo é a forma mais torpe de tentar diminuir o valor do ser humano.

No esporte, sabemos que atletas buscam a vitória através da supremacia técnica e psicológica. A somatória das inteligências intelectual, emocional e corporal (sim, existe o “corpo inteligente”) define o vencedor. Quantas e quantas vezes não vimos as atletas da seleção cubana de vôlei abusar da provocação no meio de rede? Mohamed Ali abaixava a guarda e apontava o próprio nariz, como se estivesse oferecendo um alvo ao pobre oponente…

A raça que exigimos dentro de campo não diz respeito à origem étnica dos atletas, refere-se à vontade de vencer, a gana! Lançar mão de comentários ou xingamentos racistas não faz parte de nenhuma estratégia desestabilizadora. Manifestar racismo é a coisa mais antidesportiva que existe. A mais anti-humana.

Raça e espora afiada. Sempre!

Leandro Almeida a caminho da Ucrânia!

qua, 24/06/09
por Christian Munaier |

Clique aqui para atualizar o blog

Salve, salve Massa!

Informações dão conta da transferência de Leandro Almeida para o futebol ucraniano. Segundo o site Superesportes, o Atlético teria vendido os 50% que ainda detinha dos direitos econômicos do defensor alvinegro por €2 milhões (aproximadamente R$5,5 milhões), para o Dínamo de Kiev.

Zagueiro revelado pela base do Galo, Leandro Almeida se destacou no Brasileirão 2008 e, apesar da posição, foi um dos principais artilheiros do Atlético na temporada passada. Na atual temporada, marcou 4 gols em 26 jogos. Infelizmente, perdeu o pênalti que nos desclassificou da Copa do Brasil. Tornou-se um dos líderes do elenco e herdou, do também zagueiro Marcos, a faixa de capitão.

Titular absoluto na defesa atleticana ao lado de Welton Felipe, recentemente cedeu o seu posto ao Werley, por conta de uma contusão. Para a sua vaga, além de Werley e Marcos, temos o recém contratado Alex Bruno e Thiago Cardoso, este vindo da base.

Bom negócio! Um zagueiro com pouca experiência ser vendido pelo valor total de €4 milhões, sem convocações para a Seleção Brasileira principal, pode ser considerado uma ótima transação. Podemos debater questões como a provável valorização no médio prazo do zagueiro, com uma campanha bem mais positiva nesta temporada. Poderia ter a chance de uma convocação? Poderia ser melhor negociado depois? Aí partiremos para o campo das especulações. O que precisamos avaliar é a venda dos primeiros 50%, os quais não sabemos quando ou por quanto foram…

Raça e espora afiada. Sempre!

Eduarda 100%

ter, 23/06/09
por Christian Munaier |

Texto: Thalmo Pimentel

Se toda mulher sonha em ser mãe;, com os homens não é diferente: o desejo de todos é ser pai. Pode até ter coisa tão boa quanto ser pai. Melhor, com certeza, não existe. De vez em quando é complicado… Os filhos nos fazem perguntas embaraçosas, é muita disposição nas brincadeiras para quem está só querendo ler um bom livro. Mas as recompensas são infinitamente superiores.

Uma das maiores alegrias que tive com minha filha, Eduarda, foi no Mineirão. Para um apaixonado torcedor do GALO como eu, é uma obrigação fazer com que meus filhos se tornem atleticanos. E o trabalho nestes tempos atuais está cada vez mais difícil devido à boa fase da “concorrência”. Mas nada que nos tire o prazer de torcer pelo Clube Atlético Mineiro, a paixão maior do povo destas Minas Gerais. Sempre que tem jogo do Atlético assisto com ela, compro uniforme do time, bandeiras e tudo que faça nos lembrar do “Glorioso”. Mas, como eu disse anteriormente, a concorrência está bem e um amiguinho da escola da Duda, que torce para “eles”, estava tentando cooptar a Eduarda para o outro lado. Pensei com os meus botões: está na hora de investir mais pesado na formação da Duda como atleticana. E a melhor forma de fazer isso é levá-la ao Mineirão para ver um jogo do Galo junto da mais apaixonada torcida do mundo. O destino se encarregou de fazer o resto.

O jogo era Atlético X Juventude, numa fria quarta-feira de julho, pelo Campeonato Brasileiro de 2003. O Galo não estava bem e acabara de trocar de técnico. O time não inspirava confiança na torcida. Primeiro tempo termina 0 X 0 e o Atlético jogando mal. Mas, para a Eduarda, pouco importava. O que ela queria era ficar perto da charanga, escutando o hino que ela já sabia cantar, e chupando picolé. Começa o segundo tempo e o Atlético faz um gol. Festa na arquibancada, festa da Eduarda e meu plano estava dando certo. Mas, para minha tristeza e de toda torcida, o Juventude empata o jogo a poucos minutos do final e o Galo não dava sinal de que teria forças para desempatar a partida. Eis que, como diria Nelson Rodrigues, o Sobrenatural de Almeida resolve dar as caras no Mineirão. Aos 46 minutos do segundo tempo, Eduarda já dormindo nos meus braços, escanteio para o Atlético, o goleiro Eduardo sai da sua área, atravessa todo o campo, e vai tentar o milagre de desempatar o jogo. Corner batido, bola na cabeça do goleiro artilheiro e daí para as redes do adversário. Êxtase na arquibancada, a torcida canta o hino e, quando o juiz encerra o jogo, todas as atenções se voltam para o herói da noite, Eduardo. O estádio inteiro, então, começa a entoar uma nova canção: - E ninguém segura, o Eduardo é 100% Galoucura! Neste momento a Duda acorda nos meus braços, escuta a canção e pergunta: - Pai, esta música que eles estão cantando é para mim? Eu, entendendo o recado que os deuses da bola me mandaram, emendo de primeira: - É claro filha, essa música foi feita para você. A partir de então toda vez que se pergunta à Duda qual é a sua música do Galo, ela enche os pulmões e canta: - E ninguém segura, a Eduarda é 100% Galoucura. É por essas e por outras que essa torcida é a mais apaixonada do mundo.

*****

“O Brado da Massa” é o espaço para os torcedores do Clube Atlético (o original) publicarem seus textos no Terreiro do Galo. Os textos publicados nesta sessão são recebidos por e-mail. É importante não conter acusações infundadas e palavras de baixo calão.



Formulário de Busca


2000-2009 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade