A soma de todos os medos
Salve, salve Massa!
Jogadores baladeiros, veterano inconseqüente, líder jogando em casa e juiz tendencioso. O que mais poderia ter dado errado para o Galo, no jogo contra o Palmeiras em São Paulo pela 28ª rodada do Brasileirão?

Num verdadeiro roteiro de pastelão chinês, o sábado começou com a notícia de que três jogadores do Galo, dentre eles um titular, estavam desligados da delegação por problema disciplinar. Não passaram a noite em seus quartos, só retornando ao hotel no iniciozinho da manhã. Mais conseqüências da funesta administração do futebol Atleticano. Processo de seleção, avaliação do currículo, contato com ex-empregadores e um psicólogo acompanhando os atletas, coisa profissa que acontece em equipes profissas, neste Galo do centenário são ações inexistentes. O “professor” indica e o “professor” faz o papel do psicólogo. Gostaria de ouvir a conversa do professor com os “atletas”.
- E esses olhos vermelhos?
- Pinga!
- Onde é que vocês estavam?
- Eu tava bebeno nu inferno, e foi o cão quem butô pra nóis bebê.
- Vocês saíram como?
- Não sei… Foi uma espaçonave que me pegou…
Abaixo você verá a entrevista completa dos três meliantes.
Episódio superado e convocação de Sheslon para a lateral direita. Vamos para o jogo. Juninho; Sheslon, Marcos, Leandro Almeida e César Prates; Serginho, Márcio Araújo, Elton; Renan Oliveira; Marques e Jael. Por mais que não concordemos com a manutenção do Marcelo Oliveira no comando do Galo, algumas coisas precisamos concordar com ele. O 4-3-1-2 no elenco do Galo é o esquema que melhor se encaixa. Se o Pet estivesse no seu melhor condicionamento, ele poderia fazer o papel do “1”. Mas não está (se estivesse, seria um crime mantê-lo no banco).
Juninho mostrou, nos primeiros minutos de jogo, o porquê da confiança da Massa em seu futebol. Aos dez minutos do primeiro tempo, em outros tempos, já estaríamos perdendo o jogo. Um Palmeiras muito bem postado em campo ocupava todos os setores e jogava aberto. A pressão natural do time da casa nos primeiros minutos de jogo deu um frio na espinha. Mas dessa vez até o Leandro Almeida jogou concentrado e salvou o Atlético de levar o primeiro gol.
Defesa aberta e inexperiência de zagueiro não é uma exclusividade Atleticana. Assim, o zagueiro Maurício (que não devia estar nascido quando Marques começou a jogar) tentou driblar o nosso ídolo veterano para o lado errado e entregou de bandeja a bola ao Marques, que rolou para Renan Oliveira. Renan, que gosta e sabe fazer gol, chutou firme e rasteiro no canto direito do grande Marcos, que nada pôde fazer. Galo 1, Palmeiras 0.
Ah, se o Galo jogasse sempre assim… Mas não joga, e a bonança sempre dura o tempo suficiente para suspirar. Mal o suspiro havia terminado, o mesmo ídolo veterano fez uma lambança típica dos jogadores amaldiçoados pela Massa. Foi expulso ao colocar a mão na bola, desnecessariamente, imprudentemente, Mazzaropimente. Com 10, contra o Palmeiras em São Paulo, ainda no primeiro tempo? Fucking shit! Empate aos 43 minutos e quase a virada aos 49.
Segundo tempo e um novo jogo. O que não estava cheirando nada bem, fedeu de vez. Sem condições de jogar de igual pra igual com o verdão, o Galo só se preocupou em não levar. Recuado, tentava o contragolpe sempre através dos chutões à frente. Mas nem o recuo, e tampouco as minhas rezas deram jeito e levamos a virada aos 16 do segundo tempo, gol de Alex Mineiro (que já foi ídolo no Galo). Mesmo com a entrada de Raphael Aguiar, Denílson e Castillo não mudaram a situação Atleticana. Depois de levar o terceiro, numa falha grotesca do Juninho aos 33, o Galo só se preocupou em não levar de muito. Final, Palmeiras 3, Galo 1 e manutenção dos 34 pontos que nos coloca na 12ª posição.

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Mantivemos o mesmo pífio desempenho neste campeonato, com o mesmo desempenho em jogos fora de casa. Gastamos a pouca gordura que tínhamos e agora estamos na capa da costela. Os times de baixo já encostaram, os de cima se distanciaram e a nossa equipe… A cada semana, uma novidade.
Vamos ver agora o que nos reserva esta semana, tanto no aspecto técnico (o que farão com os baladeiros?) quanto no aspecto político. A seguir, as entrevistas do “trio balada dura”.
Raça e espora afiada. Sempre!
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Estevão Damázio é Atleticano e exilado. Em Brasília, dedica-se à CBN e escreve para o “Terreiro do Galo” aos sábados.
Mas quero deixar aqui registrado, horas antes do embate, que acreditar não custa nada. Prefiro sonhar com as posições de cima do que temer as posições de baixo. O fato de só termos vencido uma partida fora de casa neste Brasileirão só traz mais expectativas quanto à segunda. Uma vitória nos encherá o peito de orgulho. E ela só virá se a “barrinha de energia” da raça Atleticana estiver completa. Essa história de “responsabilidade da vitória é toda deles” é papinho de quem não entende que todo Atleticano espera sempre a vitória. Pode não vir, mas a queremos! Vencer é o nosso ideal.
Claro que a tia coruja não queria perder nenhum momento de sua chegada e, sentindo-se forte, entrou na sala de parto segurando a câmera para filmar o momento exato de sua chegada. Mas, infelizmente, não conseguiu segurar a emoção. Confesso que amarelei e amarelei mesmo… Minhas vistas escureceram, minhas pernas ficaram bambas e senti apenas os enfermeiros segurando os meus braços e me levando para fora da sala. Coisas da vida… Minutos depois, consegui me recuperar, voltei e lá estava ele, lindo, cabeludo… Um neném perfeito. O meu sétimo sobrinho. Viva o Dudu!





