Atlético vs Ipatinga

Arte: FredKONG
Antes do Apito
Projeto: Galo Campeão
Experiência nº 3
Tal qual uma pesquisa donde se experimenta diversas combinações dentre as alternativas possíveis – e algumas nem imagináveis pela Massa Atleticana –, o cientista Vanderlei Luxemburgo segue desbravando o desconhecido em busca da fórmula perfeita. Assim como um geneticista do futebol, LuxaGalo altera esquemas táticos e posicionamento de atletas para, enfim, chegar à estrutura molecular de um time campeão.
Do 4-4-2 ao 4-3-3, passando por todas as variações permitidas em lei, nosso técnico já lançou mão. Desde o primeiro confronto, no clássico com o América, já vimos o Atlético jogar com 2 volantes e dois meia-armadores, 1 volante, dois meia-armadores e 1 meia-atacante, e até mesmo vimos o Galo jogar com 10. Se nós, leigos semi-profissionais do futebol (mas experts na arte de cornetar) não ficamos satisfeitos, por que o nosso alquimista ficaria? É por isso que veremos, na peleja contra o Ipatinga, novos elementos em campo.
Zé Luís (1,81m de altura) no lugar de Jonílson (1,75m). Fabiano (1,81m) no lugar de Correa (1,76m). Em matéria de altura, nosso time “aumentará” substancialmente o potencial defensivo. Importante, até porque nossa zaga também não é muito alta: CAMpos (1,80m) e Werley (1,84m). Mesmo o Galo não sendo um time de basquete, a altura conta. Lembrem-se de que temos, constantemente, levado gols em jogadas aéreas. (Atentem para o fato de que a altura só não adianta, mas ajuda.)
Teremos em campo uma variação do 4-3-3. Pelo que se noticia, Obi-Gol Kenobi (mestre Jedi) ficará mais plantado à frente, enquanto DieGOL e Murisoccer voltarão para recompor a defesa e avançar com a bola dominada (4-3-2-1). Neste formato, poderemos ver nosso artilheiro Tardelli jogar mais como garçom do que, propriamente, como “o cliente a ser servido”. Mas será importante para o time e ele dará a sua contribuição. Com seus 1,83m, Obina será a referência dentro da área e, ainda, poderá auxiliar a defesa nas cobranças adversárias de escanteio.
Carini; Coelho, CAMpos, Werley e Leandro; Zé Luís, Fabiano e Ricardinho; Murisoccer, DieGOL e Obi-Gol Kenobi. O caldeirão do Luxa tá em ebulição. O Ipatinga será a cobaia. E, dessa vez, o Tigre terá adversário de verdade pela frente, e não as babas que enfrentou nos últimos jogos.
Depois do Apito

Colaboração: Athos Gabriel
O Carini tem o meu total apoio. Quem nunca falhou na sua profissão, por favor, peço que me mande seu currículo, pois a minha empresa está contratando. Mas se você é tão humano quanto o ótimo goleiro uruguaio, saberá entender que, vez ou outra, o erro fará parte da nossa vida. E entenderá que, quando a desgraça do desacerto acontece, a última coisa que uma pessoa necessita é de pateia, do desestímulo, do empurrão precipício abaixo. Por isso, de antemão e ainda nos inicialmentes, posiciono o Terreiro do Galo ao lado do goleiro atleticano. Já bastarão os serelepes a rebaixá-lo (e também ao nosso time). Se um blog atleticano não estiver ao lado dele, quem estará? Por isso, o visitante que quiser cornetá-lo, clique aqui ou aqui.
Na estreia do atacante Obina e do volante Zé Luís, o Atlético mostrou que ainda falta entrosamento de algumas peças do time, justamente por estar em fase de experiências. Mas não se postou, hora nenhuma, no esquema covarde da retranca. Essa postura redobra minha confiança de que estamos no caminho certo. Não quer dizer que o time já esteja pronto! Por esse motivo, Luxemburgo está correto em buscar fórmulas diferentes e explorar o máximo do potencial de seu elenco. Esta fase é a mais adequada para os testes!
Por acaso já é a decisão do campeonato?
O meio-campo do Atlético ainda é uma grande incógnita! (À bem da verdade, apenas as laterais já conhecem seus donos – Coelho e Leandro). No empate de hoje, Luxemburgo começou com três jogadores fixos neste setor, sempre reforçado com um ou dois jogadores vindos do ataque. Ricardinho, que tem buscado encontrar o timing para cadenciar o jogo e assumir seu papel de distribuidor de bolas, fez lançamentos precisos e, ainda, ajudou na marcação pela esquerda. Já Fabiano continua meio perdido dentro de campo. Teve boa participação no quase-gol de cabeça. E só. Zé Luís, sobrecarregado na função de 1º volante, fez boa partida e deu conta do recado.
O gol do Ipatinga, no chute descompromissado de Jajá aos 4 minutos do segundo tempo, não retratava a realidade do jogo. O Galo foi superior durante todo o jogo, mas não conseguia furar a retranca do Ipatinga. Luxemburgo, então, resolveu apostar num esquema de ataque audacioso. Marques, Tardelli, Muriqui e Renan Oliveira foram para o abafa e sufocaram o time do interior. O empate veio aos 41 minutos da etapa complementar, num lançamento de Marques que Carlos Alberto (como um ponta-direita) ajeitou para Muriqui fazer de cabeça (!). Infelizmente o Atlético não conseguiu virar o jogo e sair vitorioso, frustrando os quase 30.000 atleticanos presentes no Mineirão.
Mais duas partidas permitirão, ao Atlético, as chances de testar os jogadores e as alternativas. Antes disso, será precipitado fazer qualquer avaliação pretensamente realista. Mas é claro que tenho os meus pitacos! Prefiro ver o Tardelli sendo mais servido do que fazendo o papel de garçom. Prefiro o Correa no lugar do Fabiano e entendo que ainda falta uma quilometragem maior para que o Obina se acerte com os companheiros. Ficarei feliz ao ver Cáceres entrar na zaga titular… Mas entendo a necessidade de se fazer todos estes experimentos e, se o técnico quiser, estou bem (mal) treinado e pronto para entrar no time!
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Não sei se será a principal contratação do ano. Mas, com certeza, a contratação do atacante Obina será uma das mais controversas de toda a temporada que se inicia. Por princípio, eu tenho todos os motivos para apoiar: Primeiro, porque já foi contratado; segundo, porque tem o aval do técnico Vanderlei Luxemburgo e vem com um histórico de momentos positivos na carreira. O elefante atrás da orelha se justifica, obviamente, pela não consolidação das expectativas que Flamengo e Palmeiras depositaram no atacante.




