Em 1975, Moçambique ficou independente. De 82 a 92 foram 10 anos de guerra civil. Segundo Bruno, um amigo local, durante esse período o acesso à Ponta do Ouro, que fica bem na fronteira com a África do Sul, era muito difícil. Hoje em dia, Ponta é um ponto turístico bastante frequentado por mergulhadores, surfistas, kitesurfistas ou por quem procura as delícias das praias da região. Nós fomos a busca de novidades. Falar português, pegar um sol em um lugar tropical, cultura, valores e essas coisas que fazem a gente evoluir e entender melhor o mundo e nossas diferenças. O surf report não era dos melhores e o clima não tão quente como esperávamos. Caímos no mar só para mergulhar um pouco, mas passeamos muito pelas redondezas. Achávamos que o custo aqui seria mais barato, mas parece que o turismo já inflacionou a moeda local. Quem vem para cá é bom ter cash. “Aceitamos tudo! Se for forte é lógico.” U$, Euros, Rands e a moeda local são os mais conhecidos. A maioria dos estabelecimentos aceita cartão. Mas aqui não tem caixa eletrônico. No caminho, já perto da fronteira, paramos para comprar umas frutas em um mercado local.
O visto para Moçambique é tirado na fronteira e custa 172 Rands.

Cruzando a fronteira a pé. Tivemos que deixar nosso carro em um estacionamento (R$20 por dia embaixo da arvore e R$30 na tenda). Aqui, nessa região só se anda de 4 x 4.

O primeiro nascer do sol. Bem em frente à nossa pousada. Promessas de melhora do tempo.

Ficamos no Dolphin-Encountours. 500 Rands por casal o dia.

O condimento aqui é bem parecido com o do Brasil. Sopinha de feijão pela manhã para recuperar. Cheguei aqui e senti o corpo todo dolorido. Fiquei com medo de malária, pois aqui é bem comum. Mas eu acho que foi um vírus misturado com a malhação do flow wave - parece que tomei uma surra. Ficou ruim até para dormir.

Quando a maré baixava os pescadores aproveitavam para chegar em cima dos corais e fazer a festa.
As ondas começam no final dessa ponta e entram baía adentro. É uma onda excelente quando está perfeito.

Ligia admirando a paisagem. Aqui dá para ter uma noção melhor do point break.

Homens e mulheres se juntam em times para pescar.

Praias sem fim para se passear.

Nosso quartinho. Aqui não tem chave nas portas.

Feirinha local!

Negociando uma mandioca. Eu não tinha o dinheiro para comprar o lote todo e demorou um tempo para convencer a Ana, que não era a dona da mercadoria, a dividir a porção.

Aqui é assim que elas carregam os filhos pequenos, amarram nas costas e as crianças nao se mexem de jeito nenhum.

Jacinto é dono de duas barraquinhas. Muito gentil e educado!

Comemos muito bem no Café del Mar.

Cházinho pela manhã vendo o sol nascer.

Passeio pela praia - o vento forte pedia uma camisa comprida.

Algumas vendinhas têm telefone para ligações. Aqui, fazer contato com o mundo é caro e precário.

Ligia, Inês, Lwana, Bruno, eu, João e Felipa. Amigos de Moçambique e Portugal.

Lua cheia!

Nascer do sol!

Descascando a mandioca para o café da manhã.

Visual da região.
Esse casal saiu de Cape Town em direção ao Quênia. Tiveram alguns problemas com as dunas.

Bem parecido com o nordeste do Brasil.

Paramos para ajudá-los pela segunda vez.

De volta à South Africa.

Lateral da moto deles. Boa viagem e fiquem com Deus!

-Sawubona! Good Morning! It’s time to go! 7.30am… Estamos em Johannesburg, ou Jo’burg como eles preferem chamar por aqui. Cidade grande com fama de perigosa, 6 milhões de habitantes e muito movimento. Devo confessar que não estava com muitas saudades desse barulho frenético, ainda mais depois de alguns dias dormindo perto da natureza, sob um céu estrelado e só o barulhinho do mar.
Até a próxima África! Estou indo embora depois de um mês neste país tão diverso, acolhedor e cheio de surpresas. Foram mais de 3.000km do sul ao leste do continente para chegar até Moçambique. Amo esse lugar e fico feliz ao voltar todos os anos e ver que por aqui as coisas estão melhorando com a integração racial, a evolução do turismo e a esperança do povo.
Hoje pela manhã, no caminho para o aeroporto, ouvimos um depoimento muito bonito que me deixou emocionado. Doug, nosso (feliz) motorista de 60 anos, ex-surfista e mergulhador, contou como há apenas 20 anos a educação era negada aos negros e outras raças - como os indianos e orientais. “Cidadãos de segunda classe” não podiam permanecer em bairros de brancos após o toque de recolher, sob pena de serem espancados e presos sem julgamentos. Brancos e negros não podiam sentar em bancos lado a lado e as relações inter-raciais eram consideradas imorais pelo regime separatista.
Doug nos contou também sobre Nelson Mandela, um líder negro de origem simples que, tendo nascido sob o regime do Apartheid, lutou a vida toda pela reconciliação e um país mais unido e justo. Como político deu exemplo de honestidade, nunca se envolvendo em corrupções, esquemas ou nepotismo. É muito bom ver todos os Sul Africanos, sem excessão, com orgulho deste líder. Como gostaria que no Brasil tivéssemos esse exemplo! O que precisamos na vida é de bons exemplos.
Fiquem com Deus. Muita paz no coração.
Cenas da África - província de Kwazulu-Natal. Uma nova geração na escola.
Passamos um dia no safári em Phinda Game Reserve. Os animais chamados por “Big Fives” estão por aqui: Leão, Leopardo, Elefante, Rinoceronte, Búfalo.
Duas jovens leoas de 3 anos de idade descansando após uma refeição de zebra, dois dias atrás.

Girafas estão por toda parte. Segundo nosso Ranger, Brett, o único animal que não emite som conhecido pelos humanos.

Pôr do sol clássico na savana!

Dois filhotes de cheetah, o predador mais rápido do mundo.

Nyala macho, a refeição preferida do leão. Tem por todos os lados do parque.

Yebu Gogo! Penny, representante da tribo Zulu, que trabalhava no lodge. Adorou conhecer brasileiros.

Nascer do sol! Seis horas da manhã e prontos para mais uma excursão.
Paisagem típica do inverno, a estação mais seca.

Estamos conhecendo um bocado sobre árvores. Esta é a “Fever Tree”, que contém uma película de pó amarelo no tronco, muito usado pelos povos locais como protetor natural para pele.

Manada de búfalos selvagens. Machos mais velhos são muito temperamentais e agressivos. O caçador pode acabar se tornando a presa.
Interação entre zebras e girafas.

Rinoceronte fêmea de 2 toneladas e seu bebê. Descansando…

Nosso grupo: Bungani, o “spotter”, Brett, o “ranger”, eu e a família de americanos muito simpática que conhecemos.

Nosso bangalô: Phinda Mountain Lodge (ccf africa).
