Arthur Muhlenberg http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg O predador Dominante do futebol Brasileiro Tue, 16 Mar 2010 15:35:18 +0000 http://wordpress.org/?v=2.8.5.2 en hourly 1 Tô Esperando Todo Mundo Lá! http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2010/03/16/to-esperando-todo-mundo-la/ http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2010/03/16/to-esperando-todo-mundo-la/#comments Tue, 16 Mar 2010 15:35:18 +0000 Arthur Muhlenberg http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/?p=3604 image001

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Mengão Sempre

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Vagner Love Manda Bem Pra Caramba http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2010/03/16/vagner-love-manda-bem-pra-caramba/ http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2010/03/16/vagner-love-manda-bem-pra-caramba/#comments Tue, 16 Mar 2010 05:18:59 +0000 Arthur Muhlenberg http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/?p=3600 flavagnerlove_dz_14032010_002

Em 1970 e uns quebrados, Pete Townshend, gênio que um dia será lembrado como Ludwig Van Beethoven e Amadeus Mozart, escreveu a ópera-rock Quadrophenia, uma espécie de obra pós-Tommy, o tal rapaz que não enxergava, não ouvia e não falava, uma parábola de uma juventude do pós-guerra, sem expressão, marginalizada, e que de repente é “libertada” por uma contracultura do fim dos anos 60, à base de ácido, maconha, bebida, sexo e revistinhas suecas. Quadrophenia, musicalmente, mostra um The Who mais amadurecido, ainda que Tommy tivesse no setlist alguns de seus eternos hits, como Pinball Wizard, Eyesight to the blind e We’re not gonna take it.

Em Quadrophenia, Jimmy, o personagem principal (bem descrito na magistral “Doctor Jimmy”) é apenas uma face de um esquizóide, uma esquizofrenia quádrupla, como diz o nome-trocadilho. O personagem Jimmy se mostra em quatro versões, todas elas reflexos dos mods farristas dos subúrbios de Londres: o cara de cintura dura, metido a machão, derivado do cantor Roger Daltrey, o mela-cueca inspirado no hoje falecido John Entwistle, o louco – como sempre – inspirado em Keith Moon, e o hipócrita, que Townshend baseia no seu próprio cinismo. Para o perfil cínico, Townshend comete uma das mais belas músicas da história do rock universal: Love reign over me.

Love reign on me é a resposta de Pete a sua própria hipocrisia. “Eu preciso de um drinque da mais pura água fria”, canta, ao fim da música. “Only Love/Can make it rain/The way the beach is kissed by the sea”, anuncia, no início. Somente Love pode fazer chover do jeito que o mar beija a praia, meus amigos.

600px-RAF_roundel.svgLove, que reina, não em mim, mas sobre nós, é a resposta não de Townshend, mas, 40 anos depois, é a resposta rubro-negra à hipocrisia que parece ter tomado conta de nossa grande imprensa e também de nossa pequena mentalidade. Reparem que, à maneira de um mod bagunceiro, Love é irascível porque confia em seu próprio poder. Tem o romantismo dos que desconhecem a própria mortalidade. Não é um quadri-esquizofrênico – muito pelo contrário. Como dá o sangue pelo Flamengo, como se esforça dentro de campo, não vê a necessidade do cinismo. Somente o amor que ele desperta no legítimo rubro-negro pode fazê-lo ter o poder de não mentir. De não ter frases feitas. De não invocar um Deus mais relativo do que absoluto. Love reina no camarote da avenida, e diz que está lá bebendo cerveja. Reina no baile do tráfico e admite, sim, tem gente armada, todos vocês sabem disto e para quê eu iria ser o hipócrita de negar?

Nunca fui grande fã e nem fui um dos defensores de sua contratação a qualquer custo. Mas a cada dia que passa o cara manda melhor. Além de jogar com muita raça e amor ao Manto Vagner Love tem se mostrado um rubro-negro de primeira categoria. Com papo sempre reto, sem adotar posturas politicamente corretas pra agradar à opinião púbica Vagner Love sempre manda a real sem ficar se protegendo atrás de Deus, a palavra mais vulgarizada pela boleirada profissional. E digo mais: até onde se sabe, mesmo bebendo sua cerveja ele nunca faltou ou se atrasou a um treino na Gávea.

O atual caso em que tentam enquadrar o artilheiro é sintomático: a Rocinha é pródiga em políticos, vereadores, deputados, gente do Executivo, filhos de gente rica, artistas, todos ali felizes. Um famoso rapper já apareceu em um documentário da TV inglesa com fuzis ao fundo, já teve até ministro no mesmo espaço ocupado pelos caras do “movimento” – tudo isto em nome do comício.

Vagner Love é sim, marginal. Mas porque está à margem desta sociedade quadri-esquizofrênica, que hora defende o romantismo do bandido, ora manda a polícia subir e executar sem julgamento. É marginal porque não fala no Deus que volta e meia está na boca dos que querem sempre 10 por cento – ou na boca de quem doa grana todo mês para pastores presos.

É marginal porque assume seus gostos, paixões, e não porque descumpre a lei.Vagner Love, em campo, é sim, mainstream, porque faz o que se espera de um jogador de futebol. Talvez vire alternativo, já que quase todos estão correndo da raia. Love, não: o time tá com 10? Vamos correr atrás com 10. No dia seguinte, é direito dele beber a cerveja que ele paga com dinheiro do próprio bolso. E é direito – e dever – dele  não MENTIR.

Talvez nós estejamos cada vez mais nos encaminhando para um sistema, uma sociedade, em que mentir seja necessário. Aí, o amor não reina. O que manda é a esquizofrenia dos julgamentos relativos e sem júri.

Love, reine sobre nós.

Gustavo de Almeida

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Mengão Sempre

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O Flamengo Tem Que Abandonar o Campeonato Carioca http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2010/03/15/o-flamengo-tem-que-abandonar-o-campeonato-carioca/ http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2010/03/15/o-flamengo-tem-que-abandonar-o-campeonato-carioca/#comments Mon, 15 Mar 2010 20:57:54 +0000 Arthur Muhlenberg http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/?p=3597
Molambo Revoltadão

Molambo Revoltadão

Alguém se surpreende com a postura adotada pela psicopata torcida do bacalhau após levar mais uma piaba do Mengão? Dizem os recém coitados que o juiz roubou, que jogaram melhor, que o jogo não valia nada, que o Dodô se esqueceu de tomar o café, entre outras patetices da mesma matriz chororôresca que tão bem conhecemos. Ou então são aquelas impagáveis ucronias do tipo “se o Willians tivesse sido expulso, se não tivesse chovido, se minha mãe não tivesse bigode”, etc.  É compreensível, o que resta aos mortos de fome dizer após mais um empalamento?

Só sei que o futebol carioca, por causa do excessivo apequenamento dos nossos adversários locais, está em vias de perder mais um clássico. Há anos já perdemos o Flamengo x América, o Flamengo x Foguinho vai pelo mesmo caminho e virou um jogo de cartas marcadas onde a cachorrada precisa de 10 jogos para vencer 1. Agora o Flamengo x Vice, que outrora foi conhecido como clássico dos milhões vai adotando o formato de mais um joguinho pra meio de semana, com resultado previsível e nenhuma conseqüência na definição do campeonato.

Só sobrou mesmo o Fla x Flu, que apesar da indigência técnica e moral das flores ainda reserva emoções e adrenalina para a torcida. Provavelmente porque extrapola o futebol ao envolver uma disputa filosófica e comportamental entre dois estilos de vida diametralmente opostos. Burguesia x proletariado, Veuve Clicquot x Praianinha, GLS x heterossexuais. Disputa futebolística que é bom já saiu de cena faz tempo no Fla x Flor.

É chato admitir a falência de um campeonato tão simpático e tradicional, mas o Flamengo simplesmente não tem mais adversários nos limites do estado. O Foguinho, vergonha das vergonhas, precisa apagar a luz do estádio alugado pra conseguir vencer o galáctico Olaria. O Flor paga mico semana sim, semana também e o bacalhau, bem o bacalhau adquiriu a ignominiosa morrinha de segunda divisão e vai ter que ralar muito nas ostras para conseguir tira-la. O nosso antigo rival, de saudosa memória, está cada dia menor. E nessas condições é forçar muito a barra chamar o jogo contra eles de clássico.

Por isso mesmo não estou com a menor paciência pra falar sobre a protocolar, previsível e desenxabida vitória do Mengão Fuderosão sobre o freguês da pocilga de São Janú. Já falamos demais sobre a suprema desimportância desse nosso Carioca, um campeonato cuja relevância vem sendo solapada ano após ano pela incúria da cartolada, pela ausência de uma política de esportes no estado e pela maneira covarde e antipatriótica com que os clubes vêm se sujeitando aos desmandos das emissoras de TV que fazem o que querem para alcançar seu objetivo. Que é, simplesmente, acabar com o hábito de se freqüentar estádios. Essa é a única explicação plausível para essa palhaçada de clássico às 19:30 de domingo. O público ridículo (37 mil presentes) mostra que esse objetivo está muito próximo de ser alcançado.

Para salvar nosso futebol moribundo o melhor que o Flamengo faria seria abandonar a disputa desse regional. Escalem um time de aspirantes e passem o primeiro semestre disputando apenas a Libertadores e amistosos pelo Brasil e pelo mundo. Além de darmos uma chance à arcoirizada safada, que na bola não ganha nada, não esquentaríamos tanto a cabeça por motivos torpes e faríamos uma preparação bem mais eficiente para o Campeonato Brasileiro, que no fim das contas é hoje a única competição que presta no Brasil.

Sempre fui fã do Carioca, mas agora babou. Não vejo a hora dessa palhaçada ser extinta de uma vez por todas. Não faz sentido o Flamengo disputar o campeonato sozinho e arcar com o ônus de carregar a arcoirizada incompetente nas costas. Quem pariu Mateus que o embale. Nós não precisamos disso, temos torcida no Brasil inteiro. Tá na hora do Mengão, sempre pioneiro, tomar a iniciativa e comprar mais essa briga. Em nome do futebol brasileiro.

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Podcast do Urublog confirma: Ôôô O Meu Freguês Voltou!!! http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2010/03/15/podcast-do-urublog-confirma-ooo-o-meu-fregues-voltou/ http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2010/03/15/podcast-do-urublog-confirma-ooo-o-meu-fregues-voltou/#comments Mon, 15 Mar 2010 04:35:28 +0000 Arthur Muhlenberg http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/?p=3594 adrianopod

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Nem Digo Mais Nada. http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2010/03/14/nem-digo-mais-nada/ http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2010/03/14/nem-digo-mais-nada/#comments Mon, 15 Mar 2010 02:32:34 +0000 Arthur Muhlenberg http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/?p=3591 the-wall

Diz você aí, fera.

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Petkovic – Esculachador Mor de Bacalhau http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2010/03/13/petkovic-esculachador-mor-de-bacalhau/ http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2010/03/13/petkovic-esculachador-mor-de-bacalhau/#comments Sun, 14 Mar 2010 00:12:02 +0000 Arthur Muhlenberg http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/?p=3587 fla3x1vasco-petFalar o quê dos caras, meus amigos? O bacalhau já ta de molho desde quarta-feira quando comprei minha entrada pro jogo. Mas fiquei um pouco decepcionado com a recepção ao post anterior. Não falo dos rubro-negros que faltaram à aula de interpretação de texto e entenderam tudo errado. Até porque já perdi as esperanças com esses malas que pensam que a adesão cega aos preceitos fascistas do politicamente correto substitui o hábito da leitura. Quem me decepcionou foram os viceínos, que andam tão por baixo que sequer tiveram forças pra se indignar com a presepadinha pré-clássico. Foi uma pena porque acho legal a troca de idéias  com os adversários nos comentários. Principalmente quando eles estão putinhos.

Mas eu entendo os caras, não deve ser mole completar nesse domingo 2548 dias seguidos sem ganhar um título de expressão (vencer a Série B é apenas a confirmação de uma vergonha). Isso pra não falar nos 7925 dias sem ganhar uma final do Flamengo (21 anos completos e uns quebrados) e nos 40.744 dias sem Título Mundial. (Valeu, Naza!).

Como sei que o Sofrimento Não Pode Parar deixo os amigos com a narração sóbria e imparcial de Luis Penido do humilde gol do sérvio sinistro que se amarra em detonar com os vices. Quem sabe se amanhã ele não apronta mais uma dessas pra cima dos sofredores da camisa feiona?

Estou torcendo muito para que os microcéfalos das duas torcidas que tentam transformar o Clássico dos Milhões em cenário pra suas barbáries de violência e ignorância sejam igualmente infelizes e quebrem as fuças. O GEPE ta aí mesmo, pronto pra enquadrar esses babacas e botar na tranca dura quem tentar atrapalhar a vida de quem só quer curtir o futebol na paz. E que fiquem tomando sopa de pedra até aprenderem que futebol é um esporte para humanos e não para animais.

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Atenção, Chegou Chatuba, Hein? Vamo Esculachar! http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2010/03/12/atencao-chegou-chatuba-hein-vamo-esculachar/ http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2010/03/12/atencao-chegou-chatuba-hein-vamo-esculachar/#comments Fri, 12 Mar 2010 11:06:18 +0000 Arthur Muhlenberg http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/?p=3584
Moleque Playboy!!!

Moleque Playboy!!!

Andamos de Redley, viemos pegar mulher. A Chatuba de Mesquita o bonde do Nike Air… Não, não, nada disso, amigos e amigas. Esse assunto já morreu. No post de hoje falaremos sobre família. Que podemos definir como um conjunto invisível de exigências funcionais que organiza a interação dos membros da mesma, considerando-a, igualmente, como um sistema, que opera através de padrões transacionais. Assim, no interior da família, os indivíduos podem constituir subsistemas, havendo diferentes níveis de poder, e onde os comportamentos de um membro afetam e influenciam os outros membros.

Hoje em dia, entre os estudiosos mais sérios do futebol e suas relações sociais, existe o consenso científico de que o futebol carioca decalca com assombrosa verossimilhança a estrutura de uma família celular. Uma família onde o Mengão, macho alfa por excelência, é naturalmente o pai. Poderoso, colérico e intolerante, apesar de justo, o Mengão Paizão Severo é sempre forçado a usar de violência para manter a ordem no lar. Distribui reprimendas físicas ao menor desvio de comportamento de seus familiares e todos o respeitam e o temem.

O Bacalhau é a mãe, impotente e submissa, vive apanhando na frente dos filhos, mas é fiel, respeitadora dos dogmas e o maridão vem sempre em primeiro lugar. O que explica seu espantoso talento para o vicecampeonatismo. O Flor é a filha safada e indulgente que gosta de se promover e mesmo sendo de menor tenta se passar por gente grande. Se maquia, passa pó de arroz e se faz de difícil, mas é só apertar que ela abre as pernas para qualquer um. O Foguinho é o filho bastardo, desprezado pela mãe e ignorado pelo pai. Nunca ganha nada, nem no Natal, nem no dia das crianças. Só mesmo na Páscoa quando o Paizão dá um chocolate. Muitas vezes não é preciso nem que o pai bata para que comece a chorar descontroladamente.

Vamos combinar, não é moleza agüentar uma família desajustada e disfuncional como essa. Por isso mesmo que para se divertir e se motivar o Paizão está sempre arrumando aventuras em outras quebradas e dando pouca atenção ao campeonatinho familiar que no fim sempre vence. Mas com uns filhos desses quem é que pode culpar um pai que prefere trabalhar na rua a voltar pra casa? E tem mais, com o tempo a previsibilidade e o enfado comum aos casamentos monogâmicos se instalou e o Pai já não chega na mãe com mesma freqüência de anos atrás. Inclusive, deixou a mãe de castigo, na seca e dormindo no quarto de empregada, durante o ano passado inteirinho. Mas mesmo estando mais interessado em conquistas nacionais e internacionais, em nome da continuidade da família o Paizão vai ter que dar um confere na baranga de fé nesse domingo.

Quem sou eu pra ousar dar conselhos a um chefe de família que controla com tamanha mão de ferro aos seus subordinados, mas já que o Papai Mengão resolveu encarar o bacalhau caseiro é melhor que o faça direito. Nada dessa idéia moderninha de poupar titulares ou pospstars que podem estar cansadinhos. Isso não existe em tempo de guerra, meu chapa. Andrade tem é que aproveitar o carioqueta pra botar a turma toda em campo no domingo pra treinar forte pro jogo verdadeiramente importante. Isto é, a partida contra a La U na quarta-feira, na trepidante Santiago. Domingo é coletivo com uniforme completo.

Mas vejam como podem ir longe os delírios dos arcoiristas. Mesmo com sua bárbara torcida revoltada, fazendo greve de comparecimento e de mau com o técnico e meio time o Vice da camisa feiona chega pra nos enfrentar todo animadinho e embalado pela escrita. É fato que 2009 foi o melhor ano da vida deles no século XXI. Principalmente em função de terem conseguido, inteiramente por obra do acaso,  emplacar um ano inteiro sem apanhar do Pai Mengão, sempre tão pronto a aplicar violentas e educativas coças no lombo do bacalhau. Uma invencibilidade temporária  que lá pros lados de São Janú foi comemorada como se título fosse.

Não resta mesmo alternativa ao Mengão. Precisamos temporariamente descer das altas cordilheiras continentais e retornar a Lilliput para doutrinar a vizinhança outra vez. O Flamengo tem até alguns motivos para, não ria agora, querer enfrentar o Vice. Adriano, em violenta crise de abstinência (5 jogos sem fazer gol) e revoltadaço com a imprensa esportiva de fofoca não vê a hora de encarar uma molezinha como a zaga formada por Fernando Brucuta e Dedé (hahahahahaha), calar a boca da Sônia Abrão e tirar a barriga da miséria. Sem falar do bom e inesquecível Maldonado, que necessita de desafios menos puxados que o jogo contra o Barcelona para completar suavemente sua recuperação. O jogo-treino de domingo é ideal para que o chileno vá ganhando ritmo de jogo.

Estou ligado que não devemos deixar o sucesso subir à cabeça e que o sapatinho é a nossa lei.  A modéstia é um fardo e às vezes cansa ser humilde, mas dessa vez não tem jeito. Estamos mesmo precisando do Vice. E para o bem da família do futebol carioca o Papai Mengão vai ter que chacoalhar  essa Mãe-Bacalhau outra vez. Haja Viagra.

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Podcast do Urublog Entrega Tudo de Bandeja http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2010/03/12/podcast-do-urublog-entrega-tudo-de-bandeja/ http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2010/03/12/podcast-do-urublog-entrega-tudo-de-bandeja/#comments Fri, 12 Mar 2010 05:20:49 +0000 Arthur Muhlenberg http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/?p=3580 3 stooges

Dá logo o serviço, malandro, que hoje eu não tô bão!

Tá na área o podcast mais esperado pela mulambada do Brasil & overseas. Dessa vez eu e o Rica falamos pra caramba sobre a Liberta, a Copa do Mundo, o Carioca e até do Campeonato Paulista. E, claro, demos aquela jabazada pra convidar geral pro lançamento do Hexagerado aqui no Rio, que rola na terça que vem. Ouve aí a mega presepada e depois dá aquela moralzinha nos comentários. Aqui mesmo ou no blog do valoroso Rica Perrone.

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Mengão Civilizatório http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2010/03/11/mengao-civilizatorio/ http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2010/03/11/mengao-civilizatorio/#comments Thu, 11 Mar 2010 17:44:32 +0000 Arthur Muhlenberg http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/?p=3576 Os Guerreiros Doutrinaram.

Os Guerreiros Doutrinaram.

Senhoras e senhores, ontem tivemos a oportunidade de presenciar mais uma vitória espetacular do Mengon Fuderoson de Las Américas. Jogando com autoridade e fazendo valer o peso do Manto o Mengão poderia até ter resolvido a parada logo no primeiro tempo se não fosse o excesso de respeito pela mulambada do Caracas. Que, com todo respeito aos valentes silvícolas sul americanos, é um time de índios que pratica o futebol em nível muito rudimentar. Seu goleiro careca e acima do peso, por exemplo, foi incapaz de acertar uma mísera reposição de bola durante a partida, só mandava canelada. A torcida deles também é primitiva e o estadio deveria ser interditado pelas pedradas que mandaram no bandeira e pela presepada de avançar pra cima da torcida do Mengão depois que a mussarela já tinha derretido.

Eu ia dar uma malhada no Pet, mas ele foi o responsável pelo primeiro gol. Ia dar uma malhada no filho de Kleber, que a cada dia me irrita mais, mas o cara meteu a assistência pro Love fazer o segundo. Ia malhar o Juan porque o Juan, bem vocês sabem. Ia até cornetar o Andrade por escalar um Mengão excessivamente conservador, mas o cara além de ser Jedi é sortudo bagarai. Então é melhor não malhar ninguém e apenas exaltar a nossa superioridade e as coisas boas do jogo.

Foi bom ter estreado com vitória o Manto 2, que tem tradição na Liberta e se saiu muito bem do desafio de estrear em território estrangeiro. Mais uma vez foi muito bom ver o Love jogando com raça-fla e sendo premiado pela disposição. Esse cara ta muito pilhado, jogando com muita vontade e honrando nosso pano sagrado. Quem também mostrou serviço demais foi o jovem Rodrigo Alvim que mostrou que já entendeu o segredo pra se criar no Mengão. A roubada de bola na lateral e o avanço imparable rumo ao terceiro gol foram o fecho de ouro pra uma noite perfeitamente rubro-negra. Alvim rula!

Outra coisa importante do jogo foi o seu aspecto educativo. Porque o 3 x 1 jogando fora de casa com um a menos comprova definitivamente, e isso a arcoirizada safada podia aprender de uma vez por todas, que no Flamengo não tem essa de crise artificialmente plantada à facão. Como poderíamos estar em crise se temos 100% de aproveitamento na Liberta e no carioqueta? Não tem crise na Gávea.

A crise é lá em São Janú, que o destino elegeu pra ser a vitima a ser imolada no altar rubro-negro do Maraca no domingo. O bacalhau deu muito azar, vai pegar logo o Adriano voltando cheio de maldade no coração, doido pra calar a boca de geral. Só é chato porque vai ter pouca gente no Maraca, porque a Magnética só vai botar a cara mesmo nas semis e a torcida dos vices, que caga de medo de nós, já jogou a toalha faz tempo. Teremos mais um clássico com as arquibancadas vazias, o que comprova que o Carioca com 16 clubes é uma tremenda imbecilidade.

Valeu, Mengão! Parabéns pelo sucesso na expedição civilizatória e por ter subido mais um degrauzinho rumo ao cume da América. Só faltam 12 jogos pro Bi da Libertadores!

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Mengão Sempre

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Mengão na Terra dos Gigantes http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2010/03/10/mengao-na-terra-dos-gigantes/ http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2010/03/10/mengao-na-terra-dos-gigantes/#comments Wed, 10 Mar 2010 07:19:48 +0000 Arthur Muhlenberg http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/?p=3573 TerraGigantes_logoA essa altura do dia todo mundo já está ligado que o Mengão chegou abalando em Caracas e arrastando multidões por onde passou. Era mais do que esperado, o Flamengo é força da natureza. E como demorou pra chegar essa quarta-feira. O noticiário das ultimas duas semanas deixou evidente que o Mengão Fuderosão Hexacampeão do Povão ficou grande demais para o campeonato carioca e suas monótonas questiúnculas de relevância meramente regional. Na humildade, nossas aspirações, ansiedades e idiossincrasias simplesmente não cabem mais nos acanhados limites do nosso futebol praiano.

Há anos sem rivais no estado, competindo sempre contra nós mesmos em um torneio cuja conquista adquiriu o enfadonho caráter de obrigação em função da distância cósmica que nos separa da freguesia, o Flamengo precisava mais do que nunca de novos ares e de novos objetivos. Não estamos enjoados de ganhar Cariocas, mas pra sermos devastadoramente sinceros, precisávamos urgentemente arrumar alguma motivação para o primeiro semestre do ano. Depois que arrebatamos a hegemonia da prayboyzada, enquadramos o bacalhau pra sempre e transformamos o Foguinho no mais recente sinônimo para vice temos a impressão de que o Carioca se transformou num aborrecidíssimo papai-e-mamãe de luz apagada sem qualquer emoção.

Se esse tédio já nos acometia moderadamente desde o ano passado, imaginem como ficou após a conquista do Brasileiro, que nos colocou em patamar ainda mais elevado na torre da proeminência futebolística do país. Dentro desse ciclo evolucional do Flamengo era imprescindível que estivéssemos agora disputando o titulo de melhor time da América. Bendita seja a Libertadores, onde pelo menos não precisamos nos relacionar com os times oriundos e  os recalcitrantes foragidos das baixas divisões inferiores.

É aqui, nas elevadas altitudes da terra dos gigantes da América que um organismo colossal como o Flamengo encontra as condições de pleno desenvolvimento. É só aqui nesse meio-ambiente altamente seletivo que o Flamengo encontra espaço para a sua inevitável expansão. Nem vou considerar as recompensas financeiras de estar na elite continental dividindo as verbas do produto top do futebol americano. Aqui é tanto o nosso lugar que o Flamengo deveria colocar em seu novo estatuto a obrigação moral de disputar a Libertadores todos os anos. E, claro, fazer por isso dentro de campo, doutrinando a arcoirizada e consolidando nossa supremacia também no continente. Mas sempre com a consciência de que não é uma tarefa fácil.

Vejam o jogo dessa noite contra o ignoto Caracas. É um time que não tem torcida nem entre os venezuelanos, tão desconhecido que não aparece nem nos álbuns de figurinhas das crianças. Não há demérito do Caracas nisso, o futebol é o terceiro esporte da Venezuela, vem depois do beisebol e da nacionalização dos meios de produção, modalidades popularíssimas por lá. E como o absurdo, o insólito e sui generis andam de braços dados com o Flamengo, o Caracas, na contramão da revolução bolivariana, é um clube empresa, todo ajeitadinho, limpinho e com as contas em dia.

Mas não é que o tal Caracas é o bicho-papão do futebol proto-profissional da pequena Veneza? Já ganharam 10 vezes o campeonato nacional, todo ano estão na Liberta e não perdem em seu próprio campo desde o tempo em que o Chê Guevara era goleiro. O que nos força a dizer, muito a contragosto, que a despeito da fuderosidade do Manto e de todo nosso borogodó o empate lá na caracolândia deverá ser comemorado como um grande resultado. Isso é Libertadores, meus amigos.

Quem viu o jogo do Estudiantes ontem pode atestar a importância que o atual campeão da América conferiu ao empate sem gols contra os evosmorales lá no alto da pirambeira. Esse é o espírito da competição, pressão total em casa e bola pro mato nos jogos fora. Mas mesmo conhecendo legal os modos matreiros do Andrade e sua experiência em Libertadores, penso que o Flamengo vai partir pra cima. Com Pet e tudo desde o começo, tentando surpreender o anfitrião, que já soltou seus foguetes com o simples anúncio da ausência do Imperador. Moral é isso e deve ser aproveitada.

É evidente que queremos ver o Mengão doutrinando em todos os quadrantes do planeta, é o nosso destino e não fugimos à luta. Mas o jogo vai ser duro, numa competição duríssima e precisamos ir nos acostumando aos costumes e à peculiar etiqueta dessa terra de gigantes. Principalmente se pretendemos voltar todos os anos pra festa.

Talvez a regra numero 1 desse manual de etiqueta seja a que diz que ficar de bob na Liberta é fatal. Se liga, Flamengo, esqueçam as confusões locais. Vamos pro jogo com seriedade máxima, sem nos importar ou nos enternecer com as pequenas dimensões do adversário. Na Libertadores não tem essa, é tudo alemão e se não sair da reta o Mengão tem que atropelar.

Por las buenas o por las malas vamos pro Bi. Fuderosamente na humildade ou não.

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Mengão Sempre

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