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Ôôô-ôôô-ôôô Que Torcida é Hexa?

Dom, 06/07/08
por Arthur Muhlenberg |

A arco-íris vai precisar passar mais uma semana se rasgando porque o Mengão se mantém na liderança contra todas as macumbas e cascas de banana deixadas no nosso caminho. O time do Flamengo passou de passagem pelo Náutico, sem querer ofender a simpática equipe alvirrubra, nem tomou conhecimento da existência do Timbu. Tinha tudo pra ser um joguinho safado de sábado, com uma vitória protocolar e sem sal do líder do campeonato. O gol ia passar no Jornal Nacional e antes que novela terminasse ninguém mais se lembraria da pelada. Isso se não fosse o Flamengo o líder do campeonato.

Porque a torcida do Flamengo, em sua insofismável sabedoria achou que o Náutico poderia endurecer o jogo, ou melhor, achou que o jogo poderia endurecer pro Flamengo. O olho-gordo dos acionistas da Freguesia Reunida S.A. poderia transformar um jogo molezinha num daqueles irritantes empates safados ou, bate na madeira, numa inaceitável derrota em casa pra um adversário mais fraco. Para evitar qualquer palhaçadinha fora do roteiro Rumoal Equiça em 38 prestações sem juros ela resolveu dar uma força extra pro Mengão. No Rio de Janeiro qualquer criança capaz de dizer gugu-dadá sabe o que acontece na cidade quando a Maior do Mundo resolve ajudar o Mais Querido.

Todo mundo sabe, menos as únicas pessoas que deveriam saber. Quase 50 mil rubro-negros brotaram do chão e transformaram a entrada da torcida mais bonita do Brasil naquele tradicional inferno promovido pela eficiente administração da Suderj, pelos desinteressados proprietários da empresa Ingresso Fácil e pelos gentis e prestativos soldados do 6º Batalhão da PM.

No meio da confusão generalizada envolvendo um trânsito absurdo de pessoas e veículos, as velozes e práticas bilheterias geraram filas gigantescas e de lentidão surreal. Um motivo a mais para o torcedor comum que pode pagar preferir os serviços dos ubíquos cambistas e poder ir logo com seus familiares pra sessão protocolar de borrachada na entrada do estádio. Que modernidade, que respeito ao consumidor. Brasil 2014, eu acredito.

50 mil rubro-negros não são capazes de encher o Maraca, mas dão uma extraordinária pressão no time. Imagina, sábado de noitinha, frio pra caramba, ingresso caro, mó merda pra chegar e entrar no estádio, adversário meio muquirana. Os caras entram em campo e não devem nem acreditar naquele galerão cantando, fazendo a maior zona por causa de 3 pontinhos. Ai não tem jeito, eles têm que honrar o Manto, partir pra cima mesmo e devolver um pouco do carinho que eles recebem.

Exatamente nessa vibe o Mengão começou no embalo, fez dois golzinhos só pra enquadrar os nautiquenses e fim de jogo, começou o treino. O Náutico não ofereceu nenhum perigo e ainda deu espaço pra varias gracinhas. Demos sorte, não podemos esquecer disso, de pegar um time cheio de reservas que não aparentava ter muita confiança em seu potencial. Em outras palavras, um monte de prega-presa que não saiu pro jogo. Mesmo assim o Mengão passou o rodo geral e é isso que importa.

Esse time, com a base junta há tanto tempo pros modernos padrões de fidelidade no futebol capitalista (2 temporadas e meia), vibra junto com a galera, entra no ritmo do bonde, isso é inegável. Depois que fez 2 x 0 logicamente diminuiu o ritmo, mas não a pegada. O terceiro gol saiu, como é que se diz mesmo? Ah sim, o terceiro gol saiu naturalmente. Ah, ha, ha que beleza! Que beleza é a natureza.

Algumas considerações se fazem obrigatórias. Excelente estréia de Dininho, calmo, seguro e na dele. Kleberson, tipo Martinho da Vila (é devagar, é devagar…) tá voltando a ser um meia de respeito, semana passada foi o passe pro Juan no gol do Obina, hoje deixou o dele. Falando em Obina, ele não se criou. Eu não sou boleiro, mas a impressão que eu tive é que ele se deixou neutralizar com muita docilidade. Marcinho jogou os primeiros 30 minutos bem pra caramba e voltou ao topo da artilharia. Juan escandalizando, já tem uns 3 jogos que vem jogando muito, se continuar assim é muito difícil ele ficar quando abrir a maldita janela.

Caio Junior tá muito bem no filme, armou um Flamengo perigosão. Time ofensivo sem frouxidão na marcação. Sonho de consumo de 11 entre 10 torcedores. Acho que seria de bom tom que os corneteiros segurassem a própria onda, a maré tá boa pra nós. Que tal esperar alguma coisa dar errado pra começar a estrondar? Mas ao mesmo tempo vamos parar de oba-oba, quarta feira tem jogo e não ganhamos nada ainda. Aprendam de uma vez por todas, o Brasileiro por pontos corridos é assim mesmo, vitórias obrigatórias e alegrias passageiras.

Não posso deixar de mencionar que o ponto culminante do Flamengo x Náutico foi quando o câmera do telão achou o Zico na tribuna. A torcida veio abaixo, com toda a razão. Eu tinha levado as minhas filhas ao jogo e senti orgulho e uma extraordinária alegria em poder gritar junto com elas no Maraca o Ei, Ei, Ei! O Zico é o Nosso Rei! Como tava cheio de papais no estádio esse mesmo orgulho deve ter sido de muitos.

Mengão Sempre

Urublog Revela a Estátua do Zico

Sáb, 12/04/08
por Arthur Muhlenberg |
categoria Rubro-Negrismo, Zico

Vocês pensaram que os caras tavam de onda? Presta atenção! O bagulho é sério! Amanhã a estátua do Zicão já vai estar na frente do portão 18 pra matar a arco-íris de raiva e encher a Maior do Mundo de orgulho.

Os caras do Movimento Primeiro Penta, que continuam na justa batalha para que a palhaçada de 87 não prejudique o ensino de História do Brasil para milhões de crianças brasileiras, encomendaram pros escultores do barracão do Salgueiro uma estátua do Zicão. Amanhã, desde as 13:30 essa estátua vai estar na frente do portão 18 para ajudar o Movimento a recolher assinaturas para que se crie uma estátua de verdade no Maraca para o maior artilheiro da história do Maior do Mundo.

Já existem mais de 20 mil assinaturas para a imediata oficialização do merecido monumento ao Galo, mas a obrigação de TODOS os rubro-negros que estiverem amanhã no perímetro de 50 km do Maracanã é passar por lá, tirar uma foto na frente da estátua e assinar o papel. Aqueles que estiverem mais longe podem cumprir seu dever cívico pelo WWW.PRIMEIROPENTA.COM.BR. e ficar em paz com sua consciência.

Mengão Sempre

Feliz Natal, Nação Rubro Negra!

Seg, 03/03/08
por Arthur Muhlenberg |
categoria Zico

É, meus amigos, o tempo passa rapidinho, mas quem viu jamais esquecerá.Há 55 anos, no campo santo de Quintino, nascia o maior ídolo da História do Flamengo. Sei que o dia 3 de Março, gravado em ouro no calendário religioso do Flamengo, traz sempre muita emoção para qualquer fiel. No que depender desse Urublog, hoje não será diferente.Fique aí com duas homenagens ao Maior de Todos! Parabéns, Zico! Se Ele quiser, nos vemos ainda esse ano em Tokyo!Zico – Obra PoéticaMengão Sempre

20 anos em uma noite

Sex, 28/12/07
por Arthur Muhlenberg |
categoria Zico

 

Sem sacanagem, teve uma hora ontem no Maracanã em que se abriu aquela famosa fenda temporal e 20 anos se transformaram em poeira cósmica, anulando a dimensão Tempo. Leandro recebia de Zé Carlos, olhava pra frente e tocava conscientemente para Leonardo que forçava uma passagem pelo meio e era desarmado. Ailton persegue o adversário, destrói a sua jogada, recupera o balão e toca pra quem sabe. Zico, de cabeça erguida – sua marca registrada desde os cascudinhos da Rua Lucinda Barbosa- encontrava Renight dentro da área adversária. Só não foi gol porque Renight continua o fanfarrão de sempre. Palmas praqueles senhores correndo atrás da bola com tanto empenho. Parecia o Túnel do Tempo! Eu já vi aquilo antes, não pode ser um reles déjà vu. Só podíamos estar mesmo em 87. Uau!

 

Zico, incansável, rouba uma bola de nãoseiláquenzinho e serve Leonardo, que teve tempo de dar dois comes no beque antes e tocar pras redes e arrumar o cabelo. Impossível não admitir: é impressionante como joga muito o Flamengo de 87. Mesmo somando todas as papadas, pneus e barriguinhas atuais dos campeões brasileiros de 1987, se aquele Flamengo de Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho, Leonardo, Andrade, Aílton, Zico, Renato, Bebeto e Zinho, treinado pelo Carlinhos pegasse hoje o Sport de 2007 (quinzimo lugar na Série A) seria impossível perder pra eles, que dirá o time deles de 87 onde brilhavam Macaé, Ribamar e Neco. Como já foi dito antes por gente muito mais sabida que eu, com torcedor do Sport que ainda acredita na lenda de que eles foram campeões brasileiros em 87 não dá nem pra cumprimentar, tem que passar reto. É tipo maluco do ônibus, sabe aqueles doidos que ficam falando sozinhos no ônibus? Aqueles que se você der mole e encarar eles começam a puxar conversa? Nesses casos, vocês hão de concordar, é melhor nem dar papo.

 

Mas a fenda temporal não parava de produzir emoções. A um certo momento do jogo a bola cai nos pés de um careca. A gatinha sentada na minha frente, por alguma razão incapaz de cobrir o delicado dorso com o reduzido pedaço de pano vermelho e preto que ela usava como se fosse uma camisa, perguntou pro namorado: quem é esse mané? Ainda que faltasse ao jovem namorado uma certa bagagem rubro-negra para que pudesse responder prontamente ao refinado questionamento, logo ao primeiro toque na bola o careca já denunciara sua identidade. Fato que não passou despercebido e foi prontamente reverberado pela arquibancada. Era o Uri Geller, mais abusado do que nunca, chamando o pobre beque de branco pra dançar e batendo no peito após a saraivada de olés com que o mimoseou antes de executar um perfeito cruzamento miseravelmente desperdiçado pelos atacantes de vermelho. Júlio César é brincadeira de neném. Mas não foi só o elástico do Uri Geller, a viagem no tempo continuava descontrolada. Andrade dá um olé esmoralizante no Edmundo, que até pede pra ir embora depois dessa. Djalminha faz misérias, as memórias começam a se confundir com o que vejo pelas retinas. Caraca, que viagem!

 

Então surge a prova mais eloqüente de que a máquina do tempo não é viagem de H.G. Wells, ela existe e funciona. Derrepente aparece o vovô-garoto pelo meio, tratando a bola com aquela categoria mundialmente reconhecida. O Junior nem tava naquele time de 87, mas, putzgrila, joga muito o Capacete. Se formos medir a variação do nível de futebol entre o tempo que aqueles caras em campo jogavam à vera e o que eles jogam agora, iremos verificar que a curva do Júnior parece inalterada. Hoje, como em 1990, Leovegildo Lins da Gama Júnior não erra nada, é impressionante. Afirmo peremptoriamente que Júnior, se quisesse, tinha vaga hoje no meio-campo titular de qualquer time do Brasil e de muitos na Europa. Um monstro.

 

A torcida vibrou muito na festa, uma justa celebração a um dos melhores times da historia do futebol brasileiro, aproveitando cada momento daquele espetáculo sensacional. Pra mim que sou velho o clima era de total regressão. Mas aí o Obina toca uma bola perfeita pro Zicão, que domina, desloca o goleiro e manda pro saco, como sói acontecer 99 vezes em 100. Essa esdrúxula equação: Obina + Zico = Gol do Flamengo, chega como se fosse um esbofeteante choque de realidade. Obina coloca Zico na cara do gol? Que máquina do tempo, que H.G. Wells que nada! Estamos é cada vez mais próximos do juízo final. Não importa. Só o Zicão mesmo pra armar uma festa dessas. Valeu, Galo!

 Mengão Sempre

Hoje no Maraca - Jogo das Estrelas

Qui, 27/12/07
por Arthur Muhlenberg |
categoria Zico

A presença dos rubro-negros é considerada uma obrigação moral e cívica.Mengão Sempre

Feliz Aniversário, Zicão!

Sex, 21/12/07
por Arthur Muhlenberg |
categoria Zico

E daí que ainda faltam 72 dias pro dia 3 de março de 2008? Agora tem dia certo para parabenizar quem fez tanto pelo Flamengo e pelos rubro-negros de todas as épocas? É que nem aquele negócio de falar Saúde! pro teu chefe mesmo que ele não tenha espirrado, vai que ele pega uma friagem na volta pra casa?Para total paz de espírito de milhões de brasileiros como eu a Sociedade Brasileira de Psicanálise afirma que Zico é a prova científica de que a idolatria não é apenas um comportamento adolescente geralmente motivado por conflitos familiares mal resolvidos, falta de disciplina e desinteresse nos estudos. Quando o objeto da idolatria é o Zico, um atleta-modelo em todos os campos do conhecimento humano, a idolatria pode ser um coisa legal, equilibrada e adulta. Olha aí o filminho com gols do Galo que eu achei no iutubi agora na madruga.Mengão Sempre

Zico humilhando o pó de arroz

Seg, 10/12/07
por Arthur Muhlenberg |

Esse Fla x Flor foi realizado em 16/02/1986 pela Taça Guanabara. Era a volta de Zico ao Flamengo, ao lado de Bebeto, Socrátes e outras feras. O resultado não poderia ser outro: 4 x 1. Humilhante pra todos aqueles que praticam o mau hábito de falar mal do Zicão. E o pior é que até hoje eles não aprenderam. Aprendam de uma vez por todas: Zico é Deus!Mengão Sempre

Fofocas

Qua, 05/12/07
por Arthur Muhlenberg |

 Como já dizia o sábio rubro-negro Bezerra da Silva, fofoca pra mulher é feio, pra barbado é pior, pode crer. Mas basta terminar a temporada futebolística regular para que o condenável ato de fazer afirmações não baseadas em fatos concretos, especulando em relação à vida alheia, se torne o esporte predileto dos barbados da torcida do Flamengo (e das outras torcidas também, mas quem se importa?). Os times vivem o nervoso período de renovações de contrato e formação de barcas, o que potencializa o campo de atuação dos fofoqueiros, que com a ajuda de dirigentes exibidos, corneteiros oficiais, empresários, procuradores, agentes e advogados, entre outras castas de traficantes de escravos, se encarregarão de manter o alto nível de densidade e credibilidade no fornecimento de assunto pros jornalistas esportivos enquanto os craques não voltam de suas férias.Pra começar dezembro com força total a Gávea já fervilha de estorinhas. Algumas até que tem uma certa lógica, mas a maioria são adaptações dos clássicos do boi-tatá e do curupira. Uma que tem lógica é sobre os jogadores que estão ameaçados de saírem da Gávea por razões financeiras. Pra começar, a saída do Christian, pretendido por um misterioso time europeu. Pra não ficar sem ganhar nada na possível negociação o Mengão comprou um pedaço do Christian do Atlético-PR por 500 paus e pretende realizar um lucrinho vendendo o homem. No que me parece uma justa remuneração por ter trazido aos olhos do mundo um cara bom de bola que jogava clandestinamente no Paraná. Então é bem provável que Christian vaze.Como é provável que o Roger volte pro Corinthians, muito pela sua experiência em divisões inferiores, que vai ser útil pra gambazada nesse novo estágio de suas existências, e muito mais ainda porque pra ficar com ele o Flamengo e sua casa da moeda vão ter que imprimir 500 mil doletas. Eu acho que o Roger ainda tá devendo muito ao Mengão, mas acho também que é um pouco de dinheiro demais pras guitarras rubro-negras. Então é provável que o Roger vaze também.Onde certamente rolará um stress pra renovar será no contrato do Bruno. Vocês lembram que em julho ele quase saiu fora, por causa de uma suposta oferta milionária do Barcelona, que isso e que aquilo. No fim das contas o cara ganhou um aumento na bufunfa mensal e ficou tudo certo. Mas agora parece que o bicho pegou porque Bruno custa 4 milhões de dólares. Por isso já haveria um acordo pro Felipe (um cara experiente, foi rebaixado com o Vitória, com o Bragantino e com o Corinthians) vir pro lugar dele. Se concretizada, essa seria, sem sombra de dúvida, a troca mais filha da mãe dos últimos anos no futebol brasileiro. Enfim, eu sei que é tudo fofoca, mas fiquei bolado. E você, não fica bolado também?Aproveitando o tema fofoca, não posso deixar de comentar sobre a malévola FIFA reconhecendo a poderio da torcida do Flamengo no seu site. Entitulado Flamenguistas Inspiram uma Revolução, o texto vazado em estilo épico, eleva a torcida do Flamengo às alturas. Não estou de sacanagem com a nossa crônica esportiva, de quem sou grande consumidor e admirador também, mas se um jornalista qualquer aqui no Brasil dissesse metade do que os gringos falaram bem da gente no site da Fifa certamente levaria um puxão de orelha do editor de esportes.

O editor, preocupado com o equilíbrio e a isenção, diria pro jornalista segurar a onda, que rubro-negrismo demasiado tira a credibilidade e tal. Mas quem tá de fora e não precisa passar a vida trabalhando no mesmo lugar com as mesmas pessoas nem se liga nas idiossincrasias da sociedade brasileira. Só precisam descrever o que os seus olhos conseguem ver, sem palhaçadinhas. Pra quem não tiver saco de ler a matéria inteira (só tem em inglês) separei três trechos que achei especialmente fuderosos e massageadores do nosso modesto ego.

 

Em penúltimo na tabela na metade do campeonato e fatalmente destinado para outra luta contra o rebaixamento, muitos clubes ficariam contentes em manter seu status de Série A. Não para o Flamengo, para quem a ambição é uma segunda natureza. O Rubro-Negro avançou ruidosamente na classificação para terminar em terceiro e se classificar para a Libertadores 2008.

E enquanto o técnico Joel Santana, o goleiro Bruno, o zagueiro Fabio Luciano, os laterais Leonardo Moura e Juan, o meia Ibson e o habilidoso meia de ligação Renato Augusto tenham todos feito significativas contribuições, o débito maior é com o 12º jogador do clube: seus torcedores.

Zico, o maior jogador do Flamengo em todos os tempos e atual treinador do peso-pesado turco Fenerbahce, também saudou seus adoradores. “Mais uma vez a torcida mostrou que o Flamengo é um dos maiores clubes do mundo. Eles realmente merecem esse sucesso”, ele diz. O icônico número 10 desempenhou o papel principal no ano mais vencedor da história do gigante do Rio de Janeiro, levando o time até os campeonatos continental e mundial. Tendo escalado montanhas para garantir um lugar na próxima Libertadores, a massa de Flamenguistas não pode evitar sonhar com uma repetição de 1981.

Diz aí, rubro-negro. Abalou ou não abalou?

 

Mengão Sempre

 

Direto do Túnel do Tempo

Qui, 27/09/07
por Arthur Muhlenberg |
categoria Rubro-Negrismo, Zico

Imaginem a Lagoa na época pré-túnel, com apenas algumas casas às suas margens, alguns cavaleiros da Hípica ainda podiam se dar ao luxo de cavalgar pelo matagal que se estendia da Curva do Calombo até a finada favela da Praia do Pinto. Em frente ao Estádio de Remo, dominando todo os arredores com seu monumental lance de arquibancadas, a mítica sede do Flamengo. Esse foi o cenário que aquele menino magrinho, ainda pequeno para seus 14 anos, visualizou quando pela primeira vez em sua vida saiu de Quintino para colocar os seus pés sagrados no não menos sagrado chão da Gávea.Naquela quinta-feira, 28 de setembro de 1967, trazido pela mão pelo radialista Celso Garcia, Zico treinou pela primeira vez no Flamengo. Antes de mostrar seu talento em campo, Zico precisou que Celso Garcia, com muita lábia, dobrasse o preconceito do imortal craque Modesto Bria, aquele da histórica linha média do primeiro TRI; Biguá, Bria e Jayme, então responsável pelas divisões de base do Mengão. Como tudo na vida do craque, o treino não foi moleza. No capítulo intitulado Escalando o Everest, de sua autobiografia, Zico – 50 Anos de Futebol, escrita com Roberto Assaf e Roger Garcia, o Galo de Ouro da Gávea nos conta como foi aquele treino que entraria definitivamente para a história do futebol mundial.

“O que me movia era a coisa de Flamengo, de entrar para o meu clube de coração, que era o que eu mais desejava. Mas o primeiro momento foi de decepção, pois a escolinha tinha duas categorias, e apareci no dia do treino dos garotos mais velhos. O Bria não queria me aproveitar. Assim mesmo, o Celso criou toda uma situação, para não desperdiçar a nossa viagem, e acabei entrando. Não foi nada demais, só deu pra fazer umas gracinhas, aquela não era a minha praia. Eu realmente fiquei assustado quando cheguei à Gávea, naquele primeiro dia; os caras eram bem maiores do que eu. O fato é que me mandaram voltar no dia seguinte, uma sexta-feira, para me apresentar para a partida de domingo, contra o Everest. Eu me apresentei aos responsáveis pelo meu núcleo, o Célio de Souza e o José Nogueira. Joguei e fiz dois gols na vitória de 4 a 3. Mas não me lembro de quase nada. Só quando pego alguma foto da época. De qualquer jeito, foi ali que o meu sonho começou a se tornar realidade. Eu tinha sido aceito na escolinha do Flamengo.”

Se existe uma data que todo rubro-negro deveria trazer sempre junto ao peito, 28 de setembro, indiscutivelmente, é uma delas. Um daqueles dias que modificaram a nossa história para sempre. Já pensaram se o Celso Garcia não consegue convencer o Bria? Mas nada neste mundo é por acaso, o que tem que acontecer acaba acontecendo mesmo. Desculpa aí, galera. Nem vou escrever mais nada, me emociono muito com essas paradas. A ilustração é do grande rubro-negro Pablo Lobo. Salve Zico. Salve, Salve! Longa vida ao nosso Rei.

Mengão Sempre

Baú do Urubu

Ter, 10/07/07
por Arthur Muhlenberg |
categoria Cinema e Video, Zico

Festa no Rio de Janeiro, o Flamengo voltava de Montevideo com a Taça Libertadores da America debaixo do braço. A imagens de 81 a festa da torcida no aeroporto e mostram também o respeito que Zico dedicava a torcida. Atençao para as palavras proféticas de leandro, o maior lateral direito da história.

Mengão Sempre


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