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Secando pelo Microscópio

Qui, 15/05/08
por Arthur Muhlenberg |

Ontem acompanhei pela TV os jogos da Copa do Brasil. Nada contra a Liberta, tanto que até acompanhei o Boca x Atlas (pelada), mas é que o joguinho intercervídeos do Morumbi estava muito ruim de assistir. Não que na Copa do Brasil tenha rolado altos jogos, mas o fato de serem partidas de volta dava uma pressão extra a jogos estrelados por times tão vagabundos.

O rubro-negro já tem muito com o que se preocupar nesse Brasileiro o que não nos deixa muito tempo livre pra rir da desgraça dos pobres participantes da Copa do Brasil. Aliás essa CB é uma espécie de torneio de consolação pros incapazes de se classificarem para o torneio continental dentro do sistema de pontos corridos. Se não fosse disputada no mata-mata com a obrigatoriedade de que alguém avance à fase seguinte era bem capaz dos 8 times que chegaram nas quartas serem todos desclassificado por índice técnico.

Definidos os semifinalistas da CB, o rubro-negro consciente se vê diante do terrível dilema: torcer contra quem? Hora de analisarmos o assunto em profundidade, deixando de lados as antigas antipatias locais e nacionais e, dentro de uma perspectiva histórica abrangente, eleger o campeão que seja melhor pro Flamengo. Observando os candidatos a olho nu nenhum dos 4 merece ganhar nada. Vamos precisar do nosso microscópio para prosseguir com a análise.

Do escort pernambucano nem precisamos gastar mais do que 2 parágrafos e meio. Pela desonestidade que se orgulha de exibir, pelos seus modos atrabiliários e pela condenável gosto pelo barraco em delegacias, o rubro-negro genérico não merece ganhar nada. Do jeito que eles agiram na ultima competição nacional em que foram finalistas não é recomendável que se deixe eles avançarem mais.

Vocês lembram da baixaria? Eles chegaram à final da SEGUNDA DIVISÃO de 87 com o Guarani. Na final, mesmo chutando 40 pênaltis cada um, foram incapazes de decidirem quem era o campeão. Resolveram tudo num suspeitíssimo cara-ou-coroa à socapa. Até aí tudo bem, se eles resolvem seus campeonatos de divisões subalternas com joguinhos de azar ninguém tem nada com isso. 

O que é inaceitável, e por isso se tornaram motivo de chacota até em seu próprio estado, é que após essa presepada saíram se declarando campeões brasileiros da PRIMEIRA DIVISÃO. Cara de pau sem limites. Como senso de ridículo nunca foi o forte dessa turma, se eles ganharem uma Copa do Brasil é capaz de irem até o distrito mais próximo para que se registre um B.O. dizendo que ganharam a Copa do Mundo. Pelo bem do esporte eles devem rodar.

Nossos rivais municipais não chegavam tão longe numa competição nacional desde o século passado. Desde o ano passado que o Mengão perdeu a primazia de ser o único detentor da Copa do Brasil no estado. Foi chato perder a exclusividade, mas vida que segue, agora esculhambou geral. Fala sério, se o Flor pode ter uma CB qualquer um pode. Experimentados vice-campeões em muitos campeonatos, chega a ser cômico imaginar o bacalhau e o chorôro numa final. Seria o tira-teima final para a importante questão: Quem é o maior vice do Rio? Prefiro que nenhum dos dois ganhe.

Sobram os gambás, que estão vivendo seu inferno astral, andam quietos e envergonhados pelo seu último papelão na Série A. É notório que eles não reúnem as qualidades mínimas para representar o Brasil na principal competição do continente. Entretanto consigo enxergar uma vantagem em deixar que o time roxo seja o vencedor da CB. Se eles ganham a CB mergulham no oba-oba e certamente deixam de lado a disputa da Série B. Seria muito lindo vê-los bisar a façanha do Flor, rebaixado seguidas vezes no Campeonato Brasileiro.

Como não tenho nada a ver com isso, quero mesmo é que nessa CB vença o menos pior. Pelo jeito vou torcer pelo Curingão, mano. E você, rubro-negro, quem é seu favorito nessa maratona dos desesperados?

Mengão Sempre


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