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It’s a Long Way To The Top…

Ter, 16/09/08
por Arthur Muhlenberg |

Antes de mais nada vou repetir pela enésima vez: O Rondi Ramone não é um heterônimo meu, é outro cidadão com outro CPF, beleza? Tenho que fazer essa introdução porque tem gente que ainda não sacou. É pra que não fiquem me achando ainda mais cabotino e sem vergonha do que já sou naturalmente, porque hoje eu quero falar bem do nosso punk. O cara que não tem rabo preso com a diretoria e não pela saco de ninguém, como certos uns e outros que usam o Urublog para promoção pessoal dando uma de gato-mestre. Vocês sabem de quem eu estou falando, né?

Não sei vocês, mas eu me amarrei no post do moleque Rondi. Abusado e verdadeiro na medida certa. A letra foi justa e sei de muita gente que botou a cara em Bambyland e pensa igual. Pode até ser classificado como uma cornetada no Milhouse, mas como disse no domingo após o mau resultado contra a bambizada, agora é hora de torcer, mesmo que seja cornetando. O que eu mais gosto dos posts ramoneanos é que o moleque é muito sagaz pra garimpar vídeos de bandas B, C e D na imensidão do Youtube e relacioná-los direitinho com o texto sem forçar a barra. Esse Minor Threat que ele tirou da manga ontem foi muito sinistro.

Eu não tenho esse talento e nem essa vasta cultura musical então não esperem de mim uma bem concatenada relação de causa e efeito que justifique o vídeo embedado no post. A parada é bem mais simples e, vou logo avisando, tem a ver com o momento atual do Mengão. Na verdade tem mais a ver com o ser flamengo, essa tarefa que consome o que temos de mais puro e valioso, o nosso amor.

Eu gosto muito de AC/DC e acho essa música uma das mais Flamengo já criadas no século passado. O clip, de 1976, também é sinistro e vale a pena dar uma olhada. Pra quem não entender o que o a perna tem a ver com a calça, dá uma olhada na tradução da letra. Ou então leia a letra original pra poder cantar junto. Pode me chamar de maluco, mas pra mim, tocar numa banda de rock e torcer pro Mengão é quase a mesma coisa. Curte o som aí, procure as correlações com o nosso momento atual e nossos desejos. Amanhã eu volto com alguma coisa menos nada a ver.

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Mengão Sempre

FLAMENGO IL PIÙ GRANDE DEL MONDO

Seg, 08/09/08
por Arthur Muhlenberg |
categoria Rubro-Negrismo

Rossonero Per SempreQuem me deu a dica foi meu amigo Benny The Dog, blogueiro sangue bom do Cruzeiro. Ele é italiano e quando era moleque sonhava em viver no Brasil. Principalmente por causa de uma programa da Rai Uno chamado Te Lo Do Io Il Brasile (Eu vou te dar o Brasil), apresentado por um cara muito comédia chamado Beppe Grillo.

Em uma de suas inumeras aventuras no Brasill ele encarou um Flamengo x Rio Negro (AM) no Maraca. Bons tempos aqueles, Zico, Junior, Adílio, Andrade, Leandro em campo e 7 x 1 no placar. O Beppe ficou na cabine da Rádio Globo, ao lado dos imortais Jorge Cúri e Mário Vianna, com dois enes. Um documento incrível de uma época de ouro. Curte ai, porque o Bem Amigos de hoje foi de dar calo no olho.

Mengão Sempre

Rubro Negrismo Impatriótico

Dom, 07/09/08
por Arthur Muhlenberg |
categoria Rubro-Negrismo

O Flamengo É o Meu PaísDomingos sem Mengão em campo são dias críticos. A tradicional rotina de milhões de brasileiros se quebra e a energia habitualmente canalizada para as inúmeras providências relativas a uma ida ao estádio ou mesmo aos preparativos para uma longa permanência no sofázão pra ver o jogo pela TV fica totalmente dispersa. Nos domingos sem Flamengo o rubro-negro médio sobe pelas paredes e se põe a filosofar sobre questões fundamentais do tipo: o que nasceu primeiro, o Flamengo ou o Brasil? Por que somos tão grandes? E por aí vai.

Atualmente não dá nem pra perder muito tempo respondendo o que é mais importante, o Flamengo ou a Seleção. A resposta é óbvia. O fenômeno é antigo e a culpa não é do Ricardo Teixeira, do Dunga ou da Branca de Neve. Já faz muito tempo que a Seleção Brasileira perdeu seu significado nacional para grande parte dos brasileiros.

A Seleção Brasileira moderna é estruturada em torno de jogadores talentosos, mas sem carisma, que salvo as exceções, nunca foram capazes de criar laços ou identificação com seus clubes de origem. Esses playmobils multimilionários não poderiam mesmo agradar aos torcedores de clubes rivais. Por isso, tirando a época da Copa do Mundo (torneio condenado ao ostracismo em tempos de nacionalidades débeis), o brasileiro não se vê representado pela Seleção.

Exatamente o oposto do que ocorre com o Flamengo. O Flamengo, que para os tolos é apenas um time, é na verdade uma nação. Uma nação que se fortalece a cada dia. Sei que meu grau de loucura flamenga não me permite ser exemplo pra ninguém, mas eu me sinto muito mais Flamengo que brasileiro desde que me entendo por gente. E sei que existe muita gente, pessoas equilibradas e ditas normais, que sentem a mesma coisa.

Comparar o Brasil com o Flamengo é até covardia. A Nação Rubro-Negra é mais perfeita em sua organização, mais justa na divisão das responsabilidades e dos deveres de seus cidadãos e, principalmente, não comporta a odiosa divisão de classes. E, claro, não penaliza os mais pobres com o ônus da honra duvidosa de pagar a conta pela nacionalidade. Por essas e por outras que o Flamengo é o meu país.

Igualitária e ecumênica, a Nação Rubro-Negra abriga a todos sob seu gigantesco bandeirão. Aqui debaixo dessa luz vermelha e preta ninguém é melhor do que ninguém. Somos todos Flamengo, mas hoje, apesar do Joven Pistolero, vou torcer pro Brasil machucar o Chile. Só não pode é machucar o Juan. Agora ficou clara a ordem de importância?

Pra encerrar deixo com vocês um pedacinho do The New Colossus, um poema clássico da Emma Lazarus que fica numa placa de bronze no pedestal daquela estátua grandona que domina a Liberty Island na Baía de New York. Poderia muito bem ter sido escrita pra homenagear a Nação Rubro Negra e a torcida do Mengão.

(…)
“Mantenham antigas terras sua pompa histórica!” grita ela
Com lábios silenciosos “Dai-me os seus fatigados, os seus pobres,
As suas massas encurraladas ansiosas por respirar liberdade
O miserável refugo das suas costas apinhadas.
Mandai-me os sem abrigo, os arremessados pelas tempestades,
Pois eu ergo o meu farol junto ao portal dourado”.

Mengão Sempre

Informe Urublog

Qua, 03/09/08
por Arthur Muhlenberg |

Os Maiores Jogos do MengãoHoje de noite tem jogo de importância fulcral para as altas pretensões rubro-negras. O Mengão precisa defender os 3 pontos das crianças lá em Figueirense e se houver aquela combinação perfeita de resultados pode até ser que passemos a próxima semana instalados no G4. Mas pra isso acontecer, a vitória é o único resultado aceitável. Os mais céticos já determinaram: se não ganhar hoje, bye bye Hexa, a terceira Liberta consecutiva é o máximo que poderemos almejar.

Caio Junior, vivendo um momento de muita popularidade (mais citado que Obina nos comentários), precisa desesperadamente que suas invenções funcionem. Vai ser preciso provar em campo que Everton na esquerda e Obina desde o começo não são maluquices. Como quero manter a palhaçadinha zero aqui no Urublog vou deixar pra cornetar e fazer meus prognósticos depois do jogo. Por enquanto só sei que é melhor que os catarinas prendam suas mulheres em casa! O Fuderosão está chegando pra passar o rodo!

No sábado passei na Gávea Berço de Craques pra prestigiar o lançamento de três livros muito legais sobre o Flamengo. Escritos pela dupla Arturo Vaz  e Celso Junior, que comandam com extrema competência o Fla-Estatística, site tira teima definitivo sobre a freguesia mundial, os livros são peças fundamentais na estante de quem pretende tirar onda de grande rubro-negro.

Os autores e o histórico Fernando Botelho na noite de autográfosACIMA DE TUDO RUBRO NEGRO, conta a historia do C.R. Flamengo ano a ano, desde sua fundação até o titulo carioca de 2008. Com fotos e lista de todos os títulos em todos os esportes e categorias conquistados pelo Mengão. GOLEIROS - Heróis esquecidos de uma nação, conta a historia dos 108 goleiros que já vestiram a camisa do Flamengo e faz uma homenagem a Fernando Botelho, ultimo goleiro amador e primeiro profissional da historia do clube que tai todo elegante na foto entre os autores na noite de autógrafos.

OS MAIORES JOGOS DO C.R. FLAMENGO: Conta a historia dos 250 grandes jogos do universo de mais de 5 mil do C.R. Flamengo, com a ficha técnica e relato dos fatos que envolveram cada um desses jogos. Já Comprei os 3, mas ainda não comecei a ler, se você quiser comprar também, pode ser através do site da editora Pajú: www.editorapaju.com.br , pelos telefones: (21) 2223-0447 Ou 2223-0185 ou na sede da Editora: Av. Passos, nº 122 - Sala 401 - Centro (RJ). Vale à pena dar essa moral pra História do Mengão.

O rubro-negro Vinícius Novais, estudante do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Juiz de Fora e torcedor doente do nosso Mengão avisa que tem blog novo na parada. O blog dele se chama, humildemente, Mengão Fuderosão. Como eu já disse pra ele quando me perguntou e repito agora pra todos: o termo fuderosão não é de minha criação ou propriedade, podem usar à vontade. Valeu, Vinicius, sucesso pro teu blog, assim que ele se fortalecer coloco o link pra ele ali nos Links do Urublog.

Muriaé, terra dos Filé!Um recadinho importante pra galera de Muriaé, terra da gatíssima Aline, que deu uma linda pala aqui no Urublog. O Renan Dantas avisa pra todos que fundou a FLAMuriaé, pra prestigiar o Fuderosão e zoar a arco-íris lá nas abençoadas terras mineiras. A torcida é novinha, mas já tem comu no Orkut e tudo, quem for da área tem obrigação de dar uma moral.

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Mengão Sempre

Um Minuto de Silêncio É Pouco

Qua, 27/08/08
por Arthur Muhlenberg |
categoria Rubro-Negrismo

Foi em Paz e com a Missão Cumprida.

Mengão Sempre

Segura Essa Vaga, Garoto!

Ter, 19/08/08
por Arthur Muhlenberg |

Vai moleque!Lá no Blog da Flamengonet não rola essa ditadura absolutista, totalitária e antidemocrática que implantei aqui no Urublog. Lá, um blog civilizado e respeitoso, o torcedor tem vez pra externar seus pensamentos e não precisa ficar batendo palma pra maluco e me elogiando pra ver seus comentários publicados (como eu deliberada e canalhamente faço por aqui). 

Mas é aquele negócio, cada um no seu quadrado. Só sei fazer assim e fico muito satisfeito de ver os palermas da arco-íris indignados, tirando as calças pela cabeça por causa de alguma besteira que eu escrevi. É muito maneiro mesmo. 

Maneiro ficou o texto do meu camarada e grande rubro-negro Dão Tavares, que explanou com arte sobre o novo moleque de ouro da Gávea, finalmente titularizado pelo preclaro Caio Junior. O texto dele foi escolhido pra ser publicado lá no blog  e eu aproveitei pra roubar e publicar aqui também. Lê aí, porque ficou muito bom o texto do cara. 

Acho que entendo um pouquinho de futebol, porque o que nosso querido técnico levou alguns meses de treinamento e cinco jogos para comprovar, eu já tinha observado em apenas um jogo, e olha que nem foi um jogo completo - o então junior Airton (foto), no jogo contra o Bacalhau pelo campeonato estadual, simplesmente havia destruído. Chamou-me a atenção pelos desarmes precisos, sempre na bola e sem precisar dar porrada ou cometer faltas como os “colegas” de posição. Dominávamos aquele jogo, mas, infelizmente, e talvez até por falta de ritmo, o garoto acabou saindo com câimbras. O setor de meio-campo ficaria enfraquecido e o Vasquinho foi lá e empatou. 

O garoto continuou treinando, ficando no banco de Jailtons e Cristians da vida sem reclamar, mesmo pegando o buzão da linha 382 que faz o trajeto Piabas-Carioca. É chão. Curiosamente, o menino de Nova Iguaçu tinha passado a morar no Ninho do Urubu, onde treinam os juniores, exatamente para evitar as longas horas de viagem. Quis o destino que ele tivesse que viajar outras longas horas assim que foi convocado a treinar entre os profissionais. 

Daí veio o campeonato brasileiro e, no segundo tempo do jogo contra o Galo, no Mineirão, ele entra no time. Uma pedreira. Nervoso, já no primeiro lance abre demais os braços e acerta um alvinegro. O árbitro amarela o cara, mas ele não se intimida e simplesmente anula um tal de Danilinho que, mesmo com pouco mais de metro e meio, aterrorizava a zaga rubro-negra. Depois veio um clássico, outro contra o Bacalhau. O garoto simplesmente tira onda no meio campo e joga fácil, durante os 90 minutos. Nem parecia que estava jogando o Clássico dos Milhões. O Mengão domina o jogo e sapeca mais três pontos. Foi naquele jogo que ele começou a me lembrar um craque das antigas. 

Marcinho e Renato Augusto já tinham sido vendidos e, logo depois, começaria uma seqüência de maus resultados que afetam as mentes da torcida e do técnico. Veio o jogo contra o Palmeiras lá no Chiqueiro. Toró sai da equipe no segundo tempo, sentindo a coxa e quem vem pra fogueira? Ele mesmo, o experiente Airton no auge dos seus 18 anos. E, mais uma vez, ele entra bem, com mais uma seqüência boa de desarmes. Na malandragem, arruma ainda uma expulsão do Léo Lima no fim, que depois causaria sua suspensão pelos “bons moços”do STJD.

Contra o Goiás - na minha opinião, sua melhor partida -, Airton substituiu Dininho e, logo de cara, deu um balão duplo no meio-campo, o segundo penteando o cabelo do Paulo Baier (ou o que restou dele). No Serra Dourada, ele mostrou que, além dos desarmes precisos, sabia fazer a ligação direta para o contra-ataque. Não limitava-se a passar a bola ao meia. Mais uma vez, fez com que eu lembrasse de um craque das antigas, que na década de 80 vestia a camisa 6 do Mais Querido. 

Contra o Atlético Paranaense, confesso que não posso dizer como foi sua atuação, deixo para vocês, pois foi no mesmo horário da festinha de um ano do meu moleque e, com apenas duas mãos, não sabia se o segurava no colo, se bebia mais um copo ou se passava um rádio para que alguém me contasse do andamento do jogo no Maraca. 

Bem, nesses cinco jogos pelo Brasileiro, muitos deles entrando somente no segundo tempo, Airton fez 15 desarmes e apenas cinco faltas. Mas já levou dois amarelos, aliás, o segundo bem merecido, pois deu um pontapé no jogador do Goiás já caído no gramado e quando a bola já tinha passado uns dois metros.

E é aí que volto a falar do grande jogador a quem ele me faz lembrar. Alguém que atende pelo apelido de Tromba. Desarmava como ninguém, sabia ligar direto o ataque e, de vez em quando, perdia a cabeça e acertava um pontapé no adversário, fator que o levava mais cedo ao chuveiro. 

Podem achar que estou exagerando, mas quem trouxe o moleque do Nova Iguaçu foi o Adílio, que pode até não ser um ótimo técnico para base, mas jogava muita bola e conhece Andrade como ninguém. 

Diante disso, humildemente eu peço: Airton, não me decepcione, segura essa vaga! 

 

João Claudio Tavares, o Dão, tem 28 anos, é formado em Turismo, trabalha como assistente administrativo e mora no Rio de Janeiro. 

Mengão Sempre

Estádio da Gávea - A Casa do Flamengo

Sex, 15/08/08
por Arthur Muhlenberg |
categoria Rubro-Negrismo

 

 

 

 

 

 

 

 

Com a proximidade das inúteis e dispendiosas eleições municipais, que só servem mesmo pra renovar o elenco de chinelinhos, come-e-dormes e ladrões da Gaiola Dourada, o controversial tema da Arena da Gávea volta à pauta. Fiquei sabendo pelos comentários que uma determinada e desimportante edil carioca insite em perseguir seus 15 minutos de fama se escorando na maior torcida do planeta. Isso me fez lembrar de um texto que publiquei no ano passado sobre esse tema. Como o indisciplinado AFA acaba de me ligar de uma aprazível pousada em Bertigoa dizendo que o texto vai atrasar em função do sol inclemente que assola a região, vou republicar a parada. Aguenta aí essa reprise. Abraços.

Ser o clube com a maior torcida do Brasil traz vantagens incomparáveis ao Flamengo, vantagens das quais nem o clube e nem um de seus 35 milhões de torcedores abrem mão. Independentemente do momento que atravessa ou da posição na tabela é o Flamengo que sempre aparece mais, que dá mais ibope, que arrasta maiores multidões aonde quer que vá nesse Brasil. Dizer que o Flamengo vende mais é restringir o toque de Midas do Flamengo ao comércio varejista e desprezar o fato facilmente verificável que o Flamengo é como um colosso que quando se move, seja para onde for, gera demanda, aumenta a produção e cria empregos. Quando o Flamengo e sua torcida caminham na mesma direção podem povoar desertos e aumentar a arrecadação de impostos de qualquer anecúmeno nesse país. No tempo em que o amor à camisa era nosso maior patrimônio Nelson Rodrigues disse que “o Flamengo é uma força da natureza”. Os tempos de materialismo sem vergonha que vivemos demonstraram que o Flamengo é também uma força econômica.

É essa grandeza do Flamengo e de sua torcida o principal motivo para que todos os aqueles que se consideram rivais do Flamengo cultivem úlceras incuráveis. O pior para os nossos rivais é que entre as vantagens do Flamengo estão também milhões de simpatizantes que não entram na conta das pesquisas de torcidas, mas que acabam sempre querendo o bem do Flamengo e de seus torcedores. Como tudo na vida o pacote de vantagens tem também seus efeitos colaterais. O pior deles, sem nenhuma sombra de dúvida, é que o Flamengo tem também os seus antipatizantes. Ao mesmo tempo em que os seis jovens remadores lá em 1895 começaram a traçar o destino de glórias do Flamengo nascia um galho novo na amaldiçoada árvore da plutocracia, o anti-flamenguismo.

Desde então o anti-flamenguismo foi regado com a inveja e adubado com o preconceito social dos que lutam para que uma elite inculta mantenha seus privilégios indevidos. Muitos dos antipatizantes usam seus mandatos parlamentares como escada para se pendurar nesse galho estéril e dali tentar auferir vantagens inconfessas. Nem era preciso confessar nada, pois quem não tem escrúpulos em deixar de fazer o serviço pelo qual é regiamente pago pelos contribuintes para tentar atrapalhar o Flamengo e sua torcida não merece mais do que o ostracismo que se reserva aos iníquos.

 

Foi só o Flamengo começar a treinar futebol no antigo campo da Rua do Russel, ainda no tempo da I Guerra, que sempre houve gente que do alto de sua tribuna na Câmara Municipal não era capaz de ver a crescente favelização dos morros da cidade, a ausência dos serviços públicos como saúde, educação e segurança. Esses problemas não foram resolvidos pelos nobres edis de então, mas houve quem encontrasse tempo para considerar uma indecência que os players do team do Flamengo treinassem seus shoots no Russel, atraindo crianças, idosos, pobres e desempregados para um parque público. O nome desses vereadores que não queriam pobres em parques se perderam na poeira do tempo, mas o Flamengo foi em frente com seus treinos e continuou cada vez mais popular.

 

Em 1935, o déficit habitacional aumentara a favelização na cidade-capital, os serviços públicos e o transporte coletivo eram precários e atendiam a poucos e os vereadores também não foram capazes de resolver esses problemas que se agravavam a cada dia. Mas quando o Flamengo ganhou do prefeito interventor Pedro Ernesto seu terreno no então brejo da Gávea o anti-flamenguismo ressurgiu para impulsionar quem achasse que o Flamengo e sua já descomunal torcida não deveriam receber tal benesse. Hoje ninguém mais tem certeza se existiam mesmo vereadores em 1935, mas a Gávea virou sinônimo de Flamengo. A expansão da cidade em direção ao Flamengo transformou o antigo brejo em um dos bairros mais valorizados da cidade.

 

Em 2007 o Flamengo se lança com todo seu peso e importância à tarefa de terminar o que começou em 1939 e nunca terminou: o seu próprio estádio na Gávea. Construir o seu estádio é um direito que o Flamengo adquiriu quando recebeu o terreno. Notem que em 1935 um estádio não precisava ter saídas de emergência, banheiros e rampas para deficientes. Também não precisava ter lojas, bares e outras conveniências para o público para que fosse economicamente viável. O tempo do esporte amador e sem patrocínio já passou e os estádios se modernizaram, o público se modernizou, até o prefeito do Rio se modernizou.

 

Mas como se ainda estivessem em 1915 existem vereadores com muito tempo ocioso que preferem fechar os olhos à favelização que em plena Zona Sul avança sobre a Mata Atlântica a poucos metros de seus comitês eleitorais na Rocinha, que nada fazem para impedir a degradação dos serviços públicos da cidade, mas que do alto do galho seco do anti-flamenguismo tentam se colocar entre o Flamengo e o direito inalienável que sua torcida conquistou. Será que alguém tem alguma dúvida de que lado estão os mocinhos dessa estória?

 

É a história da cidade do Rio de Janeiro que nos mostra que o preconceito social, o elitismo, o racismo, a inveja e o anti-flamenguismo sempre andaram de mãos dadas na tarefa de atrasar o lado do Flamengo e assim atingir o povão que é o alicerce do Mais Querido. Mas mostra também que eles nunca venceram o Flamengo. E nunca vão vencer. O Estado de Direito prevalecerá e o povo do Flamengo terá o seu estádio, a sua casa na Gávea.

Mengão Sempre

Valeu, Galerão! 500 Posts no Urublog!

Qua, 13/08/08
por Arthur Muhlenberg |

Valeu, Nação! Mengão Sempre!

É isso aí, galera, esse é o post número 500 do Urublog. O tempo passou rapidinho e no dia 3 de julho de 2007 quando subiu o primeiro post do Urublog nem eu botava fé que ele fosse crescer tanto. Só posso agradecer a nossa torcida maravilhosa, ao pessoal da Comunidade do Urublog e a das minas que Amam o Urublog. E, claro, aos fregueses fiéis que estão sempre aqui prestigiando e bombando os comentários. Muito obrigado pela moral. Agora é rumo ao 1000!!

Foto: Quem fez a foto? Me avisa aê pra eu creditar

Mengão Sempre

Quer Torcer Pro Flamengo? Pergunte-me Como.

Seg, 11/08/08
por Arthur Muhlenberg |

Mengão Sempre, Porra!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As inócuas e quase sempre mal sucedidas tentativas de desestabilização do Mengão por parte da histérica e recalcada arco-íris sem título são mais antigas que os esboços do rascunho da Bíblia. Por isso mesmo esse movimento quinta-coluna e idiota que grassa nos dias de hoje nos subterrâneos da torcida só pode causar riso aos rubro-negros mais cascudos.

Quem é Flamengo há mais tempo já sabe que essa palhaçadinha de criar artificialmente um clima de crise na Gávea não é coisa de rubro-negro. Parece até orquestrado, pois bem na hora em que o Flamengo mais precisa da força da torcida uma parte dela resolve se comportar como torcedor de segunda classe, com cobranças absurdas, rabugice despropositada e um comportamento social que pode ser classificado como subvascaíno.

Ninguém aqui está criticando o sagrado e inalienável direito de vaiar, nada disso. O que é o fim da picada são cidadãos que se dizem rubro-negros torcerem contra o Flamengo. Por mais estapafúrdio que pareça, tem gente que tem feito exatamente isso. Na ânsia de extravasar suas broncas com a atual diretoria, com diretorias anteriores ou com a alta da taxa de juros, vai saber, essa galerinha tem gerado as maiores energias negativas em relação a tudo que diz respeito ao Mengão.

Os porra-loucas lá com a bomba na Gávea eram apenas a ponta do iceberg. Detonam o elenco, detonam quem chega, detonam até as possíveis contratações e ainda vão pro Maraca pra vaiar quem tá lá defendendo o Manto. Não consigo entender qual o sentido em fazer o serviço da arco-íris. E menos ainda o de fazer esse papel ridículo e ainda se achar um grande rubro-negro. O pior é que esse pessoal tá latindo pro poste errado.

Não sei já ocorreu a algum desses perspicazes homens-bomba que não foram esses caras que foram no bacanal em Ribeirão das Neves que perderam 16 brasileiros seguidos. Por que então tem que se cobrar deles esse tempo todo na fila? Já tava assim quando eles chegaram. Eles podem até não ser o último biscoito do pacote, mas foram eles que levaram o Mengão às melhores colocações em Brasileiro dos últimos anos.

Torcedor do Flamengo, não entre em pilha errada. O time já tá destroçado pela janela, pelas contusões, pela queda na tabela e pelo eficiente desapoio que tem recebido. Isso é mais que evidente. Agora é a hora dos chamados rubro-negros revoltados, que acham que o Brasileiro é obrigação, pararem pra pensar se vale a pena se martirizar por mais 19 rodadas achando tudo uma merda e provavelmente se decepcionando no fim. Eu acho que não vale. Eu sou Flamengo, e vocês também. Nunca é demais repetir.

Muito melhor e mais divertido é acreditar no nosso taco e dar toda a força possível, fazendo aquilo que a torcida do Mengão faz melhor: levar o time nas costas e no gogó até muito além dos limites das suas reais possibilidades. Fazendo a diferença e ajudando o Mengão a fazer uma campanha de recuperação que vai orgulhar a todos durante muitos e muitos anos.

Se você ficar olhando só pros últimos 8 jogos do Flamengo vai achar que essa é uma missão muito difícil. Mas se você se lembrar do histórico do Manto Sagrado e de tudo que fizemos no campeonato do ano passado vai lembrar também que pros rubro-negros é mole. Basta acreditar.

Se você tem uma estória legal do Mengão na sua vida poste ela lá no tópico As Incríveis Estórias do Mengão na Comunidade do Urublog no Orkut. As melhores vão ser publicadas aqui no Urublog.

Mengão Sempre

Valeu, Pai! Obrigado Por Me Fazer Flamengo!

Dom, 10/08/08
por Arthur Muhlenberg |

Cami e Emi, eu amo muito vocês!Meu pai já não vai mais ao Maraca, mas assiste a todos os jogos e treinos do Mengão fazendo resenha com a sua galera das antigas, Zizinho, Dida, Valido e o menino Geraldo. Além de me fazer Flamengo o sábio coroa me deixou uma série de ensinamentos que hoje tento humildemente passar pras minhas garotas. Pro velho Arthurzão nunca teve essa palhaçada de distanciamento crítico e muito menos essa abominação de vaiar o time. O Flamengo que entrava em campo era sempre o melhor do mundo e fim de papo. Acho que essa lição eu aprendi. E elas também.

Como aconteceu com o velho Arthurzão há muitos e muitos anos atrás, todos os dias nascem novos pais rubro-negros que se somam à milenar corrente que nos faz o gigante que somos. Hoje, Dia dos Pais Rubro-Negros, o Urublog parabeniza a todos aqueles que são os verdadeiros construtores da Nação Rubro-Negra, a maior, mais bonita e mais importante do Universo.

Se puder, não deixe de dar um abraço apertado no seu pai, mesmo que ele não torça pro Mengão (se for esse seu caso então seu pai merece até 2 abraços). Independente do time pelo qual torça você só é Flamengo por causa dele. Feliz Dia dos Pais pra todos.

Mengão Sempre

Correio Urublog Extra!

—– Original Message —–

From: “Martín XXXXXXX” <xxxxxxxx@gmail.com>

To: <blogdoflamengo@globo.com>

Sent: Sunday, August 10, 2008 9:17 PM

Subject: dia dos pais

é isso aí, arthur.
eu sei que tu não perguntou, mas eu adoro contar: em dezembro de 1981,
eu tinha oito meses de vida e morava em montevidéu — onde tinha
nascido.
minha mãe brasileira (já com tendências flamengas) convenceu o meu pai
uruguaio a ir pro centenário ver a final da libertadores.
os malucos me carregaram no colo e o que aconteceu dentro de campo tu
sabe melhor do que ninguém.
meu pai, que no uruguai torce pro nacional, já tinha cansado de ver o
boca com maradona e o santos com pelé — e nunca virou santista nem
boquista.
ao ver zico e o flamengo jogando futebol naquela OUTRA DIMENSÃO, não
teve outra: virou flamenguista, ziquista e educou os filhos nessa
mesma religião. hoje, mais uma vez, eu o agradeci por isso.

feliz dia dos pais pra ti.
abração,
martín

Demais essa estória do Martin, hein, galera? Esse é o Mengão Cósmico. Não tem pra ninguém. Se você tem uma estória legal do Mengão na sua vida poste ela lá no tópico As Incríveis Estórias do Mengão na Comunidade do Urublog no Orkut. As melhores vão ser publicadas aqui.

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