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Vagner Love Manda Bem Pra Caramba

ter, 16/03/10
por Arthur Muhlenberg |

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Em 1970 e uns quebrados, Pete Townshend, gênio que um dia será lembrado como Ludwig Van Beethoven e Amadeus Mozart, escreveu a ópera-rock Quadrophenia, uma espécie de obra pós-Tommy, o tal rapaz que não enxergava, não ouvia e não falava, uma parábola de uma juventude do pós-guerra, sem expressão, marginalizada, e que de repente é “libertada” por uma contracultura do fim dos anos 60, à base de ácido, maconha, bebida, sexo e revistinhas suecas. Quadrophenia, musicalmente, mostra um The Who mais amadurecido, ainda que Tommy tivesse no setlist alguns de seus eternos hits, como Pinball Wizard, Eyesight to the blind e We’re not gonna take it.

Em Quadrophenia, Jimmy, o personagem principal (bem descrito na magistral “Doctor Jimmy”) é apenas uma face de um esquizóide, uma esquizofrenia quádrupla, como diz o nome-trocadilho. O personagem Jimmy se mostra em quatro versões, todas elas reflexos dos mods farristas dos subúrbios de Londres: o cara de cintura dura, metido a machão, derivado do cantor Roger Daltrey, o mela-cueca inspirado no hoje falecido John Entwistle, o louco – como sempre – inspirado em Keith Moon, e o hipócrita, que Townshend baseia no seu próprio cinismo. Para o perfil cínico, Townshend comete uma das mais belas músicas da história do rock universal: Love reign over me.

Love reign on me é a resposta de Pete a sua própria hipocrisia. “Eu preciso de um drinque da mais pura água fria”, canta, ao fim da música. “Only Love/Can make it rain/The way the beach is kissed by the sea”, anuncia, no início. Somente Love pode fazer chover do jeito que o mar beija a praia, meus amigos.

600px-RAF_roundel.svgLove, que reina, não em mim, mas sobre nós, é a resposta não de Townshend, mas, 40 anos depois, é a resposta rubro-negra à hipocrisia que parece ter tomado conta de nossa grande imprensa e também de nossa pequena mentalidade. Reparem que, à maneira de um mod bagunceiro, Love é irascível porque confia em seu próprio poder. Tem o romantismo dos que desconhecem a própria mortalidade. Não é um quadri-esquizofrênico – muito pelo contrário. Como dá o sangue pelo Flamengo, como se esforça dentro de campo, não vê a necessidade do cinismo. Somente o amor que ele desperta no legítimo rubro-negro pode fazê-lo ter o poder de não mentir. De não ter frases feitas. De não invocar um Deus mais relativo do que absoluto. Love reina no camarote da avenida, e diz que está lá bebendo cerveja. Reina no baile do tráfico e admite, sim, tem gente armada, todos vocês sabem disto e para quê eu iria ser o hipócrita de negar?

Nunca fui grande fã e nem fui um dos defensores de sua contratação a qualquer custo. Mas a cada dia que passa o cara manda melhor. Além de jogar com muita raça e amor ao Manto Vagner Love tem se mostrado um rubro-negro de primeira categoria. Com papo sempre reto, sem adotar posturas politicamente corretas pra agradar à opinião púbica Vagner Love sempre manda a real sem ficar se protegendo atrás de Deus, a palavra mais vulgarizada pela boleirada profissional. E digo mais: até onde se sabe, mesmo bebendo sua cerveja ele nunca faltou ou se atrasou a um treino na Gávea.

O atual caso em que tentam enquadrar o artilheiro é sintomático: a Rocinha é pródiga em políticos, vereadores, deputados, gente do Executivo, filhos de gente rica, artistas, todos ali felizes. Um famoso rapper já apareceu em um documentário da TV inglesa com fuzis ao fundo, já teve até ministro no mesmo espaço ocupado pelos caras do “movimento” – tudo isto em nome do comício.

Vagner Love é sim, marginal. Mas porque está à margem desta sociedade quadri-esquizofrênica, que hora defende o romantismo do bandido, ora manda a polícia subir e executar sem julgamento. É marginal porque não fala no Deus que volta e meia está na boca dos que querem sempre 10 por cento – ou na boca de quem doa grana todo mês para pastores presos.

É marginal porque assume seus gostos, paixões, e não porque descumpre a lei.Vagner Love, em campo, é sim, mainstream, porque faz o que se espera de um jogador de futebol. Talvez vire alternativo, já que quase todos estão correndo da raia. Love, não: o time tá com 10? Vamos correr atrás com 10. No dia seguinte, é direito dele beber a cerveja que ele paga com dinheiro do próprio bolso. E é direito – e dever – dele  não MENTIR.

Talvez nós estejamos cada vez mais nos encaminhando para um sistema, uma sociedade, em que mentir seja necessário. Aí, o amor não reina. O que manda é a esquizofrenia dos julgamentos relativos e sem júri.

Love, reine sobre nós.

Gustavo de Almeida

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Mengão Sempre

O Flamengo Tem Que Abandonar o Campeonato Carioca

seg, 15/03/10
por Arthur Muhlenberg |

Molambo Revoltadão

Molambo Revoltadão

Alguém se surpreende com a postura adotada pela psicopata torcida do bacalhau após levar mais uma piaba do Mengão? Dizem os recém coitados que o juiz roubou, que jogaram melhor, que o jogo não valia nada, que o Dodô se esqueceu de tomar o café, entre outras patetices da mesma matriz chororôresca que tão bem conhecemos. Ou então são aquelas impagáveis ucronias do tipo “se o Willians tivesse sido expulso, se não tivesse chovido, se minha mãe não tivesse bigode”, etc.  É compreensível, o que resta aos mortos de fome dizer após mais um empalamento?

Só sei que o futebol carioca, por causa do excessivo apequenamento dos nossos adversários locais, está em vias de perder mais um clássico. Há anos já perdemos o Flamengo x América, o Flamengo x Foguinho vai pelo mesmo caminho e virou um jogo de cartas marcadas onde a cachorrada precisa de 10 jogos para vencer 1. Agora o Flamengo x Vice, que outrora foi conhecido como clássico dos milhões vai adotando o formato de mais um joguinho pra meio de semana, com resultado previsível e nenhuma conseqüência na definição do campeonato.

Só sobrou mesmo o Fla x Flu, que apesar da indigência técnica e moral das flores ainda reserva emoções e adrenalina para a torcida. Provavelmente porque extrapola o futebol ao envolver uma disputa filosófica e comportamental entre dois estilos de vida diametralmente opostos. Burguesia x proletariado, Veuve Clicquot x Praianinha, GLS x heterossexuais. Disputa futebolística que é bom já saiu de cena faz tempo no Fla x Flor.

É chato admitir a falência de um campeonato tão simpático e tradicional, mas o Flamengo simplesmente não tem mais adversários nos limites do estado. O Foguinho, vergonha das vergonhas, precisa apagar a luz do estádio alugado pra conseguir vencer o galáctico Olaria. O Flor paga mico semana sim, semana também e o bacalhau, bem o bacalhau adquiriu a ignominiosa morrinha de segunda divisão e vai ter que ralar muito nas ostras para conseguir tira-la. O nosso antigo rival, de saudosa memória, está cada dia menor. E nessas condições é forçar muito a barra chamar o jogo contra eles de clássico.

Por isso mesmo não estou com a menor paciência pra falar sobre a protocolar, previsível e desenxabida vitória do Mengão Fuderosão sobre o freguês da pocilga de São Janú. Já falamos demais sobre a suprema desimportância desse nosso Carioca, um campeonato cuja relevância vem sendo solapada ano após ano pela incúria da cartolada, pela ausência de uma política de esportes no estado e pela maneira covarde e antipatriótica com que os clubes vêm se sujeitando aos desmandos das emissoras de TV que fazem o que querem para alcançar seu objetivo. Que é, simplesmente, acabar com o hábito de se freqüentar estádios. Essa é a única explicação plausível para essa palhaçada de clássico às 19:30 de domingo. O público ridículo (37 mil presentes) mostra que esse objetivo está muito próximo de ser alcançado.

Para salvar nosso futebol moribundo o melhor que o Flamengo faria seria abandonar a disputa desse regional. Escalem um time de aspirantes e passem o primeiro semestre disputando apenas a Libertadores e amistosos pelo Brasil e pelo mundo. Além de darmos uma chance à arcoirizada safada, que na bola não ganha nada, não esquentaríamos tanto a cabeça por motivos torpes e faríamos uma preparação bem mais eficiente para o Campeonato Brasileiro, que no fim das contas é hoje a única competição que presta no Brasil.

Sempre fui fã do Carioca, mas agora babou. Não vejo a hora dessa palhaçada ser extinta de uma vez por todas. Não faz sentido o Flamengo disputar o campeonato sozinho e arcar com o ônus de carregar a arcoirizada incompetente nas costas. Quem pariu Mateus que o embale. Nós não precisamos disso, temos torcida no Brasil inteiro. Tá na hora do Mengão, sempre pioneiro, tomar a iniciativa e comprar mais essa briga. Em nome do futebol brasileiro.

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Mengão Sempre

Ninguém é Maior Que o Flamengo

ter, 09/03/10
por Arthur Muhlenberg |

puliçaÉ fato indiscutível que a magnífica Nação Rubro-Negra do Flamengo, além de ser a maior, é a que, no cotejo com a arcoirizada sem vergonha de camisa feiona, apresenta a maior diversidade social, econômica, cultural, política e religiosa em sua composição. Essa variedade de origens entre nossos nacionais além de bonita pra caramba é ponto pra nós que somos ninja. Porque até os malas que acham que os conceitos ecológicos se aplicam a todos os campos do conhecimento humano concordam que é a diversidade que atesta e comprova a abundância e a equitabilidade de uma comunidade.

Ao contrário da arco-íris famélica de glórias, cujas torcidas se especializam e abraçam a segmentação como única estratégia de sobrevivência, escolhendo seus seguidores entre as minorias e os taxando monetariamente como se o consumo dirigido fosse a única forma de inserção social existente, a Magnética é generalista e filantrópica. O Flamengo acolhe a todos sob a sombra generosa do pavilhão vermelho e preto, fornece uma forte identidade nacional e os insere numa sofisticada estrutura social sem nada cobrar por isso. Ninguém precisa ser sócio, ter carteirinha, camisa oficial ou um chaveirinho pra ser Flamengo.

Por isso mesmo é tão comum encontrar divergências filosóficas, artísticas e comportamentais entre os integrantes de nossas hostes em relação aos mais diversos assuntos. Divergências que por mais agudas que sejam em nada lasseam a fibra comum que mantêm a todos os rubro-negros unidos em um tecido social cuja trama nada ou ninguém possui a força capaz de esgarçar. É assim no caso do Adriano, como é no caso do Petkovic, do Marcos Brás ou do Charles Guerreiro. Somos muitos, o arco dos nossos interesses é abrangente e multifocal, estamos vivos e divergimos.

Propor a adoção de uma linha dura na resolução do caso Adriano, bem como pregar o acochambramento, o laissez faire ou o cafuné na cabeça do marmanjo são visões, ainda que ocupem pólos opostos, genuinamente rubro-negras e representativas das linhas de pensamento adotadas pelos torcedores. É evidente que dentro dos limites estritos da fidalga arte da conversa de salão, assim como no Kama Sutra, todas as posições podem e devem ser consideradas nessa questão. E é mais evidente ainda que na vida real, onde o pãozinho é vendido por quilo e não existe almoço grátis, as opções são bem mais reduzidas.

A enquadrada que a nossa presidenta deu na turma que estava fazendo arruaça e falando demais foi providencial. Em primeiro lugar por chamar a responsabilidade para si, sinalizando que a liderança formal da comunidade não está alheia à gravidade do tema. A afirmativa de que ninguém é maior que o Flamengo pode se tornar música das mais refinadas quando acompanhada de ações que a corroborem. Mas o melhor foi o tom “quem manda aqui sou eu” que diz e significa muito mais do que o mero conteúdo das suas palavras.

Sabemos perfeitamente que a dureza do termo rescindir, habilmente colocado em seu discurso, adquiriu uma sonoridade ainda mais retumbante em virtude do contraste com a imagem dócil da presidenta. Mas nós, que não batemos com a cabeça no cimento, sabemos também que não se rescinde um contrato como o do Adriano, com intrincadíssimas ramificações com patrocinadores e fornecedores, de uma hora para outra. Em tais casos a leviandade pode ter um alto custo. Adriano é um caso complexo, que envolve muito mais do que a relação patrão-empregado e deverá ser tratado com a máxima habilidade para que a integridade, tanto a do clube como do atleta (e do ser humano, lógico) sejam preservadas.

Acontece, e isso todos no clube devem ter percebido, que no Flamengo só existe um Adriano. E que a rescisão de contrato que for danoso pro clube, seja de atleta, dirigente, funcionário, fornecedor ou prestador de serviço é uma espada que a presidenta manterá sempre ao alcance da mão. Pelo menos foi assim que interpretei o esporro que a presidenta deu ontem. Ponto pra Patricia, porque quando o capitão do navio diz que vai comprar um gato os ratos mais preguiçosos ou menos malocados já vão pegando o caminho da roça. Mas o gato tem que ser comprado e posto pra trabalhar, isso é óbvio.

Assim como eu me perdi num assunto nada a ver no parágrafo anterior, o Flamengo meio que perdeu o foco nesses últimos dias. A pressão foi forte, admito, mas não me parece adequado que a poucas horas do nosso primeiro compromisso no exterior em 2010 as atenções estejam todas voltadas para um atleta que sequer vai participar do jogo. Ao menos o assunto em epígrafe não condiz com a propalada prioridade que se dedica à competição continental na Gávea. Felizmente o elenco já está dentro do avião rumando para a bolivariana Venezuela, porque temos certos uns e outros que estão dando bom dia a cavalo de uma maneira absurda.

Nem sei se a culpa é de uns e outros, pode ser que não tenham tido a orientação necessária para a administração da crise e acabaram entrando na onda. Isso é muito perigoso. Nas horas em que a chapa esquenta à vera é preciso que se estabeleça, com prudência, um limite para a satisfação dos desejos da mídia. Nada de mordaças ou censura prévia, mas um critério racional na escolha do que deve ser falado ou silenciado. Critério que considere em primeiro lugar não a saciedade dos apetites de leitores, telespectadores ou ouvintes, mas o sucesso do Flamengo.

Vamos dar um tempo nesse papinho do Impera, pelo menos até o fim do jogo de amanhã. Deixa o cara se recuperar do jeito dele, sem tanto mimimi e sem tanta dispersão de energia. Energia que deve ser canalizada para a Libertadores da América e não em fofoca. Quem faz a nossa comunidade ser o que é somos nós, através das nossas ações. Relaxa com essa conversa de Adriano, tem gente gabaritada cuidando da parada, vamos fazer a nossa parte. Vamos torcer pro Mengão.

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Mengão Sempre

Adriano, a Hora é Essa.

sex, 05/03/10
por Arthur Muhlenberg |

relogio do adrianoAcho do maior mau gosto ficar comentando os hábitos particulares dos nossos guerreiros. Mesmo quando esses hábitos interferem no bom andamento dos serviços do Mengão continuo achando que eles pertencem exclusivamente à esfera privada e não devem ser tratados levianamente por corneteiros sem carteirinha do sindicato dos jornalistas. A notícia de que o Impera faltou ao treino não me surpreendeu e tampouco indignou.

Impressionante como gostam de cornetar Adriano. O cara paga um alto preço pela fama que conquistou. É pressão, vigilância e monitoramento constantes, um fardo indiscutível pro Impera. E ainda tem quem queira que ele vá pro banco de castigo porque não trouxe lanche ou esqueceu o lápis azul-claro. Disconcordo desses disciplinadores. Adriano tem privilégios e tratamento diferenciado porque ele não é igual aos outros. E todo mundo já sabe que tratar os desiguais como iguais é a maior desigualdade que existe. Os privilégios de Adriano não são malandragem, trambique ou migué. Estão previstos em contrato, que a boa educação manda que seja cumprido pelos seus signatários.

Senhores, me permitam relembrar a situação especial em que Adriano se encontrava quando foi contratado pelo Flamengo. Foi uma contratação de risco em que o Flamengo tinha total conhecimento do conteúdo do pacote. Estava tudo combinado anteriormente e o combinado nunca é caro. Caiam na real, é evidente que se não fosse baixo essas condições especiais o Flamengo jamais teria bala para contratar um dos atacantes top5 do mundo. É só usar a cabeça pra perceber isso.

Mas a notícia de que Adriano além de desfalcar a equipe contra o Resende também fará forfait em Caracas me deixou bolado. Não que sua presença no comando do ataque seja fundamental para que vençamos os próximos 2 jogos. Nem pensar, um jogo é contra o inofensivo Resende e o outro é contra um time da Venezuela. O que equivale dizer que o Fuderosão enfrentará um time de baseball que nos fins de semana também joga futebol. Na humildade, os talentos balísticos de Love, Mezenga ou Maicon Santana são mais que suficientes para resolver rapidamente essas duas paradas.

Meu grilo reside no seguinte: será que Adriano já tá com a cabeça na Copa do Mundo e tá meio que cagando pra Liberta? O que justificaria esse aparente desinteresse do Impera na competição mais importante do clube em 2010? Será que já existe mesmo uma proposta miliardária para que ele volte à Europa? Será que já iniciou um processo de se poupar e evitar jogar em centros onde o futebol profissional masculino ainda não se desenvolveu plenamente? Seja qual for a razão essa desmotivação, caso se confirme, trará grandes prejuízos pras altíssimas aspirações do Mengão. Espero sinceramente que seja apenas paranóia da minha cabeça.

Tá mais do que na hora do Adriano acertar os ponteiros com o Mengão. Pode até não ser a dele, mas a hora do Flamengo é essa.

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Mengão Sempre

Vagabundo Não É Fácil

sex, 05/03/10
por Arthur Muhlenberg |

tolerancia zeroHoje consegui acabar todos os meus serviços na rua cedinho e voltei pra casa pra exercer a vagabundagem sem freios. Isto é, ficar de bobeira na Internet, moderando comentários, ouvindo musiquinha na minha nova mania, o BlipFm, onde você pode ouvir o meu set list e até dizer se gostou e vendo Arena Sportv e a reprise do Redação.

Aí dei uma boa navegada pelo novo site do Rica Perrone, o Ranking Futebol, que é impressionante. Não sou dos mais tarados por estatísticas e números, mas no seu site o Rica levou essa doença a um estado de arte. Tem ranking de absolutamente tudo, de Mundial Interclubes à Taça Guanabara, passando por ranking de torcida e outras esquisitices. Lá fiquei sabendo de coisas assombrosas só de ler o scout do Flamengo x Madureira. Como, por exemplo, o fato do Leonardo Moura ter sido o jogador que ficou mais tempo com a bola no pé. Nosso moicano ficou com o balão em seu poder por quase dois minutos inteiros. Pra ser mais exato, foram 113 segundos, fenomenal. Descobri lá também que o Mengão executou 59 lançamentos, acertando 24 e errando os outros 35. E que no fim das contas o Madureira teve a posse de bola durante 54,1% do jogo e o Flamengo, quem diria, meros 45,8%. Enfim, o ranking do Rica tá valendo uma visita.

Mas enquanto tava moderando os comentários no post do Pet não pude deixar de perceber que a incoerência brota quem nem capim nesse nosso modesto fórum. Nada mais justo que eu me manifeste mais uma vez sobre o bochicho do dia. Pra começo de conversa, não é possível levar a sério essa conversa de que deixar o Pet no banco é um desrespeito ao homem, ao atleta ou aos Bálcãs porque isso é ridículo. Qualquer jogador esta suscetível a dar uma esquentada no banco, isso é do oficio. Pra não ficar no banco o jogador tem que treinar bem, correr muito e se mostrar colaborativo e integrado ao grupo. Se o Pet ta cumprindo com todos esses requisitos ele deve ser titular. Se não está tem que ficar no banco. É simples assim.

Quanto ao argumento de que não se pode dizer que o Pet ta jogando mal porque ele não está jogando, poxa, dá até pena. Porque esse argumento não chega nem até a porta do elevador. Isso é um Paradoxo de Tostines de quinta. Não é durante os 90 minutos de um jogo que o Andrade fica avaliando quem tá jogando bem ou mal. É durante o treino, Pedro Bó! E pelo que vimos o Pet apresentar no Carioca (não importa durante quantos minutos) é ruim de ele ter arrebentado nos treinos. Tanto que nos jogos que entrou sempre esteve de prega presa, aparentando um condicionamento físico abaixo dos outros guerreiros. E só fez diferença contra o Volta Redonda, quando fez golaço e no Fla-Flu, onde sua saída foi decisiva pra nossa vitória. Mas não sejamos injustos com o sérvio, não é moleza arrastar 37 anos pra cima e pra baixo durante 90 minutos.

Como a idade do Pet é um fato incontornável fica meio bobão esse negócio de Pet + 10, titular absoluto e outras platitudes táticas que desconsideram a idade do Esculachador Mor de bacalhau. Onde é que tá escrito que não é uma boa poupar o Pet no início das partidas e colocá-lo pra fazer valer seu virtuosismo quando a garotada já tiver mais na marcha lenta? Todo mundo deve concordar que a pessoa mais indicada pra definir quem começa jogando é o Andrade, que ta lá nos treinos todo dia e não um de nós, que pensamos que o Pet meteu o gol do TetraTRi no domingo passado. Já é suficientemente ridículo ver o cara no banco fazendo biquinho, seria muito melhor pra todos se os torcedores se abstivessem de imitá-lo nessa presepada.

Isto posto, me parece que a tese da injunção política na escalação do time cai por terra. Já que não se apresenta aos nossos olhos nenhum indício de que a rusga de entre Pet e Marcos Brás tenha sido a causadora do declínio técnico e físico do atleta. Aliás, tudo indica que é exatamente o contrário. No meu modo de ver a simples consideração de tal teoria conspiratória é uma ofensa inominável ao caráter do Andrade e a tudo que ele já fez pelo Mengão.

Acho uma tremenda babaquice a parte da torcida que fica pedindo pro Pet entrar aos 5 minutos do primeiro tempo, além de ser, isso sim, um tremendo desrespeito ao outro jogador que tá lá suando o Manto. Acho babaquice porque não adianta nada, já sabemos que Andrade não joga pra torcida e ainda por cima cria um clima de guerrinha com nosso treinador que é totalmente desnecessário.

Ainda bem que sábado o Mengão joga em Volta Redonda e lá naquelas plagas a corneta é bem mais moderada. O time ta vencendo, não dá pra reclamar tanto assim. Ganhando bem do Resende o time vai ter sossego pra se preparar bem pro nosso primeiro compromisso internacional pela Liberta, em Caracas. Isso é o que interessa, o resto que se dane.

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Mengão Sempre

Torcida do Flamengo: A Menos Arrogante do Brasil

sex, 26/02/10
por Arthur Muhlenberg |

Que é isso, fera?

A modéstia em pessoa

Uma das falácias mais populares entre os arcoiristas de camisa feia é a que discorre sobre a existência de uma pretensa arrogância rubro-negra que nos seria distintiva. O foco dessa conversa fiada é a acusação de que nós, rubro-negros que torcemos pro Mengão, vivemos em uma espécie de realidade virtual onde o Flamengo seria hegemônico e indiscutivelmente o melhor time do país. E mais, que nós, delirantemente, havíamos construído toda uma estrutura argumentativa que apresentava reles e inconclusivos resultados em confrontos diretos, títulos e recordes para sustentar nossa inaceitável visão de mundo. A partir dessa idéia central se desenovela uma aborrecidíssima teoria comportamental que termina por nos imputar a desonra da soberba e da arrogância.

Muita gente não gosta da pecha de arrogante e de vez em quando aparece aqui um ou outro pedindo para que baixemos nosso tom, para que respeitemos os mortos de fome e que não cantemos nossa superioridade antes dos jogos. Lamento nunca poder atendê-los, porque esse é o jeito Flamengo de ser e eu me sinto muito à vontade pra continuar seguindo a tradição. Não to nem aí pra o que a arco-íris acha de nós. Esse papo de arrogante comigo não cola. E é muito fácil desqualificar esse caô.

Porque não consigo conceber arrogância maior do que a exibida pelos nossos detratores nos combates diários aqui nos comentários, onde a entrada dos malvestidos sempre foi franqueada para a livre troca de idéias e de porradas. Reparem que para esses esquisitões todo título do Flamengo é ilegítimo ou teve ajuda do juiz. Nós só ganhamos roubando porque a Globo isso, a CBF aquilo ou a Vulcabrás aquilo outro. Nossa torcida é a maior por causa da TV, somos campeões de bilheteria porque o ingresso no Rio custa 1 real e só ganhamos o Brasileiro 2009 porque todo mundo resolveu abrir as pernas pra nós ao mesmo tempo. À luz dessa teoria é incrível a incompetência do Flamengo, pois levamos exatamente 37 rodadas pra conseguir liderar o tal campeonato que ninguém queria ganhar.

Mas, sem dúvida nenhuma, a maior de todas as provas que a arrogância em nossa casa não vigora é ver os xiliques, faniquitos e ataques de pelanca de quem contesta a legitimidade, a lisura ou a heterossexualidade do nosso hexacampeonato. Antes eram só os malucos do Ixpó que contestavam 87, no que foram seguidos pelos bambis interesseiros e mau caráter a partir de 2007. Mas agora a doença se generalizou e o hexa do Mengão machucou tão fundo a arcoirizada que tem até colorado e atleticano, clubes que se notabilizam por não ganhar naada desde o tempo dos hippies, querendo tirar onda de defensor da antimatemática. Logo eles, que disputaram a Copa União e foram devidamente atropelados pelo Mengão Fuderosão Hexacampeão da Justiça.

Tudo isso não passa de despeito, inveja e dor de cotovelo, meus amigos. A verdade é que a nossa descomunalmente gigantesca torcida, mas nem por isso menos modesta, deu show de humildade e comparecimento em qualquer parada do país durante todos os 17 anos do imoral jejum a que fomos submetidos. Mesmo em posição de inferioridade numérica nós nunca deixamos de apoiar e defender nossos pontos de vista com a única arma que tínhamos ao nosso alcance: a acachapante superioridade moral e esportiva do Mengão diante da arcoirizada. Superioridade sobejamente demonstrada através de fatos, resultados, retrospectos e títulos à mancheia. Esse nosso jeito humildemente fanfarrão de ser leva nossos adversários á loucura e por isso nos atiram as pedras da injustiça e da desprezível inveja.

Nós seguiremos em nossa altivez. Sem nos importar com o ladrar dos cães, levando nossa caravana pra frente e pregando nosso evangelho no sapatinho que nos é característico. O mais legal disso tudo é saber que durante muito tempo vai ter gente se rasgando de norte a sul do país cada vez que alguém disser o Flamengo, hexacampeão do Brasil. Hahahaha! Como já foi dito anteriormente aqui mesmo nesse modesto bloguinho, quem mandou deixar o Mengão chegar? Agora vocês vão ter que aturar.

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Mengão Sempre

Falando Em Ingressos…

qua, 13/01/10
por Arthur Muhlenberg |

football_ticket 1Quem mora no Rio provavelmente já está ligado que rolará aumento no preço dos ingressos pro Campeonato Carioca. Por uma questão inescapável de princípios fundamentais da mão de porco somos todos contrários aos aumentos de preços de todos os produtos e serviços que consumimos. Entretanto, a questão dos preços dos ingressos para os jogos do Mengão convida, pelo menos na cabeça dos mais sensatos, a uma reflexão.

Na moral, a manutenção de preços irreais nos ingressos significa que o Flamengo vai continuar a cortar a própria carne em nome de um populismo econômico que não tem espaço numa economia de mercado. E esse mui discutível bom mocismo só tem um beneficiário: o desprezível submundo dos cambistas e de seus safadíssimos cúmplices ocultos cujo habitat natural são as diretorias dos clubes.

Enquanto torcedores fudidos do Maior do Mundo temos todo o direito de reclamar do aumento dos preços. Ainda mais porque em troca de nossos preciosos caraminguás nos jogos do Mengão não recebemos o mínimo em termos de acessibilidade, conforto, bom atendimento, segurança e respeito.

derby

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Por outro lado, mesmo não sendo sócios do Flamengo, todos nós devemos ter em mente que a renda das bilheterias é um componente decisivo na receita do clube. São as bilheterias o caminho mais direto para que o dinheirinho suado do torcedor chegue aos cofres do clube. Ainda que no caminho esse dinheiro seja mordido por uma farândola de vermes inúteis.

É muito grave a constatação de que o preço do ingresso no Rio é apenas o 9º mais caro do país. Analisemos esse dado com isenção. Por mais na lama que estivesse, e decididamente não está, o futebol carioca é o produto que gera o maior interesse comercial no futebol brasileiro. Esse ingresso depreciado e ainda mais solapado pela discutível lei da meia-entrada beneficia a poucos e prejudica demais aos clubes. E como sempre, devido ao seu tamanho e proeminência, é o Flamengo o maior prejudicado.

Encaremos a verdade, o ingresso barato no Maracanã é subsidiado com o sangue dos clubes, o que significa dizer que nós mesmos, os torcedores, estamos pagando para que o Flamengo empobreça a cada rodada. Por mais doloroso que seja ao nosso bolso é preciso que entendamos como homenzinhos que não existe time forte sem receita forte. Se o Flamengo continuar praticando preços de quermesse nunca sairemos do buraco e continuaremos a malversar a espetacular assiduidade da Magnética nas praças esportivas de todo o país.

Tem time por aí, com torcida desprezível, que obtém uma rentabilidade nas bilheterias muito superior à nossa, o que é, sob qualquer ótica, inadmissível. O remédio pra isso é um só: aumentem o preço dos ingressos. A torcida do Mengão abarrotou o Maraca nas 5 últimas partidas do Brasileiro. Sabe com quanto que o Flamengo ficou de toda a renda? Apenas 20% sobre o valor de cada ingresso. Um nada comparado à lucratividade obtida por qualquer cambista meia-boca.

Claro que vocês têm todo o direito de me achar um tremendo filho da puta por estar defendendo a majoração dos preços dos ingressos. Mas, por favor, respeitem o meu direito de ter minhas crenças e superstições. E uma delas é a que não existe almoço grátis (Milton Friedman) e outra é que a instituição Flamengo não pode se colocar contra a lei. O atual preço dos ingressos no Maracanã contraria a lei da oferta e da demanda e cria espaços para a atuação do cambista. O que acaba se configurando uma indesejável cumplicidade com mais um crime contra a economia popular.

0,,10424~3682031,00Gostei de saber da presidenta (me desculpem os gatos-mestre, mas se a palavra está dicionarizada é pra ser usada) Patrícia Amorim que ela tem planos não apenas para aumentar o preço dos ingressos, mas também em melhorar as condições para que o torcedor os adquira. Seja através de um carnê de ingressos, ou do Programa Cidadão Rubro-Negro (eu tenho o passaporte deles, mas não usei no Brasileiro) ou mesmo implantando um programa de sócio-torcedor (que não é a panacéia universal como certos uns e outros apregoam). O importante é que, finalmente, a presidência do Flamengo percebeu que algo precisa ser feito.

É uma pena que muitos rubro-negros da melhor qualidade tenham que deixar de ir a todos os jogos. Mas é o preço que se paga pela profissionalização e pela elitização do espetáculo futebol. Na Inglaterra, onde com o preço de um carnê para toda a temporada de alguns times da Premier League se pode comprar um apartamento no Brasil, aconteceu a mesma coisa. E assim o futebol, que durante anos foi o entretenimento por excelência da working class, se transformou num evento para famílias endinheiradas do topo da pirâmide sócio econômica.

Tá na hora de parar com a hipocrisia. Não dá pra ficar batendo no peito e dizendo que não quer nada do Flamengo enquanto se locupleta na farra das meias-entradas e do ingresso subsidiado. Vamos ter vergonha na cara. Não podemos  pedir pro Flamengo nos dar a única coisa que ele tem pra vender.

Ninguém precisa concordar com isso, mas é assim que a banda toca atualmente. Para a presidenta do Flamengo é burrice e antiflamenguismo tentar lutar contra essa tendência. Muito bem faz a Patrícia em dizer logo na nossa cara que o Flamengo vai se adequar as regras do mercado. Vai doer nos nossos bolsos. Mas algo me diz que sobreviveremos à essa provação. Ou não seríamos o Flamengo.

Mengão Sempre

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Falem Mal, Mas Falem de Mim.

seg, 04/01/10
por Arthur Muhlenberg |

Chegou o Hexagerado 00111

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Muita gente reclamando dos comentários em que se cobram contratações e reforços pro Flamengo. Tem também quem reclame que eu não faça um post sobre esse rebarbativo tema. Pros reclamantes (chato pra cacete) só posso recomendar paciência. Não vou ficar aqui dando moral pra especulações e cavadinhas. Se o Mengão contratar alguém, beleza, escreverei dezenas de posts. Antes não.

É verdade que falta assunto, mas o Urublog não pode parar. Por isso tratem de aturar a irrelevância de certos assuntos aqui abordados. Hoje, por exemplo, vou publicar a primeira resenha do meu livro Hexagerado que alguém se deu ao trabalho de fazer.

O autor dessa proeza foi o Pedro Migão, que tem o blog Ouro de Tolo, e que além de grande rubro-negro é freqüentador assíduo de vários fóruns onde se discute o Flamengo acaloradamente. Resumindo, é mais um jabá do Urublog. Leiam aí e vejam se concordam ou não com o cara.

Resenha Literária – Arthur Muhlenberg

Hoje a nossa Resenha Literária é um pouquinho diferente. Dois livros juntos, do mesmo autor, lidos em sequência e que, de certa forma, se sequenciam.

Os dois exemplares são uma coletânea dos artigos escritos pelo autor, publicitário, em sua coluna no Globoesporte.com – ele é o blogueiro oficial do Flamengo na página. Alguns textos sofreram correções, segundo o próprio autor, mas em essência mantém o mesmo espírito galhofeiro de sua publicação original.

“Manual do Rubro Negrismo Racional” consiste de crônicas escritas entre meados de 2007 e a decisão do Campeonato Estadual de 2009. É um bom arquétipo do rubro-negro, para quem a maior vitória é simplesmente magna e espetacular, e a maior derrota siginifica o cataclisma final dos tempos.

Simplesmente brilhante é a classe e a fleuma irônica com que o articulista debocha dos clubes rivais do “Mais Querido”. Somente por este aspecto os livros valeriam a pena. Ironia esta também utilizada contra a diretoria, em especial no primeiro livro.

“Hexagerado” conta, rodada a rodada, a saga que levou o Flamengo ao sexto títilo de campeão brasileiro.

O exemplar possui um grande mérito, que é o de registrar com absoluta fidelidade a montanha russa de emoções vividas por nós torcedores no andamento da competição. Desde o início claudicante, a má fase de meados do campeonato – quando a zona de rebaixamento parecia mais próxima que o campeonato – até a brilhante arrancada final, está tudo lá. Com direito a brilhantes definições dos adversários:

“Mesmo com Celso Roth no comando e seu pestalozziano elenco, o atletiquinho ocupa a liderança por méritos próprios. Ao contrário de sua psicopata torcida o time mineiro parece ter pleno conhecimento de suas limitações e trata de aproveitar o momento antes de tomarem o inevitável caminho rumo ao Jockey Clube de Assunción, destino final de nove entre dez ocupantes da liderança na primeira metade do Brasileirão. E dizemos isso sem o menor traço de despeito, falamos por experiência própria.”

(pp.40, antes do jogo do primeiro turno. Profético)

Curioso é que ele em determinada altura do campeonato passa a fazer exatamente a conta que eu fazia: quantos pontos faltavam para escapar do rebaixamento.

Sem dúvida alguma, escrito no calor das horas, é indispensável para se entender a nossa campanha vitoriosa de 2009. Aliás, confesso que gostei muito mais dos textos agora, com um certo distanciamento, do que na época. Acho que é efeito da emoção maior ou menor, porque as crônicas são muito boas.

Na Livraria da Travessa os dois livros encontram-se disponíveis para compra via internet. Os dois exemplares, juntos, custam R$ 43. Um preço bastante módico para a qualidade apresentada. Vale muito a pena.

Pedro Migão

No video, Alice Triplex mostrando sua forte inclinação para a intelectualidade e o poder dos genes rubro-negros.


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Mengão Sempre

Em 2010 Não Quero Dinheiro.

sex, 01/01/10
por Arthur Muhlenberg |

che 3Amiguinhos, o ano começou. Espero que todos tenham passado um réveillon legal, junto com as pessoas amadas e no mais alto astral. O meu foi super na paz, na companhia da família e com os amigos. Não poderia pedir mais.

2010 tá pintando cheio de perspectivas, provocando nossas mais altas aspirações. É assim mesmo que tem que ser, pra ganhar alguma coisa a gente primeiro precisa querer muito essa coisa. Então vamos com toda a nossa força em direção aos nossos objetivos selecionados.

Todo mundo deve estar querendo as mesmas coisas, né? Vamos listar esses objetivos só pra ficar tudo certinho e combinado entre nós logo no primeiro dia do ano. Em 2010 nós queremos o seguinte (em ordem cronológica):

Eneadecacampeonato da Taça Guanabara
Mesmo já tendo 18 TGs abarrotando nossa magnífica e incomparável sala de troféus lacustre não considero de bom tom que deixemos a edição 2010 da Taça Guanabara ir parar em outro lugar que não seja a Gávea.

Eneacampeonato da Taça Rio
Seguindo a lógica, não pega bem pro Fuderosão Master Doutrinador, o ruler carioca, deixar que os pigmeus da arcoirizada municipal se interponham no nosso caminho rumo a um título inédito.

Tetra Campeonato Carioca
Parece mentira, mas mesmo com toda nossa inconteste superioridade local ainda não temos um mísero Tetra Campeonato Carioca, artigo raro que o Foguinho, pra nossa imorredoura vergonha, já possui há muito tempo. Não interessa dizer que eles ganharam o tetra deles jogando contra times de barbeiros, padeiros e carvoeiros antes da invenção do rádio. Nós temos que cumprir nossa obrigação. Ainda que essa conquista nos venha a trazer um problema inédito. Porque se metermos o Carioca 2010 de uma certa maneira estaremos anulando, obliterando, negativando, o nosso histórico e belo PentaTri. Esse é um assunto que certamente renderá ao longo do primeiro semestre, vamos esperar a hora de discutir chegar.

Bicampeonato da Libertadores da América
Essa é a melhor maneira de entrar nessa disputa pelo topo da América, tendo alcançado o topo do Brasil. Com toda a moral que o Hexa nos confere não me parece tarefa das mais impossíveis voltar a conquistar o continente. Temos time, camisa e torcida pra isso. Com o Boca e o River de fora da disputa em 2010 nenhum outro adversário tem o direito de afirmar o mesmo. Que o Mengão saiba exercer e se beneficiar desse privilégio.

Heptacampeonato Brasileiro
É evidente que a torcida exige essa conquista. A fila de 17 anos da qual saímos nos dia 6 de dezembro de 2009 nos habilita a fazer essa exigência. Imaginem a festa que a Nação poderá fazer ao fim do Brasileiro 2010 com a conquista da hegemonia nacional. Sem falar no deleite que será testemunhar a arcoirizada safada e malvestida se rasgando inteira durante mais de 700 dias seguidos. Hahaha! Mal posso esperar.

Bicampeonato Mundial
Se no final do ano tivermos conseguido cumprir nossas modestas metas é natural que nossas atenções se voltem para o Mundial Interclubes. Um titulo pra lá de esperado, pra falar a verdade uma fila que amargamos há 29 anos, que irá coroar de maneira absoluta e definitiva o ciclo que esse grupo iniciou em 2006.

Enfim, senhoras e senhores, esse é o resumo sintético de nossas querências para o ano que se inicia. Que as forças místicas que sempre estiveram ao nosso lado não peçam folga e que a nossa força seja cada vez maior. Porque geral já sabe, quem pode levar o Mengão pro topo do mudo é a gente e mais ninguém.

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Mengão Sempre

Hexagerado Déficit de Assunto

dom, 20/12/09
por Arthur Muhlenberg |

As monstrinhas curtiram o livro novo.

As monstrinhas até agora tão curtindo o livro novo.

Geral já viu que eu não entro nesse barato de ficar especulando compra e venda de jogador, não consigo me excitar com sonhos de consumo de terceiros e não vou alimentar a indústria de fofocas de graça. O que ferra tudo e cria essa superexposição de cascateiros nas paginas e programas de esporte é a porcaria do fim da temporada de futebol profissional.

Me parece bizarro que um setor inteiro da economia entre em férias coletivas. Ainda bem que é só o futebol, já pensou se os médicos ou os fabricantes de cerveja resolvessem parar todo ano durante 30 dias? Enfim, as férias são um direito do trabalhador e vagabundo tem que aprender a respeitar.

Mas que falta assunto falta. E neguim que tem a obrigação de encher de letras um jornal inteiro ou fazer programa de TV diariamente dá asas à imaginação. Porque sempre haverá um otário (eu sou um deles) pra comprar o jornal ou parar tudo que está fazendo pra não perder o Globo Esporte mesmo sabendo que não aconteceu nada que ele já não soubesse. O que significa dizer que eu também fico sem assunto e por isso tenho que apelar. In my way, claro.

Ainda que esteja sendo forçado a contrariar meu compromisso eterno com a modéstia e a humildade que caracterizam meu modo sapatinho de ser, não posso fugir às minhas responsabilidades perante os leitores do Urublog. Leitores esses extraordinariamente interessados não apenas em professar e proselitar nossa religião vermelha e preta como também  em buscar ampliar seus conhecimentos através de um variado cardápio da nossa pujante agenda cultural. É especialmente aos fãs da literatura que endereço esse post dominical, onde tentarei esclarecer uma duvida recorrente que tem surgido nos comentários e também comunicar uma novidade.

MRR

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A dúvida, que me enche de orgulho e cobiça, é a seguinte: – onde se pode comprar o Manual do Rubro-Negrismo Racional, que graças à boa vontade da generosa torcida do Flamengo já vai pela segunda edição e dando pinta que ensejará uma até então improvável terceira edição na humildade?

Galera, o livro está disponível desde novembro no site da Editora 7 Letras, que faz um preço bastante camarada e providencia a entrega no endereço que você mandar com extrema confiabilidade. Os altos preços dos fretes, que dependendo do destino da encomenda podem encarecer bastante a compra, são fixados pela Empresa de Correios e Telégrafos, que pode e deve ser esculachada pela ganância através de seu site, cujo link está a um clique de distância.

Entretanto, já consegui compilar uma nova relação de livrarias onde se pode comprar o Manual do Rubro-Negrismo Racional sem ter que se curvar à força de um monopólio estatal que não diferencia a utilidade de um livro da de uma Faca Ginsu ou da de um AB Stretch e cobra a mesma tarifa para tão díspares produtos. Essa nova relação de livrarias se soma a que foi publicada em um post anterior com uma diferença fundamental: a inclusão de livrarias em outros estados do Sul ao Nordeste do Brasil.

Rio de Janeiro

Bolívar Livraria
R. Bolívar, 42 Loja A
Copacabana

Livraria do Museu da República
R. do Catete, 153
Glória

Ponte de Tábuas Livraria
Rua Jardim Botanico, 585 A e B
Jardim Botânico

São Paulo

Leitura Dinâmica
R. Santo Egidio, 650
Santana

Livraria da Vila
R.Fradique Coutinho,915
Pinheiros

Livraria da Vila
Avenida Magalhães de Castro, 1200
Butantã

Livraria da Vila – Lorena
Alameda Lorena, 1.731
Jardim Paulista

Rio Grande do Sul

Bamboletras
R.Lima e Silva,776 Loja 3
Cidade Baixa

Brasília

Livraria Dom Quixote
CLN 406 Bl.D Loja 04
Asa Norte

Ceará

Feira do Livro Livraria
R.Benjamim Carneiro Girao,87 – A
Montese

Minas Gerais

Quixote Livraria
R. Fernandes Tourinho, 274
Savassi

Scriptum Livraria
R. Fernandes Tourinho,99
Savassi

Maranhão

Tambores Livraria
Shopping do Automovel Av. dos Holandeses/Cons. Hilton, 05 Sala13 Ed. Taruma Center
Calhau

Bahia

Tom do Saber Livraria
R. João Gomes, 249
Rio Vermelho

hexagerado chicoEsclarecida a dúvida, podemos abordar a novidade. Que é o lançamento do Hexagerado, meu modesto segundo livrinho. Como o título já deve ter permitido aos mais perspicazes perceber, trata-se da edição de alguns dos posts desse Urublog durante o inesquecível melhor campeonato brasileiro da era dos pontos corridos (e, cá pra nós, o primeiro a terminar de forma minimamente aceitável). Mas outro livro de posts do blog, meu camarada?

Peraí, claro que depois de revisados, submetidos à boa norma ortográfica, despidos de seus excessos jaculatórios e organizados cronologicamente pelo meu experiente editor (ele também um autor, o botafoguinhense Jorge Viveiros de Castro) meus posts mais sem noção ficam até parecendo gente. A verdade é que eu sou o cara menos indicado pra falar sobre o livro. Por isso vou deixar que o editor da obra explique do que se trata o Hexagerado sem dar tanta volta.

“Primeiro foi a geração de Zico, Adílio Nunes e Cia, com seus títulos de 1980, 82 e 83. Em 1987, de novo com Zico no comando de um timaço que ainda contava com Renato Gaúcho e Bebeto, ceio a conquista da Copa União, que reunia a nata do futebol brasileiro num campeonato efetivamente de primeira divisão – balão de ensaio para a fórmula que seria definitivamente adotada neste novo século. Em 1992, Júnior foi o capitão do pentacampeonato. E depois de dezessete anos de uma longa espera, a hora é hexa…

Jogo a jogo, ponto a ponto, eis aqui documentada, para deleite das várias gerações de flamenguistas – e especialmente para a nova geração que não pode acompanhar de perto a magia dos tempos de Zico-, a história da épica conquista do Campeonato Brasileiro de 2009 pelo Mengão, no texto saboroso e hiperbólico do torcedor-símbolo Arthur Muhlenberg.

Das profundezas próximas à zona do rebaixamento no primeiro turno à ascensão meteórica capitaneada pelo craque Petkovic, pelo artilheiro-imperador Adriano e pelo comandante de pele rubro-negra Andrade, toda a saga do hexacampeonato é apresentada com textos escritos no calor da hora, que documentam com máxima fidelidade o espírito de um torcedor apaixonado pelo bom futebol – e que, como bom flamenguista, jamais deixou de acreditar no time, na camisa e na conquista, mesmo nos momentos mais difíceis. “

Na sexta-feira, assim que o bichinho chegou da gráfica fui voado pra reúna do Conselho que aprovou os uniformes do ano que vem. Só que dei mole e cheguei atrasado, já tinha acabado e nem vi os panos sagrados. Mas tive o cuidado de perguntar pra pessoas de bem e me disseram que o manto 3 que homenageia o Blau-Jalde da nossa heráldica ancestral é bonito e não tem nada a ver com as montagens que tem pintado por aí. Tem muito menos amarelo e azul do que tão imaginando, aguardem e comprovem.

isso que é presidente

Como cheguei no fim da reúna não quis perder a viagem e dei uma de picareta master. Entreguei o primeiro exemplar do Hexagerado pra nossa presidenta eleita. Patrícia foi muito gente boa e  não se recusou a me dar essa imensa moral mesmo sabendo que não era seu eleitor. Foi ela quem pediu pro sangue bom Rodrigo Sabóia tirar essa foto aí. E o mais maneiro foi que ela disse que se amarrou no Manual e que ia começar a ler o Hexagerado naquela mesma noite. Isso sim que é presidenta. Nem foi empossada e já tá mandando bem pra caramba. Valeu, Patrícia.

Enfim, o livro tá na área, amiguinhos. Espero que vocês tenham sido bonzinhos durante o ano e possam pedir o seu exemplar pro Papai Noel, que certamemte não se negará a atender. Escrevam suas cartinhas e não se esqueçam de deixar o sapatinho (que foi tão usado esse ano) na janela na noite de Natal. Mas se você foi desobediente e fez muita bagunça nem perca o tempo do bom velhinho. Vai logo nesse link aqui e encomende o seu.

Meu Perfil no Cidadão Rubro-Negro: http://www.cidadaorubronegro.com.br/restrito/perfil/09b5bd5b-a8a1-4a62-9b4f-abb0e5997c82

Pra comprar o Manual do Rubro-Negrismo Racional:http://www.7letras.com.br/detalhe_livro/?id=796

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