
Já faz um tempo que neguim me malha nos comentários por não ficar detonando a diretoria do Flamengo. Me chamam de baba-ovo, de pau-mandado e insinuam ligações suspeitas entre esse humilde escriba e a alta administração rubro-negra. Me doem los cojones ter que ficar me explicando aqui por causa de meia dúzia de beócios que não prestam atenção no serviço e se mostram incapazes até de ler um dos meus curtos textos (média de 550 palavras por post).
Sim, meus amigos, tem gente que não tem paciência pra ler nem a metade dos textos e já parte pros comentários, geralmente intrigantes, às vezes ofensivos e quase sempre com a consistência de uma bolha de cuspe. Porque os erros de interpretação com os quais me deparo aqui só podem advir de quem não leu o texto até o fim. Isto posto, me permitam um breve exercício de cabotinismo, lamentável, admito, mas absolutamente necessário em face do que tenho a dizer.
Não sou jornalista, nem esportivo, nem de polícia e nem de jardinagem, sou publicitário e o Urublog é uma joint-venture entre o globoesporte.com que me cede o espaço e eu que cedo meu tempo. Sem qualquer influência, participação, patrocínio ou remuneração de parte do Flamengo. Aliás, é sempre bom lembrar, não ganho nem um mísero centavo pra fazer o Urublog. É um trabalho voluntário, pro-bono e feito no amor. Até quando vou aos jogos o faço por minha conta. Se quiser pode me chamar de otário, mas pra mim esse trabalho é uma honra.
Sou sócio do Flamengo, conselheiro e nas últimas eleições minha chapa foi derrotada. Mesmo durante o processo eleitoral nunca abri o Urublog pras disputas políticas do clube e muito menos depois que perdi a eleição. Tenho plena consciência da penetração do blog na torcida do Flamengo e considero uma canalhice instrumentalizar esse espaço com algo que só diz respeito aos sócios do Flamengo.
Não malho a diretoria, institucional ou pessoalmente porque a proposta do Urublog é outra. Ademais, já existem inúmeros blogs, sites e fóruns onde esse tipo de conteúdo tem espaço garantido. Quero deixar isso bem claro porque não achei muito legais alguns comentários no post sobre a carta do Assef pro Governador de Pernambuco. Geralmente não ligo muito pra essas pilhas, mas fiquei bolado com quem disse que eu tô no “esquema” do MB e do KL.
Da mesma maneira que elogiei a atitude do Flamengo, na figura do Assef, em não deixar as cagadas da PM pernambucana passarem em brancas nuvens, queria saber quando é que esse nosso causídico de grande calado vai escrever uma carta semelhante pro vascaíno governador Sérgio Cabral. Uma carta que pergunte até quando a PM carioca vai continuar a enfiar a porrada na torcida do Flamengo quando ela quer apenas entrar no estádio, a fazer vista grossa pra máfia dos cambistas e a afastar as famílias e os não praticantes das artes marciais dos estádios?
Já não está na mais do que na hora de alguém da diretoria tomar uma posição firme em relação a esse abuso? Se querem dar um cunho empresarial à administração do Mengão esse problema tem que ser resolvido o quanto antes. Defendam seu cliente, mantenham-no vivo. Sei que é difícil mudar o foco depois de tantos anos de amadorismo, mas improvisem.
Imaginem o que faria o Bill Gates se ele soubesse que a policia espancava seus clientes toda a vez que iam usar Word ou o Excell? Imaginem o rídiculo absurdo da situação e tenham consciência que, guardadas as devidas proporções, o que a PM carioca faz com os rubro-negros na entrada do Maracanã é exatamente a mesma coisa. Não precisa nem ser o Bill Gates pra saber que alguma coisa tem que ser feita urgentemente. Afinal, o Flamengo é muito maior e tem muito mais clientes fiéis que a Microsoft.
Mengão Sempre