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Unleash The Dogs!

Ter, 22/04/08
por Arthur Muhlenberg |

Chegou a hora. Vamos falar de Libertadores. Mas vamos falar que nem gente grande, ok? Com sinceridade e pé no chão. Sem mistificações, sem ironia e sem oba-oba, que não é hora pra isso. Amanhã termina a primeira fase do grupo mais difícil e importante de toda a competição, o nosso.

Pra meu total espanto as altas instâncias do futebol rubro-negro estão cogitando a esdrúxula, descarada e anti-flamenga possibilidade de entrar contra o Tenente Matriciana com o freio-de-mão puxado. Anátema! Essa inaceitável postura, absurda em todos os sentidos, foge completamente à natureza heróica, ofensiva e vamo-que-vamo do Flamengo.

Poxa, Kleber, logo você foi inventar moda nessa hora sinistra? Até os garçons do La Mama sabem que essas coisas nunca, reitero, NUNCA deram certo na Gávea. Libertadores é pra homem, e homem não escolhe adversário, cai dentro e passa por cima de qualquer um que botar a cara. No Flamengo sempre foi assim.

O México é longe? É longe pra burro e a viagem vai cansar. Ah, o primeiro jogo das oitavas vai ser bem no meio das finais do Carioca? Azar do Carioca, que vai ter que assistir ao invicto Mengão B detonar o Buáá enquanto o Mengão A vai até México comer tortilla jalapeña e sacudir o América. A vida é mesmo assim, só os fortes sobrevivem. Nunca se ouviu falar em time campeão sofrendo de jet lag.

Além de todas essas boas razões para que o Flamengo jogue absolutamente à sério a sua ultima partida da fase classificatória, não podemos deixar de destacar o inconfundível traço luso que permeia todo esse psicodélico planejamento estratégico.

Porque qualquer criança que já tenha brincado com a Tabela Dinâmica da Libertadores (brinquedo educativo com aplicações práticas do cálculo das probabilidades) já sabe que essa fase de grupos é igual ao Programa do Chacrinha, só acaba quando termina. Antes do apito final do ultimo jogo do ultimo grupo essas contas todas são inúteis. Ninguém garante que a nossa próxima vítima será mesmo o América.

Pra que se preocupar com aquilo sobre o qual não temos poder? Melhor cuidar das miudezas que podemos controlar. Nós nos classificamos bem, todos já foram parabenizados, mas a verdade deve ser dita, duela a quiem duela. Temos um dos piores ataques da competição e isso é um pecado que custa caro na Liberta. O numero de gols pró é o segundo item para desempate e só ter ficado na frente da inoperante bambizada é um mau sinal.

A questão não é se devemos ou não devemos golear. Na humildade, nós precisamos golear. O jogo na ultima rodada em casa contra o pobrezinho bolonhesinho (só tomaram 3 gols na Liberta!) devia estar sendo encarado como uma dádiva dos anjos goleadores que protegem o Mais Querido.

Guerreiros, honrem os nossos mártires. Façam gols, ataquem enlouquecidamente, saiam pro jogo. Arrisquem-se! Só a vitória folgada nos interessa. E vamos parar de palhaçadinha, doutos dirigentes! Ponham o Flamengo em campo como manda a nossa tradição e o nosso Hino: vestidos de vermelho e preto pra vencer, vencer, vencer.

O que tiver que ser será. E seja o que for, continuaremos a ser mais o Mengão.

Mengão Sempre

A Fila Andou

Seg, 21/04/08
por Arthur Muhlenberg |

O anúncio da saída de Joel não surpreende. Não há clube no mundo com orçamento pra competir com a grana de uma seleção, ainda mais da seleção do país organizador da próxima Copa. O momento pode não ser bom, mas é melhor se conformar. Não existe hora boa pra esse tipo de coisa.Em sua terceira passagem pelo Mengão Joel manteve a boa média e cumpriu seu papel. Não tenho reclamações. Espero sinceramente que, como das outras vezes, ele saia do Mengão com a cabeça erguida, pela porta da frente e com a missão cumprida. Como a Libertadores 2008 já não faz parte dos seus planos, o Carioca é a sua derradeira missão. Que assim seja e que a tradição se mantenha.

Preocupo-me é com o próximo treinador. Com tantos fanfarrões na pista dá pra prever que o telefone do Kleber Leite vai tocar a noite toda. É certo que vão ligar Cuca, Muricy, Renight, Ney Franco, Geninho, Abel e sei lá mais quem. Todos doidinhos pra arrumar um empreguinho melhor. Não vejo nenhum desses candidatos com as credenciais necessárias ao bom exercício da função. Mas quem sou eu pra decidir?

Aposto muito mais numa solução caseira. Tipo Adílio treinando a defesa, Andrade treinando o meio-campo e Evaristo Macedo cuidando do ataque e das entrevistas coletivas. Fica tudo em casa, com gente de confiança e por um preço que dá pra pagar. Pensa nisso, Kleber Leite.

Mengão Sempre

Aaahh…Eu Tô Maluco!

Qui, 10/04/08
por Arthur Muhlenberg |

Que quarta-feira foi essa, meus amigos? Nem falo da vitória sobre os peruanos pelo seu caráter protocolar. Pra surpresa de ninguém seremos os primeiros no nosso grupo e podemos até ser o segundão no geral. Mas nós já aprendemos no ano passado que na Liberta isso significa muito pouco. Então vamos esperar até se definirem os confrontos nas oitavas e focar (já tô de saco cheio desse anglicismo corporativo, mas tô meio burro hoje) na TR. Esse negócio de ficar comemorando vitórias sobre times pertencentes ao mundo parafutebolístico é coisa de timinho.

Mas nessa quarta eu quase morri de tanto rir. Começamos destruindo o Boca Juniors no basquete, acompanhamos atentamente as flores levarem um esculachante olé dos reservas do Arsenal de Sarandi, metemos os peruanos e ainda encerramos a noite vendo o Manto Sagrado (genérico goiano) fazendo a gauchada separatista perder mais uma vez o jogo e a linha.

Essa mania idiota de partir pra violência quando o assunto é futebol tem que acabar de uma vez por todas. Protestos, gritaria e musiquinhas sacanas, tudo bem, é coisa do esporte. Mas quebra-quebra, violência e depredação do próprio patrimônio é coisa de otário e não de verdadeiros torcedores do tricolor gaúcho. Estes devem estar muito tristes por torcer pra um timinho que toda semana faz vergonha e a eles dedico meu respeito.

Sacanagens à parte, para o Flamengo o melhor resultado de todos foi a desenxabida vitória do Buáá. Confesso que estava torcendo muito pros infelizes não perderem a vaga pro River. Vocês já imaginaram o inferno que ia ser? Não tenho saco nem pra criança chorando, muito menos prum monte de barbados incapazes de dar uma volta olímpica na vida.

E tem outra, se o time de boneca perde a vaga na CB iam transformar o clássico no jogo da vida deles. Quando digo jogo da vida não estou falando de honra e sim de sobrevivência e contas pagas. Pelo histórico de decisões racionais e ponderadas já tomadas por seus equilibrados dirigentes nos últimos anos, certamente venderiam o lote de mulambos de uma vez só numa loja de R$ 1,99 se os chorões tivessem que ficar recebendo salário sem jogar durante mais de um mês. Afinal, até os cambistas de General Severiano sabem que o Carioca 2008 pro Buáá acaba nesse Domingo.

O Flamengo não tem que inventar moda, um feijãozinho com arroz básico e umas doses de Manto Sagrado são mais que suficientes pra atropelar o 6º time mais azarado do mundo. Vamos com calma, mas vamos com confiança. Não podemos esquecer que nossos titulares não perdem pra cachorrada sem título há mais de 15 jogos. Essa TR já deu o que tinha que dar, domingo é dia de chacoalhar os chorões e acabar logo com essa palhaçadinha. Temos coisas mais importantes com que nos ocupar.

Montagem enviada pelo leitor Raphael Amorim

Mengão Sempre

Chuuupaaa, Arco-íris!

Qui, 10/04/08
por Arthur Muhlenberg |

Fanfarrões, agora não adianta se esconder e nem dizer que não apostou. Bota a cara aí e pode ir metendo a mão no buraco de pano. Chegou a hora da torcida do Mengão beber umas cervejas de grátis, seus manés.

Mengão Sempre

Chega de Palhaçadinha!! É Hora de Jogar Bola, Flamengo!

Qua, 09/04/08
por Arthur Muhlenberg |

Faltam menos de 10 horas pro início do nosso segundo jogo de vida ou morte do ano. O prazo para reclamações, críticas, chôrorôs e cornetadas em geral está oficialmente encerrado. Daqui pra frente vamos apenas ser Flamengo (já é muita coisa) e torcer muito pra mais uma vitória.

Se a gente parar pra pensar chega a ser ridícula tamanha preocupação com uma porra de um timinho peruano. Na boa, futebolisticamente o Peru não existe. Quer dizer, pode até existir, mas não fica na mesma galáxia que o Flamengo.

Se o Mengão pensa seriamente em conquistar a sua segunda Liberta não pode nem pensar em empatar com os primitivos andinos. Ainda que muitos gato-mestres afirmem o contrário, o Flamengo TEM A OBRIGAÇÃO MORAL DE MASSACRAR esses pigmeus futebolísticos.

Estou convicto de que é exatamente isso que o Mengão vai fazer em Cuzco na noite de hoje. A minha parte, que é torcer, gritar e beber cerveja, podem ter certeza que eu vou fazer. Aliás, vou até fazer uma hora extra e assistir à negra com o Boca no basquete, que começa às 7 da noite.

Mais tarde eu apareço por aqui pra comentar os nossos inevitáveis triunfos. Torçam com responsabilidade e se forem beber não percam a linha.

Mengão Sempre

Flamengo Vence na Atitude - II

Ter, 08/04/08
por Arthur Muhlenberg |

Aproveitando que é véspera do nosso jogo mais importante do ano, resolvi visitar novamente toda a conversa fiada das alturas andinas. Porque nesses últimos dias o tema central de qualquer conversa entre rubro-negros ou mesmo entre rubro-negros e os raros arcoíristas esclarecidos é a nossa decisiva partida em Cuzco. E o assunto paralelo que gruda nessas conversas como se fosse um chiclete, prolongando as resenhas indefinidamente, é a controvérsia sobre a altitude.

Não é preciso que banquemos os idiotas, é fato que o corajoso posicionamento do Flamengo em defesa do cumprimento pela Confederação Sul-Americana das determinações da FIFA em relação aos jogos oficiais disputados em altitudes superiores a 2.450 metros deu margem a muita zoação. Principalmente por parte dos torcedores dos times cujos dirigentes, ao contrário dos do Flamengo, não quiseram, ou não souberam, lutar pelo melhor interesse de seus clubes, de seus atletas e do próprio esporte. Admito que a advocacia em causa própria sempre provoca desconfiança, ainda que não deslustre o mérito ou subtraia justiça à nossa reivindicação.

Mas até quem agora está zoando sabe bem que todo esse escárnio é mesquinho, invejoso e de efêmera duração, enquanto a vitória jurídico-esportiva a qual o Flamengo se dedicou causará efeitos benéficos e duradouros para todos os envolvidos com o futebol na América do Sul. Não que esperássemos aplausos advindos da rancorosa arco-íris, ainda não nos entregamos à demência, mas imaginei que nossos clientes ao menos se munissem de uma argumentação lógica para tentar refutar as teses defendidas pelo Flamengo. Só mesmo as teses, já que os fatos médicos e científicos que substanciam o nosso pleito não permitem contrastação.

Eu sou humanista e acredito de verdade que as idéias certas podem arejar o cérebro mais preguiçoso. Por isso sempre dou papo pra qualquer arcoírista que esteja a fim de discutir o tema com educação. Vocês podem imaginar como é engraçado tentar debater em alto nível com esse povo esquisitão. Os mais primitivos alegam que o Flamengo tá de frescura, que todo mundo sempre jogou lá em cima e que nunca teve pobrema. Só mesmo um observador desatento ao mundo que o rodeia poderia se sair com uma respostinha tão restrita e estúpida a uma questão complexa como essa.

Pra que fiquemos apenas num exemplo banal, no fim da década de 70, quando os andinos começaram a participar da Libertadores, a média de distancia percorrida por um jogador durante os 90 minutos de um jogo de futebol era de x metros por jogo. Hoje em dia, com o extraordinário avanço dos treinamentos, dos equipamentos, da condição atlética dos jogadores e do vertiginoso aumento do ritmo do jogo, essa distância se multiplicou. O que era x metros em 1980 de repente virou 2, 3 ou 4x.

Tendo em mente esses fatos de conhecimento geral é fácil concluir que, dados os níveis extremos de competitividade exigidos no futebol profissional moderno e, sobretudo, nas condições quase estratosféricas de cidades como La Paz, Cuzco e Potosi, uma comissão técnica que oriente seus jogadores a empregarem todos os seus recursos físicos na obtenção de uma vitória contra um adversário perfeitamente aclimatado às condições locais, é criminosa. Pois estará, inevitável e irresponsavelmente, colocando em sério risco a integridade física dos atletas a ela subordinados.

Talvez algum clube sem tradição possa até ter cogitado semelhante barbárie esportiva, mas nunca, jamais, o Flamengo. Não é da nossa natureza tal atitude. Aliás, quando os 6 jovens remadores compraram a baleeira Pheruza e fundaram o Grupo de Regatas do Flamengo, em 1895, tinham em mente exatamente o oposto disso. Felizmente, e para nossa imorredoura grandeza, a esses princípios norteadores o Flamengo se mantém fiel.

Mas voltando a 2008, me responda qual é o time que hoje em dia pode entrar em campo para uma partida do mais importante campeonato do continente pensando em segurar o ritmo e não se desgastar fisicamente? Quem tentar tal palhaçadinha será fatalmente aniquilado, jantado por velozes bolivianos e seus bilhões de glóbulos vermelhos a mais. Ora, meus amigos do júri, é exatamente essa superpopulação de hemácias que corre nas veias dos jogadores andinos que configura exemplarmente o escandaloso doping natural contra o qual o Flamengo, em nome do belo esporte, vem lutando sem cessar. Ponto pro Mengão!

Sendo assim, esse papo de que o Flamengo tá de frescura simplesmente não procede. Quanto ao argumento de que sempre se jogou lá em cima e nunca morreu ninguém, não passa de grave desinformação ou burrice má intencionada. Pega até mal, parece que se está esperando alguém empacotar pra mudar de opinião. Mas é nessa hora, ao verem esgotados seus parcos recursos argumentativos nessa questão, que 10 entre 9 dos detratores do Flamengo correm em direção ao último refugio dos canalhas, o patriotismo.

O argumento de que é uma questão de justiça e de que o alto das cordilheiras é o torrão natal daqueles homens que, como nós e todos os outros, tem o sagrado direito de jogar sua bolinha em sua terra natal, pode ser até poético, mas é furado. Principalmente porque a justiça nas competições esportivas não guarda qualquer relação entre a proximidade do local do nascimento dos atletas e o local onde se dará a competição da qual participam. Se políticos populistas fazem um carnaval e tentam nacionalizar uma questão pertencente exclusivamente ao âmbito esportivo, o fazem de pura malandragem, já que apostam numa mistificação grosseira que não resiste a dois minutos de reflexão.

Não existe perseguição aos paises andinos, a questão é de saúde e nela não cabem argumentos políticos. Apenas o fato desses fanfarrões terem plena consciência de que jogar ao nível dos condores é uma extraordinária e ilegal vantagem competitiva para seus conterrâneos justifica tanta onda pra aceitar jogar lá embaixo. Reparem que todos os países que pretendem mandar jogos oficiais lá no alto do morro também possuem estádios em altitudes mais próximas ao nível do mar. Logo não há nenhuma injustiça ou lesa-pátria na determinação da FIFA, ninguém está sendo proibido de jogar dentro dos limites de suas fronteiras.

E vamos parar de ser cara de pau, é evidente e comprovado que a altitude excessiva é prejudicial para o desempenho e a saúde dos sedentários, que dirá dos atletas. Não é coincidência o fato de que não exista a Maratona de La Paz (3660 m) ou que jamais se tenha disputado o Mundial de Atletismo em Quito (2850 m). Aliás, em diversas modalidades do atletismo os recordes porventura obtidos em competições já na altitude do Cidade do México (apenas 2.235 m) são simplesmente ignorados. Imaginem no alto dos Andes?

Agora chega de bater boca com arco-íris, falta menos de 48 horas pro jogo. Pra encerrar esse assunto que já encheu o saco e porque agora é hora de torcer pro Mengão e não de ficar arrumando encrenca, só digo mais uma coisinha que eu copiei do um livrinho oficial de regulamentos da UEFA de 1987 que eu tenho aqui em casa. Essa frase fica no fim de um capitulo do livro intitulado “Recomendações aos Dirigentes” e na minha opinião encerra a questão:

“A pratica do futebol em caráter competitivo e oficial não é um direito universal. É um privilégio adquirido pelos países que podem arcar com as responsabilidades intrínsecas ao pleno usufruto desse privilégio.”

Lennart Johansson

Mengão Sempre

Flamengo Vence na Atitude

Ter, 01/04/08
por Arthur Muhlenberg |

Dizem que a ecologia está na moda. Só se for pra vender camiseta do Projeto Tamar e conjunto estofado de couro sintético. Continuamos a jogar lixo no chão, a derrubar florestas, a aterrar os mangues e a queimar diariamente toneladas de hidrocarbonetos que empestearão a atmosfera pelos próximos 200 anos.Hoje em dia, dizer que é ecologista é quase igual a se declarar católico em pesquisa de opinião. O cara responde que é católico e nem sabe onde fica a igreja. Fora o dinheiro que se arrecada pro WWF e pra um zilhão de ongs do tipo Salve os Escorpiões, de que adianta todo o planeta dizer que abraça as questões ambientais, que busca de uma melhor qualidade de vida, modificar seus hábitos sociais, culturais e alimentares?

Nas questões realmente importantes os ecologistas da modinha se omitem. Onde estão os milhões de ecologistas amigos das baleias, das onças e do biquinhos-de-laque na hora em que regras estúpidas e antiquadas colocam em risco a integridade física e até mesmo a manutenção dos sistemas vitais de atletas profissionais que representam galhardamente as cores nacionais no exterior?

Perguntem aos mico-leões-dourados onde esse povo se maloca. Foi preciso que o paradoxalmente tradicional e insurgente Flamengo, sempre na vanguarda sócio-esportiva nacional, se erguesse do rebanho reativo das vacas de presépio que dirigem o futebol nacional (e a inepta inteligentsia ecochata) para protestar na FIFA em nome da preservação da vida dos atletas brasileiros.

E como preservar a vida fosse pouco, a questão tem também importantes pontos de contato com a lisura das competições continentais na América do Sul. Pois já está mais que comprovado que, para os times do altiplano andino, a altitude, a pressão e a composição atmosféricas são um deslavado dopping natural.

Sempre só e por isso mesmo muito bem acompanhado, foi o Flamengo que se levantou contra essa flagrante e inaceitável ilegalidade. Ante o constrangedor silêncio das autoridades federais e de frouxos co-irmãos que preferem se submeter covardemente às imposições da Conmebol e ao terrorismo ideológico das federações andinas, o Flamengo abraçou a nobre causa sem nenhum temor e a levou brilhantemente até as últimas conseqüências.

A FIFA já determinou e a Conmebol vai se curvar, é uma questão de muito pouco tempo. Parabéns, Mengão. Por isso somos os maiores. O Flamengo quando se põe a lutar não o faz por vaidade ou artimanha. Luta para que o bem seja feito e se combata a iniqüidade.

O Flamengo luta por si, mas luta também em nome de todos os torcedores do futebol, da beleza do esporte e dos atletas que ainda são obrigados a exercer um violento e desgastante esporte em altitudes nas quais a Organização Mundial de Saúde recomenda fortemente a leitura, o jogo de purrinha e o dominó como as atividades fisicas ideais.

Essa é natureza do Flamengo, lutar pelo que é certo, estar do lado do bem. Talvez tenhamos mesmo que ir a Cuzco na semana que vem só pra massacrar o Cienciano, não será problema. Tão importante quanto o Bi da Libertadores é que ninguém jamais apagará da história essa importante vitória do Flamengo em nome do futebol.

Mengão Sempre

O Peru Tá Caidão – O Mengão Se Deu Bem!

Qua, 26/03/08
por Arthur Muhlenberg |

Quem agüentou assistir, digo, testemunhar a tétrica pelada entre Bolonhesa e Cienciano constatou amarradão que nem com um inédito e improvável realinhamento dos planetas (inclua Plutão fora dessa) o Mengão fica de fora do mata-mata da Liberta 2008.Me desculpe quem for chegado, mas esse Peru não tá com nada. Da Copa de 70 (quando treinado por Didi) pra cá o Peru só diminuiu, se encolheu e não dá a menor pinta de que vai conseguir se erguer outra vez. Caramba, esses caras já tiveram um time, com Cubillas, Del Cueto, Del Solar e outros bons cucarachos que se agora me escapam à memória não devem sair das lembranças dos torcedores peruanos saudosos do velho e bom Peru.

Os 22 jogadores que ontem passaram 90 minutos esburacando o pasto em Tacna dificilmente encontrariam emprego em algum time da primeira divisão brasileira. Tudo bem, exagerei, me deixe reformular. Dificilmente encontrariam emprego em algum time da primeira divisão brasileira que não use camisa preta e branca.

O que importa é que o resultado foi bom pro Mengão, melhor até que uma vitória do Bolo (aquela bolinha na trave aos 46 do segundo foi cruel), resultado que poderia fazer os malucos do deserto terem idéias ao nos enfrentar no Maraca. Com o empate foi todo mundo pro ovo e agora é o Mengão, inegavelmente, que tem a melhor seqüência de jogos no grupo.

Até eu que sou um pessimista sem-vergonha tenho que admitir que agora tá molinho. Basta ao Mengão não perder pros comédias do Cienciano no alto do morro e atropelar protocolarmente o Bolo no Rio. Mais fácil que pescar de bomba, mais mole ganhar do vasquim. E já que falamos em pequenos rivais, dediquemos o último parágrafo ao Carioca.

Hoje de noite no Maraca teremos o simpático Friburguense pra fritar. Essa Taça Rio já encheu o saco, mas imagine o que aconteceria com ela se o Flamengo e a sua torcida a abandonassem? O Campeonato Carioca acabava. Por isso que eu vou nessa pelada. Já nos basta o peso do sacrifício de ser a única torcida que viabiliza economicamente esse bagunçado estadual, não precisamos carregar também a cruz de tê-lo assassinado por nosso desinteresse. Se não tiver nada melhor pra fazer, vá ao jogo você também.

Mengão Sempre

Mengão Vem-Que-Vem-Que-Vem-Quicando

Qui, 20/03/08
por Arthur Muhlenberg |


(chegando agora do Maraca, não procurem coesão)Quem nasce no morro não morre na pista. Lá vem o Mengão subindo a ladeira. Sem nem ao menos pedir licença ao gigantesco e mal ensaiado naipe de cornetas que perturbaram a nossa preparação durante a semana, o Mengão Sinistro e Indomável já o líder do bagulho todo.

Chuuuuuupa arco-íris hostil e mal vestida! Seus despachos e galinhas pretas de nada serviram, o Mengão gabaritou no dever de casa e, como sempre, desde o início da competição, só depende dele mesmo pra meter outra Libertadores de América lá em nossa magnífica Sala de Troféus a côté du lac. Se vacilar, podemos até escolher o pato que jantaremos nas oitavas.

É impressionante e assustador, quando o Flamengo da arquiba se encontra com o Flamengo do gramado, não tem pra nobody! Nessa hora, meu amigo, não interessa que time vai ser escalado. A Maior do Mundo quando resolve pôr colo nem olha pra cara do menino e nem pergunta quem é o pai da criança. E só larga o guri quando ele tá lá no alto e em total segurança.

Contra o nacionalzinho foi exatamente isso que aconteceu. Nem vamos entrar na interminável conversa fiada sobre o poderio místico da multidão rubro-negra, porque hoje em dia ninguém mais tem tempo pra epopéias. Estamos todos exaustos de saber que nós somos foda e comprovamos que os uruguaios não são de nada. A pergunta que não quer calar é: Por quê o Flamengo não se encontra sempre com seu povo? O quê que tá pegando?

Será que faz alguma diferença treinar 30 ou 60 minutos, escalar Huguinho, Zezinho ou Luisinho ou jogar com 5, 6 ou 10 volantes quando se trata de um time que costuma resolver suas paradas em uma dimensão cósmica muito mais elevada? Tá mais do que na cara que o Flamengo não precisa de centroavante, juiz, bandeirinha ou procurador pra passar que nem trator por cima de qualquer time do mundo.

No ano passado quando saímos do buraco no Brasileiro que nem um foguete, atropelando geral eu pensei que todos, jogadores, time e torcida, tivessem aprendido a lição. Mas é evidente que rola uns apagões de parte a parte e não é todo dia que time e torcida atuam solidariamente como contra o fraco tricolor uruguaio.

Por favor, senhores responsáveis, anotem em suas cadernetas e tomem as suas providências: Pra ser o esquadrão invencível que o Mengão tem o dever de ser, não é necessário nenhum planejamento ou investimento internacional. Pra sermos sempre o Mengão Travoltão que Encantou o Japão só precisamos da gente flamenga subindo pelas paredes e se dependurando nos lustres. Façam por onde para que isso aconteça sempre.

Mengão Sempre

O Sol Rubro Negro Vai Brilhar

Qua, 19/03/08
por Arthur Muhlenberg |

Rubro-Negros cariocas (mais ou menos 70% da população), repararam que depois de vários dias cinzas e chuvosos hoje o Sol pintou com tudo?

Querem um sinal mais auspicioso de que hoje o Mengão vai fazer bonito e que a nossa cidade vai dormir tarde e acordar na quinta-feira ainda mais maravilhosa?

Pelas ruas, o Manto Sagrado é o figurino oficial, dei só uma voltinha pelo Leblon e vi centenas de camisas vermelha-e-pretas dominando o cenário. À noite, no Maraca, não vai ser diferente. Vamos massacrar o nacionalzinho.

E essa musica nova e sua letra empolgante

Explode coração, avante Mengão
Que honrar sua camisa eu vou
Flamengo você é a minha paixão
Te amo mais a cada dia
Mengooooo

É Preto, Vermelho
Balança o Coração da Gente
Torcida que encanta o mundo inteiro
Não tem como explicar, é diferente

me deixaram ainda mais pilhado e otimista. Sei que vou me repetir, mas quem é que tá ligando pra originalidade? Partindo agora pra participar daquela tradicional mesinha redonda, direto da concentração, pela Fla-TV. Pra quem tiver de bob às 17 hs e puder prestigiar, agradeço desde já. Abraços e Saudações.

Sou muito mais o Mengão!

Mengão Sempre


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