Formulário de Busca

Rondi Ramone em: Scene Report de Barueri

qui, 29/10/09
por Arthur Muhlenberg |
categoria Hey Ho Mengo

foto pré-jogo tirada pelo punk de esgoto Fucking Paiva (a.k.a. Sid Vinicious)

foto pré-jogo tirada pelo punk de esgoto Fucking Paiva (a.k.a. Sid Vinicious)

Uma das paradas mais interessantes no punk são as revistas, os chamados zines. São os veículos de comunicação da cena, feitos por pessoas da própria cena, coisa não profissional, mas menos amadora do que a gestão do Flamengo. Dois dos zines mais interessantes do mundo se chamam Maximum RockNRoll e o Profane Existence, muito por conta de uma parada chamada “scene reports”. Uma coisa tipo assim: tu é um guri do interior do Rio de Janeiro e tem uma cena punk na tua cidade. Tu faz um artigo descrevendo a cena e manda pros caras e o mundo passa a saber da tua parada. Achou emocionante? Ficou com uma súbita esperança na humanidade? Pois é.

Fiquei na vontade de fazer um scene report sobre a galera flamenga em Barueri, já que a coisa toda tava indo para um caminho inevitável de alegria. Maioria rubro-negra, negócio de dia do flamenguista, São Judas Tadeu, G4. Muitos ônibus de vários lugares diferentes, do interior de SP, do sul, de Espírito Santo. Prum scene report eu diria que a cena local flamenga que se deslocou para Barueri é forte, bastante motivada e capaz de feitos formidáveis. No entanto, a banda que se apresentou na gig (termo punk para show) estava extremamente desleixada até para os baixos níveis de exigência do punk rock. Não havia um integrante capaz de reorganizar a sinfonia tosca, resultado da desorientação dos outros membros. Cada um tocando sozinho. E tocando mal. Até o Maldonado desafinou. Podia ser até free jazz. Mas um free jazz de merda. Para fechar, um carinha da banda foi aloprado do palco e saiu dodói, quase como um Sid Vicious, usando seu baixo para bater no público. Mas errou o alvo e acertou o cara mais antigo da cena, responsável pelos grandes momentos da comunidade.

E a comunidade estava cheia de esperança. Uma esperança acumulada e que nunca teve tão perto de se concretizar desde o adorado ano de 1992. É por isso que o Juan precisa entender que um passe errado não é só um passe errado. É uma chance a menos de conquistar um título que nego já está louco de ódio para conquistar. E digo outra parada: se vier esse título, o que vai ser desse país? As ruas ficarão loucas, manicômio nacional. Mas aí é outro papo.

Flamengo é foda. É céu e inferno, lado a lado, um rindo pro outro. Senti um clima de que “acabou” entre muita gente. E o stress entre irmãos rubro-negros só fez confirmar essa sensação. Se eu estivesse escrevendo pra valer o scene report de Barueri, gostaria de ter duas grandes bandas entre a escalação local. Uma se chama Operation Ivy e curtia muito a idéia de camaradagem e companheirismo entre os pares da cena. Diziam em uma letra que “há um clima ruim entre meus irmãos hoje. Somos diferentes? Eu digo que somos iguais e não podemos nos entregar à divisão”. Isso vale pra torcida toda, em todo o Brasil e em todo o mundo. Corneteiros, se liguem! Paz entre nós e força na luta pelo título. Na boa. Hoje é quinta-feira. Amanhã é sexta. E depois é dia de recuperação.

A outra banda é formada por uns malucos comunistas europeus chamados DeadStoolPigeon e diziam o seguinte: “Não há muro alto o suficiente que não possamos escalar… juntos! Há esperança. Esperança pra caralho”.

Tu tá de saco cheio de apoiar o Juan? Pode crer. Mas eu prefiro fazer uma concessão e dar confiança pro cara. Pelo menos até o final da parada. Tão lembrados do gol de placa do Pet no parmera? Vão pro YouTube e vejam quem foi que deu o passe certo e bonitão pro sérvio. Não quero perder outro campeonato só pra dizer, no fim, que eu tinha a razão em não apoiar os caras. Isso é coisa de arco-íris. E não se esqueçam: perdemos um jogo depois de dez e estes jogadores que foram lixo ontem, arregaçaram e arregaçarão uma porção de outros jogos. Bora construir uma nova sequência. Lotar o Maraca, que logo não estará entre nós. O melhor para o Flamengo, sempre.

Unidade nos faz mais fortes. Unidade trará a evolução.

Rondi Ramone é flamengo, punk e tá cagando e andando pra negocinho de mala branca.

Mengão Sempre

Hey Ho Mengo em: Pet não está ficando velho, está ficando melhor

ter, 22/09/09
por Arthur Muhlenberg |
categoria Hey Ho Mengo

Depois de passar minhas férias curtindo um solzinho, não poderia deixar de vir pra cá dizer uma coisa pura e simples: sei não, mas, apesar de nego estar com tudo quanto é pé atrás, a última vez que vi um vovô-garoto metendo gol de falta e correndo tipo criança as coisas deram certo. Isso vai trazer o hexa? Provavelmente não. Vai mudar o mundo? Também não. Muito cedo para afirmar qualquer coisa? É muito cedo mesmo. E daí?

O que importa agora pra valer é estabelecer o máximo de relação sinistra entre time e torcida e estes últimos dois jogos serviram para isso. Já foi bonito.

O boss arthurzão estabeleceu um planejamento com etapas a alcançar, indicando que o ponto número um é nos garantir naquele lugar em que nenhum dos nossos rivais de quintal conseguiu sempre estar: a primeirona.

Eu já vou ser até mais humilde. Meu planejamento para 2009 é ter prazer em ver o Mengão. Toda fé que se preze precisa de um retorno, não é mesmo? E nas últimas rodadas fui recompensado. Se o time está longe de parecer o Mengo80, tá longe bagarai também daquele time pouco confiável que vimos no começo do campeonato.

Do jeito que Maldonado e Álvaro redefiniram o conceito de defesa no time; do jeito que o Leo Moura voltou a correr (embora ainda esteja precisando de um pouco a mais); do jeito que o Juan está sacando que se não voar vai perder a vaga pro Everton; do jeito que o Adriano está decidido a roubar a vaga do Luis Fabiano… sei não.

E o Pet… Loucura esse tiozinho. A juventude, meus caros, é um conceito furado. Tô careca de ver moleque com jeito de velho, cheio de babaquice e frescura. Minor Threat uma vez disse que o importante não é a sua idade real, mas se você se sente jovem ou não. Tom Waits e, depois os Ramones, se recusaram a envelhecer. E os Descendents berraram que não aceitar a decadência do espírito. Sem contar o animalesco 7 Seconds que cantava ao mundo inteiro que seriam jovens até morrer. Estou com eles. O Pet também.

Agora vamos ver como a guerreirada se sai no próximo teste. Jogo duro… pra eles.

PS: galera, tá acabando negócio de Maracanã por um bom tempo. Bora lotar todos os jogos pra acabar na alegria do momento, na festa de todas as favelas desse país.

PS2: Aí, Pet, se começar a jogar mal não vou ter como segurar a tua média. Paga em dia, valeu?, foi foda desenrolar esse monte de papo.

Rondi Ramone é jovem, flamengo e não sabe o que foi mais bonito: o gol do Adriano ou o passe do Pet.

Mengão Sempre

A busca pela Hegemonia, por Rondi Ramone

ter, 25/08/09
por Arthur Muhlenberg |
categoria Hey Ho Mengo

Se pudermos tirar algo de positivo deste recente marasmo em que o Mengão se encontra é a tomada de consciência da Nação. Esta tomada pode se manifestar de diversas formas, muitas confusas, muitas excessivamente autoconfiantes, mas o importante é: a coisa está andando.

Nos acostumamos durante muitos anos com estas chamadas crises que passam pelo Flamengo. Entra crise, sai crise. Mas aí reside um equívoco: três derrotas seguidas, por exemplo, é um sintoma e não a crise em si.

Fico com a idéia desenvolvida pelo marxista italiano Antonio Gramsci, um sujeito com cara de louco, mas com a cabeça no lugar: a crise se manifesta quando o antigo modelo está morto e ainda não se sabe qual será a forma do novo.

Aí está o Flamengo. O mundo inteiro sabe ponto a ponto quais são os motivos desta triste e longa fase que vive o Mais Querido: a famosa estrutura amadora; a confusão administrativa decorrente de um clube de futebol que extrapolou o clube social, mas vive dentro da mesma carcaça; uma classe política que nunca se renova; salários atrasados; falta de responsabilidades e dedicação necessária de dirigentes por conta do sistema anti-profissional, entre tantas e tantas outras questões conseqüentes.

Eu sei disso, você sabe disso, seus amigos sabem disso, até o Pelé sabe disso. Aparentemente apenas os dirigentes políticos do Clube de Regatas do Flamengo não sabem. Ou sabem e fingem não saber. Curtem as coisas do jeito que estão.

Aí entra outra grande idéia deste sujeito esquisito que muito parece o Dr. Octopus: a construção da Hegemonia. A idéia é simples. As determinações políticas de um Estado, ou quaisquer esferas de convívio, como um clube de futebol, são construídas por vários fatores: pela força de quem o ocupa, pelas alianças políticas entre as organizações que o disputam e, também, pelas idéias hegemônicas no seio da sociedade.

O que isso quer dizer? Simples: supomos que o boss Arthur saia candidato à presidente do Fla. Beleza, ele senta na cadeira de honra da parada e tem lá mil idéias. Se não houver um consenso, uma força que lhe dê suporte para realizar tais tarefas, será difícil. O exemplo contrário talvez seja ainda mais claro. Triste cenário: um sujeito otário e sanguessuga vence as eleições do fim do ano. Acontece que a intensidade de debates dos últimos anos sobre a modernização do Flamengo atinge a pequena turma que o elegeu. Esse pessoal se alinhou aos anseios de toda a massa torcedora aqui do lado de fora dos muros da Gávea. Por conta desta realidade, da absorção das idéias modernizadoras no seio da comunidade flamenga, o novo presidente terá de ceder alguns anéis para não perder os dedos. É por isso que não há candidato político neste país que não tenha de se comprometer com uma agenda mínima de questões ambientais, por exemplo: esta idéia se tornou hegemônica na sociedade.

Taí nossa tarefa, Nação. Disputar as idéias, promover ações, debates, protestos dentro e fora da Gávea, se associar ao clube. Ainda estamos em crise, pois não sabemos exatamente qual será o modelo novo que deve substituir essa carcaça escrota que nos atola, mas é nosso papel fundamental ajudar a construí-lo.

Etapa um: ir ao Maracanã amanhã e no final de semana, apoiar nossos jogadores. Que tal construir a Hegemonia do Lado Certo e sem dor de cabeça dentro do campo?

Eu vou pra lá. Como diria a banda Chain of Strength, eu sou flamengo e verdadeiro até a morte! Não se esqueçam de como começou a tão exaltada reação de 2007: com a massa lotando o Maracanã e APOIANDO.

Rondi Ramone é flamengo, punk e pagou de inteligente.

Mengão Sempre

Hey Ho Mengo em: sobrou pros pampas

sex, 14/08/09
por Arthur Muhlenberg |
categoria Hey Ho Mengo

Nada é melhor que Fla-Flu, mas o de quarta-feira foi sacanagem. Lembrei-me na hora de uma resenha que um amigo escreveu sobre um disco histórico: o Bob Marley EP do Pluto, banda de Curitiba. O disco era uma parada louquíssima, um reggae torto e punk de 16 minutos em que se repetiam, à exaustão, slogans pela liberdade dos presos políticos. Depois de cinco minutos ouvindo o negócio, este amigo só pensava em como deveria pintar os rodapés da casa, ou realizar qualquer tipo de atividade de natureza doméstica. Porra, o disco era chato pra cacete. Tal como o Fla-Flu internacional e esvaziado que vimos.

Zoado demais. Mas eu prefiro manter meu bom humor e pensar da seguinte forma: Dênis Marques evoluirá e ganharemos um bom atacante e David está dando uma moralizada na zaga do Mengão. Não rola mais aquela bagunça e aquele medo forte a cada investida adversária.

Agora tá limpo e basta ir aos Pampas sacanear o Grêmio, mais um destes clubes conhecidos por serem, como diria o boss, ”satélites sem graça que orbitam em torno do Planeta Mengão”. Ademais, Mosqueteiro de nenhuma natureza anda se criando na Urubulândia.

Curtimos muito o Olímpico e para comprovar isso aí basta lembrar a visita que o Mengão fez o aos carinhas em 1982, prevalecendo a justiça e rolando aquela coisa linda que chamamos até hoje de Passe do Zico Gol do Nunes É Campeão!

Confira comigo no replay o Galíssimo prevendo a Verdade:

Rondi Ramone é flamengo, punk e está curtindo o Pet: até carrinho na linha de fundo ele tá mandando.

Mengão Sempre

Rondi em: Pela paz em todo mundo (e no Mengão também)!

qua, 05/08/09
por Arthur Muhlenberg |
categoria Hey Ho Mengo

Caramba, hein, Nação. Essa coisa robinhoodeana tá enchendo o saco. Quando é líder e time sensação damos um apavoro. Quando aparecem os famélicos da terra, distribuímos agrados e novas chances de recuperação. Ok, a sina do Mengão é estar ao lado dos necessitados. Acho isso bonito, de verdade. Mas não numas de vacilar dentro de campo. Fora dele, aí sim, o Mengão tem o dever de estar do lado do bem.

Por exemplo: apesar de ainda estar cedo, não posso deixar de comentar mais uma vez a excelente e histórica iniciativa de realização do Jogo da Paz no Oriente Médio. Dia 15 de setembro será uma data festiva! É uma coisa sensacional imaginar que o clube mais popular do mundo (nós, é claro, o Mengão Mundial) e o local Vasco da Gama neste quesito (Sport Club Vice Maior Torcida do Brasil Corinthians Paulista) poderão reatar o caminho da união dos povos daquela conturbada região. Dois povos que necessitam de políticas e intenções que os ajudem a pensar como co-habitar o mesmo espaço. É dureza? É! Mas se o Mengão tá junto é porque é possível. Eu mesmo estou me agilizando para ir. Quer lugar mais seguro para estar do que num jogo de paz? Ah, como esquecer do Cólera numa hora dessas? Pela paz! Pela paz! Pela paz em todo mundo!

Mas voltemos aos nossos próprios problemas. Natural que a política nefasta flamenga interfira de forma vil no desempenho do Mengo dentro de campo. Mas, cá entre nós, estamos longe de ser um Fluminense neste certame. A 9ª colocação nos permite pensar legalzão sobre o quão longe podemos ir. Em 2007 “bastaram” duas ou três peças, uma convocação joelsantaniana e a torcida não arregou. Foi até o fim, com um time que ainda não se botava muita fé. Ah, a fé e o Mengo. Até um materialista dialético insensível como eu se rende à fé flamenga. Meus amigos: vamos botar esta fé em prática e apoiar a galera nova que vai estrear.

E o Leo Moura, galera, agora que, como diriamos Ramones, quer pagar de bom moço pra torcida, vai se esforçar legalzinho pra jogar bem. Jogou bem, nego parou de vaiar, maluco. É automático! Dizem as boas línguas que ele recusou uma oferta européia para ficar no Flamengo. Fato? Ficção? Marketing pra mostrar fibra e dedicação? Não importa, já que é ele quem vestirá a camisa 2 nesta quarta-feira.

Rondi Ramone é flamengo, punk, não tá no clima da pré-corneta, mas já tá de saco cheio do Delair, o novo velho presidente Bocudo.

Mengão Sempre

Hey Ho Mengo em: quantas lágrimas escorrerão do Patético Mineiro?

ter, 28/07/09
por Arthur Muhlenberg |
categoria Hey Ho Mengo

Galera mais elegante desse mundo, pena que o jogo não é quarta. De qualquer forma, fica a ressalva pra emissora: pra que meter a parada nove de noite se não vai ter transmissão aberta depois da novelinha?

Paciência tem limite, mas, enfim, é jogo do Mengo e se tem Mengo a massa tem que ir. Domingão passado demos uma fritada forte na galera de Santos, que saiu dodói e magoada com o grande rubro-negro que veste a pele alvinegra: o fodão Pará. A bola veio, Pará olhou pra trás, viu o Imperador Popular e, certamente, pensou:

Se ele fizer o gol é massa, mas se eu fizer papai vai ficar orgulhoso de mim.

Há quem diga que, depois do jogo, entrou no vestiário com sorriso no rosto. “Meu primeiro gol pelo Mengão”, confessara.

Mas essa parada já é passado e estamos todos voltados para o milésimo primeiro jogo do Mais Querido. Andrade no banco, galera toda apoiando. Vai ser legal ver setores suicidas da torcida sem a nóia de entrar no Maraca doidinha pra ter uma chance de despejar as frustrações semanais no treinador. Só vou soltar uma idéia pro povo: nós, flamengos, somos estáveis como um raio. O Andrade representa muita coisa pra gente e mandou boas energias pra dentro do campo. Logo, foi aclamado de maneira alucinante pela torcida. Faz sentido, sabemos que uma das maiores crises atuais do futebol é a lacuna de lideranças carismáticas e naturais. Agora, não vão estressar caso, digamos, esteja 0 x 0 ainda com 15 minutos do primeiro tempo, ok?

Eu já soltei essa idéia várias vezes e vou repetir, tá na hora da União Entre Flamengos do Brasil. E o primeiro adversário da empreitada é a boa e velha turma do Patético Mineiro, clube que rivaliza forte com o Botafogo no chororômetro. Ah, se todos tivessem a classe do Vasco em suas derrotas…

Não importa. Apesar da fraqueza do adversário (estão tristes porque vão perder o Tardelli para a selecinha, é mole?) nós temos de prestigiar os Embaixadores dos Valores Certos. Ano passado o time deu uma vacilada forte e pagamos aquele mico de perder para esta agremiação de bairro. Dessa vez vamos manter os caras acordados. Fechou?

Rondi Ramone é flamengo, punk e curte demais ver atleticano reclamar das surras que tomaram.

Mengão Sempre

Rondi Ramone em: haverá futuro?

qui, 16/07/09
por Arthur Muhlenberg |
categoria Hey Ho Mengo

O patrão deve estar voltando pra casa do Maraca, uma hora dessas. Então vou dar uma escapada e tocar uma letra bem curta e com variações entre cornetagem e consciência, só pra esquentar o post de quem viu de perto e que conta mais.

1. Senti nego reclamando do juiz como responsável pela derrota. Como se aquela empolgaçãozinha desorganizada de final de partida e umas faltas invertidas e o gol anulado tivessem sido a tônica da pelada. Não foi. Mengão foi ridículo no primeiro tempo e não quero saber de papo de juiz.

2. Foda dizer isso, mas alguém precisa fazê-lo: sem zaga não há time que vá pra frente. Enquanto nós dependermos de molecada e do Magro de Ferro (que já não é nenhum jovem) vai ser dureza. O coitado do Wellinton não foi a causa do primeiro gol. Foi uma conseqüência de uma babaquice que o Willians inventou. Na moral, o cara já é lento e desengonçado, pra que passar pro cara na fogueira?

3. Leo Moura is dead. Finito. Lembram daquele lateral fodão que ia até a linha de fundo e cruzava legal? Eu não lembro. Já faz muito tempo que não vejo. E como meio de campo ele é pouco mais do que nada.

4. Everton… Sei não. Não deu liga. É preciso admitir. Resquício da Era Caio Jr, quando o time era rápido, atacava muito e pouco resultado fazia. “Ah, mas vai botar quem? Jorbison?”. Verdade, meu caro e inquieto rubro-negro, verdade. A resposta é: abre o cofre, carai.

5. Adriano, pelo jeito, será um reserva de luxo para o Dênis Marques. Pressão de fim de jogo não é o suficiente. Pega firme desde o começo, Imperagordo!

6. Se eu fosse o Cuca (ou seja lá quem irá o substituir, caso o demitam), ficava duas semanas só treinando cruzamento. Vai até a linha de fundo e cruza. E cruza. E cruza. E cruza. E cruza. E cruza. E cruza. E cruza. E cruza. Até aprender, molecada.

Rola um som do Olho Seco, clássico punk brasileiro, chamado “Nada”. Eu adaptaria dizendo assim:

Não se pode mais ver tranqüilo um jogo do Mengão

Vivo agüentando essa desorganização!
E você o que vocês estão fazendo sentados atrás dessa mesa?
E você o que vocês estão fazendo sentados atrás dessa mesa?

Nada! Nada! Nada!

Rondi Ramone é flamengo, punk e quer saber se haverá futuro para o Mengão neste campeonato.

Mengão Sempre

Hey Ho Mengo – “Você é um falador”

qua, 08/07/09
por Arthur Muhlenberg |
categoria Hey Ho Mengo

Isso aí é Ramones. Uma música chamada Loudmouth, do primeiro disco dos caras. Poderia traduzir também para “indivíduo loquaz, pessoa tagarela; fofoqueiro; pessoa convencida”.

Acho que esse é o tema da semana. Pelo menos pra mim. Cabe ao Ronaldo, que anda cutucando uma fera sinistra com varinha curta (sem trocadilhos com a opção sexual do cara. Não sou homofóbico).

Cabe também ao Kleber Leite que prometeu dar o possível e o impossível para manter o Ibson Palestino e, no fim, além de oferecer menos do que o Porto pedia, até hoje não pagou nem as parcelas do contrato de empréstimo.

Cabe ao Adriano que promete nunca mais vacilar e vacila feio. Não jogou nada sábado passado. Muito provavelmente um dos motivos foi o fato de não ter treinado e se preparado na véspera da partida.
Caberia ao Emerson, que chegou falando muito e, agora que tá quieto, tá comendo a bola.

Porque todo mundo aqui já sabe que futebol é preparação, concentração e, claro, talento. Mas talento sem dedicação só sobra pros grandes craques. E olhe lá.

Vejam o caso do Obina. Entrou em greve de acarajé e tá fazendo a alegria da galera da gripe suína. Mas não vou dar moral pra esse cara porque ele é outro que entra na lista dos faladores. É só o que me faltava esse sujeito reclamar de falta de amor em Épocas Flamengas. Para começar, ele parece estar se esquecendo que ainda responde a um contrato com o Flamengo.

Mas, enfim, parece que somos os alvos principais de tudo quanto é falador. É assim mesmo. Qualquer animal de tetas que tiver uma aula de assessoria de imprensa (ou for assessorado por um) saberá que, na ausência de qualidades próprias, o bom é grudar na imagem de quem as tem. Esses papagaios de pirata só comprovam isso.

Pra ficar tudo lindão mesmo só assistindo, nesta madrugada, a um programa do SporTV repórter (quem não tem Net procurar por aí que acha) sobre os super sinistros Julio César Uri Geller e Adílio. Turma da Cruzada. Os fodalhões de tudo. Dois dos pioneiros da Grande Era. Uri Geller Eterno tocou uma história que pra mim foi flamenga demais: Já tava jogando no clube, mas ainda não estava na escalação titular e reserva. Fodão como é, foi pro Maraca. Comprou arquiba, mas tentou pular pras cadeiras. Nessa de pula e não pula, um meganha sentou-lhe a porrada forte. Porradão forte na cabeça. Uri Geller, driblando o destino, estava em campo, titular, camisa 11, na partida seguinte. Entrou em campo, reconheceu o policial. Foi até o camarada e soltou o foguete: “tá lembrado do cara que tu espancou semana passada, ali em cima? Pois era eu. E agora tu não pode me bater. Eu sou o camisa 11 do Flamengo”.

Revolta pura.

Rondi Ramone é flamengo e ramoneiro e vai pra Palestina.

Mengão Sempre

Ôôô Rondi Ramone voltooou

ter, 23/06/09
por Arthur Muhlenberg |
categoria Hey Ho Mengo

Vamos dizer logo a verdade: foi só rolar faixa de protesto que as boas notícias começaram a pipocar na Gávea. Esquemão pra não atrasar mais salários, paradinha de sócio-torcedor, compra do CFZ com estrutura sinistra e abençoada por Ele…

Depois tem nego que acha que protesto não adianta. Mas que fique claro: protestar é uma coisa, não ver o Mengão no Maraca é outra.

Já nem parece que nego queria ver o Cuca correndo, que o clube não fizesse esforço algum pelo Ibson, que o Adriano fosse severamente punido… Flamengo é incrível, não tem meio termo. Tá certo. Meio termo é pros fracos.

Só vou adiantar uma parada aqui: fiquem de olho na coluna do Vinicius Paiva, no FlamengoNet amanhã ou depois de amanhã. Vai sair coisa sobre esse tal de sócio-torcedor. Parece que de sócio o negócio não tem nada. Mas, beleza, vocês vão ficar sabendo.

E bora rezar para que essa linha de crédito para bancar os salários não fique nos rendendo juros e mais juros. Aliás, rezar, não. Vamos é protestar mesmo. Vou ficar insistindo na mesma tecla que esse patrão impaciente que é o Arthur vem batendo faz tempo: tá na hora do clube abrir as portas da alegria pra mais gente participar desse processo. Só esquema pra torcedor ser consumidor e despejar ganhar não vai adiantar. A gente quer é o poder descentralizado. Mas com organização.

A dica musical hoje é inspirada pelo nosso 3º Tri. Aquele, de 79, que só foi possível por conta do gol histórico do Rondinelli em 78. Pois é, sei lá porque diabos sonhei com os títulos de 1979 na cabeça. Cantarelli, Toninho Baiano, Nelson, Rondinelli, Junior, Carpeggiani, Andrade, Adílio, Reinaldo, Luizinho, Cláudio Adão, Tita, Zicão Eterno, entre outros. É mole? Dá vontade de voltar para 1979, como no som dos Toy Dolls.

PS: Viu como treinar deu certo, Imperador? Será que foi coincidência?

PS2: Como tá jogando o Emerson… Há alguns meses ele dizia que não estava bem fisicamente, que ainda iria melhorar muito. Ri do cara, mas agora quem ficou pequeno fui eu. O cara é bom!

PS3: Ô ô ô queremos sócio-torcedor!

Rondi Ramone é flamengo.

Mengão Sempre

Hey Ho Mengo XLVI

ter, 16/06/09
por Arthur Muhlenberg |
categoria Hey Ho Mengo

Não tem nada pior do que a resignação, aceitação, essa coisa de deixar o que tem de ruim acontecer e ficar tudo por isso mesmo. Sabe aquele lance de “beleza, tomamos de cinco, mas até 4ª feira já passou e bola pra frente?”. Mas a sucessão de merda está tão grande que nem o mais ufanista dos ufanistas tá conseguindo digerir.

O povo tá no limite, já não agüenta mais. E olha que não estamos vindo de dez derrotas seguidas. Pelo contrário, o passado imediatamente recente é até positivo: PentaTri, boas atuações na Copa do Brasil, time jogando bem, chegada do Adriano, novos patrocinadores oxigenando o clube etc. Mas, não, o Mengão insiste em fazer merda gratuita e sem necessidade. Foi o Bruno falhar naquele primeiro de muitos gols, no Recife, e a porra toda desandou feio demais. A caixa de infortúnios do Flamengo foi aberta e veio o pacote todo: administração, estrutura, pouca gente que decide o rumo do clube, regalia pra jogador famosinho. Nossos dois últimos desastres foram mais comentados no Brasil do que os jogos da seleção. Mas até aí não é novidade: nada é mais nacional do que o Flamengo.

O que me deixa puto pra valer, vou dizer aqui com muita clareza, é a forma cafajeste que a diretoria tá lidando com a crise. Inventou uma dispensa ridícula de três jogadores que, cá entre nós, não tem quase nada a ver com o problema. Jônatas já não existia há muito tempo. Alex Cruz eu até agora não sei quem é. E o Josiel… Coitado, galera. O cara é ruim? É. Foi babaca e desrespeitoso com o Manto? Nunca. O cara já tava no fim do contrato e aprontam uma dessas, como se a dispensa dele fosse alguma solução? Brincadeira, né meus amigos, jogaram o cara na roubada, foto estampada em jornal como se o cara fosse o babaca que falta treino e briga com o técnico. Ou o Flamengo se dará o respeito como Clube, tratando dos seus problemas de forma adulta, ou continuará com o filme não digo nem queimado, mas em chamas, em labaredas.

E sabe o que me deixa mais preocupado ainda? A continuação das respostas “enérgicas e duras”: uma porrada de cavada de imprensa sobre contratação de meias e atacantes. Aí, e a zaga, meus amigos? Que política de cobertor curto é esse? Vão chegar onde desse jeito? Lembrem-se de 1995. Não adianta ter só ataque. Aliás, quer queiram quer não queiram, os últimos três títulos nacionais foram decididos pela segurança da zaga campeã. Brincadeira. Airton tá na cara que será suspenso. Vamos de Wellinton e Angelim?

Eu digo isso porque fico aterrorizado só de pensar que o time não quis entregar os dois jogos para derrubar o Cuca. Pode ter sido isso mesmo, claro. Até pode. Mas e se não foi? É mais fácil pra gente achar que sim.

Não é muito minha praia comentar isso, mas paciência tem limite. E a da torcida também está se esgotando. Em 2004 a prefeitura de Florianópolis, terra flamenga, mandou ver um aumento de tarifa de ônibus cruel, que somados aos aumentos dos oito anos anteriores somava 278% de reajuste. Coisa de louco. A população ficou boladona da vida, saiu na rua, ameaçou o poder, fez o escambau. Tarifa voltou ao preço anterior e a prefeita deu graças a Deus pela volta da “normalidade”. Como dizem por aí, ela entregou os anéis para não perder os dedos. Mas a cidade nunca mais foi a mesma e até hoje tá dureza aumentar a passagem. O que isso quer tem a ver conosco? É um exemplo de que organizados, coletivamente e com uma idéia certa na cabeça a coisa pode ir pra frente, apenas isso. Invadir e jogar bomba na Gávea não dá certo e acho que é uma sacanagem com o solo sagrado. Mas alguma hora essa Nação precisará se organizar e tomar para si o clube que lhe pertence. Ninguém agüenta mais essa babaquice. Todo ano são os mesmos otários fazendo as mesmas cagadas e propondo as mesmas soluções que nada resolvem.

PS: Hoje o som vai como dica mesmo, porque minha paciência para pensar num contexto foi-se toda na raiva contra os podres poderes flamengos. A parada é lindona e se chama X-Ray Spex, curte aí:

Rondi Ramone é flamengo, punk e tá revoltadão. rondiramone@gmail.com

Mengão Sempre



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