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Hey Hexa Ho Mengo: A arte de perder tempo.

ter, 02/02/10
por Arthur Muhlenberg |
categoria Hey Ho Mengo

tu é foda, mas precisa de um parceiro

tu é foda, mas precisa de um parceiro

Chega uma hora que marginalzinho precisa começar a se resolver pra valer na vida. É assim com todo mundo e com um rubro-negro punk como eu não deveria ser diferente. Fiquei um tempão aí tentando enganar o Estado brasileiro para que me dessem um empreguinho daqueles bem tranqüilos, que me dariam tempo para fazer minhas bandas, jogar meus molotvs na polícia e ler mais sobre a história do Mengão. Me dei mal. Parece que o Estado é mais esperto do que eu imaginava. Tô estilo Newton Neurotics, vivendo no desemprego.

Tranquilo. Perdi um pouco do meu tempo, mas nada comparado ao tempo que o Flamengo está perdendo com esta celeuma entre o Marcos Irmão Metralha Braz e o PetJáFoiMaisHumildeKovic. Ainda bem que a nossa presida tem esse sangue meio petucano, de conciliação de classes, perfeito para a ocasião. Pensem bem, irmãos e irmãs rubro-negros, a Libertadores está logo ali, todo mundo sabe que nossa zaga está um pouco abaixo do que precisamos, é preciso resolver logo este tipo de coisa e não pedir informações do departamento jurídico ou ficar ouvindo empresário de jogador que já tá nosso time hexacampeão.

O único Ronaldo que eu conheço é um zagueiro desgraçado de bom, lutador brasileiro daquela melhor espécie, coisa de louco mesmo, mas a impressão que passa é que ele só funciona com um xerifão do lado. Foi assim com o Fábio Luciano e foi assim o ano passado com o Álvaro. Mas o Álvaro, galera, ainda não pegou o clima do ano. “Maldonado tá voltando, ele vai proteger tudo, fica frio”. Concordo, mas até lá estamos de Kleberson. E o filho de Kleber, apesar de fazer alguns gols e lançamentos importantes, ainda é uma incógnita geral.

Confesso, estou semi-preocupado com isso, com o término da formação do nosso elenco para a competição que deveríamos ganhar este ano só para dar uma variada. “Mas o nosso elenco já é bom pra cacete, veja bem, temos David na reserva”. Verdade, mas se até o Flamengo diz que ainda procura contratações, não sou eu que deveria convencê-lo do contrário. Portanto, diabos, pelo amor de Joey Ramone, Mengão, pára de vacilar e demonstrar para o mundo que é um clube em crise de comando. Quem acha que esta questão é só entre Pet e Braz tá sonhando. É uma rinha sobre quem manda de verdade no futebol flamengo.

Graças ao Império Popular e Classista do Amor nossa torcida passou por fora dessa baranguice. Como a vida é boa! Quando a classe dirigente tenta ferrar com nossa semana, temos nossos representantes de verdade salvando tudo. Só eles mesmos para nos passar a confiança, para apertar o botão do “liga”, para entender a força que vem da arquiba. Flamengo, turn it on. Forcei essa barra do Turn it on só para mostrar pra vocês o vídeo dessa banda punk bacana chamada Sleater Kinney. Ma na real to realmente nesse pique. Liga a chave, meu Mengão Doutrinador, Mestre da Destruição.

Rondi Ramone é rubro-negro. /rondiramone

Mengão Sempre

Hey Ho Mengo: Papo Flamengo

qua, 23/12/09
por Arthur Muhlenberg |
categoria Hey Ho Mengo

Dia desses, andando pelas ruas um camarada rubro-negro me para e convida para conversar um pouco sobre as perspectivas do Mengo para 2010. Como de costume, muito preocupado com os rumos do nosso vencedor e viciante futebol. Não sei por que, mas tem gente que pergunta opinião deste sub-blogueiro, como se fosse um Mauro Cezar Pereira da vida. Ou outro desses caras que realmente manjam da coisa, tal um Rica Perrone. Aliás, Rica, não te conheço, mas vou pedir aqui, acredito que em nome de uma Nação: conserta tua internet, vai para uma Lan, qualquer coisa, e grava o último podcast do ano com o Arthurzão!
- Fala, Rondi!
- Opa, beleza… Como tu chama?
- Moacir.
- Maravilha, Moacir. Como tu sabe que sou eu?
- Sinceramente, essa foi fácil. Bermuda do Flamengo com camisa dos anarquistas espanhóis do Sin Dios e já matei: “É o Rondi”.
- Atento. Então logo de cara já vou te perguntar se teu nome tem a ver com o Flamengo, com um jogador meio baixinho…
- Totalmente, totalmente. Papai era uma pessoa comum, viciada no Mengão. E me deu o nome do seu jogador preferido, Moacir Cordeiro. O Biguá. Cara fundamental, diria o velho, para a conquista do tricampeonato de 44. Mas, Rondi, eu queria era perguntar algumas coisas que toda minha galera rubro-negra anda perguntando.
- Manda.
- E esse negócio de Vagner Love?
- Bicho, nossa torcida é foda. Já está dividida, não é mesmo? Eu acho o seguinte: Adriano e Vagner seria, ou será, não sei ainda, um ataque de muito respeito. Muito. O pessoal não deve pensar apenas na última experiência do cara. Que de fato não foi boa, tanto que a turma alviverde ficou meio magoadinha com ele. Mas eu acredito muito na Questão Flamengo. Quem cai aqui dentro, especialmente agora com o Andrade, passará invariavelmente pelo processo de adequação. Zé Roberto passou, por que o Vagner Love não passará? Dito isso, pra mim é bem vindo. Ninguém entra no Flamengo hoje, o Flamengo do Angelim, e fica impune dando migué. O que me preocuparia não seria a parte técnica, mas outras duas coisas…
- Quais?
- Primeiro eu tava meio cabreiro com essa mania de pensar só na contratação de grandes atacantes quando os jogadores lá de trás vão saindo. O Airton já tá em vias de vazamento, volta e meia ouvimos que o Juan também não fica e o Pet não vai fazer 36, mas 38 anos. Já provamos dessa história no centenário e o resultado todo mundo se lembra. Mas vacilei e me esqueci que quem manda agora é o Andrade e ele já declarou que está muito atento às perdas do Airton e do Maldonado por conta da lesão. Quanto a isso fiquei tranqüilo.
- E qual é a outra naba?
- Não vou ficar metendo o pau no Marcos Braz porque a real é que ele foi benzão até agora. Mas se o Adriano sempre deixa claro que fica até a Copa e o Love tá vindo na mesma batida – se vier, claro – como é que ficamos depois dessa competição menos importante no calendário rubro-negro? Depois vamos de Dênis Marques e Gil? Não seria o caso se dedicar na contratação de algum camarada que ficará o ano todo? Ou mais do que apenas um ano? Ficadica.
- Entendi. Mas tá todo mundo contratando tanto, a gente não precisa correr atrás logo?
- Precisa… mas só até a página dois. O importante antes de tudo é não perder mais gente. E ficar quieto na hora de fazer negociação, caso faça.
- Ok. Rondi, ando meio puto com essa avalanche da arco-íris contra a nossa Nação desde que voltamos a incomodar em absoluto todo mundo com nossos resultados recentes, e com o aumento da torcida em todo o Brasil. Que que tu acha desse papo? Mas fala rápido que eu tô indo pra praia.
- Moacir, tu é meio folgado, mas entre um folgado Flamengo e um folgado arco-íris eu fico contigo. Esse papo pra mim é basicão. O Flamengo deve ser o único clube brasileiro, quiçá do mundo, que não tem preconceitos. Aceitamos todos e todas, de todas as partes. O mundo é um só. Perante o Flamengo não existem regiões. Nosso compromisso é com o Manto, com a história do clube, com as relações de camaradagem que estabelecemos entre nós. Manja quando tu tá passando na rua, em São Paulo, com teu Manto bonitão e vê um frentista usando outro Manto e rola aquela identificação, aquele olhar de “detonamo geral”? É por aí. Quem não tem isso fica na miséria e um abraço. Se tu ouvir esse papo conservador mais uma vez, grita “Alerta Antifascista!” Orgulho demais ser rubro-negro. Boa praia, fui.
Rondi Ramone é flamengo, punk, e a dica do dia pra ouvir é o Sin Dios mesmo, valeu? Twitter.com/rondiramone
http://www.youtube.com/watch?v=1Q6rY0Rxegk
Mengão Sempre

biguáDia desses, andando pelas ruas um camarada rubro-negro me para e convida para conversar um pouco sobre as perspectivas do Mengo para 2010. Como de costume, muito preocupado com os rumos do nosso vencedor e viciante futebol. Não sei por que, mas tem gente que pergunta opinião deste sub-blogueiro, como se fosse um Mauro Cezar Pereira da vida. Ou outro desses caras que realmente manjam da coisa, tal um Rica Perrone. Aliás, Rica, não te conheço, mas vou pedir aqui, acredito que em nome de uma Nação: conserta tua internet, vai para uma Lan, qualquer coisa, e grava o último podcast do ano com o Arthurzão!

- Fala, Rondi!

- Opa, beleza… Como tu chama?

- Moacir.

- Maravilha, Moacir. Como tu sabe que sou eu?

- Sinceramente, essa foi fácil. Bermuda do Flamengo com camisa dos anarquistas espanhóis do Sin Dios e já matei: “É o Rondi”.

- Atento. Então logo de cara já vou te perguntar se teu nome tem a ver com o Flamengo, com um jogador meio baixinho…

- Totalmente, totalmente. Papai era uma pessoa comum, viciada no Mengão. E me deu o nome do seu jogador preferido, Moacir Cordeiro. O Biguá. Cara fundamental, diria o velho, para a conquista do tricampeonato de 44. Mas, Rondi, eu queria era perguntar algumas coisas que toda minha galera rubro-negra anda perguntando.

- Manda.

- E esse negócio de Vagner Love?

- Bicho, nossa torcida é foda. Já está dividida, não é mesmo? Eu acho o seguinte: Adriano e Vagner seria, ou será, não sei ainda, um ataque de muito respeito. Muito. O pessoal não deve pensar apenas na última experiência do cara. Que de fato não foi boa, tanto que a turma alviverde ficou meio magoadinha com ele. Mas eu acredito muito na Questão Flamengo. Quem cai aqui dentro, especialmente agora com o Andrade, passará invariavelmente pelo processo de adequação. Zé Roberto passou, por que o Vagner Love não passará? Dito isso, pra mim é bem vindo. Ninguém entra no Flamengo hoje, o Flamengo do Angelim, e fica impune dando migué. O que me preocuparia não seria a parte técnica, mas outras duas coisas…

- Quais?

- Primeiro eu tava meio cabreiro com essa mania de pensar só na contratação de grandes atacantes quando os jogadores lá de trás vão saindo. O Airton já tá em vias de vazamento, volta e meia ouvimos que o Juan também não fica e o Pet não vai fazer 36, mas 38 anos. Já provamos dessa história no centenário e o resultado todo mundo se lembra. Mas vacilei e me esqueci que quem manda agora é o Andrade e ele já declarou que está muito atento às perdas do Airton e do Maldonado por conta da lesão. Quanto a isso fiquei tranqüilo.

- E qual é a outra naba?

- Não vou ficar metendo o pau no Marcos Braz porque a real é que ele foi benzão até agora. Mas se o Adriano sempre deixa claro que fica até a Copa e o Love tá vindo na mesma batida – se vier, claro – como é que ficamos depois dessa competição menos importante no calendário rubro-negro? Depois vamos de Dênis Marques e Gil? Não seria o caso se dedicar na contratação de algum camarada que ficará o ano todo? Ou mais do que apenas um ano? Ficadica.

- Entendi. Mas tá todo mundo contratando tanto, a gente não precisa correr atrás logo?

- Precisa… mas só até a página dois. O importante antes de tudo é não perder mais gente. E ficar quieto na hora de fazer negociação, caso faça.

- Ok. Rondi, ando meio puto com essa avalanche da arco-íris contra a nossa Nação desde que voltamos a incomodar em absoluto todo mundo com nossos resultados recentes, e com o aumento da torcida em todo o Brasil. Que que tu acha desse papo? Mas fala rápido que eu tô indo pra praia.

- Moacir, tu é meio folgado, mas entre um folgado Flamengo e um folgado arco-íris eu fico contigo. Esse papo pra mim é basicão. O Flamengo deve ser o único clube brasileiro, quiçá do mundo, que não tem preconceitos. Aceitamos todos e todas, de todas as partes. O mundo é um só. Perante o Flamengo não existem regiões. Nosso compromisso é com o Manto, com a história do clube, com as relações de camaradagem que estabelecemos entre nós. Manja quando tu tá passando na rua, em São Paulo, com teu Manto bonitão e vê um frentista usando outro Manto e rola aquela identificação, aquele olhar de “detonamo geral”? É por aí. Quem não tem isso fica na miséria e um abraço. Se tu ouvir esse papo conservador mais uma vez, grita “Alerta Antifascista!” Orgulho demais ser rubro-negro. Boa praia, fui.

Rondi Ramone é flamengo, punk, e a dica do dia pra ouvir é o Sin Dios mesmo, valeu? Twitter.com/rondiramone

Mengão Sempre

Hexa Ho Mengo na praia com o Mengão

sex, 18/12/09
por Arthur Muhlenberg |
categoria Hey Ho Mengo

Hexa Nação, não fosse pelo calor agradável eu odiaria essa época do ano. Não tenho paciência para papinhos sobre quem vem, quem sai, quem isso e quem aquilo. Os jornais precisam preencher seus espaços e dão moral pra qualquer primo de vizinho de irmão de conselheiro super informado. Boataria inútil que só faz a galera ficar de radinho ligado e apertando F5 repetitivamente.
Bom, se é pra não ver jogo do Mengão, resolvi curtir uns dias num dos lugares menos punk rock do mundo: Floripa. Muito embora o reggae role solto e, como todo mundo sabe, punk sempre gostou de reggae. Bar na beira da praia tocando Maytals e com pôster do Hexa na janela. Manto sagrado pra tudo que é lado. Tamo em casa.
Falando em hexa, reggae e estar em casa, fiquei pensando aqui naquele antigo som do Ken Boothe, Is it because I´m black (É porque eu sou negro?). Esse discurso do “o valor que sugerimos foi bom o suficiente” não ficou meio esquisito? Suficiente para um cara tipo o Andrade, de origem pobre e sem o glamour idiota que paira nos dirigentes de futebol? Essa exposição toda do nosso Comandante Democrático (só não pega a idéia da Democracia Flamenga porque nosso líder que governa obedecendo não é um médico branco) foi muito decepcionante. Mais respeito, diretoria. Não tem título no mundo que mascare o que é realmente importante para nós, rubronegros: as relações de igualdade entre todos e todas que promovem a vitória justa e que entrar pra história pela suas virtudes.
http://www.youtube.com/watch?v=kVUZuVZWHkk
Com uma torcida sedenta por justiça como a nossa não se brinca. Aliás, coincidência ou não, em 1992 fomos às ruas comemorar nosso Penta e escorraçar o Collor. Bateu o Hexa em 2009 e já vi umas dez camisas do Mengão nos protestos contra o Arruda. Está provado, título do Mengo significa moralização no país.
PS: Gestão nova, vida nova, mas vou dar a dica velha: Patrícia, não se esquece do CT dos profissas e da gurizada.
PS2: Nada a ver com a vida, com o texto e com O Mais Querido, mas se liguem neste som dos Pogues, é sensacional: http://www.youtube.com/watch?v=kVUZuVZWHkk
Rondi Ramone é flamengo, não surfa, mas vai ver se consegue manter um twitter por mais de um mês. twitter.com/rondiramone
Mengão Sempre

Que é isso, Impera! Para de treinar e cai no mar!

Que é isso, Impera! Para de treinar e cai no mar!

Hexa Nação, não fosse pelo calor agradável eu odiaria essa época do ano. Não tenho paciência para papinhos sobre quem vem, quem sai, quem isso e quem aquilo. Os jornais precisam preencher seus espaços e dão moral pra qualquer primo de vizinho de irmão de conselheiro super informado. Boataria inútil que só faz a galera ficar de radinho ligado e apertando F5 repetitivamente.

Bom, se é pra não ver jogo do Mengão, resolvi curtir uns dias num dos lugares menos punk rock do mundo: Floripa. Muito embora o reggae role solto e, como todo mundo sabe, punk sempre gostou de reggae. Bar na beira da praia tocando Maytals e com pôster do Hexa na janela. Manto sagrado pra tudo que é lado. Tamo em casa.

Falando em hexa, reggae e estar em casa, fiquei pensando aqui naquele antigo som do Ken Boothe, Is it because I´m black (É porque eu sou negro?). Esse discurso do “o valor que sugerimos foi bom o suficiente” não ficou meio esquisito? Suficiente para um cara tipo o Andrade, de origem pobre e sem o glamour idiota que paira nos dirigentes de futebol? Essa exposição toda do nosso Comandante Democrático (só não pega a idéia da Democracia Flamenga porque nosso líder que governa obedecendo não é um médico branco) foi muito decepcionante. Mais respeito, diretoria. Não tem título no mundo que mascare o que é realmente importante para nós, rubronegros: as relações de igualdade entre todos e todas que promovem a vitória justa e que entrar pra história pela suas virtudes.

Com uma torcida sedenta por justiça como a nossa não se brinca. Aliás, coincidência ou não, em 1992 fomos às ruas comemorar nosso Penta e escorraçar o Collor. Bateu o Hexa em 2009 e já vi umas dez camisas do Mengão nos protestos contra o Arruda. Está provado, título do Mengo significa moralização no país.

PS: Gestão nova, vida nova, mas vou dar a dica velha: Patrícia, não se esquece do CT dos profissas e da gurizada.

PS2: Nada a ver com a vida, com o texto e com O Mais Querido, mas se liguem neste som dos Pogues, é sensacional

Rondi Ramone é flamengo, não surfa, mas vai ver se consegue manter um twitter por mais de um mês. twitter.com/rondiramone

Mengão Sempre

Hexa Ho Mengo: Selvagens pelas ruas

qua, 09/12/09
por Arthur Muhlenberg |

Humilhando no prédio da Gazeta

Humilhando no prédio da Gazeta

Nação, vamos abrir o jogo: com choradeira é mais gostoso. Porra, já se passaram alguns dias do nosso hexalindãocampeonato e talvez já estivéssemos entrando no clima da Libertadores 2010, debates sobre o que deverá ser a gestão de Patrícia Amorim, Adriano fica ou não fica, mas, não, os apequenados rivais nacionais insistem em nos dar colher de chá pra rir da cara deles.

Como bem disse Márcio Braga, que nessa mandou benzão, tem que ser muito imbecil pra ficar dando mais moral pra gente e estimular nego a comprar a camisa do Hexa na Raça. Hahaha. Aí, seus perdedores, vocês, a minoria do país, deveriam deixar quieto pra passar mais rápido o período de zoação. Ficadica.

Mas, beleza. O que importa é que só se vê manto sagrado para tudo que é lado. Estoque de camisas oficiais zerado. Camisas piratas vendendo como cerveja em festa alemã. As ruas ficaram loucas, como naquele som dos Circle Jerks, Wild in the streets. Nego maluco pra tudo que é lado. Trens lotados, mares cheios de oferendas, festas noite adentro, gente desconhecida se abraçando, novas amizades, janelas de prédios com bandeiras penduradas, barracos pintados em vermelho e preto nas favelas, ruas infestadas pela música, pela alegria que o Brasil não vê em nenhuma outra ocasião. Nem em título brasileiro na Copa. Nem em eleição.<

Muito amor pelo mundo! Podem escrever, daqui a nove meses a quantidade de brasileirinhos se multiplicará em níveis alarmantes. Chora, concorrência, nossa torcida aumentará ainda mais. Deve ter sido isso que o Marcos Braz quis dizer quando soltou que o título era importante também para mantermos nossa larga primazia nos corações do povo.

PS: Em São Paulo os rubro-negros tomaram o balão da porcaria da BWA, mas rolou uma festa sinistra. Até a Paulista foi invadida, coisa que não rola nem com os times locais (que logo serão passados em torcida pelo Mengão). Muita humilhação.

Rondi Ramone é flamengo, punk e riu muito do gordinho colorado chorando o gol do Mengo ontem no Profissão Repórter. O mundo dá voltas. E sempre pro nosso lado.

Mengão Sempre

HEEEEEEEEEEXAAAAAAAAAA

dom, 06/12/09
por Arthur Muhlenberg |
categoria Hey Ho Mengo

06_MHG_ESP_ronaldoangelimAí, vou pedir licença, pro boss Arthurzão, vou meter uma letrinha aqui antes do meu dia.

Certeza que o Arthur tá na loucura das ruas do Rio.

Todas as ruas do Brasil estão loucas.

O Mengão voltou. Primeiro hexacampeonato conquistado pelo povão brasileiro.

É tudo nosso!!!!!!!

Só existe um Ronaldo!

Rondi Ramone é hexacampeão e é flamengo, rubro-negro, flamengo, rubro-negro, e vai pra loucura também.

Mengão Sempre

Hey Ho Mengo: Colapso Nervoso

qui, 03/12/09
por Arthur Muhlenberg |
categoria Hey Ho Mengo

Nação. Que semana, que semana! Não que eu curta trabalhar, mas desde domingo eu até estou tentando me concentrar nessa parada, pra ver se o tempo passa mais rápido. Azar o do trabalho, que deve estar meio mal feito.
Fico lembrando daquela época, daquele tempo tão longínquo que já chamo de outrora, em que o Arthurzão pedia concentração para fazermos 45 pontos e que eu só pedia boas apresentações, para termos prazer em vê-lo jogar. Torcida pediu, time mandou ver. Rolou o prazer, rolou o jogo bonito, rolou 45, 46, 47, 48, 49, 50, 51, 52, 53, 54, 55, 56, 57, 58, 59, 60, 61, 62, 63, 64. Agora virão mais três.
Assim como todos e todas vocês, estou tipo aquele som do Black Flag, que tanto já citei aqui: prestes a ter um colapso nervoso. “Se você sabe o que é bom pra você, sai da minha frente porque eu estou louco, frenético. Não vou me desculpar por estar assim”. É. Tipo isso.
E estou curtindo pra caralho esse pseudo-protagonismo de Porto Alegre na última rodada. Se eu fosse um dos guerreiros do nosso time, estaria doidinho para mostrar, no domingo, quem é que manda nessa parada. Se os colorados estão, como diriam New York Dolls, com crise de personalidade, e vão torcer pros co-irmãos, digo o seguinte: o problema é a maior, camaradas.
O teu problema se chama Flamengo.
O Mengão. Nascido para matar, tal qual na música do Damned.
Muito punk rock hoje, certo? Certo. Assim será o Mengão no domingo. Sem frescura. Sem solo de guitarra. Três acordes. Três minutos. Simples. Certeiro. Vai ser foda.
Só vou meter uma nota triste: não sei quem mais passou perrengue com a BWA, mas uma galera, pelo menos, eu já sei que se deu mal. A turma da Fla-Sampa, ponta firme do rubronegrismo na cidade que, em breve, também seremos maioria, levou balão do tal “Ingresso Fácil”. Fácil, não sei pra quem.
Flamengos, união no domingo. Pra quem é ateu, o Rio é nossa sede, pra quem tem fé em Deus, Rio é nossa Meca. Todo mundo pra lá. Dentro ou fora do Maraca. Em corpo ou em alma.
Rondi Ramone é flamengo, é punk e acha que haverá um dia que a organização do povo vai fazer a polícia recuar e mudar de idéia na hora de descer a porrada.
Mengão Sempre

flamengoNação. Que semana, que semana! Não que eu curta trabalhar, mas desde domingo eu até estou tentando me concentrar nessa parada, pra ver se o tempo passa mais rápido. Azar o do trabalho, que deve estar meio mal feito.

Fico lembrando daquela época, daquele tempo tão longínquo que já chamo de outrora, em que o Arthurzão pedia concentração para fazermos 45 pontos e que eu só pedia boas apresentações, para termos prazer em vê-lo jogar. Torcida pediu, time mandou ver. Rolou o prazer, rolou o jogo bonito, rolou 45, 46, 47, 48, 49, 50, 51, 52, 53, 54, 55, 56, 57, 58, 59, 60, 61, 62, 63, 64. Agora virão mais três. E continuo a pedir, com simplicidade: joguem bem. É isso que precisamos.

Assim como todos e todas vocês, estou tipo aquele som do Black Flag, que tanto já citei aqui: prestes a ter um colapso nervoso. “Se você sabe o que é bom pra você, sai da minha frente porque eu estou louco, frenético. Não vou me desculpar por estar assim”. É. Tipo isso.

E estou curtindo pra caralho esse pseudo-protagonismo de Porto Alegre na última rodada. Se eu fosse um dos guerreiros do nosso time, estaria doidinho para mostrar, no domingo, quem é que manda nessa parada. Se os colorados estão, como diriam New York Dolls, com crise de personalidade, e vão torcer pros co-irmãos, digo o seguinte: o teu problema é maior, camaradas.

O teu problema se chama Flamengo.

O Mengão. Nascido para matar, tal qual na música do Damned.

Muito punk rock hoje, certo? Certo. Assim será o Mengão no domingo. Sem frescura. Sem solo de guitarra. Três acordes. Três minutos. Simples. Certeiro. Vai ser foda.

Só vou meter uma nota triste: não sei quem mais passou perrengue com a BWA, mas uma galera, pelo menos, eu já sei que se deu mal. A turma da Fla-Sampa, ponta firme do rubro-negrismo na cidade que, em breve, também seremos maioria, levou balão da BWA mesmo com reserva de ingressos. Ingresso Fácil? Não sei pra quem. Fica o protesto.

Flamengos, união no domingo. Pra quem é ateu, o Rio é nossa sede, pra quem tem fé em Deus, Rio é nossa Meca. Todo mundo pra lá. Dentro ou fora do Maraca. Em corpo ou em alma.

E, não que o livro precise de um punk como eu para ser divulgado, mas comprem o Manual do Rubro-Negrismo Racional. Não é só um livro de textos sobre os jogos, sobre zoeira com os pequenos rivais, com o texto brilhante e cheio de referências do Arthur. É isso e mais: é um recorte histórico de um momento do Flamengo. Do momento em que o Flamengo iniciou seu caminho de volta a ser aquilo que nós sempre soubemos que ele é. Nas horas ruins, inclusive. Que alegria ser rubro-negro!

Rondi Ramone é flamengo, é punk e acha que haverá um dia que a organização do povo vai fazer a polícia recuar e mudar de idéia na hora de descer a porrada.

Mengão Sempre

Rondi Ramone em: Só Reconheço uma Nação

qua, 18/11/09
por Arthur Muhlenberg |
categoria Hey Ho Mengo

Galera. E eu que andei na nóia pela volta do Kleberson… Mesmo não sendo um volante daqueles que passam por invisíveis dentro de campo, a volta do Filho de Kleber está aí para provar que a Coluna Rubro-Negra está repleta de valorosos soldados, prontos para manter a continuidade do Processo Flamengo. Como disse Gilberto Cardoso, “o Flamengo não pára, porque o Flamengo é uma força em marcha. Seu destino é a eternidade”.
Coisa linda. Mas não vou deixar passar batido e, mesmo que seja uma opinião impopular, é preciso que seja reafirmada. Para mim, não há outra nação no mundo que não o Flamengo. Geograficamente falando o mundo é um só e estas barreiras políticas vão demonstrando estar aí apenas para encher a paciência da rubro-negrada. De um lado, fascistinhas locais tentar forçar a barra e impedir que o povo deixe aflorar o incontrolável amor pelo Mengão. O Flamengo deve ao Rio de Janeiro? Deve. Todo mundo tem um berço. Mas depois que nasce e cresce, ninguém segura mais a criança. Ainda mais uma de 114 anos. O Mengão é do mundo e não tem mais volta. Taí a foto cima, enviada pela camarada punk flamenga Debby Muller Harry, como mais uma humilde prova. Mengão supremo em Maceió.
Beleza. A minha outra bronca vai ficar por conta das seleções. Ano que vem é ano de Copa etc. etc. etc., blá blá blá. Pessoal vai curtir ali na hora. Mas cansei destas selecinhas nos incomodando.
Mas tá beleza. Dizem pela Gávea que o Maldonado, além de jogar o fino dentro do campo, ainda ensina a molecada como deve jogar. Domingo passado ele não atuou e Toró e Airton foram humilhantes. A semente foi plantada. Tô com os caras.
Mas vamos prestar atenção: o jogo mais difícil do ano é este, contra o Goiás. E não digo apenas como elemento de retórica para deixar o pessoal sem clima de oba-oba. Nisso o Andrade é perfeito e faz com sinceridade. Mas é bom lembrar que ano passado perdemos pra esses caras dois pontinhos muito valiosos que nos teriam colocado na Libertadores. E depois de abrir 3 x 0. Agora, me respondam: fossem vocês jogadores guerreiros do nosso time, haveria diferença entre foguetório na madrugada do jogo ou nego prometendo calar a torcida? Como vocês responderiam? O time já tá na pilha e ainda insistem em aumentar a carga, assim como esse irritante e crescente chororô do time da elite paulistana.
Beleza. Nós somos Mengão. Viemos pra chegar. Nada vai ficar no nosso caminho. Exatamente como na letra de We are the firm, dos Cockney Rejects.
Rondi Ramone nasceu em Flamengo, vive em Flamengo e vai morrer em Flamengo.
Mengão Sempre

DSCN0358Galera. E eu que andei na nóia pela volta do Kleberson… Mesmo não sendo um volante daqueles que passam por invisíveis dentro de campo, a volta do Filho de Kleber está aí para provar que a Coluna Rubro-Negra está repleta de valorosos soldados, prontos para manter a continuidade do Processo Flamengo. Como disse Gilberto Cardoso, “o Flamengo não pára, porque o Flamengo é uma força em marcha. Seu destino é a eternidade”.

Coisa linda. Mas não vou deixar passar batido e, mesmo que seja uma opinião impopular, é preciso que seja reafirmada. Para mim, não há outra nação no mundo que não o Flamengo. Geograficamente falando o mundo é um só e estas barreiras políticas vão demonstrando estar aí apenas para encher a paciência da rubro-negrada. De um lado, fascistinhas locais tentar forçar a barra e impedir que o povo deixe aflorar o incontrolável amor pelo Mengão. O Flamengo deve ao Rio de Janeiro? Deve. Todo mundo tem um berço. Mas depois que nasce e cresce, ninguém segura mais a criança. Ainda mais uma de 114 anos. O Mengão é do mundo e não tem mais volta. Taí a foto cima, enviada pela camarada punk flamenga Debby Müller Harry, como mais uma humilde prova. Mengão supremo em Maceió.

Beleza. A minha outra bronca vai ficar por conta das seleções. Ano que vem é ano de Copa etc. etc. etc., blá blá blá. Pessoal vai curtir ali na hora. Mas cansei destas selecinhas nos incomodando.

Mas tá beleza. Dizem pela Gávea que o Maldonado, além de jogar o fino dentro do campo, ainda ensina a molecada como deve jogar. Domingo passado ele não atuou e Toró e Airton foram humilhantes. A semente foi plantada. Tô com os caras.

Mas vamos prestar atenção: o jogo mais difícil do ano é este, contra o Goiás. E não digo apenas como elemento de retórica para deixar o pessoal sem clima de oba-oba. Nisso o Andrade é perfeito e faz com sinceridade. Mas é bom lembrar que ano passado perdemos pra esses caras dois pontinhos muito valiosos que nos teriam colocado na Libertadores. E depois de abrir 3 x 0. Agora, me respondam: fossem vocês jogadores guerreiros do nosso time, haveria diferença entre foguetório na madrugada do jogo ou nego prometendo calar a torcida? Como vocês responderiam? O time já tá na pilha e ainda insistem em aumentar a carga, assim como esse irritante e crescente chororô do time da elite paulistana.

Beleza. Nós somos Mengão. Viemos pra chegar. Nada vai ficar no nosso caminho. Exatamente como na letra de We are the firm, dos Cockney Rejects.

Rondi Ramone nasceu em Flamengo, vive em Flamengo e vai morrer em Flamengo.

Mengão Sempre

Para mim não há 2010. Por Rondi Ramone

qua, 11/11/09
por Arthur Muhlenberg |
categoria Hey Ho Mengo

Saudações em vermelho e preto, multidão incontrolável. Aliás, tenho certeza que qualquer um desses malucos que monitoram os satélites no espaço devem estar se perguntando porque o Brasil mudou repentinamente de cor? É, a quantidade de Manto Sagrado na rua tá uma insanidade. É o Mengão embelezando o mundo.

Mas hoje eu gostaria de falar sobre uma pequena preocupação que me bateu. Que nós, a Magnética, estamos na pilha forte, é evidente. Mas que isso não passe para dentro dos muros gaveanos. Não tá na hora de começar a falar sobre contratações. Marcos Braz, tu acertou em uma porção de coisas até agora, não começa a pisar na bola. Não vem prometer nada para ficar bonito no processo eleitoral. O nosso time é esse que tá aí e, até onde eu sei, 2010 é um ano que não existe. Só existe 2009 e até o fim do mundo, 31 de dezembro, o Flamengo só tem mais quatro jogos e a CBF não permite mais novas estréias. Tô tão radical com isso que até negócio de Kleberson voltar já me deu uma nóia. Dizem os revolucionários que o ponto em que eclode a revolução é único. Elementos a mais podem ser elementos a menos. Eu diria que não está na hora de inserir novas forças produtivas no nosso materialismo rubro-negro, pra não esculhambar as relações de produção que, pelo que ouvimos, nunca foram tão estáveis e desenvolvidas. Deixemos o pau da dialética correr solto após a partida contra o Grêmio, último jogo do Maraca antes da sacanagem do seu fechamento para obras. A revolução está a um passo. Tem que rolar.

Galera, não tem jogo mais escroto e difícil do que esta partida contra o Náutico. Estou me lembrando do dia em que o badaladinho Palmeiras, primeira vítima olímpica do Pet Rambo, foi se debandar para os Aflitos, com torcida gritando “É Campeão”. Foi só 3 x 0 pros alvirrubros, nada mais. Fora o baile. O jogo é dureza! Vencemos lá no ano passado por 2 x 0, com direito a um golaço do Leo Moura no ângulo. Mas o ano passado faz mais tempo que os 40 minutos antes do nada que alardeava Nelson Rodrigues.

Vamos jogar contra o Náutico como jogamos contra o Barueri? Ou vamos jogar como contra todos os ditos grandes times do campeonato, abatidos um a um pelo impiedoso Mengão? Uma das grandes virtudes do Andrade é aquela calma insana. Não rolou dos jogadores absorverem isso aí contra o time da prefeitura de Barueri. Então, guerreiros flamengos, que lêem essa parada aqui com certeza, não entrem em campo achando que o mais difícil já foi feito. Até porque não há louco nesse mundo que ache mais fácil vencer o Náutico do que o Atlético em jogo decisivo. Aliás, falando em Andrade, vocês tão ligados quem é que fez o lançamento pro Nunes matar a galinha na final de 1980, não tão? Corre no youtube e confere.

Vamo lá, Mengão, nada de se empolgar com entrevista no Jô, com chamadinha pro Bem, Amigos, com neguinho dizendo isso e aquilo. Foda-se o favoritismo! Vamos com calma, rodada por rodada, com o sangue nos olhos como na letra do Minor Threat: Vocês me olharam e não acreditaram na minha força, mas agora sabem que o pior está para acontecer.

Não acreditem nos puxa-saco de última hora. Não confiem em ninguém. Só nas cores do Manto.

Beleza. A dica da semana vai para uma banda nova, da Suécia, chamada Masshysteri e vai em homenagem ao silêncio pós Gol Mais Foda Do Campeonato Empatado Com O Primeiro Contra O Palmeiras Que O Pet Driblou Geral Humilhou Todo Mundo E Fez O Marcos Pular Em Vão.


Masshysteri @ Repo Man Records

Thomas Rump | Vídeo do MySpace

Rondi Ramone é flamengo, punk e queria que o jogo contra o Náutico fosse hoje.

Mengão Sempre

Rondi Ramone em: Scene Report de Barueri

qui, 29/10/09
por Arthur Muhlenberg |
categoria Hey Ho Mengo

foto pré-jogo tirada pelo punk de esgoto Fucking Paiva (a.k.a. Sid Vinicious)

foto pré-jogo tirada pelo punk de esgoto Fucking Paiva (a.k.a. Sid Vinicious)

Uma das paradas mais interessantes no punk são as revistas, os chamados zines. São os veículos de comunicação da cena, feitos por pessoas da própria cena, coisa não profissional, mas menos amadora do que a gestão do Flamengo. Dois dos zines mais interessantes do mundo se chamam Maximum RockNRoll e o Profane Existence, muito por conta de uma parada chamada “scene reports”. Uma coisa tipo assim: tu é um guri do interior do Rio de Janeiro e tem uma cena punk na tua cidade. Tu faz um artigo descrevendo a cena e manda pros caras e o mundo passa a saber da tua parada. Achou emocionante? Ficou com uma súbita esperança na humanidade? Pois é.

Fiquei na vontade de fazer um scene report sobre a galera flamenga em Barueri, já que a coisa toda tava indo para um caminho inevitável de alegria. Maioria rubro-negra, negócio de dia do flamenguista, São Judas Tadeu, G4. Muitos ônibus de vários lugares diferentes, do interior de SP, do sul, de Espírito Santo. Prum scene report eu diria que a cena local flamenga que se deslocou para Barueri é forte, bastante motivada e capaz de feitos formidáveis. No entanto, a banda que se apresentou na gig (termo punk para show) estava extremamente desleixada até para os baixos níveis de exigência do punk rock. Não havia um integrante capaz de reorganizar a sinfonia tosca, resultado da desorientação dos outros membros. Cada um tocando sozinho. E tocando mal. Até o Maldonado desafinou. Podia ser até free jazz. Mas um free jazz de merda. Para fechar, um carinha da banda foi aloprado do palco e saiu dodói, quase como um Sid Vicious, usando seu baixo para bater no público. Mas errou o alvo e acertou o cara mais antigo da cena, responsável pelos grandes momentos da comunidade.

E a comunidade estava cheia de esperança. Uma esperança acumulada e que nunca teve tão perto de se concretizar desde o adorado ano de 1992. É por isso que o Juan precisa entender que um passe errado não é só um passe errado. É uma chance a menos de conquistar um título que nego já está louco de ódio para conquistar. E digo outra parada: se vier esse título, o que vai ser desse país? As ruas ficarão loucas, manicômio nacional. Mas aí é outro papo.

Flamengo é foda. É céu e inferno, lado a lado, um rindo pro outro. Senti um clima de que “acabou” entre muita gente. E o stress entre irmãos rubro-negros só fez confirmar essa sensação. Se eu estivesse escrevendo pra valer o scene report de Barueri, gostaria de ter duas grandes bandas entre a escalação local. Uma se chama Operation Ivy e curtia muito a idéia de camaradagem e companheirismo entre os pares da cena. Diziam em uma letra que “há um clima ruim entre meus irmãos hoje. Somos diferentes? Eu digo que somos iguais e não podemos nos entregar à divisão”. Isso vale pra torcida toda, em todo o Brasil e em todo o mundo. Corneteiros, se liguem! Paz entre nós e força na luta pelo título. Na boa. Hoje é quinta-feira. Amanhã é sexta. E depois é dia de recuperação.

A outra banda é formada por uns malucos comunistas europeus chamados DeadStoolPigeon e diziam o seguinte: “Não há muro alto o suficiente que não possamos escalar… juntos! Há esperança. Esperança pra caralho”.

Tu tá de saco cheio de apoiar o Juan? Pode crer. Mas eu prefiro fazer uma concessão e dar confiança pro cara. Pelo menos até o final da parada. Tão lembrados do gol de placa do Pet no parmera? Vão pro YouTube e vejam quem foi que deu o passe certo e bonitão pro sérvio. Não quero perder outro campeonato só pra dizer, no fim, que eu tinha a razão em não apoiar os caras. Isso é coisa de arco-íris. E não se esqueçam: perdemos um jogo depois de dez e estes jogadores que foram lixo ontem, arregaçaram e arregaçarão uma porção de outros jogos. Bora construir uma nova sequência. Lotar o Maraca, que logo não estará entre nós. O melhor para o Flamengo, sempre.

Unidade nos faz mais fortes. Unidade trará a evolução.

Rondi Ramone é flamengo, punk e tá cagando e andando pra negocinho de mala branca.

Mengão Sempre

Hey Ho Mengo em: Pet não está ficando velho, está ficando melhor

ter, 22/09/09
por Arthur Muhlenberg |
categoria Hey Ho Mengo

Depois de passar minhas férias curtindo um solzinho, não poderia deixar de vir pra cá dizer uma coisa pura e simples: sei não, mas, apesar de nego estar com tudo quanto é pé atrás, a última vez que vi um vovô-garoto metendo gol de falta e correndo tipo criança as coisas deram certo. Isso vai trazer o hexa? Provavelmente não. Vai mudar o mundo? Também não. Muito cedo para afirmar qualquer coisa? É muito cedo mesmo. E daí?

O que importa agora pra valer é estabelecer o máximo de relação sinistra entre time e torcida e estes últimos dois jogos serviram para isso. Já foi bonito.

O boss arthurzão estabeleceu um planejamento com etapas a alcançar, indicando que o ponto número um é nos garantir naquele lugar em que nenhum dos nossos rivais de quintal conseguiu sempre estar: a primeirona.

Eu já vou ser até mais humilde. Meu planejamento para 2009 é ter prazer em ver o Mengão. Toda fé que se preze precisa de um retorno, não é mesmo? E nas últimas rodadas fui recompensado. Se o time está longe de parecer o Mengo80, tá longe bagarai também daquele time pouco confiável que vimos no começo do campeonato.

Do jeito que Maldonado e Álvaro redefiniram o conceito de defesa no time; do jeito que o Leo Moura voltou a correr (embora ainda esteja precisando de um pouco a mais); do jeito que o Juan está sacando que se não voar vai perder a vaga pro Everton; do jeito que o Adriano está decidido a roubar a vaga do Luis Fabiano… sei não.

E o Pet… Loucura esse tiozinho. A juventude, meus caros, é um conceito furado. Tô careca de ver moleque com jeito de velho, cheio de babaquice e frescura. Minor Threat uma vez disse que o importante não é a sua idade real, mas se você se sente jovem ou não. Tom Waits e, depois os Ramones, se recusaram a envelhecer. E os Descendents berraram que não aceitar a decadência do espírito. Sem contar o animalesco 7 Seconds que cantava ao mundo inteiro que seriam jovens até morrer. Estou com eles. O Pet também.

Agora vamos ver como a guerreirada se sai no próximo teste. Jogo duro… pra eles.

PS: galera, tá acabando negócio de Maracanã por um bom tempo. Bora lotar todos os jogos pra acabar na alegria do momento, na festa de todas as favelas desse país.

PS2: Aí, Pet, se começar a jogar mal não vou ter como segurar a tua média. Paga em dia, valeu?, foi foda desenrolar esse monte de papo.

Rondi Ramone é jovem, flamengo e não sabe o que foi mais bonito: o gol do Adriano ou o passe do Pet.

Mengão Sempre



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