Hey Ho Mengo XXV split Seja Na Terra, Seja no Mar
Aí, Nação. Quem virou o ano vestindo o Manto? Até eu que não acredito em nada vesti o meu (para garantir, não é mesmo?). Isso se chama dialética do mallandro. Ha ha. E antes de entrar no assunto da semana, vou logo dizendo que o novo acordo ortográfico que espere até 2012. Não vou perder meu tempo corrigindo microondas por micro-ondas – até porque não sei quando usaria este tipo de palavra aqui no Urublog. Talvez numa metáfora ultra clichê jornalística do tipo “com a insatisfação do elenco, que se recusa a treinar em dois períodos, Cuca está sendo cozido nomicroondas”.
Bom, depois desse nariz-de-cera, mais bem conhecida como “enrolação para começar o texto”, não há nada a não ser manifestar minha tristeza com o seguinte fato: o assunto desta semana é quase o mesmo da semana passada. E a culpa é de quem? Do calendário, que nos prega esta peça, nos aplica esta tortura, de combinar as nossas férias (para quem tem férias) com as férias do futebol. Pelo menos do futebol profissional, tenho certeza que nas várzeas e praias a bola corre solta.
Eis, portanto, o Grande Tema, debatido em cada círculo rubro-negro que se amontoa por aí: cadê os reforços? Diretoria acha que tá tudo tranqüilo, pode mandar o Kleber Leite para férias? A coisa tá tão boa que podemos nos dar ao luxo de liberar o Vandinho, pelo qual pagamos R$ 2 milhõezinhos de leve; o luxo de renovar o contrato do Sambueza para entregarmos para equipes de segunda divisão? Não temos problemas na zaga? Vale lembrar que não deixamos de ser campões por falta de gols – índice que lideramos no certame – mas pela quantidade de gols sofridos.
Revolta, revolta e mais revolta. Acima de tudo, um puta dilema: apostar no entrosamento ou na contratação de sujeitos que sabemos que jogam bem de forma isolada, mas que não há como ter certeza sobre seu desempenho num coletivo diferente?
Camaradas rubro-negros, camaradas de fé: eu posso estar enganado, mas quais foram os exemplos de soluções externas que vingaram no Mengo? OK, Fábio Luciano. Este, sim, cabe dentro do quesito “exceção que comprova a regra”. Fora isso, meus companheiros…
Sabe-se lá porquê, mas no Mengo é assim. O sujeito, pra dar certo, precisa virar rubro-negro. Nada que não seja rubro-negro dá certo de verdade. E foi sempre assim. Nestor de Barros, um dos fundadores do clube, teve essa sacada extraordinária. Em 1896, um ano após a fundação, sugeriu a retirada das cores azul-anil, parte externa do pavilhão do clube (formada por listras azuis e douradas, com exceção do quadro negro e seus dois remos vermelhos cruzados). Motivo? O tecido importado para a confecção do colorido pavilhão e uniformes desbotava e era caros demais. Desbotava! Sobrou o quê? O resistente e local vermelho e o negro.
No Mengo, o que é importado desbota. Precisa, no mínimo, um tempo de adaptação para que se transforme em rubro-negro. Rubro-Negro de verdade. Vamos dar a chance pra rapaziada que tá aí, Nação. Boto mais fé num Everton já ambientado, jovem, cheio de energia para dar e no nosso prata-da-casa Erick, do que num Zé Roberto ex-chororô. Na moral.
Agora, é o seguinte: se liguem nestes sons dos jamaicanos do Toots and the Maytals. Não é punk, mas é quase isso. Estou vidradão nisso, a semana toda.
P.S. maneiro: criei um e-mail pra vocês me espinafrarem, elogiarem, trocarem discografias de punk rock e literatura sobre o Mengão! rondiramone@gmail.com
P.S. 2: Que moral o patrão me deu, liberando uma tirinha fuderosa do André Dahmer e do Arnaldo Branco. Curtiram? Comentem aí!
P.S. 3: Começarei a campanha “Construam logo esse CT!” Esta nota estará presente em todas as colunas, até que seja “construído logo esse CT!”
Rondi Ramone é flamengo, punk, e acha que desse time que disputa a Copinha, o Camacho precisava subir para o quadro principal.
Mengão Sempre
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