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Lançamento do 6x Mengão É Hoje!

seg, 22/02/10
por Arthur Muhlenberg |

Convite 6 x mengao 01

Galera hexacampeão do Brasil, geral hoje lá na Livraria da Travessa do Lebronx pra dar um confere nos popstars flamengos que prestigiarão o lançamento de mais um livro do meu cumpadi Paschoal Ambrósio, autor do fuderoso PentaTRI. Dessa vez o tema do livro é HEXACAMPEONATO BRASILEIRO. Nem preciso dizer que essa é uma obra obrigatória em qualquer biblioteca rubro-negra que faça jus ao nome.

O autor relaciona todos os jogos dos nossos 6 (seis, seis, six, sex, sei, sechs, zes) Campeonatos Brasileiros com fichas completas de cada partida. Simplesmente imperdível. Não deixem de levar sua máquina pra papagaiar os vários piratas ilustres que lá estarão. Torcedores e advogados do Ixpó, não percam essa chance de notificar judicialmente logo um montão de rubro-negros ao mesmo tempo.

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Mengão Sempre

Novo Manto Chegou Para Abalar.

sex, 19/02/10
por Arthur Muhlenberg |

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Confesso que não tenho simpatia por nenhum clube brasileiro, acho todos meio sem graça. Ou são pequenos demais, ou têm a camisa feia demais ou moram longe demais da praia. Mas também não desgosto de nenhum dos nossos satélites, sei que todos são importantes. Temos que reconhecer que precisamos deles. Afinal o Mengão tem que pisar em cima de alguém pra poder chegar no topo. E, lógico, precisamos também estar pisando em alguém pra nos mantermos lá, como Foguinho e sua generosa torcida tão eloqüentemente estão demonstrando desde a Quarta-feira de Cinzas.

Na hora que estamos subindo não podemos ficar de frescura, escolhendo onde colocar o pezinho e pedindo licença pra quem tá empatando a fila. E o estilo do Mengão já é bem conhecido: chegar chegando e atropelar geral. Se não agüenta, bebe leite. O Flamengo é que nem mulher muito gata: não precisa ser gente fina e nem precisa da simpatia de ninguém. Pois já tem a paixão de mais de 40 milhões de brasileiros e de alguns milhares de gringos. Quem não gostar que nos processe.

Que é exatamente o que o que os fanfas do tricolor pernambucano (vermelho, preto e (módulo) amarelo) estão ameaçando fazer desde que voltaram ao seu habitat natural, a honrosa, mas subalterna SEGUNDA DIVISÃO. E agora, a cada evento sócio/esportivo/cultural/econômico em que o Flamengo é protagonista, e toma de assalto às páginas dos jornais do planeta, tem sempre um palhaço querendo aparecer e pegar uma abinha na fama do Mengão. Isso é doença e essa patologia tem nome: S.I.V.A. – A Síndrome da Incontrolável Vontade de Aparecer, identificada há muitos anos atrás pelo estudioso Arthur Xexéo.

Uma foto vale mais do 1987 palavras.

Uma foto vale mais do 1987 palavras.

Hoje tivemos mais uma demonstração da crueldade dos sintomas dessa síndrome que solapa a dignidade humana. O Mengão, indiscutivelmente o time mais bem vestido do Brasil, lançou seus belos e scudettados novos modelos do Manto Sagrado em agradável, elegante e bem freqüentada cerimônia na Gávea. Naturalmente, em poucos minutos as imagens da mais bela e significativa camisa do desporto mundial foram mostradas em todos os meios de comunicação de alguma relevância no mundo. Do Wall Street Journal ao Diário de Borborema.

O que os atarefados próceres do tricolor da Ilha do Retiro resolveram então fazer? Furibundos, foram direto para a Rádio Jornal do Comércio (De Recife para o Mundo, como diz seu humilde slogan) ameaçar com processos e ações judiciais ao Flamengo, à Olimpikus e a quem mais cometesse o crime gravíssimo de aceitar a realidade dos fatos revelados na última edição do Campeonato Brasileiro. Ou seja, os caras que deviam estar se preparando pra enfrentar o perigoso Belo Jardim FC ou o Pesqueira pelo Campeonato Pernambucano querem processar quem acredita que o Mengão é hexacampeão brasileiro. É muita falta do que fazer, né?

Nem vou entrar no mérito da questão, já falamos nisso tanto que o assunto já ficou até chato. E provavelmente teremos a oportunidade de explanar pessoalmente nossos pontos de vista nas oitivas que advirão no curso do que será o maior litisconsórcio da história do direito mundial, deixando muito pra trás os expurgos de Stalin. Os caras tão mesmo a fim de nos matar de rir.

Processar o Flamengo? Nos vemos no tribunal.

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Mengão Sempre

Tô Legal de Urublog.

sex, 12/02/10
por Arthur Muhlenberg |
categoria HexaCampeão

filho bastardo

Galera, eu adoraria passar os próximos 3 dias de folia escrevendo posts e moderando comentários aqui no Urublog. Mentira, eu não ia adorar coisa nenhuma. E aproveitando que o Mengão tá de autos vou dar uma parada aqui na bagaça. É carnaval e pretendo curtir a festa da carne sem me preocupar com esses mimimis de ocasião. Se o ixpó quiser me processar tá tranqüilo, mas vou passar o carnaval inteiro com minha faixa de HexaCampeão do Brasil. Se eu fosse vocês faria o mesmo.

Bom carnaval pra todos. Nos vemos no tribunal.

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Mengão Sempre

Bandeiras Rijas

dom, 10/01/10
por Arthur Muhlenberg |

personalidades-poetas-franca-mallarme-manet

de Gustavo Chataignier Gadelha
para blogdoflamengo@globo.com
data 10 de janeiro de 2010 20:54
assunto Alou e poesia ao Hexa

Prezado Arthur,

Como vai ?

Antes de mais nada, saudações rubro-negras..

Tomo a liberdade de lhe escrever sobre O Mais Querido, mais especificamente, sobre o Hexa.

Foi um primo meu que me recomendou seu site/blog, e aproveito a ocasião para lhe parabenizar pela diversidade de assuntos abordados em torno do Mengão – não deve ser fácil inventar, cavar e criar tantas pautas.

Aliás, que o jovem Saba não se torne Bujica ou mesmo Pintinho.

Há alguns anos estou estudando em Paris, e minha forma de comemorar o título (uma delas) foi fazendo uma poesia. Rubro-negros em grande medida desconectados (pelo menos por aqui, claro), inverno rigoroso e coisas afim, eis o que me motivou (além de um texto de um outro rubro-negro chegado aos versos, ou melhor, prosa, o grande Afrânio Santiago).

A tal da justin tv deu tilte inúmeras vezes ao longo do campeonato, mas a Rádio Globo deu conta dos sem número “atirou… entrou!!!”

Espero, enfim, que você curta os versos que cometi.

Forte abraço

E rumo ao Tetra e à Libertadores,

Gustavo Chataignier Gadelha.

HEXA

“Eu teria um desgosto profundo

Se faltasse o Flamengo no mundo”

O gol primeiro

Foi de zagueiro

O gol segundo

Fez nascer outro mundo

O mundo que esperávamos

Segundo as expectativas

Segundo o que se fazia

Segundo o que se desfazia

Segundo as exigências

Do incerto giro

Turvo contorno

Deus não veio,

Descartado pois com Descartes,

Nietzsche morreu,

Sem conversa ao sol,

A Revolução, traiçoeira,

Insiste em se desmentir,

Os Beatles acabaram,

Não tens sequer cão

A ladrar benfazejo

Após inexplicáveis horas

De labuta mal e mal tabulada,

O riso rotundo é escudo contra o horror

Por delicadeza,

Rejeitaste as loas

De universo disponível

Ao mágico clique

Que parece sorrir,

Medusa descabida

Na opção pelo deserto

De certo,

O puído manto

Cujo encanto

Guardas pelas ruas

De invernal continente

O Espírito do Tempo

Empurrara a majestade esférica

Ela rola por sobre si

Feérica

Em busca de quem

Lhe acolha com impeidoso golpe

Tão logo achada a morada

Parte a esfera

Unindo tempos e pontas

- 1980, 1982, 1983, 1987, 1992, 2009 e além

Comungam unidos ao redor

De espalhada nação

Alguns no estádio

Com bandeiras rijas

(Contas e alfarrábios

Confirmam o inútil:

Vencer é imperioso)

Outros distantes

Grudados em alto-falantes

Onze guerreiros

Saem do vestiário

Defronte presto

De não menos pujante adversário

Com fontes e musas de reversa

Domingo não é,

O horário se concentra

- E não adianta contar até noventa

(Ao passado pertence o Ser-penta)

Os andrajos de Andrade

Os ecos do Galo

A oriental sabedoria de imoredoira Tóquio

Enfrentam a serpente da maldade

Fincam nas corredoiras chuteiras pés-de-vento

Toca Moira a sinfonia única

Das massas desinformadas do desfecho

Filho de Anastácia calada

Instrui os seus

Com clangores aos céus

Da aldeia loteada

É oca a imensa taba

Ladeada por afluentes

Que correm sem se interessar pelo destino alheio

Chega o gringo pelo canto

Seu staccato arranca os sentidos,

Serve àquele que vem

Agitando-se o coro aflito

Some pelo túnel responsável

Sendo este seu quinhão

Se o ataque queima o pé e a língua,

A defesa vai à proa,

Resgata do naufrágio

A Regata,

Se esta toma um tento de canhão,

É o goleiro que relança a peleja,

Muro andante,

Se a pelota engasgar,

Seremos muitos os fiéis

Marcando futuros encontros

Malgrado o pigarro mal dormido

A realeza se concretiza

Com a partida toda cosida

Contudo, só depois de fatídico apito

Que alguns não verão

(Os velhos do peito, os novos de alma,

Cegos encastelados,

Infelizes escravos do tempo)

No eterno conflito dos gramados

Singelo príncipe desprovido de armada não faz resultado

São onze prolongamentos

Daquilo que é e não é

Onde os dez mandamentos

Vão às favas

(Que em breve recomeçarão)

Os entraves da trave

Balizam o arredio placar

Da ciranda

Emplacada pelo espetáculo

Já vencedores

Contudo ainda atônitos

E sem saber o linguajar dos vivos

Reconhecem

Na redundância da bola

A verdadeira majestade

E, exaurido,

Todo sangue é carvão

O anel dos anéis

Se abraça

É de novo manhã

Em cada assento

Do Maracanã

Nova Babilônia

Atirou.

De novo.

Olho no lance.

Lançam-se os dados.

Atirou.

Entrou.

Nesta vez, e não em outra

(O hemisfério escuro ainda vaga)

Manifesta-se

O Deus da raça

Anjo sem asas (sim!)

De alhures vindo

Sobe o necessário

Por vozes insuflado

O sertão virou mar

O Mar virou sertão

Toda várzea

Ali tem vazão

Cidade das Luzes e grotão

O time de botão

Sagra-se campeão

São/somos salvos

Menos que sãos

A origem é o alvo

Evoé,

Cidade Maravilhosa

Canta o globo inteiro

- A Terra é do Mengo,

Né di deus nem du diábu

Foi chegada a hora

Que demora

Que fica

Em que nem mesmo

A vilania de astuto Espírito

Pesado de males mil

Mal amada bagagem

Contesta

(E contestou)

- O Mengão é hexa.

Por Gustavo Chataignier Gadelha

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Mengão Sempre

Петковић је Фодаралхо

qui, 07/01/10
por Arthur Muhlenberg |

Sugesta do Pedro Neschling

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Mengão Sempre

A Verdade Sobre 87. Mais Uma Delas.

ter, 05/01/10
por Arthur Muhlenberg |

O campeonato sem fim

O grande debate surdo começou na segunda-feira, dia 7 de dezembro. Ele já vinha se ensaiando, em escaramuças virtuais, mas claro, ganhou força assim que o Flamengo conquistou seu (quinto, sexto?) título brasileiro com a vitória sobre o Grêmio. Os rubro-negros cariocas, muito enfaticamente, celebraram o hexa, e o empate em numero de conquistas com o São Paulo. Os tricolores paulistas, claro, ironizaram – dizendo que 1987 não foi título, porque a CBF não reconhece etc. E torcedores do Sport Club Recife, bom, esses… estrilaram.

É uma discussão que se arrasta há tanto tempo – mais de 20 anos – que dez entre dez cronistas esportivos bufam, sopram e grasnam diante dela. Você deve ter lido e ouvido um caminhão de gente dizendo que não agüentava mais falar sobre o tema, que ele era insuportável, mala, ugh, mais chato do que um videoteipe da Fernanda Young se auto-entrevistando e posando nua ao mesmo tempo. Este escriba aqui, arriscadamente, discorda. A discussão está longe de chata. Pelo contrario – ela é fascinante. E é assim porque é uma típica história brasileira – repleta de macunaímas e capitães nascimento.

Procura-se

O debate é surdo porque nenhum dos lados quer, no fundo, ouvir o outro. O torcedor quer apenas vestir seus argumentos como fatos, apresentá-los e usá-los em favor de seu time. O mais interessante, pois, é como a discussão sobre o hexa-penta (ou penta-hexa) expõe a matéria-prima de todo e qualquer torcedor: o viés. Em nenhum idioma, a idiossincrasia do fã de futebol foi tão bem captada como no Brasil: o verbo torcer nasceu de um hábito das finas torcedoras do início do século XX: elas, agoniadas com os dramas em campo, torciam lenços com as mãos. Mas, de lá pra cá, o verbo galgou parâmetros.

O que fazemos, na arquibancada, é torcer a realidade a nosso favor. As faltas a favor do nosso time são evidentes. As faltas contra nosso time nunca existem. O juiz rouba contra nós – sempre – a não ser quando marca aquele pênalti incrivelmente inexistente e bom, aí, é “errou, né, mas já cansaram de errar contra nós” ou “o juizão é nosso” (o que é claramente perdoável). O torcedor tem a isenção do leão diante da zebra.

Exemplo?  Procure MEIO torcedor do Flamengo que não considere o titulo de 1987 como brasileiro. É mais fácil encontrar um branco não-turista em Soweto (Informe Copa 2010: em Soweto, vivem três milhões de negros e 16 brancos).  Por outro lado, procure MEIO torcedor do Sport que diga que o time não é o único campeão daquele ano.  Procure mais – busque um torcedor de Vasco, Fluminense ou Botafogo que não torça o nariz implicante e diga “hexa sem ser penta… deve ser a primeira vez”.

E é por isso que a discussão é interessante – ela é um típico debate brasileiro sobre futebol. Foi Nelson Rodrigues, ecoando o filósofo alemão Johann Gotlieb Fichte, que sintetizou o viés do torcedor:

-       Se os fatos me desmentem… pior para os fatos.

Toda santa discussão de futebol – seja no bar, no gabinete ou no planalto – tem viés. Tem lado. Futebol é fascinante justamente por isso – por ser um jogo que acaba mas não termina. A vitória em campo é, sem dúvida, a mais importante. Mas depois dela se seguem inúmeras e infinitas partidas morais. Exemplo: que torcedor do Corinthians não se irrita quando questionam a legitimidade do titulo brasileiro de 2005 apresentando o football card do Márcio Rezende de Freitas?

Questionar a vitória alheia é parte da dialética do futebol. Como torcemos pelo bem (nosso time) contra o mal (qualquer adversário), precisamos entender a derrota, justificá-la, explicá-la, digeri-la. Precisamos de argumentos que permitam estender a discussão maior – e eterna – que é a narrativa infinda da rivalidade.

E é no cenário desta narrativa que 1987 se insere – e continua vivo – como o campeonato brasileiro por excelência. Como o campeonato que nunca vai terminar – continuará sempre aberto – como uma fresta a expor nossas virtudes e mazelas. Sim, virtudes e mazelas porque o que aconteceu em 1987, dois anos antes da eleição que Lula perdeu para Collor (é…) e da assunção de Ricardo Teixeira ao poder… tem muito a nos dizer sobre o futebol (e o país) de hoje.

É uma história de interesses políticos e comerciais – de enfrentamento entre capitanias hereditárias e um arremedo de capitalismo – que ilustra quão difícil é a construção de um futebol de mercado num país continental. Examinemos, pois, o que plantou essa história sem fim – percebendo como a genuflexão de fatos pode atender este ou aquele freguês. Voltemos pois até 1986, quando começa nossa história.

Gustavo Poli

Tá gostando desse desenrole? Apesar da imparcialidade, que não compartilho, também curti. Então leia o resto do texto no Blog do Gustavo Poli. Pra quem não tem saco de ler tudo eu arrisco um resumo.

No seu texto o Poli demonstra documentadamente que o Flamengo se diz campeão de 87 porque ganhou dos maiores times do país jogando mais bola.  E que o Ixpó foi safo ao alugar um helicoptero pra ir até Angra pedir pra uma juiza cassar uma liminar. Ou seja, ele deixou bem clara a diferença das qualidades dos méritos dos dois postulantes ao titulo.

Do Flamengo de 87 é desnecessário dizer qualquer coisa, do Ixpó não se pode dizer nada, na Internet  não se encontra nem o nomes dos seus  jogadores  e o Judiciário e suas ilegítimas incurssões no futebol falam por si mesmas.

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Pra comprar o Manual do Rubro-Negrismo Racional:http://www.7letras.com.br/detalhe_livro/?id=796

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Mengão Sempre

Falem Mal, Mas Falem de Mim.

seg, 04/01/10
por Arthur Muhlenberg |

Chegou o Hexagerado 00111

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Muita gente reclamando dos comentários em que se cobram contratações e reforços pro Flamengo. Tem também quem reclame que eu não faça um post sobre esse rebarbativo tema. Pros reclamantes (chato pra cacete) só posso recomendar paciência. Não vou ficar aqui dando moral pra especulações e cavadinhas. Se o Mengão contratar alguém, beleza, escreverei dezenas de posts. Antes não.

É verdade que falta assunto, mas o Urublog não pode parar. Por isso tratem de aturar a irrelevância de certos assuntos aqui abordados. Hoje, por exemplo, vou publicar a primeira resenha do meu livro Hexagerado que alguém se deu ao trabalho de fazer.

O autor dessa proeza foi o Pedro Migão, que tem o blog Ouro de Tolo, e que além de grande rubro-negro é freqüentador assíduo de vários fóruns onde se discute o Flamengo acaloradamente. Resumindo, é mais um jabá do Urublog. Leiam aí e vejam se concordam ou não com o cara.

Resenha Literária – Arthur Muhlenberg

Hoje a nossa Resenha Literária é um pouquinho diferente. Dois livros juntos, do mesmo autor, lidos em sequência e que, de certa forma, se sequenciam.

Os dois exemplares são uma coletânea dos artigos escritos pelo autor, publicitário, em sua coluna no Globoesporte.com – ele é o blogueiro oficial do Flamengo na página. Alguns textos sofreram correções, segundo o próprio autor, mas em essência mantém o mesmo espírito galhofeiro de sua publicação original.

“Manual do Rubro Negrismo Racional” consiste de crônicas escritas entre meados de 2007 e a decisão do Campeonato Estadual de 2009. É um bom arquétipo do rubro-negro, para quem a maior vitória é simplesmente magna e espetacular, e a maior derrota siginifica o cataclisma final dos tempos.

Simplesmente brilhante é a classe e a fleuma irônica com que o articulista debocha dos clubes rivais do “Mais Querido”. Somente por este aspecto os livros valeriam a pena. Ironia esta também utilizada contra a diretoria, em especial no primeiro livro.

“Hexagerado” conta, rodada a rodada, a saga que levou o Flamengo ao sexto títilo de campeão brasileiro.

O exemplar possui um grande mérito, que é o de registrar com absoluta fidelidade a montanha russa de emoções vividas por nós torcedores no andamento da competição. Desde o início claudicante, a má fase de meados do campeonato – quando a zona de rebaixamento parecia mais próxima que o campeonato – até a brilhante arrancada final, está tudo lá. Com direito a brilhantes definições dos adversários:

“Mesmo com Celso Roth no comando e seu pestalozziano elenco, o atletiquinho ocupa a liderança por méritos próprios. Ao contrário de sua psicopata torcida o time mineiro parece ter pleno conhecimento de suas limitações e trata de aproveitar o momento antes de tomarem o inevitável caminho rumo ao Jockey Clube de Assunción, destino final de nove entre dez ocupantes da liderança na primeira metade do Brasileirão. E dizemos isso sem o menor traço de despeito, falamos por experiência própria.”

(pp.40, antes do jogo do primeiro turno. Profético)

Curioso é que ele em determinada altura do campeonato passa a fazer exatamente a conta que eu fazia: quantos pontos faltavam para escapar do rebaixamento.

Sem dúvida alguma, escrito no calor das horas, é indispensável para se entender a nossa campanha vitoriosa de 2009. Aliás, confesso que gostei muito mais dos textos agora, com um certo distanciamento, do que na época. Acho que é efeito da emoção maior ou menor, porque as crônicas são muito boas.

Na Livraria da Travessa os dois livros encontram-se disponíveis para compra via internet. Os dois exemplares, juntos, custam R$ 43. Um preço bastante módico para a qualidade apresentada. Vale muito a pena.

Pedro Migão

No video, Alice Triplex mostrando sua forte inclinação para a intelectualidade e o poder dos genes rubro-negros.


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Mengão Sempre

2009 – O Ano do Hexa, Mané!

qua, 30/12/09
por Arthur Muhlenberg |

sixfinger

É isso aí, galerinha, o ano acabou. Tem hora marcada pra fechar a tampa, às 23h59min do dia 31 de dezembro 2009 inapelavelmente terminará. Que peninha dele, e de nós também, porque o ano pra gente foi bom bagarai. Deu quase tudo certo e noves fora as enchentes, inundações, tornados e tsunamis a Magnética vai sentir uma saudade danada dos últimos 365 dias.

Não pretendo de modo algum ser definitivo, já são quase 3 da manhã e a essa hora a memória já não funciona com força total, mas acho que é possível fazer uma lista sintética dos nossos grandes momentos doismilenovescos sem maiores esforços de apuração. E essa lista pode, e certamente será, ser expandida por vocês com seus doutos, equilibrados e imparciais comentários. Os subtítulos são links pros posts da época.

1. PentaTri
Esse é indiscutível e ninguém precisa se prender a detalhes pra anabolizar esse grande momento. Basta imaginar o inferno que se tornaria nossa vida se não tivéssemos sido capazes de doutrinar severamente a arcoirizada municipal para constatar imediatamente que o Pentatri foi seminal para tudo que se seguiu ao longo do ano. E no bojo dessa maiúscula conquista ainda vieram alguns penduricalhos assaz agradáveis.

Como a grata surpresa do Sheik, um caso de amor ao Manto realmente louvável. Pena que na hora que a janela abriu o Sheik deu uma checada no talão de cheques dos xeiques e vazou. Mas aí pode colocar a culpa na mão invisível do Pai Adan Smith de Angola. Com ela ninguém pode.

Outro penduricalho de extrema importância foi a conquista da hegemonia estadual. Condição honorífica por nós tenazmente perseguida desde 1915 e, graças ao pré-falimentar e geneticamente incapaz de dar uma volta olímpica na vida Foguinho, facilmente arrebatada das mãos delicadas dos rapazes de Laranjópolis em mais uma vitória miscigenante da mulambada que domina o mundo. Para não ser óbvio na minha apologia só digo que foi bom demais fechar o Túnel Rebouças por 3 anos seguidos. Mas dizem os experts que só fica legal mesmo depois de fechar o túnel por 4 anos seguidos. A conferir.

2. A chegada da OLK
Bastou a belicosa, e muito fraca em distribuição, Nike vazar da Gávea para se instalar um novo clima em nosso reduto. A Olimpikus deu um sacode no astral do clube, botou geral de roupa nova, com dinheiro no bolso e ainda por cima trouxeram o Adriano Imperador debaixo do braço, ele que é um melhores momentos as himself. Nada mais justo que os magnatas vulcabralianos estejam enchendo as burras de dinheiro vendendo Mantos como se fossem ações do Google.

3. Ôôôôôôôôô Imperadô Voltô!
O Mengão Fuderosão Master até que vinha fazendo o serviço direitinho. Mas sempre esbarrando numa inaceitável e pouco masculina deficiência no ataque. Era um time que tocava a bola até encher o saco da defesa, mas que era de uma inoperância ofensiva deprimente. Com a chegada do Impera à Gávea saíram de cena os chutinhos Hello Kitty e as goleadinhas de 1 x 0 e entraram os pastéis da Vovó Wanda, os bondes bolados da Vila Cruzeiro e os gols. Foi uma excelente troca em todos os aspectos.

4. É o Pet, é o Pet, é o Pet!
Dejan Petković – em sérvio Дејан Петкови. É uma lástima que alguns de vocês não entendam perfeitamente o sérvio, pois o nome do homem já diz tudo. Vejam esse trecho de sua biografia e perdoem meu péssimo cirílico:
После две представе, “Странац”, да би се вратио магију: Он је постигао први гол утакмице притиском углу (његов други гол из угла у лиги) против Атлетико Минеиро у Минеира̃о, а затим постављен трећи у лиги да са губитка Фламенго (assim que se escreve Flamengo em sérvio) је резултатом 3 кс 1, изгубити позицију за то, дешава да заузму четврто место. Бројање са проблемима лидера, клуб је постигао за вођство први пут у шампионату у претпоследњем колу. Аустралијски шести наслов, прво у седамнаест година Фламенго, задржала је са узнемирени освојити око 2 кс 1 Грємио у Марацана, са “Фиве” поново користећи своју нову специјалност, углови у подршку његове левом углу Циљ наслову (који је до тада, уз реми у делу је добијање Међународне) Роналдо Ангелим. Први циљ (Давид), такође се појавила у углу терети за њу.
Incrível, não?

5. Queda de Cuca
Nada contra ele, nada mesmo. Até andei levando muita porrada por defender sua permanência. Mas depois que ficou claro que o elenco não tava a fim, desisti de minha cruzada pela continuidade no comando técnico. Verdade seja dita, foi só o cara sair pro Flamengo virar outro time.

6. Ascensão de Andrade
andrade e o hexageradoNunca antes na historia desse país houve um quebrador de tabus como Andrade. Foi o nosso primeiro técnico a vencer o Brasileiro no mesmo ano em que vencemos o Carioca. O primeiro a comandar o time numa vitória na Vila Belmiro desde 1976. Foi o primeiro técnico nascido em Juiz de Fora a ser eleito o melhor do campeonato e por aí vai. Andrade chegou e tudo mudou. Comandou o time em campo e fora dele, trabalhando a cabeça da rapaziada e sendo sempre um exemplo de conduta. Caso raro de um monstro que conseguiu ficar ainda maior depois que parou de jogar. Grande, enorme responsável pelo hexa, a quem dediquei meu humilde livrinho Hexagerado e fiquei amarradão de entregar pessoalmente. Pela cara que fez pelo menos da contracapa ele gostou.

7. O Mengão no Sapatinho
A trajetória do Mengão ao longo do campeonato, o jeito com que ele passeou pelas diferentes altitudes da tabela com elegância e masculinidade, sem nunca apelar pro chororô e honrando o Manto de maneira inequívoca foram de uma beleza extremada. Não tenho vergonha em admitir que ainda ao fim do primeiro turno já tinha abandonado qualquer esperança de triunfo. Foi exclusivamente a postura do grupo, que demonstrou cabalmente sua real capacidade em partidas memoráveis, que reacendeu as minhas esperanças.

Confesso que andava com tal desconfiança da capacidade de certos elementos em nosso grupo (que me fizeram engolir cada palavra insultuosa que proferi) que julguei que tal titânica realização jamais seria alcançada. Palmas pro elenco, comissão técnica e cartolada que souberam segurar a onda com muita moral. Ainda bem que nem eles e nem vocês dão ouvidos a corneteiros sem noção como eu. Porque se não fosse a torcida acreditar junto com o grupo nada disso teria acontecido e ainda estaríamos naquela fila maldita.

8. Fuderosão x Porco

9. Flamengo x Galinhas Mineiras

10. Hexacampeonato.
Nem vou falar nada, tudo já foi dito sobre esse título tão doce pra nós e tão amargo pros mortos de fome e  pros carentes de fé genuína de todo o Brasil. Eu mesmo já falei tanto nisso que escrevi até um livro. Agora só quero dizer uma coisa: Chuuuuuuupa arcoirizada malvestida! Vão ter que aturar!

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3 Wallpapers Sinistros do Cidadão Rubro Negro

sex, 25/12/09
por Arthur Muhlenberg |

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Eles aparecem meio deformados aqui pelas limitações gráficas do Urublog, mas quando você baixar eles ficam na proporção normal.

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Tela Quente é Coisa de Segunda

qua, 23/12/09
por Arthur Muhlenberg |

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