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Uh Uh Vamo Invadir!

Qua, 10/09/08
por Arthur Muhlenberg |

A Onda Rubro-Negra Vai Invadir GeralRubro-negro, se você tem disposição, saúde e dinheiro pra encarar a viagem o seu lugar no domingo é na arquibancada (sem cobertura) do estádio do Jardim Leonor. Ao contrário de certas torcidinhas que só botam a cara em lançamento de camisa e desfile de moda, a Magnética já decidiu que vai invadir Bambyland e chegar chegando.

É sempre um prazer ir às terras estranhas e confirmar (pra horror das donas de casa) que somos mesmo o Maior do Brasil. Ainda mais em São Paulo, cidade cheia de atrações pro pré e pro pós-jogo. Não sejam roceiros como alguns dos nossos próximos adversários, reconheçam as qualidades de São Paulo (a cidade) e aproveitem.

Pode ir sem medo, porque apesar de alguns babacas que pagam mico aqui no Urublog fazerem questão de demonstrar o contrário, a torcida do São Paulo é civilizada e recebe muito bem os rubro-negros. Pra quem tem tempo sobrando e puder ir um dia ou dois antes listei abaixo algumas boas opções de rango pro período “enquanto a bola não rola”. Se liga aí:

Esfiha:
A melhor da cidade é do Effendi, que fica na Rua Dom Antônio de Mello, 77, bem no coração do Bom Retiro. A esfiha é sensacional, feita à moda armênia e custa só 2 reais.

Filé:
O melhor de São Paulo é o do Moraes, restaurante antigão no Centro, muito tradicional. O filé é gigantesco (430 g), vale os 40 reais cobrados e dá pra dois dividirem numa boa. Fica na Praça Julio Mesquita 175 e tem uma filial na Alameda Santos 1105.

Acarajé:
A torcida do Flamengo tem forte representação em todos os estados do Brasil. Por isso mesmo temos que dar uma dica pros baianos rubro-negros que participarem da invasão. E o melhor acarajé de São Paulo fica em Moema, numa padaria chamada Pão de Festa que também serve uma moqueca sensacional, entre outras iguarias baianas. O acarajé completo (vatapá, camarão e salada) custa 7 reais. Rua Araguari, 84, Moema.

Sanduiche de Pernil:
Do lado de fora do Morumba rolam várias barraquinhas com sanduíches de pernil bem razoáveis, mas nada se compara ao do boteco Estadão, no Centro. A casa é famosa pelo seu incrível sanduíche de pernil (pernil, tomate, pimentão e cebola no pão francês) e fica aberto 24 hs. O Estadão fica no Viaduto Nove de Julho, 193.

Pastel:
O melhor disparado é da Barraca do Zé, na feirinha em frente ao Pacaembu.Tem recheio de tudo nos pastéis do cara, mas ele se garante mesmo é nos tradicionais queijo, palmito, camarão e no especial de carne (boi ralado com mussarela, tomate e azeitona). Custa 4 reais e vale cada centavo. Praça Charles Miller, s/nº (feira do Pacaembu). De 5h30 às 15h (ter., qui., sex. e sáb.).

Coxinha:
A mais cascuda de todas é a do Frangó, com muito catupiry. O Frangó é um pé-sujo tradicional, com uma carta de cervejas sinistra. Fica no Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 168 - Freguesia do Ó.

Tem mais alguma dica esperta em Sampa?  Divide aí com a gente nos comentários depois de dar um confere nesse video sugerido pelo Thiago Pastore. Vai magoar legal os cervídeos.

Mengão Sempre

Segura Essa Vaga, Garoto!

Ter, 19/08/08
por Arthur Muhlenberg |

Vai moleque!Lá no Blog da Flamengonet não rola essa ditadura absolutista, totalitária e antidemocrática que implantei aqui no Urublog. Lá, um blog civilizado e respeitoso, o torcedor tem vez pra externar seus pensamentos e não precisa ficar batendo palma pra maluco e me elogiando pra ver seus comentários publicados (como eu deliberada e canalhamente faço por aqui). 

Mas é aquele negócio, cada um no seu quadrado. Só sei fazer assim e fico muito satisfeito de ver os palermas da arco-íris indignados, tirando as calças pela cabeça por causa de alguma besteira que eu escrevi. É muito maneiro mesmo. 

Maneiro ficou o texto do meu camarada e grande rubro-negro Dão Tavares, que explanou com arte sobre o novo moleque de ouro da Gávea, finalmente titularizado pelo preclaro Caio Junior. O texto dele foi escolhido pra ser publicado lá no blog  e eu aproveitei pra roubar e publicar aqui também. Lê aí, porque ficou muito bom o texto do cara. 

Acho que entendo um pouquinho de futebol, porque o que nosso querido técnico levou alguns meses de treinamento e cinco jogos para comprovar, eu já tinha observado em apenas um jogo, e olha que nem foi um jogo completo - o então junior Airton (foto), no jogo contra o Bacalhau pelo campeonato estadual, simplesmente havia destruído. Chamou-me a atenção pelos desarmes precisos, sempre na bola e sem precisar dar porrada ou cometer faltas como os “colegas” de posição. Dominávamos aquele jogo, mas, infelizmente, e talvez até por falta de ritmo, o garoto acabou saindo com câimbras. O setor de meio-campo ficaria enfraquecido e o Vasquinho foi lá e empatou. 

O garoto continuou treinando, ficando no banco de Jailtons e Cristians da vida sem reclamar, mesmo pegando o buzão da linha 382 que faz o trajeto Piabas-Carioca. É chão. Curiosamente, o menino de Nova Iguaçu tinha passado a morar no Ninho do Urubu, onde treinam os juniores, exatamente para evitar as longas horas de viagem. Quis o destino que ele tivesse que viajar outras longas horas assim que foi convocado a treinar entre os profissionais. 

Daí veio o campeonato brasileiro e, no segundo tempo do jogo contra o Galo, no Mineirão, ele entra no time. Uma pedreira. Nervoso, já no primeiro lance abre demais os braços e acerta um alvinegro. O árbitro amarela o cara, mas ele não se intimida e simplesmente anula um tal de Danilinho que, mesmo com pouco mais de metro e meio, aterrorizava a zaga rubro-negra. Depois veio um clássico, outro contra o Bacalhau. O garoto simplesmente tira onda no meio campo e joga fácil, durante os 90 minutos. Nem parecia que estava jogando o Clássico dos Milhões. O Mengão domina o jogo e sapeca mais três pontos. Foi naquele jogo que ele começou a me lembrar um craque das antigas. 

Marcinho e Renato Augusto já tinham sido vendidos e, logo depois, começaria uma seqüência de maus resultados que afetam as mentes da torcida e do técnico. Veio o jogo contra o Palmeiras lá no Chiqueiro. Toró sai da equipe no segundo tempo, sentindo a coxa e quem vem pra fogueira? Ele mesmo, o experiente Airton no auge dos seus 18 anos. E, mais uma vez, ele entra bem, com mais uma seqüência boa de desarmes. Na malandragem, arruma ainda uma expulsão do Léo Lima no fim, que depois causaria sua suspensão pelos “bons moços”do STJD.

Contra o Goiás - na minha opinião, sua melhor partida -, Airton substituiu Dininho e, logo de cara, deu um balão duplo no meio-campo, o segundo penteando o cabelo do Paulo Baier (ou o que restou dele). No Serra Dourada, ele mostrou que, além dos desarmes precisos, sabia fazer a ligação direta para o contra-ataque. Não limitava-se a passar a bola ao meia. Mais uma vez, fez com que eu lembrasse de um craque das antigas, que na década de 80 vestia a camisa 6 do Mais Querido. 

Contra o Atlético Paranaense, confesso que não posso dizer como foi sua atuação, deixo para vocês, pois foi no mesmo horário da festinha de um ano do meu moleque e, com apenas duas mãos, não sabia se o segurava no colo, se bebia mais um copo ou se passava um rádio para que alguém me contasse do andamento do jogo no Maraca. 

Bem, nesses cinco jogos pelo Brasileiro, muitos deles entrando somente no segundo tempo, Airton fez 15 desarmes e apenas cinco faltas. Mas já levou dois amarelos, aliás, o segundo bem merecido, pois deu um pontapé no jogador do Goiás já caído no gramado e quando a bola já tinha passado uns dois metros.

E é aí que volto a falar do grande jogador a quem ele me faz lembrar. Alguém que atende pelo apelido de Tromba. Desarmava como ninguém, sabia ligar direto o ataque e, de vez em quando, perdia a cabeça e acertava um pontapé no adversário, fator que o levava mais cedo ao chuveiro. 

Podem achar que estou exagerando, mas quem trouxe o moleque do Nova Iguaçu foi o Adílio, que pode até não ser um ótimo técnico para base, mas jogava muita bola e conhece Andrade como ninguém. 

Diante disso, humildemente eu peço: Airton, não me decepcione, segura essa vaga! 

 

João Claudio Tavares, o Dão, tem 28 anos, é formado em Turismo, trabalha como assistente administrativo e mora no Rio de Janeiro. 

Mengão Sempre

Aaaaaah! É Paraíba!!

Qui, 14/08/08
por Arthur Muhlenberg |

Quem espera sempre alcança. O cara levou 33 anos pra jogar num grande clube. Demorou, mas abalou. Veio logo jogar no maior de todos. Chegou cheio de moral, mas é bom ir se preparando pras cobranças. A galera quer ver gol. Boa sorte pra ele.

Mengão Sempre

Juan Junior - Marrentinho e Esquerdista

Ter, 08/07/08
por Arthur Muhlenberg |

Há mais ou menos 3 anos ele é, sem sombra de dúvida, o melhor lateral esquerdo do Brasil. Se a força do Mengão nesse período se deve em grande parte aos laterais é inconcebível ver o Fla sem suas arrancadas pela esquerda, sua visão de jogo e, agora é moda, suas cobranças de falta que estão cada vez mais perigosas. Que fase atravessa o nosso Juan (ele é Junior também, agora tá explicado). Graças a Deus ninguém se lembra dele nas convocações pras seleções mais sem moral da história do futebol brasileiro.

Quem é que liga pra essa Seleção descaracterizada, mercantilista e boba? Juan é titular da Seleção da nação, a Nação Rubro-Negra, claro. Já tava na hora dele ter um post só pra ele. Até mesmo porque do jeito que ele vem gastando a bola nesse Brasileiro será um milagre se até do fim de agosto não aparecer alguém na Gávea com o um saco cheio de euros pra levar o menino embora. Sente a ficha do garoto de ouro da Gávea.

Juan – Juan Maldonado Jaimez Junior, lateral-esquerdo, nasceu no dia 06/02/1982, em São Paulo (SP). Veio do Fluminense. Estreou no dia 22/01/2006 (Portuguesa 2 x 2 Flamengo). Tem 138 jogos e 20 gols pelo Flamengo. Campeão da FA Cup em 2002, pelo Arsenal, da Inglaterra. Campeão Estadual de 2005 pelo Fluminense e Campeão da Copa do Brasil de 2006, pelo Flamengo, fazendo o gol do título na final. Em 2007, foi Campeão da Taça Guanabara e Campeão Estadual pelo Flamengo. Campeão da Taça Guanabara de 2008 e Campeão Estadual de 2008.

Minha Opinião de Leigo:

No começo desse ano eu andei implicando injustamente com ele, como já tinha feito em quando chegou ao Fla, até ele mandar com aquele chutão sensacional o bacalhau pra Trás-os-Montes sem passagem de volta. Ai, eu calei a minha boca e admiti que tínhamos um grande lateral. A verdade é que a dispensada que o Arsenal deu nele causou uma péssima impressão, ainda mais porque os laterais que ficaram lá eram bondes. É que eu tinha esquecido de como inglês é otário.

Hoje, Juan é um dos jogadores mais importantes do Mengão. Ataca com muita consciência, não é horroroso na marcação, apesar de fazer muitas faltas idiotas, e tem muita raça. Gosto da maneira que ele se entrega e vai em todas durante os jogos. O time sem ele perde muito em ofensividade. Gostaria de ver ele tentando mais chutes do fora da área. Com sua velocidade é muito comum ele estar livre de marcação de frente pro gol e ao invés de meter o canudo nela rolar pro lado ou cruzar pra área. Um pouco mais de confiança e individualismo ia fazer muito bem pra ele.

Agora você diz o que acha do Marrentinho. Tudo muito polido e educado, porque o cara é do conceito.

*Uma letra Extra: 

Acabam de anunciar que Renato Augusto foi vendido pro time da aspirina de Leverküssen. Os valores não foram divulgados, mas sabemos que o Mengão só tinha 68% do passe dele e que 500 mil doletas dessa grana vão direto pra conta do Porto pelo empréstimo do Ibson.

Essa janelinha européia é cruel, mas até agora até que não tomamos muito prejú. Só perdemos o Arroz e o Renato Augusto, de quem somos fãs, mas que ainda não podia nem ser chamado de titular absoluto. Vão-se os anéis e ficam os dedos. A briga pela 10 na Gávea vai ser sinistra.

Mengão Sempre

Parabéns, Junior! You’re Simply The Best!

Dom, 29/06/08
por Arthur Muhlenberg |

 Leovegildo Lins da Gama Junior, o Junior do Mengão, o Capacete, o Maestro, o Vovô Garoto, completa hoje 54 anos. Longa vida a um dos maiores craques da história do futebol mundial. Para comemorar a data marcante em grande estilo se liguem nessa letra do meu amigo Mauricio Neves, outra fera que edita o site Manto Sagrado e entendam o que é um jogador ter a pele vermelha e preta.

Tapa na bola - Por Mauricio Neves

 

Esta não é uma história de ficção. Os personagens são humanos e reais embora hoje não se possa mais disfarçar: alguns deles chegaram à fronteira da divindade e outros a ultrapassaram. Se o futebol é uma religião, o Flamengo tem seus deuses: Valido, do Milagre. Rondinelli, da Raça. Zico, da Plenitude. E Júnior, dos Mil Jogos, a quem pertence esta história que eu vou contar.

Corria o ano de 1982, dia vinte e três de setembro. Mais de cem mil pessoas no Maracanã. Decisão, Flamengo e Vasco a todo risco.O jogo poderia entrar pela prorrogação e daí para os pênaltis, mas todos sentíamos que aquela noite não acabaria jamais. Para nós, valia o pentacampeonato da Taça Guanabara. Para eles, o desejo de vencer os campeões mundiais.

Último minuto de jogo, zero a zero. Os radialistas falam em tempo extra e cogitam os possíveis cobradores dos pênaltis. Zico recolhe uma bola na intermediária e estica na extrema esquerda a Adilio.Torto, ele carrega a bola colada ao pé até a área do Vasco, passa pelo zagueiro sem mudar o traçado da corrida e, do bico esquerdo da pequena área, desliza a bola entre o poste e Mazarópi. Gol. Gol que fez explodir a arquibancada à esquerda das cabines de rádio, que faz abraços flamengos, que desmorona a pretensão vascaína de dobrar o Campeão Mundial de Futebol. Nunes entra na meta recém vazada e solta uma bomba, endossando o gol de Adílio.

O jogo recomeça e os adversários rondam a área rubro-negra, mas cometem falta de ataque.Era o suficiente para acabar o jogo, uma falta para o Flamengo, que esperaria o apito final com a bola passando de pé em pé. Porém, na continuidade do lance que originou a falta, a defesa rubro-negra afastou o perigo da área com um chutão.

Zico e Júnior estavam junto de Cantarele, na entrada da área do Flamengo, esperando o retorno da bola.E a bola chutada do campo do Vasco passou por Zico, Júnior e Cantarele. Com a vantagem rubro-negra, era de se esperar que nenhum deles saísse atrás da bola. A pressa era inimiga. Mas a bola que passou pelos jogadores tomou o rumo da meta, abandonada por Cantarele, que estava na entrada da área junto aos demais.

Então, como se a bola estivesse em jogo ou, mais, como se a bola em direção ao gol rubro-negro fosse uma bomba ameaçando o pavilhão flamengo, como se a meta fosse uma reserva de emoções e sentimentos a ser guardada a ferro e fogo, Zico e Júnior correram desesperados atrás da bola que saltava em direção à rede. A um passo do gol, vigiado por Zico, Júnior deu um tapa na bola para impedir que ela vencesse a linha.

O jogo estava parado, o título estava assegurado, mas Zico, Júnior e todo aquele Flamengo, todos sabiam que um jogo entre Flamengo e Vasco não dura os noventa minutos: dura por toda a vida.E eu não disse que Zico ordenou a alguém, que Júnior olhou para Cantarele e disse “corre!”.

Foram eles, os maiores de todos, os intocáveis, que do alto de sua majestade perseguiram a bola como se fossem moleques, impedindo a sua entrada em nosso gol, mantendo imaculada, absolutamente imaculada a meta flamenga. Júnior deu um tapa na bola. Um tapa na bola, provavelmente o único que deu na vida. Escrevam em seu currículo: Júnior, mil jogos pelo Flamengo e um tapa na bola, em legítima defesa do que é sagrado. Um rubro-negro à flor da pele.

Mengão Sempre    

Renato Augusto - O Homem de Platina do Fla

Qui, 26/06/08
por Arthur Muhlenberg |

O guerreiro em destaque dessa semana é o xodó de muitos rubro-negros, Renato Augusto. Um moleque com tudo que um craque precisa: habilidade, inteligência, chute e velocidade. Entrou no time titular do Fuderosão com apenas 17 anos e em quase 100 jogos já mostrou muito serviço. Talvez seja a jóia mais preciosa do elenco do Mengão, mesmo não estando ainda totalmente lapidado tem uma multa rescisória de 30 milhões de Euros.

 Esse ano ele anda com uma falta de sorte incrível, dantesca, tá toda hora se contundindo e já quebrou vários ossos defendendo o Manto. Dizem as mais recentes fofocas da Gávea que contra o Sport ele será o titular no lugar do Tardelli. Quem sabe entrando desde o começo contra um clube de menor expressão o nosso craque não desencanta de vez? Se liga na ficha da criança.

Renato Augusto – Renato Soares de Oliveira Augusto nasceu no dia 08/02/1988, no Rio de Janeiro. Formado nas divisões de base do Flamengo. Estreou no dia 12/06/2005 (Corinthians 4 x 2 Flamengo). Tem 94 jogos e 11 gols pelo Flamengo. Nas divisões de base do Flamengo, foi Campeão Estadual Infantil em 2003, Campeão Estadual Juvenil em 2004 e Bicampeão Estadual de Juniores em 2005 e 2006. Pelo time profissional, foi Campeão da Copa do Brasil de 2006, da Taça Guanabara de 2007 e Campeão Estadual de 2007, Campeão da Taça Guanabara de 2008 e Campeão Estadual de 2008. Na Seleção Brasileira, foi Campeão Sul-Americano sub-17 em 2005.

Minha Opinião de Leigo:

Sempre achei Renato Augusto um craque. Não apenas pela bola que tem, mas também por ser um cara que não sente o peso do Manto. Não me esqueço do rabo de foguete que ele segurou como se fosse um veterano ao entrar no time titular nas finais da Copa do Brasil 2006. Acreditem, vestir aquela 10 rubro-negra é uma tremenda responsabilidade e ele não nunca peidou.

Renato Augusto foi decisivo no Carioca 2007 e vinha numa fase excepcional até ser convocado praquela ridícula seleça sub-20 que pagou mico no Mundial da Espanha (foi na Espanha mesmo?) ano passado. Desde então o seu futebol fora-de-série deu uma sumida. Muita gente já perdeu a paciência e o detona sem piedade.

Mas a detonação é precipitada e desconsidera a porrada de pino de platina e parafusos com que ele foi premiado em sua ainda curta carreira. Sendo tão garoto e jogando com o apoio da maior torcida do planeta, que o tem entre seus preferidos, não há motivo pra que ele não volte a arrebentar. E acho que isso pode acontecer a qualquer momento. Renato Augusto joga no meu time. E no seu?

Mengão Sempre

Tiro ao Souza

Seg, 16/06/08
por Arthur Muhlenberg |

Após muitos pedidos da galera, quem vai pra pedra hoje é o Souza. Protagonista da zoação mais bem sucedida do ano, o chororô que hoje é imitado em todo o Brasil, Souza desde aquele gol contra o Cienciano entrou numa fase ruinzona. Mesmo marcando um golzinho a cada 20 dias o centroavante careca é titular absoluto desde que pisou na Gávea. Dá um confere na ficha do atleta.

Souza – Rodrigo de Souza Cardoso nasceu no dia 04/03/1982, no Rio de Janeiro (RJ). Veio do Goiás. Estreou no dia 04/02/2007 (Flamengo 1 x 0 Boavista). Tem 68 jogos e 24 gols pelo Flamengo. Em 2003, pelo Vasco, foi Campeão Estadual. Em 2005, foi Campeão Gaúcho pelo Internacional (RS). Em 2006, foi Campeão Goiano. No segundo semestre, ainda pelo Goiás, marcou 17 gols e foi artilheiro do Campeonato Brasileiro. Pelo Flamengo, foi Campeão da Taça Guanabara de 2007 e Campeão Estadual de 2007, Campeão da Taça Guanabara de 2008 e Campeão Estadual de 2008.

Minha Opinião de Leigo:

Quando ele apareceu na Gávea não fiquei muito satisfeito. Sua passagem pelo bacalhau me parecia um caso irreversível de contaminação sanguínea, mas ele surpreendeu e mostrou que é Flamengo de verdade e mesmo sob o regime do profissionalismo acho isso importante pra cacete.

Sou um daqueles que acham que o Souza cumpre uma função importante no time, mesmo não estando na área o tempo todo pra conferir. Faz o pivô, segura a bola no ataque muitas vezes sozinho, esperando chegar alguém pra armar a jogada. E a maior parte das bolas que ele recebe é do tipo côco ou tijolo. No meu modo de ver, ele se sacrifica pelo time. E você, acha o que do nosso boneco-de-posto?

Mengão Sempre

É Toró e + 10

Seg, 09/06/08
por Arthur Muhlenberg |

 

Apesar de muita gente ter pedido pra colocar o nome do Souza na pedra, prefiro deixar o cara pra depois e dar mais uma chance pra ele calar os cornetas que pedem sua cabeça desde o Carioca. Pra levar o debate  pra uma direção contrária quem vai pra berlinda é o Toró. Ele, que já foi a grande esperança negra das Laranjeiras, teve que ralar muito no Mengão pra conquistar o respeito e admiração da Maior do Mundo. Titular com Joel e com Caio Junior também, ele ainda é contestado por algumas pessoas, mas tem arrebentado no Brasileiro e ó líder das roubadas de bola de todo o campeonato.

 Toró – Rafael Toró Ferreira Francisco nasceu no dia 13/04/1986, no Rio de Janeiro (RJ). Veio do Fluminense. Estreou no dia 22/01/2006 (Portuguesa 2 x 2 Flamengo). Tem 80 jogos e 4 gols pelo Flamengo. Campeão Estadual de 2005, pelo Fluminense. Pelo Flamengo, foi Campeão da Copa do Brasil de 2006, da Taça Guanabara e Campeão Estadual de 2007, e da Taça Guanabara de 2008 e Campeão Estadual de 2008.  

Minha Opinião de leigo:

Como quase todos os rubro-negros, quando ele chegou contrabandeado de Laranjeiras eu fiquei com um pé atrás. Ainda mais porque os tricolores diziam que o moleque era um artilheiro nato, um verdadeiro pelé preto, etc. Esse ponta-de-lança de sonhos nunca apareceu na Gávea. Quem deu as caras foi um jogador de raça e entrega absoluta durante os 90 minutos, que honra o Manto Rubro-Negro como se tivesse nascido dentro dele.

Tem gente que acha ele botinudo e incapaz de ser titular no Flamengo. Disconcordo totalmente, pois se tem dois caras que ganharam a posição no time jogando bola, sem qualquer carteirada ou proteção do professor, são Toró e Angelim. Torózinho pode não ser um virtuose, mas tem muito mais habilidade que qualquer volante em atividade nos times que disputam o Brasileiro.  

E ainda tem mais uma: se barrarem o Toró vão colocar quem? O moleque Rômulo?  O mais moleque ainda Erick Flores? Não é hora de invenções mirabolantes, o time tem evoluído dia a dia e Toró tem muita responsabilidade pelo nosso atual desempenho no Brasileirão. Toró joga no meu time do Cartola FC desde a primeira rodada.

Agora é com você, diz aí o que você acha do motorzinho do Mengão.

Mengão Sempre

Ibson - A Bola da Vez

Ter, 27/05/08
por Arthur Muhlenberg |

Com as constantes notícias sobre a sua inevitável saída ao fim do empréstimo em 30 de junho, o cara que vai pro 3º paredão tem que ser o Ibson mesmo. Criado e aperfeiçoado no prolífico berço de craques da Gávea, Ibson voltou ano passado da Europa pra ser o melhor jogador do time durante o brilhante Campeonato Brasileiro. Esse ano ainda não conseguiu encontrar o ritmo e o bom futebol de 2007. Por incrível que pareça, desde que saiu da equipe titular o Flamengo tem se apresentado melhor. Olha só a ficha do cara:

Ibson – Ibson Barreto da Silva nasceu no dia 07/11/1983, no Rio de Janeiro. Formado nas divisões de base do Flamengo. Estreou no dia 15/06/2003 (Flamengo 2 x 1 Vasco). Tem 121 jogos e 21 gols pelo Flamengo. Nas divisões de base, foi Campeão da Taça Belo Horizonte em 2003. Pelo time profissional, foi Campeão da Taça Guanabara de 2004 e Campeão Estadual de 2008 e Campeão da Taça Guanabara de 2008. Foi bicampeão português pelo Porto, nas temporadas 2005/2006 e 2006/2007.

Minha Opinião de Leigo:

Gosto muito do Ibson desde do tempo em que ele era dos juniores. Sempre foi líder em campo e sempre admirei seu rubro-negrismo. Sua volta ao Flamengo foi um divisor de águas, mudou a cara e a pegada do time. Ano passado ele foi sensacional no Brasileiro e muito mais decisivo do que o jogador que acabou sendo escolhido o craque do campeonato. Me amarro no seu futebol e adoraria vê-lo jogando por muitos anos no Flamengo.

Mas futebol é momento e esse ano o Ibson não tá jogando nem 10% da bola que ele tem. Mas mesmo que ele estivesse em grande fase, que tenho certeza que já já reaparece, o Flamengo não teria grana pra comprar seu passe cotado em 4 milhões de euros, uma fortuna pros nossos padrões.  E mesmo que tivesse não seria muito bom negócio comprar um volante, posição onde somos superavitários, por uma grana com a qual se poderia comprar um excelente centroavante, que tem nos feito falta.

Não quero ser espírito-de-porco e nem torcer pelo fracasso de ninguém, todo mundo tem o direito de correr atrás de mais dinheiro então eu desejo boa sorte a ele na sua carreira. Só não quero que ele vá pra outro clube do Brasil, isso seria muita sacanagem. Pra que isso não aconteça acho que tem que botar ele em campo pelo menos mais umas 5 vezes no Brasileiro. Escala logo o cara, Caio Junior. Escala e queima logo essa terrível possibilidade.

Agora é com vocês, digam aí o que vocês acham.

Mengão Sempre

Jailton - O Ultimo Franquista

Qua, 21/05/08
por Arthur Muhlenberg |

 

 

Foi só começar a série de posts sobre os nossos guerreiros que a turma da guilhotina (sempre atrás de uma cabeça pra cortar) se ouriçou toda. O post era sobre o Bruno, mas neguim só queria falar de Jailton. E falar mal. Muitos estavam até preocupados em malhar logo o pobre Jailton por não terem certeza se ele permaneceria no clube até chegar a vez dele na série. Bem, seus pobrema se acabaram-se, vamos aproveitar a onda e colocar logo o Jailton na roda.

Com a saída do Leo Medeiros, Jailton ficou como o último dos Ipatinga Boys de Ney Franco que permanece na Gávea. Pode-se falar tudo de Jailton, menos que ele não é persistente. Ainda que muito criticado, Jailton se firmou com Joel e tem agradado ao Caio Junior, porque pode chover, pode fazer sol e pode até nevar, Jailton não sai do time. Olha a ficha do indigitado.

Jaílton – Jaílton da Cruz Alves nasceu no dia 19/04/1982, em Aracaju (SE). Veio do Ipatinga. Estreou no dia 11/02/2007 (Flamengo 3 x 3 Botafogo). Tem 55 jogos e 1 gol pelo Flamengo.Pelo Flamengo, foi Bicampeão da Taça Guanabara de 2007/2008 e Bicampeão Estadual de 2007/2008.

Minha opinião de leigo:

Já ouvi de tudo sobre o Jailton. Que ele devia se inscrever num curso do Senai de torneiro mecânico pra tentar a presidência da república no futuro, que a torcida está fazendo uma vaquinha pra comprar um táxi pra ele trabalhar em algum outro ramo do conhecimento humano que não seja o futebol e até que ele está sendo pretendido por um poderoso e tradicional clube inglês. Um clube de cricket.

Apesar de Jailton ser um cara sério e que sempre corre até o fim, decididamente não sou fã de seu futebol. Mas sei que todo time precisa de cães de guarda voltados exclusivamente para a marcação. A galera pede muito pelo Gavillan, mas nas vezes que entrou em campo o paraguaio não mostrou a razão dessa preferência. Entre seis e meia dúzia fico com o primeiro que gasta menos dedo pra contar.

Agora é com vocês, detonem ou exaltem o cara. Mas presta atenção pra criticar só o atleta e não a pessoa, estamos de olho nos abusos.

Mengão Sempre


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