
Galera, leiam esse texto do meu camarada, o jornalista Juan Saavedra, publicado originalmente no Blog da Flamengonet. Muito bom pra termos a exata dimensão dessa grande conquista e também da importância do basquete para a Nação Rubro-Negra. Parabéns, Juan, mandou muito bem.
André, um dos meus compadres de uma lista de discussão, é um rubro-negro de quatro costados, como tantos espalhados por esse país. Ele mora em Brasília, onde foi criado, e já na segunda-feira mostrava empolgação com mais uma chance de ver o Flamengo. Sim, o Flamengo de Marcelinho, Coloneze, Hélio, Duda e Alírio.
Não tive tempo de falar com ele logo depois do título, mas podia imaginar sua alegria enquanto assistia, pela TV, à grande virada sobre o Brasília no quarto final. O pai do Enzo - um menino ainda pequeno para frequentar arenas ameaçadas por bombas ensurdecedoras - finalmente poderia contar ao rebento que acabara de testemunhar, bem de perto, seu Flamengo ser campeão. E mostrar, todo orgulhoso, algumas fotos desse grande momento.
Vá lá, isso pode parecer absolutamente irrelevante para quem deseja um clube inteiramente dedicado ao futebol. Mas, pensem bem, o feito desse 3 de junho de 2008 merece uma análise um pouco mais aprofundada. Mais do que atirar bolas ao cesto, esses caras deram um banho de auto-estima na Nação depois da decepção do 7 de maio, além de levar as emoções rubro-negras a pontos cardeais em que o futebol raramente aparece.
Vejamos. Neste nacional, o time de basquete visitou cidades como Londrina (a 400 kms de Curitiba), Vitória e Vila Velha (a 525 kms do Rio), Brasília (a 208 kms de Goiânia), Rio Claro (a 180 kms de São Paulo), Lajeado (a 120 kms de Porto Alegre), Joinville (a 130 kms de Curitiba) e Uberlândia (a 360 kms de Goiânia). Sem falar, claro, de capitais como Salvador, onde o time de futebol não atua desde 2004.
No ano que vem, enquanto defende o bicampeonato, esse time de cestinhas terá uma nobre missão: a de embaixadores da paixão. Nada muito complicado para heróis das quadras como Marcelinho, a quem o Enzo há de ver jogar num futuro próximo. Se a Polícia e os vândalos deixarem, claro.
Juan Saavedra
Mengão Sempre